3 de ago de 2012

Galáxias binárias: vida em comum, nem sempre harmoniosa...

CMG 49, constituído pelas galáxias NGC 672, à direita, e IC 1727. Este par está em forte interação gravitacional de maré, como pode ser testemunhado pela estrutura interna perturbada de IC 1727. A distância é de 30 milhões de anos luz. Note, acima e um pouco à esquerda de IC 1727, uma galáxia espiral de perfil, muito mais distante do que CMG 49, e com uma cor mais avermelhada. (Alan Chen)
Sabemos hoje, graças às imagens do céu obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble, que existem mais de 100 bilhões de galáxias no universo. O número de estrelas que existem numa galáxia é de 100 milhões, nas galáxias anãs, e de mais de 100 bilhões, nas galáxias gigantes. A Via Láctea possui cerca de 100 bilhões de estrelas. Já a galáxia elíptica gigante M87 possui mais de 3.000 bilhões de estrelas, o que representa 20 a 30 vezes mais do que a Via Láctea. As galáxias se aglomeram no universo por causa da atração gravitacional -- matéria atrai matéria. A menor 'aglomeração' de galáxias é aquela formada por duas galáxias: as galáxias binárias, que serão discutidas em mais detalhes aqui. Mas existem aglomerações, ou grupos, maiores. Desde grupos de três galáxias até grandes aglomerados de 50 a milhares de galáxias.

Em 1923, o astrônomo norte-americano Edwin Powell Hubble (1889-1953) mostrou que o universo era constituído de galáxias, ao demonstrar de maneira inequívoca que a nebulosa de Andrômeda -- uma 'mancha' luminosa no céu -- era, na verdade, um sistema de estrelas muito distante e independente de nossa Via Láctea. Imediatamente outras galáxias forma identificadas, pelo próprio Hubble e por outros astrônomos. Já no início da década de 1930, um astrônomo sueco, Erik Holmberg (1908-2000), começou a investigar as aglomerações das galáxias, em seu trabalho de doutoramento. E em 1937 concluiu a sua tese, intitulada 'Um estudo de galáxias duplas e múltiplas'. Este foi o primeiro trabalho científico sobre galáxias binárias. Por que estudar galáxias binárias? Há várias razões para isto, mas o mais óbvio é que tal estudo permite a determinação das massas das galáxias! E isto todos nós gostaríamos de saber.

Quantas estrelas existem numa galáxia? Qual é a sua massa total? Da mesma forma que podemos medir a massa da Terra, simplesmente pela observação de um corpo qualquer em queda na sua superfície, também podemos medir a massa de uma galáxia observando e medindo a sua velocidade ao redor de uma galáxia companheira. É claro que precisamos de uma lei de atração gravitacional, e nós já a temos: a lei da atração gravitacional de Newton.

Arp 87, uma galáxia binária fortemente interagente. A galáxia da direita é NGC 3808, uma galáxia espiral vista de frente. A outra galáxia é NGC 3808A, uma espiral vista de perfil. Note a extensão de um dos braços de NGC 3808 envolvendo o disco de NGC 3808A. As estrelas deste braço estão agora presas, pela força gravitacional, a NGC 3808A. Este sistema deverá se fundir nas próximas centenas de milhões de anos. (Telescópio Espacial Hubble)

O estudo de galáxias binárias possui uma complicação natural: os períodos orbitais são, em geral, da ordem de centenas de milhões de anos! Ao contrário das estrelas binárias, cujos períodos orbitais podem ser de horas, dias ou meses, e podemos medir diretamente o movimento orbital, aqui isto não é possível. Só temos acesso, para cada par, à separação orbital e à velocidade orbital num único instante. Por isto, o estudo das galáxias binárias deve ser um estudo eminentemente estatístico. Estudamos amostras de galáxias binárias, supondo que cada galáxia binária da amostra representa uma galáxia binária em um determinado instante de uma órbita média da amostra. E assim podemos fazer o cálculo da massa média de um par. Foi isto que Holmberg fez, e para isto ele teve que determinar um catálogo de galáxias binárias. E foi isto que eu também fiz em meu trabalho de doutoramento, mais de 50 anos depois de Holmberg. Analisei detalhadamente um catálogo, originalmente determinado por meu orientador, o astrônomo holandês Tjeerd van Albada. O chamado 'Catálogo de Galáxias Múltiplas', cuja sigla é CMG, possui mais de 300 pares de galáxias e mais de 200 grupos de galáxias.

O par CMG 49, mostrado aqui, apresenta uma característica típica, nos casos em que as galáxias estão relativamente próximas uma da outra. Trata-se da interação gravitacional de marés cuja principal manifestação é a perturbação da estrutura interna das galáxias. Uma das galáxias deste par, IC 1727, apresenta sinais de significativa alteração de sua estrutura geral. A parte central da galáxia está deslocada relativamente ao disco, e este é assimétrico. A 'harmonia' na convivência galáctica só ocorre quando a separação espacial entre as galáxias é muito maior que os seus tamanhos individuais, como deve ser o caso de CMG 558, mostrado anteriormente. Naquela imagem, as galáxias parecem estar próximas, mas na verdade isto é uma ilusão de perspectiva. Elas estão próximas no plano do céu. A ausência de sinais de interação indica que elas devem estar bastante separadas no espaço! Aqui, a galáxia mais fraca do par, NGC 7339, deve estar muito mais distante, isto é, situada mais profundamente no espaço do que a sua companheira NGC 7332.
 
Para finalizar, um caso ao mesmo tempo belo e assustador de convivência galáctica não harmoniosa. Trata-se do par Arp 87, da lista de galáxias peculiares determinada pelo astrônomo norte-americano Halton Arp. Ele foi espetacularmente 'capturado' pelo Telescópio Espacial Hubble. O caso de Arp 87 não é um exemplo incomum no universo. Estes sistemas binários estão em interação gravitacional tão forte, devido à proximidade das galáxias, que em breve -- em centenas de milhões de anos -- deverão se fundir em um só sistema estelar.

Astrônomos acreditam ter descoberto forma de supernova

Uma equipe de astrônomos japoneses acredita ter descoberto a forma de uma supernova, explosão que ocorre quando a vida de uma estrela massiva chega ao fim. O grupo afirma que as estrelas explodem em três dimensões, contrariando a teoria difundida de explosão bipolar. As observações foram feitas pela Câmera e Espectrógrafo Óptico de Objetos Fracos do Subaru, telescópio do Observatório Astronômico Nacional do Japão no Havaí. As informações são do Daily Mail. A supernova ocorre quando estrelas de massa superior a oito massas solares terminam suas vidas com uma explosão brilhante. A explosão resultante e a ejeção massiva de elementos enriquece a composição química do universo, e acredita-se que possam "espalhar ingredientes" para a existência de vida. No entanto, os pesquisadores sabem pouco sobre como essas explosões ocorrem.

Cientistas têm teorizado que as explosões aconteceriam de uma das duas formas: ou seriam explosões bipolares causada por rotação, ou explosões granulosas em três dimensões, impulsionadas por convecção. As últimas pesquisas apontam a teoria tridimensional estaria correta. "Embora pareça fácil ver a forma de uma supernova simplesmente tirando uma foto dela, observá-la é uma tarefa desafiadora. Como a maioria das supernovas acontecem em galáxias a milhões, ou centena de milhões de anos-luz de distância, elas ficam parecidas com um ponto, ainda que elas se expandam em uma velocidade de 10 mil km/s", explicou a equipe.

A equipe japonesa usou um método especial de detecção para revelar a forma da supernova. Os astrônomos mediram a chamada "polarização", que fornece informações sobre a direção da vibração de ondas eletromagnéticas de vários tipos de explosões. Eles, então, realizaram simulações numéricas para emissões, baseados no que se sabe sobre supernovas, descobrindo padrões diferentes de polarização para explosões bipolares e granulosas. Os astrônomos detectaram a polarização dos dois tipos de supernova, o que indicou que as supernovas não são, normalmente, redondas. Eles também descobriram que cada uma tem vários ângulos de polarização, o que consiste com a teoria das explosões em 3D.
Fonte: TERRA

As luas de Marte podem ter se originado da própria superfície do planeta

Cientistas dizem ter descoberto evidência firme de que a maior lua de Marte, Fobos, é feita de pedras queimadas fora da superfície marciana, em um evento catastrófico.
A origem dos satélites de Marte, Phobos e Deimos, é um enigma de longa data. Cientistas já fizeram algumas sugestões. Uma hipótese, por exemplo, é que ambas as luas são asteróides que se formaram em um cinturão de asteróides próximos e depois foram “capturadas” pela gravidade de Marte. Observações anteriores de Phobos em comprimentos de onda visível e em infravermelho sugeriram a possível presença de condritos carbonados, encontrados em meteoritos que caíram na Terra. Os cientistas acreditam que este material rico em carbono, rochoso, que sobrou da formação do Sistema Solar, origina os asteróides do chamado “cinturão principal” entre Marte e Júpiter. Agora, um estudo recente, apresentado em Roma, tomou novas direções. Os cientistas afirmam ter descoberto uma evidência firme de que a maior lua de Marte, Phobos, na verdade é feita de pedras que partiram da superfície marciana durante um evento catastrófico.

 O material teria decolado da superfície de Marte por causa de uma colisão com uma rocha espacial, e depois se aglutinado para formar a lua Phobos. Alternativamente, Phobos poderia ter sido formada a partir dos restos de uma lua anterior destruída pela força gravitacional de Marte. Os novos dados indicam que não há semelhança entre as rochas em Phobos e qualquer classe de meteoritos condritos conhecidos da Terra, o que apóia a outra ideia, no qual as rochas da própria superfície de Marte é que se aglutinaram mais tarde e deram origem a Phobos. Os cientistas detectaram pela primeira vez um tipo de mineral chamado filossilicatos na superfície de Phobos. Os pesquisadores pensam que esse mineral se forma na presença de água, e ele já foi encontrado anteriormente em Marte, bem como outros tipos de minerais identificados na lua que também existem na superfície de Marte.

Por enquanto, a presença desse mineral é muito intrigante, já que implica a interação de materiais de silicato com água em estado líquido. Ou os materiais se formaram de outro modo, mas isso significaria que Phobos precisou de um calor interno suficiente para permitir que a água líquida se mantivesse estável. Outros fatos indicam que a nova teoria, da aglutinação das rochas da superfície de Marte, está mais correta do que a primeira, sobre os asteróides. A teoria anterior não consegue explicar a órbita quase circular e quase equatorial das luas marcianas. Além disso, a densidade de Phobos é significativamente menor do que a densidade do material meteorítico associado com os asteróides.
Fonte:Hypescience.com
[BBC]

ROVER CURIOSITY - Pronto para o pouso em Marte

Se tudo correr como planejado, o jipe-robô Curiosity deverá pousar na superfície marciana às 02h31 de segunda-feira, dando início a um novo período de exploração do Planeta Vermelho. O Curiosity, também chamado de MSL (Mars Science Laboratory), é um rover nuclear de 1 tonelada com o tamanho um Mini Cooper e está equipado com instrumentos científicos que têm o objectivo de descobrir se Marte já teve - ou ainda tem - um ambiente capaz de suportar vida microbiana. A nave terá que passar por sete minutos de terror à medida que mergulha na atmosfera do planeta.

Os instrumentos do Curiosity

1 – Câmera de mastro - A câmera é o centro de imagens do robô. Ela vai tirar fotos em alta resolução e filmar a paisagem vermelha, para estudos posteriores. A câmera de mastro consiste em dois sistemas de imagem montados em um mastro acima do corpo principal da Curiosity, para que o campo de visão do planeta seja aumentado. Elas vão ajudar também a movimentação do carro.

2 – Lente de aumento - Ela vai funcionar como um microscópio, que vai ajudar os cientistas a ver mais de perto as rochas e solo marcianos. O instrumento vai tirar fotos coloridas de objetos menores do que um fio de cabelo humano. A lente fica no final do braço robótico da Curiosity, dividida em 5 partes e com 2,1 metros de comprimento.

3Câmera de descida - Uma pequena câmera localizada no corpo do robô vai gravar a descida à superfícies (com a ajuda de um guindaste espacial). Ela vai clicar cerca de dois quilômetros acima do chão, assim que a Curiosity acionar o escudo de calor. Serão tiradas cinco fotos por segundo, até a aterrisagem completa. O material será importante para que a equipe planeje os movimentos de solo, e para coletar informação sobre o local de pouso, uma cratera com 160 quilômetros de largura.

4 – Amostras - O sistema de amostras é o coração da Curiosity. Com apenas 38 quilogramas, é praticamente metade da importância do carro. O sistema é formado por três instrumentos separados – um espectrômetro de massa, um cromatógrafo de gás e um espectrômetro de laser. Eles vão procurar por compostos de carbono – as peças formadoras da vida como conhecemos, e outros como hidrogênio, oxigênio e nitrogênio. O equipamento fica no corpo do robô. O braço mecânico vai colocar as amostras do interior de rochas dentro do sistema de análise. Nenhum dos antecessores da Curiosity conseguiu penetrar nas rochas, então a espera é ansiosa.  “Para um geólogo que estuda rochas, não há nada mais emocionante do que o interior delas”, comenta a cientista do projeto, Joy Crisp.

5 – Química e mineralogia - Serão identificados e quantificados diferentes tipos de minerais em Marte, o que vai ajudar os cientistas a entender melhor as condições do ambiente do planeta vermelho. Como o sistema de amostras, esse também tem um compartimento para coletar amostras a partir do braço robótico. Um raio-X será aplicado no produto, identificando estruturas cristalinas.  “Isso é como mágica para nós”, comenta Crisp. O raio-X é novo nas missões de Marte, já que naves anteriores não o possuíam.

6 – Química e Câmera - Em matéria de estilo, é difícil bater esse sistema. O instrumento vai lançar um laser de até 9 metros nas rochas marcianas, para analisar a composição dos vapores liberados. Também será possível estudar rochas fora do alcance do braço, e determinar se vale a pena investigar algo específico. O sistema é composto de diferentes partes. O laser está no mastro, junto com a câmera e um pequeno telescópio. Três espectrógrafos ficam no corpo do robô, conectados ao mastro por fibras ópticas. Os espectrógrafos vão analisar a luz emitida por elétrons excitados no vapor das rochas.

7 – Espectrômetro de partículas alfa com raio-X - Localizado no braço da Curiosity, esse sistema vai mensurar a quantidade de vários elementos nas rochas e poeira de Marte. O robô vai colocar o instrumento em contato com as amostras, atirando raios-X e núcleos de hélio. Esse bombardeamento vai bagunçar os elétrons do alvo, causando uma liberação de raios-X. Os cientistas vão poder identificar elementos baseados nas características energéticas desses raios liberados. Naves passadas possuíam uma versão anterior do sistema, que usaram para ajudar a elucidar o papel da água na formação do solo marciano.

8 – Refletor dinâmico de nêutrons - Localizado perto das costas do corpo da Curiosity, ele vai ajudar o robô a procurar gelo e minerais com água, abaixo da superfície marciana. O instrumento vai atirar raios de nêutrons no chão, e analisar a velocidade com que eles retornam. Átomos de hidrogênio tendem a desacelerar os nêutrons, o que indica a presença de água ou gelo. O sistema vai mapear concentrações menores do que 0,1% e até 2 metros de profundidade.

9 – Detector de radiação - O sistema, que tem o tamanho de uma torradeira, foi desenhado especificamente para o preparo de futuras missões humanas em Marte. Ele vai quantificar e identificar radiações energéticas de qualquer tipo, de prótons em alta velocidade até raios gama. As observações vão ajudar os cientistas a determinar a quantidade de radiação que um astronauta estaria exposto. Elas também podem ajudar os pesquisadores a entender quanto da radiação ambiental pode ter afetado a origem e evolução da vida em Marte.

10 – Estação de monitoramento ambiental - Essa ferramenta, localizada na metade do mastro, é uma estação meteorológica marciana. Ela vai medir a pressão atmosférica, umidade, velocidade do vento e direção, temperatura do ar, do solo, e radiação ultravioleta. Toda a informação será colocada em relatórios diários e sazonais, permitindo que os cientistas tenham uma visão detalhada do ambiente em Marte.

11 – Equipamento de entrada, descida e pouso em Marte - Esse na verdade não é um dos 10 instrumentos da Curiosity, já que foi construído dentro do escudo térmico que vai proteger a descida do robô na atmosfera marciana. Mas vale algumas palavras aqui. O instrumento vai medir a temperatura e pressão que o escudo recebe durante a entrada no céu de Marte. As informações vão dizer aos engenheiros o desempenho do escudo e da trajetória da Curiosity. Ele é importante para definir as futuras missões em Marte.
Fonte: Hypescience.com
[Space]

O que são raios cósmicos?

Os raios cósmicos são núcleos atômicos que viajam por milhões de anos a velocidades próximas da velocidade da luz até chegarem na Terra. No início de agosto, os cientistas comemoram os 100 anos da sua descoberta, mas a história desses raios cósmicos começa bem antes. Em 1780, um dos heróis da ciência, o físico francês Charles-Augustin de Coulomb, percebeu que uma esfera eletricamente carregada perdia espontaneamente sua carga. Isto era estranho por que até então se pensava que o ar fosse um isolante, não um condutor. Em 1860, Henri Becquerel descobriu a radioatividade, e que os raios-X podiam ionizar o ar. O ar ionizado tornava-se então condutor. Em seguida, surgiu outro mistério: mesmo que você protegesse um condutor eletrificado com chumbo, ele continuava perdendo a carga. Como isto acontecia, quando se sabia que o chumbo barrava as radiações conhecidas?

O cientista austríaco Victor Hess descobriu que a ionização do ar era três vezes maior em grandes altitudes que ao nível do mar. Em 7 de agosto de 1912, viajando de balão de ar quente a 5.000 metros de altitude, ele fez medidas da ionização e descobriu que ela crescia com a altitude, descoberta que lhe rendeu um prêmio Nobel em 1936. Hess concluiu que devia haver uma fonte radioativa extremamente poderosa penetrando a atmosfera, vinda de fora. Nos anos seguintes, os cientistas descobriram que os raios cósmicos, como Robert Millikan os chamava, não eram raios, mas sim partículas com carga elétrica e muita energia. Na maioria prótons, elas atingiam a atmosfera e criavam uma cascata de subprodutos: fótons, elétrons e múons.

Origem Misteriosa - Se a natureza da radiação cósmica era conhecida, o mesmo não se podia dizer da origem destas partículas, ainda um mistério. Que fenômeno natural era este que arremessava uma partícula a velocidade muito próxima da velocidade da luz, e com até 100 bilhões de vezes mais energia que os nossos mais poderosos aceleradores de partículas?

Uma teoria proposta dizia que estas partículas eram aceleradas por explosões de supernovas, e também pelo vento estelar de estrelas supermassivas. Tudo que se precisava fazer para provar isso era encontrar uma galáxia que tivesse muitas estrelas em formação, como a galáxia M82, ou Galáxia Cigarro, que tem uma atividade de geração de novas estrelas muito intensa. Em 2009, vinte anos depois da teoria ser proposta, o telescópio VERITAS (Very Energetic Radiation Imaging Telescope Array System) conseguiu confirmá-la.

Apesar da descoberta do VERITAS, ainda estão sendo feitos estudos para identificar a origem dos raios cósmicos mais poderosos que chegam ao nosso planeta, para confirmar a hipótese da origem das partículas. O Obsrvatório Pierre Auger é um dos que está investigando esta origem. Ele é composto de 1.600 detectores Cherenkov espalhados em uma área de 3.000 km² na Argentina.

O sistema que controla todos estes detectores acabou também sendo usado em outra aplicação inusitada: controlar via rádio as sinalizações de uma linha de trem nas terras altas da Escócia. A segurança da linha de 700 quilômetros é um resultado indireto dos voos de balão de ar quente de Hess, 100 anos atrás.
Fonte: Hypescience.com
[Science Daily, Science Daily 2]

Veja as mais antigas estrelas de nossa galáxia

A foto acima mostra o aglomerado de estrelas Messier 107. Esse objeto estelar é um aglomerado globular pouco denso, que fica a 20.000 anos-luz de nosso sistema solar, na constelação de Ophiuchus, o Serpentário (ou portador da serpente), situada ao norte e ao sul do equador celeste, entre Escorpião e Sagitário. Quem descobriu esse aglomerado foi o astrônomo francês Pierre Méchain em 1782. Mais tarde, o astrônomo britânico William Herschel o documentou, de maneira independente. Em 1947, a astrônoma canadense Helen Sawyer Hogg catalogou o objeto como “Messier 107”, o inserindo no famoso catálogo astronômico do cientista Charles Messier. A imagem que vocês veem foi feita com a câmera avançada Wide Field Camera, do Telescópio Espacial Hubble, da NASA (Agência Espacial Norte-americana), em colaboração com a Agência Espacial Europeia (ESO).  O Messier 107 é um dos mais de 150 aglomerados globulares ao redor da Via Láctea. Essas coleções esféricas contêm centenas de milhares de estrelas muito antigas e estão entre os objetos mais antigos da galáxia. As estrelas de Messier 107 brilham sem parar já faz bilhões de anos. A origem dos aglomerados globulares e seu impacto na evolução galáctica permanecem um mistério para os astrônomos. Messier 107 aparentemente apresenta regiões mais obscurecidas, incomuns para tais objetos astronômicos, além de ser menos denso do que outros aglomerados globulares. Ele aproxima-se radialmente do sistema solar a uma velocidade de 147 km/s e contém pelo menos 25 estrelas variáveis. Sua metalicidade, ou seja, sua abundância de elementos mais pesados que o hélio, é intermediária comparada aos outros aglomerados globulares.
Fonte: http://hypescience.com

ROVER CURIOSITY: TUDO OU NADA

Impressão de artista da concha com o rover Curiosity aproximando-se de Marte. A sua chegada está prevista para 6 de Agosto de 2012. Crédito: NASA/JPL-Caltech

A parada nunca esteve tão alta. Dia após dia, hora após hora, a tensão cresce. A mega missão da NASA a Marte e a aterragem do rover Curiosity pode ser um sucesso tremendo - ou um desastre tremendo. O Curiosity, também chamado de MSL (Mars Science Laboratory), é um rover nuclear de 1 tonelada com o tamanho um Mini Cooper e está equipado com instrumentos científicos que têm o objectivo de descobrir se Marte já teve - ou ainda tem - um ambiente capaz de suportar vida microbiana.
Leia completo em: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2012/08/3_rover_curiosity.htm

Imagem de Brilho Aparente e de Topografia da Cratera Licinia em Vesta

Créditos da Imagem: NASA/ JPL-Caltech/ UCLA/ MPS/ DLR/ IDA
A imagem acima a esquerda foi feita pela câmera de enquadramento da sonda Dawn da NASA e mostra o brilho aparente da superfície do asteroide Vesta. Já a imagem da direita foi baseada na imagem de brilho aparente, porém foi colorida de modo que cada uma das cores representam as diferenças altitudes da topografia da região apresentada. A topografia ali representada foi calculada a partir de um conjunto de imagens que foram obtidas a partir de diferentes direções de observação. As áreas em branco e vermelho na imagem topográfica representam as regiões mais elevadas e as áreas em azul representam as regiões mais baixas.

 A cratera Licinia é a grande cratera localizada no centro da imagem. Na imagem topográfica, os contornos coloridos que representam a altura das feições são espaçados tanto ao redor como no interior da cratera, destacando assim a sua forma de bacia. A cratera Licinia tem um anel nítido com a borda recortada. Essa forma recortada foi provavelmente formada por material que caiu em direção ao centro da cratera com taxas diferentes. Na imagem de brilho aparente, listras lineares nas paredes da cratera são evidências do movimento de massa do material no centro da cratera. Esse material se amontoa no centro da cratera podendo formar as colinas de material nessa área. Existe também material mais suave no centro da cratera, que é levemente mais escuro do que o material ao redor. Existe também algum material brilhante ao redor do anel da cratera.

As imagens acima retratam uma região do asteroide Vesta localizada no Quadrante Floronia, no hemisfério norte do objeto. A sonda Dawn da NASA obteve a imagem de brilho aparente com sua câmera de enquadramento e através de seu filtro limpo no dia 11 de Outubro de 2011. A distância da sonda Dawn até a superfície do asteroide Vesta no momento em que a imagem foi adquirida era de 700 quilômetros. A resolução da imagem é de aproximadamente 70 metros por pixel. Essa imagem foi adquirida durante a fase HAMO, ou seja, High Altitude Mapping Orbit da missão da sonda Dawn em Vesta. Essas imagens foram projetadas em mapa usando a projeção Lambert-azimutal.
Fonte:cientec.com.br
http://dawn.jpl.nasa.gov

Sozinhos no vazio


Ainda falta muito tempo para conseguirmos chegar às estrelas
NOVA YORK - Em algum momento deste ano, a sonda Voyager 1, lançada da Terra 35 anos atrás, vai cruzar uma fronteira que nenhum objeto criado pelo homem jamais alcançou. Passando por uma onda de choque impulsionada pelo sol nos limites do sistema solar, ela vai chegar aos gelados domínios do espaço interestelar. A Voyager é uma das naves mais rápidas que já conseguimos mandar para fora do raio de atração da gravidade da Terra. Ainda assim, depois de três décadas e meia de voo espacial hiperveloz, a sonda ainda vai precisar de outros 700 séculos até chegar perto da estrela mais próxima. Na ausência de um milagre científico do tipo que nunca vimos ocorrer, a história dos nossos milênios futuros transcorrerá na Terra e no "espaço próximo", o ambiente formado pelos outros sete planetas, suas luas e os asteroides entre eles. Apesar de todos os voos da nossa imaginação, ainda não absorvemos essa realidade. Quer gostemos ou não, estamos provavelmente presos ao sistema solar por muito, muito tempo. É melhor começarmos a nos conformar com o significado disso para o futuro dos seres humanos.  É claro que, num certo nível, sabemos disso. Mas, numa cultura saturada de noções de "progresso" cultivadas internamente e da obsessão por mundos aparentemente próximos do nosso alcance, existe a expectativa de que construiremos uma cultura interestelar mais cedo do que seria razoável crer.

Numa espécie de versão cósmica do Destino Manifesto, supomos que, a não ser que algo terrível ocorra, nossa ciência vai nos levar às estrelas em algum momento das próximas centenas de anos. Tente mencionar um "motor de dobra" a qualquer pessoa e veja se ela sabe do que você está falando.  De Jornada nas Estrelas a Guerra nas Estrelas, dos motores de dobra ao salto no hiperespaço - a ideia da viagem interestelar é um meme tão profundo nas visões culturais do espaço e do nosso futuro que os filmes de Hollywood nem precisam perder tempo apresentando-a ao público. Basta puxar uma alavanca e zap - estamos num novo sistema estelar. Quantas pessoas ficariam surpresas em saber que o motor de dobra não é nem mesmo um conceito coerente, quem dirá uma tecnologia para o futuro próximo? A verdade é que nós nos lançamos no espaço usando basicamente os mesmos princípios físicos com os quais os chineses brincavam quando descobriram aquilo que aprendemos a chamar de pólvora há mais de 1.400 anos. Explodir alguma coisa sob nossos pés é basicamente a única maneira que conhecemos de viajar pelo vazio.

Mas, para as distâncias que separam as estrelas, esse método simplesmente não será suficiente. Mesmo que conseguíssemos descobrir uma forma de aumentar em cem vezes a velocidade de nossas naves espaciais - um aumento proporcional à diferença de velocidade entre uma carroça puxada por cavalos e um avião a jato 747 - elas ainda precisariam de quase mil anos para chegar às estrelas mais próximas e um período igual para a viagem de volta. Por mais que estejam em curso animadoras pesquisas teóricas envolvendo o envio de sondas não tripuladas às estrelas, a possibilidade real de uma cultura humana interestelar de larga escala é muito menos animadora.

Mundos alienígenas. Pense nisso. Nada de salvação para a pressão populacional nas praias de mundos alienígenas. Nada de libertação das ameaças da degradação da biosfera na promessa de novas biosferas. Nada de fuga das nossas próprias tendências destrutivas na colonização das estrelas, espalhando a semente humana ao vento solar. Por épocas futuras tão numerosas quanto as épocas passadas da história humana, é provável que tenhamos de nos valer daquilo que temos, improvisar e, no fim, aprender a conviver.  Eu tinha apenas 15 anos quando a Voyager 1 partiu em sua longa jornada. Naquela idade eu já sabia que desejava apenas ser astrônomo.

Estava certo de que o futuro da humanidade, mesmo numa escala de séculos, seria situado no teatro das estrelas. A partida da Voyager em sua missão interestelar convenceu-me de que estávamos avançados no nosso rumo àquele futuro grandioso no qual tudo seria possível.  Hoje, ainda fico impressionado com aquela pequena caixa eletrônica que singra o espaço até os limites do vento solar. Ainda acredito que ela representa o máximo do gênio humano, de nossa ambição e esperança. E acredito que é por meio dessas qualidades que conseguimos aprender a dimensão completa das estrelas.

Mas aquilo que aprendemos nessa viagem me conduz, como adulto e astrofísico, à verdade mais difícil e inconveniente de todas. Embora os netos dos netos dos nossos bisnetos possam viver para conhecer uma tecnologia cada vez mais poderosa, eles também terão de conviver mais intimamente com bilhões e bilhões de outros bem aqui, no nosso cantinho do cosmos. Pensando no passado e no futuro, aposto agora que o gênio, a ambição e a esperança da humanidade possam se superar em nome desse desafio. Não teremos outra escolha. Não haverá nenhum outro lugar para irmos por muito tempo.
Fonte: ESTADÃO

Cientistas estudam 'super-Terras' simulando a vaporização de planetas

Planetas estudados têm altas temperaturas e são maiores que a Terra. Atmosferas podem ter vapor, monóxido de silício e até 'chuvas' de pedras.
Ilustração do planeta CoRoT-7b, em concepção artística, planeta semelhante à Terra com atmosfera muito quente, tão próximo de estrela que uma de suas faces é um "mar" de rocha derretida (Foto: A.. Leger/Icarus
Cientistas das universidades de Washington e de Harvard, nos Estados Unidos, usaram computadores e modelos matemáticos para simular a vaporização da Terra e de planetas similares a ela. O objetivo da pesquisa é estudar a atmosfera e composição de "superplanetas", com características semelhantes ao nosso. Financiado pela Agência Espacial Americana (Nasa), o estudo foi publicado na edição de agosto da revista "Astrophysical Journal".

A pesquisa mostra que grandes planetas, conhecidos como "super-Terras", têm atmosferas compostas muitas vezes por vapor e dióxido de carbono, com pequenas quantidades de outros gases que distinguiriam uma formação planetária de outra. As "super-Terras" são planetas com mais massa que o nosso, porém menores que Netuno e feitos de rocha em vez de gás. Elas se localizam fora do nosso Sistema Solar, e por isso são conhecidas como exoplanetas ou planetas extrassolares.

O termo "super-Terra" faz referência apenas à massa do planeta e não à sua composição ou à possibilidade de ser um local habitável, de acordo com Bruce Fegley, professor de ciência planetária da Universidade de Washington. Os planetas pesquisados teriam temperatura de superfície oscilando entre 270 e 1,7 milº C. Em comparação com a Terra, cuja temperatura média é de 15º C, são muito quentes. Com a alta temperatura e outras características, é possível que esses planetas tenham a formação de monóxido de silício e que haja "chuvas" de pedras, por causa da condensação dos gases formadores de rochas.
Fonte: G1

Messier 5

´Créditos e Direitos Autorais: Adam Block, Mt. Lemmon SkyCenter, University of Arizona
Uma bela nebulosa descoberta entre a Balance [Libra] e a Serpente [Serpens]…”, assim começa a descrição da 5˚ entrada no famoso catálogo do astrônomo do século 18 Charles Messier de nebulosas e aglomerados estelares. Apesar dele aparecer para Messier como um círculo nebuloso e sem estrelas, o objeto Messier 5 , ou simplesmente M5 é agora conhecido como sendo um aglomerado estelar globular com 100000 estrelas ou mais, unidas pela gravidade e empacotadas numa região de aproximadamente 165 anos-luz de diâmetro. Esse objeto se localiza a aproximadamente 25000 anos-luz de distância. Circundando o halo da nossa galáxia, os aglomerados estelares globulares são antigos membros da Via Láctea. O M5 é um dos aglomerados globulares mais antigos, suas estrelas têm uma idade aproximada de 13 bilhões de anos. Esse belo aglomerado estelar é um alvo popular para os telescópios na Terra. Mesmo perto de seu denso núcleo, as gigantes estrelas azuis e vermelhas podem ser observadas nessa imagem além das estrelas amareladas e de tonalidades azuis, graças a grande qualidade e nitidez dessa imagem.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120803.html
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