8 de ago de 2012

As primeiras fotos de Marte pela sonda Curiosity

No último dia 5 de agosto, cientistas e leigos do mundo todo acompanharam o pouso da sonda espacial Curiosity, da NASA, em Marte. A arriscada operação foi um “milagre da engenharia”, nas palavras do cientista John Grotzinger, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena (EUA). Uma vez em solo marciano, a sonda pode finalmente iniciar a primeira fase de sua missão: descobrir se o planeta vermelho tem (ou já teve) os ingredientes necessários para o surgimento de vida. O pouso foi feito na cratera Gale, em cujo centro está localizado o Aeolins Mons (também conhecido como Monte Sharp), uma montanha de 5 km de altitude para a qual a Curiosity irá se dirigir durante a missão.

Solo de história

Formada a partir do impacto de um meteorito ou cometa, Gale aparentemente esteve cheia de água durante centenas de milhões de anos – como indica sua geologia. Nesse caso, as camadas de solo do Monte Sharp devem ajudar os cientistas a entender melhor o fenômeno. A Curiosity posou a aproximadamente 6,5 km do Monte e, embora haja grandes expectativas em relação a ele, não há pressa para sair do local de pouso: ainda é preciso testar os equipamentos e, além disso, há bastante material para ser analisado nas proximidades. “O que temos aqui é um paraíso para geólogos”, diz Grotzinger.

Seca misteriosa

Perto do local de pouso está o fim de um leque anuvial – depósito de detritos formado quando uma corrente de água chega a uma área plana, perde velocidade e se espalha. Isso significa que, nesse local, pode haver partículas trazidas da parede mais próxima da cratera (a 28 km de distância), o que facilitaria bastante a coleta de amostras. Comparar as partículas do leque com as do Monte Sharp pode nos ajudar a entender o que aconteceu com a água que inundava a cratera: se o material do leque for mais recente, por exemplo, é um sinal de que houve períodos de seca e de inundação, ao invés de uma única e definitiva “seca total”.

Laboratório sobre rodas

Para realizar uma análise detalhada das condições de Marte, a sonda conta com uma série de equipamentos sofisticados: entre eles, uma câmera de alta resolução, um laser para quebrar rochas e permitir um exame detalhado de suas partículas, e um laboratório de química para avaliar que tipo de material é encontrado no planeta. Com esses e outros instrumentos, a Curiosity poderá buscar partículas orgânicas e elementos químicos que tornariam possível o surgimento de vida microscópica em Marte. Outro mistério a ser investigado na missão é o da atmosfera do planeta vermelho: observações feitas em órbita sugerem que lá ocorrem emissões de gás metano, o que significa que Marte é geologicamente ativo ou que há (ou havia) organismos produzindo o gás. 

Sem perder tempo, a NASA já começou a divulgar fotos de Marte tiradas pela Curiosity. Para conferir o material clique: http://www.nasa.gov/mission_pages/msl/multimedia/gallery-indexEvents.html 
Fonte: Hypescience.com

O maior mapa já criado em 3D sobre o Universo pode ajudar na compreensão da matéria escura

Cientistas criaram um fantástico mapa 3D do Universo, revelando galáxias massivas e buracos negros distantes. O maior mapa já criado pode ajudar na investigação da misteriosa matéria escura, cotada por teoricamente compor 96% do Universo. O mapa foi produzido pelo Sloan Digital Sky Survey, mostrando aproximadamente 1/3 do céu noturno. O projeto levou 6 anos para ser concluído.

“O que me deixa orgulhoso dessa pesquisa é o nosso compromisso em criar um legado para o futuro”, disse Michael Blanton, líder da pesquisa e físico da Universidade de Nova York, de acordo com britânico DailyMail.  “Nosso objetivo era criar um mapa do Universo para ser usado durante muito tempo, em futuras gerações de astrônomos, físicos e o público em geral”, salientou Blanton.

O mapa poderá incluir, eventualmente, novos dados através de pesquisadas espectroscópicas, posicionando melhor 1,5 milhão de galáxias massivas formadas há 7 bilhões de anos, bem como 160.000 quasares, buracos negros gigantescos que estão ativos e se alimentam diariamente de gás. O projeto Boss é direcionado para as grandes galáxias porque elas tendem a ficar no mesmo lugar, sendo fáceis de detectar.

O mapa poderá trazer informações sobre os últimos 7 bilhões de história do Universo. Os pesquisadores esperam que ele possa lançar novas pistas sobre a teoria da matéria escura. O fato de não emitirem e nem absorverem luz torna sua possível existência um grande enigma.
Fonte: jornalciencia.com

Mistério do Universo foi resolvido através de “estrelas impossíveis” com massa 300x a do Sol

Os cientistas chegaram a uma teoria que poderia resolver um mistério sobre a massa das estrelas. Em 2010, cientistas da NASA descobriram 4 estrelas que superavam absolutamente tudo o que já tinha sido observado – elas possuíam massa 300 vezes maior que a do Sol, sendo duas vezes maior do que os astrônomos julgavam ser possível. Agora, pesquisadores da Universidade de Bonn, Alemanha, dizem que as estrelas que são partes da Grande Nuvem de Magalhães, 160.000 anos-luz de distância da Terra, podem ter adquirido grande massa devido a fusões e aquisições.Até 2010, pesquisadores imaginavam que o limite de massa para as estrelas recém-nascidas deveria ser 150 vezes a do Sol. Este valor representava um limite universal e parecia aplicar-se em todas as estrelas em formação.

 “Não apenas o limite superior de massa, mas a massa inteira de qualquer conjunto de estrelas recém-nascidas parecia ser idêntica, independente do local do nascimento estelar”, declarou o professor Dr. Pavel Kroupa da Universidade de Bonn, coautor do estudo, em entrevista ao portal britânico DailyMail. O processo de nascimento de uma estrela parecia ser sempre o mesmo e universal. Mas, as estrelas no sistema R136 na Grande Nuvem de Magalhães, mostrou que o limite teorizado estava errado. O grupo de cientistas de Bona modelou as interações entre as estrelas encontradas. Em seguida, simulações de computador foram efetuadas montando o aglomerado de estrelas em um modelo inédito, permitindo o máximo de proximidade com o aglomerado, criando um conjunto com 170.000 estrelas.

No início das pesquisas computacionais, o cientista Seungkyung creditou que as estrelas possuíam ‘massas normais’. Para calcular como isso mudou o sistema relativamente básico ao longo do tempo, o modelo teve de resolver as equações mais de 510.000 vezes. A simulação foi complicada, levando em consideração reações nucleares com liberação de energia, fatos ocorridos em colisões estelares. “Uma vez que estes cálculos foram feitos, rapidamente se tornou claro que as estrelas supermassivas não são nenhum mistério”, disse Sambaran, um dos responsáveis pela criação do modelo computacional. “Com tantas estrelas massivas muito próximas em pares binários, há inevitavelmente encontros aleatórios, alguns dos quais resultam em colisões onde duas estrelas se aglutinam em objetos mais pesados. As estrelas resultantes podem facilmente acabar por se tornar ultramassiva como no sistema R136”, relatou o cientista.

Apesar dos cálculos extremamente complicados e da Física avançada envolvida para entender os processos de colisões entre as estrelas de grande massa, os dados são suficientes para formular um novo entendimento sobre o que ocorre com estrelas 300 vezes a massa de nosso Sol.  Grande Nuvem de Magalhães é um tipo de galáxia considerada “anã-satélite”. Ela orbita a Via Láctea e possui o diâmetro 20 vezes menor do que nossa galáxia, além de ter 10 bilhões de estrelas. Sua forma não é bem definida, mas possui traços que lembram um espiral. Estima-se que a Grande Nuvem de Magalhães tenha sido há bilhões de anos, um dos braços da espiral da Via Láctea que teria se ‘soltado’, tornando-se uma galáxia sem forma definida.  Esta “nuvem” é um terreno fértil para a formação de novas estrelas. O local com maior formação estelar é conhecido como ‘Nebulosa da Tarântula’ com 1.000 anos-luz de diâmetro, onde foram encontradas as quatro estelas supermassivas.
 Fonte: jornalciencia.com

Curiosity usará 17 câmeras para fotografar Marte

[Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Câmeras marcianas

É para turista nenhum botar defeito: são nada menos do que 17 câmeras de curiosidade. Este gráfico mostra as localizações das câmeras do robô Curiosity, da NASA, que chegou a Marte nesta segunda-feira. O mastro do robô possui sete câmeras: o Micro Imageador Remoto, parte do conjunto chamado "Química e Câmera"; quatro câmeras de navegação em preto-e-branco (duas à esquerda e duas à direita) e duas câmeras coloridas principais no mastro, as chamadas Mastcams, que deverão fazer as melhores fotos. A Mastcam esquerda tem uma lente de 34 milímetros, e a Mastcam direita tem uma lente de 100 milímetros. Há nove câmaras fixas montadas no robô marciano: dois pares de câmeras preto-e-branco de navegação, para evitar choques com qualquer coisa marciana (Hazard Avoidance Cameras), outro par montado na parte traseira do robô (indicadas pelas setas tracejadas) e a MARDI (Mars Descent Imager), também colorida. Há ainda uma câmara na extremidade do braço robótico, que ainda está retraída, não podendo ser vista neste gráfico. Ela se chama MAHLI (Mars Hand Lens Imager).

Levantando o mastro

As primeiras imagens liberadas pela NASA foram feitas pelas câmeras de navegação, que fazem fotos de um megapixel e, como são fixas, não conseguem evitar a escuridão ou a saturação provocada pela luz do Sol. Os engenheiros já estão trabalhando na liberação do mastro principal do Curiosity, um processo que poderá levar vários dias. Só então será possível ter uma ideia melhor das imediações do local de pouso do robô.
Fonte: Inovação Tecnologica

Você só enxerga 1% do Universo

Os outros 99% são matéria escura, coisa que não brilha nem reflete nada. Identificar essa monstruosa massa invisível é a tarefa mais importante dos cosmologistas.por Flávio Dieguez
Imagine só a situação. Você coloca na balança 10 bolinhas de gude, pesando 1 grama cada uma, e logicamente espera obter um peso total de 10 gramas. Só que, em vez disso, a balança registra 1000 gramas, um número 100 vezes maior. Pergunta: o que mais pode haver na balança além das bolinhas? Trocando os brinquedos pelos astros, a mesma pergunta pode ser feita a respeito do Universo, pois somando toda a matéria contida em estrelas, planetas, galáxias e qualquer outro astro conhecido chega-se, no máximo, a 1% de tudo o que existe lá fora. Os 99% restantes são uma incógnita. Uma massa que não brilha e não reflete luz. Por isso passou a ser chamada de matéria escura. "Determinar a quantidade total e a natureza exata dessa massa desconhecida é hoje a tarefa mais importante dos estudiosos do Universo", disse à SUPER o cosmologista David Schramm, da Universidade de Chicago.

Galáxias além do limite de velocidade - A primeira suspeita de que o Universo escondia uma imensa quantidade de matéria invisível, que não podia ser captada pelos telescópios, surgiu no início da década de 30. O alerta foi dado pelo astrônomo Fritz Zwicky, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, ao avaliar a velocidade das galáxias mais distantes conhecidas à época. Era um desafio, mas não havia como errar. Zwicky sabia muito bem que se um astro está se aproximando da Terra sua cor fica mais azulada, e se ele está se afastando, o tom tende para o vermelho. Mas depois de fazer as medidas, o cientista ficou espantado com a alta velocidade das galáxias. Em parte, elas estavam se movendo devido aos puxões gravitacionais que umas dão nas outras e vice-versa. Mas a força das galáxias, apenas, não dava para explicar a correria no céu. Zwicky, então, chegou à conclusão lógica de que devia haver alguma coisa escondida lá em cima. Alguma forma de matéria desconhecida, capaz de acelerar as galáxias com sua gravidade.

Cada vez maior - Hoje, é certo que essa massa invisível está em toda parte. E seu tamanho só faz aumentar. Apelidada de matéria escura, porque não brilha e não reflete a luz de outros astros, já se admite este ano que seu peso pode ser 50 ou mesmo 100 vezes maior que o de toda a parte brilhante e visível do Cosmo. Na busca da proporção exata, o fator decisivo parece ser a distância. “Quanto mais longe procuramos, mais matéria escura descobrimos”, explicou à SUPER o cosmologista David Schramm, da Universidade de Chicago, um dos mais importantes pesquisadores da área. Por isso, o plano agora é ampliar o campo de observação de modo a abarcar um pedaço maior do Universo. A matéria escura já está sendo mapeada num raio de 150 milhões de anos-luz em torno da Terra (1 ano-luz mede 9,5 trilhões de quilômetros). Mas nos próximos anos essa fronteira deve ser multiplicada por três, chegando aos 500 milhões de anos-luz. “Aí, vamos encontrar a resposta”, animou-se ao telefone o astrofísico americano Alan Dressler, dos Observatórios Carnegie.

Nas trevas está o futuro do mundo - É impressionante descobrir que a maior parte do Universo não aparece nos telescópios. Mal se pode dizer de que tipo de matéria ele é feito. Só a curiosidade valeria o empenho dos cientistas. Mas o fato é que, sem medir o tamanho desse fantasma cósmico, não será possível alcançar uma meta prodigiosa, que hoje mobiliza alguns dos cérebros mais criativos da Astronomia: avaliar, sem erro, a quantidade total de matéria existente no Cosmo. Eles querem colocar tudo o que existe na balança para ver quanto pesa. Hoje, contando apenas a fração luminosa do Cosmo, estima-se que, em média, existe apenas um átomo a cada 1 000 metros cúbicos. Incluindo a matéria escura, o total de átomos pode chegar a 50 ou 100. E a chave do futuro está nessa imensa escuridão. Os cosmologistas dizem que, se souberem o peso do mundo, poderão prever o seu futuro. Para entender essa ligação entre a massa e o destino do Universo, basta lembrar que no instante do seu nascimento o Cosmo era minúsculo. Não passava de uma microesfera terrivelmente comprimida. Então, há cerca de 15 bilhões de anos, empurrado pela força de um grande estouro, batizado de Big Bang, o Universo começou a inflar como um balão de borracha.

Dois destinos - Por isso é que tudo agora depende do seu peso. Se este for pequeno comparado à energia do Big Bang, a expansão está destinada a prosseguir eternamente. O espaço ficará cada vez mais vazio, num processo sem fim. O limite aqui é justamente 100 átomos em cada 1 000 metros cúbicos. Se a massa cósmica for maior que isso, o impulso inicial não poderá jogá-la muito longe. Assim, dentro de alguns bilhões de anos, o Cosmo voltará a encolher, e mais cedo ou mais tarde vai esmagar as galáxias e as estrelas num espaço cada vez menor. No final, reduzido a um caroço menor que um átomo, ele terá retornado ao estágio em que tudo começou. O de uma microesfera pronta para explodir novamente. Como se vê, são dois destinos radicalmente divergentes. Mas a ciência só vai saber qual deles está reservado para o Universo quando for capaz de determinar o montante exato do seu lado negro. E o pior é que esse lado não pode ser observado diretamente. Como disse uma pioneira no estudo da matéria escura, a americana Vera Rubin, do Instituto Carnegie, “a natureza pregou uma peça nos astrônomos”. Eles pensavam que podiam ver praticamente tudo no Universo brilhava. “Agora sabemos que só podemos estudar uma pequena fração dele, a que é brilhante”.

Quem são os personagens da novela - Existe pelo menos um bom motivo para se pensar que a quantidade de matéria escura no Universo é exatamente cem vezes maior do que a de matéria comum. É que essa proporção é prevista pela própria teoria do Big Bang. Ela descreve, com muito sucesso, toda a história do mundo desde o seu início até hoje. E ninguém gostaria de descobrir que ela contém um defeito sério. Na teoria, a massa total do Universo é chamada de ômega e seu valor é representado pelo número 1. Na prática, se ômega for 1, deveria haver, em média, uns 100 átomos em cada 1 000 metros cúbicos do Universo. Mas contando apenas os átomos da matéria visível, essa densidade fica cem vezes menor, caindo para 1 átomo em 1 000 metros cúbicos. Um balanço de todas as pesquisas já realizadas até agora mostra que ainda é muito cedo para tentar adivinhar o valor de ômega. Embora as estimativas estejam apontando números cada vez mais altos, os dados são imprecisos e algumas vezes contraditórios. Além disso, não basta saber o tamanho do fantasma. Os cosmologistas também pretendem descobrir do que ele é feito. Há quem imagine objetos exotéricos, como gigantescas fitas de energia pura, cristalizadas no vazio entre as galáxias desde a época do Big Bang.

Estrelas sem brilho - Mas as propostas mais razoáveis, na verdade, são as mais simples. É possível que uma parte da matéria escura sejam estrelas mesmo, mas pequenas demais para brilhar. Várias delas têm sido identificadas na periferia das galáxias vizinhas. Só que seu número, de acordo com todas as estimativas recentes, nem de longe seria suficiente para fazer ômega ficar igual a 1. Uma possibilidade mais interessante são partículas subatômicas chamadas neutrinos. Não se sabe se eles têm massa, e nesse caso, não poderiam contribuir para o peso do Universo. A vantagem é que existem em número fabuloso. Contando apenas os que são produzidos pelo Sol e chegam aqui na Terra, cada centímetro do nosso corpo é atravessado por 60 bilhões de neutrinos por segundo. Ou seja, se tiverem peso, serão eles, com certeza, os protagonistas de toda essa história das trevas. Que se torna cada dia mais clara.
Fonte: http://super.abril.com.br  
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