10 de ago de 2012

13 “golpes de sorte” que permitiram o surgimento da vida na Terra

Não são poucos os astrônomos que dedicam tempo, energia e recursos em busca de evidências de vida em outros planetas espalhados pelas galáxias afora, e um número crescente de pessoas parece acreditar que não estamos sozinhos no universo. Mas você só está hoje lendo este texto e respirando neste mundo graças a um intrincado conjunto de condições ambientais, e sem qualquer uma das quais este planeta seria tão deserto quanto qualquer rocha cósmica por aí. Confira uma compilação de “acasos” que se juntaram para permitir a prosperidade dos seres vivos da nossa Terra:

13 – Distância exata para o sol - A distância que separa a Terra do sol é de aproximadamente 150 milhões de km (uma Unidade Astronômica – UA). Se estivéssemos alguns milhões de quilômetros mais próximos, seria quente demais. Um pouco mais distantes, seria frio demais. A razão para haver esta zona habitável é simples: a temperatura é ideal para haver água em estado líquido.

12 – Influência da lua - Você já parou para pensar que as primeiras formas de vida da Terra, que surgiram no mar, jamais teriam como alcançar o solo seco se o oceano fosse apenas um grande lago de água parada? E não é mais novidade que a lua é responsável por controlar as marés. Sem um empurrãozinho das ondas, é possível que a vida em nosso planeta ficasse restrita aos mares.

11 – Rotação - Se a rotação de nosso planeta não fosse regular, um dos lados estaria exposto aos raios solares permanentemente, enquanto o lado oposto jamais receberia esta benção. Obviamente, a vida seria inviável em qualquer uma das condições, com calor ou frio extremos. Dessa maneira, mesmo que você não goste de acordar de madrugada antes do sol nascer, ou que escureça à tardinha, é graças a isso que estamos aqui.

10 – Gravidade constante  - Grande parte dos conceitos físicos que permeiam a vida, de maneira geral, é possível apenas graças à famosa força de atração que Newton enunciou. A forma e o peso dos objetos só podem ser definidos devido a isso. Atividades básicas da vida, tais como movimentar objetos e os próprios corpos, seriam muito mais complicadas sem a gravidade.

9 – Campo magnético - Uma força invisível, mas facilmente comprovável, nos protege de sermos atingidos por partículas que o vento solar carrega até a Terra. Tal campo funciona, segundo as teorias mais aceitas, exatamente como um escudo. Tal escudo é formado a partir de uma linha circular, como um bolsão, traçada entre os polos magnéticos sul e norte da Terra. Sem esta proteção, estaríamos fritos. Literalmente.

8 – Zonas temperadas - Compare o número de espécies animais das quais você já ouviu falar nas extremidades da Terra: provavelmente, não irá muito além de pinguins no polo sul, ursos no norte, além de alguns peixes exóticos que conseguiram se adaptar a condições tão adversas. Agora pense na tropical floresta amazônica: incontáveis variedades de bichos, desde pequenos insetos até grandes mamíferos. O fato de haver áreas atingidas pelo sol em quantidades equilibradas é considerado essencial para a manutenção da vida.

7 – Água, água por todos os lados - Não é à toa que qualquer avanço na observação de possíveis fontes de água em marte ou na lua é sempre comemorado e incita novas investigações: a existência de água em estado líquido é um dos indicativos mais claros de condições para haver vida em um planeta. A Terra, com 70% de sua superfície coberta de oceanos, é privilegiada por essa razão.

6 – Nível do mar estável - Ainda falando de oceanos: é realmente muita sorte que o nível geral do mar, sob condições normais, se mantenha estável. O fato de as águas não invadirem o continente com periodicidade e constância indefinidas facilita o estabelecimento de seres vivos em ambos os ambientes. É uma pena, no entanto, que esta situação esteja mudando para pior com o aquecimento global e o derretimento das calotas.

5 – Plantas verdes - Uma interessante teoria afirma que a cobertura vegetal da Terra em seus primeiros milhões de anos pode ter sido roxa, e não verde. Apenas quando foi concluído o “esverdeamento” de nossos vegetais é que a vida animal teve condições de surgir. A razão para isso é muito simples: plantas verdes são sinais da existência de clorofila, que por sua vez é um indicativo de fotossíntese, que produz oxigênio para nós. Na época do planeta roxo, os vegetais usavam alguma outra molécula para seus processos biológicos.

4 – Eletricidade - Há quase 60 anos, dois cientistas americanos simularam a origem da vida na Terra em laboratório, com o experimento batizado de Miller-Urey em homenagem a eles próprios. Os pesquisadores utilizaram, em estado primitivo, os gases e outros componentes químicos que estariam originalmente envolvidos no surgimento do primeiro ser vivo. A partir disso, foram-se criando os mais básicos aminoácidos, que dariam o pontapé inicial da vida na Terra. Como essas reações se ativaram? Segundo tal experimento, foi graças a descargas elétricas. Exatamente iguais às que hoje observamos pela janela em noites de trovoada.

3 – Movimentos geológicos - A existência de placas tectônicas é um ponto crucial, segundo as teorias mais aceitas, para que a vida no planeta pudesse se desenvolver. A constante movimentação da crosta terrestre a partir de vulcões e terremotos nos primórdios da Terra permitiu que houvesse maior circulação de componentes químicos importantes para tal surgimento. Se toda a superfície terrestre fosse agrupada em um único e estático bloco, estes eventos poderiam não ter acontecido jamais.

2 – O espaço a nossa volta - Cientistas concordam que a Terra não “nasceu” com tudo o que era necessário para que tenhamos vida atualmente: alguns elementos, possivelmente até a água, foram trazidos de fora por gigantescos corpos celestes que colidiram com nosso planeta ainda nas primeiras etapas de sua formação. Além disso, o consenso básico é que a Terra jamais poderia abrigar vida se estivesse no vácuo: é necessário que ela esteja inserida no ambiente do sistema solar.

1 – “Tempo de maturação - ”Hoje em dia é difícil impressionar alguém citando a atual idade aproximada da Terra: embora 4,54 bilhões de anos seja um período de tempo incomensurável, já nos acostumamos à ideia de que sim, o planeta é velho. Mas nem todos os planetas já observados têm tanto tempo de vida assim: alguns nascem e são destruídos em questão de poucos milhões de anos ou ainda menos. Por essa razão, é válido destacar que a vida só prosperou no planeta porque ele mesmo resistiu. Os ancestrais mais antigos do ser humano surgiram há cerca de 4 milhões de anos, menos de um centésimo da idade do planeta.
Fonte:Hypescience.com
[Live Science/Educação.T.E]

Afinal de contas, por que Marte é vermelho, mesmo?

Agora que a nave Curiosity conseguiu pousar com segurança em Marte, podemos esperar uma inundação de fotos avermelhadas. Mas por que mesmo o planeta vermelho é vermelho? A resposta mais simples e óbvia é que Marte é vermelho por que o regolito, ou a poeira que cobre o planeta, é rica em óxido de ferro, ou ferro “oxidado”, o mesmo elemento que também dá a cor avermelhada ao sangue. Mas esta resposta levanta outras três: por que Marte é rico em ferro? Por que este ferro está oxidado? E por que o ferro oxidado tem esta coloração avermelhada?

Tudo começou 4,5 bilhões de anos atrás, quando o nosso sistema solar ainda estava em formação. Cada planeta recebeu sua dose de poeira ferrosa. Na Terra, a maior parte do ferro acabou afundando quando o planeta estava mais líquido, e formou o núcleo que é hoje responsável pelo nosso forte campo magnético. Já em Marte a coisa é diferente. O planeta é menor, e talvez a gravidade menor seja responsável pelo ferro não afundar tão rapidamente. O núcleo formado é pequeno, e o resto do planeta é rico em ferro. Isso explicaria a riqueza de ferro, mas por que a cor vermelha? Originalmente, o ferro é preto. Mas se ele for exposto a oxigênio suficiente, ele se torna óxido de ferro III, uma molécula composta de dois átomos de ferro e três átomos de oxigênio. O que nos leva a mais uma pergunta: como é que tanto oxigênio combinou-se com ferro, em Marte?

E para esta pergunta ainda não há uma resposta definitiva. De certo, só sabemos que algum tipo de intemperismo gradualmente oxidou o ferro em Marte, mas será que foram as chuvas marcianas que oxidaram o ferro? Ou foi o sol, quebrando os componentes da atmosfera marciana em oxidantes como o peróxido de hidrogênio e ozônio, que causou a lenta oxidação durante os bilhões de anos que se passaram? Ou será que a teoria sugerida em 2009, que as tempestades marcianas foram quebrando os grãos de sílica, e expondo sua superfície rica em oxigênio ao contato com o ferro? Enquanto ninguém souber a resposta certa, a cor avermelhada de Marte será, de certa forma, um mistério. Seja lá como foi que aconteceu, a cor avermelhada deve-se, em última análise, ao fato do óxido absorver os comprimentos de onda azuis e verdes, e refletir os comprimentos de onda vermelhos. E graças a esta cor sanguínea, visível a dezenas de milhões de quilômetros de distância, o planeta está ligado ao nome do deus romano da guerra – Marte. Outras civilizações também nomearam o planeta pela sua característica mais marcante. Os egípcios o chamavam de “Her Desher”, ou “o vermelho”, enquanto os astrônomos chineses antigos chamavam-no de “a estrela de fogo”.
Fonte: Hypescience.com
[MSNBC]

Traços exóticos da 'partícula de Deus' surpreendem físicos

A partícula de Deus está, ao que parece, do jeito que o diabo gosta: malcomportada. É o que indica uma análise preliminar de dados coletados no LHC, maior acelerador de partículas do mundo.

O trabalho, feito por Oscar Éboli, do Instituto de Física da USP, sugere que o chamado bóson de Higgs, que seria responsável por dar massa a tudo o que existe, não está se portando como deveria, a julgar pela teoria que previu sua existência, o Modelo Padrão.

Se confirmado, o comportamento anômalo da partícula seria a deixa para uma nova era da física. A descoberta do possível bóson, anunciada com estardalhaço no mês passado, foi comemorada como a finalização de uma etapa gloriosa no estudo das partículas fundamentais da matéria.

Sua existência, em resumo, explicaria porque o Sol pode produzir sua energia e criaturas como nós podem existir.

Dada sua importância para a consistência do Universo (e fazendo uma analogia com a história bíblica da torre de Babel), o físico ganhador do Nobel Leon Lederman deu ao bóson o apelido de "partícula de Deus".

Para analisar o bóson de Higgs, é preciso primeiro produzir uma colisão entre prótons em altíssima velocidade -função primordial do LHC. Então, do impacto de alta energia, surgem montes de novas partículas, dentre as quais o Higgs, que rapidamente decai, como se diz. É que, por ser muito instável, o bóson se "decompõe" quando a energia da colisão diminui. Aparecem, no lugar dele, outras partículas. É esse subproduto que pode ser detectado e indicar a existência do bóson de Higgs. Contudo, isso exige a realização de muitos impactos, até que as estatísticas comecem a sugerir a presença do procurado bóson. Os dados coletados até aqui são suficientes para apontar a existência da partícula, mas suas características específicas ainda não puderam ser determinadas.  "Estamos ainda num estágio inicial da exploração das propriedades da dela", diz Éboli. "Contudo, há uma indicação de que o Higgs decaia mais em dois fótons [partículas de luz] do que seria esperado no Modelo Padrão."  Os resultados dessa análise preliminar foram divulgados no Arxiv.org, repositório de estudos de física na internet, e abordados na revista "Pesquisa Fapesp".

SURPRESA BEM-VINDA

A novidade anima os cientistas. "Para a maioria dos físicos, o Modelo Padrão é uma boa representação da natureza, mas não é a teoria final", afirma Éboli.  "Se de fato for confirmado que o Higgs está decaindo mais que o esperado em dois fótons, isso pode significar que novas partículas podem estar dentro do alcance de descoberta do LHC."

Poderia ser o primeiro vislumbre de um novo "zoológico" de tijolos elementares da matéria. Previa-se que essas partículas exóticas começassem a aparecer com as energias elevadas do LHC. Tudo muito interessante, mas nada resolvido.  "É um trabalho muito sério, mas eu acho que ainda é muito cedo para se tirar qualquer conclusão se se trata ou não do Higgs padrão", afirma Sérgio Novaes, pesquisador da Unesp que participa de um dos experimentos que detectaram o bóson de Higgs.  "Até o final do ano as coisas estarão um pouco mais claras", avalia ele.
Fonte: Folha

O Triângulo Marciano

A imagem acima mostra três objetos brilhantes se encontrando no céu noturno do oeste e gerando a figura de um triângulo equilateral. O ponto brilhante no topo do triângulo é o planeta Saturno. Abaixo e a direita está Marte. Completando o triângulo, na parte inferior esquerda da imagem está a estrela Spica, Alpha Virginis, ou seja, a estrela mais brilhante da constelação de Virgo. A imagem acima foi feita com uma câmera Canon EOS Digital Rebel XSi DSLR, com uma lente de 47 mm, em f/5.6, ISSO 800 e 10 segundos de exposição. A imagem foi feita no dia 6 de Agosto de 2012, às 9:41 P.M. EDT, desde Yellow Springs no estado norte-americano de Ohio.
Fonte: http://www.astronomy.com

Prova da Vida Em Marte Já Foi Encontrada?

O robô Curiosity está atualmente pousado em Marte no meio da cratera Gale e pronto para começar uma pesquisa inédita no Planeta Vermelho. O Curiosity começará a buscar por assinaturas geológicas de um passado úmido e que pode ter sido amigável para o desenvolvimento da vida em Marte. Encontrar evidências sólidas de que grandes volumes de água existiram em Marte em algum ponto de sua história será um dos maiores passos rumo à pesquisa sobre a vida nesse planeta. Mas…será que essas evidências já não foram encontradas? Alguns cientistas dizem que sim.

Pesquisadores da Universidade de Los Angeles, Califórnia, Tempe, Arizona e Siena na Itália publicaram um artigo no Interantional Journal of Aeronautical and Space Sciences (IJASS) citando resultados dos trabalhos obtidos com dados da missão Viking da NASA. Os módulos de pouso gêmeos Viking 1 e Viking 2 foram lançados em Agosto e Setembro de 1975 e pousaram com sucesso no Planeta Vermelho em Julho e Setembro do ano seguinte. A missão principal da Viking era pesquisar sobre a vida em Marte, o que elas fizeram cavando o solo marciano e procurando por sinais de respiração, um sinal claro da atividade biológica.

Uma trincheira de seis polegadas de profundidade no solo Marciano foi escavada pela Viking 1 em Fevereiro de 1977. O objetivo era atingir um pé abaixo da superfície para recolher amostras. Resultados, embora promissores, foram inconclusivos. Agora, 35 anos depois, uma equipe de pesquisadores clama que os módulos de pouso da missão Viking detectaram a vida e os dados podem confirmar isso. “Solo ativo exibiu uma emissão rápida e substancial de gás”, diz o relatório da equipe. “O gás era provavelmente CO2 e, possivelmente, outros gases radiocarbonos”.

Aplicando uma complexa matemática aos dados da Viking para a realização de uma análise profunda, os pesquisadores descobriram que as amostras marcianas se comportaram de forma diferente se comparados a um grupo de controle não biológico.  “A resposta das amostras de controle exibiu uma ordem inicial relativamente baixa, rapidamente se desenvolvendo num ruído aproximadamente aleatório, enquanto que os experimentos ativos exibiram uma ordem inicial mais alta com um decaimento lento”, aponta o artigo. “Isso sugere uma resposta biológica robusta”.

Enquanto alguns críticos dessa descoberta clamam que esse processo de identificar vida não é perfeito, mesmo para amostras aqui da Terra, os resultados são certamente intrigantes o bastante para suportar uma investigação maior dos dados recolhidos pela missão Viking e talvez fazer uma reavaliação sobre as inconclusivas descobertas da missão.
Fonte: http://www.universetoday.com/94546/is-this-proof-of-life-on-mars/
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