13 de ago de 2012

Empresa holandesa prepara para 2023 viagem a Marte... só de ida

Empresa quer mandar pessoas a Marte antes da Nasa.Foto: AFP

A partir de 2023 turistas poderão viajar a Marte com passagem de ida simples, que será financiada com a cobertura da aventura, promete uma empresa holandesa, enquanto o veículo-robô Curiosity da Nasa (a agência espacial americana) faz as primeiras explorações no planeta vermelho. "A conquista de Marte é a etapa mais importante da história da humanidade", disse à AFP Bas Lansdorp, engenheiro mecânico de 35 anos que criou a empresa "Mars One", decidido a prosseguir com sua ideia, apesar do ceticismo dos especialistas. Uma particularidade do projeto é que, por enquanto, não haverá viagem de volta, impossível do ponto de vista técnico, explicou Bas Lansdorp. O empresário avalia o custo da viagem em US$ 6 bilhões, mais de duas vezes os US$ 2,5 bilhões da missão da sonda Curiosity, que posou em Marte em 5 de agosto para investigar se o entorno do planeta foi propício à vida microbiana no passado.

A seleção de astronautas, sua vida diária em Marte e a viagem de sete meses serão material para programas de televisão destinados a financiar a aventura. Bas Lansdorp explicou ter tido a ideia do financiamento do projeto ao conversar com o compatriota Paul Römer, um dos criadores do reality show Big Brother, exibido pela primeira vez na Holanda, em 1999. Alguns especialistas se questionam sobre a ética do projeto ou sua possibilidade técnica, embora outro holandês, Gerard't Hoofd, prêmio Nobel de Física em 1999, apoie a empresa holandesa e seja um de seus embaixadores.

"Sempre houve aventureiros para lançar viagens ao desconhecido. Pensemos nos vikings que foram para a América, em Cristóvão Colombo", argumentou, em declarações à AFP. O engenheiro Lansdorp, que trabalhou com energia eólica, admite que falta concretizar vários aspectos do projeto. Só a metade das missões das grandes agências espaciais lançadas desde 1960 para pousar em Marte teve sucesso. Mas a Mars One prevê criar no planeta uma colônia a partir de 2023. O presidente americano, Barack Obama, estabeleceu como meta enviar homens a Marte antes de 2030. Bas Lansdorp e sua equipe, formada por um físico, um desenhista industrial e um especialista de comunicação empresarial, contam em manter o controle sobre a "coordenação geral" do projeto. A realização técnica ficará a cargo de empresas privadas especializadas.

Possível... em teoria

A seleção e o treinamento dos candidatos astronautas deveriam começar, em 2013, e o envio dos módulos habitacionais, das provisões e dos veículos robotizados estão previstos entre 2016 e 2022. Em abril de 2023, os quatro primeiros homens e mulheres pousarão em Marte. Outros astronautas (21 no total em 2033) se somarão. A temperatura média no planeta é de -55°C e a atmosfera é composta em 95% de dióxido de carbono. Os astronautas instalarão a colônia e realizarão pesquisas científicas. Seu oxigênio será produzido a partir da água presente sob a forma de gelo no subsolo. "Penso que restam perguntas que não têm sido examinadas em profundidade", avalia Chris Welch, professor de engenharia espacial da Universidade Internacional para o Espaço (ISU), sediada em Estrasburgo (nordeste da França). "De um ponto de vista técnico, diria que é metade/metade", acrescentou Welch, explicando que a produção de oxigênio a partir do gelo é "possível em teoria", embora extremamente incerta.
Fonte: TERRA

Astronomia: descoberta de Deimos completa 135 anos

Deimos seria mais parecida com asteroides do que com outras luas do Sistema SolarFoto: Nasa/ESA/Divulgação

Neste domingo, enquanto a sonda Curiosity explora o solo marciano e investiga a possibilidade de vida no planeta vermelho, completam-se 135 anos de uma grande descoberta: em 11 de agosto de 1877 (no horário dos Estados Unidos, dia 12 no GMT), o astrônomo americano Asaph Hall identificou o primeiro satélite natural de Marte, denominado Deimos. Uma semana depois, ele descobriria o segundo satélite, Fobos. A presença de satélites naturais suscitou a ideia de que poderia existir vida naquele planeta, hipótese remota que o robô da Nasa tenta averiguar agora. Para o astrônomo Fernando Roig, do Observatório Nacional, do Rio de Janeiro, a descoberta dos satélites Deimos e Fobos foi muito significativa na época e gerou bastante expectativa na comunidade. "Até então, apenas os planetas gigantes gasosos tinham luas conhecidas orbitando em volta deles, além da Terra, claro. Marte tornou-se o primeiro planeta terrestre a ter um sistema de luas", explica o pesquisador. Para o astrônomo Fernando Roig, do Observatório Nacional, do Rio de Janeiro, a descoberta dos satélites Deimos e Fobos foi muito significativa na época e gerou bastante expectativa na comunidade. "Até então, apenas os planetas gigantes gasosos tinham luas conhecidas orbitando em volta deles, além da Terra, claro. Marte tornou-se o primeiro planeta terrestre a ter um sistema de luas", explica o pesquisador.

Descoberta não foi por acaso
Hall não deslindou os satélites naturais de Marte de forma acidental. Segundo o astrônomo Ronaldo Mourão, fundador do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), a descoberta constituiu uma das mais belas conquistas da ciência astronômica, justamente por não ter sido resultado do mero acaso. Hall realizava buscas sistemáticas dos satélites, os quais já haviam sido motivo de especulações por parte do astrônomo alemão Johannes Kepler. Conforme Naelton de Araújo, astrônomo da Fundação Planetário do Rio de Janeiro, além de Kepler, outros dois escritores citaram a existência de duas luas marcianas em suas obras antes da descoberta científica: o inglês Jonathan Swift, em Viagens de Gulliver, e o francês Voltaire, em Micromegas. Mas a concretização dessa busca só aconteceu em 1877, quando Hall utilizou o telescópio refrator de 26 polegadas do Observatório Naval, em Washington, considerado o maior telescópio do mundo então. O astrofísico Enos Picazzio, professor e pesquisador do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP), justifica o porquê do tamanho: "Quanto maior for a abertura do telescópio, maior será a sua capacidade de observar objetos pequenos".

Se há 135 anos as descobertas eram feitas apenas por telescópios em solo, limitados em tamanho e qualidade óptica, hoje existem muito mais recursos para observar e desvendar novos satélites de planetas do Sistema Solar. Inicialmente, o olhar atento do astrônomo era fundamental, entretanto, ao final do século 19 e início do século 20, a fotografia se tornou uma aliada e passou a ser utilizada para obter imagens dos astros. Roig explica que, atualmente, as imagens são captadas por dispositivos eletrônicos chamados CCD (em inglês, Charge-Coupled Device; em português, Dispositivo de Carga Acoplada), semelhantes aos que vêm nas câmeras digitais. Conforme Araújo, esses dispositivos são acoplados a gigantescos telescópios em terra ou a bordo de naves espaciais não tripuladas. "Várias luas dos planetas gigantes foram descobertas desta forma desde as primeiras sondas espaciais", esclarece. Mesmo com o recurso das sondas espaciais, Roig argumenta que o procedimento para a descoberta de um satélite é basicamente o mesmo. "Tomam-se imagens de diversas partes do céu, em volta do planeta, e procura-se por objetos que estejam se movendo em volta deste", pontua o astrônomo.

Fobos e Deimos: a origem
O Sistema Solar possui, atualmente, 171 desses corpos, cada qual com suas características e particularidades. Mas todos possuem algo em comum, a definição de satélite: "Nome dado a um corpo celeste que gira ao redor de outro", afirma Araújo. Eles são classificados como "naturais" para distingui-los dos satélites artificiais, criados e colocados em órbita pelo homem. "Os satélites naturais podem se originar por formação simultânea com o corpo que orbitam, por captura gravitacional ou por colisão", esclarece Picazzio. Apesar disso, existe ainda muito debate e controvérsia no que se refere à origem de Deimos e Fobos. Um dos motivos é que nenhum outro planeta terrestre, além da Terra e Marte, possui satélites naturais. Roig explica que Vênus e Mercúrio não os possuem e, no caso da Terra, o tamanho da Lua é muito atípico se comparado aos outros satélites do Sistema Solar. Outro fato levado em consideração são as características dos satélites de Marte, que levam a crer que eles sejam asteroides capturados pelo campo gravitacional do planeta vermelho.

Claudia Vilega Rodrigues, pesquisadora da Divisão de Astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), esclarece que Fobos e Deimos, ao contrário da maior parte dos satélites do Sistema Solar, não têm forma esférica. "Eles são pequenos e de forma irregular, como batatas, e são similares a asteroides presentes no Cinturão de Asteroides entre as órbitas de Marte e Júpiter", justifica. Picazzio aponta ainda outras características que fomentam essa teoria: "Eles apresentam figuras de superfície típicas de colisão (crateras, fraturas etc.) e composição química parecida com a crosta dos planetas, isto é, a parte mais superficial", exemplifica. Além disso, o astrofísico argumenta que a composição química deles é muito semelhante à dos asteroides tipo C (ricos em carbono). Existe ainda outra teoria para a formação desses satélites, semelhante à formação da Lua. "Essa teoria supõe que Marte tenha sido atingido por um corpo relativamente grande. Essa colisão ejetaria material de Marte que se recombinaria em corpos menores em torno do planeta", elucida. Independente da origem dos satélites, ainda há muito a ser descoberto. Existem planos de exploração espacial dos satélites Fobos e Deimos. De acordo com Picazzio, pensa-se, inclusive, que missões futuras a Marte possam utilizá-los como bases para exploração tripulada de Marte.

Investigação marciana
A descoberta de Fobos e Deimos contribuiu para o estudo de Marte e a busca por respostas. Neste momento, essa investigação é materializada na sonda Curiosity, em solo marciano desde a última segunda-feira. Para Araújo, as informações sobre os satélites de um planeta ajudam a entender vários detalhes importantes. "Sabendo como os satélites se movem, podemos saber mais precisamente a massa e a forma do planeta. Por outro lado, saber onde estão as luas marcianas no momento da chegada de qualquer sonda é fundamental, pois há a possibilidade de colisão", explica o astrônomo. Outra questão levantada pela descoberta dos satélites, conforme Mourão, é que ela originou as histórias sobre os marcianos e a preocupação dos astrônomos sobre a possibilidade de haver vida na superfície de Marte. A presença do robô Curiosity em solo marciano tem justamente esse objetivo. "Essa sonda poderá fazer análises que nunca foram feitas antes. Poderá percorrer distâncias maiores por quase dois anos. Instrumentos poderosos vão revelar muito do passado e do presente de Marte", afirma Araújo. Segundo Picazzio tudo indica que o planeta já teve condições ambientais (água líquida, temperatura amena, atmosfera, estufa, etc) propícias à formação de uma biosfera - embora tenha sido um período muito curto, quando comparado à Terra.

"Será que há outras vidas além da Terra? Será que a vida terrestre surgiu apenas aqui ou veio de fora e aqui se desenvolveu? Será que Marte tem alguma coisa a ver com isso?", questiona o professor da USP. Colonização - Por enquanto, a sonda Curiosity é a melhor aposta para trazer respostas a esses e outros questionamentos. "Espero de verdade que possamos responder muitas perguntas sobre a existência de água e até vida. Vivemos num momento brilhante da exploração marciana", aponta Araújo. As pesquisas desenvolvidas pela Curiosity poderão, também, servir de base para o planejamento de uma futura missão tripulada a Marte, conforme Roig. Se existe ou algum dia existiu vida em Marte, ainda é difícil dizer. Mas é provável que, daqui a algum tempo, não será mais. "Não tenho dúvidas de que iremos colonizar Marte e que já existe um projeto de terraformação (processo biológico e geológico segundo o qual seria possível tornar qualquer planeta habitável, à semelhança do que ocorreu na Terra antes do aparecimento da vida)", diz Mourão. Em seu livro, Marte - da Imaginação à realidade, ele ainda questiona: "Será que a presença dos primeiros robôs já não é um início de colonização?".
Fonte:TERRA

Nasa resolve mistério de foto tirada por robô Curiosity em Marte

Mancha misteriosa (esq.) desapareceu em outra imagem.Foto: Nasa/Divulgação
A Nasa identificou a misteriosa mancha que apareceu em uma foto enviada pelo robô Curiosity logo após o pouso em Marte, concluindo que se tratava do impacto no solo da nave que transportou o veículo. Desde segunda-feira, a foto intrigava cientistas e entusiastas da astronomia e começava a ser motivo de especulações. Todos se perguntavam sobre a pequena mancha, similar a uma nuvem de poeira, que apareceu no horizonte marciano em uma foto enviada pelo Curiosity logo após o pouso em Marte, às 05h31 GMT de segunda-feira (02h31, hora de Brasília). Nesta sexta-feira, durante entrevista coletiva celebrada no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), da Nasa em Pasadena (Califórnia, oeste), que controla a missão do Curiosity, um dos cientistas assegurou que a nuvem não era numa mancha na lente da câmera ou uma nuvem de poeira, como arriscaram alguns observadores. Tratava-se, disse, do impacto no solo da "grua" que acabava de colocar o Curiosity em Marte.

"Temos duas fotos de duas câmeras diferentes em que a nuvem aparece, tiradas 40 segundos depois da aterrissagem", disse à AFP Steve Sell, um dos chefes da equipe EDL (sigla em inglês para Entrada na atmosfera, descida e pouso do Curiosity), durante entrevista coletiva.  "E em cada uma das câmeras, 40 minutos depois, a mancha não aparece mais", disse, acrescentando que as duas câmeras apontavam na "direção exata" do ponto de queda da nave transportadora, manchada nas fotos tiradas pelos satélites americanos em órbita ao redor de Marte. Levando em conta que os engenheiros da Nasa não tinham nenhuma forma de prever o local exato, nem o eixo no qual o robô pousaria, ter um panorama do impacto da grua é "uma maravilhosa coincidência", assegurou Sell. A grua da nave transportadora, equipada com retrofoguetes, teve a difícil tarefa de pousar suavemente o Curiosity na superfície marciana, usando longos cabos de nylon. Separou-se do robô ao cumprir o objetivo e caiu a uma distância segura. "Bateu no chão muito forte, a uma velocidade de 160 160 km/h", disse Sell.

A foto em si não tem nenhum valor científico, admitiu Sell, mas é "interessante para os engenheiros". Também demonstra que "nossas projeções (sobre a ejeção da nave transportadora) eram corretas e que desenvolvemos bem nossos modelos", disse. Na sexta-feira, a equipe de cientistas do EDL atualizou a informação sobre o Curiosity. Assim, informou a hora exata de chegada às 05H31 GMT (e não às 05h32 como tinha sido anunciado logo depois da chegada do robô), bem como o local onde pousou. O Curiosity tocou o solo a "2,25 km do local previsto, um pouco mais ao leste, na verdade muito perto", disse à AFP Gavin Mendeck, outro cientista responsável. A equipe do EDL trabalha atualmente em parte dos dados enviados pelo robô, recuperando um total de 100 megabytes, "um tesouro", segundo Mendeck. "Quando tivermos recebido os dados, em umas duas semanas, levaremos meses para estudá-los", acrescentou. O Curiosity pousou com sucesso em Marte na segunda-feira, depois de mais de oito meses de viagem espacial. Durante sua missão de pelo menos dois anos de duração, este laboratório móvel se dedicará a procurar vestígios de vida passada em Marte.
Fonte: TERRA

Buracos negros escondidos no Universo

Galáxia NGC 1068 - Chandra
A galáxia NGC 1068 ou M77 é mostrada a seguir com um buraco negro ativo em seu núcleo. Astrônomos ao estudarem galáxias extremas semelhantes no infravermelho descobriram que o material que obscurece o núcleo pode estar localizado sobre uma região estendida, e não confinado em uma área pequena. No centro da maioria das galáxias, incluindo a nossa Via Láctea existe um buraco negro supermassivo. O material que cai no interior do buraco negro aquece e pode irradiar de forma dramática, por vezes, também impulsiona a ejeção de jatos bipolares de partículas carregadas. Nesses chamados núcleos galácticos ativos (AGN) observou-se dois aspectos: brilhante, gás quente movendo-se rapidamente com características de emissão de poeira, ou poeira de absorção com modesto deslocamneto de gás.

De acordo com o modelo "unificado" do AGN, essas e a maioria das outras variações na aparência são principalmente devido ao ângulo em que uma galáxia e seu motor central são vistos. No primeiro caso, a galáxia é vista de frente, e com movimento rápido de gás perto do buraco negro é claramente visível. Neste último caso, toda a galáxia, bem como uma região obscurecida pela poeira em torno do buraco negro é visto de lado, tal região bloqueia a nossa visão do gás que se move rapidamente, ocorrendo absorção no infravermelho devido à poeira. Os astrônomos do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics (CfA) Andy Goulding, Bill Forman, Christine Jones, e Markos Trichas realizaram um estudo sobre a origem dessa absorção no infravermelho.

Eles utilizaram o espectrômetro infravermelho do telescópio espacial Spitzer para examinar a presença de poeira em todos os 20 AGNs próximos com colunas extremamente grandes de gás neutro (espessura Compton AGN). Os espectros fornecem medidas quantitativas de formação de estrelas, bem como a absorção de poeira. Foi encontrado que, em uma minoria significativa de casos, a poeira absorvente é espalhada sobre uma região maior, em apoio de uma variante do modelo unificado. Os pesquisadores alertam que esses tipos de AGNs têm níveis anormalmente elevados de formação estelar.
Fonte: http://iopscience.iop.org

A Parede da Cratera Gale Em Marte

Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech / MSSS
Essa imagem colorida feita pelo veículo robô Curiosity da NASA mostra parte da parede da Cratera Gale, a local em Marte onde o veículo robô pousou em 6 de Agosto de 2012. Essa imagem é na verdade parte de um mosaico maior de alta resolução feito a partir de imagens obtidas pela Câmera Mast do Curiosity. Essa imagem da parede da cratera está ao norte do local de pouso, ou arrás do veículo. Nessa imagem pode-se ver uma série de vales formados pela erosão causada pela água que entrou na Cratera Gale vinda de fora. Essa é a primeira visão que os cientistas tem de um sistema fluvial, relacionado a algum rio ou a algum fluxo, na superfície de Marte. Conhecidos e estudados desde o começo da década de 1970 pelas missões Viking da NASA, essas redes datam do período da história marciana quando a água fluía livremente pela superfície. O principal depósito canalizado visto aqui lembra uma estrada suja subindo uma montanha, que estão na verdade na parede norte e no anel da Cratera Gale.
Embora o veículo Curiosity esteja a aproximadamente 18 quilômetros de distância dessa área e a visão esteja obscurecida pela poeira e pela neblina, a imagem fornece novas ideias sobre o estilo do transporte de sedimentos dentro deste sistema. O Curiosity não tem planos atualmente de visitar esse sistema de vales, já que o objetivo primário do veículo está ao sul do seu local de pouso. Mas imagens que serão feitas posteriormente com a Mastcam de 100 mm do Curiosity muito provavelmente permitirão aos cientistas estudarem em detalhe essa região. As imagens desse mosaico foram adquiridas pela câmera Mastcam de 34 mm durante o período de aproximadamente 1 hora no dia 9 de Agosto de 2012, cada uma delas com 1200 x 1200 pixels de tamanho.
Fonte: http://www.nasa.gov/mission_pages/msl/multimedia/pia16052-color.html

Destino Monte a Sharp em Marte

Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech / MSSS
Essa imagem colorida feita pelo veículo robô Curiosity da NASA mostra o lado sul do local de pouso do veículo em Marte, em direção ao Mount Sharp. Essa imagem, é na verdade, parte de um mosaico maior, de alta resolução e colorido gerado a partir de imagens obtidas pela Câmera Mast do Curiosity. A imagem acima fornece uma visão geral dos eventuais alvos geológicos que o Curiosity irá encontrar nos próximos dois anos, começando com um campo formado por rochas espalhadas, uma superfície coberta por cascalhos, um campo de duna escura se estendendo para mais distante no campo de visão. Para além dessas feições localizam-se as camadas e mesas formadas por rochas sedimentares do Mount Sharp.
As imagens do mosaico foram adquiridas pela Mastcam de 34 milímetros durante um período de aproximadamente 1 hora no dia 9 de Agosto de 2012, sendo que cada uma das imagens tem 1200 x 1200 pixels.Na versão principal, as cores registradas não são modificadas daquelas que são obtidas pela câmera. A imagem é na verdade o que uma câmera de celular, ou de uma máquina digital registraria se a Mastcam fizesse imagens coloridas do mesmo modo que as câmeras convencionais adquirem imagens coloridas. A segunda versão, linkada à versão principal, mostra as cores modificadas, como se a cena fosse transportada para a Terra e iluminada pela luz solar terrestre. Esse processamento é chamado de white balancing e é útil para os cientistas serem capazes de reconhecer e distinguir as rochas pela cor em uma iluminação mais familiar.
Fonte: http://www.nasa.gov/mission_pages/msl/multimedia/pia16053-color.html

A Precisão dos Pousos em Marte: Uma Perspectiva Histórica

Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech / ESA
A imagem acima ilustra como o pouso de sondas em Marte tem se tornado cada vez mais preciso com o passar dos anos. Desde o primeiro pouso em Marte de um módulo da NASA ocorrido em 1976 pela Viking, as regiões designadas como alvo de pouso, ou as elipses de pouso, têm diminuído. Melhorias na navegação interplanetária aperotu as elipses de pouso entre os anos de 1997 (Pathfinder) e 2008 (Phoenix). O veículo robô Curiosity usou essas melhorias, em adição a um sistema de hipersônico de entrada guiada, similar aos usados pelos astronautas que retornavam à Terra nas missões da Apollo, para reduzir ainda mais o tamanho da elipse e pousar um pouco ao norte dos taludes do Mount Sharp. A área da elipse de pouso do Curiosity tem somente sete por cento do tamanho da até então melhor elipse de pouso já gerada que foi a da Phoenix. Essa técnica de realizar uma entrada guiada também permitiu pousar em Marte o veículo mais pesado já levado até o Planeta Vermelho. A imagem de fundo usada para contextualizar as elipses de pouso acima foi obtida com a sonda Mars Express da Agência Espacial Europeia, com a topografia sobreposta, gerada a partir de dados da missão Mars Global Surveyor da NASA.
Fonte: http://www.nasa.gov/mission_pages/msl/multimedia/pia16039.html

Cientista provou a existência de placas tectônicas em Marte após 40 anos de estudos .

Depois de quase 40 anos, cientista conseguiu provar a existência de placas tectônicas no planeta vermelho. Um estudo recente publicado por An Yin na revista Lithosophere revela a origem dos Valles Marineris – o maior sistema de depressões encontrado no sistema solar, formado por rifteamento que removeu massa da superfície.  A pesquisa de Yin agora consegue mostrar que a superfície terrestre não é a única que está sujeira às forças descomunais das placas tectônicas.

Yin, que trabalha na Universidade de Los Angeles, fez a descoberta por meio da análise de centenas de imagens retiradas pelo satélite espacial Themis, da NASA. Ele conseguiu confirmar a hipótese comparando exemplos geológicos descobertos no Himalaia, Tibet e Califórnia – locais únicos em que grandes placas tectônicas na Terra se encontram.  Um bom exemplo é o Death Valley na Califórnia, uma área com uma série de falésias que foram formadas por uma falha geológica. Yin foi capaz de comparar estas estruturas com outras de uma “garganta” em Marte, onde na teoria, só poderia ter sido formada por uma falha.

Através de um comunicado divulgado à imprensa, Yin disse: “Você não vê esses recursos em qualquer outro planeta do sistema solar, com exceção de Marte e Terra”. A análise do cientista também resolveu o mistério sobre como o Valles Marineris foi formado. Localizado em Marte, é a região de desfiladeiro mais profunda e mais longa de todo o sistema solar – com 2.500 quilômetros de comprimento, 9 vezes maior que o Grand Canyon na Terra, nos EUA. Ele representa um tipo de “ferida” aberta no Planeta Vermelho, mas os cientistas tinham dúvidas se um dia existiu realmente atividade tectônica em Marte. Alguns especulavam que a grande fenda poderia ter sido aberta por impactos subjacentes de meteoros, mas o trabalho de Yin conseguiu provar que o Valles Marineris é um limite de uma placa tectônica com outra, com movimentação horizontal persistente.

As duas placas moveram-se 149 km uma da outra. O pesquisador compara a falha com a do Mar Morto, uma estrutura semelhante no planeta Terra que também está se movimentando horizontalmente.  A descoberta indica que Marte pode estar sujeito a tremores de terra, também chamado de “marcimotos”, trocadilho feito com o nome terremoto na versão marciana.
Fonte:jornalciencia.com

Astrônomos possuem 99% de certeza da existência de matéria escura circulando o Sol .

Os cientistas dizem que possuem 99% de certeza: “O Sol é cercado por matéria escura”, fenômeno proposto pela primeira vez em 1930 por astrônomo suíço. Fritz Zwicky, que sugeriu a teoria há décadas, acredita que aglomerados de galáxias foram preenchidos com uma misteriosa matéria escura, que os invadiu completamente. Quase no mesmo período, Jan Oort, pesquisador holandês, descobriu que a densidade da matéria próxima do Sol era quase duas vezes maior, o que poderia ser explicado pela presença de ‘grande volume de gás’.  Entretanto, ainda hoje, o mistério em torno da prova da existência da matéria escura continua e, além disso, precisamos saber onde está localizada.

 Uma equipe internacional liderada por pesquisadores da Universidade de Zurique desenvolveu uma nova teoria – e construiu uma simulação da Via Láctea para testar seu método de medição de massa antes de aplicá-lo em dados reais. Eles descobriram que as técnicas utilizadas ao longo dos últimos 20 anos foram tendenciosas, sempre subestimando a quantidade de possível matéria escura existente no Universo. Os pesquisadores então criaram uma nova técnica imparcial que recuperou os dados e proporções exatas, melhorando as respostas que a simulação poderia dar. Aplicando a técnica para as posições e velocidades de estrelas anãs laranjas com classe espectral K (quase parecidas com o nosso Sol), obtiveram uma nova medida da densidade sobre as regiões próximas da estrela.


Estamos 99% confiantes de que existe matéria escura perto do Sol”, disse o principal autor, Silvia Gargari. Na verdade, os cientistas acham que exista mais matéria escura rodeando o Sol do que era esperado: cerca de 90%!
 
“Esta poderia ser a primeira evidência de um disco de matéria escura em nossa galáxia, como recentemente previsto pela teoria e simulações numéricas da formação de galáxias ou pode significar que o halo de matéria escura da Via Láctea é achatado, impulsionando a matéria em locais de densidade”, relatou o cientista em entrevista ao britânico DailyMail. O coautor da pesquisa, Geoge Lake, disse: “Se a matéria escura é uma partícula fundamental, bilhões dessas partículas passam através do seu corpo no exato momento em que você está lendo este artigo”. Ele prossegue: “Físicos experimentais pretendem captar apenas algumas dessas partículas a cada ano em experiências famosas como o XENON e CDMS. Conhecer as propriedades locais da matéria escura é a chave para revelar que tipo de partícula ela consiste”, finalizou Lake.
Fonte: jornalciencia.com
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