14 de ago de 2012

Galeria de Imagens - Planeta Marte em Imagens

Conhecido como o Planeta Vermelho, Marte sempre despertou grande curiosidade e interesse, em parte por ser um dos planetas mais próximos da Terra com possibilidade de ter tido vida em algum momento de sua história. Uma nova missão da Nasa realizou um pouso bem sucedido do 'Curiosity' (na tradução do inglês, curiosidade), um jipe-robô de quase uma tonelada. Equipado com uma câmera que consegue identificar composições de rochas e geradores de plutônio que fornecerão energia ao veículo, ele deve explorar a superfície marciana por pelo menos dez anos. A principal missão é descobrir vestígios de vida no planeta vizinho.
Marte tem este nome em homenagem ao deus romano da guerra. O planeta tem esta coloração avermelhada por causa de uma alta concentração de óxido de ferroNo centro da foto-mosaico é possível ver o maior abismo conhecido do sistema solar. (Foto: NASA/JPL/University of Arizona).
A foto mostra camadas de diferentes tonalidades. No entanto, se você estivesse em Marte, talvez enxergasse outras cores nesta paisagem. O satélite que capturou a imagem só consegue tirar fotos em azul, verde, vermelho ou infravermelho. (Foto: NASA/JPL/University of Arizona)
A imagem mostra nuvens de poeira causadas por uma avalanche. O gelo de dióxido de carbono caiu de um precipício de 2 mil metros de altura e, provavelmente, foi derretido pela incidência de raios solares no fim do inverno e início da primavera em Marte. (Foto: NASA/JPL/University of Arizona)
No polo sul do planeta vermelho, a paisagem é branca. Com temperaturas extremamente baixas, as extremidades do planeta são cobertas de gelo. (Foto: NASA/JPL/University of Arizona)
A imagem aérea se assemelha a veias e artérias. Os cientistas acreditam que a paisagem pode ter sido criada por água em estado líquido há milhões de anos atrás, quando o planeta era mais quente e úmido. (Foto: NASA/JPL/University of Arizona)
A cratera de Victoria foi explorada por uma outra missão da Nasa. A ‘Opportunity’ passou cerca de dois anos, entre 2006 e 2008, coletando informações nesta região. (Foto: NASA/JPL/University of Arizona)
As nuvens são de uma tempestade de areia acontecendo em Marte. Os cientistas estudaram este tipo de fenômeno para determinar o melhor local e a forma ideal de pouso da missão ‘Curiosity’. (Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS)
A foto mostra, delineado com um círculo preto, o local de pouso do jipe-robô ‘Curiosity’ nas proximidades da cratera de Gale. (Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS)
As primeiras imagens enviadas pela “Curiosity” foram assim, em preto e branco. Na foto grande-angular, é possível ver a sombra do próprio jipe-robô, que tem como missão principal descobrir vestígios de vida no planeta vizinho.(Foto: NASA/JPL-Caltech)
Fonte: noticias.uol.com.br

Monstruosas estrelas “impossíveis” são mal compreendidas

Uma ilustração da estrela Wolf-Rayet R136a1, que é 300 vezes mais massivo que nosso sol (Foto: Wikipedia)

De acordo com nossos padrões, elas não deveriam existir, mas estão lá, impávidas: quatro estrelas gigantes, cada uma 300 vezes mais massiva do que o nosso sol. Localizadas no agrupamento estelar R136, na Nebulosa da Tarântula, essas estrelas estão cercadas por exemplares mais “modestos”, com massas que não chegam a ser 150 vezes maiores que a do sol.

“A suposição de um limite máximo de 150 massas solares tem sido central em nossa teoria sobre a formação de estrelas há tempos”, ressalta o astrofísico Sugata Kaviraj, do Colégio Imperial de Londres (Inglaterra). Não é por acaso que, desde que foram descobertas em 2010, essas “estrelas-monstro” são consideradas verdadeiras aberrações.

A hipótese das fusões estelares

Em busca de uma explicação plausível para tal fenômeno, um grupo de pesquisadores da Universidade de Bonn (Alemanha) testou a hipótese de que essas “estrelas-monstro” não “nasceram” grandes, mas resultaram de fusões de estrelas menores. Para isso, eles desenvolveram uma simulação de computador que traçou as interações de mais de 170 mil estrelas de um agrupamento próximo ao R136, e com características similares. Na simulação, muitas estrelas estavam a pouca distância uma das outras. Nesse ambiente denso, a pouca estabilidade era perturbada por colisões entre as estrelas, que podiam resultar em fusões e gerar “estrelas-monstro”, com massas que desafiam as leis que conhecemos.

Para que o fenômeno se concretize, é necessário que as estrelas de um agrupamento estejam muito próximas e, além disso, sejam jovens o bastante para não ser logo desgastadas por ventos estelares. “Essas estrelas massivas sempre têm fortes ventos e perdem massa rapidamente”, explica Sambaran Banerjee, um dos responsáveis pelo estudo. “Depois de cerca de 1,5 milhão de anos o vento se torna particularmente forte e a estrela entra na chamada Fase de Wolf-Rayet. Depois de mais 500 mil anos, ela passa a ter o mesmo tamanho, similar ao daquelas que lhes deram origem”. Paul Crowther, da Universidade de Sheffield (Reino Unido), liderou as primeiras observações das quatro estrelas-monstro e considera que tanto a simulação quanto a hipótese sustentada são bastante plausíveis. Banerjee, por sua vez, prefere que, no lugar de “monstros”, elas sejam chamadas de “superestrelas”.
Fonte: http://hypescience.com
[New Scientist]

Orion olha pelo ALMA

De guarda às antenas do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), Orion, o caçador, brilha no alto do céu nocturno chileno. Com a sua característica forma em ampulheta e as três estrelas brilhantes do cinturão de Orion no centro, a constelação é facilmente reconhecível. Tirada a partir do hemisfério sul, esta imagem mostra a espada de Orion por cima do cinturão. A espada alberga um dos objetos celestes mais extraordinários - a Nebulosa de Orion - que vemos como a "estrela" do meio na espada, sendo a sua nebulosidade visível a olho nu sob boas condições de observação.

As três antenas ALMA visíveis na imagem representam apenas uma fração da rede ALMA completa, que é constituída por um total de 66 antenas. O ALMA combina os sinais das antenas, separadas por distâncias que vão até 16 quilómetros, formando um único telescópio gigante, através da técnica chamada interferometria. Embora a construção não esteja completa senão em 2013, no final de 2011 observações científicas preliminares começaram a fazer-se com uma rede parcial de antenas. A 5000 metros de altitude no planalto do Chajnantor, no sopé dos Andes chilenos, uma das regiões mais áridas do mundo, o ALMA tem garantidas excelentes condições de observação. Um local seco e alto tal como o Chajnantor é absolutamente necessário, uma vez que o vapor de água e o oxigénio na atmosfera terrestre absorvem os comprimentos de onda da radiação no milímetro e no submilímetro, nos quais o ALMA foi concebido para observar.

Nesta fotografia, as antenas estão a ser testadas na Infraestrutura de Suporte às Operações, situada a uma altitude um pouco mais baixa, a 2900 metros. Uma vez testadas e completamente equipadas, as antenas serão então transportadas para o cimo do planalto do Chajnantor para começarem a trabalhar. Esta imagem foi obtida por Adrian Russell, que submeteu a fotografia no grupo Flick Your ESO Pictures. O grupo Flick é visto regularmente e as melhores fotografias são selecionadas para fazerem parte da nossa popular série Fotografia da Semana ou da nossa galeria. Em 2012 e no âmbito do 50º aniversário do ESO, aceitamos igualmente de bom grado as vossas imagens históricas relacionadas com o ESO.

O ALMA, uma infraestrutura astronômica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA
Fonte: http://www.eso.org/public/brazil/images/potw/

Meteoros da Chuva Perseidas e a Via Láctea

Créditos de imagem e direitos autorais: Jens Hackmann
Onde o próximo meteoro Perseida irá aparecer? Os aficionados pela astronomia que tentaram de todas as formas observar a Chuva de Meteoros Perseidas que teve seu pico no último final de semana (11 e 12 de Agosto de 2012) tinham essa pergunta em suas mentes. A imagem acima mostra seis meteoros dessa chuva, incluindo uma brilhante bola de fogo que corta de maneira alinhada a faixa da Via Láctea que é vista em segundo plano nessa imagem. A chuva de meteoros dos Perseidas parece gerar todos esses objetos de um ponto único no céu chamado de radiante e que é localizado na constelação de Perseus. Alguns relatos sobre a observação dos Perseidas no ano de 2012 indicam que por volta de 100 meteoros por hora puderam ser vistos em alguns locais escuros e distantes das grandes cidades, no momento de pico da chuva. A imagem acima foi feita Weikersheim, na Alemanha.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120814.html

Curiosity Registra Rochas Expostas Pela Ação de Seus Foguetes

Essa imagem colorida feita pelo rover Curiosity da NASA mostra uma área escavada pelos foguetes localizados no estágio de descida da missão Mars Science Laboratory. Essa imagem acima é parte de um mosaico maior de alta resolução feito com imagens obtidas pela Câmera Mast do Curiosity. Com os detritos soltos expelidos para fora pelos foguetes, detalhes dos materiais subjacentes são claramente observados. Em particular pode-se notar uma camada superior bem definida que contém fragmentos de rochas mergulhados em uma matriz de material mais fino. Mostrado no detalhe da imagem estão cascalhos com 3 centímetros de diâmetros (as duas setas superiores) e um pedaço maior com 11.5 centímetros de comprimento sobreposto por um de 10 centímetros da camada onde ele está mergulhado. Camadas sedimentares ricas em clastos podem se formar de diversas maneiras. Os mecanismos de formação podem ser diferenciados pelo tamanho, forma, textura superficial e posicionamento com respeito aos fragmentos nas camadas.
As imagens nesse mosaico foram adquiridas com a câmera Mastcam com lente de 34 mm, por um período de aproximadamente 1 hora no dia 8 de Agosto de 2012 e tem cada uma um tamanho de 1200 x 1200 pixels. Na versão principal da imagem, mostrada acima, as cores registradas não são modificadas. A imagem representa o que uma câmera portátil ou a câmera de um celular registraria se a Mastcam fizesse imagens coloridas da mesma maneira que essas câmeras fazem. A segunda versão da imagem, mostrada abaixo, é linkada com a versão principal, mas mostra as cores modificadas como se a cena fosse transportada para a Terra e iluminada pela luz do Sol terrestre. Esse processamento é chamado de “White balancing” e é útil para os cientistas serem capazes de reconhecer e distinguir as rochas pela cor numa iluminação mais familiar.
Fonte: http://www.nasa.gov/mission_pages/msl/multimedia/pia16054-color.html

Telescópio espacial Hubble registra violento choque entre galáxias

Nesta foto, captada pelo telescópio espacial Hubble vemos o choque entre as galáxias NGC 4038 e NGC 4039, localizadas a cerca 63 milhões de anos-luz da Terra, na direção da constelação do Corvo. Crédito: Nasa, Apolo11.com.

Que o Universo é um lugar perigoso ninguém duvida. Praticamente tudo nele é grandioso e intenso, como as explosões de raios-gama, choques de asteroides e dezenas de outros fenômenos brutais. No entanto, um choque galáctico é algo monumental e se torna ainda mais dramático quando registrado em imagens maravilhosas. A cena acima, captada pelo telescópio espacial Hubble é um exemplo típico dessa periculosidade cósmica.

Até alguns bilhões de anos atrás a galáxia NGC 4038, vista na parte superior da imagem, era uma galáxia espiral normal como tantas outras, mas nos últimos 100 milhões de anos as coisas começaram a mudar. Tudo começou quando outra galáxia, a NGC 4039 colidiu com ela vinda da direita, provocando destroços que se espalharam por milhares de anos-luz de distância. Atualmente, esses restos podem ser vistos por toda a cena e são conhecidos entre os astrônomos pelo nome de antenas.

À medida que a gravidade reestrutura cada galáxia, gigantescas nuvens de gás colidem entre si, novas estrelas massivas se formam e explodem e filamentos marrons de poeira estelar são espalhados por toda parte. Com o tempo, entretanto, as coisas irão se acalmar e as duas gigantescas galáxias se fundirão em um único objeto ainda maior.

Apesar de ser um evento de grandes dimensões, colisões desse tipo não são raras. No passado nossa Via Láctea também passou por isso e daqui alguns bilhões de anos passará novamente, quando se fundir com a Galáxia de Andrômeda, atualmente em rota de colisão. Mesmo sendo a fusão um processo inexorável, é importante notar que colisões galácticas não são eventos que acontecem do dia para a noite. A fusão desses objetos é um processo extremamente lento, que leva milhões ou bilhões de anos para ser completado. Portanto, se você está preocupado com a colisão da Via Láctea com Andrômeda, relaxe. Até lá, provavelmente nosso Sol não existirá mais.
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