20 de ago de 2012

Detalhes do Platô Aristarchus na Lua

LRO mosaico WAC processado por Maurice Collins, Nova Zelândia
Os mosaicos normais com resolução de 100 metros feitos pela Câmera de Grande Angular (WAC) da sonda LRO são maravilhosas, mas o mosaico acima que mostra a região do Platô Aristarchus gerado com imagens WAC de arquivos com o Sol baixo é realmente fenomenal. Essa imagem de resolução completa é simplesmente maravilhosa e mostra essa única paisagem de uma nova maneira poderosa. Uma imagem como essa serviria tranquilamente como ponto de partida para, por exemplo, uma tese de doutorado, para quem quisesse estudar a origem e a estrutura do Platô, tendo essa imagem como fonte e como inspiração. Aqui, algumas observações sobre essa bela imagem. Em primeiro lugar, o Vale de Schröter começa em uma cavidade, aqui na sombra, chamada de Cabeça da Cobra. É menos conhecido que a cavidade está no lado de uma substancial montanha, aqui dramaticamente indicada por uma grande sombra de 50 km de comprimento. Medidas de altimetria vindas da ferramenta QuickMap da sonda LRO mostram que a montanha que pode ser chamada de Montanha Cobra, tem 40 km de largura e 2 km de altura. Essa é quase certamente um pico vulcânico, feito de piroclásticos e/ou fluxos de lava provenientes da abertura Cabeça de Cobra ou de uma abertura anteriormente existente. Uma segunda observação pode ser feita com relação ao Platô como um todo. As áreas leste e norte do Vale de Schröter são cruzadas por cadeias que paralelas à borda norte do Platô e à fina cadeia das Montanhas Agricolas. Talvez essas feições estruturais estejam relacionadas à origem do Platô. O Platô Aristarchus pode ser sempre imaginado como sendo intimamente ligado à Bacia Imbrium, mas essas cadeias não são radiais a essa bacia, mas elas são mais ou menos, radiais à Bacia Orientale. É difícil imaginar como a Orientale poderia gerar a formação do Platô. Aqui uma terceira observação. Aproximadamente na metade do caminho ao longo da borda oeste do Platô existe uma taça de material entrando mais para dentro do mar do que o resto da margem. Seria isso um delta do último depósito de lava depositado pelo Vale de Schröter? E o que teria acontecido com o vale principal de 5 km na parte terminal oeste? O pequeno canal mais interno se quebra através da parede do vale onde o vale vira para norte e então para. Essa imagem de iluminação baixa sugere que o vale continua por uma distância menor até leste do pico brilhante. O delta é também cortado por um vale de assoalho plano com 5 km de largura que parece com um vale. Seria isso uma área de abertura de um canal agora coberta por lavas do Procellarum? Finalmente, vamos olhar na bem conhecida escarpa de falha ao sul da cratera Herodotus. Essa escarpa com 110 metros de altura é vista aqui na parte final norte virando de forma abrupta em direção leste e continua através do Aristarchus. Essa escarpa também tem uma altura máxima de 110 metros, mas ela é completamente invisível em imagens com o Sol mais alto. A imagem realmente é sensacional. Visitem o site do LPOD para observarem a imagem em toda a sua grandeza e detalhes.
Fonte: https://lpod.wikispaces.com

Como é calculada a distância de uma galáxia até a Terra?


Pelas cefeidas, estrelas cuja luminosidade varia regularmente - ou seja, elas pulsam em períodos constantes e conhecidos. Essas estrelas possuem uma característica especial: quanto mais brilhantes, mais rápido pulsam. Assim, basta medir o tempo dessa pulsação, que dura algumas semanas, para saber quanta luz a estrela emite. Quanto mais distante a estrela, menor será a quantidade de luz que chega à Terra - e maior será a diferença entre a luz emitida e a luz observada. Por isso, basta comparar o brilho real da estrela com seu brilho aparente e, assim, calcular o intervalo espacial que nos separa. "Para medir a distância em que se encontra uma galáxia, é só encontrar uma cefeida dentro dela. Mas o método só funciona para galáxias relativamente próximas, a algumas dezenas de milhões de anos-luz", afirma Roberto Campos, astrônomo da USP. Em galáxias mais distantes não é possível visualizar as cefeidas, mas o mesmo princípio de cálculo pode ser usado a partir de estruturas maiores, como os aglomerados de estrelas, também comparando sua luminosidade real com a aparente. "Essa técnica, no entanto, fica bem menos precisa do que com as cefeidas, pois é mais difícil calcular a luminosidade real", diz Roberto. O brilho constante de estrelas chamadas cefeidas serve de referência para medir a distância entre nosso planeta e a galáxia onde elas se encontram.
Fonte: Mundo estranho

Uma jovem cratera marciana

Por uma combinação fortuita, os planetas são todos velhos e os impactos são raros, o que tem um lado bom: a gente não precisa ficar se escondendo de asteroides. Por outro lado, os astrônomos e astrofísicos não tem uma cratera de impacto realmente recente para estudar. Por exemplo, a cratera mais recente da Terra tem dezenas de milhares de anos, e nesse meio tempo, sofreu erosão e desgaste pelos elementos. Mas há pouco tempo tivemos uma boa surpresa: foi encontrada uma cratera novinha em Marte. Um dos motivos pelo qual sabemos que a cratera é nova é por que o material expulso dela continua bem visível ao seu redor. Alguns anos a mais e os ventos marcianos espalhariam esses “restos” e os cobriria com areias marcianas. Mas este não é o único motivo que indica que a cratera é nova. A mesma região foi fotografada em 2009, e a cratera certamente não estava lá. Mais tarde, em 2011, ela “surgiu”. Quer dizer, sabemos que a cratera definitivamente não tem mais de 3 anos. E este é um acontecimento extremamente raro e feliz. A primeira foto foi feita pela sonda Odyssey Mars, e a segunda pela Mars Reconnaissance Orbiter (MRO). Se só tivéssemos lançado a sonda Odyssey, nunca teríamos visto a cratera. Se só tivéssemos lançado a MRO, não saberíamos o quão nova ela é. A foto acima teve as cores realçadas, para dar destaque ao material em volta da cratera.
Fonte: Hypescience.com

Qual é a fonte de energia do Sol?

a fusão nuclear de átomos de hidrogênio, a mesma fonte de energia de muitas bombas atômicas. Essa fusão acontece no núcleo do Sol, onde há uma pressão 10 mil vezes maior que no centro da Terra. Apertados, os átomos dessa parte da estrela se unem: cada quatro átomos de hidrogênio formam um de hélio. Só que essa conta não é tão precisa assim, pois o quarteto de hidrogênio tem uma massa 0,7% maior que a do hélio. Parece uma migalha, mas é justamente a sobra de matéria desse processo de fusão que se transforma em luz e calor.

"A cada segundo, 4,7 bilhões de toneladas da massa do Sol são convertidas em energia", diz o astrônomo Roberto Dias da Costa, da USP. Isso ocorre há mais de cinco bilhões de anos e vai durar outro tanto, até que acabe o estoque de hidrogênio do núcleo. O Sol buscará, então, energia nas suas camadas mais superficiais, tornando-se uma estrela do tipo gigante vermelha. Será um desastre para nós, pois ele se expandirá a ponto de engolir a Terra.

Depois, ao entrar numa espécie de terceira idade espacial, o astro não vai suportar o crescimento do seu próprio peso, acabará se contraindo e, por fim, vai virar uma anã branca - um tipo de estrela pequena, quase do tamanho da Terra. Com o calor que sobrar dos tempos de juventude, o Sol continuará brilhando fraquinho, até apagar de vez!

Panela de pressão estelar Da união dos átomos de hidrogênio nascem a luz e o calor do Sol

1. No centro do Sol, por causa das altas temperaturas da estrela, a pressão é milhares de vezes maior que no centro da Terra.
2. Pressionados, os átomos de hidrogênio se unem e viram hélio. A soma de cada quatro átomos de hidrogênio, porém, gera uma massa um pouco maior que a de um átomo de hélio. É essa sobra que se transforma em energia.
Fonte: mundoestranho.abril.com.br 

Se o universo tem 14 bilhões de anos, porque vemos coisas a 32 bilhões de anos-luz?

Em 2003, um trabalho publicado no Physical Review Letters apontava que o raio do universo visível não poderia ser inferior a 46,5 bilhões de anos-luz. Em janeiro de 2011, o Hubble encontrou aquele que é considerado o mais distante objeto já observado, uma estrutura estelar chamada UDFj-39546284, cuja luz viajou por 13,2 bilhões de anos, e que deve estar a aproximados 31,7 bilhões de anos-luz de distância. Se você acompanhou todos estes números, deve estar se perguntando “se a luz do UDFj-39546284 partiu dele há 13,2 bilhões de anos atrás, como é que este objeto pode estar a 31,7 bilhões de anos-luz de distância”?

Os números não batem. Será que os astrofísicos realmente sabem o que é uma grandeza e o que significa um número ser maior que o outro? Pode apostar que os astrofísicos sabem de tudo isto. Qual a explicação para esta divergência, então? Ocorre que o universo está em expansão. Se ele está em expansão, então quando a luz viajou por 13,2 bilhões de anos, o caminho que ela percorreu é diferente de 13,2 bilhões de anos-luz; é maior. Você pode imaginar um trem saindo de uma estação, em direção a uma estação que se encontra a uma distância qualquer.

Logo depois que o trem parte, a distância começa a sofrer expansão. A estação que ele partiu está mais longe do que a distância que o trem já percorreu, e a distância que o trem ainda tem que percorrer não está diminuindo tão rápido como deveria. Da mesma forma que o nosso trem metafórico, quando a luz deixou o corpo em questão, a distância que a luz percorreu já é menor que a distância que a separa de sua origem. Da mesma forma, o espaço à frente também está em expansão, e a distância que o raio de luz terá de percorrer até atingir o Hubble vai ficando cada vez maior.

 E não é só isto que está acontecendo. O espaço em que o próprio raio está também está em expansão. E o raio vai ficando cada vez mais esticado, o comprimento de onda vai ficando cada vez maior, e vai se alterando em direção aos comprimentos maiores de onda. Quando ele chegar ao Hubble, os astrofísicos e astrônomos verão as marcas de uma viagem tremenda: de onde veio aquele raio de luz e a que distância se encontra o corpo luminoso que o emitiu, 13.200.000.000 anos atrás.
Fonte: hypescience.com

Ilha galáctica

Em termos do estado real intergaláctico, o nosso Sistema Solar faz parte de uma grande galáxia espiral, a Via Láctea. Numerosas, mas menos glamorosas, as galáxias anãs fazem companhia à Via Láctea. Muitas galáxias, contudo, são comparativamente isoladas, sem vizinhos próximos. No exemplo, mostrado na imagem acima, temos a pequena galáxia conhecida como DDO 190, registrada aqui pelo Telescópio Espacial Hubble, a sigla DDO significa, David Dunlap Observatory, agora administrado pela Royal Astronomical Society of Canada, onde o catálogo foi criado. A galáxia DDO 190 é classificada como uma galáxia anã irregular já que ela é relativamente pequena e sem uma estrutura clara. As estrelas avermelhadas e mais velhas populam os subúrbios da DDO 190, enquanto que estrelas azuladas mais jovens brilham no centro conturbado da DDO 190. Alguns bolsões de gás ionizado aquecido pelas estrelas aparecem aqui e ali, com os mais notáveis brilhando em direção à parte inferior da DDO 190. Além disso, um grande número de galáxias distantes, entre elas espirais, elípticas e também algumas de forma pouco definida brilham em segundo plano na imagem. A DDO 190, localiza-se a aproximadamente 190 milhões de anos-luz de distância do nosso Sistema Solar. Ela é considerada parte do grupo de galáxias Messier 94, não muito distante do nosso Grupo Local de galáxias onde a Via Láctea está inserida. O astrônomo canadense Sidney van der Bergh, foi o primeiro a registrar a DDO 190, em 1959, como parte do catálogo DDO de galáxias anãs. Embora, dentro do grupo Messier 94, a DDO 190 está praticamente sozinha. A galáxia mais próxima é a DDO 187, que está a aproximadamente 3 milhões de anos-luz de distância. Em comparação, muitas das galáxias companheiras da Via Láctea se localizam a uma distância equivalente a um quinto dessa, e mesmo a grande galáxia espiral de Andrômeda está mais perto de nós do que a vizinha mais próxima da DDO 190.
Fonte: NASA

Robô Curiosity utiliza laser em rocha de Marte pela primeira vez

Curiosity utilizou laser da chamada ChemCam na rocha N165, apelidada como "Coroação"
Antes dar início a sua primeira missão de prospecção em Marte, o robô Curiosity utilizou neste domingo pela primeira vez seu raio laser para destruir uma rocha do tamanho de um punho e testar a funcionalidade do aparato. Segundo a Nasa, o Curiosity utilizou o laser da chamada ChemCam na rocha N165, apelidada como "Coroação". Neste teste, o robô Curiosity disparou 30 vezes seu laser por um período de 10 segundos. O objetivo era aquecer a rocha até um ponto que suas moléculas se transformassem em uma bola de fogo (um plasma ionizado, brilhante) para que o telescópio e os três espectrômetros do Curiosity pudessem analisar os elementos que compõe a mesma.

Segundo o investigador principal da ChemCam, Roger Wiens, do Laboratório Nacional Los Alamos, no Novo México (EUA.), a missão conseguiu alcançar um grande espectro de elementos, que já estão sendo analisados. "Nossa equipe está entusiasmada e trabalhando duro para analisar os resultados obtidos", assinalou Wiens, que destacou que oito anos depois de terem construído o instrumento, agora chegou o momento de analisar seus resultados. Com esta primeira prova, a equipe queria comprovar como funciona o instrumento e também fazer algumas práticas de disparo, mas, ao mesmo tempo, o teste também seria usado para estudar se houve alguma mudança na composição da rocha à medida que os disparos eram feitos.

A Nasa explica que se os cientistas detectarem que houve mudanças, isso poderia indicar que o pó ou qualquer outro material poderia ter penetrado na rocha e se ocultado sob a superfície. O diretor adjunto do projeto cientista da ChemCam, Sylvestre Maurice, do Instituto de Pesquisa Astrofísica e dos Planetas (IRAP) em Toulouse (França), também fez questão de ressaltar a nitidez dos sinais recebidos. "É surpreendente que os dados (recebidos) são inclusive melhor dos que tinham recebido antes, durante as provas na Terra", indicou Maurice, que espera grandes descobrimentos na missão do Curiosity.

"Podemos esperar grandes descobrimentos científicos investigando os milhares de alvos da ChemCam nos próximos dois anos", assegurou o cientista. O Curiosity++, um robô explorador de uma tonelada, chegou a Marte no último dia 6 de agosto com uma missão de dois anos, a qual percorrerá parte do planeta vermelho para analisar sua composição e determinar se o local possui condições de vida.
Fonte: TERRA / EFE

Um Filamento sobre o Sol

Crédito da imagem e direitos autorais: Bret Dahl
A imagem acima, mostra uma nuvem flutuando sobre o Sol? Sim, mas essa nuvem é um pouco diferente das nuvens que aparecem flutuando sobre a superfície da Terra. A grande feição clara, observada na parte esquerda da imagem acima, é na verdade um filamento e é composto na sua maioria por gás hidrogênio carregado gerado pelo looping do campo magnético do Sol. Em contraste, as nuvens sobre a superfície da Terra, são normalmente mais frias, compostas na sua maioria por pequenas gotículas de água, e são geradas pelos movimentos ascendentes de ar que é mais leve. O filamento acima foi capturado no Sol, aproximadamente há duas semanas, perto da região ativa AR 1535, visível na parte direita da imagem com manchas solares escuras. Os filamentos no Sol, normalmente duram por um período de alguns dias a meses, mas um grande filamento como esse, pode flutuar sobre o Sol por um período de um mês ou mais. Alguns filamentos geram grandes flares se eles repentinamente colapsam de volta ao Sol.

Prestes a deixar o Sistema Solar, Voyager 1 e 2 chegam aos 35 anos

Aos 35 anos, Voyager 2 segue em sua missão pelo espaço.Foto: Nasa/Divulgação
As sondas gêmeas mais famosas (e talvez as mais importantes) da conquista espacial chegam aos 35 anos - pelo menos a mais velha delas. No final dos anos 70, a Voyager 2 e, depois, a 1 deixavam a Terra rumo à próxima estrela no caminho. Lançadas para aproveitar uma conjuntura de planetas para fazer um impulso gravitacional, as duas registraram pela primeira vez de perto muitos planetas e descobriram diversas luas pelo caminho. A missão ficou tão famosa que acabou no cinema e suas imagens históricas inspiraram um dos mais famosos astrônomos - Carl Sagan. Hoje, as duas estão no limite do Sistema Solar e ainda mandam dados para a Nasa. A potência de suas baterias nucleares deve manter a missão (hoje chamada pela Nasa de interplanetária) viva por mais alguns anos. Mas, mesmo depois de não ter mais energia para falar com a mãe Terra, as irmãs Voyager já escreveram seu nome na eternidade.
Mais informações em: http://www.terra.com.br/noticias/ciencia/infograficos/voyager-35anos/

Nasa define primeiro alvo do laser da Curiosity em Marte

Pedra N165 será atacada - mas pelo bem da ciência.Foto: Nasa/Divulgação

Uma pequena pedra, que recebeu o nome de N165, será o primeiro alvo do laser da sonda Curiosity em Marte. Em uma conferência nesta sexta-feira, a Nasa - a agência espacial americana - anunciou os próximos passos da sonda que chegou no dia 6 ao planeta vermelho. Resumidamente, os instrumentos do robô estão passando (e continuarão) por uma série de testes. A ChemCam e outros instrumentos foram testados com sucesso até agora. Uma das exceções é o laser da própria ChemCam. E, quando liga-lo, os cientistas farão "tiro ao alvo" com o equipamento, e a primeira "vítima" é exatamente a pedra N165. A sonda vai disparar cerca de 30 jatos de laser em dez segundos até formar gás ionizado (plasma) e a câmera vai analisar sua composição química.

"Nossa equipe esperou oito longos anos por este momento" disse Roger Wiens, do Laboratório Nacional de los Alamos, o pesquisador principal da ChemCam, que espera poder compartilhar no início da próxima semana os resultados dos primeiros disparos. John Grotzinger, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), e cientista do projeto, diz que, se tudo der certo com os testes e ajustes, em cerca de dois dias a Curiosity vai se mover para o primeiro ponto a ser explorado - que ganhou o nome de Glenelg. O lugar foi escolhido por ser uma intersecção de três tipos de terreno e servirá para vários testes do equipamento e pode conter minerais hidratados (que surgem apenas na presença de água), um dos principais objetivos da Curiosity. Como a sonda deve ter que passar duas vezes por esse ponto (na ida e na volta do monte Sharp, o principal local a ser explorado), os cientistas escolheram o nome Glenelg - um palíndromo.

Outros instrumentos

A Curiosity ligou nesta sexta-feira o gerador de nêutrons que carrega em uma de suas laterais. "Todos os instrumentos que estamos testando estão funcionando e estamos orgulhosos de anunciar que o instrumento DAN foi ligado hoje e operou com sucesso", anunciou Grotzinger. O aparelho realizou vários disparos de nêutrons sobre a superfície marciana enquanto o sistema de radiação foi ativado quando "escutou" DAN e confirmou que estava funcionando. Grotzinger afirmou ainda que também realizaram testes com o instrumento REMS, estação ambiental fornecida pela Espanha, e adiantou que esperam poder divulgar os primeiros dados científicos na próxima semana. Os cientistas estimam que, em cerca de um ano, o Curiosity chegará às encostas do monte Sharp, mas antes passará pelas marcas que os motores dos quatro propulsores deixaram ao aterrissar.
Fonte: TERRA
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