21 de ago de 2012

Qual foi o último grande meteoro a cair num continente?

Não faz tanto tempo assim. O último grande meteoro se chocou contra um continente há 104 anos, provocando uma explosão com potência mil vezes maior que a da bomba de Hiroshima. Só não virou a maior tragédia da história humana porque ele caiu em um lugar desabitado, a região de Tunguska, na Sibéria (no norte da Rússia). As únicas vítimas da pancada espacial foram árvores. E põe árvore nisso: uma floresta de 2 mil quilômetros quadrados, uma área pouco maior que a da cidade de São Paulo, foi derrubada. Na verdade, o que aconteceu nesse evento não foi exatamente um impacto, já que a rocha explodiu a aproximadamente 5 quilômetros de altura. Os astrônomos estimam que esse bloco tinha mais ou menos 70 metros de diâmetro e, por ser tão grande e rápido, não resistiu ao atrito com a atmosfera e se incendiou ainda no ar. Mas a natureza dele ainda é um mistério. Como o meteoro não deixou vestígios depois da explosão, os pesquisadores acham que a coisa não era uma pedra comum, daquelas que vêm de asteróides. A hipótese mais concreta é que ele fosse algo como um cometa. Como esse tipo de astro é feito basicamente de gelo e gases, isso explicaria a ausência de pistas concretas. Na história da Terra, pancadas como a de Tunguska foram relativamente comuns. Apesar de não existir registro de um impacto maior desde o começo da civilização, 10 mil anos atrás, acredita-se que essas trombadas aconteçam pelo menos uma vez por milênio. A maioria delas ocorre no mar, já que os oceanos cobrem 71% da superfície do planeta. Por isso, fique tranqüilo: a possibilidade de um objeto como o de Tunguska atingir uma cidade grande é de uma vez a cada milhão de anos.   Trombada siberiana Incidente em Tunguska, na Rússia, devastou 2 mil km² de florestas, mas não deixou vítimas humanas.

1. Na manhã do dia 30 de junho de 1908, aconteceu um fenômeno único na história da humanidade: na região siberiana de Tunguska, na Rússia, explodiu um suposto cometa a 5 quilômetros da superfície, arrasando uma área de 2 mil quilômetros quadrados como se fosse uma megaexplosão nuclear
2. Como o suposto cometa explodiu a cerca de 5 quilômetros do chão, o evento não deixou uma cratera, mas a devastação foi geral. Dezenove anos depois da explosão, quando o lugar foi pesquisado por cientistas pela primeira vez, o cenário ainda era desolador: havia pouco além de uma grande clareira de pinheiros mortos.

SOL DA MEIA-NOITE - Ao longo de algumas semanas após o incidente, uma estranha luz pairou sobre a região, deixando as noites mais claras. Algo sobrenatural? Nada disso: os gases soltos na hora da explosão se espalharam pela atmosfera, refletindo até Tunguska parte da luz solar dos lugares onde ainda estava de dia.

SELVA DE PEDRA - O impacto derrubou todas as árvores que estavam a até 30 quilômetros do epicentro da explosão, deixando resquícios de incêndio. Toda a floresta ficou plana, em forma de círculo, com a raiz dos pinheiros carbonizados apontando para a origem da detonação.

SOM E FÚRIA - A força do estouro rivaliza com a das bombas atômicas mais fortes já testadas até hoje: 15 megatons, mil vezes superior ao explosivo nuclear que destruiu a cidade japonesa de Hiroshima, em 1945. Como o bólido pesava algo entre 100 mil e 1 milhão de toneladas e rasgou a atmosfera a pelo menos 100 mil km/h, o estrondo foi grandioso.

LUZ ESTELAR - O jorro de luz parecia com o de uma estrela explodindo — tanto que o clarão pôde ser visto a 800 quilômetros de distância. A onda de choque da explosão gerou ventos capazes de arremessar pessoas ao chão, mesmo que elas estivessem a mais de 100 quilômetros do lugar.

TEORIAS  ALTERNATIVAS
Antes de um entendimento mais profundo sobre os mecanismos de impacto com meteoróides, diversas teorias alternativas foram criadas para explicar o evento de Tunguska. Nenhuma dessas teorias possui suporte científico hoje em dia e, apesar de algumas delas terem sido criadas por cientistas da área, hoje em dia são sustentadas principalmente por aficcionados fora da comunidade científica. As principais teorias alternativas são:

Choque com antimatéria:  Em 1941, Lincoln LaPaz, e depois em 1965, Cowan, Atluri e Libby sugeriram que o evento de Tunguska poderia ser causado pela aniquilação de um pedaço de antimatéria provindo do espaço. Entretanto, isso não explicaria os resíduos minerais encontrados por expedições ao local. Além disso não há evidência astronômica para existência de pedaços grandes de antimatéria em nossa região do universo.

Choque com um mini buraco negro:  Em 1973, Albert A. Jackson e Michael P. Ryan, físicos da Universidade do Texas, propuseram que o evento de Tunguska tivesse sido causado por um pequeno buraco negro de cerca de 1 tonelada atravessando a Terra. A falha dessa hipótese está na ausência de uma explosão de saída - uma segunda explosão do outro lado da Terra provocada pela saída do mini buraco negro. Também não há evidências de perturbações sísmicas que a passagem desse objeto teria provocado no manto. Além disso, apesar de teóricamente possíveis, mini buracos-negros nunca foram observados.

Raio da Morte de Tesla:  Oliver Nichelson sugeriu que a explosão poderia ter sido resultado de um experimento de Nikola Tesla na Wardenclyffe Tower, realizado durante a expedição de Robert Peary ao polo norte, denominado o "Raio da Morte". Não existe, no entanto, nenhuma evidência de que Tesla tenha produzido uma arma capaz de produzir a devastação observada.

Encontro com nave Extra-terrestres:  Yuri Labvin defende a teoria de que uma nave espacial teria colidido com um meteoro em rota de colisão com a Terra no ano de 1908, causando a explosão que teria provocado a devastação em Tunguska. Lavbin alega que há supostas impressões em pedras de quartzo que não podem ser feitas com a nossa tecnologia. Outras hipóteses como uma fusão nuclear espontânea e um processo geofísico também foram levantadas. Entretanto as teorias alternativas não encontra nenhum suporte em evidências empíricas. A virtual totalidade dos especialistas atestam uma colisão com um meteoróide ou corpo de origem cometária.
Fontes: Mundo estranho / Wikipedia

O que são e para que servem os aceleradores de partículas?

Acelerador de partículas - LHC "Large Hadron Collider" no CERN.

Eles são os maiores laboratórios já construídos pelo homem. Por fora, parecem grandes túneis, que podem ser retos ou em forma de anel e ter vários quilômetros de extensão. Dentro deles, as partículas que compõem os átomos - como prótons e elétrons - são aceleradas a velocidades próximas à da luz. Durante o trajeto pelo grande túnel, elas se chocam contra obstáculos ou até mesmo umas com as outras. Para quê? Para os cientistas entenderem melhor os mais ínfimos componentes da matéria. Os quarks, por exemplo, que formam prótons e nêutrons, só foram descobertos em aceleradores.

Só com esse tipo de equipamento é possível quebrar partículas incrivelmente densas e milhões de vezes menores que o átomo. Por um lado, dá para dizer que os aceleradores são uma espécie de gigantesco microscópio, já que permitem ao observador saber o que há dentro das menores partículas. Por outro, podem ser considerados um tipo de máquina do tempo. Afinal, eles nos mostram do que era composto o universo antes de os próprios átomos terem se formado. Outra função desse sofisticado equipamento é pesquisar o que acontece no mundo das velocidades relativísticas - assim chamadas por causa da Teoria da Relatividade, criada pelo grande físico alemão Albert Einstein (1879-1955).

A famosa teoria prevê acontecimentos bizarros para a matéria caso sua velocidade chegue próxima à da luz. Nessas condições, as partículas ficam com massa 20 vezes maior e vivem dez vezes mais tempo. Para um múon, tipo de partícula que vive só dois milionésimos de segundo, isso é pouco. Mas se fosse possível manter um ser humano a essa velocidade ele teoricamente viveria quase 1 000 anos! Enfim, apenas os grandes aceleradores são capazes de trazer para a prática esse mundo pra lá de estranho das teorias físicas. Aceleradores menores, do tamanho de uma sala, têm outras aplicações.

Eles criam jatos de partículas úteis, por exemplo, na medicina. "Um tumor de câncer pode ser combatido com feixes de prótons criados em aceleradores", diz o físico Alejandro Szanto, chefe do Departamento de Física Nuclear da Universidade de São Paulo (USP).

E por que criar aceleradores de partículas? - A fim de conhecê-las melhor após essa “mutação”, ou seja, colidindo-as em altas velocidades com outras partículas (átomos, fótons, elétrons, moléculas etc.) ou com sólidos. Outra razão seria também o estudo dos alvos atingidos por essa aceleração, podendo, por exemplo, obter a composição química de alguns objetos sólidos. É importante ressaltar que grande parte das informações atuais sobre os átomos e sobre as moléculas são provenientes de tais colisões, feitas de forma controlada. Os aceleradores também são fundamentais no tubo da televisão, onde são formadas as imagens; em microcircuitos do computador, acelerando íons a dezenas de milhares de eV e os jogando contra uma pastilha de silício; esses são chamados de aceleradores implantadores, sem os quais não existiria eletrônica moderna e computadores.

Existem também outros tipos de aceleradores, como:

“Tandems” – onde íons negativos são acelerados por um potencial elétrico positivo até um alvo sólido ou gasoso, perdendo elétrons e se transformando em íons positivos, sendo novamente acelerados.
Van de Graaff – uma esfera é carregada eletricamente até alguns MV e dentro dela há fonte de íons que são acelerados.
Lineares – partículas com cargas aceleradas em linha reta por um campo elétrico constante ou por meio de campos elétricos com frequência de rádio.
Cíclotron – o íon descreve semicírculos sob a ação de um campo magnético, onde esses semicírculos são acelerados por um campo elétrico, passando várias vezes na mesma região, tornando o potencial elétrico pequeno em uma grande energia final.
Eletrostático – um elétron ou íon é acelerado por um gerador externo.

Pensado para reproduzir a teoria do Big Bang, proposta pelo físico belga Georges Lamaître em 1927, cientistas atuais, baseados nas teorias da Física Moderna, desenvolveram no complexo de aceleradores da Organização Europeia de Pesquisa Nuclear o mais poderoso acelerador de partículas construído até hoje, que está localizado a, aproximadamente, 100 metros de profundidade, na fronteira entre França e Suíça. Ele tem como objetivo fazer com que feixes colidam uns com os outros, registrando em seguida os resultados da colisão. Em 30 de março de 2010, o grande Colisor de Hádrons, como é conhecido o grande acelerador de partículas, bateu um recorde, produziu a colisão de dois feixes de prótons a 7 tetraelétron volts, criando uma explosão chamada pelos cientistas de miniatura do “Big Bang”.
Fontes:Brasil Escolas / Mundo Estranho

Curiosity movimenta seu braço robótico pela primeira vez em Marte

Nasa divulgou imagens do movimento do braço robótico.Foto: EFE
O robô Curiosity, que aterrissou há duas semanas em Marte, movimentou seu braço robótico pela primeira vez desde que foi lançado pela Nasa, em novembro de 2011. O braço, de 2,1 metros de comprimento, inclui uma câmera, uma broca e um espectrômetro, e foi desenvolvido para recolher amostras de pó de rocha e terra através de um mecanismo especial.  O engenheiro-chefe de testes e operações do braço robótico do Curiosity, Matt Robinson, assinalou em comunicado que ver a manobra "foi um grande momento".

 Sua equipe usou as duas primeiras semanas para testar outras partes do robô antes de chegar a vez do braço mecânico. Trata-se de uma peça-chave para recolher amostras e levá-las aos instrumentos de análise instalados no robô. Os cientistas têm agora de calibrar os movimentos antes de o veículo explorador juntar as primeiras amostras. A manobra feita nesta segunda-feira serviu para testar os motores e comprovar que as juntas do braço se estendem e se contraem corretamente. 

"Tudo funcionou de acordo com o planejamento", informou Louise Jandura, engenheira-chefe do sistema de amostras do Curiosity, antes de assinalar que a telemetria das imagens recebidas "confirmam que o braço foi às posições indicadas". Os cientistas da Nasa esperam que o veículo explorador realize sua primeira excursão já nesta semana e devem utilizar o sistema de recolhimento de amostras nas próximas semanas.  O Curiosity aterrissou há duas semanas na cratera Gale equipado com dez instrumentos de alta tecnologia para iniciar uma missão de dois anos na qual tentará determinar se há ou já houve condições ambientais necessárias para a vida microbiana.
Fonte: ESTADÃO / EFE

Nasa anuncia a próxima sonda que explorará Marte

O robô é baseado na sonda Phoenix.Foto: Nasa/Divulgação
A Nasa anunciou nesta segunda-feira que a próxima sonda a explorar Marte vai estudar o interior do planeta vermelho para entender porque ele evoluiu de maneira tão diferente da Terra. A InSight deverá ser lançada em 2016, afirma a agência espacial americana. O robô deverá usar instrumentos para determinar se o núcleo do planeta é líquido (como o da Terra) ou sólido e estudar as placas tectônicas de Marte. O estudo, afirma a agência, ajudará os cientistas a entender como os planetas rochosos se formam e evoluem. "A exploração de Marte é um prioridade para a Nasa, e a escolha da InSight assegura que vamos continuar a revelar os mistério do planeta vermelho e preparar o terreno para uma futura missão humana para lá", diz o diretor da Nasa, Charles Bolden. A missão, liderada pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), da Nasa, terá cooperação do Centro Nacional de Estudos Espaciais da França (CNES) e do Centro Aeroespacial Alemão. A sonda deve pousar em solo marciano em setembro de 2016 e a missão primária deve durar dois anos. A InSight venceu outras duas missões propostas à agência - uma para explorar a lua Titã (que pode abrigar vida) de Saturno, e a outra, um cometa. O robô será baseado na tecnologia usada na sonda Phoenix, que descobriu água próximo às regiões polares do planeta. O custo, excluindo-se o valor do lançamento e serviços relacionados, está orçado em US$ 425 milhões.
Fonte: TERRA
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