23 de ago de 2012

Luz sobre a matéria escura

A Via Láctea pode conter Bilhões de plantas gigantes, do tamanho de Júpiter ou maiores, cuja massa representa uma parcela da enigmática matéria escura. Esta constitui perto de 90% da massa do Universo, enquanto tudo o que brilha e se pode ver – incluindo as estrelas e o gás e a poeira interes-telares – englobaria 10% do total. Os planetas gigantes, assim, seriam a primeiras pistas concretas sobre a natureza da matéria escura. A possibilidade de que existia alvoroço os cosmologistas. O anuncio foi feito por duas equipes de americanos e franceses, após a análise de milhões de estrelas em uma única noite, em busca de acréscimos em seu brilho. Tais oscilações indicam que um grande corpo se interpôs entre as estrelas e os observatórios na terra, criando o que se chama de microlente gravitacional. “ Mas é preciso cautela”, diz o chefe da equipe americana, Charles Alcock, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia. Apenas quatro ou cinco microlentes foram observadas, levando à estimativa estatística de que existiam bilhões de planetas, em toda a Galáxia. Assim, estaria resolvida uma das questões mais importantes dos anos 90.
Fonte: Super.abril.com.br

Estudo descobre uma das origens das explosões estelares

Um estudo envolvendo pesquisadores de países como Estados Unidos, Chile, Reino Unido, Israel, Alemanha e Japão observou pela primeira vez a explosão de uma supernova do tipo Ia e descobriu uma causa para esse tipo de evento - e também que ele pode ter várias causas. A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira na revista Science, da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês). As supernovas Ia são ótimas para se medir distâncias cósmicas porque são brilhantes o suficiente para serem registradas através do universo e têm relativamente a mesma luminosidade em qualquer lugar - ou seja, quanto mais brilhante, mais próxima ela está. Foi com elas, por exemplo, que cientistas descobriram que a expansão do universo está acelerando (e ganharam o Nobel por isso). Os astrônomos criaram diversas teorias para como elas se formam, mas nunca observaram como uma dessas explosões começa. Agora, o time internacional conseguiu essa observação e coletou evidências de que essas supernovas são formadas por um sistema que contêm uma estrela gigante vermelha e uma anã branca. Além disso, eles afirmam que o sistema começa como uma nova antes de terminar sua vida como uma destrutiva supernova.

Eles registraram a supernova que chamaram de PTF 11kx, que explodiu a 600 milhões de anos-luz da Terra na constelação do Lince. Apesar dessas evidências, outras observações (indiretas) não indicam a presença de uma gigante vermelha nas origens de explosões Ia, o que indica que essas supernovas têm diversas formas de serem geradas.  "Nós sabemos que as supernovas do tipo Ia variam muito pouco de galáxia para galáxia (...) mas esta observação da PTF 11kx provê a primeira explicação de como isso ocorre", diz Peter Nugent, do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Universidade de Berkeley (Califórnia), coautor do estudo.

"Esta descoberta nos dá a oportunidade de refinar e aprimorar a exatidão de nossas medições cósmicas."  "É uma surpresa total descobrir que supernovas termonucleares, as quais parecem tão similares, vem de diferentes tipos de estrelas", diz Andy Howell, do observaótio Las Cumbres, também na Califórnia. A teoria mais aceita até agora era de que esse tipo de evento originava de um sistema com duas anãs brancas. "Como esses eventos podem parecer tão iguais se eles têm origens diferentes?"

A explosão - Nugent destaca que observar a origem de uma supernova Ia é algo muito raro, já que esse tipo de explosão, por si só, já é considerado raro - em uma galáxia, costuma ocorrer apenas uma ou duas vezes a cada século. Para isso, os cientistas usaram um telescópio robótico montado no Observatório Palomar, no sul da Califórnia. Quando ele faz um registro, a informação percorre uma rápida rede de fibra ótica com mais de 600 km até o laboratório de Berkeley. Lá, supercomputadores analisam os números e identificam eventos importantes para os pesquisadores.

Em 16 de janeiro de 2011, o laboratório recebeu um aviso. O pesquisador Jeffrey Silverman fez observações do evento e achou fortes sinais de cálcio no gás e poeira que o cercavam, o que é extremamente incomum. Os dados eram tão estranhos que Nugent e os colegas Alex Filippenko e Joshua Bloom fizeram um pedido e conseguiram interromper outras observações no telescópio Keck, no Havaí, para ver a supernova.

Os registros no observatório havaiano indicavam nuvens de gás e poeira que eram lentas demais para serem de uma supernova - mas muito rápidas para serem ventos estelares. Eles suspeitaram que essas nuvens eram os restos de erupções de uma anã branca que de tempos em tempos explodia como uma nova e teria tido sua última erupção décadas atrás. Os cientistas então criaram a hipótese de que essa anã branca estaria recebendo material de uma gigante vermelha próxima e teria chegado a um ponto crítico, no qual explodiu - se destruindo - como uma supernova. Se a hipótese estivesse correta, a onda de explosão acertaria em algum momento o material emitido pelas erupções de nova. Foi exatamente o que eles observaram.

Nos dias seguintes, o sinal de cálcio caiu até desaparecer completamente. Contudo, 58 dias após a explosão, a quantidade de cálcio no sistema teve um aumento súbito, o que indicava que o material da supernova finalmente colidiu com o da nova.  Esta foi o mais excitante estudo de uma supernova que eu já participei. Por meses, quase toda nova observação mostrava algo que eu nunca tinha visto, diz Ben Dilday, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, líder do estudo.

Dilday destaca que um sistema parecido é bem conhecido dos astrônomos e está próximo de nós. Chamado de RS Ophiuchi, ele fica a "apenas" 5 mil anos-luz (na nossa própria galáxia). Isso permite que os astrônomos identifiquem que ele também é formado por uma anã-branca que orbita uma gigante vermelha. De tempos em tempos (cerca de 20 em 20 anos), a primeira estrela explode como uma nova enquanto recebe material (vento estelar) da segunda.

Contudo, em muitas novas (como em RS Ophiuchi), a anã-branca perde mais massa ao explodir do que ganha de sua companheira, por isso, a maioria dessas sistemas não deve acabar em uma explosão maior. "Como olhamos para milhares de sistemas e o PTF 11kx é o único que encontramos (que se transformou em uma supernova), nós pensamos que é provavelmente um fenômeno raro. Contudo, esses sistemas podem ser mais comuns, e a natureza está apenas escondendo suas assinaturas de nós", diz Silverman
Fonte: TERRA

4 desafios para a astronomia no século 21

Há 51 anos, o soviético Yuri Gagarin se tornava o primeiro ser humano a ir para o espaço. O cosmonauta, à época com 27 anos, ficou 108 minutos em órbita a bordo da nave Vostok 1, que deu uma volta completa ao redor do nosso planeta. Sim, foi ele quem disse a famosa frase “A terra é azul”. Mas nem tudo foram flores: a nave não tinha condições para fazer uma aterrissagem segura e Yuri Gagarin teve de saltar de dentro dela para chegar ao solo com um paraquedas. De qualquer forma, esse feito corajoso mostrou à humanidade que era possível sim ir para o espaço e foi o pontapé definitivo para a corrida espacial que culminou com a chegada do homem à lua. Muita coisa aconteceu então – já temos, por exemplo, informações concretas sobre estrelas longínquas e já se conhecem mais de 400 planetas diferentes, coisa inimaginável 10 anos atrás. Mas a astronomia possui muitos desafios para o século 21. Listamos 4 deles.

1- Possibilitar viagens espaciais mais longas

Se você sonha em fugir da Terra e viver alguns anos no espaço, temos uma má notícia. Seu corpo não aguentaria. Pelo menos não com a tecnologia que temos hoje. Além de problemas como a falta de gravidade, que o corpo humano teria dificuldade em suportar, o espaço apresenta um nível muito grande de radiação, como os raios cósmicos, que pode facilmente atravessar a nave e provocar doenças como o câncer. “As pessoas costumam ficar no máximo um ano em estações espaciais. A radiação normal do espaço é muito alta e prejudicial. A própria NASA acha que, se o homem fosse para Marte, viagem que levaria vários anos, ele chegaria com graves doenças”, explicou Valter Luiz Líbero, físico responsável pelo Setor de Astronomia do Centro de Divulgação Científica e Cultural da USP. Então, um dos maiores desafios para este século será tornar possível fazer viagens mais longas e a distâncias maiores para que, quem sabe, o homem possa começar a pensar em colonizar outros planetas.

2- Provar – e entender – a existência de matéria escura e energia escura - Ok, isso você já sabe: o universo está em expansão. Isso é compreensível depois de uma explosão como o Big Bang. O problema é que, depois de um tempo, a tendência é que a velocidade dos corpos vá diminuindo com o tempo. Mas não é o que está acontecendo: as galáxias estão se afastando cada vez mais rápido. A explicação que os cientistas encontraram para isso está na existência de uma energia que esteja empurrando tudo para longe. Essa energia sem brilho nenhum – por isso chamada de escura – estaria em todo lugar: na rua, na sua casa, na redação da SUPER. Mas só teria efeito em distâncias astronomicamente grandes.

A matéria escura, que tem esse nome porque também não pode ser vista, seria constituída por elementos que ainda não conhecemos e teria uma massa exercendo efeito gravitacional sobre outros corpos celestes. Sua existência é deduzida do efeito que exerce em outros corpos celestes. Por exemplo: quando se calcula a velocidade de rotação do sol, obtém-se um valor menor do que seria esperado tendo em vista a ação da gravidade de outros corpos celestes por perto. O que poderia explicar essa diferença seria a existência de uma massa, invisível para nós, que estivesse influenciando essa atividade.

Mas, embora haja candidatos a matéria escura por aí, ninguém conseguiu provar a existência de um nem de outro. A astronomia tem o desafio de conseguir detectar e medir essas duas entidades. Isso ajudará a entender a estrutura fundamental do universo e permitirá descobrir como ele irá evoluir. Há grupos de pesquisadores trabalhando em equipamentos que conseguiriam detectar a energia escura. “Mas provavelmente vamos levar algumas dezenas de anos para conseguir algum progresso”, acredita Líbero.

3- Decodificar a mensagem dos neutrinos - Neutrinos são partículas aparentemente sem massa e sem carga que permeiam o universo. Mas os cientistas acreditam que elas carregam consigo informações preciosas do local de sua origem. Neutrinos produzidos no interior de outras estrelas, por exemplo, podem informar sobre sua origem e seu fim, o que ajudaria a entender melhor o nosso próprio sol. Eles não devem ter uso prático nenhum, mas são mensageiros dos fenômenos que os criaram. Já existem grandes projetos internacionais estudando o fluxo dessas partículas na Terra. É esperar para ver o que encontram.

4- Descobrir de onde vêm os raios cósmicos - Raios cósmicos são partículas como, por exemplo, prótons, mais pesadas que os neutrinos, com uma energia tão grande que, ao se chocar com a atmosfera da Terra, arrebentam moléculas de gases como oxigênio e nitrogênio e produzem o que os cientistas chamam de chuveiro de partículas. “Nem o LHC (o maior e mais potente acelerador de partículas do mundo) tem toda essa energia”, explica Líbero. Falta descobrir de que corpos celestes esses raios estão vindo e como eles são formados. Diferentemente dos neutrinos, os raios cósmicos interferem diretamente sobre a vida na Terra: eles podem estar ligados à incidência de raios e à interferência na transmissão de dados pelas telecomunicações. Ponto para o Brasil nessa: o Instituto de Física de São Carlos da USP (IFSC) participa do único observatório do mundo que estuda raios cósmicos de alta energia, na Argentina.
Fonte: Super.abril.com.br

O ciclo de vida de uma estrela

As estrelas sempre foram muito misteriosas para o ser humano. As tribos das pradarias americanas viam nelas as fogueiras de seus ancestrais, em volta das quais eles estariam reunidos, contando histórias, caçando, etc. Mesmo para a ciência, até pouco tempo parecia que as estrelas estariam para sempre fora do nosso alcance, que nunca poderíamos saber do que são feitas, por exemplo. Mas tudo isso mudou com a espectroscopia, a teoria da gravidade de Newton, o desenvolvimento de telescópios e a física atômica. Juntando as peças, os cientistas têm uma boa ideia sobre como as estrelas se originam, como amadurecem, e como morrem. Boa parte destes processos já foi até testemunhada, principalmente os mais dramáticos: as explosões de novas, supernovas e hipernovas.

Protoestrelas
No princípio, as estrelas todas têm origem semelhante: uma grande nuvem de gás e poeira, conhecida como nebulosa planetária, ou nebulosa molecular gigante entra em colapso. O equilíbrio da nuvem é rompido, ela se fragmenta, e cada fragmento entra em colapso gravitacional. A matéria espirala cada vez mais rápido em direção ao centro, se aquecendo também. Quando chega ao centro, a matéria está tão quente que está no estado de plasma ionizado, a substância mais quente do universo. Isso tudo acontece muito rápido: em poucas centenas de milhões de anos uma protoestrela se forma. Essa “bolha de gás” quente tende a expandir, mas não muito, por que existe uma força que a mantém comprimida: a atração gravitacional de sua própria massa. O cabo-de-guerra entre estas duas forças poderosas vai dominar a vida da futura estrela.

 O que vai acontecer a seguir depende da massa que ela acumulou.

Estrelas pequenas
Estrelas do tamanho aproximado de até oito vezes o tamanho do nosso sol têm uma vida mais longa e rica. Tomando como exemplo o nosso sol, ele deve queimar como estrela amarela, transformando hidrogênio em hélio, por 10 bilhões de anos, mais ou menos (e está na metade deste ciclo). Estrelas menores têm temperatura menor e queimam por mais tempo. Depois de ter transformado parte do hidrogênio em hélio, o processo para, e a estrela contrai, aquece e expande novamente, desta vez como uma estrela gigante vermelha, que transforma hélio em carbono, cálcio e outros elementos químicos. Mas esta fase da vida não dura muito. Dois ou três bilhões de anos depois de se tornar uma gigante vermelha, o processo de conversão do hélio termina, e as camadas superiores da estrela caem sobre o núcleo, aquecendo-o rapidamente e gerando um flash de hélio que é quase uma explosão, expulsando as camadas exteriores da estrela para o espaço. As camadas expulsas vão formar o que chamamos de nebulosa planetária. No fim, o que sobra é uma anã branca, uma estrela feita de carbono em alta pressão – um diamante, que vai esfriando lentamente, até que alguns trilhões de anos depois se torna um carvão frio no espaço. Este é o destino do nosso sol.

Estrelas gigantes
Qualquer estrela que seja maior que dez vezes o nosso sol é uma gigante, e já começa a vida como gigante vermelha. Ela aquece mais, expulsa mais matéria na forma de um vento solar mais forte, e vive menos, muito menos. Em apenas algumas centenas de milhões de anos, a estrela consome todo o seu hidrogênio, e entra em colapso. Mas ela é muito maior que o sol, e quando suas camadas exteriores desmoronarem, elas vão acelerar muito mais, e ricochetear violentamente no núcleo da estrela, explodindo em mais luz do que uma galáxia inteira – se torna uma supernova. Quando explode como supernova, as estrelas gigantes também formam nebulosas. Só que como as supernovas produzem elementos mais pesados, as nebulosas produzidas por elas tem elementos mais pesados também. Depois de explodir como supernova, o que sobra da estrela se contrai e, se tiver massa de até 1,4 massas solares, se torna uma anã branca, terminando seus dias como um diamante.

Se tiver um pouco mais de massa, os elétrons são empurrados contra os prótons que se convertem então em nêutrons, e a estrela vira uma estrela de nêutrons ou um pulsar. Uma estrela de nêutrons pode ter a massa do nosso sol, e ter um diâmetro de apenas 30 quilômetros – elas são extremamente compactas. Para você ter uma idéia de como isso é compacto, um balde de uma estrela de nêutrons tem a mesma massa do que toda a água de nosso planeta. Mas se a massa remanescente for maior que três massas solares, a atração gravitacional vence tudo, e ela continua “caindo” sobre seu núcleo, compactando-se em um corpo tão denso que a gravidade superficial não deixa nem mesmo a luz escapar: é um buraco negro.

O ciclo reinicia
Lembra das camadas da estrela gigante, expulsas pela explosão de supernova? Depois da explosão, estas camadas vão formando uma casca de gases e poeira, uma nebulosa planetária, rica em elementos. Esta nebulosa planetária vai se misturar com outras nebulosas resultantes de explosões de outras supernovas, e vai um dia entrar em colapso e formar estrelas, em um ciclo. Acredita-se que o sol tenha se formado de uma nebulosa planetária resultada da explosão da primeira geração de estrelas. Ou seja, o nosso sol representa a segunda reciclagem de material cósmico.

E como a nebulosa que o formou era a mistura dos restos da explosão de várias supernovas, existe uma boa chance que o carbono da tua mão direita tenha vindo de uma estrela, e o carbono da tua mão esquerda, de outra estrela. Já pensou?  É como poesia: você é filho das estrelas que tiveram uma vida curta, intensa e brilhante, agonizaram e explodiram em luz para que você pudesse vir a existir...
Fonte: http://hypescience.com

Físicos propõem alternativa gelada ao Big Bang

Pesquisadores de duas universidades australianas apresentaram à comunidade científica uma ideia que se opõe a tradicional teoria do Big Bang, segundo a qual o universo teria surgido e se expandido a partir de uma explosão. De acordo com esta ideia alternativa, a matéria cósmica seria algo como um fluido em movimento, que se “cristalizou” para dar origem à matéria como conhecemos hoje. O princípio desta ideia é uma analogia ao modo como o ser humano interpretou a água ao longo do tempo. Na Grécia Antiga, existia a ideia de que o líquido pudesse ser uma substância una e contínua, embora já se pensasse que talvez fosse formada por pequenas partículas. O futuro mostraria que a segunda opção era a correta, e as tais partículas chamam-se átomos.

Segundo os cientistas australianos (da Universidade de Melbourne e do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne), todo o universo funcionaria sob um mecanismo semelhante ao da água. No início de tudo, havia apenas incontáveis partículas indivisíveis, fluindo livremente pelo espaço. Com o passar do tempo, tais partículas começaram a aglutinar-se em vários pontos, dando origem aos primeiros corpos celestes “sólidos”, por assim dizer. Usando a comparação com a água, seria como se a matéria acabasse por “congelar” nestes pontos (embora a ideia não tenha a ver com redução de temperatura, propriamente dita).
O nascimento do universo, portanto, seria nada mais do que a totalidade de todos os “congelamentos” que ocorreram.

Gravitação Quântica

Existem dezenas de proposições sobre como interagem as forças fundamentais do universo (o que serviria, em última instância, para explicar a origem do universo e como a matéria atua no todo). As mais recentes, tais como a teoria das cordas, tendem a ver a matéria como algo menos “consolidado”: as partículas que o compõem seriam mais instáveis e “em movimento” do que se pensava. No caso da nova teoria, saem as “cordas” e entram as tais partículas fluidas como o material básico de todas as coisas. Para facilitar o entendimento da ideia, os cientistas visualizam cada partícula como o pixel de uma imagem. Seríamos nós, dessa forma, feitos de uma infinidade de “pixels” que podem se rearranjar constantemente. Quando os pixels se cristalizam, temos matéria. E aí, o que prefere? Explosão ou congelamento?
Fonte: http://hypescience.com

Nebulosa planetária IC 418, também chamada de Espirográfica .

IC 418 é um tipo de nebulosa planetária localizada na constelação de Lepus.
Ela está a cerca de 2.000 anos-luz de distância da Terra e é conhecida como Nebulosa Espirográfica. Este nome ‘incomum’ se deve aos desenhos geométricos que lembram um espirógrafo – um tipo de brinquedo. A figura mostra nitrogênio ionizado localizado na borda da nebulosa, hidrogênio na parte intermediária e oxigênio ionizado na parte central. No centro é possível observar uma estrela gigante vermelha. Ela expulsou as suas camadas exteriores para o espaço, formando a bela forma da nebulosa com diâmetro incrível de 0,3 anos-luz.
Fonte: jornalciencia.com

A Lua Ilumina Seu Lar

Imagem de Stefano De Rosa
Em 1878 o filho de Charles Darwin propôs que a Lua se formou a partir da Terra, e que de fato o Oceano Pacífico foi a cavidade gerada na Terra com a formação da Lua. Hoje podemos dizer com a imagem acima, que o local estava errado. A imagem acima mostra que a Lua poderia ter se formado de uma parte da Ilha de Elba na costa leste da Itália. Como a imagem acima mostra a Lua é exatamente do mesmo tamanho da fenda semicircular que corta um dos braços da Baía da Punta Calamita. De fato, a calamidade da perda que a Lua provocou na Terra não deixou um grande vazio, mas apenas um arranhão. A Lua lembra sempre de sua terra natal mandando para nós um belo feixe de luz lunar que passa bem através da fenda.
Fonte: http://lpod.wikispaces.com

Curiosity realiza primeiro percurso e deixa marcas em Marte

A sonda Curiosity deu nesta quarta-feira seus primeiros "passos" em Marte e já deixou marcas sobre a superfície do Planeta Vermelho, após um percurso de aproximadamente 4,5 m, indicaram os engenheiros da Nasa (a agência espacial americana). "A missão está funcionando extremamente bem. Aqui vocês têm um diretor da missão sorridente", descreveu Peter Theisenger, diretor da missão em entrevista no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), em Pasadena (Califórnia). O equipamento se deslocou aproximadamente 4,5 m esta madrugada e realizou vários giros de entre 90 e 180 graus sobre a superfície de Marte, nos quais se comportou como esperado, confirmou Theisenger. Para as manobras, o explorador precisou de cerca de 16 minutos, e enviou, em seguida, novas fotografias em preto e branco. Pouco antes, o engenheiro da missão, Allen Chen, havia afirmado pelo Twitter: "Marcas de roda em Marte. A equipe de entrada, descida e aterrissagem concluiu seu trabalho. Parabéns às equipes de mobilidade e superfície!". A Curiosity, que aterrissou na superfície de Marte na madrugada de 6 de agosto, enviou centenas de fotografias em preto e branco e coloridas que proporcionaram a visão de Marte mais nítida conhecida até agora. O robô, do tamanho de um pequeno carro e com 1 t de peso, chegou com uma missão primária de dois anos na qual percorrerá parte do planeta para analisar sua composição para encontrar condições geológicas para a vida no planeta.
Fonte: Terra

Pela primeira vez, estrela é observada devorando planeta

Cientistas registraram indícios da incorporação do corpo celeste a uma estrela gigante vermelha - algo que poderia ocorrer com nosso mundo dentro de bilhões de anos.

Concepção artística de uma "gigante vermelha" engolindo um planeta enquanto se expande (Divulgação/Nasa)

Uma equipe de astrônomos conseguiu ver pela primeira vez a destruição de um planeta por uma estrela "gigante vermelha". À medida que estrelas parecidas com o Sol envelhecem e seu hidrogênio começa a se esgotar, elas se transformam em gigantes vermelhas e se expandem, "engolindo" planetas que encontram próximos. A estrela estudada pelos astrônomos, batizada de BD+48 740, fica a 1.800 anos-luz da Terra, é mais antiga que o Sol (que tem 4,6 bilhões de anos) e tem um raio nove vezes maior. Os cientistas afirmam que identificaram a morte do planeta a partir da análise de dados da estrela e de outro planeta que foi descoberto em sua órbita.

Proeza — "Observar um planeta prestes a ser devorado por uma estrela é uma proeza quase improvável por causa da rapidez comparativa do processo, mas a ocorrência de tal colisão pôde ser deduzida a partir da forma como afeta a química estelar," disse Eva Villaver, da Universidade Autônoma de Madri (Espanha) e participante da equipe que identificou a destruição do planeta. As provas da destruição do planeta foram descobertas enquanto os cientistas usavam o telescópio Hobby-Eberly, instalado no Texas (EUA) para estudar a estrela e procurar por planetas em volta dela.

Futuro da Terra — Aleksander Wolszczan, participante do estudo, disse que a Terra deve sofrer o mesmo destino no futuro. Em 1992, ele foi o primeiro e primeiro astrônomo a descobrir um planeta fora do Sistema Solar.  Um destino semelhante aguarda os planetas do nosso sistema solar, quando o Sol se tornar um gigante vermelho e começar a se expandir em direção à órbita da Terra nos próximos 5 bilhões de anos", disse Wolszczan.

Química peculiar — Segundo os cientistas, essa estrela ainda contém uma composição química peculiar. Uma análise espectroscópica (que verifica a estrutura química de compostos inorgânicos) revelou que a BD+48 740 contém uma quantidade grande de lítio, um elemento raro, criado primariamente durante o Big Bang, 14 bilhões de anos atrás. Segundo os cientistas, o lítio é facilmente destruído em estrelas, fazendo dessa abundância na estrela algo bastante incomum.  Teóricos identificaram apenas algumas poucas e muito especificas circunstâncias nas quais o lítio pode ser criado em estrelas. No caso do BD+48 740, é provável que a produção de lítio tenha sido ativada por uma massa do tamanho de um planeta que mergulhou a estrela e depois aqueceu enquanto a estrela o estava digerindo", disse Wolszczan.

Órbita — Outra descoberta dos astrônomos foi a órbita extremamente elíptica de um enorme planeta descoberto perto da estrela que é pelo menos 1,6 vez maior que Júpiter. Segundo Andrzej Niedzielskim, outro astrônomo que participou das buscas, a órbita do planeta é ligeiramente maior do que a de Marte em seu ponto mais estreito e muito mais extensa em seu ponto mais distante.

"Tais órbitas são incomuns em sistemas planetários em torno de estrelas evoluídas e, de fato, a órbita do planeta BD+48 740 é a mais elíptica detectada até agora", disse Niedzielskim.  Como as interações gravitacionais entre planetas são responsáveis por tais órbitas peculiares, os astrônomos suspeitam que o mergulho do planeta “devorado” pela estrela antes dela se tornar uma gigante pode ter dado ao planeta sobrevivente uma explosão de energia, jogando-o em uma órbita excêntrica como se ele fosse um bumerangue.


SAIBA MAIS
GIGANTE VERMELHA

Estrelas convertem hidrogênio em hélio para produzir luz e radiação. Perto do fim da vida útil de uma estrela, elas exaurem o estoque de hidrogênio em seus núcleos. Enquanto a estrela entra em colapso, a pressão e a temperatura aumentam até o hélio começar a queimar. Para irradiar a energia produzida pela queima de hélio, a estrela se expande em uma gigante vermelha. Cientistas estimam que o mesmo aconteça ao Sol daqui a cinco bilhões de anos. (Fonte: Nasa)
Fonte: Veja.Abril
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