24 de ago de 2012

41 Novos Planetas Transitam O Campo de Visão do Kepler

Crédito da imagem: Jason Steffen, Fermilab Center for Particle Astrophysics

Dois novos estudos verificaram 41 novos planetas em trânsito em 20 sistemas estelares. Esses resultados podem aumentar o número de planetas confirmados em mais de 50%, para 116 planetas em 67 sistemas, mais da metade desses sistemas contém mais de um planeta. Dezenove dos novos sistemas planetários validados têm dois planetas de trânsito bem próximos e um sistema desses têm três. Cinco desses sistemas são comuns a ambos os estudos. Os planetas têm tamanhos variando desde o tamanho da Terra até tamanhos mais que sete vezes maiores que a Terra, mas geralmente as órbitas desses planetas são muito próximos de suas estrelas de modo que são muito quentes e por isso mundos inóspitos.

Os planetas foram confirmados através da análise do Transit Timing Variations (TTVs). Em sistemas próximos, a força gravitacional dos planetas causam a aceleração ou desaceleração de um planeta ao longo de sua órbita. Essas variações fazem com que o período de cada planeta mude de uma órbita para outra. A análise do TTV demonstra que dois planetas candidatos estão no mesmo sistema e suas massas são planetárias em natureza. “Esses sistemas, com suas grandes interações gravitacionais nos fornecem importantes pistas sobre como os sistemas planetários se formam e se desenvolvem”, disse o pesquisador líder Jason Steffen, um pós-doutorando no Fermilab Center for Particle Astrophysics em Batavia, Ill. “Essa informação nos ajuda a entender como o nosso Sistema Solar se ajustou à população de todos os sistemas planetários”.

As duas equipes se pesquisa usaram dados do telescópio espacial Kepler da NASA, que mediu a queda no brilho de mais de 150000 estrelas, pesquisando por planetas transitando suas estrelas. “Esse grande volume de candidatos a planetas sendo identificados pelo Kepler está inspirando equipes a buscarem por processos de confirmação e caracterização diferentemente. Essa técnica de confirmação TTV pode ser aplicada a um grande número de sistemas de forma rápida e com poucas ou nenhuma observação feita por telescópios em Terra”, disse Natalie Batalha, cientista da missão Kepler no Ames Research Center da NASA em Moffett Field, Califórnia. “Talvez o gargalo entre identificar planetas candidatos e confirmar esse planeta está ficando mais amplo”.

O Ames Research Center em Moffett Field, na Calfórnia, administra o desenvolvimento do sistema terrestre do Kepler, as operações de missões e a análise de dados científicos. O Laboratório de Propulsão a Jato em Pasadena na Califórnia, administra o desenvolvimento da missão do Kepler. A empresa Ball Aerospace and Technologies Corp. Em Boulder, Colorado, desenvolveu omsistema de voo do Kepler e suporta as operações com o Laboratory for Atmospheric and Space Physics na Universidade do Colorado em Biulder. O Space Telescope Science Institute em Baltimore arquiva, hospeda e distribui os dados científicos do Kepler. O Kepler é a 10 Discovery Mission da NASA e é patrocinada pelo Science Mission Directorate da NASA na sede da agência em Washington.
Fonte: http://www.nasa.gov/mission_pages/kepler/news/41-new-transiting-planets.html

Como o Universo vai acabar?

Se o Cosmos nasceu de uma grande explosão há bilhões de anos, como será o fim dele - e será que ele vai terminar mesmo?
Como o Universo vai acabar? Se o Cosmos nasceu de uma grande explosão há bilhões de anos, como será o fim dele - e será que ele vai terminar mesmo? A resposta mais franca é que, ao menos por enquanto, não fazemos a menor idéia. Até a década de 1960, a ciência defendia que ele nunca terminaria, já que sempre foi exatamente do jeito que é. Mas hoje os cientistas sugerem dois cenários possíveis: o fogo ou o gelo.
 
Ou sofreremos uma retração, seguida de uma explosão, ou uma expansão contínua até que tudo se torne um gigante inerte. Desde 1998, quando duas equipes de pesquisadores alcançaram resultados muito parecidos e até hoje inquestionáveis, sabemos que o Universo está se expandindo cada vez mais rápido e que sua temperatura média atual é de 270 ºC negativos – quando ele tinha 300 milhões de anos, era muito mais quente, tinha 5 000 ºC.
 
Se a densidade do Universo for grande o suficiente para refrear essa velocidade de crescimento, então vamos experimentar o big crunch, um processo de retração violento que vai arremessar em direção a um único ponto todo os 10 trilhões de bilhões de estrelas que existem. Se a expansão continuar, o Universo vai se tornar uma massa gigantesca, inerte e gelada. Vai demorar dezenas de bilhões de anos, mas, com o afastamento das galáxias, o céu que vemos a partir da Terra vai se tornar cada vez mais escuro, até o limite em que só seremos capazes de acompanhar os elementos da nossa Via Láctea. Depois, todo o resto vai sumir do nosso alcance visual.

E, então, o nada

Mas isso ainda não será o fim. O astrofísico americano Fred Adams, co-autor do livro Biografia do Universo: Do Big Bang à Desintegração Final, imagina o seguinte cenário: depois que quase todas as estrelas tiverem se tornado anãs brancas e algumas virarem supernovas, tudo o que vai sobrar serão buracos negros. Até que eles próprios vão se desintegrar em partículas gigantescas, que vão se unir para formar corpos maiores do que o nosso Universo atual inteiro. Depois, mesmo esses corpos vão sumir. E então, aí, sim, tudo terá terminado. Até mesmo o tempo e o espaço deixarão de existir.
 
EM MEIO À ESCURIDÃO
O Universo está repleto de forças ocultas
 
Depois de 4 séculos de observação e pesquisas desde Galileu Galilei, só conhecemos 4% de tudo o que compõe o Universo – e, o que é pior, só nos últimos 10 anos percebemos que sabemos tão pouco. Hoje os cientistas dizem que existe uma força de antigravidade e que ela responde pela maioria da massa-energia do Universo: 74%. É muita coisa, o suficiente para anular a força de atração gravitacional entre os astros e garantir o cenário de expansão em que acreditamos. O que é essa energia escura? Não se sabe. Onde ela está? A hipótese mais aceita é: em todos os lugares. Isso seria possível porque a energia escura é muito rala: mais ou menos 10-29 gramas por centímetro cúbico.
 
Matéria Escura
 
Os demais 22% são ocupados pela matéria escura, que também é um mistério. Ela não emite nem reflete radiação eletromagnética suficiente para ser observada diretamente, mas sua presença pode ser calculada a partir do efeito que provoca na matéria visível. O fato é que, juntas, essas duas grandezas são responsáveis por manter os elementos conhecidos do Universo separados – além de garantir que eles se movimentem para longe uns dos outros.
Fonte:Super.abril.com.br

Nasa adia lançamento de sondas espaciais por problemas técnicos


Questões técnicas dos foguetes adiaram para sábado o lançamento das sondas que vão estudar a radiação ao redor da Terra e as influências da atividade solar no planeta
A Nasa adiou nesta sexta-feira (24) o lançamento do foguete Atlas V que poria em órbita duas sondas espaciais para o estudo da influência do Sol sobre a Terra e dos anéis de radiação que a cercam. O lançamento no Cabo Canaveral (Flórida) estava programado para as 5h07 de Brasília, mas seis minutos antes, durante a revisão dos sistemas, foi detectado um problema técnico em um dos monitores das condições meteorológicas. Com isso, o controle da missão decidiu adiá-la pelo menos até amanhã, e não espera que a tempestade tropical Isaac, que se dirige à Flórida, interfira no lançamento. A missão é denominada RBSP(sigla para Radiation Belt Storm Probes, em tradução livre: Sondas da Radiação do Anel de Tempestade) que vai estudar os chamados Cinturões de Van Allen, a zona da magnetosfera na qual se concentram as partículas eletrificadas que dominam o Universo junto à atmosfera protetora da Terra. Os instrumentos das sondas proporcionarão as medições de que os cientistas necessitam para compreender não só a origem das partículas eletrificadas, mas também os mecanismos que dotam essas partículas de grande velocidade e energia. As sondas foram desenvolvidas para analisar a forma como o Sol, e em particular as tempestades solares, afeta o entorno terrestre em várias escalas de espaço e tempo
Fonte: Ultimosegundo.ig

Nasa lançará sondas espaciais para analisar influência do Sol sobre a Terra

Missão percorrerá as zonas da magnetosfera terrestre onde se concentram as partículas carregadas; lançamento deve ocorrer nesta sexta-feira
Sondas analisam forma como Sol afeta o entorno terrestre em várias escalas de espaço e tempo/ Nasa/Divulgação
A Nasa anunciou nesta quinta-feira, 23, que está finalizando os últimos ajustes do lançamento das duas sondas espaciais, previsto para ocorrer dia 24, que entrarão em órbita para estudar a influência do Sol e de seus anéis de radiação sobre a Terra. O Centro Espacial Kennedy (EUA) indicou que as condições meteorológicas no litoral atlântico da Flórida, com nuvens dispersas, temperaturas ao redor de 25 graus e ventos suaves, são favoráveis, com 70% de chances de lançamento. Apesar da aparente aproximação da tempestade tropical Isaac, a Nasa mantém sua previsão. O foguete propulsor Atlas V já se encontra na rampa 41 da Estação Cabo Canaveral da Força Aérea, mas o lançamento está programado para ocorrer somente amanhã, às 05h07 (de Brasília).

A missão, intitulada de RBSP, a sigla em inglês das sondas para os anéis de radiação conhecidos como Cinturões de Van Allen, percorrerá as zonas da magnetosfera terrestre onde se concentram as partículas carregadas. O Cinturão de Allen interior se estende de mil quilômetros da superfície terrestre até aos 5 mil quilômetros, enquanto o exterior circula entre os 15 mil e os 20 mil quilômetros da superfície terrestre. As sondas Radiation Belt Storm Probes foram desenhadas para analisar a forma como o Sol, e em particular as tempestades solares, afetam o entorno terrestre em várias escalas de espaço e tempo.

A missão é parte do programa "A vida com uma estrela", cujo objetivo é o estudo dos processos fundamentais que podem ter originado o Sol e que incidem no conjunto do sistema solar. Segundo a Nasa, os dois satélites, com rotação estabilizada, se diferenciam por conseguir operar sob difíceis condições. Outros satélites que orbitam a região estão programados para apagar seus sistemas ou se proteger diante de intensas tempestades espaciais, mas os da missão RBSP continuarão colhendo informações na tempestade e, por isso, possuem condições de suportar o bombardeio de partículas e de radiação nos cinturões de Van Allen.

Os instrumentos das sondas proporcionarão as medições que os cientistas necessitam para caracterizar e quantificar os processos de plasma que produzem íons de alta energia e elétrons relativísticos. Especificamente, esses instrumentos medirão as propriedades das partículas carregadas que circulam nos anéis de radiação, as ondas de plasma que interagem com elas, os campos elétricos de grande escala que as transportam, e o campo magnético que guia às partículas. As duas sondas RBSP terão órbitas excêntricas quase idênticas, que cobrem toda a região dos cinturões de radiação, e os satélites se cruzarão várias vezes durante o curso de sua missão. As sondas octogonais pesam mais de 635 quilogramas cada uma e medem 1,85 metros de cumprimento e uns 90 centímetros de altura. Os sensores de campo elétrico e magnético se estendem sobre varas que se afastam da sonda, a qual pode gerar seus próprios campos elétricos e magnéticos e distorcer as medições.
Fonte: Estadão

Espelhos da Via Láctea

© ICRAR (galáxia GAMA202627 e suas duas galáxias satélites)
Crédito: Aaron Robotham / ICRAR / Univ. de St. Andrews / GAMA
A nossa galáxia, a Via Láctea é bastante típica, pois possui duas galáxias satélites, a Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães. Cada nuvem têm menos de um centésimo de massa da Via Láctea. A Grande Nuvem de Magalhães está a cerca de 160.000 anos-luz de distância e a Pequena Nuvem de Magalhães está a cerca de 200.000 anos-luz de distância. Agora, um novo estudo relatado no Monthly Notices da Royal Astronomical Society revela que a existência de galáxias satélites não é tão incomum. Em torno de 3% de galáxias semelhantes à Via Láctea têm galáxias companheiras como as Nuvens de Magalhães, o que é muito raro. No total foram encontrados 14 sistemas de galáxias que são semelhantes ao nosso, com dois deles sendo uma correspondência quase exata. 

Dos dois sistemas de galáxias descobertos que são mais parecidos com a Via Láctea e suas companheiras, a correspondência mais próxima é a GAMA202627 (imagem acima), uma galáxia espiral (dentro da grande oval em vermelho) e suas duas nebulosas satélites (dentro das ovais em amarelo), um grupo que se encontra na constelação de Hidra. Os astrônomos utilizaram o Galaxy and Mass Assembly survey (GAMA) para obter o mapa mais detalhado deste local do Universo. O Dr. Aaron Robotham, do International Centre for Radio Astronomy Research (ICRAR), apresentou suas novas descobertas na União Astronômica Internacional da Assembleia Geral em Beijing esta semana.
Fonte: http://news.sciencemag.org/sciencenow/2012/08/scienceshot-mirrors-of-the-milky.html
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