27 de ago de 2012

Neil Armstrong: primeiro homem a pisar na lua morre, mas seu legado permanece

O legado de Neil

Neil Alden Arsmtrong nasceu em Wapakoneta, no estado norte-americano de Ohio, em 5 de agosto de 1930. A carreira de Neil começou na Marinha dos Estados Unidos, combatendo na Guerra da Coreia como piloto de caça. Depois de servir como um aviador naval de 1949 a 1952, ele entrou para o Comitê Consultivo Nacional para a Aeronáutica (NACA), em 1955.  Ao longo dos próximos 17 anos, ele exerceu as funções de engenheiro, piloto de testes, astronauta e administrador da NACA e sua agência sucessora, a Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço (NASA). Neil acumulou mais de 900 voos em cerca de 200 modelos diferentes de aeronaves, incluindo jatos, foguetes, helicópteros e planadores.

Em 1962, ele ganhou oficialmente o status de astronauta. Designado como piloto de comando para a missão Gemini 8, lançada em 16 de março de 1966, Armstrong realizou o primeiro pouso bem sucedido de dois veículos no espaço. Mais tarde, seu ato mais marcante ocorreria: como comandante da nave espacial Apollo 11 de 1969, a primeira missão tripulada de pouso lunar, Armstrong se tornou o primeiro homem a pousar uma nave na lua e pisar em sua superfície. Ainda em sua carreira na NASA, Armstrong ocupou o cargo de vice-administrador associado na sede da agência em Washington. Nessa posição, ele foi responsável pela coordenação e gestão da investigação da NASA em geral, e do seu trabalho tecnológico relacionado com a aeronáutica.

Em fins de 1970, decidiu que não iria mais ao espaço e retirou-se da NASA. Tornou-se então professor de engenharia aeroespacial na Universidade de Cincinnati, cargo que ocupou até 1979. Durante os anos 1982-1992, Neil foi presidente da empresa Computing Technologies for Aviation, em Charlottesville, Virgínia, e também foi conselheiro de outras companhias. Ainda na aérea dos estudos, ele recebeu um bacharelato em Engenharia Aeronáutica pela Universidade de Purdue e um mestrado em Engenharia Aeroespacial pela Universidade do Sudeste da Califórnia, além de possuir doutorados honorários de várias universidades.

Neil também era membro de diversas sociedades e instituições, como a Sociedade de Pilotos de Teste Experimentais e a Sociedade Real Aeronáutica, além de ser membro honorário do Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica e da Federação Internacional de Astronáutica. Condecorado por 17 países, o herói Neil ganhou muitos prêmios especiais, como a Medalha Presidencial da Liberdade, a Medalha de Ouro do Congresso, a Medalha de Honra do Congresso Espacial, a Medalha de Serviços Distintos da NASA e diversos outros. No último sábado, 25 de agosto, Neil faleceu após complicações resultantes de uma cirurgia cardiovascular. Segundo sua família, o astronauta serviu a nação americana com orgulho, e, para todos aqueles que quiserem lhe prestar uma homenagem, basta, da próxima vez que caminharem sob uma noite clara e observarem a lua, sorrirem e pensarem que Neil Armstrong pisca para vocês.
Fonte: Hypescience.com

Neil Armstrong – In memoriam

Em 25 de agosto de 2012 morre, aos 82 anos, por complicações cardíacas, o astronauta norte-americano Neil Armstrong – o primeiro homem a pisar na Lua. Ele que nunca considerou o extraordinário de seu feito – por considerar apenas o cumprimento de seu dever – cunhou em 20 de julho de 1969, como ícone de uma era, a célebre frase:

“Um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade”; protagonizando um dos momentos mais importantes da história universal. Nascido em 5 de agosto de 1930, na cidade de Wapakoneta, no estado norte-americano de Ohio, demonstrou desde jovem uma grande paixão por aeronaves, a ponto de trabalhar no aeroporto próximo a sua casa e obter seu brevê de piloto aos 16 anos.
Ingressando em seguida na carreira militar, seguindo como aviador naval entre 1949 e 1952, realizando 78 missões de sucesso incluindo diversas incursões na guerra da Coreia, foi condecorado com a “Medalha do Ar”, “Estrela de Ouro”, “Medalha de Serviço Coreano” e “Estrela de Noivado”.

Depois de dar baixa na marinha, graduou-se em engenharia aeroespacial pela Universidade de Purdue e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em Cambridge, e mestre em Ciência da Engenharia Espacial pela University of Southern California; entrou para o Comitê Consultivo Nacional para a Aeronáutica (NACA) e ao longo dos 17 anos seguintes, atuou como engenheiro, piloto de testes, astronauta e administrador da NACA e sua agência sucessora, a National Aeronautics and Space Administration (NASA). Como piloto de testes e de pesquisa em voo para Research Center da NASA, Edwards, na Califórnia, foi pioneiro em testar aeronaves de velocidades extremas (acima de 4000 mph), pilotando mais de 200 modelos diferentes de aeronaves, incluindo jatos, foguetes, helicópteros e planadores em mais de 900 testes documentados, incluindo o célebre X-15, a primeira aeronave a realizar voos na estratosfera.

Em 1962, já com o título de astronauta foi designado como piloto de comando da missão Gemini 8, lançada em 16 de março de 1966, realizando nesse mesmo ano a primeiro acoplagem bem sucedida de dois veículos no espaço. E foi como comandante de nave espacial Apollo 11, a primeira missão tripulada com pouso lunar, que Armstrong ganhou a distinção de ser o primeiro piloto a pousar uma nave na Lua e o primeiro ser humano a pisar em sua superfície, sendo por isso condecorado em 17 países. Ao dar os primeiros passos na superfície lunar, em 20 de julho de 1969, Armstrong culminava a enorme conjugação de esforços, entre cientistas, técnicos e visionários, que como ele acreditavam que é no somatório de pequenos passos decididos que realmente a humanidade realizará o salto a que todos nós sonhamos.
Fonte: Hypescience.com

Canibalismo entre galáxias: Devore-me se puder

O Universo não está na santa paz. Galáxias maiores engolem as menores - e a Via Láctea também está no meio desse pega-pega

Olhando para o céu límpido e azul, o Universo parece um lugar sereno, onde tudo coexiste na mais perfeita harmonia. Não é bem assim. Na verdade, o bicho está pegando. O cosmo é palco também de ferozes interações entre os corpos celestes – e quem pode mais chora menos. Um exemplo da “lei do mais forte” que impera no Universo é o fenômeno do canibalismo galáctico. Sabe-se que as galáxias tendem a formar aglomerados no espaço, como um bando de ovelhas que não querem viver desgarradas de seus semelhantes. A nossa Via Láctea, por exemplo, faz parte do Grupo Local, que reúne cerca de 30 membros. Como as galáxias de um mesmo aglomerado se encontram relativamente próximas umas das outras – a distância entre elas é da ordem de apenas 100 vezes o seu tamanho –, estão em constante interação, uma exercendo sua influência gravitacional sobre a outra. Se duas galáxias possuem tamanhos semelhantes, a proximidade pode resultar numa fusão entre elas. Se uma galáxia muito grande interage com outra muito menor, a primeira pode engolir a segunda, ocorrendo o canibalismo.

A Via Láctea não é alheia ao fenômeno do canibalismo. Ela mesma adquiriu sua estrutura atual após absorver galáxias menores. E deverá algum dia bater de frente com Andrômeda, que tem o dobro do seu tamanho. Mas não perca o sono com esse cenário. As duas galáxias estão se aproximando uma da outra a cerca de 500 000 quilômetros por hora. Nesse ritmo, a colisão deverá ocorrer dentro de uns... 3 bilhões de anos! Visto de outro ângulo, isso não significará o fim de tudo – mas sim o nascimento de uma megagaláxia.

O IMPACTO DA DESCOBERTA

A compreensão do fenômeno do canibalismo ajuda a entender a evolução das galáxias, incluindo a Via Láctea. E mostra que o fim de uma galáxia representa, na verdade, o início de uma nova.

Berço de estrelas

Choques entregaláxias dão origem anovos corpos celestes. No início de 2004, o Observatório de Raios X Chandra, da Nasa, anunciou a descoberta de ricos depósitos de neônio, magnésio e silício em duas galáxias em colisão, conhecidas como Antenas, localizadas a 60 milhões de anos-luz. O choque entre as duas galáxias é um fenômeno que deve ter-se iniciado há centenas de milhões de anos. O encontro foi de tal forma violento que, de cada uma das galáxias, foram expelidas estrelas e gases em dois longos arcos que lembram antenas, daí o nome dado à dupla. A observação desse espetacular choque cósmico é importante porque fornece pistas do que poderá ocorrer também quando a Via Láctea colidir com Andrômeda, daqui a 3 bilhões de anos. Os depósitos de neônio, magnésio e silício nas Antenas se encontram em imensas nuvens de gás quente. Quando essas nuvens esfriarem, deverão dar origem a uma grande quantidade de estrelas e planetas. Das novas estrelas assim formadas, aquelas que possuírem massas mais elevadas deverão evoluir mais rápido, em poucos milhões de anos, explodindo como supernovas ao final de suas vidas. Quando as galáxias colidem, são muitos raros os choques diretos entre estrelas, porque as estrelas se encontram muito espalhadas uma das outras. Na nossa galáxia, o Sol está separado da sua vizinha mais próxima, Centauri, a uma distância correspondente a 30 milhões de vezes o seu diâmetro. Com isso, o Sol teria de viver 100 000 vidas para que houvesse alguma probabilidade de se chocar com sua vizinha.
Fonte: Super Abril

Como o tempo avança

Imagem por Gary Beal, Nova Zelândia
As belas imagens acima mostram os canais Triesnecker e Hyginus, na Lua e apresentam claramente o que acontece com a visualização de feições lunares à medida que o tempo passa. As imagens acima têm um dia de diferença. A diferença marcante entre as duas imagens, é que na imagem da direita a região está completamente mergulhada na luz do Sol que invade as feições. Esa regão da Lua chama a atenção dos observadores desde os anos de 1800. E no ano de 1895 podemos encontrar uma descrição feita por Thommas Gwyn Eiger, que é transcrita a seguir. Triesnecker, além de ser o centro de um dos mais impressionantes sistemas de canais na Lua, essa planície de anel, apesar de só ter 14 milhas de diâmetro, é um objeto especial e que deve ser observado com carinho, podendo ser facilmente estudado em qualquer fase do nosso satélite. Ao nascer do Sol, e por algum tempo depois disso, a altitude superior da seção NE da parede, uma considerável porção da borda no N e NW é marcada pela sua sombra, que para nós parece destruir a sua continuidade.”. Sobre Hygnus, Eiger escreveu: “Uma depressão profunda, um pouco menos de 4 milhas de diâmetro, com um anel baixo de altitude variada, tendo uma cratera na sua borda N. Essa formação é impressionante devido a grande fenda que a atravessa, descoberta por Schroter em 1788. As partes mais largas deste objeto são facilmente visíveis em pequenos telescópios e podem ser notadas sob condições sutis com um acromático de 2 polegadas”. As imagens acima, logicamente são muito modernas e mostram detalhes impressionantes. Mas o que mais nos impressiona lendo as descrições é como observadores antigos com uma tecnologia muito mais limitada conseguiam descrever com tanta propriedade as feições encontradas no solo lunar, isso se deve logicamente ao grande conhecimento deles sobre astronomia e também sobre geologia planetária. O ideal seria juntar as imagens de altíssima definição e qualidade feitas hoje, com o conhecimento extraordinário do passado.
Fonte: http://lpod.wikispaces.com

Cristal do tempo poderá sobreviver ao fim do Universo

Um cristal do tempo é um sistema que continua se movimentando mesmo isolado, sem depender de força externa, e em seu estado fundamental de energia. [Imagem: Cortesia iStockphoto/M-X-K]

Sobrevivendo ao fim do Universo - Imagine que a entropia finalmente triunfou e, embora o Universo ainda não tenha atingido seu "final definitivo", ele chegou a uma era chamada de "morte do calor", com uma temperatura homogênea - será muito frio por toda parte. Ainda assim, pode ser possível construir um cristal que continuará "funcionando", sobrevivendo ao resfriamento cósmico - e eventualmente funcionando como uma memória pós-universo. Essas estruturas exóticas, batizadas de "cristais espaço-temporais", poderão continuar girando de forma persistente, mesmo em seu nível mais baixo de energia, permitindo quebrar tanto a simetria espacial quanto a simetria temporal.  "A ideia está perigosamente próxima da de uma máquina de movimento perpétuo," admite Frank Wilczek, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, idealizador dos cristais do espaço-tempo, referindo-se ao lendário "moto contínuo". O pesquisador ressalta, porém, que, atingindo seu estado fundamental de energia, esses cristais não poderiam ser usados para produzir trabalho útil, afastando-se da fronteira do irrealizável. Contudo, eles exigiriam energia externa para serem parados. "Eles poderão gerar uma forma de movimento perpétuo, o que é um pouco assustador para alguém com alguma reputação em física." Sobre a reputação, Wilczek foi um dos ganhadores do Prêmio Nobel de Física de 2004.

Cristal quântico do tempo - Os cristais normais são formados por átomos ou moléculas organizados espacialmente em estruturas 3D, estruturas estas que se formam abaixo de uma determinada temperatura a fim de minimizar a energia potencial no interior do material. Por outro lado, se a temperatura subir, os átomos têm a chance de existir em muitos outros estados desordenados, eventualmente se desorganizando completamente, quando o material se funde. "Os cristais representam a vitória da energia sobre a entropia," explica Wilczek. Mas tudo isso se refere à organização espacial do cristal. Wilczek propõe a organização de um cristal no tempo - um cristal quântico do tempo, como ele o chama. Diz-se que um cristal normal quebra a simetria espacial porque suas partículas constituintes se alinham em direções específicas, não ficando regularmente espaçadas, como quando o material é aquecido até sua fusão. De forma análoga, quebrar a simetria temporal significa que as partículas terão que sofrer alterações sistemáticas ao longo do tempo. Isso já acontece naturalmente, por exemplo, no Sistema Solar, ou nos relógios - mas Wilczek argumenta que esses sistemas foram colocados em movimento por forças externas, e irão eventualmente perder energia e parar. O que ele propõe é um sistema que continue se movimentando mesmo isolado, sem depender de força externa, e em seu estado fundamental de energia. Terá sido criado, então, um cristal do tempo, ou cristal espaço-temporal.
Esquema de construção do cristal do tempo, com estruturas periódicas tanto no espaço quanto no tempo. As partículas ficarão rodando em uma direção mesmo em seu estado fundamental de energia. [Imagem: Li et al.]

Anel do tempo - A pergunta imediata é: como construir um cristal do tempo?  Wilczek fez todos os cálculos teóricos, e, ao procurar formas de torná-los realidade, pensou nos supercondutores, materiais que, embora estejam no seu estado mais baixo de energia, transmitem uma corrente elétrica. Como a corrente elétrica não varia no tempo, Wilczek propôs usar um anel supercondutor, variando a supercorrente de forma a dar-lhe um pico temporal. Matematicamente ele demonstrou que funciona, mas o pesquisador não conseguiu vislumbrar uma forma de fazer isso na prática, porque exigiria que os elétrons, todos sempre com carga de mesmo sinal, reagissem de forma diferente uns em relação aos outros em um momento determinado, para criar uma espécie de quebra-molas quântico, gerando uma variação na corrente. Tongcang Li e seus colegas da Universidade de Berkeley leram o artigo, acharam que a ideia não é assim tão estranha, e conseguiram idealizar uma forma de construir efetivamente um cristal espaço-temporal. Sua proposta é aprisionar íons a temperaturas muito baixas, explorando sua repulsão mútua para que eles se arranjem sozinhos para formar o anel. Segundo o grupo, o anel seria muito similar a um cristal normal. Por meio de ajustes precisos de um campo magnético, que deve assumir determinados valores ao longo do anel, pode ser possível fazê-lo girar continuamente em seu estado mais baixo de energia. Em outras palavras, ele se tornaria um cristal espaço-temporal. O grupo calcula que, para construir um cristal do tempo com 0,1 milímetro de comprimento, serão necessários 100 átomos de berílio, resfriados a 1 bilionésimo de kelvin. Quanto maior o anel, mais baixa é a temperatura necessária. A tecnologia de armadilhas iônicas ainda não é tão precisa, mas os pesquisadores afirmam que isso é uma questão de tempo, e eles próprios mostram-se interessados em conseguir construir o primeiro cristal do tempo.

Aplicações do cristal do tempo - E para que serviria um cristal do tempo? Xiang Zhang, um dos autores da proposta da armadilha de íons, acredita que uma estrutura dessas "dará uma nova dimensão para a exploração da física de muitos corpos e de propriedades emergentes da matéria". Isso incluiria a quebra de simetria, como a que parece ter dado massa a todas as partículas quando o Universo se expandiu e esfriou. Wilczek vai um pouco mais longe, e afirma que os cristais do tempo terão aplicações práticas, embora ela não saiba dizer quais: "Este trabalho está explorando novos estados da matéria, e poderá levar a direções inesperadas." Ele provavelmente já tem algo em mente, mas talvez seja algo radical demais para que a comunidade dos físicos aceite sem mandar que ele vá escrever artigos de ficção científica - ou tente interná-lo. Afinal, a ciência anda cuidadosamente um passo de cada vez. E propor a possibilidade de construção de um cristal que gire para sempre, sem precisar de energia externa, sobrevivendo até mesmo ao fim do Universo, parece audacioso o suficiente para uma temporada - mesmo para um ganhador do Nobel.
Fonte: Inovação Tecnológica

A Noite Chegando No Paranal


Creditos:ESO
Imagine que você está olhando o belo pôr-do-Sol do topo do Cerro Paranal. Enquanto que o deserto de Atacama silenciosamente cai dentro da noite, o Very Large Telescope do ESO abre seus poderosos olhos para o universo. A foto acima mostra um impressionante de 360 graus e com ela você pode imaginar a visão que você teria se estivesse de pé perto da borda sul da plataforma do VLT. Em primeiro plano, o quarto Telescópio Auxiliar do VLT, o AT4 está se abrindo. Para a esquerda, o Sol já se pôs no Oceano Pacífico, coberto pelas nuvens abaixo do Paranal, como acontece quase sempre. Pelo resto da plataforma, os outros três Telescópios Auxiliares são vistos em frente dos grandes prédios dos Unit Telescopes de 8.2 metros. Finalmente, a chamada Residencia e outras facilidades de acomodação são também visíveis um pouco mais a distância, perto da borda direita da imagem. À medida que a noite começa, imagine que você fica imerso a um grande silêncio, interrompido pelo vento ou pelo suave movimento dessas máquinas gigantescas. É difícil de acreditar que uma atividade intensa está acontecendo dentro do VLT Control Building, localizado no talude da montanha, um pouco abaixo do nível da plataforma, na direção do Sol poente. Ali, os astrônomos e os operadores do telescópio estão começando a fazer as primeiras observações da noite.

Rover Curiosity: O Monte Sharp Inteiramente em Seu Campo de Visão

Crédito da imagem: NASA, JPL-Caltech, Processamento de Mosaico adicionais: Kenneth Kremer & Marco Di Lorenzo
O que é isso no horizonte? O pico claro do Mt. Sharp, um destino eventual de exploração do rover Curiorisity em Marte. A imagem acima na verdade é um mosaico gerado desde o agora chamado Bradbury Landing, o ponto de pouso do rover Curiosity, e mostra em primeiro plano o braço robótico estendido do rover. O rover Curiosity já está em movimento cruzando o pedregoso campo em direção a um interessante terreno já denominado de Glening. O rover Curioisty também já começou a analisar sua vizinhança acertando com um laser uma rocha ali perto e analisando a composição química da mesma. Se a vida existiu algum dia em Marte, ela pode muito bem ter ocorrido aqui na Cratera Gale, onde se encontra o rover, e o Curiosity é sem sombra de dúvidas a melhor chance da humanidade de encontrar o que restou dessa vida.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120827.html
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