29 de ago de 2012

6 Teorias Bizarras da Física

A Terra é um gigantesco computador orgânico encomendado por ratos para descobrir a pergunta fundamental da vida, do universo e de tudo mais (cuja resposta, todos sabem, é 42). Essa é a nossa teoria preferida, mas é bom lembrar que ideias bizarras sobre o universo não estão restritas à ficção científica. “Quando a Teoria da Relatividade apareceu, todos acharam que era loucura. Mas, como ela resultou estar certa em muitos aspectos, a comunidade científica começou a tomar mais cuidado antes de rejeitar as novas ideias que aparecem”, explica o físico Pierluigi Piaczi. Listamos 6 dessas teorias. Não são necessariamente as mais estranhas, mas impressionam – e podem fazer você pirar se resolver levá-las muito a sério.

1- A teoria que oferece condições ao teletransporte
-Essa teoria não é das mais fáceis, mas é testada e comprovada em laboratório. Então vamos lá. Os cientistas descobriram que, toda vez que você forma um par de partículas subatômicas, como um elétron e um anti-elétron, ou dois fótons (partículas de luz), elas agem como se estivessem entrelaçadas telepaticamente. Ou seja: se uma partícula gira para um lado, a sua gêmea vai girar para o outro lado, como se estivessem em comunicação uma com a outra, independente da distância que as separa. É graças a essa propriedade que funcionam os computadores quânticos ou óculos 3D. Por que isso acontece? Ninguém sabe ao certo. Mas essa propriedade permitiria o teletransporte. Somos todos feitos de átomos, isso você sabe. Então, se cada átomo do seu corpo for entrelaçado a um átomo livre, passará a existir um outro você. Bastaria escanear alguém e criar um clone físico, assim como fazem com essas partículas minúsculas, em outro lugar. Único problema é que seria preciso um computador maior que o universo para permitir isso.

2- O universo estaria em expansão graças aos “buracos brancos”
- Alguns físicos acham que o universo está em expansão à custa de uma formação constante de matéria, que estaria sendo criada do nada e espalhada por aí. Mas pode isso, Arnaldo? Até pode, se acreditarmos na existência de buracos brancos – que seriam o outro lado de buracos negros. “Assim, quando uma estrela entra em colapso e forma um buraco negro, condensando tudo num volume pequeno, essa matéria apareceria em outro ponto, do outro lado desse buraco negro”, completa o físico Piaczi. Mas, na prática, não existe nenhuma comprovação da existência de buracos brancos. A ideia surgiu inicialmente como parte do chamado buraco de minhoca do astrônomo e físico alemão Karl Schwarzschild. A ficção científica também explora o buraco de minhoca como uma possibilidade de viajar por distâncias imensas do universo. Seria um “atalho” através do espaço e do tempo.

3- O universo é o buraco negro de outro universo
- Essa história de que pode haver um “outro lado” do buraco negro deu origem a outra teoria: podemos estar no buraco negro de outro universo. O físico Lee Smolin, do Perimeter Institute, no Canadá, foi quem propôs formalmente essa ideia no final dos anos 90. Tem lógica se considerarmos que o Big Bang foi o começo do tempo e do espaço, enquanto no interior de um buraco negro o tempo e o espaço acabam. Isso significa que nosso universo tem um pai, um avô e toda uma genealogia por aí. Teria filhos também, que herdariam as características cosmológicas do universo-pai, com pequenas variações. Isso está relacionado à Teoria da Evolução, de Darwin, e os Universos mais aptos – ou seja, os que criam mais buracos negros – se reproduzem mais. E compõem a maior parte da população de Universos.

4. Existem múltiplos universos – e neles existem pessoas idênticas a você
- Para entender a existência de universos múltiplos, vamos pegar uma experiência imaginária (e bizarra) chamada de Gato de Schrödinger, na qual um gato está vivo e morto ao mesmo tempo. A hipótese foi concebida pelo físico austríaco Erwin Schrödinger. Funciona assim: imagine um gato preso numa caixa fechada, ameaçado por partículas radioativas que poderiam ser liberadas dentro dela. Se isso acontecesse, o gato morreria; caso contrário, ele permaneceria vivo. Haveria então 50% de chances de o gato estar vivo e 50% de estar morto. Seguindo o raciocínio de Schrödinger, isso significa que as duas realidades aconteceriam simultaneamente e o gato estaria vivo E morto até que a caixa fosse aberta. A presença de um observador acabaria com dualidade porque, se houvesse o mínimo de interferência, as realidades paralelas do mundo subatômico entrariam em colapso e só veríamos uma delas. Mas, segundo algumas teorias de universos múltiplos, a coisa não acabaria por aí. Ao abrir a caixa, você produziria um universo paralelo em que uma pessoa idêntica a você abre a caixa e encontra o gato no estado oposto. Outras situações semelhantes produziriam novos universos paralelos, numa coisa sem fim. Se você quiser continuar essa viagem, vale assistir à série Fringe.

5- Uma alternativa ao Big Bang
- Em 2001, cientistas propuseram uma teoria alternativa (embora não completamente oposta) ao Big Bang, chamada de modelo ecpirótico (da palavra grega “ekpyrosis”, que significa “destruição ou conflito pelo fogo”). Enquanto o Big Bang sugere que o universo tenha começado de um ponto singular, o modelo ecpirótico diz que o nosso veio da colisão de outros dois universos tridimensionais em uma quarta dimensão. A partir dessa enorme colisão, o nosso universo nasceu e foi se expandindo – e aí o processo é semelhante ao do Big Bang. O problema é que a origem dos outros universos permanece um mistério.

6- Viagem no tempo
- Algumas teorias dizem ser possível viajar no tempo e isso poderia ser feito, pelo menos, de duas formas. A mais “simples” seria congelando o seu corpo para só ser descongelado no futuro, ao estilo Philip J. Fry, do Futurama. A segunda seria pegando uma carona na Teoria da Relatividade de Einstein. Segundo essa teoria, seria possível fazer viagens para o futuro com a dilatação do tempo obtida viajando a velocidades próximas à da luz. E tem gente realmente acreditando que isso será possível em breve. O professor da Universidade de Connecticut (EUA) Ronald L. Mallett ficou famoso em 2006 por seu projeto baseado em um conjunto de raios lasers em forma de espiral que teriam potência suficiente para deformar o espaço-tempo, permitindo a viagem para o passado e para o futuro.
Fonte: Super Abril

Encontro explosivo: estrelas gigantes vermelhas podem gerar supernovas

As explosões de supernovas são tão grandes que podem ofuscar o brilho de todas as estrelas de uma galáxia. Elas acontecem quando uma estrela anã branca aumenta sua massa em gigantescas proporções depois de absorver o material de uma estrela próxima. Essa explosão que envia luz para todo o universo cria uma supernova do tipo 1a. Essa troca de materiais entre estrelas já é um evento cosmológico bem conhecido. Mas cientistas ainda têm dúvidas sobre os tipos de estrela que cedem material à anã branca. Acreditava-se que fusões entre duas anões brancas geravam essas explosões. Mas um novo estudo de astrônomos da fundação Las Cumbres Observatory Global Telescope Network (EUA) indica que as estrelas do tipo gigante vermelha, que estão numa fase avançada da evolução estelar, também podem se fundir com anãs brancas e gerar supernovas. A nova descoberta ocorreu em janeiro do ano passado, quando astrônomos avistaram uma supernova de aparência incomum a aproximadamente 675 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Lynx (Lyn). A partir do comportamento do gás na área da explosão, cientistas foram capazes de deduzir que a supernova tinha sido originalmente uma anã branca em órbita em uma estrela gigante vermelha. As supernovas são importantes para os estudos astronômicos porque o brilho intenso faz com que sirvam como velas-padrão para estudos de expansão do universo, energia escura e para medir distâncias entre astros. Descobrir como cada supernova se comporta e classificá-las com mais precisão permitirá que astrônomos melhorem a forma como estudam o universo.
Fonte: Hypescience.com
[NYTimes/Space]

Quando encontraremos vida extraterrestre?

Houve uma época em que a ideia de encontrar vida fora da Terra era motivo de chacota por parte de quem se considerava “racional”. Com o passar dos anos, novos estudos e tecnologias fizeram com que “vida extraterrestre” soasse cada vez menos estranho, mesmo para os mais céticos. Em artigo publicado no blog Bad Astronomy, o astrônomo Phil Plait escreve que não se trata de perguntar “se vamos encontrar vida [no espaço]“, mas sim “qual método vai encontrá-la primeiro?”. Ele lista e explica três métodos atualmente usados por cientistas nessa busca.

Água e vida - Até o momento, o único planeta que sabemos que tem vida é a Terra. Nesse caso, uma das alternativas mais lógicas seria procurar um planeta com condições similares (água líquida, oxigênio na atmosfera, nutrientes, etc). À primeira vista, Marte não parece se encaixar na proposta – seco, árido e, até onde se pode ver, inóspito. Contudo, observações anteriores mostraram que há gelo nos pólos e em latitudes menores – pode não ser água líquida, mas já é um começo. Além disso, há evidências (embora ainda inconclusivas) de que há água debaixo da superfície do planeta. A sonda Curiosity deve analisar amostras de rochas e trazer informações valiosas sobre as condições ambientais de Marte.

Plait lembra que, mesmo se não for encontrada água, é possível que haja indícios de que Marte tinha oceanos há bilhões de anos. “Se for esse o caso, podemos até encontrar fósseis nas rochas marcianas. Novamente, não há evidências conclusivas ainda, mas nós literalmente mal arranhamos a superfície lá”, destaca. Além de Marte, há outros astros em nosso sistema solar que podem abrigar o precioso líquido. “Há água líquida no interior da lua de Saturno Enceladus, onde gêiseres irrompem de cânions profundos em seu polo sul”, lembra o astrônomo. Ele também cita Europa, uma lua de Júpiter, que tem indícios de um oceano sob sua superfície. Se expandirmos os critérios, é possível até considerar a lua Titã de Saturno uma candidata, com seus lagos de metano e etano – a química para a vida seria diferente, mas não impossível. Plait acredita, contudo, que esses outros casos devem demandar mais algumas décadas de estudo.

“Fone casa” - O segundo método listado por Plait não envolve expedições ou lançamentos de sondas: trata-se de enviar (e buscar) mensagens via ondas de rádio. Há um grupo de astrônomos chamado SETI (sigla em inglês para “Busca por Inteligência Extraterrestre”) que parte do pressuposto de que há aliens lá fora que querem entrar em contato conosco. Para criar um canal com essas supostas criaturas, eles enviam sinais de rádio e procuram possíveis transmissões extraterrestres. “[Ondas de rádio] São o meio perfeito: baratas, fáceis de fazer, fáceis de codificar com mensagens, atravessam a galáxia sem impedimentos e se movem à velocidade da luz”, aponta Plait. Ainda não obtiveram resposta, mas é cedo para desistir das buscas: conforme nossas tecnologias se tornam mais precisas, fica cada vez mais fácil buscar sinais. Nesse ritmo, disse o astrônomo Seth Shostak, do SETI, devemos ter algum tipo de resposta em 25 anos. Plait não tem dúvida de que o esforço vale a pena, mas é um pouco cético quanto aos resultados, pois considera “um grande salto” a ideia de que há vida inteligente fora da Terra e de que ela estaria disposta a entrar em contato conosco.

Novos Mundos - Por muito tempo, só conhecíamos 9 planetas (a lista até mesmo diminuiu há alguns anos, quando Plutão foi “rebaixado”). Em 1995, porém, foi encontrado outro “exemplar”, que orbitava um sol parecido com o nosso e que, apesar das diferenças (é mais massivo do que Júpiter, e tão próximo de sua estrela que atinge 1.000° C), não deixa de ser um planeta. Desde então, cientistas da NASA e de outras entidades encontraram quase 800 outros planetas, e o número só cresce. Quantos teriam condições propícias à vida? Não se sabe, mas levando em conta a quantidade, não é de todo improvável que existam planetas habitáveis de algum modo similares à Terra. Além disso, lembra Plait, durante bilhões de anos nosso planeta foi habitado por organismos unicelulares. Isso significa que planetas parecidos com a Terra podem ser habitados por… leveduras. Mas ainda conta. É vida.

Sopro de vida - Por fim, o astrônomo fala de outro possível indicativo de vida: a presença de oxigênio atmosférico. Embora a busca pareça simples à primeira vista, vale ressaltar que muitos planetas são “escuros” e, quando orbitam muito próximo a suas estrelas, acabam ficando “ofuscados”. Contudo, há técnicas para analisar a luz que passa pelo planeta e encontrar sinais de oxigênio. Para poderem ser usadas, ainda precisam de aperfeiçoamento, e equipamentos precisos o suficiente ainda estão em construção – é o caso do Telescópio Espacial James Webb, que deverá ser lançado em 2018. Para Plait, usar essas técnicas em um grande número de planetas “novos” é um dos métodos mais promissores na busca por vida no espaço. “Então quando vamos encontrar vida no espaço? Se está lá, minha esperaça é: muito em breve”, diz.
Fonte: Hypescience.com
[Bad Astronomy]

Pode existir um planeta com mais de uma estrela?

Sim, e eles existem. Astrônomos já acharam evidências de objetos semelhantes a planetas ao redor de pares de estrelas que "atuam juntas", chamadas estrelas binárias. Pelo menos 50% das estrelas do Universo são binárias - as solitárias, como o Sol, são minoria. Há sistemas com até seis estrelas juntas! Mas o fato de ter várias estrelas não garante que o planeta ao redor delas possa abrigar vida. Para que isso aconteça, os cientistas calculam a zona habitável, área em que as variações de temperatura da superfície do planeta fiquem entre 0 e 100 ºC. Esse é o intervalo em que a água é encontrada em estado líquido, pré-condição, até onde se sabe, para a vida. Nos sistemas binários, há duas situações possíveis para um planeta existir e, quem sabe, ter água e vida. No primeiro cenário (ao lado), as duas estrelas estão bem próximas uma da outra, e no outro, elas estão distantes. Este é o caso de Alfa Centauri, com três estrelas: Alfa Centauri A, B e C (mas esta última tem massa tão pequena e fica tão distante das outras que não afeta o conjunto). Como são as estrelas mais próximas de nós e têm tamanho semelhante ao do Sol, são bastante estudadas pelos cientistas, que só não encontraram - ainda - um planeta por lá.

SISTEMA SOLAR
Entenda como a estrela afeta a temperatura e a órbita da Terra
Antes de entender os sistemas binários, é preciso saber como funciona o nosso. No sistema solar, a zona habitável varia de 0,95 a 1,37 unidade astronômica (uma unidade astronômica é a distância da Terra ao Sol, cerca de 150 milhões de quilômetros). A Terra, bingo!, é o único planeta dentro dessa área. A atração gravitacional que a massa do Sol exerce sobre nosso planeta provoca pequenas pulsações (de cerca de 0,0001 unidade astronômica) na órbita

DOSE DUPLA CONCENTRADA...
Como seria um sistema "bissolar" com duas estrelas próximas entre si no centro

ÓRBITA ESTÁVEL - Com as duas estrelas a cerca de 0,1 unidade astronômica de distância uma da outra, um planeta consegue ter órbita estável, porque as estrelas se comportam como se fossem uma só, e não há atração gravitacional em sentidos opostos.

ÓRBITA INSTÁVEL - O problema acontece se a distância aumentar, gerando instabilidade no percurso. Com isso, podem rolar duas situações: ou o planeta é engolido por uma das estrelas e morre, ou é expulso do sistema, vai para o espaço interestelar e congela

CALOR - A temperatura média da Terra é de 15 ºC, dentro dos 0 a 100 ºC da zona habitável. Para mantê-la, a distância do planeta à estrela no máximo poderia aumentar para 1,4 unidade astronômica, pouco menos que a distância atual de Marte ao Sol (1,6 unidade)

511 DIAS POR ANO - Com a órbita mais distante do Sol, o ano teria duração 40% maior. Dos 365 dias atuais, o calendário aumentaria para 511 dias! Já pensou cinco meses de 42 dias e sete de 43? E você reclamando que o mês demorou a passar...

...E DOSE DUPLA A DISTÂNCIA - Como seria um planeta em um sistema parecido com o de Alfa Centauri.

ÓRBITA ESTÁVEL... Para que o planeta tenha uma órbita estável, seria necessário que as duas estrelas estivessem a pelo menos 7 unidades astronômicas de distância uma da outra (a distância entre Alfa Centauri A e B vai de 11 a 35 unidades astronômicas.

...MAS NEM TANTO - Com duas estrelas com massa do tamanho do Sol exercendo atração gravitacional para lados opostos, a elipse do planeta ficaria mais instável. De 0,0001 unidade astronômica de pulsação hoje, esses desvios cresceriam para 0,01 unidade astronômica

NÊMESIS, A IRMÃ DO SOL
Teoria afirma que sistema solar é binário
Nos anos 80, o físico americano Richard A. Muller sugeriu que uma das causas para as extinções em massa que atingem a Terra a cada 26 milhões de anos seria o fato de que vivemos em um sistema binário! Segundo ele, o Sol tem uma estrela companheira, Nêmesis, bem menor, menos brilhante e longe daqui. Mas, a cada 26 milhões de anos, o percurso dela se aproximaria de nós, zoando a órbita de cometas, que cairiam sobre nosso planeta. A última vez que Nêmesis teria passado aqui perto teria sido na extinção em massa dos dinossauros

DURAÇÃO DOS DIAS - A duração dos dias depende mais do movimento de rotação do planeta em torno de si do que das estrelas ao redor. Mas, dependendo da época do ano e da posição da segunda estrela, pode haver períodos em que nunca escurece, já que as estrelas cercariam o planeta pelos dois lados, iluminando toda sua superfície

547 DIAS POR ANO - Para que a órbita de um possível planeta ao redor de Alfa A fosse estável, ela teria que ter entre 1,2 e 1,5 unidade astronômica de raio. Se a estrela central fosse Alfa B, o raio seria menor, de 0,7 a 1,1 unidade astronômica. Assim, o ano "A" teria de 438 a 547 dias, e o ano "B" de 255 a 401 dias

PORES-DO-SOL - Já imaginou um dia com dois pores-do-sol? Com duas estrelas, isso seria freqüente! A primeira estrela a se pôr não chamaria muita atenção, já que, enquanto ela se fosse, o céu continuaria claro pelo brilho da segunda. O pôr-do-sol da segunda estrela seria, sim, espetacular, com o céu já escuro

CALOR - Com duas estrelas no céu, a estabilidade climática do planeta já era - as temperaturas mudariam drasticamente dependendo do grau de aproximação entre as estrelas. Microorganismos, mais resistentes, conseguiriam sobreviver. Mas a ciência ainda não sabe dizer se animais complexos conseguiriam agüentar o esfria-esquenta.
Fonte: Mundo Estranho

Resultado doce do ALMA

Blocos constituintes da vida descobertos em torno de uma estrela jovem
Moléculas de açúcar no gás que circunda uma estrela muito jovem do tipo solar.Créditos: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/L. Calçada (ESO) & NASA/JPL-Caltech/WISE Team

Uma equipe de astrónomos utilizando o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) descobriu moléculas de açúcar no gás que rodeia uma estrela jovem do tipo solar. Esta é a primeira vez que açúcar é descoberto no espaço em torno de uma tal estrela. Esta descoberta mostra que os blocos constituintes da vida se encontram no local certo, na altura certa, de modo a serem incluídos em planetas que se estejam a formar em torno da estrela. Os astrónomos descobriram moléculas de glicoaldeído - uma forma simples de açúcar - no gás que circunda uma estrela binária jovem, com massa semelhante ao Sol, chamada IRAS 16293-2422.

O glicoaldeído já tinha sido observado anteriormente no espaço interestelar, mas esta é a primeira vez que é descoberto tão perto de uma estrela do tipo solar, a distâncias comparáveis à distância de Urano ao Sol, no Sistema Solar. Esta descoberta mostra que alguns dos componentes químicos necessários à vida existiam neste sistema na altura da formação planetária. "No disco de gás e poeira que circunda esta estrela recém-formada encontrámos glicoaldeído, uma forma de açúcar simples não muito diferente do açúcar que pomos no café," explica Jes Jørgensen (Instituto Niels Bohr, Dinamarca), o autor principal do artigo científico que descreve estes resultados. "Esta molécula é um dos ingredientes na formação do RNA, que - tal como o DNA, ao qual está ligado - é um dos blocos constituintes da vida."
   
Este mapa mostra a localização da região de formação estelar Rho Ophiuchi (O Serpentário). A estrela Rho Ophiuchi, que dá o nome à região, está marcada com a letra grega rho (ρ). A posição da IRAS 16293-2422, uma estrela binária jovem com massa semelhante à do Sol, está marcada a vermelho. Créditos: ESO, IAU and Sky & Telescope

A alta sensibilidade do ALMA - mesmo nos comprimentos de onda mais curtos nos quais opera e por isso tecnicamente mais difíceis - foi indispensável nestas observações, as quais foram executadas com uma rede parcial de antenas durante a fase de Verificação Científica do observatório.

"O que é verdadeiramente excitante acerca dos nossos resultados é que as observações ALMA revelaram que as moléculas de açúcar estão a cair em direção a uma das estrelas do sistema," diz a membro da equipa Cécile Favre (Universidade de Aarhus, Dinamarca). "As moléculas de açúcar não só se encontram no local certo para encontrarem o seu caminho até um planeta, estão também a deslocar-se na direção correcta. As nuvens de gás e poeira que colapsam para formar novas estrelas são extremamente frias e muitos gases solidificam sob a forma de gelo sobre as partículas de poeira, onde seguidamente se juntam para formar moléculas mais complexas.

Mas assim que uma estrela se forma no meio de uma nuvem de gás e poeira em rotação, esta aquece as regiões internas da nuvem para cerca de uma temperatura ambiente, evaporando as moléculas quimicamente complexas e formando gases que emitem uma radiação característica em ondas rádio, ondas estas que podem ser mapeadas com a ajuda de potentes rádio telescópios, como o ALMA. A IRAS 16293-2422 situa-se a cerca de 400 anos-luz de distância, relativamente próximo da Terra, o que a torna num excelente alvo para os astrónomos que estudam as moléculas e a química em torno de estrelas jovens.

Juntando o poder de uma nova geração de telescópios, tais como o ALMA, os astrónomos têm agora a oportunidade de estudar os detalhes das nuvens de gás e poeira que estão a formar sistemas planetários. "A grande questão é: qual a complexidade que estas moléculas podem atingir antes de serem incorporadas em novos planetas? Esta questão pode dizer-nos algo sobre como a vida aparece noutros locais e as observações do ALMA serão vitais para desvendar este mistério," conclui Jes Jørgensen.

Kepler da Nasa descobre múltiplos planetas que orbitam um par de estrelas

Astrônomos americanos anunciaram a descoberta nesta terça-feira em Pequim. Sistema está a cinco mil anos-luz da Terra

Representação artística do sistema Kepler-47. Crédito: NASA/JPL-Caltech/T.Pyle
Uma equipe de astrónomos liderada por Jerome Orosz, da San Diego State University, acaba de publicar um artigo na revista Science descrevendo a descoberta do primeiro sistema planetário (2 planetas) em órbita de um sistema binário central (2 estrelas). Previamente tinham sido já descobertos planetas em órbita de sistemas binários, e.g., Kepler-16, Kepler-34 e Kepler-35, mas nunca mais do que um planeta em cada sistema. Situado a cerca de 4900 anos-luz na direcção da constelação do Cisne, o Kepler-47, como foi designado, é constituído por um sistema binário de estrelas, as Kepler-47A e -47B, que se eclipsam periodicamente quando vistas a partir da Terra.

 As estrelas estão tão próximas que orbitam um centro de gravidade comum em apenas 7.5 dias. A Kepler-47A tem um tamanho semelhante ao do Sol mas apenas 84% da sua luminosidade. A Kepler-47B, por seu lado, tem apenas 1 terço do tamanho e menos de 1% do brilho da nossa luminária. Os dois planetas descobertos, Kepler-47b e -47c, orbitam em torno do centro de gravidade do sistema binário e não em torno de uma das estrelas individualmente. No jargão técnico planetas deste tipo designam-se de “tipo P” (circumbinários), por contraste com os planetas de “tipo S” (que orbitam estrelas individuais).
A “zona habitável” no Sistema Solar e em torno do sistema binário Kepler-47AB. Crédito: NASA/JPL-Caltech/T.Pyle

O sistema planetário é notável porque, para além do sistema binário de eclipse central, os dois planetas realizam trânsitos sobre os discos das duas estrelas! De facto, os astrónomos foram alertados para o potencial interesse do sistema pelo facto dos trânsitos dos planetas não seguirem um padrão regular. Ao contrário do que acontece com planetas que orbitam uma única estrela, o Kepler-47b e o Kepler-47c realizam trânsitos sobre estrelas em movimento orbital pelo que o intervalo entre trânsitos e a sua duração varia substancialmente. O planeta mais interior, Kepler-47b, orbita o par de estrelas em apenas 50 dias (por comparação Mercúrio orbita o Sol em 88 dias) e tem apenas 3 vezes o raio de Terra. A sua atmosfera gasosa super-aquecida poderá estar permanentemente coberta por uma espessa névoa de hidrocarbonetos resultantes da decomposição de metano pela radiação ultravioleta proveniente das estrelas.

O planeta exterior, Kepler-47c, é mais interessante. Orbita o sistema binário cada 303 dias e situa-se na “zona habitável” do sistema, uma região do espaço onde a água poderia existir no estado líquido na superfície de um planeta. No entanto, o Kepler-47c é ligeiramente maior do que Neptuno e deverá ser, provavelmente, um gigante de gelo semelhante ao deus dos oceanos, mas com uma atmosfera visível muito mais quente e formada, provavelmente, por espessas nuvens de vapor de água. Esta descoberta mostra que, para além de planetas isolados em órbitas estáveis, poderão existir sistemas planetários completos, estáveis, em torno de sistemas binários, num ambiente que outrora se pensava potencialmente adverso para a formação de planetas. Vejam o vídeo seguinte (em inglês) com a descrição da descoberta.

Laranja e Lua Azul

Imagem por Jan Sonnvik
Essa bela imagem laranja e azul da Lua representa uma grande alternativa para a exploração do nosso satélite natural. As imagens coloridas como essa podem revelar as diferenças na composição da superfície e podem de forma artística mostrar nosso belo satélite de uma nova perspectiva. A sutis diferenças de cores na Lua se devem, por exemplo, às diferentes concentrações de titânio nos mares lunares. A imagem acima mostra as áreas dos mares da Lua em azul ricas em titânio e os mares de basalto em vermelho com ausência de titânio. Essa diferença é especialmente evidente nas planícies azuis do Mare Tranquilitatis, que contrastam com os depósitos em vermelho do Mare Serenitatis. As áreas em laranja geralmente representam o material de terras altas da Lua. A imagem original da Lua foi obtida através de uma composição LRGB com uma câmera Canon 20Da DSLR acoplada a um telescópio Celestron NexStar 11 GPS, operando numa escala de imagem de 0.8” por pixel. A informação de cor RGB é a média de 30 exposições individuais, enquanto a luminescência, L, foi obtida de uma única imagem feita com uma exposição de 1/500 segundos. Nenhum filtro foi usado e a imagem foi feita desde Dalby, no sul da Suécia.
Fonte: http://lpod.wikispaces.com

Terra Escura E Um Sprite Vermelho

Créditos da Imagem: ISS Expedition 31 Crew, NASA
Existe algo bem incomum nessa imagem do planeta Terra, você é capaz de identificar? Um fenômeno fugaz que já foi pensado anteriormente como sendo uma lenda foi recentemente registrado se você souber onde procurar. A imagem acima foi feita desde a Estação Espacial Internacional no final do mês de Abril de 2012 e mostra os familiares painéis solares da ISS na parte mais a esquerda e parte do braço robótico na parte mais a direita. O fenômeno que raramente é fotografado é conhecido como sprite vermelho e pode ser visto, relativamente apagado, um pouco acima da área mais brilhante na parte direita da imagem. Essa área brilhante e o sprite vermelho são diferentes tios de raios, com o branco sendo o mais típico e o mais conhecido dos raios. Embora os sprites sejam relatados por mais de 300 anos, eles só foram registrados em filme em 1989, e por acidente. Muita coisa ainda é um mistério quando se fala nos sprites incluindo como eles ocorrem e seus efeitos no circuito elétrico atmosférico global, e se eles estão de alguma maneira relacionados a outros fenômenos de raios da atmosfera superior como os jatos azuis ou os raios gama terrestres.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120829.htm
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