31 de ago de 2012

O que é o cinturão de asteróides?

 É um planeta que nunca nasceu. O cinturão é um conjunto de milhões de pedregulhos espaciais que giram em torno do Sol, entre as órbitas de Marte e Júpiter. O curioso é que todos os planetas se formaram a partir de cinturões assim. Há 4,6 bilhões de anos, tudo o que existe aqui na Terra estava em pedrinhas que vagavam numa faixa do sistema solar, do mesmo jeito que o cinturão de hoje. A diferença é que essas pedras foram se aglutinando, atraídas uma pela gravidade da outra.  E se juntaram até formar uma bela pedrona que hoje chamamos de Terra. Mas, se isso aconteceu com todos os planetas, por que sobrou um cinturão de asteróides? Por causa de um cabo-de-guerra entre a enorme gravidade de Júpiter, maior planeta do sistema, e a do Sol. A chave é a seguinte: quanto mais massa tem um astro, maior sua gravidade, seu poder de atração sobre as coisas que estão próximas dele. "Como os asteróides ficam no meio do caminho entre Júpiter e o Sol, o planeta os atrai para um lado e a estrela para outro.

A gravidade das rochas não é suficiente para vencer essas forças, e elas não conseguem se aglutinar", diz o astrônomo Roberto Dias da Costa, da Universidade de São Paulo (USP). Na origem do sistema solar, o vapor d’água que estava onde hoje fica Júpiter encontrou uma temperatura baixa o suficiente para virar gelo. Como a quantidade de gelo era, e ainda é, bem maior que a de outros elementos sólidos no espaço, aquilo que viria a ser o maior planeta do sistema solar logo ganhou um núcleo.    Este, por sua vez, forneceu gravidade para o astro crescer rápido demais, até ficar com uma massa 318 vezes maior que a da Terra. Com um gigante desses por perto, ficou impossível o cinturão de asteróides se transformar em um planeta. Júpiter chegou a engolir boa parte dos pedregulhos que orbitavam essa região. Tanto que, se as rochas espaciais restantes no cinturão se juntassem, formariam um planeta com metade do tamanho da Lua.  

Cabo-de-guerra espacial Rochas não formaram um astro por causa da disputa gravitacional entre o Sol e Júpiter

1. Tudo o que hoje forma o sistema solar veio de uma nuvem de poeira. A gravidade fez com que ela se condensasse na forma de um disco há 4,6 bilhões de anos. No meio estava a bola de matéria que viria a se tornar o Sol. Cerca de 98% da massa desse disco era formada por hidrogênio e hélio, os átomos mais leves e comuns do Universo.
2. No centro do disco, a matéria ficou tão apertada que os átomos começaram a se fundir. Essa fusão nuclear "ligou" o Sol, criando uma fonte de energia que empurrou a maior parte dos leves átomos de hidrogênio e hélio para longe. Estes então se aglutinaram para formar Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Como esses elementos eram abundantes, tais planetas ficaram enormes.
3. Boa parte dos átomos pesados, como o ferro e o oxigênio, ficaram pe.rto do Sol, atraídos pela gravidade da estrela. Eles se aglutinaram, formando pedrinhas. A gravidade das pedras maiores atraía as menores. Então as rochas cresceram até virar asteróides. E eles também se juntaram, tornando-se Mercúrio, Vênus, Terra e Marte - os planetas rochosos, menores e mais densos que Júpiter & Cia.
4. Cada uma das "faixas" do disco que originou o sistema solar acabou ocupada por um planeta, menos uma: entre Marte e Júpiter. Ela ficou cheia de asteróides que não puderam se juntar para formar um astro grande. É que eles são puxados tanto pela gravidade descomunal de Júpiter quanto pela do Sol. Em meio a essa disputa de titãs, a gravidade dos asteróides não bastou para uni-los.

Pedrinhas e pedronas

A maior parte dos asteróides que formam o cinturão é do tamanho de pedregulhos, com poucos metros de diâmetro. Mas alguns são respeitáveis: 16 têm mais de 240 quilômetros de diâmetro. O maior é Ceres, com 700 quilômetros. Se fosse trazido para a Terra, ele cobriria a distância entre São Paulo e Florianópolis. Curiosidade: alguns astrólogos o consideram como um planeta em seus mapas astrais.
Fonte: Mundo Estranho

Novas e belíssimas fotos de Saturno

A NASA acaba de divulgar quatro novas fotos de Saturno e sua maior lua, Titã. As imagens foram feitas pela sonda Cassini, em órbita no planeta há 8 anos. Lançada em 1997, a Cassini entrou em órbita em torno de Saturno em 1 de julho de 2004. A nave está em sua segunda missão estendida, conhecida como Missão Solstício, e um de seus principais objetivos é analisar as mudanças sazonais no sistema de Saturno, capturadas na primeira imagem. “É tão fantástico experimentar, através dos instrumentos de Cassini, as mudanças sazonais no sistema de Saturno”, disse Amanda Hendrix, cientista do projeto. “Algumas das mudanças que vemos nos dados são completamente inesperadas, enquanto outras ocorrem regularmente como um relógio. É um momento emocionante para se estar em Saturno”. As outras imagens retratam o recém-descoberto vórtice polar sul na atmosfera de Titã. A nave notou uma concentração de névoa amarelada no polo sul de Titã, pelo menos desde 27 de março desse ano. Mais tarde, o espectrômetro de mapeamento visual e infravermelho da Cassini avistou uma concentração de massas de nuvens em torno do polo sul da lua. Depois de um sobrevoo em junho, a sonda lançou uma imagem e vídeo dramáticos mostrando o vórtice girando mais rápido do que o período de rotação da lua. Alguns dos pontos de vista das novas fotos, como as do vórtice polar, só foram possíveis por causa da recém-inclinação de Cassini, que permite a visualização mais direta das regiões polares de Saturno e suas luas.

Foto 1
Essa imagem mostra a inversão de cores graças à mudança de estação no planeta. A foto capturou a mudança de tons entre os hemisférios norte e sul de Saturno, na medida em que passam de uma época para a outra. Titã, a maior lua de Saturno, mede 5.150 quilômetros; é maior que o planeta Mercúrio. Conforme as estações mudaram no sistema de Saturno – a primavera chegou ao norte e outono ao sul -, o azul celeste no hemisfério norte de Saturno, que Cassini viu em 2004, esmoreceu. O hemisfério sul, em expectativa para o inverno, é quem agora toma uma tonalidade azulada. Esta alteração é provavelmente devido à redução da intensidade da luz ultravioleta e névoa que o planeta produz no hemisfério sul. A presença da sombra do anel no hemisfério sul aumenta este efeito. A redução da turvação e a consequente compensação da atmosfera também contribuem para uma tonalidade azulada: a oportunidade de maior espalhamento da luz solar direta pelas moléculas de ar torna o céu azul, como na Terra. A presença de metano, que geralmente absorve na região vermelha do espectro, em uma atmosfera agora clara também favorece o azul. Essa foto é um mosaico que combina seis imagens – dois de cada filtro vermelho, verde e azul – para criar essa visão de cor natural. As imagens foram obtidas com a câmera grande angular da Cassini em 6 de maio de 2012, a uma distância de cerca de 778.000 km de Titã. A escala da imagem é de 46 quilômetros por pixel em Titã.

Foto 2
Essa imagem mostra os anéis de Saturno, e o vórtice polar sul, que apareceu pela primeira vez na atmosfera de Titã em 2012 (visível na parte inferior). O vórtice polar sul não estava presente no planeta no início da missão da Cassini. Partes dos anéis aparecem escuros perto do centro dessa foto, por causa da sombra lançada pelo planeta. No entanto, uma “lasca iluminada” de Titã pode ser vista nos anéis, perto do meio da escuridão. As imagens foram feitas com filtros vermelho, verde e azul combinados para criar essa visão de cor natural, e tiradas com a câmera de ângulo estreito em 16 de maio de 2012, a uma distância de cerca de três milhões de quilômetros de Titã. A escala da imagem é de 18 quilômetros por pixel em Titã.

Foto 3
Essa imagem do lado noturno da Titã mostra a dispersão da luz solar através da atmosfera da lua, formando um anel. O polo norte da Titã pode ser visto no topo da foto, e um pouco do vórtice polar sul pode ser detectado na parte inferior da imagem. O mosaico combina os filtros espectrais para criar essa visão de cor natural, e as fotos foram feitas com a câmera grande angular da Cassini em 6 de junho de 2012, a uma distância de cerca de 216.000 quilômetros da Titã. A escala da imagem é de 13 quilômetros por pixel.

Foto 4
O recém-formado vórtice polar sul destaca-se na atmosfera da maior lua de Saturno, Titã, nessa foto de cor natural. O vórtice polar sul pode ser visto aproximadamente centrado sobre o polo sul na parte inferior esquerda da imagem. As fotografias foram obtidas com a câmera grande angular da Cassini, em 25 de julho de 2012, a uma distância de cerca de 103.000 quilômetros de Titã. A escala da imagem é de 6 quilômetros por pixel.
Fonte: Hypescience.com
[NASA]

Cor Natural de Saturno e Titã feita pela Cassini

Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech / SSI
Uma gigantesca Lua aparece na frente de um gigantesco planeta que está passando por mudanças sazonais e que podem ser vistos nessa imagem em cor natural de Titã e de Saturno que foi feita pela sonda Cassini da NASA. Titã, a maior lua de Saturno, mede 5150 quilômetros de diâmetro e é maior que o planeta Mercúrio. Os cientistas da Cassini têm observado o polo sul da lua desde que um vórtice apareceu em sua atmosfera em 2012. À medida que as estações mudam no sistema Saturniano, e a primavera começa a surgir no hemisfério norte e o outono no hemisfério sul, a coloração azul no hemisfério norte de Saturno que vem se apresentando de forma interessante para a sonda Cassini, desde a sua chegada no sistema em 2004, está agora apagando.

O hemisfério sul, com a chegada do inverno está ficando com a tonalidade azulada. Essa mudança se deve provavelmente à redução da intensidade da luz ultravioleta e a névoa produzida no hemisfério sul e o aumento da intensidade da luz ultravioleta e a produção da névoa no hemisfério norte. A presença da sombra dos anéis no hemisfério sul aumenta esse efeito. A redução da névoa e o consequente claremaneto da atmosfera gera essa tonalidade azulada, isso aumenta a oportunidade para o espalhamento direto da luz do Sol pelas moléculas no ar que fazem com que o céu fique azul, assim como na Terra.

A presença do metano que geralmente absorve a parte vermelha do espectro, numa atmosfera mais clara agora também aumenta a tonalidade azul. Essa imagem foi feita com a sonda apontada para o norte, no lado iluminado dos anéis um pouco acima do plano dos mesmos. O mosaico acima, na verdade combina seis imagens, duas de cada para cada um dos filtros espectrais vermelho, verde e azul, criando assim uma imagem colorida natural. As imagens foram obtidas com a câmera de grande angular da sonda Cassini no dia 6 de Maio de 2012, a uma distância aproximada de 778000 quilômetros de Titã. A escala da imagem é de 46 quilômetros por pixel.

A missão Cassini-Huygens é um projeto colaborativo da NASA, da Agência Espacial Europeia e da Agência Espacial Italiana. O Laboratório de Propulsão a Jato, uma divisão do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena gerencia a missão para o Science Mission Directorate da NASA em Washington, DC. O módulo orbital Cassini e suas duas câmeras a bordo foram desenhadas, desenvolvidas e montadas no JPL. O centro de operações das imagens é baseado no Space Science Intitute em Boulder, no Colorado.
Fonte: http://www.nasa.gov/mission_pages

Cientistas afirmam que existem dúvidas sobre a formação da Lua e estudam novas explicações .


Uma reconstrução fornece pistas aos cientistas sobre como a Lua se formou
Acredita-se que nosso satélite natural é resultado de uma colisão que ocorreu há 4,5 bilhões de anos entre a Terra e um objeto cósmico do tamanho de Marte, conhecido como Theia, em uma velocidade de 40 mil km/h. No entanto, nas últimas décadas, os astrônomos dizem que grandes problemas surgem quando esta teoria é observada em simulações, chamando as dúvidas de “paradoxo lunar”.

A Lua parece ser feita de um material que não seria esperado se a teoria da colisão estiver correta. No entanto, existem semelhanças notáveis entre os materiais encontrados na Terra e na Lua. Na verdade, os elementos encontrados na Lua mostram propriedades isotópicas idênticas aos encontrados em nosso planeta.

É extremamente improvável que o objeto chamado Theia e a Terra tivessem composições idênticas, o que torna a questão um pouco “estranha”.  Um grupo de pesquisadores da Universidade de Berna, Suíça, fez avanços significativos na história da formação lunar, sugerindo respostas eficazes para as dúvidas. “Nosso modelo considera os parâmetros de novos impactos que nunca foram testados antes”, disse o principal autor da pesquisa, Andreas Reufer, em entrevista ao britânico DailyMail.

“Além das implicações do sistema Terra-Lua em si, se a velocidade do impacto for considerada como maior do que a atual teoria, isso abre novas possibilidades para a origem da Lua”, salientou. Embora os modelos propostos não representem uma combinação perfeita para responder as limitações do modelo de colisão, os pesquisadores acham que estão próximos de desvendar por completo o mistério sobre os verdadeiros mecanismos que formou a Lua.
Fonte: Jornal Ciência

O Halo da Nebulosa Olho de Gato

Créditos da imagem e direitos autorais: Don Goldman
A Nebulosa do Olho do Gato (NGC 6543) é uma das nebulosas planetárias mais bem conhecida no céu. Suas simetrias são vistas na região bem central dessa imagem tentadora, processada de forma a revelar o enorme, mas apagado halo de material gasoso, com aproximadamente 6 anos-luz de diâmetro, que circunda a nebulosa planetária familiar, mais brilhante. A imagem acima é na verdade uma composição feita com dados de banda curta e larga mostrando a impressionante e forte extensão da emissão de átomos de oxigênio ionizados em tonalidades azuis esverdeadas e do hidrogênio e nitrogênio ionizado em vermelho. As nebulosas planetárias têm sido por muito tempo, apreciadas como a fase final da vida de uma estrela como o Sol. Mas recentemente, muitas nebulosas planetárias foram descobertas com halos como esse, provavelmente formado de material expelido durante os episódios ativos da evolução estelar. Enquanto acredita-se que a fase da nebulosa planetária dure cerca de 10000 anos, os astrônomos estimam que a idade das porções mais externas dos filamentos desse halo cheguem a ter entre 50000 a 90000 anos.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120831.html

Fenômeno raro, Lua Azul ocorrerá na noite desta sexta-feira

Fenômeno acontece a cada dois ou três anos.Foto: Arquivo/Getty Images
Um fenômeno raro no céu ocorrerá na noite desta sexta-feira, chamado de Lua Azul. Segundo definição popular, uma Lua Azul é a segunda lua cheia em um mesmo mês, que acontece com a frequência de uma vez a cada dois ou três anos. De acordo com o físico do Observatório Astronômico do Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) Jorge Honel, agosto terá a segunda lua cheia por que a primeira ocorreu no primeiro dia do mês, dando uma diferença de 29,53 dias entre uma e outra, ideal para o fenômeno ocorrer. Segundo ele, por causa dessa diferença de tempo para o fenômeno acontecer, fevereiro é o único mês do ano que não tem possibilidade de ocorrer a Lua Azul. Esse nome surgiu a partir do anuário astronômico americano do século XIX, quando um astrônomo deu o nome de Blue Moon para a segunda lua cheia que aconteceria em um mesmo mês. O nome, portanto, não está relacionado diretamente à cor do corpo celeste. Na língua inglesa, a expressão "a cada Lua Azul" é utilizada para indicar eventos possivelmente raros.

Diferente do que o nome indica, o fenômeno não apresenta um brilho mais intenso, não tem uma coloração azulada e não sofrerá nenhuma mudança de fato. Para o astrônomo da Fundação Planetário do Rio de Janeiro Naelton Mendes de Araújo, o fenômeno é mais cultural do que astronômico. Ela poderá ser vista de qualquer lugar do mundo e é uma lua cheia normal. A próxima Lua Azul está prevista para ocorrer em julho de 2015. A última vez que o fenômeno apareceu no céu foi no dia 31 de dezembro de 2009, o tipo mais raro de ocorrência. Segundo Honel, o dia é considerado difícil de ocorrer por coincidir com a véspera de Ano Novo. "Todos os meses que têm 31 dias estão sujeitos a ter a Lua Azul, e por causa do período lunissolar (calendário baseado nos movimentos da Lua e do Sol), em determinados meses o fenômeno pode ocorrer mais facilmente", explica.
Fonte: TERRA

Descoberta do 1º objeto do Cinturão de Kuiper completa 20 anos

Descoberta do 1º objeto do Cinturão de Kuiper completa 20 anos.Foto: ESO/Divulgação
Gerard Kuiper foi um daqueles astrônomos que contribuíram muito com a ciência. Por exemplo: ele propôs a teoria de que nossos planetas se formaram a partir da condensação de uma grande nuvem de gás e poeira que existia ao redor do Sol. Ele ainda descobriu a lua Miranda, de Urano; previu com exatidão a composição dos anéis de Saturno; a composição da atmosfera de Marte; a existência de água em forma de gelo no planeta vermelho; ele previu até a sensação de pisar na superfície da Lua (Neil Armstrong confirmou: "como caminhar na neve"). Contudo, a maior hipótese deste holandês veio a eternizar seu nome, e foi uma dupla de astrônomos que confirmou sua existência há 20 anos. Já se conhecia o Cinturão de Asteroides, que existe entre Marte e Júpiter. Kuiper, contudo, previu em um artigo de 1951 que existiria um grupo de objetos além de Plutão, vestígios da formação do Sistema Solar. O primeiro desses objetos foi descoberto em 1992 (chamado de 1992 QB1) por David Jewitt e Janet Luu com um telescópio no Havaí. Esse asteroide, afirma o Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), tem uma luminosidade 6 mil vezes menor do que conseguimos ver a olho nu. A região com esses corpos acabou por receber o nome Cinturão de Kuiper em homenagem ao astrônomo - o holandês não foi o primeiro a prever a existência desses objetos, mas acabou por ganhar a fama. Três planetas-anões estão por lá: Makemake, Haumea e Éris (além deles, Ceres, no Cinturão de Asteroides - aquele mais próximo -, e Plutão também estão nessa categoria). Foi a descoberta de Éris, em 2005, que levou a uma das maiores polêmicas dos últimos anos na astronomia. Como Éris era maior que Plutão, veio a dúvida: teremos um 10º planeta no Sistema Solar? A decisão da União Astronômica Internacional, no ano seguinte, foi de "rebaixar" Plutão a planeta-anão (classificação criada no mesmo encontro). Éris e outros corpos gigantes que foram descobertos entraram nessa categoria.
 Fonte: TERRA

Telescópio detecta milhões de buracos negros e galáxias 'escondidos'

Um telescópio especial detectou milhões de buracos negros supermaciços e galáxias com temperaturas extremamente altas, que estavam "escondidos" atrás de uma nuvem de poeira interestelar.
Esta imagem com dados do Wise mostra cerca de mil objetos que até então não eram vistos

O Wide-Field Infrared Survey Explorer (Wise), telescópio da agência espacial americana Nasa, conseguiu captar comprimentos de ondas ligados ao calor dos astros, o que fez com que eles conseguissem enxergar e mapear pela primeira vez alguns dos objetos mais iluminados do Universo.  A expectativa dos cientistas é de que a descoberta os ajude a entender como as galáxias e buracos negros se formam

Caçador de buracos negros'
 
Os astrônomos já sabiam que a maioria das galáxias possuem buracos negros no seu centro, que são "alimentados" com gases, poeira e estrelas ao seu redor. Às vezes, os buracos negros soltam energia suficiente para impedir a formação de estrelas. A forma como estrelas e buracos negros evoluem juntos, no entanto, continua sendo um mistério para os cientistas. A esperança é que os dados do telescópio Wise possibilitem novas descobertas neste ramo. O Wise tem capacidade de detectar comprimentos de onda que ficam muito além do campo de visão dos telescópios atuais. Isso permite ao equipamento fazer diversas descobertas inéditas na ciência. O telescópio ganhou a fama de "caçador de buracos negros".

"Nós encurralamos os buracos negros", diz Daniel Stern, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), um dos autores dos três estudos que foram apresentados nesta quarta-feira. Stern e seus colegas usaram outro telescópio (Nustar) para analisar os dados dos buracos negros captados pelo Wise e apresentaram os dados em um artigo que será publicado na revista científica Astrophysical Journal.  Outros dois estudos detalham galáxias com temperaturas extremamente altas e com brilho intenso, que até recentemente não conseguiam ser detectadas. O termo em inglês para essas galáxias é "hot dust-obscured galaxies", ou hot-Dogs (que também significa "cachorro-quente", em inglês). Mais de mil galáxias já descobertas são mais de cem vezes mais brilhantes que o Sol da Via Láctea. Os dados da missão Wise estão sendo disponibilizados ao público, para que todos os cientistas possam contribuir nas pesquisas espaciais.
Fonte: BBC BRASIL
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