3 de set de 2012

Qual é a temperatura do espaço?

Depende de que parte do espaço estamos falando. Em geral, funciona assim: quanto mais próximo dos astros, maior a temperatura. Outro fator que pesa é a presença de matéria: o calor pode ser retido por ela. À medida que o espaço vai ficando vazio, a temperatura cai. No vácuo total (ausência de matéria), a temperatura despenca para até 272 ºC negativos, 1 grau acima do zero absoluto. "É como medir a temperatura mínima do espaço. Não há local mais frio que esse. São regiões vazias e afastadas de corpos aquecidos", diz o astrônomo Enos Picazzio, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP.

Para ter uma idéia da friaca, a menor temperatura já registrada na Terra foi de 89,2 ºC negativos, na Antártida. Já no espaço interestelar, em que não chega a reinar o vazio absoluto (há gases, grãos e poeira), a temperatura varia. No topo da atmosfera terrestre, por exemplo, a temperatura é algo em torno de 27 ºC. "Mas isso não significa que o espaço acima da atmosfera esteja nessa temperatura. Na verdade, ele é frio, mas um corpo nessa região que seja iluminado pelo Sol pode atingir essa temperatura. Na escuridão, a temperatura cairia muito", afirma Picazzio. Já na Lua, que não tem atmosfera, as temperaturas variam muito: com o Sol a pino, a superfície do satélite passa os 100 ºC e cai, durante a noite, para -150 ºC.

Entrando numa fria Distância das estrelas e presença de matéria influem na temperatura média dos planetas

SOL
A temperatura da parte do Sol que é visível da Terra, a fotosfera (uma camada fina, brilhante e bem definida, considerada sua superfície), é de 5 500 ºC, mas algumas estrelas podem passar de 50 000 ºC. No interior do Sol, no entanto, a coisa esquenta: o calor chega a 15 milhões de graus!

PLANETAS SÓLIDOS
Nossa querida Terra é mantida aquecida graças à atmosfera e suas cinco camadas. A radiação solar e sua interação com o solo terrestre definem o calor que faz por aqui. Cerca de 47% do calor emitido pelo Sol é absorvido pela Terra. Os outros planetas sólidos do sistema solar são Mercúrio, Vênus e Marte

ESPAÇO INTERPLANETÁRIO
No espaço entre os planetas ou entre as estrelas, há pouca matéria, composta sobretudo de gases e poeira espacial. O ar é rarefeito e, apesar de a temperatura poder chegar a cerca de 27 ºC no espaço entre a Terra e a Lua, por exemplo, a sensação que teríamos lá (sem vestimenta especial) seria de frio, porque as poucas moléculas ali existentes não são suficientes para transferir uma quantidade significante de calor à nossa pele ou às naves que circulam no espaço

PLANETAS GASOSOS
Sem superfície sólida, o material gasoso simplesmente fica mais denso de acordo com a profundidade, podendo chegar ao estado líquido. Compostos sobretudo de hidrogênio e hélio, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, além de não terem matéria sólida, estão mais distantes do Sol, o que faz o calor ser coisa rara por lá. Só nas camadas mais profundas eles são quentes

FRIO ABSOLUTO
Formada por uma nuvem de gás e poeira, a nebulosa de Bumerangue registra temperatura de 272 ºC negativos (1 kelvin), só 1 grau acima do zero absoluto. Ao que parece, ela é o lugar mais frio do Universo, mas o mistério ainda não foi totalmente desvendado. A nebulosa fica em Centauro, uma das constelações da Via Láctea, no hemisfério sudeste celestial, a 5 000 anos-luz da Terra.
Fonte: Mundo Estranho

Sonda colhe novos indícios da existência de gelo na Lua

Mas reduz estimativa da quantidade de depósitos em cratera do satélite
Radar da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter indica que pode existir gelo nas paredes da cratera Shackleton (Nasa).
Cientistas da Nasa, a agência espacial americana, divulgaram nesta quinta-feira dados que reforçam a hipótese de que haja gelo na cratera Shackleton, no polo sul da Lua. No entanto, a quantidade de gelo, estimada com base em informações da sonda Lunar Reconnaissence Orbiter (LRO), é menor do que os pesquisadores supunham. A suspeita da existência de gelo na cratera havia sido divulgada em junho por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que também analisaram imagens feitas pela Lunar Reconnaissence Orbiter. À época, eles estimaram que suas paredes poderiam ser compostas por até 22% de gelo. Agora, com base nos dados do radar da sonda, cientistas da Nasa afirmam que o gelo em suas paredes não deve passar de 10%.  Vários dos instrumentos da LRO fizeram contribuições para essa pesquisa, mas apenas o radar penetra abaixo da superfície para procurar evidências de depósitos de gelo", explica o cientista da Nasa John Keller. O radar pode sondar a presença de água até dois metros abaixo da superfície. "Estes resultados impressionantes contribuem ainda mais para a hipótese de haver água na Lua”, disse Keller. As medições da Lunar Reconnaissence Orbiter foram feitas durante três observações entre dezembro de 2009 e junho de 2010, mas a análise dos dados só foi divulgada nesta semana.

SAIBA MAIS
CRATERA SHACKLETON

Localizada nas proximidades do polo sul da Lua, a cratera Shackleton foi batizada em homenagem ao explorador da Antártida Ernest Shackleton (1874-1922). Ela tem 21 quilômetros de diâmetro e 4 quilômetros de profundidade. É considerada pela Nasa uma candidata a funcionar como base lunar no futuro, caso seja confirmada a presença de gelo.
Fonte: VEJA

Sonhos de viagens à Lua


A morte recente de Neil Armstrong, o intrépido astronauta americano cuja principal distinção foi ter sido o primeiro humano a pisar na Lua, inevitavelmente me levou ao dia 20 de julho de 1969, quando, com os olhos incrédulos grudados na TV, assisti com meus primos a um feito que mais parecia ficção do que realidade. O poder transformador da imagem de um ser humano saltitando pelo solo lunar foi tal que, mesmo para um menino carioca de 10 anos, a vida jamais seria a mesma. Explorar a Lua adquiriu um significado mítico: o primeiro passo para a conquista do espaço e a emancipação cósmica da humanidade. Sabendo das dificuldades de virar astronauta no Brasil, optei por aprender sobre a ciência do espaço, devidamente complementada por obras de ficção tratando da exploração imaginária do nosso satélite natural. Afinal, como disse o pioneiro da exploração espacial Robert H. Goddard, "é difícil dizer o que é impossível, pois o sonho de ontem é a esperança de hoje e a realidade de amanhã". A exploração do espaço é, sem dúvida, a área da ciência em que é mais clara a sua dívida em relação à ficção.

Lendo alguns dos primeiros relatos imaginários de viagens à Lua, vemos quão alto a imaginação humana voa quando livre de dados, e quão difícil é transformar imaginação em realidade. Sonhar em ir à Lua e chegar lá são duas coisas muito diferentes, aspectos complementares da nossa humanidade, como sonhadores e inventores. Toda invenção começa com um sonho. A primeira narrativa conhecida de viagem à Lua foi escrita pelo satirista Luciano (125 d.C.). Em uma obra que inspirou muitos de seus sucessores ilustres, como Kepler, Cyrano de Bergerac, Jonathan Swift e Voltaire, Luciano conta como, na companhia de outros 50 exploradores, saiu pelos oceanos para ver onde terminavam. Um dia, "um vento violento soprou o navio pelos ares até grande altitudes, mantendo-nos suspensos por sete dias e noites, até que, no oitavo, demos numa terra, uma ilha redonda, brilhante e plena de luz".

Uma vez na Lua, os exploradores enfrentam inúmeras confusões, incluindo uma guerra contra o reino do Sol e suas criaturas que, numa tradição que Luciano atribui a Homero em sua obra "Odisseia", eram extremamente bizarras. Ao que parece, a guerra é uma condição inescapável de criaturas semelhantes aos homens, espécie de enfermidade incurável. Como escreveu Luciano, "podemos bem dizer que a guerra é a geradora de todas as coisas". Pergunto-me o que o heroico Neil Armstrong, famosamente discreto e recluso, pensava de fantasias como a de Luciano. Embora se dissesse "um engenheiro nerd de meias brancas e cheio de canetas no bolso da camisa", ocasionalmente demonstrava grande inspiração: "Olhando para o passado, fomos mesmo muito privilegiados de ter vivido numa breve parcela da história em que mudamos como o homem olha a si mesmo, o que poderá vir a ser e os lugares aonde irá". Para este garoto já crescido, Armstrong continuará sendo um raio de luz num mundo que tanto necessita de heróis como ele. E, para mostrar como levo a complementaridade entre ciência e literatura a sério, um de meus filhos se chama Lucian.
Créditos: Marcelo Gleiser - Folha

M45: O Aglomerado Estelar das Plêiades

Crédito da imagem e direitos autorais: Robert Gendler
Talvez considerado o mais famoso aglomerado estelar do céu, as Plêiades podem ser vistas sem binólculos até mesmo nos centros poluído das cidades. Também conhecido como as Sete Irmãs, e M45 as Plêiades é um dos aglomerados mais brilhante e mais próximo de nós. As Plêiades contém mais de 3000 estrelas, está localizado a aproximadamente 400 anos-luz de distância, e só tem 13 anos-luz de diâmetro. Bem evidente na imagem acima estão as nebulosas de reflexão azuis que envolvem as estrelas mais brihantes. Estrelas de baixa massa, apagadas, anãs marrons também têm sido encontradas nas Plêiades. Um fato que precisa de destaque aqui , é que os proeminentes efeitos de difração são causados pelo próprio telescópio e podem chamar a atenção ou fornecendo uma falsa impressão de aprimoramento da imagem, dependendo do seu ponto de vista.

Cientistas estudam como evitar colisão de asteroide com a Terra

No ano passado, foi anunciado um investimento de 4 milhões de euros para o estudo de asteroides próximos à Terra (NE, na sigla em inglês). Capitaneado por sete países, a pesquisa aguarda aprovação da Nasa - a agência espacial americana - para a liberação de uma missão espacial. Contudo, cientistas dizem que, mesmo que conheçamos os objetos em rota de colisão com nosso planeta, não é tão fácil impedir uma colisão. As missões têm como objetivo verificar com mais precisão a formação das rochas, que é o que mais nos preocupa", explica Patrick Michel, diretor de pesquisa do Observatório da Costa Azul, na França, durante a 18ª Assembleia Geral da União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês). Conforme o astrofísico, a Terra recebe diariamente o equivalente a 10 mil t de rochas e detritos. Rochas maiores, no entanto, com poder de causar grandes estragos são remotas. "Não há ainda evidências de ameaça de colisões em escala regional para os próximos 20 anos. Para colisões que causariam estrago global, as chances diminuem para um ou dois séculos."

De todos os corpos encontrados que poderiam se chocar contra o planeta, 90% deles tem 1 km de diâmetro, o que os tornaria capazes de destruir 25% das espécies vivas. "O maior problema seriam os asteroides menores, de 300 m de diâmetro, que ainda não conseguimos mapear. Estes corpos, no entanto, dificilmente causariam a morte de populações, diz Michel. "As pessoas tendem a viver em grupos, e há ainda muito do nosso planeta composto por água, florestas e desertos. Se uma dessas rochas viesse a colidir com a Terra, as chances de que matassem espécies vivas seria muito pequena. As pesquisas de asteroides NE e colisões estão crescendo nos últimos anos, tendo encontrado mais de 8 mil objetos, porém as soluções para evitar uma possível colisão ficam cada vez mais complicadas. No nosso grupo descobrimos que não só o tamanho da rocha, mas também sua composição interna que deve ser avaliada", conta Michel. Isso porque as rochas mais porosas (com mais buracos na sua composição) têm menos chances de explodir e se dividir em milhões de pequenas rochas, ao passo que rochas menos porosas perdem menos energia em forma de calor e, assim, causam estragos maiores.

Dentre as opções para contenção e destruição de um asteroide potencialmente ameaçador, estão a destruição por energia nuclear (a menos indicada); o desvio por impacto cinético; e tração gravitacional. Todas as opções têm vantagens e desvantagens. "Com o desvio por impacto, por exemplo, é preciso saber muito sobre a composição do elemento, pois não sabemos se é uma massa como uma esponja ou uma rocha dura que poderia explodir em milhões de pedaços", diz Michel. A tração gravitacional, que planeja o desvio do asteroide de sua rota ao enviar uma nave que o atraísse pela gravidade, exige a cara construção de um objeto que tem de ser grande o suficiente para funcionar ou estudos exatos o suficiente para definir que o corpo em questão seja pequeno o suficiente.

A incerteza dos dados se dá sempre após uma descoberta. E isso não quer dizer que os astrônomos erraram nos cálculos, aponta Michel. "O espaço é incerto. Então, quando analisamos uma área e identificamos objetos e suas rotas, podemos prever o que acontecerá depois. O problema é que vários fatores influenciam nesse processo e acabam mudando a trajetória, invalidando as possibilidades de que haja uma colisão. Para ter mais certeza sobre a ciência das colisões de asteroides NE, é preciso a injeção massiva de recursos para testes e missões. "O que temos agora é ótimo no papel, mas não é nada concreto. Não há um plano. Com os 4 milhões de euros orçados, o grupo de cientistas liderado por Michel consegue apenas fazer análises e equações preliminares. Estudos mais aprofundados exigiriam um aporte de, no mínimo, 350 milhões de euros para a criação de uma missão espacial. "Com 4 milhões, não conseguimos nem mesmo fabricar um pequeno instrumento necessário para os testes", reflete o astrofísico.

Caso 2011 AG5
O asteroide descoberto em 2011, batizado de AG5, tem uma em 500 chances de colidir com a Terra em 2040. Com cerca de 140 m de diâmetro, a trajetória atual do corpo aponta que, em 2023, ele estará muito próximo do nosso planeta. É bem provável que conseguiremos lavar as nossas mãos sobre uma colisão depois que recebermos as informações mais completas do Hubble em 2016", prevê Giovani Gronchi, líder do projeto que estuda as atividades do 2011 AG5. Em setembro de 2013, o asteroide estará próximo o suficiente da Terra e poderá, então, ser observado pelo Hubble. Com base nos dados atuais, o asteroide passaria pelo key-hole (área onde a gravitação do planeta muda a trajetória de um corpo) em 2023. "Se ficar comprovado que o AG5 passará pelo key-hole, então teremos de trabalhar com possibilidades de planos de contingência pós-passagem, que poderia envolver mesmo o desvio do asteroide"

Caso 1999 RQ36
Esse é o novo objeto de estudo da Nasa de asteroides NE. Trabalhado em uma escala de tempo secular, as previsões indicam uma possível colisão em 2135. Com um diâmetro de meio quilômetro, o asteroide se aproxima da Terra a cada seis anos e, depois, distancia-se novamente. A Nasa está organizando uma missão espacial para 2016 para observar a rocha, que se aproximará da Terra novamente em 2017. Na escala em que estamos trabalhando, por enquanto não há nem mesmo chances de uma colisão com outros objetos no espaço. Em outras escalas de tempo, talvez possa haver uma chance, mas então a Terra receberia talvez apenas chuvas de meteoros", explica o astrônomo americano Robert Jedicke.
Fonte: Terra

Astrônomos tentam achar planetas habitáveis fora do Sistema

Entre as áreas que mais crescem na astronomia, o estudo de exoplanetas tenta agora achar locais habitáveis além do Sistema Solar. Até agora, foram descobertos dez desses corpos que potencialmente comportariam vida. A 18ª Assembleia Geral da União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês), que ocorre em Pequim, permitiu que muitos dos cientistas dessa área trocassem ideias.

Um edital lançado em 2010 pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), por exemplo, concedeu à Universidade de Londres fundos para o lançamento da EChO (Observatório Para Caracterização de Exoplanetas). Conforme o pesquisador Ingo Waldmann, a missão poderá se dedicar exclusivamente ao estudo da atmosfera de exoplanetas e não precisará mais dividir horas de telescópio com outros estudos. 

"A ideia é sair da identificação de exoplanetas para a caracterização deles, como da atmosfera e de sua composição interna. Para que um planeta seja considerado habitável, as condições básicas são ter superfície sólida, como a Terra, e ser quente o suficiente para manter água em estado líquido. "Além da Terra, uma lua de Júpiter, chamada Europa, parece ter água subterrânea que poderia garantir vida. Dos dez exoplanetas identificados como habitáveis, todos têm água líquida em sua superfície", explica Waldmann.

Por que procurar planetas habitáveis?

"A ideia inicial é, basicamente, saber se estamos sozinhos na Terra ou não", diz o pesquisador. Ele acrescenta que, ainda que os exoplanetas identificados habitáveis pertençam a galáxias próximas ao Sistema Solar, eles seguem ainda muito distantes para serem atingidos com a tecnologia atual. "Então não haverá planos para coleta de recursos ou de colonização tão cedo."  Um observatório chinês baseado na Antártida, por sua vez, procura por planetas como a Terra dentro da Via Láctea. Com três telescópios instalados no início deste ano em Dome Argus, área mais elevada do continente gelado, o grupo de pesquisadores pretende encontrar possíveis candidatos a planetas habitáveis ainda neste ano. Os cientistas chineses pretendem criar um observatório fixo na Antártida até 2020 para promover suas pesquisas. O plano precisará, contudo, ser avaliado e aprovado por Pequim no 12º Plano Quinquenal.

Pesquisa em exoplanetas é recente, mas frutífera

Procurar planetas que orbitem em torno de uma estrela que não o Sol é um passo além em astronomia. Mais distantes e mais difíceis de serem detectados, não foi até menos de duas décadas atrás que a procura por exoplanetas começou, com o primeiro sendo encontrado há 17 anos. De lá para cá, foram detectados mais de 800 desses planetas. "Isso é realmente fantástico e mostra que a área amadureceu em pouco tempo", pondera Waldmann. De acordo com o pesquisador, se a pesquisa da EChO identificar exoplanetas com condições para habitação semelhantes à Terra, os astrônomos poderão finalmente explicar as condições necessárias para o surgimento de vida e como se dá a formação de um planeta habitável, além de entender se sistemas como o Solar são ou não comuns.  "Além disso, para planetas gigantes, do tamanho de Júpiter, basta usar um telescópio terrestre. Mas para encontrar planetas pequenos, como a Terra, é preciso de uma missão espacial, como a Kepler, da Nasa."

A missão Kepler

Lançada em 2009, o telescópio foi o primeiro a ser criado para procurar possibilidades de vida além da Terra. O objetivo era achar planetas entre a metade do tamanho da Terra até o dobro de seu diâmetro e massa.  Desde que iniciado, o observatório já confirmou a existência de 77 planetas dentro da Via Láctea que orbitam ao redor de outras estrelas. Em 2011, o líder da pesquisa, Bill Kepler, anunciou a lista de candidatos ao status de planeta, com 1.235 nomes. Nesta semana, o equipamento identificou a existência de planetas gêmeos que orbitam em torno de duas estrelas - a versão real do fictício sistema planetário Tatooine, a casa de Luke Skywalker em Guerra nas Estrelas. É a primeira vez que um sistema binário apresenta sistemas planetários tão próximos, como o solar.
Fonte: TERRA

A superbolha surpreendentemente brilhante

O telescópio de raios X Chandra da NASA detectou uma "superbolha" brilhante a 160 mil anos-luz da Terra. O registro foi feito há dez anos, durante mais de 5 horas, e divulgado agora após a união de três registros diferentes. Trata-se do aglomerado de estrelas NGC 1929, localizado dentro da nebulosa N44, na galáxia-anã Grande Nuvem de Magalhães, vizinha da nossa Via Láctea. As estrelas jovens e massivas desse aglomerado produzem uma intensa radiação e expulsam matéria em alta velocidade, o que as faz explodir rapidamente como supernovas, que geram explosões estelares muito violentas, resultantes da morte de uma estrela.

A imagem acima é composta por três capturas diferentes, representadas pelas cores azul, vermelho e amarelo. Em azul, o Chandra flagrou o vento proveniente desses astros e o choque das supernovas que esculpem superbolhas no gás. Em vermelho, estão dados infravermelhos obtidos pelo telescópio Spitzer da NASA, que mostram a poeira e um gás mais frio. Jás as informações em amarelo foram obtidas por luz óptica, feitas pelo telescópio Max-Planck, do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile, que revelam onde a radiação ultravioleta faz o gás brilhar.

Esta é a primeira vez que os dados obtidos foram suficientes para distinguir as diferentes fontes de raios X produzidas pelas superbolhas. O estudo foi liderado pela Universidade de Michigan, nos EUA. Também participaram a Universidade Johns Hopkins, em Maryland, a Universidade de Illinois e o Instituto de Astronomia da Universidade Nacional Autônoma do México.

Um estudo publicado no ano passado mostrou que existem duas fontes extras de emissão de raios X brilhantes: ondas de choque de supernovas que atingem as paredes das cavidades, e material quente evaporando nas paredes da cavidade. As observações não mostram a evidência de elementos mais pesados ​​que o hidrogênio e o hélio nas cavidades. Esta é a primeira vez que os dados têm sido suficiente para distinguir entre as diferentes fontes de raios X produzidos por superbolhas.
Fonte: www.nasa.gov
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