4 de set de 2012

A Terra pode ser engolida por um buraco negro?

Até pode, mas a probabilidade é ínfima, menor do que ganhar 100 vezes seguidas na Mega-sena. É muito mais fácil, por exemplo, o planeta ser destruído antes por um asteróide gigantesco ou ficar chamuscado na explosão do Sol, daqui a 4,5 bilhões de anos. "O fato é que não existem muitos buracos negros por aí. Ainda que houvesse 100 milhões deles vagando por nossa galáxia, eles estariam distribuídos em mais de 900 quatrilhões de quilômetros", diz o astrofísico Félix Mirabel, do Instituto de Astronomia e Física do Espaço, na Argentina. Como esses corpos não emitem nem refletem luz, é quase impossível detectá-los.

E, mesmo se um astronauta pudesse ligar um holofote perto de um buraco negro, a luz seria engolida antes que pudesse iluminar qualquer coisa. Por isso, esses objetos escuros são um dos maiores mistérios da ciência. Só sabemos que eles existem porque quando um buraco negro captura algum astro no espaço, a matéria arrebenta e solta uma infinidade de raios X, denunciando a presença do objeto. Foi assim que os astrônomos acharam o primeiro buraco negro, em 1971.

 Ao observarem a estrela Cygnus X-1, eles perceberam que parte da matéria do astro era sugada por um vizinho invisível, liberando uma incrível quantidade de raios X. Tamanha força atrativa é possível porque os buracos negros são o que há de mais denso no Universo. Eles podem ter massa bilhões de vezes maior que a do Sol, só que tudo comprimido em um ponto com volume zero, sem tamanho, algo que os cientistas chamam de singularidade. Para alguns pesquisadores, cada singularidade pode ser a semente de um novo universo - o nosso próprio teria nascido da explosão de um desses pontos minúsculos. Mas, por enquanto, a idéia é só especulação.

Do brilho às trevas
Essa estranha formação surge no espaço quando acaba a energia de uma grande estrela

1 - Geralmente, um buraco negro é o estágio final da evolução de uma estrela enorme, com massa pelo menos dez vezes maior que a do Sol. Durante a maior parte da vida do astro, seu combustível principal é a fusão nuclear do hidrogênio. No centro da estrela, onde as temperaturas são altíssimas, os átomos do gás são quebrados, gerando energia para que a estrela permaneça brilhante e consiga manter seu tamanho original

2 - Conforme a estrela envelhece, em um ciclo que pode durar bilhões de anos, o hidrogênio que serve de combustível vai se esgotando. Quando isso acontece, o astro começa a fundir átomos mais pesados, como os de hélio, produzindo muito mais energia do que antes. Com essa mudança, a estrela aumenta de tamanho: seu raio cresce pelo menos 200 vezes e ela se transforma na chamada gigante vermelha

3 - Em poucos milhões de anos, o combustível da própria gigante vermelha acaba e a estrela entra em colapso. Se ela for relativamente pequena, com massa menor que dez vezes a do Sol, provavelmente se contrairá até ficar do tamanho de um planeta. Mas, se a massa for maior que isso, a gigante vermelha sofre uma implosão fantástica, que faz seu raio aumentar novamente centenas de vezes e transforma o astro em uma supernova

4 - Poucos meses depois da implosão, a estrela se contrai. Se a massa que sobrar for pelo menos duas ou três vezes maior que a do Sol, o raio do corpo celeste diminui até chegar a zero. Ele se torna então um ponto de gravidade pura e está formado o buraco negro. Em uma distância de alguns quilômetros em volta desse ponto, toda a luz que é atraída não consegue escapar. Por isso, surge no espaço uma imensa bola preta de onde nada retorna, como representa o desenho ao lado

GRAVIDADE INFINITA - Os buracos negros foram imaginados pela primeira vez em 1916, pelo astrônomo alemão Karl Schwarzschild, que se baseou na teoria da relatividade, de Albert Einstein. Schwarzschild concluiu que se houvesse uma enorme quantidade de massa concentrada em um raio muito pequeno, como ocorre em um buraco negro, a gravidade - ou a"curvatura no tecido espaço-tempo" - tenderia ao infinito. Esses dois desenhos comparam a enorme curvatura no tecido espaço-tempo criada por um buraco negro com a criada pelo Sol

DISTÂNCIA ASTRONÔMICA - O buraco negro mais próximo da Terra é o V4641, a 1 600 anos-luz (algo em torno de 15 quatrilhões de quilômetros, ou 101 milhões de vezes mais distante da Terra do que o Sol). Parece muito, mas é bem mais próximo que a maioria das estrelas visíveis. Ele nunca vai engolir nosso planeta - há chances ínfimas disso ocorrer apenas se surgir um buraco desconhecido.
Fonte: mundoestranho.abril.com.br

O que é um buraco branco?

Representação de um buraco branco.
Do ponto de vista da astrofísica, um buraco branco é o oposto de um buraco negro. Mas isso só vale mesmo de forma conceitual, porque, na prática, não existe nenhuma comprovação da existência de buracos brancos no espaço. Eles nada mais são do que uma conseqüência hipotética da Teoria da Relatividade - aquela do Einstein mesmo. Complicado, né?! Vamos tentar, então, colocar a coisa de uma forma mais simples, para desespero dos astrofísicos. Você já deve ter ouvido que um buraco negro suga toda a matéria e a luz ao seu redor, fazendo com que elas simplesmente desapareçam. No passado, alguns astrofísicos acreditavam que essa matéria poderia entrar pelo buraco negro e aparecer em outro universo, através de um buraco branco. Ele seria, portanto, uma espécie de lado oposto do buraco negro: um lugar onde energia e matéria apareceriam espontaneamente. "Essa teoria parte do princípio de que existam outros universos, além do nosso. Só que até hoje nem a existência desses outros universos é comprovada. Muito menos a dos buracos brancos", diz o astrônomo Jacques Lepini, da USP. Em função da falta de comprovações da existência dos buracos brancos, esse assunto foi pouco a pouco sendo deixado para trás pelos astrofísicos, que preferiam queimar seus neurônios em temas mais paupáveis, embora, para nós, mortais, nenhum assunto astrofísico pareça muito paupável... Conclusão: além de não existir na prática, o buraco branco está sumindo em teoria.

Origem

Os buracos brancos aparecem como parte de uma das soluções de Karl Schwarzschild para as equações da relatividade geral de Einstein, em que é descrito um buraco de minhoca de Schwarzschild. Em uma das pontas do buraco de minhoca há um buraco negro sugando matéria, luz e tudo mais, e, na outra ponta, um buraco branco, criando matéria e luz. Mesmo que isso possa dar a entender que os buracos negros em nosso universo possam se conectar a buracos brancos em outros lugares, isso não é verdade por duas razões. Primeiro, porque os buracos de minhoca de Schwarzschild são instáveis, desconectando-se assim que se formam. Em segundo lugar, os buracos de minhoca de Schwarzschild são uma solução válida apenas enquanto nenhuma matéria interage com o buraco. A existência de buracos brancos desconectados de buracos negros é duvidosa, já que parecem violar a segunda lei da termodinâmica. Ou seja, buracos brancos são entidades físicas matematicamente viáveis, o que não quer dizer que existam na natureza.
Fontes: Mundo Estranho / Wikipédia

Antigas esferas no Aglomerado Globular M4

Essa surpreendente imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA mostra o centro do aglomerado globular de estrelas conhecido como M4. O poder do Hubble consegue resolver o aglomerado com sua multitude de esferas brilhantes, cada uma delas sendo na verdade uma colossal fornalha nuclear. O M4 é um objeto relativamente próximo da Terra, a 7200 anos-luz, fazendo dele um alvo fácil para ser estudado.

 Ele contém algumas dezenas de milhares de estrelas e é o lar de muitas anãs brancas, ou seja, o núcleo de estrelas moribundas que tiveram suas camadas externas expelidas para o espaço. Em Julho de 2003, o Hubble ajudou a fazer a impressionante descoberta de um planeta chamado PSR B1620-26 b, com uma massa 2.5 vezes a massa do planeta Júpiter, que está localizado nesse aglomerado.

Estima-se que ele tenha uma idade de 13 bilhões de anos – quase três vezes a idade do Sistema Solar. O que também é incomum é que esse planeta orbita um sistema binário composto por uma anã branca e um pulsar, um tipo de uma estrela de nêutrons. Observadores amadores podem também gostar de rastrear o M4 no céu noturno. Usando binóculos ou pequenos telescópios para vasculhar o céu perto da estrela vermelho alaranjada de Antares na constelação de Scorpius. O M4 é brilhante para um aglomerado globular, mas nada se parece com essa imagem do Hubble, no caso dos telescópios ele aparecerá como uma bola de luz difusa em sua ocular. Na quarta-feira, dia 5 de Setembro de 2012, o European Southern Observatory (ESO) publicará uma imagem de ângulo vasto do M4, mostrando de forma completa a forma esferoidal do aglomerado globular.
Fonte: http://www.spacetelescope.org

Dawn Prepara-se Para Sair de Vesta e Rumar Até Ceres

A sonda Dawn chegou a Vesta a 16 de Julho de 2011, e tem partido prevista para 5 de Setembro. Crédito: NASA/JPL-Caltech
A sonda Dawn da NASA está a caminho de se tornar na primeira a orbitar e a estudar dois distantes destinos no Sistema Solar, com o objectivo de ajudar os cientistas a responder várias questões acerca da formação do nosso Sistema Solar. A sonda tem partida prevista do asteróide gigante Vesta dia 5 de Setembro, quando começar a sua viagem de dois anos e meio até ao planeta anão Ceres. A Dawn começou a sua odisseia de 5 mil milhões de quilómetros de exploração dos dois objectos mais massivos da cintura principal de asteróides em 2007.  A Dawn chegou a Vesta em Julho de 2011 e vai alcançar Ceres no início de 2015.

 Os alvos da Dawn representam dois ícones da cintura de asteróides, testemunhas de grande parte da história do nosso Sistema Solar. Para escapar a atracção de Vesta, a sonda irá espiralar para fora tão gentilmente quanto lá chegou, usando um sistema especial e supereficiente chamado propulsão iónica. O sistema de propulsão a iões da Dawn usa electricidade para ionizar xénon de modo a gerar impulso. Os motores iónicos com 12 polegadas de diâmetro providenciam menos energia que os motores convencionais, mas podem manter impulso durante meses a fio.

Pólo sul de Vesta, que mostra o tamanho da cratera Rheasilvia. Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
"O impulso foi ligado, e estamos agora a subir para longe de Vesta no topo de um pilar azul-verde de iões de xénon," afirma Marc Rayman, engenheiro da Dawn e director da missão, no JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "Estamos um pouco nostálgicos no que toca à conclusão da fantasticamente produtiva e excitante exploração de Vesta, mas agora temos os olhos postos no planeta anão Ceres". A órbita da Dawn providenciou vistas únicas de Vesta, revelando o gigante asteróide num detalhe sem precedentes.

A missão revelou que Vesta derreteu completamente no passado, formando um corpo em camadas e com um núcleo de ferro.  A sonda também revelou cicatrizes provocadas por colisões titânicas no hemisfério sul do asteróide, sobrevivendo não a um mas a dois impactos colossais nos últimos dois mil milhões de anos. Sem a Dawn, os cientistas não teriam conhecimento das dramáticas características esculpidas em torno de Vesta, ondulações provocadas pelos dois impactos polares a Sul.

"Fomos a Vesta para preencher os espaços em branco do nosso conhecimento da história do Sistema Solar," afirma Christopher Russell, investigador principal da Dawn, da Universidade da Califórnia. "A Dawn preencheu essas páginas, e mais, revelou-nos quão especial é Vesta como sobrevivente dos primeiros dias do Sistema Solar. Podemos agora dizer com certeza que Vesta parece-se mais com um pequeno planeta do que um asteróide típico."
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia  

Uma Supernova na Galáxia NGC 5806

Créditos: ESA / Hubble e NASA
Uma nova imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble das agências espaciais NASA e ESA mostra a NGC 5806, uma galáxia espiral localizada na constelação de Virgo (a Virgem). Ela localiza-se a aproximadamente 80 milhões de anos-luz da Terra. O que também pode ser visto nessa imagem é uma explosão de supernova chamada de SN 2004dg. As exposições que estão combinadas nessa imagem foram feitas no começo de 2005 com o objetivo de ajudar a apontar a localização da supernova, que explodiu em 2004. A consequência dessa explosão de luz, gerada pela explosão de uma estrela gigante no final da sua vida, pode ser vista como um ponto amarelado apagado perto da parte inferior da galáxia.

A NGC 5806 foi escolhida por ser uma das várias galáxias em estudo sobre supernovas, pois nos arquivos do Hubble já existiam imagens de alta resolução da galáxia, coletadas antes da estrela explodir. Como as supernovas são relativamente raras, e como também é impossível prever onde elas vão acontecer, a existência dessas imagens antes e depois é preciosa para que os astrônomos possam estudar esses eventos violentos. Fora a supernova, a NGC 5806 não é uma galáxia de destaque, ela não é particularmente grande nem pequena, nem especialmente próxima ou distante.

O bulbo da galáxia (a região mais densa no centro dos brações espirais) é um bulbo do tipo disco, de onde as estruturas em espiral se estendem em direção ao centro da galáxia, ao invés de ser um grande bulbo elíptico repleto de estrelas. Essa galáxia também é o lar de um núcleo ativo, um buraco negro supermassivo que está puxando uma grande quantidade de matéria das suas imediações. À medida que a matéria cria uma espiral ao redor do buraco negro, ela é aquecida e emite uma poderosa radiação. Essa imagem foi produzida a partir de três exposições feitas na luz visível e infravermelha, observadas pela Advanced Camera for Surveys do Hubble. O campo de visão é de aproximadamente 3.3 por 1.7 arcos de minutos.

Uma versão dessa imagem foi disponibilizada na competição chamada Hubble´s Hidden Treasures Image Processing Competition, pelo participante Andre van der Hoeven, que tirou o segundo lugar na competição pela sua imagem do objeto Messier 77. O Hidden Treasures é uma iniciativa para convidar os entusiastas em astronomia para buscar nos arquivos do Hubble por imagens impressionantes que nunca tinham sido observadas antes pelo público em geral. A competição já acabou.
Fonte: http://www.spacetelescope.org
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...