11 de set de 2012

Rodas e um Destino

Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech / Malin Space Science Systems
A imagem acima mostra as três rodas esquerdas do rover Curiosity da NASA em Marte e combina duas imagens que foram feitas pela Mars Hand Lens Imager (MAHLI) durante o trigésimo quarto dia de trabalho do veículo robô em Marte, ou Sol 34, no dia 9 de Setembro de 2012. À distância pode-se ver a parte inferior do talude do Monte Sharp. A câmera está localizada numa torre de ferramentas localizadas na parte terminal do braço robótico do Curiosity. As imagens adquiridas no Sol 34 pela MAHLI foi parte de uma semana inteira de atividades para caracterizar o movimento do braço nas condições de Marte. O principal objetivo da câmera MAHLI do Curiosity é adquirir imagens detalhadas em alta resolução das rochas e do solo da Cratera Gale onde o veículo pousou. A câmera é capaz de focar qualquer alvo a uma distância de 2.1 centímetros até o infinito, fornecendo uma grande versatilidade para outros usos, como visões do próprio veículo de diferentes ângulos.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery

Quão grande um meteoro precisa ser para chegar ao solo?

Cratera feita por choque de meteoro no Vale da Morte, na Califórnia
Se você já passou um bom tempo olhando para o céu à noite, provavelmente, deve ter observado alguns meteoros ou chuvas de meteoros espetaculares. Uma das coisas mais surpreendentes a respeito dessas observações é que a maioria dos detritos espaciais que tornam os meteoros visíveis é minúscula - entre o tamanho de um grão de areia e o tamanho de um pequeno pedregulho. Discutir a atividade dos meteoros pode ser complexo porque a terminologia é confusa. O termo meteoro na verdade se refere ao rastro de luz causado por um pedaço de detrito espacial queimando na atmosfera. Os pedaços dos detritos são chamados de meteoróides e os restos dos detritos que alcançam a superfície da terra (ou de outro planeta) são chamados de meteoritos.

Os meteoróides possuem uma variação de tamanhos. Eles incluem qualquer detrito espacial maior do que uma molécula e menor do que aproximadamente 100 m (detritos espaciais maiores do que isto são considerados asteróides). Mas a maioria dos detritos que entram em contato com a terra é a "poeira" desprendida pelos cometas viajando através do sistema solar. Essa poeira tende a ser feita de partículas bem pequenas. E como podemos ver um meteoro causado por uma partícula tão pequena de matéria? Acontece que o que esses meteoróides perdem em massa, ganham em velocidade, e é isso que causa o rastro de luz no céu. Os meteoróides entram na atmosfera a velocidades extremamente altas - 11 a 72 km/s. Eles podem viajar nesta velocidade muito facilmente no vácuo do espaço porque não há nada para detê-los. A atmosfera da terra, por outro lado, é cheia de matéria, o que cria um grande atrito para um objeto que viaja. Esse atrito gera calor suficiente (até 1.649ºC) para elevar a superfície do meteoróide até seu ponto de ebulição, de modo que o meteoróide é vaporizado, camada por camada.

O atrito quebra as moléculas do material do meteoróide e da atmosfera em partículas ionizadas brilhantes, que se recombinam, liberando energia luminosa para formar a "cauda" brilhante. A cauda de um meteoro causada por um meteoróide do tamanho de um grão, tem aproximadamente um metro de largura, mas devido à alta velocidade dos detritos, pode ter quilômetros de comprimento.  E quão grande um meteoróide precisa ser para chegar até a superfície da terra? Surpreendentemente, a maioria dos meteoróides que chegam até o chão são especialmente pequenos - de detritos microscópicos a pedaços do tamanho de uma partícula de poeira. Eles não se vaporizam porque são leves o suficiente para diminuirem a velocidade facilmente. Movendo-se a aproximadamente a 2,5 cm por segundo, através da atmosfera, eles não sentem o atrito intenso que os meteoróides maiores atingem. Neste caso, todos os meteoróides que entram na atmosfera conseguem chegar até o chão, na forma de poeira microscópica.

E para meteoróides grandes o suficiente para formar meteoros visíveis, as estimativas variam para o tamanho mínimo. Isso acontece porque existem outros fatores envolvidos que não o tamanho. Notoriamente, a velocidade de entrada de um meteoróide afeta suas chances de alcançar a superfície, porque ela determina a quantidade de atrito sofrido pelo meteoróide. Normalmente, todavia, um meteoróide deveria ser aproximadamente do tamanho de uma bola de gude para que uma porção dele possa alcançar a superfície da terra. Partículas menores queimam na atmosfera a aproximadamente 8 a 120 quilômetros acima da terra. Os meteoritos que uma pessoa poderá encontrar no chão, provavelmente vieram de meteoróides significativamente maiores - pedaços de detritos de pelo menos o tamanho de uma bola de basquete, já que os meteoróides maiores se quebram em pedaços menores à medida que viajam através da atmosfera.
Fonte: Howstuffworks

Quando nasceram os primeiros buracos negros?

A maioria das galáxias do universo, incluindo a nossa Via Láctea, abriga enormes buracos negros que variam em termos de massa de um milhão a 10 bilhões de vezes o tamanho de nosso sol. Para encontrá-los, os astrônomos procuram pelas enormes quantidades de radiações emitidas durante o período em que esses buracos negros eram “ativos”, ou seja, incorporavam matéria. Acredita-se que essas nuvens de gás são responsáveis por fazer com que os buracos negros cresçam.

Agora, uma equipe de astrônomos da Universidade de Tel Aviv, incluindo o professora Hagai Hetz e seu aluno Benny Trakhtenbrot, determinou que a era em que aconteceu o primeiro grande crescimento dos maiores buracos negros ocorreu quando o universo tinha apenas 1,2 bilhão de anos – e não entre 2 bilhões e 4 bilhões de anos, como acreditava-se anteriormente – e eles estão crescendo muito rápido. Os resultados do estudo foram publicados no Astrophysical Journal.

A nova pesquisa é baseada em observações feitas através de alguns dos maiores telescópios do mundo, como o “Gemini North”, localizado no topo do Mauna Kea, no Hawaii, e o “Very Large Array”, no Cerro Paranal, no Chile. Os dados obtidos com esses avançados instrumentos mostraram que os buracos negros que foram ativos quando o universo tinha 1,2 bilhão de anos de idade são dez vezes menores do que os grandes buracos negros vistos tempos depois. No entanto, eles estão crescendo muito rápido.

A equipe descobriu que os primeiros buracos negros, aqueles que deram início ao processo de crescimento quando o universo só tinha algumas centenas de milhões de anos, tinham massas entre 100 e 1.000 vezes a massa do sol. Esses buracos negros podem estar relacionados às primeiras estrelas no universo. Esse estudo faz parte de um projeto de sete anos desenvolvido pela Universidade de Tel Aviv e projetado para acompanhar a evolução dos maiores buracos negros bem como comparar a evolução dos mesmos com a evolução das galáxias nos quais residem.
Fonte: HowStuffWorks

Sonda espacial Voyager 1 ainda não alcançou limites do Sistema Solar

A Voyager 1 entrou na "fronteira" do Sistema Solar em 2004. Os especialistas esperavam que a sonda já tivesse terminado de atravessar esta região
Ilustração da NASA mostra as duas sondas Voyager (a 1 na parte superior e a 2 na inferior) chegando à Heliopausa, considerada a 'fronteira' do Sistema Solar (NASA/JPL-Caltech)
Trinta e cinco anos após seu lançamento, a sonda espacial Voyager 1 ainda não atingiu seu objetivo, que é alcançar os limites do Sistema Solar, segundo estudo publicado na revista 'Nature' nesta quarta-feira. A sonda partiu da base de Cabo Canaveral, na Flórida, em 5 de setembro de 1977, com a missão de localizar e estudar os limites do Sistema Solar, incluindo o Cinturão de Kuiper, um conjunto de corpos celestes. Contrariando as estimativas dos cientistas, na atualidade a sonda Voyager 1 ainda não foi capaz de abandonar o Sistema Solar, de acordo com Robert Decker, astrofísico da Universidade Johns Hopkins de Baltimore (EUA) e um dos responsáveis pelos instrumentos de medida da sonda.

Ao redor do Sistema Solar está a heliopausa, uma região na qual o vento solar se une ao espaço interestelar, sendo considerada a fronteira com o resto do universo. A extensão real desta região é desconhecida, porque durante os onze anos que dura um ciclo solar, a heliopausa se expande e se contrai em resposta à atividade do Sol.

A Voyager 1 entrou na heliopausa em 2004 e os especialistas esperavam que a sonda já tivesse terminado de atravessar esta região, abandonando o Sistema Solar, algo que ainda não conseguiu fazer. Segundo Decker, este fato convida a reconsiderar o conhecimento que a comunidade científica dispõe dos limites do Sistema Solar. Na atualidade, a Voyager 1, com 722 quilos, já percorreu quase 18 bilhões de quilômetros e dispõe de energia suficiente para operar até 2025. A sonda, que também transporta um disco com música, fotos e sons explicativos de como é a vida na Terra e a situação do ser humano no universo, foi a primeira a enviar imagens das luas de Júpiter e Saturno.

Saiba mais

CINTURÃO DE KUIPER

Região que se estende até 50 unidades astronômicas (cerca de 7,5 bilhões de quilômetros) a partir da órbita de Netuno, praticamente na borda do Sistema Solar. Estima-se que o cinturão abrigue mais de 70.000 asteroides com mais de 100 quilômetros de diâmetro.
Fonte: VEJA

Presença de água no passado remoto de Marte é questionada

Argilas fotografadas por uma sonda espacial em órbita de Marte, podem ter origem magmática.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Águas de Marte

Descobertas em 2005, as argilas do hemisfério sul de Marte foram consideradas como provas da existência de água líquida no planeta em um período no passado muito distante, entre 4,5 e 4 bilhões de anos atrás. No entanto, um trabalho realizado por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Poitiers, na França, coloca em dúvida esta interpretação. Analisando argilas de origem vulcânica coletadas no Atol de Mururoa, os cientistas mostraram que as argilas marcianas muito provavelmente tiveram origem magmática.
O trabalho não questiona os sinais de água líquida na história mais recente de Marte.

Argilas sem água

As rochas mais antigas de Marte são encontradas em seu hemisfério sul: a crosta dessa região foi formada entre 4,5 e 4 bilhões de anos atrás. É lá que as argilas ricas em ferro e magnésio foram descobertas em 2005. A presença deste tipo de mineral, considerado como originário da decomposição de rochas sob a ação de água no estado líquido, foi interpretada como indicando que a água estava presente na superfície marciana nesse passado distante. Para dar peso à sua nova hipótese - da origem magmática dessas argilas - os pesquisadores estudaram basaltos do Atol de Mururoa (Polinésia Francesa). Essas rochas são compostas de cristais bem formados, entre os quais existem pequenos espaços preenchidos com um material finamente cristalizado, chamado mesóstase.

Segundo os pesquisadores, o processo ocorrido em Marte também ocorreu nas argilas do Atol de Mururoa, no Pacífico, sem a presença de água líquida abundante. [Imagem: A. Meunier and S. Riffaut]

Esse material contém argilas ferro-magnesianas semelhantes às encontradas em Marte. Os pesquisadores demonstraram que estas argilas se formaram a partir de líquidos magmáticos residuais ricos em água, líquidos estes retidos nos espaços vazios entre os cristais. Quando o magma finalmente esfriou, os constituintes desses fluidos residuais precipitaram-se, formando vários minerais, incluindo argilas. Neste caso, não ocorreu nenhuma alteração em meio aquoso.

Águas mais recentes
 
Embora a presença de água líquida em Marte em torno de 3 bilhões de anos atrás seja atestada por traços de rios, lagos e leques aluviais, não há nada que sugira que tenha existido água líquida superfície marciana em períodos tão remotos quanto 4,5 a 4 bilhões de anos atrás, como se acreditava até agora, defendem os cientistas. A decorrência mais significativa disto é que o período de tempo favorável para o surgimento de vida em Marte pode ter sido muito menor do que se calculava. Outros estudos, baseados em rochas expostas por impactos de meteoritos, sinalizam a presença de água subterrânea no passado remoto de Marte. O robô Curiosity, que vai explorar parte da cratera Gale em Marte, cujas formações sedimentares são evidências da presença de água líquida em um período muito mais recente, deve dar novas informações sobre o assunto.
Fonte: Inovação Tecnológica

Computador poderá identificar planetas com possibilidade de vida

Cientistas escoceses desenvolveram método que descobre água líquida no subterrâneo dos corpos celestes, um indicativo da possibilidade de vida
Exoplaneta GJ 1214b é considerado potencialmente habitável. ESO/L. Calçada
Cientistas escoceses desenvolveram um simulador para identificar planetas onde há condições para a existência de vida. O sistema poderá indicar a existência de diversos planetas habitáveis em sistemas solares distantes. Até o presente estudo, da Universidade de Aberdeen, as estimativas sobre o número de planetas habitáveis eram baseadas na probabilidade de que houvesse água na superfície desses lugares. O simulador, baseado em um modelo científico, permite, no entanto, que os pesquisadores identifiquem planetas com água subterrânea mantida em forma líquida, por calor gerado pelo próprio planeta.  O estudo foi apresentado durante o British Science Festival, em Aberdeen. Entre astrônomos, a teoria era a de que, para possuir água em forma líquida (estado que favorece a formação de vida), o planeta tinha de estar a certa distância de seu sol - na chamada zona habitável. Isso porque planetas muito próximos de seu sol perdem a água da superfície por meio da evaporação. Já a água presente na superfície de planetas que orbitam regiões mais distantes - e, portanto, mais frias - transforma-se em gelo.

''Simples demais''

Sean McMahon, responsável pelo projeto, diz que entre os pesquisadores o conceito de zona habitável (também chamado de Goldilocks Zone), aumenta a sensação de que essa teoria é simples demais. "Tradicionalmente, as pessoas dizem que se um planeta está nessa Goldilocks Zone - nem tão quente nem tão frio - pode conter água líquida em sua superfície e ser um planeta habitável", diz.

McMahon lembra, no entanto, que um planeta é aquecido por duas fontes de calor - calor direto da estrela (energia solar) e calor gerado nas profundezas do próprio planeta, chamado de calor interno. Quanto mais longe um planeta está de seu sol, menos energia ele recebe e a água em sua superfície congela. Conforme a distância aumenta, a água subterrânea também começa a congelar. Mas se o planeta é grande o suficiente e produz calor interno suficiente, poderia ainda manter reservatórios profundos de água líquida capazes de sustentar a vida, não importa quão longe ele estiver do sol.

''Vida primitiva''

O cientista John Parnell, da Universidade de Aberdeen, que também está liderando o estudo, disse que "há um habitat significativo para microrganismo abaixo da superfície da Terra, estendendo-se por muitos quilômetros abaixo". "E alguns acreditam que a maior parte da vida da Terra poderia até mesmo residir nessa biosfera profunda", ressalta. O simulador desenvolvido na Escócia quer apontar, justamente, os planetas distantes que possuem tais reservatórios subterrâneos de água líquida com a possibilidade de desenvolver vida alienígena.

"Se você levar em conta a possibilidade de biosferas profundas, então terá um problema em tentar relacionar isso com a ideia de que uma zona habitável é definida somente por algumas condições encontradas na superfície", disse McMahon ao explicar a lógica. McMahon acredita que mesmo se um planeta estiver tão distante da estrela a ponto de receber quase nenhum calor solar, ele ainda poderia manter água líquida no subterrâneo. Por isso mesmo o cientista é otimista em relação aos frutos do experimento. "Veremos muitos outros planetas (habitáveis)", diz.
Fonte: BBC
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