20 de set de 2012

10 coisas que você não sabia sobre a luz

A luz é algo tão comum e ao mesmo tempo tão extraordinário, que a visão, o sentido que capta a luz, praticamente nos define. Somos animais visuais, encontramos nosso caminho no mundo não pelo olfato, não pelo tato, tampouco pelo som ou pelo paladar, mas pela visão. E tanto somos animais visuais, que colocamos luzes em todos os lugares que podemos, nos caminhos que percorremos e em nossos abrigos. Mesmo estando tão presente, a luz tem seus mistérios e tem instigado a humanidade desde sempre. Há muitas perguntas sobre a luz, e algumas delas têm respostas surpreendentes. Confira dez fatos pouco conhecidos sobre a luz:

10 – A luz pode fazer espirrar -  Entre 18% e 35% da população humana é afetada pelo reflexo do espirro fotoestimulado, uma condição genética herdável que faz com que a pessoa espirre quando exposta a luz brilhante. A causa exata do reflexo ainda não é bem compreendida, mas as explicações são procuradas há milênios. Aristóteles, por exemplo, achava que se tratava do aquecimento que a luz do sol provocava sobre o nariz da pessoa, enquanto os cientistas modernos acreditam que o nervo craniano responsável pela sensação e controle motor da face (e que fica perto do nervo óptico) acaba recebendo sinais que eram destinados ao nervo óptico e avisa ao cérebro que há alguma coisa irritante no nariz e que precisa ser mandada para longe.

9 – Platão achava que a visão humana dependia da luz, mas não do jeito que você pensa - No quarto século antes de Cristo, Platão criou uma “teoria de extramissão” da luz, segundo a qual a percepção visual dependida de luz que emanava dos olhos e que “tateava os objetos com seus raios“. Aristóteles, estudante de Platão, foi o primeiro a rejeitar esta teoria e a ideia de um “olho ativo”, defendendo uma teoria passiva, “intromissiva” da visão, segundo a qual os olhos recebem informações via raios de luz em oposição à gerar estes raios eles mesmos.

8 – Einstein não foi o primeiro a criar uma teoria da relatividade - Muita gente associa “velocidade da luz” com a teoria da relatividade de Einstein, mas o conceito de relatividade não é original do cientista. Proposições de relatividade começam com Galileu Galilei, que foi o primeiro a propor formalmente que não dá para dizer se uma sala está em repouso ou em movimento constante pela simples observação dos objetos na mesma. O que Einstein fez foi levar o conceito de relatividade de Galileu adiante, combinando-o com o trabalho sobre gravidade de Newton, e as equações que tratam a eletricidade e magnetismo de James Clerk Maxwell (equações que, é importante mencionar, previram que as ondas do campo eletromagnético viajam a 299.792.458 m/s – a velocidade da luz).

7 – E=mc² já foi m=(4/3)E/c² - Einstein não foi a primeira pessoa a relacionar energia e massa. Entre 1881 e 1905, vários cientistas, dos quais se destacam J. J. Thomson e Friedrich Hasenohrl, derivaram várias equações relacionando a massa aparente da radiação com a sua energia, concluindo, por exemplo, que m=(4/3)E/c². O que Einstein fez foi reconhecer a equivalência entre massa e energia, junto com a importância desta relevância à luz da relatividade, o que levou à equação famosa que todo mundo reconhece rapidamente.

6 – A luz das auroras é resultado do vento solar - Quando os ventos solares gerados por eventos como as erupções solares atingem a atmosfera terrestre, eles interagem com os átomos de oxigênio, fazendo com que emitam luzes verdes semelhantes às capturadas pela Estação Espacial Internacional. As ondas de luz, chamadas de aurora boreal e aurora austral (ou luzes do norte e luzes do sul, respectivamente) são tipicamente verdes, mas alguns brilhos azuis e vermelhos podem ser emitidos de átomos de nitrogênio.

5 – Neutrinos não foram as primeiras coisas a aparentemente ultrapassar a luz - Incontáveis galáxias se afastando de nós com velocidades maiores que a da luz já foram detectadas pelo telescópio Hubble. Entretanto, isto ainda não viola a teoria da relatividade, por que é o espaço que está em expansão e carregando as galáxias na carona, e não as galáxias que estão acelerando por conta própria.

4 – A expansão significa que existem galáxias cuja luz jamais veremos - Até onde sabemos, o universo está expandindo a uma taxa que está aumentando. Por conta disto, há previsões de que muitas das galáxias do universo estão sendo carregadas pela expansão do espaço a uma aceleração que vai impedir que a luz delas chegue a nós, mesmo com um tempo infinito.

3 – A bioluminescência ilumina as profundezas oceânicas - Mais da metade do espectro da luz visível é absorvido a até um metro da superfície do oceano. A uma profundidade de 10 metros, menos de 20% da luz que penetrou na superfície ainda é visível. Aos 100 metros, esta porcentagem cai aos 0,5%. A 1.000 metros de profundidade ou mais, não há mais nenhuma luz detectável. Esta região é chamada de “zona afótica”. O resultado é que a maior fonte de luz nos oceanos terrestres emana de animais que vivem nas profundidades. Há uma estimativa que 80 a 90% das criaturas de águas profundas é bioluminescente.

2 – Bioluminescência também em humanos - A bioluminescência não é só para águas-vivas e para o notório e assustador tamboril. Humanos também emitem luz. Na verdade, todas as criaturas vivas emitem luz. A luz é resultado de reações bioquímicas metabólicas, apesar de não ser visível. Em 2009, uma equipe de pesquisadores japoneses relatou que o corpo humano literalmente brilha, depois de usar câmeras incrivelmente sensíveis (a luz é mil vezes mais fraca que o olho humano é capaz de perceber) para capturar a primeira evidência de bioluminescência humana.

1 – Dá para enganar o cérebro e fazê-lo ver cores imaginárias (e impossíveis) - Nosso cérebro usa o que é conhecido como “canais opostos” para receber e processar a luz. Por um lado, estes canais opostos permitem processar informação visual de forma mais eficiente, por outro, eles impedem que se veja, por exemplo, objetos que estejam emitindo comprimentos de onda que podem ser interpretados como azul e amarelo, mesmo se uma cor “impossível” assim potencialmente possa existir.
Fonte: Hypescience.com

Galáxia isolada é fotografada pelo Hubble

A Via Láctea está relativamente próxima de várias outras galáxias-anãs no universo. Mas nem todas tem companhia. Algumas estão longe de qualquer outro vizinho cósmico, isoladas no espaço. É o caso da DDO 190 (Observatório David Dunlap), uma galáxia isolada que foi flagrada pelo telescópio Hubble. Essa bela galáxia fica a cerca de 9 milhões de anos-luz do nosso sistema solar, e é classificada como uma galáxia-anã irregular, pois é relativamente pequena e sem estrutura bem definida. Sua vizinha mais próxima é a galáxia-anã DDO 187, que está a 3 milhões de anos-luz de distância. Para termos uma ideia dessa distância, basta pensar que a gigante galáxia espiral Andrômeda está mais perto de nós do que a vizinha mais próxima da DDO 190. Curiosamente, essa galáxia é formada por duas diferentes populações de estrelas. As mais velhas e avermelhadas se encontram na periferia, enquanto seu interior contém estrelas mais jovens e azuladas. Essa mistura é comum em galáxias-anãs irregulares. As estrelas mais antigas mostram como era a galáxia em seus primórdios (há aproximadamente 4 bilhões de anos), e as novas estrelas (com cerca de 100 milhões de anos) indicam uma explosão com o nascimento de estrelas. Ao fundo da imagem, podemos ainda observar diversas galáxias distantes.
Fonte: Hypescience.com

Robô Curiosity encontra pedra em forma de pirâmide em Marte

Composição química da rocha deve ser analisada nesta sexta-feira (21). Objeto foi batizado de Jake Matijevic, em tributo a engenheiro da Nasa.
Pedra em forma de pirâmide foi encontrada pelo robô Curiosity em Marte na quarta (Foto: Nasa/JPL-Caltech)  
O robô Curiosity, que está em Marte desde o dia 6 de agosto, detectou na quarta-feira (19) uma pedra cujo formato lembra uma pirâmide egípcia. A composição química do objeto deve ser analisada nesta sexta-feira (21). E a rocha já ganhou até nome: Jake Matijevic, em homenagem ao engenheiro da Nasa Jacob Matijevic, que morreu há um mês, aos 64 anos, e era um dos responsáveis pela missão ao planeta vermelho – além das anteriores Opportunity, Spirit e Sojourner. A pedra tem 25 cm de altura e 40 cm de largura. A foto abaixo foi feita pela câmera Navcam, no braço do jipe, a 2,5 metros de distância do objeto. Segundo os cientistas da Nasa, esse será o primeiro alvo de um kit de dez instrumentos do Curiosity, que inclui uma colher para recolher amostras da superfície de Marte, um aparelho de raio X chamado espectômetro e uma lente para fazer imagens aproximadas. A "pirâmide" fica no meio do caminho entre o local de pouso do veículo, chamado Bradbury Landing, e um lugar denominado Glenelg – ambos na região da Cratera Gale, ao sul do equador marciano. Na atual área, há pelo menos três tipos de terrenos que se misturam, o que pode ser resultar em achados interessantes. A meta é descobrir se o local oferece ou já ofereceu condições ambientais favoráveis à vida microbiana. Por dia, o robô tem percorrido uma média de 22 a 37 metros de distância. A missão dele em Marte é de pelo menos dois anos, mas, assim como seus antecessores, o Curiosity não deve voltar à Terra.
Fonte: G1

Formas de vida extrema podem ser capazes de sobreviver em exoplanetas excêntricos

Um planeta hipotético é visto aqui a mover-se pela zona habitável e depois para mais longe num grande e frio inverno. Crédito: NASA/JPL-Caltech
Astrónomos descobriram uma verdadeira galeria de exoplanetas estranhos -- desde mundos escaldantes com superfícies derretidas até frígidas bolas de gelo. E enquanto a caça continua em busca do elusivo "ponto azul" -- um planeta com aproximadamente as mesmas características que a Terra - novas pesquisas revelam que a vida pode realmente ser capaz de sobreviver em alguns dos excêntricos planetas que existem por aí. Quando falamos de planeta habitável, falamos de um mundo onde a água líquida pode existir," afirma Stephen Kane, cientista do Instituto de Ciências Exoplanetárias da NASA no Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, EUA. "Um planeta precisa de estar à distância certa da sua estrela -- não muito quente nem muito frio." Determinada pelo tamanho e temperatura da estrela, esta faixa de temperatura é normalmente referida como a "zona habitável" em torno de uma estrela.
Leia a matéria completa em: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2012/09/14_vida_extrema_exoplanetas.htm

Telescópio Hubble fotografa galáxia mais distante já observada

Cientistas afirmam que descoberta de galáxia a 13,2 bilhões de anos-luz abre uma janela para estudo dos períodos mais remotos da história do Universo
Galáxia distante: Na imagem maior um aglomerado do galáxias chamado MACS J1149+2223. Nas imagens a direita a galáxia MACS 1149-JD aparece de forma aproximada/Nasa
Utilizando uma combinação de imagens feitas por telescópios espaciais e desvios provocados por lentes gravitacionais, pesquisadores da universidade Johns Hopkins, nos EUA, descobriram a luz de uma galáxia localizada a 13.2 bilhões de anos, formada quando as primeiras estrelas do Universo começaram a brilhar. A descoberta da distante e pálida galáxia é um verdadeiro tesouro cosmológico e permitirá aos pesquisadores enxergarem as épocas mais profundas da história cósmica, situada nos primeiros 500 milhões de anos após o Big-bang.  Esse período é conhecido como "Idade Escura do Universo", uma época de transição entre uma vastidão absolutamente escura e o espocar das primeiras estrelas que formaram o cosmos como hoje o conhecemos.

"Esta galáxia é o objeto mais distante que já observamos", disse o astrofísico Wei Zheng, ligado ao departamento de física e astronomia da Universidade Johns Hopkins, nos EUA. "O futuro trabalho de pesquisas que envolve esta e outras galáxias vai nos permitir estudar os objetos mais antigos do Universo e como começou e terminou a idade das trevas", disse Zheng, cujo estudo foi publicado esta semana na revista britânica Nature. Até atingir os telescópios Hubble e Spitzer, da Nasa, a luz da galáxia recém-descoberta viajou 13.2 bilhões de anos, iniciada quando o Universo tinha apenas 3.6 por cento da idade atual. Essa distância é estimada pelo "redshift" (deslocamento para o vermelho) do objeto, uma espécie de efeito Doppler provocado pela expansão do Universo e que altera a cor dos objetos na medida em que se afastam do observador. A medirem o redshif os astrônomos podem calcular as distâncias e velocidade de deslocamento das estrelas e galáxias.

Objetos localizados tão distantes como a esta galáxia estão fora da capacidade de detecção dos maiores telescópios atuais. Para contornar essa limitação os cientistas utilizam um recurso chamado lente gravitacional, um fenômeno óptico predito por Albert Einstein no começo do século 20 e que utiliza a deformação do espaço-tempo para ampliar e curvar a luz de objetos localizados atrás de outros objetos extremamente maciços. Neste caso, a lente gravitacional foi criada pelo aglomerado galáctico MACS J1149+2223, situado entre a via Láctea e o objeto recém-descoberto, aumentando seu brilho em mais de 15 vezes e permitindo que os telescópios espaciais Hubble e Spitzer registrassem seu brilho.

As primeiras estimativas mostram que a nova galáxia, batizada MACS 1149-JD, tenha cerca de 1 por cento do tamanho da Via Láctea, concordando com o modelo atual de que as primeiras galáxias devem ter começado muito pequenas e progressivamente incorporando e acumulando novas massas e estrelas. De acordo com os estudos atuais, estas primeiras galáxias provavelmente desempenharam papel dominante na época da reionização, o evento que marca o fim de Idade das Trevas do Universo. Este período começou há cerca de 400 mil anos após o Big-bang, quando o gás hidrogênio neutro se formou a partir de partículas resfriadas.

As primeiras estrelas e galáxias luminosas surgiram algumas centenas de milhões de anos depois e a energia liberada por essas primeiras galáxias provavelmente fez o hidrogênio neutro espalhado por todo o universo se ionizar, ou perder um elétron, estado que é mantido desde aquela época.  Em essência, foi durante a época de reionização que as luzes se acenderam no universo e é esse o período que estamos começando a estudar", disse o coautor do trabalho Leonidas Moustakas, ligado ao Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, JPL.
Fonte: Ultimo segundo / Apolo11.com
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...