25 de set de 2012

As ‘tragadas sombrias’ causaram colossais buracos negros galácticos?

Um processo chamado de Dark Gulping (‘tragadas sombrias’ em tradução livre) pode responder um dos maiores mistérios da astronomia: como, quando o universo ainda estava em seus primeiros milhões de anos de idade, foram formados buracos negros gigantescos que ficam no centro das galáxias? A grande maioria das galáxias, talvez todas elas, possuem um forte centro gravitacional, um buraco negro supermassivo que teria o tamanho aproximado de nosso sistema solar. Este buraco negro é o que mantem todos os astros de uma galáxia unidos em forma aspiralada.

Cientistas desenvolveram um modelo para estudar interações gravitacionais entre o halo invisível de matéria escura e cada galáxia. Essas interações fazem com que a matéria escura forme um centro compacto de massa, que pode ser gravitacionalmente instável, dependendo das propriedades da matéria escura. Se esse esquema for perturbado por algo, essa massa escura central entraria em colapso de forma muito rápida, e sem deixar um traço de radiação eletromagnética. Esse processo de colapso rápido é chamado de Dark Gulping. Essa massa afetada é compatível com os buracos negros que ficam nos centros das galáxias que conhecemos hoje. Há diversas teorias sobre como esses buracos negros enormes se formam. Uma das possibilidades é que uma única nuvem de gás entraria em colapso. Outra hipótese é que vários buracos negros pequenos se chocariam e seriam unidos em uma versão gigante.

No entanto, essas opções, para acontecerem, demorariam milhões de anos (e os buracos negros enormes surgiram enquanto o universo ainda era relativamente um bebê), e as chances para isso são mínimas. Sendo assim, a tragada sombria pode ser a resposta que os cientistas tanto buscam. De acordo com o modelo desenvolvido pelos pesquisadores, a formação de uma massa central é inevitável. O resfriamento dos gases faz com que o material se acumule no meio. Essa massa possui uma instabilidade gravitacional que pode ser medida de 1 a 10 graus. Quando ela chega a 6 graus há um risco de colapso – que permitiria o acontecimento da tragada sombria. Com esse colapso, considerado rápido, a formação de buracos negros supermassivos, nos primeiros milhões de anos do universo, seria mais provável.
Fonte: http://www.sciencedaily.com

Onde estão as estrelas desta região do espaço?

O que mais impressiona nessa região repleta de estrelas? Certamente é a falta delas. Mas esse misterioso espaço escuro que aparece no meio da região cheia de estrelas não está realmente vazio. Essa forma cósmica escura é a Nebulosa Pipe, também conhecida como Barnard 59. Ela está localizada a cerca de 600-700 anos-luz da Terra na direção da constelação de Ophiuchus (Serpentário). Pipe cria essa região negra no espaço porque é uma nebulosa escura. Essas nebulosas são espessas concentrações de gás e poeira visíveis quando obscurecem parte de uma nebulosa brilhante. A Nebulosa Pipe bloqueia a luz proveniente das estrelas de fundo localizadas próximo do centro da Via Láctea. Essa incrível imagem foi registrada pelo Wide Field Imager, instrumento acoplado ao telescópio MPG/ESO de 2.2 metros, localizado no Observatório de La Silla, no Chile.
Fonte: Hypescience.com

Buracos negros tem forma de rosquinha

Você não vai querer comer um, mas pode se reconfortar em saber que um buraco negro e o material ao seu redor têm o formato de uma rosquinha (ou um donut), não importando a massa do buraco negro. Os buracos negros não podem ser observados diretamente, pois tem uma atração gravitacional tão poderosa que absorvem a própria luz. Mas eles podem ser detectados através dos objetos que são afetados por este campo gravitacional, ou horizonte de eventos. Objetos que estão entrando no buraco negro emitem uma poderosa radiação, pois aceleram quase à velocidade da luz e se superaquecem.

“Esse ambiente deveria ser muito bagunçado e complicado, mas toda a matéria que está fluindo para buracos negros tem a mesma aparência, não importando o quão massivo ele seja”, disse Barry McKernan, professor da Universidade Municipal de Nova York. Barry e seus colegas analisaram os dados de 245 núcleos de galáxias com seus colossais buracos negros no interior. Estes buracos negros se alimentam de gás que penetra e pode emitir uma poderosa radiação que brilha com a energia de bilhões de estrelas. Os buracos negros estudados pesavam entre 1 e 100 milhões de vezes a massa do nosso Sol.

Os pesquisadores mediram especificamente os raios X e a luz infravermelha ao redor destes buracos negros para testar a hipótese sobre a relação entre estes dois tipos de radiação. Eles sabem que os raios X deveriam vir do material próximo ao buraco negro e o infravermelho do material aquecido que está mais distante. Estes padrões permitiram que os pesquisadores soubessem se estavam olhando diretamente para a parte frontal do buraco negro ou para um buraco negro que estaria de lado.

Ao comparar a proporção de raios X em comparação com o infravermelho vindo ao redor do buraco negro, Barry e seus colegas descobriram indiretamente como o material pode se distribuir ao redor do buraco negro. Após comparar os dados dos buracos negros que estavam de lado com os que estavam sendo observados de frente a equipe descobriu que 90% dos núcleos de galáxias ativos que estavam de frente basicamente tem a mesma proporção de raios X e infravermelho.

Eles concluíram que não importa o tamanho do buraco negro, o material que o rodeia tomou a forma de uma rosquinha com um buraco — o buraco negro — no meio. “Agora nós sabemos que todos eles têm a aparência de um donut e o mesmo tipo de donut também. A falta de variedade desapontaria Homer Simpson”, disse Barry.
Fonte: http://hypescience.com
 [Live Science]

Há 20 anos, Nasa lançava sonda Mars Observer à órbita marciana

A sonda foi lançada com o objetivo de realizar um estudo detalhado das características topográficas, geológicas e geofísicas do Planeta Vermelho, a partir de sua órbita.Foto: Nasa/Divulgação

No dia 25 de setembro de 1992, a Nasa pôs em prática uma ambiciosa missão. A sonda espacial Mars Observer foi lançada com o objetivo de realizar um estudo detalhado das características topográficas, geológicas e geofísicas do Planeta Vermelho, a partir de sua órbita. Nas costas desse plano, havia um grande fardo a carregar, já que, 17 anos antes, a agência espacial americana enviou a Marte as duas naves do projeto Viking, o qual entrou para a história como a primeira missão a pousar de forma segura na superfície de outro planeta. O amplo sucesso desse projeto anterior contribuiu para a expectativa de que o êxito se repetisse. Em agosto de 1993, no entanto, três dias antes de ingressar na órbita de Marte, a comunicação com a sonda Mars Observer foi perdida. O que permaneceu, para os cientistas e para as missões futuras, foi a tecnologia desenvolvida, que mais tarde possibilitou inventos como o telefone celular e aparelhos de diagnósticos médicos.

A fixação - O desejo de conhecer mais sobre Marte surgiu antes mesmo de o homem ter conquistado a Lua. Em 1965, a sonda Mariner 4 (uma das 10 aeronaves construídas pela Nasa para explorar o sistema solar) fez um voo rasante sobre o planeta, tirando suas primeiras fotografias aproximadas. Depois de Neil Armstrong dar seu pequeno grande passo, em 1969, Marte passou a ficar cada vez mais presente no imaginário dos terráqueos, que começaram a sonhar em quando o Planeta Vermelho seria o próximo destino do homem.

Poucos dias após a chegada da Apollo 11 à Lua, as Mariner 6 e 7 começavam a gravar centenas de imagens do planeta, propiciando novas descobertas. Em novembro de 1971, o Mariner 9 chegou com sucesso à órbita de Marte e tornou-se o seu primeiro satélite artificial. A grande conquista da Nasa começou em 1975, quando foram lançadas ao espaço as aeronaves Viking 1 e 2, que aterrissaram no Planeta Vermelho no ano seguinte, com o objetivo principal de procurar indícios de vida.

Apesar de não terem encontrado evidências conclusivas, propiciaram o desenvolvimento de tecnologias que seriam utilizadas em todas as missões posteriores. Em 1992, a Guerra Fria já havia terminado, mas a Nasa seguia sedenta por informações sobre Marte. Baseando-se em um satélite de comunicação da Terra, construiu a sonda Mars Observer, que deveria trazer um estudo mais detalhado do planeta, incluindo suas características minerais, topográficas, geológicas, informações sobre sua atmosfera, campo gravitacional e campo magnético.  A sonda proporcionará aos cientistas uma plataforma orbital a partir da qual a superfície e atmosfera inteiras de Marte serão analisadas e mapeadas. As informações serão coletadas diariamente em órbita de baixa altitude", dizia a Nasa para a imprensa, em setembro de 1992.

Investigação - As causas da perda de contato, três dias antes do previsto para a entrada na órbita de Marte, não foram identificadas pelo conselho formado para investigar os problemas ocorridos. "Devido aos esforços para localizar ou se comunicar com a sonda terem falhado, o conselho não foi capaz de encontrar evidências conclusivas que apontassem a um evento particular que tenha causado a perda do Observer", afirmava o relatório do conselho de investigação. Foi apontada como causa mais provável a ruptura do compartimento de combustível do sistema de propulsão da aeronave, que teria acarretado um vazamento de gás hélio sobre a manta térmica do aparelho.

"Quando se trata do envio de sondas orbitais a Marte, a dificuldade está justamente em colocar o satélite em órbita. É na aproximação de Marte que se perdem a maior parte das sondas, como a Mars Observer, em 1992, e a Mars Climate Orbiter, em 1999", explica o presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Coelho. No caso de aparelhos que pousam no planeta, a dificuldade é ainda maior. "Além do pouso, o planeta apresenta um ambiente hostil que agride os equipamentos e subsistemas do veículo, principalmente devido aos ciclos térmicos (calor e frio) e à radiação. Várias dificuldades também aparecem por conta da fina poeira de Marte, que danifica equipamentos e partes móveis", pontua.

O consolo - Apesar de não ter cumprido o seu objetivo principal, a Mars Observer ajudou no aprimoramento de tecnologias que seriam usadas não apenas em novas missões, mas também em invenções presentes no cotidiano de pessoas em todo o mundo. "Infelizmente, ela falhou três dias antes de chegar ao planeta. Mas as tecnologias por ela desenvolvidas foram depois incorporadas às missões Mars Global Surveyor e Mars Odyssey, ambas com sucesso", afirma Coelho. "Durante o projeto e construção do Mars Observer, muitas tecnologias inéditas foram desenvolvidas. Estes novos conhecimentos são atualmente usados em vários equipamentos (inclusive telefones celulares e aparelhos de diagnósticos médicos) e rendem royalties para as empresas que as desenvolveram", revela o professor Dr. Annibal Hetem, pesquisador da Universidade Federal do ABC na área de Propulsão Aeroespacial.

No relatório do conselho de investigação sobre as causas da perda de comunicação, apesar de nenhuma resposta precisa ter sido apontada, foi manifestado o sentimento de que os estudos seriam importantes para evitar novas falhas. "Se os nossos resultados nos ajudarão a garantir que as futuras missões não sofram um destino semelhante, sentiremos que alcançamos nosso objetivo", declarou, na época, o presidente do conselho, Dr. Timothy Coffey, então diretor de pesquisa do Laboratório de Pesquisa Naval de Washington.

A esperança - Em novembro do ano passado, a Nasa lançou a missão Mars Science Laboratory, cuja linha de frente é representada pelo robô Curiosity, um jipe que pousou na superfície marciana em agosto deste ano. É a nova tentativa de descobrir condições favoráveis à vida e à habitabilidade em Marte. E também de chegar mais perto de responder a pergunta que tanto intriga a humanidade: "Estamos sós no universo?"
Fonte: TERRA

Chandra mostra que Via Láctea está rodeada por halo de gás quente

Esta ilustração de artista mostra um enorme halo de gás quente (azul) em torno da Via Láctea. Também são visíveis, para baixo e para a esquerda da nossa Galáxia, as Nuvens de Magalhães. O halo gasoso está desenhado com um raio de aproximadamente 300.000 anos-luz, embora possa ser muito maior.
Crédito: NASA/CXC/M. Weiss; NASA/CXC/Ohio State/A. Gupta et al.

Astrónomos usaram o Observatório de Raios-X Chandra da NASA para desvendar evidências de que a Via Láctea está embebida num enorme halo de gás quente que se prolonga por centenas de milhares de anos-luz. A massa estimada do halo é comparável à massa de todas as estrelas na Galáxia. Se o tamanho e massa deste halo gasoso for confirmado, poderá ser também uma explicação para o que é conhecido como o problema do "barião desaparecido" da nossa Galáxia. Num estudo recente, uma equipa de cinco astrónomos usaram dados do Chandra, do observatório espacial XMM-Newton da ESA e do satélite japonês Suzaku para colocar limites na temperatura, dimensão e massa do quente halo gasoso. O Chandra observou oito brilhantes fontes de raios-X localizadas para lá da Galáxia a distâncias de centenas de milhões de anos-luz. Os dados revelaram que os raios-X dessas longínquas fontes são selectivamente absorvidos pelos iões de oxigénio na vizinhança da Galáxia. Os cientistas determinaram que a temperatura do halo absorvente está situada entre 1 e 2,5 milhões kelvin, algumas centenas de vezes mais quente que a superfície do Sol.

Outros estudos mostraram que a Via Láctea e outras galáxias estão embebidas em gás morno com temperaturas entre 100.000 e 1 milhão K. Os estudos indicaram a presença de gás ainda mais quente com uma temperatura superior a 1 milhão K. Esta nova pesquisa providencia evidências de que o halo de gás quente que rodeia a Via Láctea é muito massivo do que o halo de gás morno. Nós sabemos que este gás rodeia a Galáxia, e sabemos quão quente é," afirma Anjali Gupta, autor principal do artigo que descreve a investigação, publicado na edição de 1 de Setembro da revista Astrophysical Journal. "A grande questão é, quão grande é o halo, e qual a sua massa? Para começar a responder a esta pergunta, os autores complementaram os dados do Chandra sobre a quantidade de absorção produzida pelos iões de oxigénio do XMM-Newton e do Suzaku acerca dos raios-X emitidos pelo halo de gás. Concluíram que a massa do gás é equivalente à massa de mais de 10 mil milhões de sóis, talvez tão grande quanto 60 mil milhões de sóis.

"O nosso trabalho mostra que, para valores razoáveis de parâmetros e com suposições razoáveis, as observações do Chandra implicam um enorme reservatório de gás quente em redor da Via Láctea," afirma Smita Mathur da Universidade Estatal do Ohio, em Columbus, EUA, co-autora do estudo. "Pode prolongar-se por algumas centenas de milhares de anos-luz em torno da Via Láctea ou pode até chegar ao Grupo Local de Galáxias. De qualquer maneira, a sua massa parece ser muito grande." A massa estimada depende de factores como a quantidade de oxigénio relativamente ao hidrogénio, que é o elemento dominante no gás. No entanto, a estimativa representa um passo importante na resolução do caso dos bariões perdidos, um mistério que tem intrigado os astrónomos há mais de uma década.

Os bariões são partículas, como protões e neutrões, que constituem mais de 99,9% da massa dos átomos do Cosmos. As medições de halos gasosos e galáxias extremamente distantes indicam que a matéria bariónica, presente quando o Universo tinha apenas uns quantos milhares de milhões de anos, representava cerca de um-sexto da massa e densidade da matéria existente não observável, ou escura. Actualmente, cerca de 10 mil milhões de anos depois, um censo dos bariões presentes nas estrelas e gás da Via Láctea e em galáxias vizinhas mostram que pelo menos metade dos bariões estão desaparecidos. Embora haja incertezas, o trabalho de Gupta e colegas fornece a melhor evidência até agora de que os bariões perdidos da Galáxia têm estado escondidos num halo gasoso extremamente quente que a rodeia. A densidade estimada deste halo é tão baixa que halos parecidos em torno de outras galáxias teriam escapado à detecção.
Fonte: Astronomia On-Line

Quasares os devoradores do cosmo - Parte 2

Corpos celestes encontrados nos confins do universo, os quasares emitem tanta radiação que tornam impossível a vida como a conhecemos
À medida que vai sendo sugada pelo buraco negro relacionado ao quasar, a matéria se junta numa estrutura espiralada cuja temperatura chega a milhões de graus.

Calcula-se que entre 65 mil e 100 mil quasares sejam visíveis atualmente, mas eles eram bem mais comuns há bilhões de anos. Para os astrônomos, estudar esses objetos significa não apenas investigar os extremos da matéria, mas também vislumbrar momentos essenciais da evolução do universo. Segundo a teoria mais aceita hoje em dia, quando as primeiras galáxias surgiram, buracos negros se formaram em seus núcleos.

Um buraco negro é um objeto do qual praticamente nada (nem mesmo a luz) pode escapar, e seu tamanho aumenta à medida que ele vai devorando mais matéria. Por isso, ficar no centro da galáxia é perfeito para ele, pois sempre haverá abundância de “alimento” ali. Conforme a matéria vai caindo no buraco negro, junta-se numa estrutura espiralada denominada disco de acreção, cuja temperatura sobe a vários milhões de graus. É essa matéria redemoinhando perto do buraco negro que emite quantidades gigantescas de raios X.

maior parte da matéria segue em espiral para dentro do buraco negro e, ao passar por um ponto denominado horizonte de eventos, desaparece do universo visível. Mas simulações realizadas em computadores indicam que a radiação e os campos magnéticos presentes naquela região do espaço podem “empurrar” parte do gás capturado pelas forças gravitacionais do buraco negro e devolvê-la ao espaço, acompanhada de jatos de matéria e radiação que voam para longe do eixo de rotação do buraco negro. Esses jatos podem causar no gás espalhado na galáxia uma turbulência capaz de aniquilar campos estelares.

Se um quasar se posicionasse no centro de uma galáxia jovem, a radiação emitida por ele seria tão intensa que nenhuma forma de vida conhecida conseguiria se desenvolver. Talvez isso tenha acontecido nas primeiras fases da Via Láctea – uma suposição reforçada por evidências apresentadas no fim de 2008 por astrônomos alemães sobre a existência de um imenso buraco negro no centro da galáxia, a 27 mil anos-luz de nós, cuja massa seria 4 milhões de vezes maior do que a do Sol. Hoje em dia, bilhões de anos depois do surgimento da Via Láctea – e já sem tanta matéria com que se alimentar –, esse buraco negro está em repouso, e com isso a vida pôde florescer aqui. Em outros recantos do universo, porém, os quasares podem estar em plena atividade, banqueteando-se com gás e estrelas e despejando jatos de radiação intensa, num espetáculo de assustadora beleza.

Distâncias fabulosas -
Os cientistas calculam a distância de outros corpos celestes em relação à Terra a partir da distorção causada nas linhas espectrais do objeto (as linhas que aparecem em seu espectro e indicam tanto os elementos químicos nele presentes como suas condições físicas) pelo seu deslocamento. Se eles se aproximam do nosso planeta, apresentam-se mais azulados; se se afastam, ficam mais avermelhados. Em geral, a luz das estrelas é mais avermelhada, uma evidência de que o universo está em expansão. Nas estrelas mais comuns, o deslocamento para o vermelho é de 0,1% (ou seja, sua luz fica 0,1% mais vermelha).
 
No caso dos quasares, os percentuais são muito mais elevados. O 3C 273, um dos quasares pesquisados por Maarten Schmidt, do California Institute of Technology, apresentou 15,8% de deslocamento para o vermelho, o que implica afastar-se da Terra a 47 mil quilômetros por segundo e estar a 3 bilhões de anos-luz de nós. Já o PKS 2000-330, com seus 350% de deslocamento para o vermelho, encontra-se a 15 bilhões de anos-luz do nosso planeta, do qual se distancia a 276 mil quilômetros por segundo.
Fonte: Revista Planeta

Curiosity Termina Inspeção de Sua Primeira Rocha Em Marte

O rover Curiosity da NASA tocou uma rocha marciana com o seu braço robótico pela primeira vez no dia 22 de Setembro de 2012, acessando quais os elementos químicos que constituem a rocha chamada de Jake Matijevic. Após uma curta jornada que precedeu o dia em que o rover tocou a rocha com seu braço robótico, o Curiosity colocou o seu Alpha Particle X-Ray Spectrometer (APXS) em contato com a rocha durante o 46º dia marciano de trabalho, ou sol. O instrumento APXS está localizado numa torre no final do braço robótico do rover de 2.1 metros de comprimento. O Mars Hand Lens Imager (MAHLI), localizado na mesma torre, foi usado para inspecionar de forma detalhada a rocha. Ambos os instrumentos foram também usados na rocha Jake Matijevic no Sol 47, que correspondeu ao dia 23 de Setembro de 2012.

O instrumento Chemistry and Camera, ou ChemCam, que atirou pulsos laser em um alvo desde o topo do mastro do rover Curiosity, também acessou os elementos químicos da rocha Jake Matijevic. Usando tanto o APXS como a ChemCam na rocha os pesquisadores conseguiram uma calibração cruzada dos dois instrumentos. Com um teste final do laser da ChemCam na rocha no sol 48, em 24 de Setembro de 2012, o Curiosity terminou seu trabalho na rocha Jake Matijevic. O rover partiu no mesmo dia, para um trecho de 42 metros, o mais longo até o momento. O Sol 48, em hora média local solar em Marte na Cratera Gale, terminou às 3:09 p.m. hora do pacífio co dia 24 de Setembro de 2012.

O rover Curiosity da NASA pousou em Marte há sete semanas para começar a sua missão primária de dois anos, usando seus 10 instrumentos para acessar se uma área cuidadosamente escolhida para esse estudo dentro da cratera Gale já ofereceu em algum momento da história marciana condições ambientais favoráveis para o desenvolvimento da vida microbiana. O JPL, uma divisão do Instituo de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, gerencia o projeto Mars Science Laboratory, incluindo o rover Curiosity para o Science Mission Directorate da NASA em Washington. O JPL desenhou e construiu o rover. O Space Division do MDA Information Systems Inc. construiu o braço robótico do rover em Pasadena.
Fonte: http://www.jpl.nasa.gov/ 

O Novo Cometa C/2012 S1 (ISON)

Astrônomos anunciaram há poucas horas a descoberta de um novo cometa, o C/2012 S1 (ISON). O cometa foi recém descoberto em 21 de Setembro 2012 pelo Observatório ISON-Kislovodsk. Atualmente localizado além da órbita de Júpiter, e está se dirigindo para um encontro com o sol no próximo ano. Em novembro de 2013, ele vai passar a menos de 0.012 UA (1,8 milhões de km) a partir da superfície solar. Segundo os astrônomos o seu destino final permanece desconhecido e possivelmente o novo cometa vem da nuvem de Oort. Este cometa pode se tornar um objeto visível a olho nu no período de Novembro de 2013 a Janeiro de 2014. A maioria dos objetos chamamos de cometas orbitam o Sol a distâncias imensas, alguns a mais de 50.000 unidades astronômicas (unidade astronômica é definida como a distância do Sol à Terra). É o limite exterior da nuvem de Oort que define o limite do nosso sistema solar. É aqui que o efeito gravitacional do Sol torna-se mínimo. Acredita-se que os objetos, tais como cometas, que agora residem na nuvem de Oort foram criados mais perto do Sol no período de formação do sistema solar. No entanto, os planetas gigantes gasosos (Júpiter, Saturno ,Urano e Netuno ) com seus imensos campos gravitacionais jogou esses objetos para longe da influência gravitacional do sol. Esta teoria é apoiada pelo fato de que a composição da maioria destes objetos assemelha-se as quantidades relativas dos compostos, tais como a água, amoníaco e metano, que definem os gigantes de gás (Júpiter, Saturno, Urano e Netubo).
Fonte: http://remanzacco.blogspot.com.br

Esferas incomuns em Marte

Crédito da imagem: Mars Exploration Rover Mission, Cornell, JPL, da NASA
Por que essas estranhas e pequenas esferas estão em Marte? O rover Opportunity da NASA teve a chance de cruzar com essas feições de forma incomum no começo de mês de Setembro de 2012enquanto explorava um local conhecido como Kirkwood perto do anel da Cratera Endeavour em Marte. A imagem acima foi feita pelo Imageador Microscópico da Opportunity e mostra que parte do solo perto do rover está coberta com essas esferas pouco comuns, cada uma com aproximadamente 3 milímetros de diâmetro. A primeira vista, as esferas em alguns casos fraturadas se assemelham às pequenas rochas esféricas apelidadas de blueberries observadas pelo rover Opportunity oito anos atrás, mas essas esferas são densamente compactadas e possuem pouco conteúdo de ferro. Embora saiba-se que essas esferas se formaram naturalmente, o processo exato que as originou ainda é um mistério. O rover Opportunity, uma versão anterior de rovers, que pode ser considerado o pai do Curiosity, continuará a estudar essas esferas com a esperança de que elas possam fornecer uma nova pista sobre a história antiga da superfície do Planeta Vermelho.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120925.html
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