27 de set de 2012

. . . e assim surgiu nosso planeta!

Nada é eterno!
 
Temos fortes razões para acreditarmos que o próprio Universo (matéria tempo espaço) teve um início e deverá ter um fim. Hoje acreditamos que o início do Universo se deu há aproximadamente 13,7 bilhões de anos e o Sistema Solar se formou há aproximadamente 5 bilhões de anos. O Sol é uma estrela como outra qualquer. Só na nossa galáxia (agrupamento de estrelas com seus respectivos sistemas planetários; gases e poeira do qual fazemos parte) acreditamos que existam entre 200 e 250 bilhões de estrelas. As estrelas, e seus sistemas planetários, têm pelo menos uma característica em comum com os seres vivos: elas 'nascem', 'vivem' e 'morrem'. As estrelas se formam a partir da contração de imensas nuvens de gás e poeira que existem nas galáxias, entre as estrelas (3/4 da massa de uma galáxia está na forma de gás e poeira).

Uma nuvem interestelar se mantêm em equilibrio durante bilhões de anos. Por um lado, a atração gravitacional de cada partícula da nuvem sobre todas as demais partículas tende a contraí-la. Por outro lado, a radiação emitida por cada uma dessas partículas, tende a expandí-la. Quando esse equilíbrio é quebrado a favor da atração gravitacional, essa nuvem começa a se contrair. Analogamente à água que enche uma pia quando começa a descer para o ralo, quando essa nuvem começa a se contrair, ela começa a girar. Quanto mais se contrai, mais rápido gira (efeito pia).  Do mesmo jeito que a massa da pizza que é aberta quando girada no ar, à medida que essa nuvem vai girando ela vai se achatando em um disco. Quanto mais rápido gira, mais esse disco se afina (efeito pizza).
 
A maior massa da nuvem original vai se concentrando em uma esfera no centro desse disco. Quanto mais massa se agrupa ali, maior a pressão no interior dessa esfera. Quando essa pressão atinge um valor crítico é 'acesa a caldeira' da estrela. Chamamos caldeira de uma estrela à sua região central, onde através de reações nucleares (como se fossem bilhões de bombas atômicas explodindo simultâneamente) é obtida a energia necessária para o brilhar desse astro. Telescópio Espacial Hubble já fotografou centenas de estrelas em processo de formação, com seus respectivos discos protoplanetários; como a da figura ao lado, que se encontra na nossa galáxia, relativamente próxima a nós, em uma grande nuvem de gás e poeira chamada Grande Nebulosa de Orion.
 
Analogamente a um filete de água que ao cair de uma torneira vai se afinando até se quebrar em gotas, também esse disco protoplanetário vai se afinando até se quebrar em anéis (efeito pingo). Nesses anéis dá-se início à formação dos planetas, luas e outros corpos, através de processos de acreção. Os minúsculos grãos de poeira da nuvem inicial, colidindo sucessivamente uns com os outros, a altíssimas velocidades, vão se aglutinando; tornando-se partículas cada vez maiores. Damos o nome de 'planetesimais' a essas partículas. Quanto maior um planetesimal, mais rápido ele cresce.  Acreditamos que o cenário era esse, há quatro bilhões e meio de anos, no processo de formação de nosso sistema planetário. Esse cenário durou milhões de anos, até que alguns planetesimais alcançaram massa suficiente para se aquecerem ao ponto de se fundirem e formarem núcleos; tornando-se 'protoplanetas'. Há aproximadamente três bilhões e meio de anos o planeta Terra já estava formando a sua crosta.
Fonte: http://wwo.uai.com.br

Universo assassino

Explosões estelares. Asteróides gigantes devastando planetas. Conheça alguns dos perigos que ameaçam a Terra em sua viagem pela Via Láctea
Quem gosta de relaxar sob a abóbada de uma bela noite estrelada não faz idéia dos fenômenos selvagens e brutais que ocorrem o tempo todo no céu. Só a distância imensa que separa a Terra das áreas mais turbulentas do Cosmo nos protege de entrar de cabeça nesta verdadeira roleta russa sideral em que astros nascem e morrem a cada minuto, de modo violento. E, mesmo assim, protege apenas em parte. Em 1998, por exemplo, a atmosfera terrestre foi chamuscada pela explosão de uma estrela situada a 200 quatrilhões de quilômetros – distância um bilhão de vezes maior do que a que nos separa do Sol. “O efeito do bombardeio não foi grande”, diz o engenheiro eletrônico americano Umran Inam, da Universidade Stanford, na Califórnia. “A luz da detonação apenas eletrificou o ar e, com isso, bloqueou as transmissões de rádio durante alguns minutos.” Certo, foi só um susto. Mas o sobressalto embute uma certeza alarmante: não estamos imunes às catástrofes que pululam no Universo. “A probabilidade de sermos atingidos é baixa, mas está longe de ser nula”, afirma o astrofísico americano Kevin Hurley, da Universidade de Berkeley. Há indícios seguros de que, no passado, a Terra já foi gravemente ferida pelo temperamento explosivo dos astros – portanto, é quase certo que isso voltará a acontecer no futuro. E o pior é que se trata, quase sempre, de uma briga de cachorros grandes, enormes, bem maiores que nós. Imagine que somos um chiuaua metido numa briga de rottweilers.

 A simples queda de um cometa fortuito deu fim aos dinossauros, há 65 milhões de anos. Eis a medida da nossa fragilidade. De todas as possíveis catástrofes cósmicas, a mais temida é a colisão da Terra com um asteróide ou cometa gigante. O impacto de um cometa com 12 quilômetros de diâmetro, como aquele que acabou com os dinossauros há 65 milhões de anos, causaria uma explosão igual à de 100 milhões de megatons de TNT – 10 000 vezes mais forte que o disparo de todas as armas nucleares estocadas no planeta. Mas o trajeto dos asteróides pode ser calculado, e, se houver risco de um deles cair aqui, poderá ser desviado com a ajuda de bombas atômicas. (É isso mesmo. Igualzinho aos filmes.).

O Sol, geralmente tranqüilo e inofensivo, também pode ter ataques desagradáveis de mau humor e afetar a Terra. Pesquisas recentes do astrofísico americano John Jirikowic, da Universidade do Arizona, mostram que, de tempos em tempos, o Sol sofre de instabilidade aguda e pode esfriar ou esquentar em excesso. Nesses períodos, lança um número recorde de labaredas para o espaço. Agora mesmo, o Sol está mais agitado do que o normal, mas as labaredas, até onde se pode prever, são relativamente suaves. No máximo, vão queimar alguns circuitos eletrônicos dos satélites. “Mas as crises, às vezes, se tornam insuportáveis”, diz Jirikowic. Ele argumenta, por exemplo, que o Sol estava especialmente quente quando uma seca exagerada devastou a América do Norte, no século XII. E que uma pequena era glacial, ocorrida no século XVII, na Europa, coincidiu com uma fase fria da estrela. “Estamos tentando descobrir quando ele entrará novamente em um período semelhante de mau comportamento.” Enquanto tentam entender a nossa estrela, os astrofísicos olham para longe do Sistema Solar.

 Certos de que sabiam tudo sobre a violência cósmica, eles foram surpreendidos, em 1995, por explosões 100 vezes maiores do que qualquer outra registrada até então. Atentos, perceberam em seguida que essas catástrofes, batizadas de “jatos de raios gama”, não eram tão raras quanto se pensava. Já se registraram 2 000 e, em abril do ano passado, uma delas estabeleceu um novo recorde astronômico: brilhou com a intensidade de um milhão de galáxias, ou de um quatrilhão de estrelas somadas. Essas erupções mortais de luz, segundo os astrônomos, seriam provocadas pelo choque entre os astros mais densos que existem – os buracos negros e as estrelas de nêutrons. Como as detonações geralmente espocam nos confins do Cosmo, a quase 100 bilhões de trilhões de quilômetros (desculpe o mau jeito, mas a alternativa seria escrever o número por extenso, o que deixaria tudo ainda mais cabeludo), conseguem apenas eletrificar as camadas mais altas da atmosfera, como aconteceu em 1998.

 Quando uma grande estrela explode, libera mais energia do que 200 bilhões de sóis em conjunto. Se uma detonação como essa, chamada de supernova, acontecesse dentro do Sistema Solar, a Terra e todos os outros planetas seriam transformados em poeira cósmica.Em agosto, a Nasa registrou a maior labareda solar dos últimos dez anos. Feita de gases tórridos e eletrificados, a língua de fogo provocou tempestades magnéticas na atmosfera terrestre, mas não causou danos na superfície.Em julho, o cometa S4-Linear deu um show assustador ao passar pelo Sol: como é feito parcialmente de gelo, parte da sua massa derreteu e dividiu-se em pedaços menores. Não há risco para a Terra porque os estilhaços estão voando para longe daqui.

O brilho letal das supernovas - A agonia das estrelas gigantes é um dos espetáculos mais violentos do Universo. Elas se desintegram em uma explosão que libera, em um único instante, mais energia que todos os outros astros da Galáxia somados. Imagine: existem, na Via Láctea, 200 bilhões de estrelas. Elas seriam facilmente ofuscadas por apenas uma dessas detonações, chamadas de supernovas. Elas podem afetar a Terra mesmo se explodirem a 350 trilhões de quilômetros daqui – a Terra, nesse caso, tomaria um banho corrosivo de radiação, capaz de destruir a camada de ozônio que nos protege contra os raios ultravioleta do Sol. Diversas espécies seriam levadas à extinção. Os cientistas sabem disso porque, há 10 000 anos, logo depois de a Terra ter sido bombardeada por uma supernova (hoje conhecida pelo nome de Vela), houve uma drástica redução na quantidade de plâncton, nos oceanos. O clima também se alterou, com um aumento de 2 ou 3 graus Celsius na temperatura global. Tudo isso apesar de a explosão ter ocorrido a 16 quatrilhões de quilômetros daqui. A detonação gigante mais próxima de nós, neste século, ocorreu em 1997. O anel que você vê acima são seus restos. Por sorte, a estrela que lhe deu origem estava muito longe, na galáxia vizinha, a Grande Nuvem de Magalhães, a 187 000 anos-luz de distância da Terra (1 ano-luz mede 9,5 trilhões de quilômetros. Faça as contas você.) Só por isso não sofremos os efeitos por aqui

Estrada tumultuada à frente

Dentro de 50 000 anos, o Sistema Solar vai entrar em uma região perigosa da Via Láctea, denominada Vale da Águia

1. Segundo os astrônomos, toda vez que a Terra atravessa regiões repletas de estrelas e de restos de detonações estelares, fica exposta a doses letais de radiação. As grandes extinções de espécies, no passado, ocorreram em épocas assim.
2. Nos últimos 250 000 anos, o Sol vem se deslocando por áreas limpas e tranqüilas. Dentro de 50 milênios, porém, os nossos descendentes enfrentarão nuvens de gases radioativos do Vale da Águia, onde é grande a probabilidade de uma estrela selar a sorte da humanidade.
3. A viagem pela galáxia pode lançar cometas sobre nós. Eles nascem: orbitam habitualmente a 5 trilhões de quilômetros do Sol e só saem desse "ninho" quando alguma estrela vizinha os perturba. Aí, um ou mais bólidos disparam pelo espaço, com trajetória incerta.
4. Não se sabe quantos já estão em nosso caminho. No ano passado, os americanos Jay Frogel e Andrew Gould, da Universidade do Estado de Ohio, verificaram que uma estrela obscura, batizada de Gliese 710, poderá provocar uma chuva de cometas sobre a Terra em algum momento dos próximos milênios.
Fonte: Super Interessante

União de duas estrelas originou a supernova mais brilhante, diz estudo

Resultado de explosão de anãs brancas foi vista por 1ª vez no ano de 1006. Relatos históricos dizem que objeto era 3 vezes mais brilhante que Vênus.
Supernova SN1006 resultou de união de astros (Foto: Nasa/CXC/Rutgers/G.Cassam-Chenaï, J.Hughes et al.)

A união de duas estrelas anãs brancas – estágio final da vida de um astro como o Sol – deu origem à supernova mais brilhante já observada até hoje, aponta um novo estudo feito pelo Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) dos EUA e publicado na revista "Nature" desta semana. Uma supernova é, em geral, uma explosão resultante da transferência de matéria entre duas estrelas – uma anã branca e outra normal, como o Sol, por exemplo. Uma anã branca tem massa de até 1,4 vez a do Sol e vai esfriando lentamente, pois seu combustível acabou.

A explosão que gerou a supernova SN1006 ocorreu no ano de 1006 e ficou visível pelos três anos seguintes, em diferentes partes do mundo. Relatos históricos dizem que o objeto – localizado a 7 mil anos-luz da Terra, na constelação do Lobo – era três vezes mais brilhante que o planeta Vênus e tinha um quarto do brilho da Lua. Essa supernova é do tipo Ia, ou seja, gerada por dois objetos astronômicos ligados pela força gravitacional entre eles. Mas, como os astrônomos não identificaram, no lugar onde a SN1006 se formou, nenhum candidato a companheira da anã branca original, eles supõem que duas estrelas semelhantes se uniram, e que o material delas foi expulso sem deixar vestígios.

"Essa é a grande novidade, pois normalmente – em mais de 80% dos casos – há uma anã branca que explode, e a estrela companheira continua na órbita da supernova, não desaparece", diz o pesquisador da divisão de astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Carlos Alexandre Wuensche. De acordo com a pesquisadora Pilar Ruiz-Lapuente, do CSIC, existem geralmente três tipos de estrelas no local das explosões: gigantes, subgigantes e anãs. E as atuais observações apontaram apenas a presença de quatro gigantes na região onde se encontram os remanescentes da SN1006. Isso indica que não há estrelas companheiras que sobreviveram à explosão, pois as gigantes não participam desse processo.

A equipe usou um equipamento de alta resolução do Very Large Telescope, que tem quase oito metros de altura e pertence ao Observatório Europeu do Sul, no norte do Chile. Colaboraram também pesquisadores da Universidade de San Fernando de la Laguna, nas Ilhas Canárias, da Universidade de Barcelona, da Universidade Complutense de Madri, na Espanha, e do Observatório Astronômico de Padova, na Itália. Fonte: G1
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