4 de out de 2012

As estrelas roubadas da Via Láctea

Região externa da galáxia captura astros de aglomerados globulares

Aglomerado globular M4: possível origem da estrela G53-41

Um trio de astrofísicos peruanos do qual faz parte Jorge Meléndez, da Universidade de São Paulo (USP), obteve a primeira evidência direta de que parte das estrelas do halo, a região mais externa e com menor densidade de gás e estrelas da Via Láctea, originou-se em pequenas áreas de altíssima concentração estelar conhecidas como aglomerados globulares.

Com a forma de uma gigantesca esfera que envolve toda a galáxia, o halo abriga estrelas com 10 a 12 bilhões de anos de idade, que estão entre as mais antigas da galáxia e se distribuem de duas formas: ou estão muito dispersas (são as chamadas estrelas de campo) ou extremamente adensadas nos aglomerados globulares. Segundo Meléndez, cujo trabalho foi financiado pela FAPESP, há algum tempo se acredita que boa parte das estrelas de campo se formou nos aglomerados globulares, dos quais se desprenderam mais tarde, mas ainda não se havia encontrado prova disso. Na mais recente assembleia geral da União Astronômica Internacional, realizada no final de agosto na China, houve uma sessão para discutir exclusivamente esse assunto. “Não se chegou a um consenso”, diz Meléndez, “mas a maioria dos astrônomos concorda que ao menos 10% das estrelas do halo vieram dos aglomerados globulares”.

Em um estudo publicado na edição de 1º de outubro da revista Astrophysical Journal, Meléndez, Iván Ramírez, da Universidade do Texas, e Júlio Chanamé, da Universidade Católica do Chile, apresentaram a primeira evidência de que estrelas de campo do halo podem ter escapado de aglomerados globulares e, atraídas pela gravidade, ido parar em regiões do halo onde as estrelas são mais esparsas.

Com o auxílio de três poderosos telescópios – o Magellan, instalado no Chile; o Mcdonald, na região continental dos Estados Unidos; e o Keck, no Havaí –, eles realizaram uma análise de altíssima precisão da composição química de 67 estrelas do halo. Duas dessas estrelas, a G150-40 e a G53-41, mostravam as características químicas de estrelas nascidas em aglomerados globulares: tinham baixa concentração do elemento químico oxigênio e abundância maior de sódio. Os pesquisadores ainda não sabem dizer com precisão em quais dos quase 160 aglomerados conhecidos elas teriam se formado. Comparando o conteúdo de ferro dessas estrelas com o dos aglomerados, os pesquisadores identificaram 10 deles que podem ter gerado a G150-40. Já no caso da G53-41, há cerca de 20 aglomerados que a podem ter originado, entre eles, o M4.

Calcula-se que as estrelas roubadas tenham entre 10 bilhões e 12 bilhões de anos de idade. Isso é mais que o dobro da idade do Sol, que se encontra em um dos braços que formam o disco da Via Láctea, uma das últimas estruturas a surgir na galáxia. Meléndez planeja ampliar o estudo das estrelas do halo. No final de setembro ele enviou para o Observatório Europeu Austral (ESO) um pedido de tempo para fazer o mapeamento de 1.500 estrelas do halo e, se tudo der certo, conseguir uma estimativa melhor de onde se originaram.
Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br

Encontrada estrela com órbita mais curta ao redor de buraco negro no centro da galáxia

Descoberta pode ajudar a comprovar teoria da relatividade, que prevê que a gravidade do buraco negro altera o espaço-tempo ao seu redor

Imagem mostra estrelas na região central da nossa galáxia. Em destaque, a órbita das estrelas S0-2 (que provou a existência de um buraco negro na região) e a recém-descoberta S0-102, que vai ajudar a testar a Teoria da Relatividade Geral.Foto: Andrea Ghez/UCLA/Divulgação

Cientistas dos Estados Unidos, Canadá e Espanha anunciaram nesta quinta-feira a descoberta de uma estrela que orbita o buraco negro no centro da Via Láctea a uma distância recorde. Segundo os pesquisadores, o objeto demora "apenas" 11,5 anos para dar uma volta ao redor do buraco negro - para se ter ideia, é apenas a segunda estrela conhecida com uma órbita menor que 20 anos - a maioria leva mais de seis décadas. O estudo foi divulgado na revista especializada Science. Os cientistas nomearam a nova estrela de S0-102. Antes dela, a estrela de menor órbita conhecida (16 anos) era a S0-2. Esses dois objetos podem ajudar agora os pesquisadores a testar uma das mais bem sucedidas teorias da ciência.

"O teste da Teoria Geral da Relatividade de (Albert) Einstein é o próximo objetivo", afirma o artigo. Segundo os pesquisadores, as previsões do físico alemão passaram nos experimentos realizados no Sistema Solar, mas nunca foram testadas em um objeto de massa tão grande quanto um buraco negro supermassivo. O potencial gravitacional da região onde S0-102 e S0-2 estão é duas ordens de magnitude maior que os testes de gravidade anteriores, como os testes no Sistema Solar ou do pulsar binário de Hulse-Taylor", diz ao Terra Andrea Ghez, cientista da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e autora do estudo. Ela explica que dois experimentos podem ser realizados.

"Estes dois testes poderão ser feitos com as duas estrelas de curto período ao redor do buraco negro central: nós poderemos testar o desvio gravitacional para o vermelho impresso na luz emitida por uma estrela que está dentro da região do buraco negro. O desvio para o vermelho testa o princípio da equivalência de Einstein, segundo o qual, a massa gravitacional e inercial são iguais", diz a pesquisadora.

O desvio gravitacional para o vermelho ocorre quando a luz, ao deixar um campo gravitacional forte, perde energia e, portanto comprimento de onda -, a onda, portanto, desvia para o vermelho, que tem menos energia (não se deve confundir com o efeito Doppler, que ocorre devido ao movimento). Já o princípio da equivalência diz que não conseguimos distinguir - sem um referencial - entre o efeito da gravidade e de um objeto em aceleração. Por exemplo, em um foguete sem janelas, não saberíamos dizer se estamos parados no chão ou acelerando a uma velocidade equivalente (cerca de 9,8 m/s²). Ou seja, não há distinção entre a massa gravitacional e a inercial (aquela do foguete).

"O redshift (desvio para o vermelho) gravitacional também é uma consequência direta deste princípio da equivalência. Como o campo gravitacional nas vizinhanças do buraco negro é muito intenso, as observações dos corpos presentes nessas regiões podem fornecer informações sobre o fenômeno em um regime que ainda não foi testado. Essa é a grande importância desse estudo", explica Gustavo Rojas, professor da Universidade Federal de São Carlos (UFScar) e representante no Brasil do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês). No outro teste, os pesquisadores pretendem estudar o momento de maior aproximação dessas estrelas ao buraco negro (periapse), "o que leva a um desvio da órbita para uma elipse perfeita. Isso vai testar a forma quantitativa da teoria, isto é, as equações de Einstein."

"Um dos primeiros testes bem sucedidos da Teoria da Relatividade Geral foi explicar a precessão do periélio (ponto de maior aproximação do Sol) de Mercúrio - a mudança da posição do periélio ao longo do tempo, que a mecânica newtoniana não conseguia prever com precisão. A precessão da periapse é mais acentuada quando há um objeto muito massivo envolvido, o que é o caso de um buraco negro. Novamente, as observações destas estrelas são importantes, pois fornecem informações desse fenômeno em um campo gravitacional muito intenso, constituindo um teste adicional da teoria em um regime gravitacional extremo", explica Rojas, que não tem relação com o estudo.

Contudo, esses testes não devem ocorrer tão cedo. Segundo a pesquisadora, o primeiro deles deve acontecer somente em 2018, quando S0-2 chega ao ponto mais próximo do buraco negro. Para o outro, contudo, ainda não há tecnologia suficiente. "Nós teremos que aguardar a próxima geração de telescópios ópticos, como o Telescópio de Trinta Metros (previsto para ser concluído na próxima década), para conseguir a precisão necessária. Contudo, mesmo que demore alguns anos, os pesquisadores já se mostram excitados com a possibilidade. "Ambos vão explorar regiões ainda não testadas da Teoria Geral da Relatividade", afirma Andrea.
Fontes: TERRA / VEJA

Os 10 melhores lugares para encontrar vida extraterrestre

A corrida para encontrar vida inteligente, ou qualquer forma de vida, para além da Terra é uma disputa espacial aquecida durante décadas. Embora nenhuma evidência concreta de extraterrestres já fosse confirmada, parece que cada sonda espacial já lançada e os programados para lançamento têm um "encontrar vida extraterrestre" estampado em sua missão. Isso não quer dizer que não temos nossas próprias teorias de onde a vida poderia estar se escondendo. Aqui, vamos dar uma olhada em alguns lugares que temos explorado, e alguns que não temos:

Meteoros:
Há cerca de 22.000 meteoritos documentados descobertos na Terra, e muitos dos encontrados continham compostos orgânicos. Em 1996, um grupo de cientistas anunciou que tinham visto uma forte evidência de microfósseis num meteorito marciano encontrado na Antártida, mostrando que a vida pode ter existido no planeta vermelho a cerca de 3,6 bilhões de anos atrás. Depois de anos de intenso debate, a questão de saber se o meteorito marciano contém ou não a vida continua por se resolver.Se isso for verdade, seria também uma excelente evidência para apoiar a teoria da "panspermia". Literalmente significa "sementes em toda parte," panspermia é a idéia de que a vida veio do espaço sideral - a "vida" neste caso significa as bactérias, que podem ficar dormentes e suportar ambientes hostis. A vida poderia ter existido em outro planeta, talvez até um outro planeta como Marte, e depois fez o seu caminho para a Terra ao invés de ter origem aqui.

 
Marte:
A próxima fronteira, Marte tem sido alvo de caçadores de vida extraterrestre, mas sua paisagem árida virou nossa atenção para longe de encontrar homenzinhos verdes para encontrar formas de vida mais simples. Mas há indícios de que o planeta vermelho teve um passado mais quente e úmido: leitos de rios secos, calotas polares, vulcões e minerais que se formam na presença de água foram encontrados..Embora não tenha sido confirmada a vida em Marte, os cientistas estão esperançosos de que eles estão escondidos. Micróbios produtores de metano foram algumas das primeiras formas de vida na Terra, por isso, se o mesmo existe no Planeta Vermelho, é provável que estas bactérias estejam bem abaixo da superfície.


Europa:
Esta lua de Júpiter poderia ser uma casa não apenas de simples micro-organismos, mas também de vida complexa. Os cientistas teorizaram que durante anos um oceano pode ter se escondido debaixo da superfície gelada de Europa, que ainda contém oxigênio. Depois de estudar a rapidez com que a superfície de gelo de Europa foi alimentada, o pesquisador Richard Greenberg da Universidade do Arizona, estimou em 2009 que existe bastante oxigênio no oceano subterrâneo para sustentar uma "microfauna" - organismos mais complexos de animais.

Callisto:
Os cientistas da NASA declararam Callisto "uma lua morta e chata", até a descoberta de um possível oceano salgado sob sua superfície. A sonda Galileo da NASA fez um fly-by na segunda maior lua de Júpiter em 1996 e 1997 e descobriram que o campo magnético de Calisto é variado, indicando correntes. Em 2001, a Galileu detectou que um asteróide atingiu a Lua, formando a bacia de impacto Valhalla. Normalmente, esse impacto poderia causar ondas de choque intenso através do corpo planetário, mas Galileu não conseguiu encontrar qualquer prova, levando os cientistas a teorizar que um oceano aquoso poderia ter atenuado o golpe. Os astrônomos acreditam que, se existe um oceano em Calisto, é possível que também exista vida complexa.

Titan:
Poderia esta lua gelada proporcionar um ambiente acolhedor para a vida? Os cientistas estão dando um olhar mais atenta nesta lua de Saturno para encontrar potencial para a vida muito básica, apesar da temperatura da superfície de Titan ser de - 300 graus Fahrenheit. Além disso, apesar de Titan não ter luz solar, a sonda Huygens da Nasa detectou pareciametano líquido na superfície do planeta em 2005. Considerando tudo isso, se a vida fosse encontrado em Titã, iria detonar tudo o que se entende sobre como funciona a vida. Isso significaria que a vida poderia existir em um ambiente químico completamente diferente.

Enceladus:
Quando a sonda Cassini fez um fly-by por um dos gêiseres de Encélado que vomitava gelo e gás em 2005, a sonda detectou carbono, nitrogênio, hidrogênio e oxigênio - todos os elementos-chave para apoiar os organismos vivos. Além do mais, a temperatura e densidade das nuvens poderia indicar uma fonte mais quente, aquoso abaixo da superfície. Ainda assim, nenhuma vida foi confirmada. Ainda!!A forma de vida encontrada em fontes hidrotermais submarinas e no gelo do Ártico aonde não chega à luz solar dá aos cientistas a esperança da possibilidade de que os micróbios podem sobreviver em locais semelhantes em Enceladus.

Exoplanetas:
Algumas estimativas mostram que a Via Láctea abriga em torno de 400 bilhões de estrelas e incontáveis ​​planetas extrasolares, e isso é só dentro da nossa própria galáxia. Então potencialmente existem bilhões de corpos cósmicos lá fora.Um exoplaneta é um corpo planetário que fica fora do nosso sistema solar e orbita outra estrela que não é o nosso sol. Nós só estamos explorando esses mundos somente durante a última década (o primeiro, HD 209458, foi descoberto em 1999), com dezenas de outros descobertos a cada ano com muitos compostos orgânicos Ainda assim, é uma gota no oceano e as possibilidades de outros organismos darem apoio à vida são infinitas.

Cinturão de Órion:
Um berçário estelar da Via Láctea foi recentemente investigado como uma mina de ouro em potencial para a descoberta de vida. Em maio de 2010, Herschel do Observatório Espacial da Agência Européia anunciou que a nebulosa de Orion, localizada a cerca de 1.500 anos-luz de distância da Terra ao sul do cinturão de Órion, apresentava sinais de ter vida. Observando os dados coletados pelo telescópio, os astrônomos foram capazes de detectar um padrão de picos de várias moléculas de apoio à vida: água, monóxido de carbono, formaldeído, metanol, éter dimetílico, o óxido de hidrogênio, cianeto de enxofre e dióxido de enxofre.

Estrelas gigantes vermelhas:
Em 2005, uma equipe internacional de astrônomos descobriu que a morte de estrelas gigantes vermelhas poderia agir como um desfibrilador e trazer planetas de gelo de volta dos mortos. Esse renascimento também pode levar à criação de novos fundamentos para a vida, acreditam os cientistas.Por que a Terra é tão boa em hospedagem de vida? A resposta é a localização. Estamos em uma área privilegiada com nossa estrela para manter o planeta habitável. Se estivesse muito perto, a água do nosso planeta evaporaria. Muito longe, e nós seriamos uma geladeira frígida.Logo antes de uma estrela morrer, ele explode em sua fase de gigante vermelha, a rápida expansão em dimensão e brilho, aquecem os planetas com sua radiação solar em toda parte. Se esses raios da estrela moribunda forem levados para mais de uma lua, congelada ou um exoplaneta, a camada de gelo do corpo planetário derreteria: preparando o cenário para a vida que se formaria em um oceano.

Partes inexploradas do universo:
O universo é um espaço inimaginavelmente grande cheia de planetas, estrelas, sistemas solares, nebulosas, poeira - e é impossível para nós explorar tudo. Então, talvez a vida exista como nós, apenas do outro lado do universo, onde não teremos a capacidade de encontrá-la. Outro pensamento: Será que estamos colocando a procura de vida em uma caixa que é muito limpa e arrumada? Devemos estar à procura de vida semelhantes à Terra?Tudo o que sabemos sobre a vida é que ela deve ser feita de aminoácidos, DNA, e ela precisa de água para sobreviver. Mas o astrofísico Stephen Hawking teoriza que a vida poderia existir lá fora, e não podemos sequer imaginar: a vida que não é baseada em carbono. Se for esse o caso, é possível que já tenhamos encontrado a "vida" e a perdemos porque estávamos usando a nossa "Terra" como exemplo? De qualquer forma, a busca para encontrar vida além deste planeta continua. Se os alienígenas forem encontrados, vamos esperar que eles sejam amigáveis.
Fonte: ttp://news.discovery.com  

Sonda Aurora completa missão a Vesta e parte em direção a Ceres

o protoplaneta Vesta em imagem registrada pela sonda Down a apenas 14 mil quilômetros de distância. Créditos: Nasa/JPL, Apolo11.com

A sonda interplanetária Down (Alvorada) completou recentemente parte de sua missão e após estudar o protoplaneta Vesta por mais de um ano seguiu viagem ao seu segundo objetivo, o planeta-anão Ceres. Se tudo correr como planejado, a nave chegará ao seu destino em 2015, quando dará início a uma nova fase de estudos no Sistema Solar. Junto com outros objetos, Ceres e Vesta orbitam em uma extensa zona conhecida como Cinturão de Asteroides, situada entre as orbitas de Marte e Júpiter.

Até maio de 2012, Vesta era classificado pela União Astronômica Internacional como um asteroide, mas foi "promovido" a protoplaneta pela própria entidade, após diversos estudos demonstrarem que o objeto tem mais características em comum com outros planetas do que com qualquer asteroide conhecido. A definição de protoplaneta é a de um planeta que ainda está se formando, mas no caso Vesta essa fase foi interrompida. Para os cientistas, essa interrupção tornou Vesta um corpo celeste mal acabado, sendo considerado um autêntico fóssil rochoso que preservou os primeiros eventos da história do Sistema Solar.

Vesta tem 530 quilômetros de diâmetro e é o segundo objeto mais massivo dentro do cinturão. O ex-asteroide é conhecido há mais de 200 anos e sempre foi observado com relativa facilidade por telescópios de solo ou espaciais, mas foi com auxílio da nave Down que o objeto passou a ser estudado e visto com maior riqueza de detalhes. Os primeiros estudos mostram que Vesta é uma sobra dos primórdios do Sistema Solar, parte de um dos blocos básicos que deram origem aos planetas rochosos como a Terra. Sua superfície, antiga e craterada é um sinal claro dos grandes impactos comuns na época de formação do Sistema.

A baixa gravidade também contribuiu para as características marcantes de sua superfície e permitiu a formação de gigantescos penhascos e uma enorme montanha com cerca de duas vezes o tamanho do Monte Everest. Dados coletados pela Down também mostram que Vesta tem formação similar à da Terra e da Lua e ao que tudo indica é composto por um núcleo de ferro recoberto por manto e crosta. Estudo recente publicado pela revista especializada Science indica que no passado Vesta abrigava um oceano subterrâneo de magma. Alguns trabalham sustentam que Vesta seja o principal responsável pela grande quantidade de meteoritos que chega anualmente à Terra.

Destino: Ceres
Planeta-anão Ceres visto pelo telescópio espacial Hubble, em 2003. Créditos: Nasa/JPL, Apolo11.com.

Lançada em setembro de 2007, a sonda entrou na orbita de Vesta em 16 de julho de 2011 e ali permaneceu até o início de setembro de 2012, quando seus foguetes de íons a impulsionaram rumo à segunda fase de sua missão, o planeta-anão Ceres. Com 950 km de diâmetro, Ceres é o corpo mais maciço da região do Cinturão de Asteroides. Sozinho, sua massa corresponde a um terço de toda a massa do cinturão. Mesmo sendo um objeto próximo da Terra (atualmente está a 350 milhões de km do nosso planeta), Ceres é pouco conhecido e explorado.

Imagens feitas em 1995 com auxílio do telescópio espacial Hubble mostraram um grande ponto escuro em sua superfície, que se acredita esteja relacionado a uma grande cratera. No entanto, novos registros feitos em 2003 revelaram a existência de um pequeno ponto branco de origem ainda não determinada, mas o ponto negro não estava mais presente nas cenas. Se tudo correr como planejado, a nave deve chegar ao planeta-anão em fevereiro de 2015. A julgar pelas imagens feitas do protoplaneta Vesta, a superfície ceresiana começará em breve a revelar seus mistérios. Até lá, só nos resta esperar.

Cometa recém-descoberto será mais brilhante que a Lua ao passar próximo de Marte em 2013

Um fraco ponto de luz na constelação de Câncer deve tornar-se mais brilhante entre no céu no final de 2013. Os astrônomos russos Artyom Novichonok e Vitali Nevski da Internacional Scientific Optical Network (ISON) avistaram um objeto celeste classificado oficialmente pela União Astronômica Internacional como um cometa, batizado de 2012 S1. Ele passará entre Saturno e Júpiter, a mais de 990 milhões de quilômetros da Terra, mas como a gravidade do Sol irá atraí-lo, deverá passar a 10 milhões de quilômetros de Marte, permitindo registros fotográficos inacreditáveis através da sonda Curiosity que está vasculhando o solo marciano.

À medida que se aproxima do Sol, o gelo do objeto de 3 quilômetros de largura começará a derreter, formando uma impressionante “cauda” com poder reflexivo da luz solar. Dependendo do tamanho total da “cauda”, o brilho poderá ser superior ao do nosso satélite natural em dias de lua cheia. Se ele fizer jus às expectativas, este cometa pode ser um dos mais brilhantes da história”, comentou o astrônomo Raminder Singh Samra, em entrevista ao Wired UK. No entanto, Samra alertou que os cometas dos últimos anos não conseguiram alcançar os níveis de brilho que era esperado. A intensa radiação solar conseguiu destruir vários cometas a milhões de quilômetros de distância. Apesar de algumas previsões sugerirem que ele pode tornar-se tão brilhante quanto uma lua cheia ou ser visível na luz do dia, devemos ser cautelosos ao prever e falar sobre um cometa”, concluiu.
Fonte: Jornal Ciência

Cientistas encontram cúmulo de estrelas com dois buracos negros

Trata-se dos primeiros buracos negros, situados em um cúmulo, detectados por emissões de rádio ao invés de raios-X, o que significa que estariam aumentando de tamanho
Cientistas americanos encontraram um cúmulo de estrelas, dentro da Via Láctea, no qual foram detectados dois buracos negros ao invés de um, segundo publicou nesta quarta-feira, 3, a revista científica britânica "Nature". O cúmulo globular M22, formado por até um milhão de estrelas, contém pelo menos dois buracos negros, uma descoberta que modifica a teoria mais sólida até o momento. Segundo esta mesma teoria, nestes agrupamentos de estrelas são gerados centenas de buracos negros, mas a maioria deles é expulso para o exterior por conta da força gravitacional, fazendo com que só um permaneça dentro do cúmulo.

"Os processos físicos que esperamos que aconteçam estão, de fato, tendo um lugar no cúmulo. Os buracos negros são mais maciços que as estrelas, o que faz com que migrem ao centro do cúmulo e interajam entre eles, o que por sua vez faz com que muitos buracos negros sejam expulsos do agrupamento", explicou à Agência Efe o astrônomo Jay Strader, da Michigan State University (EUA). No entanto, a descoberta de dois buracos negros em um cúmulo demonstra que seu processo de expulsão não é tão eficiente como diz a maioria das teorias.

"Quando restam poucos buracos negros, não acho que interajam e se expulsem entre eles tão rapidamente, por isso que alguns permanecem mais tempo do que se pensava até agora", acrescentou o pesquisador. De fato, Strader estima que este cúmulo, situado na constelação de Sagitário e que orbita em torno da Via Láctea como se fosse um satélite, poderia abrigar uma população de cerca de cinco a 100 buracos negros. A descoberta aconteceu a partir de imagens da M22, um dos cúmulos de estrelas mais próximos da Terra, obtidas pelo Very Large Array (VLA), um observatório radio-astronômico situado no Novo México (EUA).

A equipe de Strader calculou, além disso, que a massa de cada um destes buracos negros variaria entre 10 e 20 vezes a do Sol. Outros pesquisadores tinham detectado a coexistência de mais de um buraco negro em outros cúmulos, mas até agora tinha sido impossível determinar suas massas. Strader ressaltou que estes são os primeiros buracos negros, situados em um cúmulo, que são detectados por emissões de rádio ao invés de raios-X, o que significa que estariam aumentando de tamanho.
Fonte: ESTADÃO

NGC 7293: A Nebulosa da Hélice

Crédito da imagem e direitos autorais: Martin Pugh
A apenas setecentos anos-luz de distância da Terra, na constelação de Aquarius, uma estrela parecida com o Sol, está morrendo. Os últimos milhares de anos foram necessários para produzir a Nebulosa da Hélice, ou NGC 7293, um exemplo próximo e muito bem estudado de um objeto conhecido como Nebulosa Planetária, típica da fase final da evolução estelar. Um total de 58 horas de exposição foram necessárias para criar essa visão profunda da nebulosa, mostrada acima. Acumulando dados de banda limitada das linhas de emissãoo dos átomos de hidrogênio em vermelho e dos átomos de oxigênio em tonalidades azul esverdeada, a imagem acima mostra detalhes surpreendentes da região brilhante interna da nebulosa, com aproximadamente 3 anos-luz de diâmetro, mas também mostra as feições mais apagadas do halo externo que faz com que a nebulosa se espalhe por mais de 6 anos-luz. O ponto branco no centro da Hélice é a estrela central quente da Nebulosa Planetária. Com uma aparência simples a uma primeira vista, entende-se atualmente que a Hélice tenha uma geometria surpreendentemente complexa.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap121004.html
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