11 de out de 2012

Grandes Missões da Nasa - Colônia Lunar da NASA

36 anos depois que os 17 astronautas da Apollo deixaram a superfície da lua, a NASA se prepara para retornar. O programa Constellation pretende pousar a próxima geração de astronautas na Lua em 2020. Este interesse renovado na exploração lunar é parte de um objetivo mais amplo, uma missão tripulada bem-sucedida a Marte e outros destinos do Sistema Solar. Em janeiro de 2004, o então Presidente George W. Bush anunciou planos para um novo capítulo da exploração espacial. Ele sugeriu o retorno de seres humanos à Lua como preparação para a exploração humana de Marte.

O plano incluía aposentar o Ônibus Espacial ( ja aposentado) e substituí-lo por um novo Veículo de Exploração Tripulado, capaz de transportar cargas pesadas não só até a Estação Espacial Internacional, mas também para missões de longa duração a Marte. As missões Órion equivalem ao que a Mercury e Gemini foram para a Apollo na Lua: servem para testar os sistemas e tecnologias necessárias para missões longas em Marte. Para realizar esta ambição, a NASA inspira-se no sucesso de suas explorações tripuladas anteriores. Uma combinação entre as tecnologias da Apollo e do Ônibus Espacial, aliada a contribuições de ponta de todos os 10 centros da NASA, está criando a espaçonave Órion e veículos de lançamento.

“Pense nela como uma Apollo ‘turbinada’", afirmou o chefe da NASA, Michael Griffin, ao anunciar o plano de exploração lunar de 104 bilhões de dólares em 2005. A Órion é uma fusão de tecnologias aeroespaciais já existentes. Será lançada com motores, potentes foguetes lançadores e um grande tanque de combustível externo do programa do Ônibus Espacial. No entanto, não irá carregar o módulo da tripulação como seus predecessores. Ela irá se posicionar no alto, como a Freedom 7 e a Friendship 7 das missões tripuladas Mercury. Isso irá aumentar a segurança, evitando que destroços possam danificar o veículo tripulado, como aconteceu com o Ônibus Espacial Columbia em 2003. O Columbia foi destruído na reentrada depois que placas de isolamento térmico danificaram sua asa esquerda durante o lançamento.

ÓRION
A Órion possui design modular, como seus antepassados das missões Mercury, Gemini e Apollo. A espaçonave consiste em um sistema de aborto de lançamento localizado no alto do conjunto, um módulo tripulado, um módulo de serviço e um adaptador. O módulo tripulado, também chamado de veículo de exploração, se baseia na cápsula em forma de cone da Apollo, e acomodará até seis tripulantes em 11 metros cúbicos. O ponto de partida nesta nova missão será a primeira visita da cápsula à Estação Espacial Internacional, onde entregará cargas e dois tripulantes antes de prosseguir em direção à Lua. A missão Órion será capaz de pousar os quatro tripulantes remanescentes na superfície da Lua. É o dobro da capacidade das missões Apollo, que mantinha um dos astronautas de sua tripulação de três pessoas orbitando no módulo de serviço.

EXPEDIÇÃO EM DOIS ESTÁGIOS
A expedição não sera lançada de uma só vez, como as missões Apollo. Altair, o aterrissador lunar da Órion, irá viajar ao espaço separadamente do Ares V, O Estágio de Partida da Terra. Os dois lançamentos irão posicionar todos os componentes na órbita baixa da Terra, onde irão atracar durante um rendezvous (ponto de reunião), antes de avançar em direção à Lua. Este procedimento também será diferente das missões Apollo, em que o aterrissador atracava na órbita lunar antes de descer à superfície.

ONDE POUSAR
Diferente do programa Apollo, que pousou os astronautas no equador lunar, a região do pólo sul, mais especificamente a Cratera Shackleton, é o local escolhido para missão Órion. A cratera é adjacente a uma área permanentemente escura que pode conter água congelada, essencial para que futuras bases permanentes “vivam da terra”.  Para identificar os recursos e perigos potenciais, o Orbitador de Reconhecimento Lunar irá fazer explorar a Lua no fim de 2008. Ele irá enviar imagens de alta qualidade da superfície dos pólos lunares, com resoluções de até 1 metro.

CAMINHANDO NA LUA
A missão Órion pretende enviar quatro astronautas para explorar a Lua por até sete dias. Eles irão superar o recorde da Apollo 16, quando John Young e Charlie Duke permaneceram na Lua por 3 dias. A NASA prevê que as missões futuras irão se estender por seis meses. As tarefas específicas dos astronautas da Órion incluem experimentos de alto interesse científico e a exploração de futuros locais para postos avançados.

A VISÃO
A NASA pretende levar novamente o homem à Lua em 2020. Será a primeira de uma série de missões que irá culminar com a instalação de uma base lunar permanente. Mas um posto avançado habitável requer uma infra-estrutura considerável, e a “missão de entrega de carga no posto avançado lunar” planejada pela NASA será capaz de transportar 20 milhões de toneladas de equipamentos para construir esta instalação. Os benefícios evidentes desta base permitirão que os astronautas se preparem para uma viagem a Marte.
Fonte: Discovery Brasil

Estudo indica que Vesta já teve campo magnético

Imagem do asteróide Vesta, tirada pela sonda Dawn, é parte de uma sequência caracterizada feita em julho de 2011, a uma distância de 5,2 mil km.Foto: Nasa/Divulgação
Estudos anteriores já indicavam que o gigantesco asteroide Vesta, o segundo maior do Sistema Solar (ou maior, já que Ceres é considerado um planeta-anão pela União Astronômica Internacional), teve nos seus primórdios um campo magnético, algo que hoje pode ser exclusivo de alguns planetas. Agora, um meteorito encontrado na Antártida e que teria partido de Vesta contém fortes indícios de que a pedra de 500 km já teve esse campo, o que pode dar fim à discussão. O estudo foi divulgado nesta quinta-feira na Science. Os cientistas acreditam que Vesta teve um núcleo de metal líquido que, ao se movimentar, funcionava como um dínamo e criava um campo magnético, assim como acredita-se que ocorre hoje na Terra. No nosso planeta, ele serve como um escudo protetor contra os perigosos raios vindos do espaço, em especial do Sol. O menor corpo do Sistema Solar que ainda tem esse dínamo ativo é Mercúrio.

Pesquisas anteriores acharam em meteoritos vindos do asteroide indícios da presença de um campo magnético, mas não foram considerados conclusivos devido ao material de que eram constituídos. Agora, um estudo de um meteorito encontrado em 1981 na Antártida pode colocar um ponto final nessa discussão. Segundo pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), das Universidades de Harvard, Berkeley (estes três nos Estados Unidos) e Aix-Marseille (França), essa pedra contêm "excelentes propriedades de gravação magnética". Os pesquisadores acreditam que o meteorito veio de Vesta devido à sua "assinatura" particular de isótopos de oxigênio. Os cristais do meteorito indicam que esse campo magnético se formou há cerca de 3,69 bilhões de anos, nos primórdios do Sistema Solar (dados recentes da sonda Dawn indicam que Vesta foi um planeta que parou seu desenvolvimento no meio do caminho).

O artigo afirma que Vesta ainda deve ter campos magnéticos menores em sua crosta "porque eventos de impacto dificilmente desmagnetizariam toda a superfície". A sonda Dawn, infelizmente, não tinha instrumentos para medir um possível campo magnético no local. Segundo os autores, o estudo pode ajudar a entender como a Terra e os outros planetas rochosos se formaram.  Acredita-se que os planetas como a Terra se formaram do sucessivo crescimento e acreção de objetos protoplanetários com menos de 1 mil km de diâmetro. Uma fração desses protoplanetas sobreviveram na atualidade e incluem Vesta, o segundo asteroide mais massivo. Em particular, a alta densidade de Vesta, a crosta basáltica primordial e o grande tamanho indicam que ele é um remanescente intacto do início do Sistema Solar que escapou de eventos de colisão catastróficos. Vesta, portanto, provê uma oportunidade para caracterizar os blocos de construção dos planetas rochosos", diz o artigo.
Fonte:Terra

As exoluas podem nos dar vislumbres reais de possíveis mundos habitáveis

Os planetas são aclamados como possíveis candidatos em abrigar a vida humana ou de outros seres, mas quando analisamos melhor vemos que as exoluas podem ser as “estrelas deste palco”. Os cientistas desenvolvem pesquisas utilizando imagens que fornecem pistas inéditas sobre a capacidade das luas em suportar vida, fornecendo “assinaturas químicas” através de técnicas inovadoras. Até o momento, 800 planetas (também chamados de exoplanetas) foram encontrados fora do Sistema Solar utilizando métodos indiretos. Uma das técnicas utilizadas é verificar o escurecimento do brilho de uma estrela quando um planeta passa em sua frente.

Os pesquisadores dizem que este método é eficaz, mas quando a procura é por planetas rochosos parecidos com a Terra, a coisa muda de figura. A questão principal é a necessidade de distância adequada. As estrelas com grande brilho precisam estar distantes o suficiente de seus planetas para que os cientistas possam identificar de modo razoável o escurecimento quando um planeta passar em sua frente, caso contrário o brilho ofuscará totalmente a passagem e nada será visível. Isso significa que a maioria dos planetas encontrados atualmente estava fora da chamada zona habitável, uma região não muito distante e nem tão próxima da estrela, possibilitando a conservação de água líquida. Algumas técnicas levam em consideração o calor do planeta, mas neste caso eles podem ser jovens demais para abrigar vida, com temperaturas bastante elevadas.

Aquecimento de Maré

Luas que orbitam Júpiter podem sofrer severamente com a ação gravitacional do gigante gasoso, sendo esticadas e amassadas constantemente, mantendo o seu interior aquecido. Este processo, chamado de aquecimento de maré, é conhecido por manter o calor estável. Os pesquisadores descobriram que para uma lua ser detectada através do calor por telescópios terrestres como Keck no Havaí ou por espaciais como o Hubble e o Spitzer, elas devem ter temperatura em torno de 700º C, algo muito escaldante para existir possibilidade de abrigar vida.
Futuros telescópios conseguirão identificar luas em temperaturas mais baixas. O James Webb Space Telescope será capaz de identificar exoluas em temperaturas extremamente confortáveis, em torno de 27ºC.

Fenômeno Desfavorável

O calor gerado em uma lua pela compressão da gravidade de um imenso planeta não pode ser visto como uma “benção” para a possibilidade do desenvolvimento de vida. A compressão gera calor, mas também pode provocar atividades sísmicas e criar imensos vulcões, expelindo gases sulforosos e tóxicos. O que isso significa na prática? A manutenção de temperatura em uma lua através do fenômeno de aquecimento de maré é uma “faca de dois gumes”. Enquanto o fenômeno possibilita temperaturas agradáveis acima dos 0ºC, a atividade vulcânica na superfície pode tornar a lua um ambiente infernal, impossibilitando o desenvolvimento de formas primitivas de vida. Os pesquisadores ainda não sabem se a existência de luas fora do Sistema Solar é algo extremamente comum ou inacreditavelmente raro, só maiores explorações com instrumentos avançados para responder essa dúvida. As novas tecnologias que serão aplicadas nas próximas décadas abre caminho para a tentadora possibilidade de “exomundos”, derrubando o mito de que a vida possa existir em planetas distantes. Talvez, a vida já exista, mas em corpos celestes que poucos dão o devido valor: as luas.
Fonte: Jornal Ciência

A Importância do Bóson de Higgs

Encontrar uma nova partícula resolve um problema e começa outro

Quando físicos do Grande Colisor de Hádrons, no CERN, anunciaram a descoberta de uma nova partícula, em 4 de julho, não a chamaram de “o bóson de Higgs”. Isso não foi apenas a típica cautela científica: também significou que o anúncio vem em um momento significativo. Estamos no fim de décadas de uma odisseia teórica, experimental e tecnológica, e também no início de uma nova era na física.

A busca por essa partícula surgiu a partir de uma única frase no artigo de 1964 do físico Peter Higgs, da University of Edinburgh, na Escócia. Na época, o que atualmente chamamos de Modelo Padrão da física de partículas, que descreve todas as partículas elementares conhecidas, só estava começando a esfriar. O Modelo Padrão faz centenas de previsões testáveis e, nas décadas seguintes à sua origem, provou-se sempre correto. O bóson de Higgs era a última peça do quebra-cabeça, unindo todas as partículas conhecidas da matéria (férmions) e os transportadores das forças que agem sobre elas (bósons). Isso forma uma atraente imagem do funcionamento do mundo subatômico, mas ainda não sabemos se essa imagem é apenas parte de um cenário maior.

O modelo padrão é baseado, em parte, na simetria eletrofraca, que une o eletromagnetismo e a força fraca. Mas as partículas que transportam essas forças têm massas muito diferentes, evidenciando que a simetria está quebrada. Coube aos teóricos explicar a divergência de forças. Em 1964, três artigos diferentes – de Higgs, de François Englert e Robert Brout, e de Gerald Guranik, Carl Hagen e Tom Kibble – em nosso periódico Physical Review Letters, mostraram que um oceano quântico onipresente chamado campo de spin-0 poderia operar a quebra de simetria. Higgs mencionou que esse oceano tinha ondas que correspondiam a uma nova partícula – o bóson que acabou batizado com seu nome.

Essa partícula, fundamental para o Modelo Padrão, foi provavelmente a mais difícil de identificar – exigiu gerações de colisores cada vez maiores para produzir um número significativo de colisões suficientemente energéticas. Mas completar o Modelo Padrão dificilmente põe fim à física de partículas. A descoberta do Higgs pode na verdade apontar o caminho para o que está além do reino dessa venerada teoria. Físicos experimentais ainda devem verificar se a nova partícula é um bóson de Higgs de spin-0. Em seguida, devem testar, com grande precisão, como o Higgs interage com outras partículas. Enquanto escrevemos, seus resultados não estão exatamente de acordo com as previsões, o que poderia ser apenas uma flutuação estatística ou um sinal de algum efeito mais profundo. Enquanto isso, os físicos experimentais têm de continuar obtendo dados para ver se existe mais de um bóson de Higgs.

Esses testes são importantes porque teóricos construíram muitos modelos hipotéticos que põem o Modelo Padrão em um quadro teórico maior e muitos deles preveem vários bósons ou desvios dos pareamentos comuns. Os modelos incluem mais férmions, mais bósons e até mais dimensões espaciais. O quadro teórico mais estudado é a supersimetria, que propõe que cada férmion conhecido tem um bóson companheiro ainda não descoberto e que cada bóson conhecido tem um férmion companheiro. Se a supersimetria estiver correta, não há apenas um bóson de Higgs, mas pelo menos cinco. Então estamos apenas começando a explorar novos horizontes. —Robert Garisto e Abhishek Agarwal
Fonte: http://www2.uol.com.br

Estudo de nebulosas mostra como o Sol vai morrer

O registro do Chandra (em rosa, no centro da nebulosa) é combinado a uma observação de um telescópio óptico.Foto: Nasa/Divulgação
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Rochester, em Nova York, divulgaram uma série de imagens de nebulosas planetárias feitas pelo telescópio Chandra. Os registros fazem parte de um estudo desse tipo de objeto - que pode representar o futuro do Sistema Solar. O equipamento é administrado pela Nasa e pelo Observatório Smithsonian, da Universidade de Harvard. O estudo foi publicado no The Astronomical Journal. Os cientistas acreditam que o Sol - daqui a bilhões de anos - vai esgotar o hidrogênio de seu núcleo e, por causa disso, vai inchar e se tornar em uma estrela vermelha. As camadas mais externas da estrela começarão a emitir material até que no final sobrará apenas o núcleo - uma anã branca. O forte vento solar vai empurrar esse material e formará uma nebulosa planetária.

Para entender melhor esse processo, os pesquisadores registraram 21 dessas estruturas com até 5 mil anos-luz de distância da Terra. Além disso, a pesquisa incluiu observações de outras 14 nebulosas que já haviam sido registradas pelo Chandra. O equipamento registra raios-X que, nos casos dessas nebulosas, os cientistas acreditam ser causado por ondas de choque dos rápidos ventos solares que colidem com o material ejetado. Ao comparar essas imagens com registros ópticos, os astrônomos afirmam ter encontrado conchas compactas que foram criadas por fortes ondas de choque. Segundo eles, essas conchas não têm mais que 5 mil anos, o que indica a frequência com que as ondas ocorrem.

Cerca de metade das nebulosas estudadas tinham fontes de raios-X pontuais no centro, onde fica a anã branca, o que indica que essa estrela tem outra companheira nesses casos. Os cientistas afirmam que novos estudos serão necessários para entender o papel de uma estrela companheira na formação da estrutura de uma nebulosa planetária. O nome "nebulosa planetária" na verdade nada tem a ver com planetas. Quando esses objetos começaram a ser vistos, os astrônomos os acharam parecidos com os planetas Urano e Netuno nos fracos telescópios da época. O termo foi cunhado por William Herschel no século 18.
Fonte: Terra

Planeta 'vizinho' é provavelmente feito de grafite e diamante, diz estudo

'Superterra' 55 Cancri fica na constelação de Câncer, a 41 anos-luz de nós. Telescópio espacial Spitzer já havia detectado que corpo celeste emite luz.
Ilustração do interior do planeta 55 Cancri revela superfície de grafite e uma grossa camada de diamante logo abaixo; mais no interior, há formação de silício e ferro fundido  (Foto: Haven Giguere/Yale University/Reuters)
 
Uma nova pesquisa liderada por cientistas da Universidade de Yale sugerem que um planeta rochoso com um tamanho equivalente ao dobro do planeta Terra e que está orbitando uma estrela próxima é um planeta de diamante.  Essa é a primeira vez que nós temos uma pista de um mundo rochoso com uma composição química fundamentalmente diferente da Terra”, disse o pesquisador líder Nikku Madhusudhan, um pesquisador de pós-doutorado em física e astronomia da Universidade de Yale. “A superfície desse planeta, muito provavelmente é coberta de grafite e diamante, em vez de água e granito. O artigo que relata a descoberta foi aceito para publicação no Journal Astrophysical Letters e é apresentado no final desse post. O planeta, chamado de 55 Cancri e, tem um raio duas vezes maior que o raio da Terra, e tem uma massa oito vezes maior, fazendo dele uma super-Terra. Ele é um dos cinco planetas que orbitam a estrela parecida com o Sol , 55 Cancri, que está localizada a 40 anos-luz de distância da Terra, e é visível a olho nu na constelação de Câncer. O planeta orbita a estrela a uma super velocidade, seu ano dura 18 horas, em contraste com os 365 dias da Terra. Ele também é extremamente quente, com temperaturas de aproximadamente 3900 graus Fahrenheit, fazendo com que ele seja um mundo muito hostil para ser habitado.

O planeta foi o primeiro a ser observado transitando sua estrela no ano passado, permitindo assim que os astrônomos pudessem medir seu raio pela primeira vez. Essa nova informação combinada com as mais recentes estimativas sobre sua massa, permitem que os pesquisadores possam inferir sua composição química usando modelos de interior de planetas e computando todas as possíveis combinações de elementos e compostos que dariam a ele essa característica específica. Os astrônomos já haviam relatado anteriormente que a estrela hospedeira tinha mais carbono que oxigênio, e os pesquisadores agora confirmaram que quantidades substanciais de carbono e sílica e a falta de gelo de água estavam disponíveis durante a formação do planeta.

Os astrônomos também acreditavam que o 55 Cancri e continha uma quantidade substancial de água super aquecida, com base na premissa de que sua composição química era semelhante à da Terra. Mas a nova pesquisa sugere que o planeta não tem água e parece ser composto primariamente por carbono (como grafite e diamante), ferro, sílica e possivelmente alguns silicatos. O estudo estima que no mínimo um terço da massa do planeta, o equivalente a aproximadamente três vezes a massa da Terra, poderia ser de diamante. Em contraste com o interior da Terra que é rico em oxigênio, mas extremamente pobre em carbono, menos de uma parte em mil”, disse o co-autor e geofísico da Yale, Kanani Lee. A identificação de uma super-Terra rica em carbono significa que distantes planetas rochosos podem não ser assumidos por ter constituintes químicos, interiores, atmosferas ou biologias similares da Terra. A descoberta também abre novas avenidas para o estudo dos processos geoquímicos e geofísicos em planetas alienígenas do tamanho da Terra. Uma composição rica em carbono poderia influenciar a evolução térmica do planeta e as placas tectônicas, por exemplo, com implicações para o vulcanismo, a atividade sísmica e a formação de montanhas. “As estrelas são simples, com a massa e a idade da estrela você consegue descobrir sua estrutura básica e sua história”, disse David Spergel, professor de astronomia e de ciências astrofísicas da Universidade de Princeton, que não é co-autor do trabalho. “Planetas são muito mais complexos.

 Essa super-Terra rica em diamante é provavelmente apenas um exemplo do rico conjunto de descobertas que esperam por nós à medida que começamos a explorar os planetas ao redor de estrelas próximas”. Em 2011, Madhusudhan liderou a primeira descoberta de uma atmosfera rica em carbono em um planeta gigante gasoso distante, abrindo a possibilidade de planetas rochosos ricos em carbono há muito tempo teorizados, ou simplesmente chamados de planetas diamantes. A nova pesquisa representa a primeira vez que os astrônomos identificaram um planeta de diamante ao redor de uma estrela parecida com o Sol e especificaram sua composição química. Observações posteriores da atmosfera do planeta e estimativas adicionais da composição estelar podem fortalecer a descoberta da composição química do planeta.
Fonte: http://news.yale.edu

Astrônomos da UFRGS descobrem novo satélite na Via Láctea

Segundo pesquisadores, descoberta é inédita entre astrônomos brasileiros. Objeto está ligado ao processo de formação da nossa galáxia
Aglomerado estelar Balbinot 1 é composto pela concentração de estrelas bem tênues, vistas ao centro da imagem (Foto: Divulgação/Canada France Hawaii Telescope/UFRGS)
Pesquisadores do Departamento de Astronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA) fizeram uma descoberta rara. Eles encontraram um novo satélite na Via Láctea. Trata-se de um aglomerado de estrelas situado no halo da galáxia, a uma distância de 108 mil anos-luz do Sistema Solar. Segundo os astrônomos, é o primeiro satélite nos confins do halo estelar cuja descoberta teve como protagonistas astrônomos brasileiros. "É uma descoberta bem rara, identifica um objeto que está se dissolvendo. Nossa galáxia é composta da dissolução de corpos como esse. Descobrimos um resquício de um dos objetos que ajudou a formar nossa galáxia", disse ao G1 o aluno de doutorado do Instituto de Física da UFRGS, Eduardo Balbinot, que batizou a estrela.

Sob a orientação do pesquisador Basílio Santiago e com a colaboração de outros pesquisadores do LIneA, Eduardo desenvolveu um código, chamado de FindSat, que busca por sobredensidades em mapas de estrelas gerados por grandes levantamentos de dados aos quais o laboratório tem acesso. Essas sobredensidades atestam a existência desses pequenos sistemas estelares coesos, como um aglomerado estelar ou uma galáxia anã, sobrepostos às demais estrelas da Via Láctea. O objeto encontrado pelos pesquisadores brasileiros foi batizado de Balbinot 1.

Segundo o Departamento de Astronomia da UFRGS, a importância desses satélites está ligada ao processo de formação de galáxias e outras estruturas no Universo. Acredita-se atualmente que uma galáxia grande como a nossa se formou ao longo de mais de 10 bilhões de anos num processo aglutinação gravitacional de objetos menores. Esses satélites, como Balbinot 1, são os remanescentes deste processo. Os objetos do halo, em especial, são velhos, funcionando como "testemunhas oculares" deste cenário hierárquico de formação, pelo qual sistemas de baixa massa se aglutinam para formar galáxias grandes. Ainda de acordo com os pesquisadores, satélites do halo são mais difíceis de detectar, pois estão em geral muito distantes de nós. Balbinot 1, em especial, foi um grande desafio, pois contém pouco mais de 200 estrelas, o que o torna um dos satélites de menor massa dentre todos os já descobertos.
Fonte: G1

Via Láctea: Um buraco negro no meio de tudo

Um mapa detalhado do centro da nossa galáxia, a Via Láctea, sugere que lá se esconde um gigantesco buraco negro, o astro mais denso que pode existir no Universo. Não há certeza, mas as evidências recentes indicam que ele existe mesmo.

Imagem divulgada pela Nasa do buraco negro supermassivo Sagitário A, que fica no centro da Via Láctea

Situado na periferia da Via Láctea, o Sol é uma estrela relativamente solitária. Num raio de 4 anos-luz não há nenhuma outra estrela além dele. Em comparação, a região central da galáxia parece um vespeiro, um lugar apertado e violento, repleto de matéria e energia. Lá, num espaço equivalente ao que cerca o Sol (quase 40 trilhões de quilômetros), existe não uma, mas pelo menos 1 milhão de estrelas. Foi por isso, em parte, que há pouco mais de vinte anos a comunidade astronômica aceitou bem a sugestão inusitada de dois cientistas ingleses, Donald Lynden-Bell e Martin Rees. Em 1971, observando o brilho que vem do coração da galáxia, eles propuseram a idéia de que ali reside um monstro: um buraco negro gigante.
 
Para se ter uma idéia, o estranho astro concentraria a massa de 1 milhão de sóis. E num volume incrivelmente pequeno, no qual, em condições normais, caberiam somente quatro sóis e meio! Por causa dessa característica, a força gravitacional dos buracos negros fica concentrada de maneira absurda. A tal ponto que nem a luz, a coisa mais rápida que existe, pode escapar de sua superfície. Ainda mais grave é a situação das estrelas muito próximas – elas tendem a ser simplesmente destroçadas pelo buraco negro. Depois disso, sua matéria seria engolida por ele, gerando a energia luminosa que se vê no centro galáctico. Essa tese é plausível justamente devido ao grande número de estrelas existentes por lá. Estima-se que há pelo menos 300 astros numa vizinhança perigosa da superconcentração gravitacional.
 
“As observações mais recentes indicam que o buraco negro esmaga e engole os destroços de uma ou duas estrelas por ano”, disse à SUPER por telefone o radioastrônomo americano Farhad Yusef-Zadeh, da Universidade do Noroeste, em Illinois, Estados Unidos. Há anos ele tenta associar a matéria das estrelas ao objeto central da Via Láctea.
 
A evidência vem do gás interestelar -
O astrônomo Yusef-Zadeh explica que não dá para dizer com segurança se a esfera negra existe realmente. “Mas na minha opinião os sinais de sua presença são muito fortes.” No início deste ano, o cientista americano usou as pistas mais importantes já coletadas para montar um mapa detalhado do coração da galáxia (veja o infográfico ao lado). O indício decisivo são os movimentos alucinantes de gases, que ficam rodopiando no centro galáctico.

É provável que a matéria gasosa venha das estrelas partidas pela esfera negra. Observações feitas no final do ano passado comprovam que há um grande grupo de estrelas gigantes muito perto do centro. O grupo pode ser o “rebanho” que alimenta a fera. O gás é arrancado pela força do buraco e despenca para o seu interior numa vasta espiral, atingindo temperaturas da ordem de milhões de graus Celsius. Por isso, brilha com grande intensidade. O jorro de luz é tão forte que uma parte da matéria, em vez de ser arrastada para o buraco, é soprada para longe.
 
O problema, agora, é identificar o próprio buraco negro, que não emite luz. Todo o seu brilho sai da nuvem à sua volta. Mas ela fica o tempo todo escondida pelas massas de estrelas e pela poeira de átomos que existem entre o centro da Via Láctea e a Terra. Só duas formas de luz, as ondas de rádio e os raios infravermelhos, passam com mais facilidade pelos obstáculos. Por essa razão, é grande a expectativa em torno de um novo telescópio de raios infravermelhos, o ISO, lançado pela Comunidade Européia no início de novembro. Dois dias depois, ele já estava em ação, contou à SUPER o brasileiro José Antônio de Freitas Pacheco, atualmente diretor do Observatório de Nice, perto de Paris. “O ISO certamente vai espiar o centro da galáxia e pode resolver de vez o enigma que existe por lá.”
 
Com violência no coração
Estrelas destroçadas ou varridas por jatos de luz são os indícios de que há um buraco negro gigante no centro da Via Láctea. Veja neste infográfico o que já foi possível descobrir sobre a região.
 
Sopro de luz
Dados do final do ano passado confirmam que estas estrelas, a cerca de 10 trilhões de quilômetros do centro, estão sendo varridas por um vento de partículas e luz fortíssima. Um efeito indreto da energia do buraco negro.
Gigantes torturadas
Estrelas que estaria perto o bastante para serem não apenas atraidas, mas "rasgadas" pela força do monstro, do qual estariam a 1 trilhão de quilômetros. O que se observa com certeza é a grande velocidade do gás que parace estar despencando para o centro.

Surpermassa
Pelos movimentos rápidos das estrelas e nuvens de gás próximas, estima-se que no centro galáctico exista um objeto cuja massa seria 1 milhão de vezes maior que a do Sol.
 
Vórtice luminoso
Antes de cair no buraco negro, o gás arrancado de estrelas próximas gira com velocidade próxima à da luz e temperatura superior a 100 000 graus Celsius. O próprio buraco negro não tem brilho. Sua luz vem desta espiral de gás.
Fonte: Super.abril.com.br

Auroras sobre o Planeta Terra

Crédito da imagem: NASA, NOAA, GSFC, Suomi NPP, Earth Observatory,processando por Jesse Allen e Robert Simmon
A América do Norte a noite é fácil de ser reconhecida nessa imagem feita da órbita do nosso planeta pelo satélite Suomi-NPP no dia 8 de Outubro de 2012. As espetaculares ondas de luz visível que aparecem rolando sobre as províncias canadenses de Quebec e Ontário na metade superior da imagem, são as luzes do norte, ou auroras boreais. Circulando os polos da Terra e se estendendo até latitudes mais baixas, as impressionantes auroras registradas durante esses últimos dias se devem a fortes tempestades geomagnéticas. Essas tempestades, por sua vez, foram geradas por uma ejeção de massa coronal ocorrida entre 4 e 5 de Outubro de 2012, e que impactou a magnetosfera da Terra, três dias depois. As cortinas de luz brilham a aproximadamente 100 quilômetros acima da superfície e são formadas por partículas carregadas e aceleradas na magnetosfera de modo a excitar os átomos de oxigênio e nitrogênio na atmosfera superior.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap121011.html
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