15 de out de 2012

M27: Não é um cometa

Créditos e direitos autorais : Nik Szymanek, w/Faulkes Telescope North
Nascido em 26 de junho de 1730, o astrônomo Charles Messier vasculhou o céu francês do século 18 em busca de cometas. Para evitar confusões e ajudar na sua caça a cometas, ele diligentemente gravou esse objeto como número 27 na sua lista de coisas que definitivamente não eram cometas. Na verdade, os astrônomos do século 21 viriam a classificá-lo como uma Nebulosa Planetária, mas também não é um planeta, ainda que possa parecer circular como um planeta em um pequeno telescópio. Messier 27 (M27) é agora conhecido por ser um excelente exemplo de uma nebulosa gasosa de emissão criada por uma estrela como o Sol quando acaba com seu combustível nuclear em seu núcleo. A nebulosa se forma quando as camadas exteriores da estrela são expulsas para o espaço, com um brilho visível gerado por átomos excitados pela intensa, mas invisível, luz ultravioleta emitida pela estrela moribunda. Conhecida pelo nome popular da Nebulosa do Haltere, a nuvem de gás interestelar lindamente simétrica é superior a 2,5 anos-luz de extensão e está a cerca de 1200 anos-luz de distância na constelação da Raposa (Vulpecula). Estas impressionantes cores compostas destaca os sutis jatos na nebulosa. A imagem foi gravada com um telescópio robótico instalado no Havaí, utilizando filtros de banda estreita sensíveis a emissão de átomos de oxigênio (mostrado em verde) e de átomos de hidrogênio. A emissão de hidrogénio é visivel em vermelho (H-alfa) e nos fracos tons azulados (H-beta).
Fonte: apod.Astronomos

O Sol Escuro e o Campo Estelar Invertido

Crédito da imagem e direitos autorais: Jim Lafferty
Essa estranha esfera escura lhe parece familiar? se si, deve ser porque essa esfera é na verdade o Sol. Na imagem mostrada acima, uma visão solar detallhada foi originalmente registrada numa cor muito específicada luz vermelha, e então apresentada em preto e branco, com a cor invertida. Uma vez que esse processamento foi finalizado a imagem resultante foi adicionada a um campo estelar, tendo também sua cor invertida. O que se pode ver na imagem do Sol acima são longos filamentos, regiões ativas escuras, proeminências ao redor da borda do Sol e um tapete em movimento de gás quente. A superfície do nosso Sol tem se tornado um local bem agitado nos últimos dois anos, pois estamos se aproximando do chamado Máximo Solar, ou seja, a época quando o campo magmético na sua superfície está mais ativo. Além do Sol ativo ser algo pitoresco de se observar, o plasma expelido pelo Sol pode se tornar bem pitoresco também, ao atingir a magnetosfera da Terra, criando as belas auroras.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap121015.html

Cientistas detectam água no interior de cristais sobre superfície lunar

Geólogos analisaram amostras da superfície lunar colhidas do satélite pelas missões Apollo. (Foto: iStock)
A superfície da Lua contém cristais com restos de água em seu interior, substância que pode ter chegado até o satélite natural através do vento solar, informou neste domingo a revista científica "Nature Geoscience". A geóloga Yang Liu e seus colegas da Universidade do Tennessee (EUA) analisaram amostras da superfície lunar colhidas do satélite pelas missões Apollo, a maioria delas pelo astronauta Neil Armstrong, e acharam restos de água em alguns de seus componentes. "Quando as pessoas pensam em água, sempre imaginam em estado líquido, em rios, lagos ou oceanos. Mas algo que não costumamos reconhecer é que existe uma grande quantidade de água armazenada em minerais", explicou Liu à Agência Efe.

De fato, acrescenta a geóloga, os minerais do manto terrestre contêm, pelo menos, a mesma quantidade de água que um oceano, e algo similar pode acontecer na Lua. Análises posteriores revelaram algo similar entre estes restos de água e os íons de hidrogênio presentes no vento solar, o que sugere que este vento foi o responsável por transportar íons de hidrogênio até a Lua. Uma vez ali, estas moléculas ficaram armazenadas em forma de água no interior das amostras analisadas.

O vento solar contém uma grande quantidade destes íons, que não chegam a tocar a Terra porque a atmosfera e o campo magnético terrestre o impedem, mas no caso da Lua não há nada que proteja sua superfície, por isso que o vento solar impacta continuamente contra ela. "Nos últimos anos, fomos testemunhas de uma mudança de paradigma em nossa visão 'sem água' da Lua", afirmou Liu.

Segundo a investigadora, cada cristal analisado conteria entre 200 e 300 partes por milhão de água e hidroxilo - uma molécula que se obtém ao diminuir um átomo de hidrogênio à água. O achado permitiu aos cientistas conhecerem uma nova fonte na qual os planetas do interior do Sistema Solar (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) e seus satélites poderiam obter água. Liu e seus colegas defendem que um mecanismo similar a este poderia acontecer em outros corpos sobre cujas superfícies o vento solar incide, como Mercúrio ou o asteroide Vesta. "O bombardeio do vento solar é um processo constante. Na atualidade, necessitamos reconsiderar nosso conceito de presença de água em novos lugares do Sistema Solar", argumentou Liu. 
Fonte: Yahoo

Buraco negro monstruoso e longínquo

© WISE e UKIDSS (imagem em infravermelho do buraco negro)
Olhando em direção à borda do Universo cientistas da Universidade de Cambridge observaram um buraco negro supermassivo quase imperceptível. Uma grossa poeira encobre o buraco negro monstruoso, mas que emite grandes quantidades de radiação através de interações violentas e colisões com sua galáxia tornando-os visíveis na parte infravermelha do espectro eletromagnético. A equipe publicou os seus resultados nos anúncios jornal Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

O objeto mais remoto no estudo encontra-se numa colossal distância de 11 bilhões de anos-luz da Terra. O buraco negro supermassivo, chamado ULASJ1234+0907, está localizado na direção da constelação de Virgo, a Virgem, já viajou quase 10 trilhões de quilômetros através do cosmos. O buraco negro tem mais de 10 bilhões de vezes a massa do nosso Sol e 10.000 vezes mais massivo que o buraco negro central na Via Láctea, tornando-o um dos buracos negros mais maciços já visto. Os pesquisadores dizem que pode haver mais de 400 buracos negros gigantes na região do Universo que podemos observar. "Estes resultados podem ter um impacto significativo sobre os estudos de buracos negros supermassivos", disse o Dr. Manda Banerji, principal autor do estudo. A equipe de Cambridge usando dados em infravermelho obtidos pelo UK Infrared Telescope (UKIRT) observou através da poeira e localizou o buracos negro gigante pela primeira vez.
© Hubble (galáxia Markarian 231)

"Estes resultados são particularmente interessantes porque mostram que nossos novos levantamentos em infravermelho estão encontrando buracos negros supermassivos que são invisíveis em pesquisas ópticas", diz Richard McMahon, co-autor do estudo. "Estes novos quasares são importantes porque podem ser captados quando eles estão sendo alimentados através de colisões com outras galáxias. As observações com o novo telescópio Atacama Large Millimeter Array (ALMA) no Chile vai nos permitir testar diretamente essa imagem pela detecção da radiação na frequência de microondas emitidas pelas grandes quantidades de gás nas galáxias em colisão".

Enormes buracos negros residem nos centros de todas as galáxias. Os astrônomos prevêem que o crescimento do mais maciço desses fenômenos cósmicos crescem devido às colisões violentas com outras galáxias. Interações galácticas desencadeiam a formação de estrelas, que fornece mais combustível para os buracos negros para devorar. E é durante este processo que espessas camadas de poeira escondem os buracos negros.

O buraco negro ULASJ1234+0907 pode ser comparado com o relativamente perto e bem estudado buraco negro constituinte da galáxia Markarian 231, que se encontra a apenas 600 milhões de anos-luz de distância, e parece ter ocorrido recentemente uma violenta colisão com outra galáxia produzindo proliferação de poeira. Por outro lado, o exemplo mais extremo do buraco negro recém-descoberto, mostra que as condições no Universo primitivo eram mais turbulentas e inóspitas do que hoje.
Fonte: http://www.ras.org.uk/news-and-press/219-news-2012/2176-new-surveys-peer-through-dust-to-reveal-giant-supermassive-black-holes  
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