22 de out de 2012

Asteroides troianos viajam em grupos pelo espaço

Em vez de serem corpos que se espalham de forma mais ou menos errática pela órbita, como se supunha, os asteroides troianos jovianos viajam em dois grandes grupos.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Troianos jovianos

O observatório espacial WISE, da NASA, permitiu que os astrônomos elucidassem alguns os mistérios envolvendo os asteroides troianos. São asteroides que orbitam o Sol na mesma rota que Júpiter, o que faz com que eles também sejam conhecidos como troianos jovianos. Em vez de serem corpos que se espalham de forma mais ou menos errática pela órbita, como se supunha, eles viajam em dois grandes grupos. Um dos grupos de troianos viaja à frente de Júpiter, enquanto o segundo grupo segue logo atrás do planeta. O grupo da dianteira é ligeiramente maior - em número de asteroides - do que o grupo de trás.

Asteroides vermelhos

As observações também permitiram pela primeira vez obter informações sobre as cores dos asteroides troianos. Tanto o grupo líder quanto o grupo retardatário são predominantemente compostos de rochas de tonalidade vermelho escuro, com uma superfície fosca e muito pouco reflexiva. As observações mostraram que os dois grupos de rochas são muito semelhantes, não abrigando nenhum "intruso", que pudesse ter vindo de outras partes do Sistema Solar. Os troianos não se parecem com os asteroides do cinturão principal, entre Marte e Júpiter, nem do Cinturão de Kuiper, uma família de corpos compostos primariamente de gelo, que se acredita existir nas regiões exteriores além de Plutão.

Cápsulas do tempo

"Júpiter e Saturno hoje estão órbitas estáveis e calmas. Mas, no passado, eles trombaram e destruíram qualquer asteroide que estivesse em suas órbitas," disse Tommy Grav, cientista da missão WISE. "Mais tarde, Júpiter recapturou os asteroides troianos, mas não sabemos de onde eles vieram. Nossos resultados sugerem que eles podem ter sido capturados localmente. Se assim for, isso é emocionante porque significa que esses asteroides poderiam ser feitos do material primordial dessa parte específica do Sistema Solar, algo sobre o que não sabemos muita coisa," especula o cientista.
Fonte: Inovação Tecnológica

Como explodem as Supernovas


Na manhã de 24 de fevereiro de 1987, às 4h08, foi observada a mais brilhante e mais próxima supernova que surgiu nos últimos quatro séculos.  Na verdade, todos os anos os astrônomos descobrem de 20 a 25 supernovas em galáxias muito distantes. Graças à proximidade, a de 1987 permitiu que fossem realizados, pela primeira vez, estudos intensos e detalhados de uma supernova, utilizando os mais modernos equipamentos atualmente à disposição dos cientistas. As supernovas observadas nas galáxias distantes são classificadas em dois grupos, conforme sua curva de luminosidade. Nas do tipo I, a intensidade da luz aumenta e, depois de chegar ao máximo, cai rapidamente até extinguir- se em cerca de 250 dias. Nas do tipo II, a intensidade da luz é cinco vezes mais fraca, mas a queda do brilho é muito mais lenta. As curvas de luz de cada tipo correspondem a modelos diferentes de explosão, deduzidos pelos astrofísico.

Supernova 1987A

As supernovas do tipo I são formadas, na verdade, por duas estrelas. Uma, em geral, o é uma estrea gigante, com nada de especial. A outra é uma anã branca, mais ou menos do tamanho da Terra, mas é extraordinariamente densa. O cientistas dizem que sua densidade volumétrica é da ordem de 1 tonelada por centímetro cúbico, o que quer dizer: se, por hipótese, fizéssemos um dado de jogar com a massa de uma anã branca, ele pesaria uma tonelada. Sendo assim densa, a anã branca tem um poderoso campo gravitacional. Graças a este, ela vai retirando lentamente a matéria que forma a atmosfera em torno de sua companheira, a estrela gigante. Quando sua massa atingiu um valor cítrico, calculado como sendo aproximadamente 1,4 vezes a massa do Sol, a anã branca implode, provocando uma verdadeira explosão nuclear, que a destrói. As cinzas que se espalham no meio interestelar dão origem a uma nebulosidade remanescente da supernova.

As supernovas do tipo II São oriundas de estrelas maciças, que apresenta uma estrutura muito semelhante à de uma cebola, com camadas superpostas. A camada superficial é rica em hidrogênio e abaixo dela estão as outras, cada uma mais densa que a anterior. Na realidade, cada camada representa uma etapa da formação dessa estrela, associada à respectiva temperatura de concentração gravitacional. No final desse processo, o núcleo da estrela se torna instável, porque a energia liberada durante as reações nucleares já não consegue impedir sua implosão. Esse desmoronamento é tão violento que a repulsão eletrônica normal entre os átomos já não o impede que os seus núcleos se toquem. Na prática, então, o a estrela gigante se tornam uma estrela de nêutrons, também muito densa. Ela provoca uma onda de choque tão intensa que dá origem a uma explosão das camadas exteriores, tão violenta que na supernova 1987 A foram registradas velocidades de expansão da ordem de 20.mil quilômetros por segundo. Os elementos sintetizados no interior da estrela, bem como outros mais pesados, como o urânio, espalham-se pelo meio interestelar.

Ainda não há conclusões definitivas, mas a existência do e hidrogênio e a curva da luz sugerem que a supernova 1987 A é do tipo II.  As previsões teóricas indicam que supernovas desse tipo dão origem a uma estrela de nêutrons e, dependendo de sua rotação e temperatura, transformam- se num pulsar, um extraordinário corpo que gira muito rapidamente e emite intenso fluxo de energia a intervalos extraordinariamente regulares. Isso faz de um pulsar o melhor instrumento para aferir a perfeição do funcionamento dos relógios. No momento, os astrônomos aguardam que a camada gasosa que envolve a supernova 1987 A se torne menos densa, para tentar localizar esse pulsar. Tudo isso leva a acreditar que nos próximos meses, o mesmo anos, muitas outras descobertas serão feitas em torno da supernova.

Descoberta de novos planetas aumenta buscas por vida extraterrestre

Por enquanto continua no mundo da ficção científica, mas a descoberta de um novo planeta a apenas quatro anos-luz de distância vai reiniciar uma corrida para encontrar um gêmeo do planeta Terra que possa abrigar vida extraterrestre. A mudança acontece quando os telescópios mais poderosos já construídos estão prestes a entrar em ação e quando ideias sobre onde poderia existir vida estão sendo transformadas. Ao mesmo tempo, a discussão científica sobre a possível existência de vida alienígena está se tornando mais popular.

"Acho que os cientistas estão muito contentes em ter uma conversa racional sobre a probabilidade de vida lá fora", disse Bob Nichol, um astrônomo da Universidade Portsmouth, na Grã-Bretanha. Nichol disse que isso era em parte impulsionado pela descoberta de novos planetas como o identificado nesta semana no sistema estelar Alfa Centauro, o mais próximo já visto fora de nosso sistema solar. Mais de 800 desses chamados exoplanetas foram descobertos desde o início da década de 1990.

"Um aumento repentino no número de planetas torna isso bem mais provável", disse Nichol, acrescentando que as muitas formas de vida na Terra são evidências indiretas, embora não provas, de que há vida lá fora. Pesquisadores do Observatório de Genebra disseram que o planeta mais novo encontrado está perto demais de seu próprio sol para suportar vida. Mas estudos anteriores sugeriram que quando se descobre um planeta orbitando um sol, costumam haver outros no mesmo sistema.Astrônomos rivais agora devem começar a vasculhar Alfa Centauro em busca de mais planetas, possivelmente na zona habitável ao redor de suas estrelas.

Novos olhos e ouvidos

Os olhos e ouvidos tecnológicos que os cientistas têm à sua disposição estão prestes a dar um salto adiante, ampliando e aprofundando suas buscas. Salvo uma descoberta surpreendente de micróbios em Marte, veremos a vida alienígena bem antes de sermos capazes de tocá-la.  "Acho realista esperar ser capaz de inferir em poucas décadas se um planeta como a Terra tem oxigênio/ozônio em sua atmosfera, e se é coberto de vegetação", disse Martin Rees, Astrônomo Real da Grã-Bretanha, à Reuters.

A próxima década verá dois telescópios recordistas entrarem em ação; o Square Kilometre Array (SKA), um enorme telescópio por rádio situado na África do Sul e na Austrália, e o Extremely Large Telescope da Europa (E-ELT), que ficará no topo de uma montanha no deserto do Atacama, no Chile, e será o maior telescópio óptico já construído. A principal missão deles será investigar as origens e a natureza das galáxias, mas eles também vão procurar por sinais de vida nos planetas que agora só podem ser vistos nos detalhes mais rudimentares. "Acho que as capacidades dos novos telescópios significam que a detecção de um ETI (inteligência extraterrestre) é mais provável nas próximas décadas do que foi na última", disse Mike Garrett, diretor-geral da Astron, o Instituto Holandês para a Rádio Astronomia.

Com um espelho com um diâmetro de quase 400 metros, o E-ELT será capaz de revelar planetas orbitando outras estrelas e vai produzir imagens que são 16 vezes mais distintas que as produzidas pelo Telescópio Espacial Hubble. Quando completado em 2024, o SKA vai incluir 3 mil discos, cada um com 15 metros de largura, além de várias outras antenas que, juntas, poderão ver 10 vezes mais longe no universo e detectar sinais que são 10 vezes mais antigos. Entre esses sinais pode haver radiação fornecida por radar militar das cerca de um milhão de estrelas. "Portanto", disse Nichol, "se há civilizações avançadas nos planetas ao redor dessas estrelas, nós poderemos vê-las".

Isobel Hook, uma astrofísica da Universidade Oxford que está trabalhando no E-ELT, disse que o novo telescópio vai aumentar a busca por vida em outras partes. "O ELT também vai nos capacitar a estudar as atmosferas de planetas extra-solares e buscar "biomarcadores" como água, dióxido de carbono e moléculas de oxigênio em sua espectro", disse. Com o equipamento certo, Hook disse que o ELT pode ser capaz de usar a espectroscopia, o estudo dos comprimentos de ondas de luz específicos refletidos em um objeto, para detectar sinais de vegetação em planetas distantes.

Nova teoria

A busca por vida alienígena há muito tempo foi enquadrada no dogma de uma "zona habitável" ao redor de sois distantes que tem a temperatura exata - nem muito quente, nem fria demais - para permitir água líquida, essencial para a vida como a conhecemos. Esta teoria agora está sendo questionada, expandindo a área potencial na qual pode existir vida. Outras fontes de calor vêm sendo identificadas e os cientistas apresentaram novas ideias radicais sobre as formas de vida depois de estudarem organismos que vivem em algumas das regiões mais inóspitas da Terra. No início deste ano, Xavier Bon ls do Instituto de Planetologia e Astrofísica em Grenoble estimou que poderia haver dezenas de bilhões de planetas rochosos apenas em nossa galáxia com a temperatura certa para suportar vida.
Fonte: TERRA

Novo satélite europeu vai procurar 'Super Terras'

Missão da Agência Espacial Europeia vai buscar planetas fora do Sistema Solar maiores que o nosso
Conceito artística do novo satélite Queops, da Agência Espacial Europeia.ESA
A Agência Espacial Europeia (ESA) decidiu iniciar um programa de pesquisa que tem como objetivo construir um pequeno satélite cuja missão será estudar planetas de outras estrelas para poder compreender sua formação, especialmente a dos que têm tamanhos muito superiores ao da Terra. O satélite de prospecção e caracterização de exoplanetas, batizado de Quéops, deveria ser lançado em 2017, informou a agência nesta sexta-feira (19) em comunicado, que optou em março pelo programa, dentro das 26 propostas que havia recebido para inaugurar a lista de suas missões de pequeno porte.

Seu alvo serão estrelas próximas e brilhantes que têm planetas girando em sua órbita, nas quais se pretende buscar sinais que revelem a trajetória desses planetas para que quando o Quéops estiver diante deles tome medidas precisas, por exemplo, de seu raio. Nos planetas de que se sabe a massa se poderá calcular sua densidade, o que oferecerá indicações de sua composição. Com todos esses dados, os cientistas esperam avançar na análise de como se formaram os planetas várias vezes maiores que o nosso, que a ESA chama de "Super Terras".

O diretor da exploração científica e robótica da ESA, Álvaro Giménez Cañete, destacou que ao se concentrar em estrelas com exoplanetas, "Quéops permitirá aos cientistas realizar estudos comparativos de planetas com uma precisão inédita". Sua missão é produto de um acordo entre a ESA e a Suíça, um país ao que se somarão outros da organização que darão "contribuições substanciais". Trata-se da primeira das chamadas "pequenas missões" que serão caracterizadas pelo "baixo custo" e com um desenvolvimento rápido para permitir uma maior flexibilidade em resposta às novas ideias que chegam da comunidade científica.
Fonte:IG
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