5 de nov de 2012

Buraco negro gigantesco cria bolha de partículas

Quando se fala em “buraco negro”, normalmente imaginamos uma espécie de “aspirador de matéria”, do qual nem mesmo a luz escapa. Contudo, alguns não apenas absorvem partículas, mas as expelem – e os feixes chegam perto de atingir a velocidade da luz. Quando desaceleram, criam uma espécie de “bolha” que, apesar do tamanho, é invisível para telescópios convencionais. Assim, usando um equipamento capaz de capturar imagens a partir de ondas de rádio de baixa frequência, o Telescópio Internacional LOFAR, uma equipe de astrônomos de vários países conseguiu registrar o fenômeno. “O resultado é de grande importância”, destaca Francesco de Gasperin, um dos autores do estudo. “Ele mostra o enorme potencial do LOFAR e traz fortes evidências do vínculo entre buracos negros, galáxias e seus arredores”.

Bolha espacial
Durante o teste do LOFAR, os astrônomos observaram o centro da galáxia Messier 87 (que é 2 mil vezes mais massiva do que a nossa), onde está um dos maiores buracos negros já descobertos, cuja massa é 6 bilhões de vezes maior que a do sol. Em poucos minutos, o buraco absorve uma quantidade de matéria equivalente à da Terra, converte parte dela em radiação e expele grande parte em altíssima velocidade – emitindo ondas de rádio. Em comparação com o resto do universo, a bolha é especialmente “nova”: tem “apenas” 40 milhões de anos. Além disso, o que vemos com a ajuda do LOFAR não é apenas um registro de uma atividade que ocorreu há muito tempo, pois a bolha recebe constantemente novas partículas expelidas pelo buraco negro. O que é mais fascinante é que esse resultado dá pistas sobre a violenta conversão matéria-energia que ocorre muito perto do buraco negro”, destaca a pesquisadora Andrea Merloni. “Nesse caso, o buraco negro é particularmente eficiente em acelerar o jato [de matéria], e muito menos efetivo em produzir emissões visíveis”.
Fonte: http://hypescience.com
[ScienceDaily]

Astrônomos encontram supernovas dos primórdios do Universo

Fenômenos são até cem vezes mais brilhantes que as supernovas comuns. Explosões ocorreram há mais de 10 bilhões de anos.
Simulação de uma supernova 'superluminosa' (à esquerda) no ambiente dos primórdios do Universo (Foto: Adrian Malec e Marie Martig/Swinburne University)
Uma equipe internacional de cientistas anunciou na quarta-feira (31) a descoberta do que podem ser as supernovas mais distantes já encontradas. Uma supernova é a explosão de uma estrela, que ocorre no fim da vida desse astro. As duas supernovas encontradas pela equipe liderada por Jeff Cooke, da Universidade Swinburne de Tecnologia, em Hawthorn, na Austrália, foram chamadas de “superluminosas”. Elas são entre dez e cem vezes mais brilhantes que os tipos mais comuns de supernovas. Por serem muito distantes, os fenômenos descritos na revista científica “Nature” são também muito antigos. As explosões ocorreram há mais de 10 bilhões de anos, portanto até 3 bilhões de anos depois do Big Bang, explosão que deu início ao desenvolvimento do Universo, segundo a teoria vigente. Os cientistas ainda não sabem explicar exatamente a origem das supernovas detectadas, mas acreditam que seja o resultado da explosão de estrelas muito massivas, causada por reações ocorridas dentro de átomos.
Fonte: G1

Cientistas encontraram provas de falhas e brechas na magnetosfera da Terra

A camada magnética protetora da Terra pode não ser tão protetora como os cientistas pensavam.
Uma pesquisa recente descobriu brechas na camada magnética, que permitem a entrada do vento solar, que são rajadas de plasma energizado e magnético lançado pelo Sol em direção aos planetas que o orbitam.  Segundo o pesquisador Melvyn Goldstein, astrofísico do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, “os ventos solares podem penetrar a magnetosfera em diferentes locais e em diferentes condições magnéticas que nós não sabíamos antes”, em um comunicado ao LiveScience. Para entender o problema, é preciso entender a importância da magnetosfera da Terra: Ela é a primeira linha de defesa do planeta contra o vento solar.

“Falhas” nessa defesa podem interromper sinais de GPS e sistemas de energia, apesar de propiciarem belíssimas auroras boreais. Os pesquisadores já sabiam que o vento solar conseguia penetrar nossa atmosfera nas regiões próximas ao Equador, onde o campo magnético terrestre é mais ou menos paralelo ao campo do vento solar. O estudo, publicado em 29 de agosto no Journal of Geophysical Research, apontou que essas “invasões” podem ocorrer em uma gama maior de condições. Elas também ocorrem onde os campos ficam perpendiculares, como nos polos.

Redemoinhos de plasma quebram o campo magnético
A missão Cluster da Agência Espacial Europeia, que compreende quatro satélites voando próximos uns aos outros pelo campo magnético da Terra, compilou dados que mostram como o vento solar atravessa o campo, com a ajuda dos equipamentos dos satélites, que documentam as interações magnéticas microscópicas que ocorrem entre a Terra e o Sol. Com os dados, os cientistas perceberam que redemoinhos gigantes (também conhecidos como ondas Kelvin-Helmholtz, podendo chegar a 40 mil quilômetros de diâmetro) de plasma que chegam à magnetopausa (região em torno da magnetosfera) são os fatores que ajudam o vento solar a penetrar nosso campo.

Quando esses redemoinhos atingem a magnetopausa, eles criam vórtices gigantes, como se fosse um vento soprando nos oceanos e criando as ondas. Essas “ondas” gigantes criam brechas nas linhas do campo magnético, por onde entram os ventos solares. O campo magnético da Terra não é perfeito, segundo o líder do estudo Kyoung-Joo Hwang, também do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA. “Na verdade, é bem difícil imaginar uma situação na qual o plasma do vento solar não conseguiria penetrar na magnetosfera”, completa o pesquisador.
Fonte: Jornal Ciência

Isso é real?

mapa da Nature Geoscience, com a inserção do Instituto Nacional de Ciência Industrial Avançada e Tecnologia, Japão
A maior feição proposta na Lua é a Bacia Procellarum, uma bacia de impacto com 3000 km de largura que pode ter se formado nos primórdios da história lunar. Trinta e um anos atrás Ewen Whitaker propôs a existência de uma gigantesca feição devido à costa curva oeste do Oceanus Procellarum parecer similar a muitos outros contatos entre bacia e mares. Ele notou que as cadeias de mares na Procellarum definiam possíveis anéis internos da bacia, e que a costa norte do Mare Frigoris localizava-se na continuação do anel principal. Poucos cientistas lunares lançaram um olhar favorável sobre essa proposta, mas agora, cientistas japoneses detectaram uma evidência que suporta essa ideia. Usando dados de mapeamento espectral feito pela sonda Kaguya, uma baixa razão de cálcio plagioclásio (LCP que aparecem como diamantes amarelos no mapa acima) foram identificados dentro de jovens crateras ao redor das bordas da bacia Atiken do Polo Sul e na Bacia Imbrium. Os cientistas japoneses propuseram que os minerais com LCP foram criados pelo derretimento da mistura de rochas da crosta e do manto que foram escavados e derretidos pelos impactos que formaram a bacia Aitken do Polo Sul e a Imbrium. Posteriormente crateras que foram formadas dentro das rochas ricas em LCP foram responsáveis pela sua distribuição ao redor das margens da bacia. Como o mapa acima mostra as exposições de LCP também ocorrem ao redor da proposta Bacia Procellarum adicionando uma importante evidência ao fato dela existir. Os dois artigos são apresentados abaixo, primeiro o artigo histórico de 30 anos atrás e na sequência o artigo atual publicado na revista Nature Geoscience.
Fonte: http://lpod.wikispaces.com

Estudo internacional sugere existência de buraco negro na espada de Orionte

Imagem da Nebulosa de Orionte com o enxame estelar no seu centro. O possível buraco negro poderá residir algures entre as quatro estrelas brilhantes que marcam o centro do enxame. Estas estrelas formam o famoso Trapézio da Nebulosa de Orionte.Crédito: NASA/ESA/Telescópio Hubble

Uma equipe internacional de astrofísicos lançou luz sobre o mistério de longa data da força por trás de um aglomerado de estrelas indisciplinadas e rápidas localizadas na famosa espada de Orionte. Usando modelos informáticos sofisticados, a equipe descobriu que estas estrelas velozes, visíveis no céu nocturno e conhecidas como o Enxame da Nebulosa de Orionte, são potencialmente mantidas juntas graças à poderosa atracção gravitacional de um buraco negro com até 200 vezes a massa do Sol.

Formado há um ou dois milhões de anos atrás, o enxame da Nebulosa de Orionte tem sido conhecido pelas suas propriedades estranhas. As estrelas no enxame movem-se a uma velocidade rápida, como se o todo o enxame estivesse desfazendo-se. Em comparação com o número de estrelas de baixa-massa que podem ser vistas no enxame, o número de estrelas de grande massa é muito baixo e são particularmente velozes.

"Estas propriedades têm sido um enigma para os astrónomos, dado todo o conhecimento que têm sobre como as estrelas são formadas e distribuídas," afirma Dr. Baumgardt, da Escola de Matemática e Física da Universidade de Queensland, na Austrália. Baumgardt é co-autor do estudo recentemente publicado na revista The Astrophysical Journal. A equipa criou um modelo de computador do enxame da Nebulosa de Orionte representando uma nuvem de gás interestelar e contendo a combinação certa de estrelas leves e pesadas. Os cientistas então passaram a calcular o movimento dessas estrelas no sistema.
Duas imagens do Trapézio na Nebulosa de Orionte, obtidas pelo Hubble. A da esquerda é uma imagem no visível e mostra algumas estrelas por entre o gás e poeira. A da direita é uma imagem infravermelha que penetra as nuvens e revela um enxame de estrelas.Crédito: Visível - NASA, C. R. O'Dell e S.K. Wong; Infravermelho - NASA, K.L. Luhman e G. Schneider, E. Young, H. Rieke, A. Cotera, H. Chen, M. Rieke, R. Thompson

"No nosso modelo, tivemos que inventar um novo método de lidar com o gás e com o modo como é conduzido para fora do enxame pelas estrelas de elevada massa," afirma o autor principal do estudo, Dr. Ladislav Subr, da Universidade Charles em Praga. Baumgardt disse que tais modelos do enxame foram um desafio de modelar devido ao grande número de cálculos necessários.

As análises mostraram que, à medida que o gás estava sendo conduzido para fora, o enxame começou a expandir-se, o que explica o porquê da maioria das estrelas se mover rapidamente. Muitas das estrelas massivas foram expelidas para fora do enxame, enquanto algumas foram levadas para o centro do grupo e colidiram aí com a estrela mais massiva. A partir de um determinado momento, esta estrela de grande massa tornou-se instável e implodiu num buraco negro, com uma massa cerca de 200 vezes maior que a do Sol.

"O nosso cenário explica muito bem virtualmente todas as propriedades observadas no enxame da Nebulosa de Orionte, ou seja, o seu baixo número de estrelas de grande massa, e as suas velozes estrelas centrais, e sugere que as estrelas massivas perto do centro deste enxame estão ligadas por um buraco negro," afirma Subr. A equipa disse que a descoberta tem implicações dramáticas para a nossa compreensão de como as estrelas massivas se formam e como tais aglomerados estelares ricos saem dos seus casulos gasosos. "A existência de um buraco negro massivo 'à nossa porta' seria uma mudança dramática para os intensos estudos desses objectos enigmáticos," afirma Pavel Kroupa, professor da Universidade de Bona na Alemanha.
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/

Formação do nosso sistema solar não é tão especial como se pensava: é bem parecida com a de outros sistemas

Cerca de 4,5 bilhões de anos atrás, os planetas do nosso sistema solar foram gerados a partir de um disco de gás e poeira em extensão, girando em torno do sol.  Embora a Terra pareça ser algo muito especial (único planeta conhecido a ter vida), a formação do nosso sistema solar não é tão exclusiva assim, sugere uma nova pesquisa: processos semelhantes são testemunhados em sistemas solares jovens ao longo da Via Láctea. Antes, acreditava-se que os estágios de formação do nosso sistema solar levaram o dobro do tempo para ocorrer. Agora, um novo estudo do Centro de Formação Estelar e Planetária no Museu de História Natural da Dinamarca e da Universidade de Copenhague afirma que, na verdade, o nosso sistema solar não é tão especial assim.

Uma nova visão dos primórdios do sistema solar propõe que seus dois primeiros tipos de materiais sólidos – os precursores de rochas espaciais e finalmente dos planetas – foram ambos formados ao mesmo tempo. Utilizando métodos de análise aperfeiçoados de isótopos de urânio e de chumbo, os pesquisadores estudaram meteoritos primitivos (dos primeiros três milhões de anos de desenvolvimento do sistema solar) e dataram a formação de dois diferentes tipos de materiais – inclusões ricas em cálcio e alumínio (CAIs, na sigla em inglês) e côndrulos – encontrados dentro do mesmo meteorito.

Em parte, a pesquisa confirmou análises anteriores, que demonstravam que as CAIs foram formadas durante um período de tempo muito curto.  A nova descoberta é a de que os côndrulos foram formados também durante os primeiros três milhões de anos de desenvolvimento do sistema solar. Isso contradiz os pressupostos de que côndrulos só começaram a se formar cerca de dois milhões de anos depois das CAIs. “Na nossa análise, fomos capazes de alterar a cronologia do desenvolvimento histórico do nosso sistema solar, pintando um quadro novo que é muito parecido com a imagem que outros pesquisadores já observaram em outros sistemas planetários”, explica James Connelly, do Centro de Formação Estelar e Planetária.

“Em geral, temos demonstrado que não somos tão únicos como se pensava. Nosso sistema solar se assemelha ao de outros sistemas planetários observáveis dentro de nossa galáxia. Desta forma, nossos resultados servem para corroborar os resultados de outras pesquisas que indicam que planetas como a Terra são mais difundidos no universo do que se acreditava anteriormente”, conclui o professor Martin Bizzarro, também do Centro de Formação Estelar e Planetária.
Fonte: http://hypescience.com

Ligeira cor do satélite Dione de Saturno

Crédito da imagem: NASA, JPL, SSI, a ESA; Pós-Processamento: Marc Canale
Por que metade de Dione tem mais cratera que o outro? Comece com o fato de que a lua Dione de Saturno tem um lado que está sempre voltado para Saturno, e um lado que está sempre oposto. Esse comportamento é similar ao da nossa Lua com relação à Terra. Essa prisão gravitacional significa que um lado de Dione sempre está na frente do satélite enquanto ele cumpre sua órbita. Desse modo Dione deve ter uma significante quantidade de impactos nessa sua metade. Estranhamente, o atual lado de Dione principal é o que tem menos crateras. Uma explicação é que algumas crateras de impactos formadas eram tão grandes que elas giraram o satélite Dione, mudando assim a parte do satélite que sofria a maior parte de impactos antes da Lua girar novamente e ficar presa gravitacionalmente. A imagem detalhada reproduzida acima de Dione destaca as sutis tonalidades da lua. Essa imagem é na verdade um mosaico meticulosamente gerado por um astrônomo amador dedicado, utilizando imagens feitas pela sonda Cassini da NASA durante o sobrevoo em Dione em Abril de 2010.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap121105.html

Raios de Tempestades em Saturno

Esses mosaicos em cor falsa obtidos pela sonda Cassini da NASA registram raios dentro de uma grande tempestade que circulou o hemisfério norte de Saturno por grande parte do ano de 2011. O mosaico maior na parte esquerda do painel mostra o flash do raio, que aparece como um ponto azul. O mosaico menor na parte direita é composto de imagens feitas 30 minutos depois, e o raio não mostra mais o seu flash nesse momento.

A seta branca aponta o local onde o raio ocorreu nas nuvens de Saturno. A energia óptica desse e de outros flashes em Saturno é comparável com os mais fortes flashes observados na Terra. O flash tem aproximadamente 200 quilômetros de diâmetro quando ele sai no topo das nuvens. A partir daí, os cientistas deduzem que os raios se originaram em nuvens mais profundas na atmosfera de Saturno onde as gotículas de água são congeladas. Isso é análogo ao local onde os raios são criados na Terra.

O flash do raio aparece somente na imagem feita com o filtro sensível à luz azul, e as imagens foram realçadas para aumentar a visibilidade do raio. As imagens feitas usando os filtros espectrais vermelho, verde e azul são normalmente combinadas para criar uma visão colorida natural. Pelo fato das imagens na luz visível vermelha não estarem disponíveis, as imagens feitas usando um filtro espectral sensível ao comprimento de onda do infravermelho centrado em 752 nanômetros foram usadas para substituir o canal vermelho. Também, a imagem com o filtro azul foi realçada para aumentar a visibilidade do raio. O resultado é um tipo de imagem com cor falsa.

As imagens foram obtidas com a câmera de ângulo restrito da sonda Cassini no dia 6 de Março de 2011, a uma distância de aproximadamente 3.3 milhões de quilômetros de Saturno, com o conjunto, Sol-Saturno-Cassini em fase com ângulo de 83 graus. Esses mosaicos são simples projeções cilíndricas em mapas, definida de modo que um pixel quadrado se estenda em intervalos iguais tanto em latitude como em longitude. Em latitudes mais elevadas, o tamanho do pixel na direção norte-sul permanece o mesmo, mas o tamanho do pixel (em termos de extensão física no planeta) na direção leste-oeste torna-se menor. O tamanho do pixel é setado no equador, onde as distâncias são as mesmas. Esse mapa tem um pixel de tamanho de 20 quilômetros no equador.

A missão Cassini-Huygens é um projeto cooperativo da NASA, a Agência Espacial Europeia e a Agência Espacial Italiana. O Laboratório de Propulsão a Jato, uma divisão do Instituto de Tecnologia da Califórnia, gerencia a missão para o Science Mission Directorate da NASA em Washington, D.C. O módulo orbital Cassini e as duas câmeras de bordo foram desenhadas, desenvolvidas e montadas no JPL. O centro de operações de imageamento está baseado no Space Science Intitute em Boulder, no Colorado.
Fonte: http://cienctec.com.br
http://www.wired.com

Titã, a lua gigante de Saturno, brilha no escuro, diz nova pesquisa

Titã, uma das 62 luas gigante de Saturno, pode brilhar no escuro.

O estudo que começou quando a sonda Cassini, da NASA, detectou um brilho emanando de Titã. Ele vinha não só de sua atmosfera, mas também de sua névoa seca rica em nitrogênio. Isso nos mostra que ainda não sabemos tudo sobre Titã e torna o satélite ainda mais misterioso”, disse o autor principal do estudo, Robert West, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, Califórnia, em um comunicado enviado ao LiveScience.

O brilho é bastante fraco: tem uma força estimada em um milionésimo de watt, ou seja, nem um baloeiro que viajasse pela atmosfera do satélite seria capaz de vê-lo. A sonda Cassini percebeu a luz ao tirar fotografias com 560 segundos de tempo de exposição em 2009. Como as fotos foram tiradas na hora que a lua passava pela sombra de Saturno, os pesquisadores sabem que a luz vinha dela mesma. Tal tipo de luz é chamado de luminescência atmosférica e é gerada quando moléculas da atmosfera são excitadas pela luz do sol, ou por partículas eletricamente carregadas. É como um letreiro de neon, onde os elétrons gerados por energia elétrica se chocam com átomos de neônio, fazendo com que brilhem”, disse Robert.

Já era esperado um brilho em partes altas da atmosfera, acima dos 700 quilômetros, onde partículas carregadas no campo magnético de Saturno retiram elétrons do ar da lua, mas o brilho chegou a ser detectado em altitudes tão baixas quanto 300 quilômetros, algo surpreendente. Os pesquisadores negam que a hipótese das partículas carregadas no campo magnético se aplique neste caso. A luminescência vem de uma camada muito profunda da atmosfera. Logo, a possibilidade mais provável seria ou que o brilho é produzido por raios cósmico de alta penetração, ou por reações químicas que ocorrem nas profundezas da atmosfera de Titã.

O fato de Titã emitir luz pode ajudar os cientistas a compreender melhor a atmosfera do satélite (nenhuma outra lua conhecida possui uma atmosfera densa). Sabe-se que há vários tipos de substâncias ali, incluindo compostos orgânicos – bases para a vida como a conhecemos. A luz que vem de lá ajuda os cientistas a estudar a interação entre essas moléculas. O planeta Vênus também produz luz, que é conhecida como Luz de Ashen e atribuída por alguns cientistas às tempestades de raios que ocorrem no planeta vizinho a Terra. A sonda Cassini nunca detectou fenômenos similares em Titã (mas já o fez em Saturno). A equipe que cuida da missão da Cassini continuará estudando as prováveis causas da luz emitida na lua.
Fonte: Jornal Ciência

30 Mistérios da Astronomia (Parte 2)


11- O que é uma supernova e pra que serve?
É uma estrela de 5 a 10 vezes a massa do sol, após a queima de hidrogênio, hélio e carbono para se manter vivo, recorre ao ferro. Mas a fusão de ferro não libera energia, apenas absorve. Em seguida, o núcleo esfria, a fusão cessa, e as estrelas implodem. E então ela explode. Esta explosão é a maior violência do cosmos. Uma supernova única pode ser mais brilhante do que uma galáxia inteira por alguns dias. Após esta fase, o núcleo pode acabar tornando-se uma anã branca, uma estrela de nêutrons ou um buraco negro. Supernovas são utilizados para determinar a distância que é uma outra galáxia e da sua taxa de expansão.

12- De onde vêem os raios cósmicos mais energéticos?
As observações do Cosmic Ray Observatory Pierre Auger, na Argentina, em 2007, sugere que uma das fontes desses raios é o núcleo ativo de galáxias, ou buracos negros. 90% dos raios cósmicos são prótons, 9% são núcleos de hélio, enquanto o 1% restante são os elétrons. Graças à baixa densidade de matéria no espaço, essas partículas são capazes de viajar em uma única peça, até colidir com outras partículas na nossa atmosfera, causando chuvas cuja energia e composição foram medidos em vários observatórios astronômicos.

13- Quantas galáxias existem e como elas se formam?
Há cerca de 100 mil milhões de galáxias. No entanto, o processo detalhado da sua formação é uma das questões abertas em astronomia. Existem várias teorias em que pequenas estruturas, como aglomerados globulares foram unindo uns aos outros sob forças gravitacionais. Em outros modelos, vários proto-galáxias se formaram em um grande colapso simultâneo que poderia durar cem milhões de anos.
 
14- O que acontece quando duas galáxias colidem?
É muito comum que as galáxias se colidirem e interagir uma com a outra. Na verdade, acredita-se que as colisões entre galáxias e as uniões, são os principais processos da evolução. A maioria das galáxias têm interagido uma vez que eles formaram. E o interessante é que em tais colisões, não alteram as estrelas. A razão é que o tamanho das estrelas é muito pequeno comparado com a distância entre elas. Em vez disso, o gás e pó fazer interagir de modo tal que, mesmo atingir modificar a forma da galáxia. O atrito entre o gás e galáxias em colisão ondas de choque que por sua vez pode iniciar a formação de estrelas em uma determinada região da galáxia.

15- As galáxias ainda estão sendo criadas?
As últimas observações indicam que sim. A maioria das galáxias foram criadas no início da história do universo, os astrônomos pensavam que as grandes galáxias como a Via Láctea, que tem 12.000 milhões de anos, já não podia nascer. Mas o Telescópio Espacial GALEX nave espacial (Galaxy Evolution Explorer), lançado em 2003, detectou várias galáxias que parecem ser entre cem milhões e um bilhão de anos. Ou seja, os bebês.

16- Quando deixaram de nascer estrelas?
Espera-se que a era atual de formação de estrelas vai continuar por mais cem bilhões de anos. Após a "era estrelar" começará a diminuir para uma centena de trilhões de anos, como as estrelas de vida menor. No final da "era estrelar" as galáxias serão compostas de objetos compactos: anãs marrons, anãs brancas, estrelas de nêutrons e buracos negros.
 
17- O que é a antimatéria e por que há tão pouco?
Antimatéria é algo real e comprovado. Todas as partículas elementares têm uma contra partida com a mesma massa, mas carga oposta. Por exemplo, a antipartícula do elétron (carga negativa) é um (carga positiva) de pósitrons. Quando uma partícula colide com sua antipartícula, ambas são destruídas, liberando uma explosão de energia conhecida como raios gama. Nos estágios iniciais da formação do universo existiam pares partícula-antipartícula de todos os tipos eram continuamente criados e destruídos em colisões. Mas, em determinado momento, uma reação chamada baryogenesis violou esta simetria, causando um pequeno excesso de quarks e léptons mais de antiquarks e antileptons. Desde então, nosso universo é dominado "normal".

18- O que são buracos negros? Como se formam?
São objetos tão densos que nada escapa à sua força gravitacional. Geralmente é se formam quando uma estrela passa à supernova: explode seu núcleo e não há nenhuma força conhecida que pode parar a imensa gravidade que paira sobre ele. Acredita-se que quase todas as galáxias contêm buracos negros em seu centro, milhões e bilhões mais massivas que o nosso sol. Alguns deles são os objetos mais violentos e energético do universo: para absorver estrelas, poeira e gases, esses buracos negros disparar jatos de rádio e emitem pontos extremamente intensos de luz chamados quasares. Nós não podemos observar diretamente os buracos negros, mas vemos o efeito que têm sobre o material circundante.

19- Buracos negros morrem? E evaporam?
Uma pesquisa feita por especialistas, como Stephen Hawking sugere que os buracos negros não capturam matéria para sempre, pois às vezes há "vazamentos" lentos, sob a forma de energia chamada radiação de Hawking. Isso significa que não poderá ter a vida eterna. Os furos são encolhimentos e acontece que a taxa de radiação aumenta à medida que diminui a massa de furos, de modo que o objeto mais intensamente irradiado como se desvanece. Mas ninguém tem certeza do que acontece durante os últimos estágios da evaporação do buraco negro. Alguns astrônomos acham que permanece um remanescente pequeno. Geralmente, o conceito de buracos negros ainda é bastante especulativo.

20- O que acontece quando dois buracos negros colidem?
Quando duas galáxias se fundem, buracos negros supermassivos (bilhões tamanho do sol) acabarão por ter de interagir diretamente e em um impacto violento ou se movendo em direção ao centro para se tocam. E é aí que as coisas ficam interessantes. Em vez de se aproximar da maneira certa, as forças de ambos os monstros são tão extremas que um é expulso da galáxia unida recentemente a uma velocidade tão grande que ele nunca pode voltar. Enquanto isso, o buraco que dá o pontapé recebe uma quantidade enorme de energia, injetado no disco de gás e poeira ao seu redor. E então este álbum emite um brilho suave de raios-X que dura milhares de anos. A colisão de dois buracos negros é um evento raro.

USP lidera projeto de descoberta de novos planetas próximos da Terra

Equipe internacional liderada por brasileiros está à procura de corpos celestes a 110 anos-luz do nosso planeta, usando telescópios chilenos
Um dos projetos mais ambiciosos já liderados por uma equipe brasileira poderá resultar na descoberta de novos planetas, distantes 110 anos-luz da Terra. Conduzida em conjunto com cientistas da Austrália, Alemanha e Estados Unidos, a pesquisa é coordenada por Jorge Meléndez, astrônomo do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP). Os estudos foram feitos num telescópio localizado no Chile, que mede 3,6 m e pertence ao European Southern Observatory (ESO). A equipe recebeu o direito de utilizar o equipamento durante 88 noites, um período de tempo considerado extenso pelo cientista.

"Que eu saiba, é a primeira vez que um projeto tão longo é aprovado para o Brasil". Nos meses de janeiro e março, os cientistas embarcam novamente para o Chile e, se as condições meteorológicas colaborarem, poderão obter os dados que levarão ao anúncio da primeira descoberta de um planeta pela equipe. Cada noite de observação no telescópio chileno custa em torno de R$ 10 mil, segundo o pesquisador. Financiado pelo próprio ESO, o projeto segue até 2015 e, de acordo com Meléndez, há expectativa de se detectar vários outros planetas. "Não temos idéia de quantos planetas podem ser detectados. No começo do projeto, tínhamos esperança de que poderiam ser descobertos uns cinco. Talvez (descubramos) ainda mais, porque a precisão desse instrumento é muito boa, permitiria a detecção de planetas bem pequenos", informou.

De acordo com Meléndez, antes da entrada do Brasil ao ESO, os projetos brasileiros mais ambiciosos não passavam de duas noites. "A maioria dos projetos aprovados para os telescópios aos quais o Brasil tem acesso, o Gemini (nos Andes chilenos e no Havaí) e o Soar (no Chile), eram de algumas poucas horas ou poucas noites". Meléndez conta que o estudo teve início em 2005 analisando estrelas conhecidas como gêmeas solares, por apresentarem características semelhantes ao Sol. "Elas são muito parecidas, têm uma aparência física bastante similar (ao Sol), temperatura, brilho", explicou. Após quatro anos de estudos, os cientistas fizeram uma importante descoberta: a composição química do Sol é diferente da de outras estrelas gêmeas. Ao aprofundar os estudos, eles notaram que o Sol apresentava deficiência de determinados elementos químicos.

 "E esses elementos são justamente aqueles usados para formar planetas rochosos", disse. O próximo passo dos astrônomos foi calcular quanto desse material faltava à massa total do Sol. A conclusão foi que a deficiência constatada nessa estrela era da mesma ordem que a massa dos planetas rochosos do Sistema Solar, como Mercúrio, Terra, Vênus e Marte. "Não foi apenas uma coincidência qualitativa em relação ao tipo de elemento químico que estava faltando ao Sol, mas também quantitativa", contou. Com base nessa descoberta, os cientistas passaram a procurar planetas ainda não conhecidos em torno de gêmeas solares. "Estudamos qual seria a relação entre anomalias químicas de cada estrela individualmente e a presença de diferentes tipos de planetas", disse. A nova etapa da pesquisa, portanto, focou uma dessas gêmeas, a mais parecida com o Sol.

 Após observá-la por cinco anos, porém, nenhum planeta foi encontrado. "Já está garantido que, pelo menos para essa gêmea solar, não existe nenhum planeta". Em outubro de 2011, os astrônomos decidiram ampliar a observação de gêmeas do Sol para uma amostra de 70 estrelas. Por enquanto, as perspectivas de se encontrar novos planetas nessas regiões são positivas. "Temos várias estrelas com sinais de que poderiam ter planetas (em seu sistema). Em toda a amostra, temos duas com sinais muito promissores". Em um desses casos, o planeta apresentaria massa equivalente à Saturno e estaria muito próximo à sua estrela-mãe, além de ser muito quente, devido a essa proximidade. O outro possível planeta teria uma massa de aproximadamente duas a três vezes a de Júpiter. "Mas temos apenas dados parciais, precisamos observar essas estrelas por mais alguns meses para ter a órbita completa e poder anunciar a descoberta", ponderou.
Fontes: Terra / Ig

Astrônomos flagram luz de primeiras estrelas do Universo

Astrônomos conseguiram localizar traços de luz das primeiras estrelas do universo, que eles acreditam ser quase tão antigas quanto o próprio tempo. As primeiras estrelas foram criadas logo após o Big Bang, há 13,7 bilhões de anos, quando o universo esfriou o suficiente para que os átomos se formassem e começassem a se juntar. Desde que esses ‘sóis’ começaram a queimar, suas luzes criaram um brilho através do espaço que cada nova geração de estrelas contribui para aumentar. Agora, astrônomos usando o Fermi, um telescópio espacial da NASA, fizeram a mais precisa medição desse brilho de fundo – conhecido como a “Luz de Fundo Extragaláctica” (EBL, na sigla em inglês) – e separaram a luz de estrelas mais antigas. A luz ótica e ultravioleta das estrelas continuam a viajar através do universo mesmo após as estrelas pararem de brilhar, e isso cria um campo de radiação fóssil que nós podemos explorar utilizando raios gamas de fontes distantes”, disse o líder da pesquisa Marco Ajello ao DailyMail.

Desde o lançamento do Fermi em 2008, o seu Telescópio de Área Maior observa o céu inteiro em raios gamas de alta energia a cada três horas, criando o mais detalhado mapa do universo já conhecido nessas energias. Para os raios gama, a EBL funciona como uma espécie de névoa cósmica. O Dr. Ajello e sua equipe investigam a EBL estudando raios gama usados no estudo de blazares ou galáxias com buracos negros, que foram fortemente detectados em energias maiores que 3 bilhões de elétron-volts (GeV) ou mais de um bilhão de vezes a energia da luz visível. Segundo afirmou ao portal Space: “Nós usamos os blazares como faróis cósmicos. Nós observamos o escurecimento deles devido à névoa da EBL. Isso nos permite quantificar quanta EBL existe entre nós e os blazares. Como os blazares são distribuídos pelo universo, nós podemos medir a EBL em diferentes épocas”.

Conforme a matéria cai em direção a um buraco negro supermassivo de uma galáxia, partes dela são aceleradas para fora em velocidades quase tão rápidas quanto a da luz em jatos apontados em diferentes direções. Quando ocorre de um dos jatos estar direcionado para a Terra, a galáxia parece especialmente brilhante e é classificado como um blazar. Raios gama produzidos em jatos de blazares viajam por bilhões de anos-luz até a Terra. Durante sua jornada, os raios gama passam por uma névoa crescente de luz visível e ultravioleta emitida pelas estrelas que se formaram por toda a história do universo. Ocasionalmente, um raio gama colide com a luz da estrela e se transforma em um par de partículas – um elétron e sua contraparte antimaterial, um pósitron. Uma vez que isso ocorre, a luz do raio gama é perdida.

Na verdade, o processo amortece o sinal do raio gama da mesma forma que a névoa escurece um farol distante. A partir de estudos de blazares próximos, os cientistas determinaram quantos raios gama deveriam ser emitidos em energias diferentes. Blazares mais distantes mostram menos raios gama em energias mais altas – especialmente acima de 25 GeV – graças à absorvência da névoa cósmica. Os blazares mais distantes não têm a maior parte de seus raios gama de alta energia. Os pesquisadores então determinaram a atenuação média dos raios gama por três faixas de distância entre 9,6 bilhões de anos atrás e hoje. Eles também encontraram traços de luzes emitidas por estrelas que queimaram quando o universo tinha apenas meio bilhão de anos de idade.

Acredita-se que elas tenham sido bem diferentes das estrelas de hoje, segundo explicou o Space, com massas até centenas de vezes maiores que nosso Sol. Elas queimaram mais ardentemente, brilhantemente e por tempos de vida mais curtos. Agora, os astrônomos esperam observar a luz dessas estrelas diretamente. “O resultado do Fermi abre a empolgante possibilidade de restringir o mais antigo período da formação de estrelas cósmicas, preparando o palco para o Telescópio Espacial James Webb da Nasa”, diz Volker Bromm, um astrônomo da Universidade do Texas, em Austin, que comentou as descobertas. Em termos simples, o Fermi está nos dando uma imagem da sombra das primeiras estrelas, enquanto que o James Webb irá detectá-las diretamente.
 Fontes: Folha / Jornal ciência
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