14 de nov de 2012

Clima do outro Planeta (Parte 2)

Continuação do clima dos Planetas do Sistema Solar

Como é de esperar, a atmosfera de Júpiter também é composta principalmente de hidrogênio. Ventos de mais de 500 quilômetros por hora provocam turbulências eternas sobre a superfície. Para formar uma idéia, um tufão devastador na Terra é o resultado de ventos de mais de 90 quilômetros por hora. A chamada Mancha Vermelha do planeta, que se avista ao telescópio, é um furacão de hidrogênio de 40 mil quilômetros de extensão que rodopia há pelo menos três centenas de anos.

Demora seis dias terrestres—ou dois dias e cinco horas jupiterianos—para que as massas gasosas que fazem parte da atmosfera do planeta contornem o furacão. Da mesma forma que Júpiter, Saturno é de meteorologia instável— basicamente uma bola de gás em torno de um núcleo metálico. Ao estudar as nuvens que fazem parte de sua atmosfera, composta de hélio e hidrogênio, os cientistas descobriram ventos de até 1 400 quilômetros horários. Esses ventos, por sua vez, provocam violentas tempestades magnéticas, com relâmpagos e tudo.


Em agosto de 1981, a nave Voyager 2 descobriu uma nuvem de gases em torno do planeta, muitas vezes mais quentes que as camadas externas do Sol. A maior parte das informações sobre Júpiter e Saturno foram coletadas pelas sondas Voyager 1 e 2 , que passaram a milhares de quilômetros dos dois planetas. Foram elas que mostraram, por exemplo, que os famosos anéis de Saturno são, na verdade, um labirinto de círculos concêntricos de fragmentos, provavelmente de gelo e rochas. A NASA pretendia que a sonda Galileu, cujo lançamento estava programado para este ano, transportasse aparelhos de medição para serem jogados de pára-quedas sobre Júpiter. A experiência foi adiada para 1995, quando se espera que a missão seja retomada, depois da interrupção do programa espacial americano devido ao desastre da Challenger.


Sobre o clima de Urano se sabe muito pouco. Nas altas camadas da atmosfera, composta por um coquetel de gases, como hidrogênio, metano, amoníaco, hélio e talvez ainda vapor de água, as temperaturas chegam a 200 graus abaixo de zero. Em janeiro de 1986, a Voyager 2 mandou para a Terra cerca de 6 mil fotografias desse terceiro maior planeta do sistema solar e sétimo em distância do Sol. A maioria delas mostra claramente seus satélites sem atmosfera, mas as imagens do próprio Urano não dizem muita coisa. Sua atmosfera, percorrida por ventos às vezes violentos, é coberta por nuvens verde-azuladas. Essa cor se explica provavelmente pelas alterações que o metano sofre em presença da radiação solar.

Aparentemente, o calor do Sol tem pouca influência sobre o clima de Urano. O planeta leva 84 anos terrestres para circular em volta do astro. Esse movimento é executado de lado, de tal forma que um dos pólos fica exposto diretamente à luz solar durante 42 anos, enquanto o outro permanece na sombra. Ou seja, o que é o equador na Terra em Urano é um pólo. Mas não existem diferenças significativas de temperatura entre as diversas regiões do planeta. No dia 25 de agosto de 1989, a sonda Voyager 2, lançada em 1977, estará enviando à Terra suas mais importantes observações sobre Netuno . O planeta está tão longe que é impossível ver qualquer coisa debaixo da camada de nuvens que o rodeia.


Tudo o que se diz de Netuno são apenas suposições. Entre 1975 e 1976, por exemplo, houve uma mudança na radiação emitida pelo planeta, captada na faixa do infravermelho do espectro de luz. Isso indica mudanças climáticas associadas à movimentacão de nuvens. Acredita-se que Netuno seja parecido com Urano, isto é, coberto por uma camada de hidrogênio e hélio. Além disso, como Urano, Netuno tem cor esverdeada, provavelmente também devido à absorção de luz vermelha pelo gás metano contido em sua atmosfera.

O mais remoto dos planetas conhecidos do sistema solar, Plutão é também o mais misterioso. Só recentemente se comprovou que possui uma atmosfera, que compartilha com o seu satélite Caronte. A temperatura máxima do planeta não vai além de cerca de 200 graus negativos. É quando os raios do Sol provocam a evaporação da neve de metano que recobre sua superfície, criando uma camada atmosférica muito fina. As moléculas de metano se aceleram a uma velocidade supersônica e atravessam a distância de 19 mil quilômetros que separa Plutão e Caronte (a distância entre a Terra e a Lua é vinte vezes maior). Isso cria a nuvem de metano que envolve os dois astros. Quando eles se afastam do Sol, em sua órbita alongada, a atmosfera volta a congelar-se, caindo como neve na superfície escura do planeta.

Em nenhum planeta existem condições climáticas confortáveis para os habitantes da Terra. O homem não suporta o calor e o frio extremos de Mercúrio, nem pode respirar o venenoso ar de Marte e Vênus, onde, além do mais, a atmosfera é muito ácida e densa. Todos os outros planetas são terrivelmente inóspitos, não só pela atmosfera mortal mas também pela incrível gravidade, no caso dos planetas gigantes, e pelo frio insuportável. Quanto mais afastado do Sol mais gelado e monótono é o clima de um planeta. Assim, mesmo quando a Voyager 2 passar perto de Netuno e Plutão, não se deve esperar que emita boletins meteorológicos espetaculares. Sob tais climas, é virtualmente impossível que haja vida em qualquer desses planetas—ao menos, vida como é conhecida aqui na Terra.
(Link da Parte 1) http://astronomy-universo.blogspot.com.br/2012/11/climas-do-outro-planeta-parte-1.html
Fonte: http://super.abril.com.br

Janela para o Universo

Não é fácil visualizar. Mas este é o retrato do Universo. Do início dos tempos – melhor, do tempo e do espaço – até a atualidade. Essa imagem é resultado do primeiro ano de operação do satélite Planck, da Agência Espacial Europeia, a ESA. Lançado em maio de 2009, ele se situa hoje a 1,5 milhão de quilômetros da Terra e abriga um telescópio com espelho de 1,5 metro de diâmetro. Durante o último ano o Planck mapeou o céu em todas as direções captando radiação na faixa das micro-ondas. A Via Láctea, nossa galáxia, aparece na faixa central e mais brilhante da imagem e dá uma ideia da aparência atual das regiões do Universo mais próximas de nós. O passado do Cosmo se revela à medida que os olhos se dirigem para as bordas superior e inferior. E quanto mais longe do centro, mais distante no tempo. As manchas vermelhas mostram como era o Universo num estágio muito inicial, muito antes da formação das estrelas e das galáxias. Até 2012 o Planck repetirá esse mapeamento outras três vezes. “Não estamos dando a resposta”, disse David Southwood, diretor de ciência e exploração robótica da ESA. “Estamos abrindo a porta para um Eldorado em que os cientistas podem procurar as pepitas que levarão a uma compreensão mais profunda de como nosso Universo se formou e como funciona hoje.”
Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br

Astrônomos conseguem medir a desaceleração da expansão do Universo

Pesquisa foi capaz de medir, pela primeira vez, de modo preciso o quanto o Universo diminuiu a velocidade de sua expansão há 11 bilhões de anos
O levantamento feito com o telescópio do Sloan, no Novo México, é um dos mais relevantes projetos em astronomia já realizados. Os dados do Sloan podem ajudar a compreender a composição da chamada energia escura, a responsável pela aceleração da expansão do Universo. (Fermilab Visual Media Services)

Considerando apenas a força atrativa da gravidade, a expansão do Universo, que tem 14 bilhões de anos de idade, deveria estar numa gradual desaceleração. Alguns bilhões de anos depois do intenso impulso do Big Bang, o avanço da matéria cósmica originada da grande explosão até começou a perder velocidade. Os cientistas não entendem, no entanto, por que o Universo voltou a se expandir aceleradamente há cerca de cinco bilhões de anos, fenômeno desta vez influenciado por uma força desconhecida chamada energia escura.

Tentar compreender qual a composição dessa tal energia escura — sobre a qual não conhecemos rigorosamente nada — é a nova fronteira do conhecimento que os astrofísicos tentam superar. "Vai ser uma revolução. Ela pode simplesmente ser uma nova força da natureza, o que mostra que a nossa física não explica tudo", afirma Luiz Nicolaci, astrofísico do Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LineA), no Rio de Janeiro. Não à toa, o prêmio Nobel de Física do ano passado foi concedido a Saul Perlmutter, Brian Schimidt e Adam Reiss, responsáveis pelo mais importante estudo sobre a expansão do Universo até o momento.

Uma pesquisa publicada nesta terça-feira no periódico Astronomy & Astrophysics representa mais um passo na tentativa de compreender o que é esse componente cósmico, que preenche nada menos do que 70% do Universo. Astrônomos da terceira edição do consórcio Sloan Digital Sky Survey (SDSS-III) conseguiram medir pela primeira vez a taxa de desaceleração da expansão cósmica que ocorreu há 11 bilhões de anos. Ou seja: antes de a energia escura tornar-se uma força predominante no cosmos e enigmaticamente pisar no acelerador. Ao analisar com precisão uma fotografia do comportamento do Universo numa época tão longínqua, os astrônomos esperam combinar os dados com os obtidos em outros estudos para, no futuro, elaborar uma teoria que contemple essa nova força.
A coluna indica a taxa de expansão do Universo e a linha mostra o tempo decorrido desde o Big Bang. O ponto vermelho indica a medição da desaceleração do Universo há 11 bilhões de anos. Quando a energia escura tornou-se a força dominante do cosmos, há 5 bilhões de anos, o Universo voltou a acelerar

"O valor dessa pesquisa é a possibilidade de vermos como o Universo evoluiu em diferentes épocas da sua existência", afirma Nicolaci, para quem a pesquisa contribui na tentativa de compreender a composição da energia escura. Marcio Maia, outro astrofísico do LineA, afirma que os cientistas precisam reunir informações sobre o comportamento da energia escura (mesmo antes de ela ser uma força dominante) nos mais diferentes tempos do Universo para tentar elaborar uma teoria sobre a sua composição. O LineA, vinculado ao Observatório Nacional, participa do projeto Sloan Digital Sky Survey.


Método – Compõe o Sloan quatro diferentes campos de pesquisa. Para medir a desaceleração do Universo há 11 bilhões de anos, os astrônomos utilizaram o Baryon Oscillation Spectroscopic Survey (BOSS). Num movimento igual ao arremesso de uma pedra num lago, que produz ondas que vão se alongando conforme se afastam do epicentro, os astrônomos conseguiram identificar certos padrões comuns observados na luz emitida por quasares -- e absorvidas por nuvens de hidrogênio -- em regiões longínquas do Universo. "Os astrônomos conseguiram observar uma região distante do Universo. E quanto mais longe, observamos os objetos no passado", finaliza Maia, do LineA.

Saiba mais

ENERGIA ESCURA
A energia escura é uma componente descoberta recentemente que representa 70% do conteúdo do Universo. Ela é a suposta responsável pela aceleração da expansão do Universo.

SLOAN DIGITAL SKY SURVEY (SDSS)
O Sloan Digital Sky Survey, atualmente na sua terceira edição, é um levantamento que conseguiu produzir, no ano passado, a maior imagem já feita do Universo, engloando milhares de objetos celestes. O projeto, que já dura mais de 10 anos, é considerado um dos de maior impacto na astronomia, tendo rendido até o momento mais de 4.000 publicações e 150.000 citações.
Fonte: Veja

Região australiana vê 1º eclipse total do Sol em 1,3 mil anos

Turistas acompanharam o fenômeno raro.Foto: Reuters
Milhares de pessoas reuniram-se na terça-feira na região de Queensland, Noroeste da Austrália, para assistir ao eclipse total do Sol. O raríssimo fenômeno, que durou pouco mais de dois minutos, ocorre quando a Lua se interpõe entre o Sol e a Terra, deixando uma zona do planeta às escuras. O eclipse também pôde ser visto parcialmente no Norte da Nova Zelândia, em ilhas do Pacífico e em partes centrais do Chile. O turismo se intensificou na região e várias pessoas se dirigiram para a cidade de Cairns, cidade turística onde se localiza a Grande Barreira de Corais, para ver o fenômeno. No momento em que Lua avançou sobre o Sol, foi formando-se uma sombra que fez a manhã australiana na região parecer noite.

Segundo o site oficial do governo de Cairns, de dois a cinco eclipses solares ocorrem a cada ano, e não mais do que dois desses pode ser eclipses totais. Cairns estava no caminho da totalidade do eclipse, o que fez com que a visão do fenômeno a partir da cidade fosse privilegiada. A totalidade da cobertura do Sol ocorreu na manhã do dia 14 (horário da Austrália) logo depois do nascer do Sol, às 6h39, horário local, com sol de 14 graus Celsius acima do horizonte. Em Brasília, faltavam poucos minutos para as 19h desta terça-feira quando começou o eclipse. O fenômeno, em seguida, foi se deslocando para áreas despovoadas do Sul do Pacífico.

A agência oficial de Turismo de Queensland (TTNQ) divulgou que o ministro do Turismo de Queensland, Jann Stuckey, comemorou o fato de a região ter ficado lotada de visitantes, cientistas, astrônomos e de "caçadores de eclipse". Antes do fenômeno - que tornou-se evento em Queensland, tendo inclusive ocorrido um festival cultural e uma maratona especificamente em função do eclipse -, estimava-se que até 60 mil pessoas estariam por lá para acompanhar ao vivo a Lua cobrindo o Sol. Além disso, com transmissão ao vivo promovida pela Associação Astronômica de Queensland, em parceria com a TTNQ e a agência espacial norte-americana (Nasa), o fenômeno deve ter sido acompanhado por 20 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a estimativa do governo de Queensland.
Fonte: TERRA

VLT do ESO encontra planeta solitário

Mundo orfão pode ajudar a explicar como se formam planetas e estrelas
Esta impressão artística mostra o planeta errante CFBDSIR J214947.2-040308.9. É o objeto deste género mais próximo do Sistema Solar, não orbita em torno de uma estrela e por isso, não brilha com luz refletida; o fraco brilho que emite pode apenas ser detectado no infravermelho. Aqui vemos uma impressão artística de uma imagem infravermelha do objeto e uma vista das regiões centrais da Via Láctea obtida com o telescópio infravermelho de rastreio VISTA. O objeto parece azulado nesta imagem infravermelha porque muita da radiação nos maiores comprimentos de onda infravermelhos é absorvida por metano e outras moléculas existentes na atmosfera do planeta. No visível, o objeto é tão frio que apenas brilharia muito pouco com uma cor vermelha escura, quando visto de perto. 

Com o auxílio do Very Large Telescope do ESO e do Telescópio Canadá-França-Hawaii, os astrónomos identificaram um corpo que é, muito provavelmente, um planeta a vaguear pelo espaço sem uma estrela hospedeira. Este é, até agora, o melhor candidato a planeta errante e o mais próximo do Sistema Solar, a uma distância de cerca de 100 anos-luz. A sua relativa proximidade, juntamente com a ausência de estrela brilhante muito próxima, permitiram à equipa de astrónomos estudar a sua atmosfera com todo o pormenor. Este objeto deu também aos astrónomos uma ideia do tipo de exoplanetas que futuros instrumentos poderão observar em torno de estrelas diferentes do Sol.

Os planetas errantes são objetos, com massas típicas de planetas, que vagueiam no espaço sem ligação a nenhuma estrela. Possíveis exemplos de tais objetos foram já encontrados anteriormente, mas sem o conhecimento das suas idades, não foi possível saber se eram realmente planetas ou anãs castanhas - estrelas "falhadas" que não conseguem ter tamanho suficiente para dar início às reacções termonucleares que fazem brilhar as estrelas. Os astrónomos descobriram agora um objeto, chamado CFBDSIR2149, que parece fazer parte de um grupo de estrelas próximas conhecido como Associação estelar AB Doradus. Os investigadores encontraram o objeto em observações feitas com o Telescópio Canadá-França-Hawaii e utilizaram seguidamente o Very Large Telescope do ESO para examinar as suas propriedades.

A associação AB Doradus é o grupo estelar deste género mais próximo do Sistema Solar. As estrelas que o compõem deslocam-se em conjunto no espaço e pensa-se que se tenham formado todas ao mesmo tempo. Se o objeto estiver associado a este grupo - sendo, neste caso, um objeto jovem - será possível deduzir muito mais sobre as suas características, incluindo a temperatura, massa e composição da atmosfera . Existe também uma pequena probabilidade de que a sua ligação ao grupo seja fortuita. A ligação entre este novo objeto e o grupo estelar trata-se de uma pista vital, que permitirá aos astrónomos calcular a idade do objeto recém descoberto.  Esta é a primeira vez que um objeto errante de massa planetária é identificado como fazendo parte de um grupo estelar em movimento, e a sua ligação ao grupo torna-o o candidato a planeta errante mais interessante a ser identificado até agora.

"Procurar planetas em torno de estrelas é semelhante a estudar um pirilampo que se encontra a um centímetro de distância de um farol distante de automóvel," diz Philippe Delorme (Institut de planétologie et d'astrophysique de Grenoble, CNRS/Université Joseph Fourier, França), autor principal do novo estudo. "Este objeto errante próximo oferece-nos a oportunidade de estudar o pirilampo com todo o pormenor, sem que as luzes brilhantes dos faróis do automóvel estraguem tudo. Pensa-se que os objetos errantes, como o CFBDSIR2149, se formam ou como planetas normais que foram ejetados dos seus sistemas planetários, ou como objetos solitários, tais como estrelas muito pequenas ou anãs castanhas. Em ambos os casos, estes objetos são bastante intrigantes - ou como planetas sem estrela ou como os objetos mais pequenos possíveis, num intervalo que vai desde as estrelas de maior massa às mais pequenas anãs castanhas.

"Estes objetos são importantes, já que nos podem ajudar a compreender melhor como é que os planetas são ejetados dos sistemas planetários ou como é que objetos muito leves podem resultar do processo de formação estelar," diz Philippe Delorme. "Se este pequeno objeto for um planeta ejetado do seu sistema nativo, dá-nos a imagem de mundos orfãos, errando no vazio do espaço. Estes mundos podem ser comuns - talvez tão numerosos como as estrelas normais. Se o CFBDSIR2149 não estiver associado à Associação AB Doradus, será mais complicado conhecer a sua natureza e propriedades, e poderá antes ser caracterizado como uma anã castanha. Ambos os cenários representam questões importantes sobre como planetas e estrelas se formam e comportam.

"Trabalho adicional deverá confirmar se o CFBDSIR2149 é um planeta errante," conclui Philippe Delorme. "Este objeto poderá ser usado como base de dados para compreender a física de qualquer exoplaneta semelhante, que seja descoberto com futuros sistemas especiais de imagens de elevado contraste, incluindo o instrumento SPHERE, que será instalado no VLT.
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