19 de nov de 2012

9 incríveis exoplanetas descobertos pelo telescópio espacial Kepler

O telescópio espacial Kepler foi criado para examinar estrelas parecidas com o sol, e buscar planetas que estejam dentro da “zona cachinhos dourados”, ou “zona habitável” dessa estrela, que seria a região do espaço em que a radiação emitida por ela permite que o planeta seja frio o suficiente para que a água não seja apenas vapor, mas não tão frio que esteja congelada. Periodicamente, ele espia cerca de 156.000 estrelas nas constelações do Cisne e da Lira em busca de pequenas variações em sua luminosidade, o que indicaria um planeta passando em frente da estrela. Quase todos os planetas identificados pelo Kepler levam o seu nome e fazem parte do catálogo gerado pelo telescópio. Depois do nome, há um número referente à estrela que foi examinada, e uma letra com inicial minúscula: o planeta mais próximo da estrela recebe a letra “b”, o seguinte, a letra “c”, e assim por diante (a estrela seria o objeto “a”).

Confira alguns dos planetas descobertos por Kepler:

Kepler-10b
Este é um planeta rochoso, denso e quente, com 1,4 vezes o tamanho da Terra. Ele não está na zona cachinhos dourados, já que orbita a sua estrela de forma muito próxima para haver vida como a conhecemos. É tão quente (mais de 1.380°C na superfície) que o ferro do planeta ferve e gra uma “cauda” de ferro e sílica, parecida com a de um cometa. Ele está 20 vezes mais perto da estrela do que Mercúrio do nosso sol, e um ano no Kepler-10b dura 0,84 dias do nosso. Sua densidade deve ser de cerca de 8,8 g/cm³, semelhante à do ferro.

Sistema Kepler-11
Este sistema tem uma estrela parecida com o nosso sol, orbitada por seis planetas. Às vezes dois ou mais planetas passam na frente da estrela juntos, como na concepção artística acima de um trânsito de três planetas. Este evento foi observado pela sonda Kepler em 26 de agosto de 2010. Kepler-11 está a 2.000 anos-luz de distância da Terra.

Compartilhando a órbita
O telescópio Kepler encontrou vários arranjos estranhos de planetas, que sugerem que nosso sistema solar não é a única forma de organizar planetas. Estes dois planetas co-orbitais, localizados no sistema de quatro planetas KOI-730, estão a 120 graus de distância, como enfeites pendurados no céu noturno um do outro. Acredita-se que a lua tenha sido formada a partir da colisão de um planeta co-orbital, Theia, com a Terra, mas antes desta descoberta não havia evidência de planetas co-orbitais.

Kepler-16b, ou Tatooine
Esta é uma das mais famosas descobertas do Kepler, entre outros motivos por que transformou a ficção científica em realidade científica. O planeta, Kepler-16b, orbita uma estrela binária, como o planeta Tatooine de Guerra nas Estrelas. Ele se parece com Saturno, se considerarmos sua massa e composição gasosa, e orbita sua estrela a uma distância semelhante à órbita de Vênus com o sol. As duas estrelas no sistema têm massa equivalente a 20% e 69% da massa do nosso sol. Combinadas, elas não tem a massa do sol, o que faz com que sua órbita seja provavelmente fria, colocando o planeta fora da zona habitável. O planeta também é especial por causa da forma como foi descoberto – as estrelas binárias eclipsantes estavam descartadas da busca por que é mais difícil perceber um planeta nelas.

Kepler-22b
Kepler-22b tem 2,4 vezes o tamanho da Terra, e é o primeiro planeta que está orbitando confortavelmente a zona habitável de uma estrela parecida com o nosso sol. Os cientistas ainda não sabem se o planeta é rochoso, gasoso ou com composição líquida, e é possível que ele tenha nuvens em sua atmosfera, como nesta ilustração.

O planeta mais escuro
Este planeta, a apenas 750 anos-luz de distância, é muito escuro e difícil de ver. Ele é tão escuro que reflete apenas um porcento da luz que o atinge. TrES-2b é mais escuro que o carvão ou qualquer outro planeta ou lua já descoberto. Ele é menos refletivo que uma pintura de tinta acrílico preta. É realmente preto.

Um planeta evaporando na nossa frente
Este planeta, a apenas 1.500 anos-luz da Terra, parece estar evaporando bem na nossa frente. Nos próximos 100 milhões de anos, ele vai se desintegrar completamente. O planeta está orbitando uma estrela catalogada como KIC 12557548 tão perto dela que completa uma órbita em apenas 15 horas, um dos períodos orbitais mais curtos já observados. Esta proximidade gera temperaturas superiores a 3.600 graus na superfície do planeta. Este calor extremo está fazendo com que o material rochoso evapore direto da superfície, formando um vento que o carrega para o espaço como gás e poeira.

Sistema Kepler-35
Kepler-16b acabou não sendo um sistema único. Esta figura do sistema Kepler-35 mostra um planeta do tamanho de Saturno orbitando um par de estrelas do tamanho do sol. A estrela maior tem praticamente o mesmo tamanho do sol, e a menor tem 79% do raio do sol. As estrelas estão eclipsando uma a outra a cada 21 dias, mas as eclipses não são exatamente periódicas. Esta variação no período das eclipses motivou a busca por um planeta no sistema, que foi descoberto transitando as estrelas em uma órbita de 131 dias. A descoberta de Kepler-34 e Kepler-35 estabeleceu uma nova classe de planetas circumbinários, sugerindo que muitos milhões destes sistemas devem existir na Via Láctea.

Kepler-20e e Kepler-20f
Estes são os dois menores planetas encontrados pelo Kepler, e os dois dos mais parecidos com a Terra. Kepler-20e, em cima, orbita sua estrela a cada 6,1 dias, a apenas 7,5 milhões de quilômetros dela. Por conta dessa proximidade, a temperatura superficial do planeta atinge 760°C. Kepler-20f, que está embaixo, tem 1,03 o tamanho da Terra, sendo o exoplaneta mais semelhante em tamanho ao nosso planeta já encontrado. Em termos de massa, ele tem um pouco menos que três vezes a massa da Terra, e está a cerca de 16 milhões de quilômetros de sua estrela (nós estamos a cerca de 149 milhões de quilômetros do sol), o que faz com que sua órbita dure apenas 19,6 dias. Sua temperatura superficial é de cerca de 444°C, mas os astrônomos acreditam que ele deve ter uma atmosfera rica em vapor de água.
Fonte: hypescience.com 
[PopSci]
Obs.: Todas as imagens do artigo são concepções artísticas, baseadas nos dados obtidos sobre os planetas.

Os Companheiros Gelados do APEX

Créditos:ESO/B. Tafreshi (twanight.org)
O telescópio Atacama Pathfinder Experiment (APEX) – capturado nesta bela imagem obtida pelo Embaixador Fotográfico do ESO Babak Tafreshi – é uma das ferramentas utilizadas pelo ESO para espreitar para lá do reino da luz visível. Situa-se no Planalto do Chajnantor a uma altitude de 5000 metros. Podemos observar grupos de penitentes brancos no primeiro plano da fotografia. Os penitentes são um interessante fenômeno natural, que se observa em regiões de elevada altitude, tipicamente a mais de 4000 metros acima do nível do mar. São finos picos de neve endurecida ou gelo, que apontam na direção do Sol, atingindo alturas que podem ir de alguns centímetros até vários metros.

O APEX é um telescópio de 12 metros que observa radiação nos comprimentos de onda do milímetro e submilímetro. Os astrônomos que observam com o APEX podem ver fenômenos que seriam invisíveis a comprimentos de onda mais curtos. O telescópio permite-lhes estudar nuvens moleculares – as densas regiões de gás e poeira cósmica onde novas estrelas se estão a formar – que se encontram escuras e obscurecidas pela poeira no visível ou no infravermelho, mas que brilham intensamente a estes comprimentos de onda relativamente longos. Os astrónomos usam esta radiação para estudar as condições químicas e físicas nestas nuvens. Este intervalo de comprimentos de onda é também ideal para o estudo de algumas das galáxias mais longínquas e primordiais do Universo.

Visível apenas no céu noturno por cima e à esquerda do APEX, podemos ver as tênues manchas correspondentes à Pequena e Grande Nuvens de Magalhães, respectivamente, galáxias vizinhas da nossa Via Láctea. O plano da Via Láctea propriamente dito pode ser visto como uma banda difusa que atravessa o céu, mais proeminente sobre o edifício de controle do APEX, situado à direita. As manchas escuras nesta banda correspondem a regiões onde a radiação emitida por estrelas distantes é bloqueada pela poeira interestelar. Escondido por trás destas zonas escuras de poeira, o centro da Via Láctea encontra-se a cerca de 27 000 anos-luz de distância. Os telescópios tais como o APEX são uma ferramenta crucial para que os astrónomos possam espreitar para além da poeira e estudarem o centro da nossa galáxia com todo o detalhe. O APEX é uma colaboração entre o Instituto Max Planck para a Rádio Astronomia (MPIfR), o Observatório Espacial Onsala (OSO) e o ESO. A operação do APEX no Chajnantor está a cargo do ESO.
Fonte: http://www.eso.org/public

Novo mapa mostra como era o universo 11 bilhões de anos atrás

Estamos essencialmente medindo as sombras criadas por nuvens de gás em uma série de linhas, cada um com bilhões de anos-luz de comprimento”, disse Will Percival, um professor da Universidade de Portsmouth (Reino Unido). “O truque é combinar todos estes mapas unidimensionais. É como tentar reconhecer um objeto a partir de uma foto que foi pintada nos espinhos de um ouriço. Ele está se referindo ao mapa do universo, em sua forma de 11 bilhões de anos atrás. Logo após o Big Bang, o universo entrou em expansão; essa expansão, no entanto, começou a desacelerar por causa da gravidade até que, cerca de 3 bilhões de anos atrás, a energia escura começou uma nova aceleração da expansão.

O mapa, resultado do trabalho de 63 cientistas de nove países, foi compilado usando uma nova técnica que estuda a luz intensa de 50.000 quasares distantes conforme ela atravessa nuvens de hidrogênio em seu caminho para a Terra. É como usar milhares de lanternas para iluminar um nevoeiro. Tecnicamente falando, eles estão medindo a oscilação acústica bariônica, BAO, usando a luz de quasares distantes. Os quasares são muito esparsos para a medição, mas quando sua luz atravessa nuvens de gás intergalácticas a caminho da Terra, seu espectro apresenta uma gama enorme de linhas de absorção de hidrogênio, conhecida como “floresta Lyman-alfa”.

Cada uma das linhas desta “floresta” revela onde a luz do quasar passou por uma nuvem de gás. Como a luz de uma lanterna vista através de um nevoeiro, as diferentes proeminências e desvios para o vermelho das diferentes linhas de absorção no espectro de um único quasar revela como a densidade do gás varia com a distância ao longo da linha de visada. As BAO são uma rede de variações em larga escala na distribuição das galáxias visíveis e das nuvens de gás intergaláctico, que revelam a distribuição da matéria escura. O espaçamento regular dos picos na densidade da matéria tem origem nas variações primordiais de densidade, cujos traços são visíveis na radiação cósmica de fundo. Este espaçamento fornece uma régua cósmica para a calibração da taxa de expansão, onde os BAO podem ser medidos.

Esse estudo é o primeiro resultado de um projeto de cinco anos, iniciado em 2009. A equipe, do terceiro Levantamento Digital Sloan do Céu, pretende expandir os dados obtidos para cerca de 160.000 quasares até o fim do projeto. Por enquanto, os achados estão de acordo com a teoria que afirma que a energia escura foi de alguma forma originada conforme o universo expandia. A imagem obtida mostra que o universo passou por uma fase cerca de 3 bilhões de anos depois do Big Bang quando a expansão começou a diminuir, antes da “energia escura” começar a acelerar o afastamento das galáxias.
Fonte: hypescience.com 
[HuffingtonPost]

Em quantos anos o Universo acabará?

Felizmente, nós já conseguimos sobreviver a vários hipotéticos fins do mundo, inclusive a teoria do fim do mundo prevista pelo calendário maia (bom, melhor não falar isso tão cedo, afinal 2012 ainda não acabou. Pra ajudar, Nostradamus, famoso profeta francês popular por suas previsões certeiras, também disse que não passaríamos de 2012). Mas não adianta ter a falsa ideia de imortalidade, porque, como um dos grandes físicos e cosmólogos de todos os tempos já disse, o universo teve um começo (Big Bang), então também terá um fim. Só pra constar, esse cara é Stephen Hawking. E não só ele, mas muitos outros cientistas, apesar de não poderem dizer exatamente como o Universo vai terminar, acreditam que um Universo infinito é impossível, porque as leis da física não o permitem.

Como será seu fim, então? Tirando da jogada teorias religiosas, filosóficas e outras (poderíamos, por exemplo, destruir toda a Terra com uma guerra nuclear), o que a ciência tem a dizer? De uns anos para cá, descobrimos que o Universo está se expandindo (e essa expansão está acelerada). Porém, não só esse, mas vários outros fenômenos do Universo fogem da nossa compreensão, porque cada vez mais nós percebemos que não conhecemos nem o que conhecemos. Por exemplo, as misteriosas energia escura e matéria escura parecem formar a maioria do Universo, entre 90 e 95% dele, enquanto a matéria, que é o que conhecemos, é só o “resto”. Pode ser que, daqui a trilhões de anos, o universo esteja tão expandido que a matéria e a energia vão estar tão rarefeitas que vão deixar de existir. Mas não parece que sequer vamos chegar a tanto. Outra teoria, proposta por um grupo do Instituto de Física Teórica da

Academia Chinesa de Ciências, diz que a energia escura pode acabar com o Universo da mesma forma que o Big Bang e a inflação o iniciou. Usando cálculos que nem me atrevo a mencionar aqui, os cientistas chegaram, com um nível de confiança de 95,4%, a conclusão de que o Big Fim acontecerá em 16,7 bilhões de anos. Espera! “16,7 bilhões, ou milhões?”, pensa você. Bilhões, confirmo eu. “Ufa!”, o leitor respira aliviado. Bom, na verdade esse tempo tem tudo pra ser menor ainda. Isso porque temos um problema chamado Sol. Ele também é finito. E nenhum cientista sugere que ele vai durar tanto quanto 16,7 bilhões de anos. Algumas estimativas apontam que a vida do Sol vai acabar em seis bilhões de anos. Mas, apesar de já termos observado outras mortes estrelares (“supernovas”), não podemos ter certeza absoluta de quanto tempo nossa estrela tem. Pior notícia do que essa, só a de que um outro modelo do Universo mostra que há uma chance de 50% de que o tempo acabe nos próximos 3,7 bilhões de anos – sim, o tempo mesmo, as horas, minutos e segundos.

Para finalizar o mais pessimista possível, é bem provável que nós tenhamos ainda menos tempo que isso, pelo jeito que cuidamos da nossa casa, a mãe Terra. Se as pessoas não se importam nem o suficiente para não jogar um papel no chão ou andar um quarteirão a pé e não de carro, quem dirá os governos dos países em preservar o meio-ambiente, e, numa dessa, o aquecimento global, defendido por inúmeras teses e com resultados que podem ser comprovados, pode assolar o planeta com vários males; com o aumento da temperatura, a qualidade do ar é prejudicada, os alimentos se tornam escassos e as terras podem se tornar desertas. Sem comida e suscetíveis a diversas doenças, essa morte lenta e dolorosa parece a pior de todos os cenários possíveis.
Fonte: hypescience.com
[Science20]

Vaga-lumes Galácticos

Galáxias luminosas brilham como vaga-lumes na noite escura nessa imagem registrada pelo Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA. A galáxia central nessa imagem é uma gigantesca galáxia elíptica, designada por 4C 73.08. Uma galáxia proeminente espiral vista de cima brilha na parte inferior da imagem, enquanto que exemplos de galáxias vistas de lado também populam essa paisagem cósmica. Na luz óptica e na luz infravermelha próxima utilizada para montar essa imagem, a 4C 73.08 não aparece em toda a sua fúria. Mas quando vista em comprimentos de onda mais longos, a galáxia assume uma aparência bem diferente. As ondas de rádio, por exemplo, revelam plumas emanando de seu núcleo, onde um buraco negro supermassivo expele jatos gêmeos de material. A 4C 73.08 é classificada como uma rádio galáxia, como um resultado dessa característica atividade na parte de rádio do espectro eletromagnético.

Os astrônomos precisam estudar objetos como a 4C 73.08 em múltiplos comprimentos de onda para aprender sua verdadeira natureza, do mesmo modo que um vaga-lume poderia dizer ao cientista algo sobre os insetos. Observando a 4C 73.08 na luz visível com o Hubble ilumina a estrutura galáctica bem como a idade das estrelas constituintes, além da idade da própria galáxia. A 4C 73.08 é decididamente mais vermelha do que a proeminente galáxia espiral mais azul que aparece nessa imagem. A vermelhidão da galáxia elíptica vem da presença de muitas estrelas vermelhas e mais velhas que mostram que a 4C 73.08 é mais velha do que sua vizinha espiral. A imagem acima foi feita usando a Wide Field Camera 3 do Hubble através de dois filtros, um que captura a luz verde, e um que captura a luz vermelha e infravermelha próxima.
Fonte: www.spacetelescope.org

Os Leonidas Sobre o Monument Valley

Crédito da imagem e direitos autorais: Sean M. Sabatini
O que está acontecendo no céu sobre o Monument Valley? Uma chuva de meteoros. Durante o último fim de semana a chuva de meteoros dos Leonidas atingiu seu pico. A imagem acima, na verdade uma composição de seis exposições de 30 segundos cada, foi feita em 2001, um ano considerado como o mais ativo para a chuva dos Leonidas. Naquele momento, a Terra estava se movendo através de uma região particularmente densa de detritos do tamanho de grãos de areia do cometa Tempel-Tuttle, de modo que a taxa de meteoros se aproximou de um visível a cada segundo. Os meteoros aparecem paralelos pois eles caem na Terra a partir de um ponto único, conhecido como radiante, nesse caso, um ponto no céu localizado na direção da constelação de Lion, o Leão. Embora, o pico previsto para a chuva de meteoros dos Leonidas já tenha passado, outro pico pode ser visível no começo do dia de amanhã (20 de Novembro de 2012). Para terminar, fica aqui um desafio, quantos meteoros você consegue observar na imagem acima? Confira seu chute nesse site: http://asterisk.apod.com/viewtopic.php?f=9&t=30128
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap121119.html

Impressionante Imagem Colorida Da Lua

Existem imagens que não podem ser vistas num smartphone, nem em um tablet, e a imagem acima é um belo exemplo desse. Isso acontece pois a imagem acima tem uma resolução excelente além de cores muito bem definidas. Mesmo assim as cores foram realçadas como objetivo de mostrar interessantes variações. Embora os cientistas lunares tenham mapeados variações de cores através dos mares e amarradas a diferenças na química das rochas dos mares, pouco progresso disso tem sido feito com relação às terras altas. Mas o mosaico acima sugere que existam significados fisicamente diferentes também nas terras altas. Por exemplo, embora as terras altas são geralmente ausentes em tonalidades laranjas o material ejetado da Bacia Orientale além da Schickard é mais intenso do que na maioria dos outros lugares. Níveis similares de intensidade também ocorrem ao redor da cratera Pythagoras perto do polo norte. As terras altas ao Sul e a oeste da Tycho tem uma tonalidade azul definida, enquanto que a área a nordeste da Tycho tenha uma tonalidade mostarda, com a cor amarela mais profunda ao redor dos anéis das crateras como a Arzachel, a Herschel, a Manilus, e especialmente a Theophilus. Parece que a zona mostarda tem uma composição diferente do material ejetado com relação às outras regiões altas da Lua. Medidas cuidadosas e calibradas das cores das terras altas ainda não foram feitas, mas as imagens coloridas da câmera WAC da sonda LRO fornecerão a composição dos materiais. Nós, com certeza iremos aprender muitas coisas novas sobre as terras altas em breve, e a imagem acima está adiantando muitos desses aprendizados.
Fonte: lpod.wikispaces.com

Descoberta galáxia mais distante já observada

A pequena galáxia MACS0647-JD é candidata a ser a mais distante já observada. Sua luz viajou 13,3 bilhões de anos até chegar à Terra
A galáxia MACS0647-JD é candidata a ser a mais distante já observada. Sua luz viajou 13,3 bilhões de anos até chegar aos telescópios espaciais Hubble e Spitzer, da NASA (NASA, ESA, M. Postman e D. Coe (STScI) e CLASH Team)

Astrônomos descobriram a galáxia mais distante já identificada no Universo. Sua luz viajou 13,3 bilhões anos até chegar à Terra, segundo a Nasa, a agência espacial americana. Identificada como MACS0647-JD, a decana das galáxias nasceu 420 milhões de anos depois do Big Bang, a explosão que deu origem ao Universo, há 13,7 bilhões de anos.

Esta descoberta só foi possível graças à combinação dos poderosos telescópios Spitzer e Hubble e ao fenômeno chamado de "lente gravitacional". Há quase um século, Einstein previu em sua teoria da relatividade que objetos de grande massa, como um conjunto de galáxias, teriam um campo gravitacional tão forte que conseguiriam desviar os raios de luz. Às vezes, esta deformação funciona como uma lupa gigante, ampliando a imagem percebida por um observador situado do outro lado.

A gravidade desse conjunto de galáxias conhecido como MACS J0647+7015 impulsionou a luz proveniente da galáxia distante, fazendo com que as imagens ficassem várias vezes mais brilhantes e mais fáceis de identificar. "Sem esse aumento, seria preciso um esforço hercúleo para observar essa galáxia", disse Marc Postman, da NASA.

Pelo tamanho reduzido, a galáxia MACS0647-JD parece ser um dos elementos de formação de uma galáxia maior. Uma análise mostra que a galáxia tem menos de 600 anos-luz de largura, enquanto galáxias com a mesma idade costumam ter em média uma amplidão de 2.000 anos-luz.. A galáxia anã Grande Nuvem de Magalhães, que orbita a Via Láctea, tem uma largura de 14.000 anos-luz. A Via Láctea tem 150.000 anos-luz de extensão. "Este objeto parece ser um dos elementos que servem para formar uma galáxia", diz Dan Coe, do Space Telescope Science Institute. Ele é o coordenador do estudo sobre a descoberta que será publicado no dia 20 de dezembro do Astrophysical Journal.
Fonte: Veja
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