23 de nov de 2012

Big Bang – Pode uma explosão originar o Universo?

Conforme a teoria do Big Bang, a possível “explosão” deu origem ao universo
 
Foi o monsenhor Georges Lemaître o primeiro homem a levar a sério a idéia de que o Universo tivesse um começo, do ponto de vista científico. Partindo da então recente Teoria da Relatividade Geral de Einstein, ele criou, em 1927, a hipótese de um “átomo primordial”, que teria explodido em tempos imemoriais para dar origem a tudo que existe. Einstein odiava a idéia, mesmo sendo uma decorrência quase instantânea da teoria. Ao ser contatado pelo belga, criticou o quanto pôde. Uma alfinetada do famoso cientista alemão equivalia a uma sentença de morte para uma proposta científica. Ninguém deu muita bola para o pobre Lemaître. Mas sua vingança viria mais cedo do que Einstein ou qualquer outro cientista concorrente poderia imaginar.
 
Em 1929, um astrônomo americano chamado Edwin Hubble fez uma descoberta intrigante: as galáxias pareciam estar todas se afastando umas das outras. E, quanto mais distantes elas pareciam estar, mais rápido elas se afastavam de nós. Ou seja, o Universo parecia estar se expandindo, em vez de parecer fixo e eterno. Não custou muito para que alguém rebobinasse mentalmente a fita e calculasse as implicações: se hoje em dia tudo está correndo de tudo, num momento passado tudo esteve junto com tudo, no mesmo lugar. E voilà – volta o “átomo primordial” de Lemaître e a noção de um começo cósmico.
 
Mas a grande revolução da teoria, que ficaria conhecida como a do “big-bang” (apelido dado por um de seus maiores inimigos, o britânico Fred Hoyle), ainda estava por vir. Pois as equações científicas já permitiam especular sobre como poderiam ter sido os momentos iniciais do Universo.
 
Em 1948, o pesquisador russo-americano George Gamow, em parceria com Ralph Alpher, obteve duas conclusões impressionantes. Seus cálculos mostravam que os fenômenos ocorridos logo após o big-bang, durante os primeiros instantes da criação, explicavam a composição básica do Cosmos: as proporções de átomos ultraleves de hidrogênio e hélio, os dois componentes mais comuns do Universo desde sempre.
 
Gamow também previu a existência de uma espécie de “eco” dessa explosão, na forma de uma radiação de microondas, vinda de todos os cantos do Universo. Passaram-se anos até que, por acidente, Arno Penzias e Robert Wilson, dos Laboratórios Bell, descobrissem a tal “radiação cósmica de fundo”. Com esse achado, em 1964, estava confirmada uma das mais espetaculares predições da ciência: ao menos na forma como o conhecemos hoje, o Universo teve um princípio dramaticamente quente e explosivo.

Descobertas galáxias sem estrelas nos limites do universo como teoricamente previsto

Galáxias escuras são galáxias que praticamente não têm estrelas (por isto são chamadas de escuras). Pela teoria, antes de se formarem as primeiras estrelas, enormes massas de gás deveriam se reunir em gigantescas nuvens, formando assim as primeiras galáxias. Encontrar estas galáxias, previstas teoricamente, até hoje tem se mostrado um desafio e tanto. Para buscá-las, Sebastiano Cantalupo, astrônomo da Universidade da Califórnia, Santa Cruz (EUA), e sua equipe resolveram se aproveitar de uma das mais brilhantes fontes de luz no cosmo, um quasar conhecido como HE0109-3518. Localizado a 11 bilhões de anos-luz de distância, HE0109-3518 brilha com a intensidade de cem trilhões de sóis e ilumina sua vizinhança galáctica em um raio de dez milhões de anos-luz.

Utilizando o VLT – Very Large Telescope (“Telescópio Bem Grande”), no Chile, os astrônomos fizeram imagens de longa exposição da área em torno do quasar, e detectaram uma dúzia de objetos que podem ser as galáxias escuras. Na figura, vemos o quasar marcado com um círculo vermelho, e os candidatos a galáxia escura marcados com círculos azuis. O trabalho de Sebastiano Cantalupo, Simon Lilly e Richard Book deve ser publicado em uma edição futura do Monthly Notices of the Royal Astronomy Society (Notícias Mensais da Sociedade Astronômica Real).[National Geographic, io9]

Mistério do hidrogênio desaparecido
Outro mistério que os cientistas têm tentado desvendar é por que ninguém consegue detectar o hidrogênio que estaria formando estrelas nas regiões mais antigas e distantes do universo. Enquanto a teoria dita que uma certa quantidade do gás deve estar presente nessas regiões, os pesquisadores só eram capazes de detectar um número muito menor. O Dr. Stephen Curran, da Escola de Física da Universidade de Sydney, e o Dr. Matthew Whiting, da Ciência Espacial e Astronomia do CSIRO (“Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation” – Organização de Pesquisa da Comunidade Científica e Industrial, a agência espacial da Austrália) criaram um modelo que mostra como buracos negros supermassivos, escondidos no centro de cada galáxia ativa (quasares), podiam ionizar todo o gás no seu entorno, até mesmo nas maiores galáxias sem estrelas.

Quando ionizado, o hidrogênio perde um elétron, e fica agitado demais para permitir o colapso da nuvem de gás, que daria origem a uma estrela. Além disso, o hidrogênio ionizado não pode ser detectado através das ondas de rádio de 21 cm (que os cientistas estavam usando para procurá-lo). A ionização das nuvens de hidrogênio é causada pela radiação ultravioleta extrema emitida pela matéria que está caindo no buraco negro a velocidades próximas da da luz, e é um ultravioleta tão poderoso que consegue ionizar todo o gás mesmo nas maiores galáxias. O resultado é que as nuvens de gás nesta situação não formam estrelas. Para começarem a formar estrelas, é preciso um evento externo, como uma fusão com outra nuvem de gás.
Fonte: hypescience.com
[DailyGalaxy]

O novo planeta e o belo céu do verão

Há pouco tempo os astrônomos do observatório de La Silla, no Chile, anunciaram a descoberta de um planeta na órbita da estrela Alfa da constelação do Centauro. A mais próxima da Terra. Infelizmente o planeta fica perto demais de seu Sol, Alfa Centaurib, e a temperatura em sua superfície é de dois mil graus. Esta semana a mesma equipe descobriu outro planeta semelhante a Terra, mas fica a 42 anos-luz, dez vezes mais distante do que AlfaCentauri Bb. O novo mundo, batizado de HD40307, fica a 90 milhões de quilômetros de seu sol e poderia ter água líquida e condições de vida.

O estudo desses mundos extra-solares vai melhorar com a nova geração de telescópios espaciais, como o James Webb, da Nasa. Sucessor do Hubble, o James Webb poderá analisar a luz desses planetas e confirmar se eles possuem atmosferas respiráveis e água líquida. Enquanto isso, aqui na Terra, o verão se aproxima e as constelações características desta época começam a ficar visíveis no nosso céu. Saem o Escorpião e o Sagitário, que dominam as noites do inverno, e surge o belo quadrilátero de Orion e sua vizinha, a constelação do Touro, que contém um dos mais belos aglomerados de estrelas, as Plêiades.

Júpiter, o maior dos planetas, está visível bem dentro do triângulo formado pelas estrelas do Touro. Ele é um astro brilhante, de cor branco-amarelada, cuja luz não pisca como a das outras estrelas. Atualmente ele aparece acima do horizonte, logo após o pôr do Sol, mas lá para o final do mês ficará mais alto no céu. Com uma luneta ou um binóculo potente dá para ver as luas de Júpiter que encantaram o físico italiano Galileu Galilei em 1610. Foi a partir da observação dessas luas que Galileu concluiu que a Terra não era o centro do Universo, o que desagradou os teólogos da época. Em honra ao primeiro homem que as observou, elas são chamadas de luas galileanas e receberam nomes das namoradas de Júpiter, Io, Europa, Ganimedes e Calisto.

A exploração espacial revelou que Júpiter tem 67 luas, mas a maioria é formada por asteroides capturados e não minimundos como Io e Europa. Io é um mundo cheio de vulcões ativos e sua superfície tem lagos de enxofre borbulhante, como se fosse uma sucursal do inferno. Já Europa é coberta por um oceano congelado com uma superfície riscada por fendas escuras. Atualmente a sonda espacial Juno, da Nasa, viaja para Júpiter, com a missão de concluir os estudos feitos na década de 1990 pelo robô Galileu.

As plêiades podem ser vistas a olho nu, como um aglomerado de sete estrelinhas. Elas são muito jovens e se formaram a apenas 100 milhões de anos, o que é pouco para estrelas, cujas vidas se medem em bilhões de anos. Elas ainda estão cercadas pelos véus da nebulosa que as criou e são estrelas quentes, azuladas, da classe B. Uma delas, Pleiona, gira tão rápido que é achatada e se encontra a mais de trezentos anos-luz do nosso mundo. Os nomes dessas sete estrelas também foram tirados da mitologia grega: Alcione, Mérope, Atlas, Electra, Maia, Taigeta e Pleiona.

Famosas estrelas
Perto do Touro fica o quadrilátero do Orion, com outro grupo famoso de estrelas, as Três Marias. Elas formam uma linha no centro da constelação e abaixo delas fica uma grande nuvem gasosa, onde novas estrelas estão se formando, a constelação do Orion. As Três Marias ficam bem mais distantes de nós do que as Plêiades, em torno de mil anos-luz. Em volta delas, formando um quadrilátero, encontram-se as estrelas principais de Orion, com a azulada Rigel num dos vértices, e a avermelhada Betelgeuse do outro lado.

Betelgeuse é um sol vermelho gigante e tem uma estrela menor, branco esverdeado orbitando ao redor. Com uma boa luneta você pode reunir os amigos para um churrasco astral, em uma noite clara, e observar as névoas de Orion, o véu azulado das Plêiades e as luas de Júpiter. Júpiter sofreu recentemente o impacto de dois asteroides, que deixaram manchas escuras em seu hemisfério sul. Mas elas só serão visíveis se o seu telescópio for muito bom.
Fonte: http://diariodovale.uol.com.br

A Nebulosa do Mago

A Nebulosa do Mago (Sharpless 142 ou SH2-142) é uma nebulosa difusa ao redor do aglomerado aberto de estrelas em desenvolvimento NGC 7380. Ele se espalha por aproximadamente 140 x 75 anos-luz e localiza-se dentro da Via Láctea a uma distância estimada de 7200 anos-luz na direção da constelação de Cepheus. Ele está se movendo em nossa direção a uma velocidade de 34.13 quil6ometros por segundo. O nome Sharpless vem de um catálogo de 312 nebulosas de emissão (regiões H II). A primeira edição foi publicada por Stewart Sharpless em 1953 com 142 objetos (Sh1) e a segunda e final versão foi publicada em 1959 com 312 objetos (Sh2).

Esse tipo de nebulosa é o local de nascimento de estrelas. Elas são formadas quando nuvens de gás moleculares bem difusas colapsam devido a sua própria gravidade, muitas vezes devido à influência de uma explosão de supernova que ocorreu próximo. A nuvem colapsa e os fragmentos, algumas vezes formam centenas de novas estrelas. As estrelas recém-formadas ionizam o gás ao redor para produzir uma nebulosa de emissão. Nesse caso, as estrelas do NGC 7380 emergiram de sua nuvem natal a aproximadamente 5 milhões de anos atrás, fazendo desse um aglomerado relativamente jovem. E, embora, a nebulosa possa durar por alguns milhões de anos, algumas dessas estrelas formadas podem viver como o nosso Sol.

A Nebulosa do Mago é ionizada por uma estrela binária conhecida como HD215835, também conhecida como DH Cephei, juntamente com estrelas muito jovens e energéticas localizadas dentro do aglomerado. Elas fazem com que a nebulosa que as envolve brilhe e seus ventos e radiação podem então esculpiras nuvens de gás e poeira formando paisagens semelhantes com montanhas como se pode ver na imagem acima. Essa região ativa e brilhante de formação de estrelas é parte de uma nuvem molecular muito maior em Cepheus, chamada de NGC 7380E, que tem uma massa total estimada entre 6000 e 15000 massas solares. A imagem acima foi gerada na chamada paleta do Hubble e mostra a emissão dos elementos ionizados, Enxofre, em vermelho, Hidrogênio em verde e Oxigênio em Azul.
Fonte: http://cienctec.com.br/wordpress/

Ejeção de Massa Coronal Segue Rumo a Terra

No dia 21 de Novembro de 2012, às 14:24, hora de Brasília, o Sol expeliu diretamente para a Terra uma ejeção de massa coronal, ou CME. Modelos de pesquisa experimental da NASA, baseados em observações feitas com o Solar Terrestrial Relations Observatory (STEREO) e com a missão das agências NASA/ESA Solar and Heliospheric Observatory, mostram que a CME de 21 de Novembro de 2012, deixou o Sol a uma velocidade de 500 milhas por hora, o que é considerada uma velocidade baixa para as CMEs.

Não podendo confundir com uma flare solar, uma CME é um fenômeno solar que pode enviar partículas do Sol ao espaço e que podem chegar na Terra entre um e três dias depois. Quando são direcionadas para a Terra, as CMEs podem causar fenômenos do clima espacial chamados de tempestades geomagnéticas, que ocorrem quando as CMEs se conectam com sucesso com o envelope externo magnético da Terra, a magnetosfera, por um período de tempo relativamente extenso. No passado, CMEs dessa velocidade normalmente não causavam tempestades geomagnéticas substanciais. Elas têm causado auroras perto dos polos mas pouco provavelmente devem causar problemas nos sistemas elétricos na Terra ou interferir com os sistemas de comunicações baseados em satélite ou GPS.

O Space Weather Prediction Center da agência NOAA, é a fonte oficial do governo americano para as previsões que envolvem o chamado clima espacial. De acordo com o site do SWPC: Os pesquisadores do SWPC esperam tempestades geomagnéticas G1 (menores) e G2 (moderadas) começando na metade do dia 23 de Novembro de 2012. A Ejeção de Massa Coronal (CME) estava associada com uma flare solar da região 1618 que teve seu pico em nível R1 (menor) no dia 21 de Novembro de 2012às 13:30, hora de Brasília. A região 1618 continua a crescer e tem potencial para produzir mais atividade nos dias seguintes.
Fonte: http://www.nasa.gov/mission_pages
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