6 de dez de 2012

As Imagens do Telescópio Wise

Uma pequena coleção de fotos tiradas pelo Wide-field Ifrared Survey Explorer, ou WISE da NASA

Galáxia do Redemoinho, ou Messier 51 (M51)
Conhecida pelos astrônomos como M51, essa bela galáxia espiral é de grande projeto o que significa que ela tem os braços espirais bem definidos. Acredita-se que a sua companheira menor, a galáxia anã chamada de NGC 5195 é que ajudou a definir e a formar os braços espirais da M51, graças à “dança” gravitacional entre elas. A M51, é também conhecida como Galáxia de Lord Ross, já que foi esse o astrônomo a estudar a sua estrutura espiral pela primeira vez nos anos de 1840. Ela está localizada a 25 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação de Canes Venatici e possui aproximadamente 81000 anos-luz de comprimento.

Nebulosa da Lagoa
Nebulosa da Lagoa, Messier 8 ou M8, vista pelo WISE em infravermelho, no centro da imagem, rodeada de estrelas. É composta por nuvens nuvens de gás e poeira onde se formam novas estrelas. Está situada no centro da Via Láctea, na constelação de Sagitário. As cores utilizadas representam determinados comprimentos de onda da radiação infravermelha. Azul e azul-esverdeado (ciano) representam estrelas quentes no interior da Via Láctea. Verde á radiação emitida pelo gás quente da nebulosa. O vermelho representa o maior comprimento de onda, radiação emitida pela poeira fria no interior da nebulosa. NASA/JPL-Caltech/UCLA

  NGC 1398
Essa espiral barrada possui um denso anel interno que circunda um centro brilhante. O anel é na verdade dois braços espirais que estão muito próximos um do outro. Em contraste com o seu centro bem definido ela tem braços despedaçados ou flocosos. Ela está inclinada aproximadamente 43 graus e tem um diâmetro de 135000 anos-luz. A NGC 1398 está localizada a aproximadamente 65 milhões de ano-luz de distância da Terra na direção da constelação de Formax e faz parte do Aglomerado de Galáxias de Formax.

Nebulosa Rosetta
O telescópio Wide-field Infrared Explorer (WISE) mostra aqui a nebulosa Rosette, localizada dentro da constelação de Unicórnio. A nebulosa em forma de flor, também conhecida como NGC 2237, é uma grande nuvem formadora de estrelas localizada na Via Láctea, a 4500 anos-luz da Terra.

Galáxia Escondida, ou IC 342
Algumas vezes chamada de galáxia Escondida, essa bela galáxia espiral fica encoberta além da nossa galáxia, a Via Láctea. Astrônomos amadores e profissionais passam por dificuldades tentando ver a galáxia através do brilho da banda de estrelas, da poeira e do gás da Via Láctea. A visão infravermelha do WISE atravessa todos esses problemas oferecendo uma imagem nítida da galáxia. O núcleo é muito brilhante na luz infravermelha, devido a explosão de novas estrelas em formação. A Galáxia Escondida está localizada a 10 milhões de anos luz de distância da Terra na direção da constelação de Camelopardalis, e tem 62000 anos-luz de diâmetro. As cores usadas em todas as imagens representam comprimentos de onda específicos da luz infravermelha. Azul e ciano representam a luz com 3.4 e 4.6 mícron, luz essa principalmente emitida pelas estrelas. Verde e vermelho representam comprimentos de onda de 12 e 22 mícron, luz essa principalmente emitida pela poeira quente.

Explosão
A IC 443 é uma supernova que ocorreu entre 5mil e 10 mil anos atrás. A explosão que anuncia a morte de uma estrela libera ondas de impacto que viajam a 100 km por segundo.

Galáxia de Barnard ou IC 4895
A galáxia de Barnard é conhecida como uma galáxia anã devido ao seu pequeno tamanho, ela só tem um por cento da massa da Via Láctea. A forma irregular da galáxia é dominada por uma barra central de estrelas, que em aparência lembra a galáxia satélite da Via Láctea, a Grande Nuvem de Magalhães. E é por esse motivo que essa galáxia recebe a classificação de Tipo Magalhães. As proeminentes bolhas amarelas vistas contra o fundo estelar azul são locais onde está ocorrendo formação recente de estrelas. A galáxia de Barnard está localizada a 1.6 milhões de anos-luz da Terra na direção da constelação de Sagittarius e tem aproximadamente 7000 anos-luz de comprimento.

Tronba de Elefante
A nuvem formadora de estrelas, repleta de gás e poeira, é formalmente conhecida como Sh2-284 – mas seu apelido é Tromba de Elefante. A 7 mil anos-luz da Terra, ela aparece em infravermelho na foto tirada pelo Wise.

Galáxia de Bode, ou Messier 81 (M81)
A M81 é outra galáxia espiral de grande projeto, com pronunciados braços espirais ao redor de seu núcleo. O WISE conseguiu destacar áreas onde o gás e a poeira têm sido prensados nos braços levando a formação de novas estrelas. Essa compressão tem sido realçada pela interação da galáxia com a sua parceira, a Messier 82 (não mostrada aqui). Essa galáxia está explodindo com novas estrelas e por isso é conhecida como galáxia de explosão de estrelas. A M81 está a 12 milhões de anos-luz de distância da Terra na direção da constelação da Ursa Major e tem 94000 anos-luz de comprimento.

Nebulosa da Chama
Localizada na constelação de Orion. A imagem mostra uma vasta nuvem de gás e poeira onde novas estrelas estão nascendo. A nebulosa é iluminada por uma estrela com 20 vezes a massa do Sol.
Fonte: Nasa

Imagem da Nebulosa Carina marca inauguração do VLT Survey Telescope

A Nebulosa Carina, uma espectacular região de formação estelar, foi capturada com grande pormenor pelo VLT Survey Telescope, situado no Observatório do Paranal do ESO. Esta imagem foi obtida com a ajuda de Sebastián Piñera, Presidente do Chile, aquando da sua visita ao observatório a 5 de junho de 2012 e divulgada por ocasião da inauguração do novo telescópio em Nápoles, a 6 de dezembro de 2012. Créditos: ESO. Acknowledgement: VPHAS+ Consortium/Cambridge Astronomical Survey Unit

Uma nova imagem da Nebulosa Carina, uma região de formação estelar, foi capturada pelo VLT Survey Telescope, situado no Observatório do Paranal do ESO e divulgada hoje por ocasião da inauguração do telescópio em Nápoles. Esta imagem foi obtida com a ajuda de Sebastián Piñera, Presidente do Chile, aquando da sua visita ao observatório em 5 de junho de 2012. O mais recente telescópio instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, o VLT Survey Telescope (VST, telescópio de rastreio do VLT), foi hoje inaugurado no Instituto Nacional de Astrofísica italiano (INAF), no Observatório de Capodimonte, em Nápoles, Itália.

 A cerimónia contou com a presença do Presidente da Câmara de Nápoles, Luigi De Magistris, o Presidente do INAF, Giovanni Bignami, os representantes do ESO, Bruno Leibundgut e Roberto Tamai, e o principal impulsionador do telescópio, Massimo Capaccioli, da Universidade de Nápoles Federico II e do INAF. O VST é um telescópio de vanguarda de 2.6 metros, que possui uma câmara enorme de 268 megapixeis, a OmegaCAM. Foi concebido para mapear o céu rapidamente e com uma excelente qualidade de imagem. O VST é um projeto conjunto entre o ESO e o INAF e a OmegaCAM foi fornecida pelo consórcio OmegaCAM.  Este novo telescópio é o maior telescópio do mundo dedicado exclusivamente a mapear os céus nos comprimentos de onda do visível.

 Por ocasião da sua inauguração, foi divulgada esta imagem extraordinária da Nebulosa Carina, obtida com o novo telescópio. Esta região de formação estelar é uma das mais proeminentes do céu austral, sendo um dos objetos mais frequentemente observados. Foi o tema de muitas imagens anteriores obtidas com os telescópios do ESO. No entanto, a nuvem de gás brilhante é enorme e por isso torna-se difícil estudar mais do que uma pequena parte de uma só vez, com o auxílio dos maiores telescópios. Este facto torna-a o alvo ideal para o VLT Survey Telescope e a sua câmara gigante, a OmegaCAM. O VST obtém imagens muito nítidas devido à alta qualidade da sua óptica e ao local excelente onde se encontra.

E uma vez que foi concebido para rastreios do céu, possui também um enorme campo de visão, o que lhe permite obter a imagem de quase toda a Nebulosa Carina apenas com uma exposição. O objeto foi o alvo natural quando o Presidente do Chile, Sebastián Piñera, acompanhado pela Primeira Dama, Cecilia Morel, foi o convidado de destaque no Observatório do Paranal a 5 de junho de 2012, e participou nas observações com o VST. A imagem que o Presidente ajudou a obter nessa altura, foi agora combinada com outras imagens da Nebulosa Carina, capturadas recentemente pelo VST, criando-se assim uma das imagens mais coloridas e detalhadas deste objeto.

A Nebulosa Carina é uma enorme maternidade estelar que se situa a cerca de 7500 anos-luz de distância, na constelação Carina (a Quilha). Esta nuvem de gás e poeira brilhante é uma das regiões de formação estelar mais próximas da Terra e possui várias das estrelas mais brilhantes e de maior massa que se conhecem.

A Nebulosa Carina é um laboratório perfeito para estudar os nascimentos violentos e vida inicial das estrelas. A proeminente cor vermelha que aparece na imagem vem do hidrogénio gasoso que se encontra na nebulosa e que brilha sob a intensa radiação ultravioleta emitida por imensas estrelas jovens e quentes. Outras cores, com origem noutros elementos químicos, são igualmente visíveis, assim como muitas nuvens de poeira. Mesmo por cima do centro da imagem encontra-se a estrela brilhante Eta Carinae.  Esta estrela enorme e altamente instável tornou-se visivelmente mais brilhante no século XIX e é uma boa candidata a uma futura explosão de supernova.

Astrônomos observam início de formação de sistema solar

Corpo celeste estudado tem 300 mil anos, enquanto Sol tem 4,6 bilhões. Para cientistas, região se parece com o nosso Sistema Solar no passado.
Protoestrela acumula a massa em seu redor como um disco; à direita, o processo é mostrado com maior aproximação (Foto: Bill Saxton/NRAO/Divulgação)
 
Astrônomos anunciaram nesta quarta-feira (5) a descoberta de um corpo celeste que está sendo considerada uma versão “bebê” do nosso Sol. Eles acreditam que a região seja um sistema solar em formação – o mais jovem já observado. O objeto, uma protoestrela que recebeu o nome de L1527IRS, fica na constelação de Touro, a cerca de 450 anos-luz da Terra. Por ora, ela tem apenas um quinto da massa do Sol, mas sua idade também é bem menor – surgiu há cerca de 300 mil anos, enquanto o Sol soma 4,6 bilhões de anos. A jovem estrela traz uma grande quantidade de gás e poeira em seu redor, como um disco. Segundo os cálculos dos cientistas, há massa suficiente para formar sete planetas como Júpiter – o maior do Sistema Solar – nessa região.

Com isso, os pesquisadores acreditam que ela vá adquirir tamanho semelhante ao do nosso Sol, e que o disco possa também formar os planetas que vão orbitá-la. Nas palavras de John Tobin, do Observatório Nacional de Radioastronomia dos Estados Unidos, autor principal do estudo, “esse sistema se parece muito com o que imaginamos que o nosso próprio Sistema Solar tenha sido quando era muito jovem”. Tobin liderou uma equipe internacional, que utilizou dados obtidos pelo sistema de telescópios Alma, no Chile – a estrutura ainda não está completa, mas já é capaz de fazer observações em alta definição. A pesquisa foi publicada pela revista científica “Nature”.
Fonte: G1

Como identificar vida alienígena mesmo que seja MUITO diferente da nossa?

No evento TEDxUIUC, da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (EUA), Christoph Adami contou uma experiência que teve com a NASA, a agência espacial norte-americana, e como usou seus conhecimentos para ajudá-los a detectar vida fora da Terra. Adami é professor de Ciências Biológicas Aplicadas no Insituto Keck, em Claremont, Califórnia (EUA), e professor visitante da Universidade Estadual de Michigan (EUA).

Ele investiga a natureza dos sistemas vivos, usando “vida artificial” – pequenos programas de computador autorreplicantes. O principal foco de sua pesquisa é a evolução darwiniana, que Adami estuda em diferentes níveis de organização (de moléculas simples ao complexo sistema do cérebro). Ele foi pioneiro na aplicação de métodos da teoria da informação no estudo da evolução, e projetou um sistema (Avida) que lançou o uso de vida digital como um instrumento para a investigação de questões básicas da biologia evolutiva.

Eis que tudo isso levou a NASA a pedir sua ajuda para procurar vida fora da Terra. Embora, em um primeiro momento, Adami tenha dito que “não fazia ideia de que como eles poderiam procurar vida fora da Terra”, a NASA já tinha uma resposta: biomarcadores. A agência queria determinar biomarcadores, ou seja, qualquer fenômeno mensurável que os permitisse indicar a presença de vida. Segundo Adami, definir vida é muito difícil. Certas coisas, quando olhamos para elas, sabemos que estão vivas. Mas e as coisas que não funcionam da maneira como esperaríamos?

Mesmo na Terra, alguns organismos não se comportam da maneira que definiríamos como vida. Por exemplo, um ser vivo é todo ser que um dia morre. Bom, exceto por um pólipo que pode retroceder para sua forma de embrião e crescer de novo, nunca morrendo. Nesses casos, a vida não é definida através de conceitos que estamos acostumados, mas somente através de processos.

A pesquisa de Adami
Tudo começou em 1990, na Nova Zelândia, quando alguém escreveu o que se tornou um dos primeiros bem sucedidos vírus de computador. Esse vírus era espalhado através de disquetes, e funcionava a uma taxa muito parecida com a expansão de um vírus da gripe. Entre espalhar o vírus e tentar contê-lo, uma “forma de vida” artificial muito parecida com um vírus realmente vivo surgiu. Seria essa então uma “vida artificial”? Segundo Adami, não, porque esses vírus não evoluíram sozinhos; hackers tiveram que os inventar. Mas não demorou muito para que os vírus se tornassem mais complexos e realmente pudessem evoluir por si só. Um dos primeiros exemplos de vida verdadeiramente digital, de acordo com Adami, é o sistema Tierra, exceto pelo fato que seus programas não cresciam em complexidade.

Eis que entra o próprio Adami. Ele quis construir um sistema que realmente imitasse a vida real em um nível artificial, evoluindo em complexidade – o Avida, feito em parceria com dois de seus estudantes no então Instituto de Tecnologia da Califórnia (EUA). O sistema autorreplicante tem mais de 10.000 programas. Mutações são comuns; os melhores programas sobrevivem em face à extinção de outros. Inovações são postas em prática de maneira consistente até um período de estagnação, seguido do surgimento de uma nova inovação, que então toma conta de todo o sistema de novo, sempre evoluindo em complexidade de uma forma geral.

Sendo assim, o Avida existe de uma maneira muito semelhante à que a vida existe na Terra.

Biomarcadores
Agora entra a pergunta-chave feita pela NASA à Adami: esses programas do Avida, eles têm algum biomarcador? Podemos medir esse tipo de vida? A NASA acreditava que, se pudesse medir vida artificial, poderia procurar por vida fora da Terra sem nenhum preconceito em relação à vida como a conhecemos. Adami então sugeriu procurar por uma “bioassinatura” baseada na vida como um processo universal. Usando sua pesquisa sobre vida artificial, ele pretendia chegar a um biomarcador livre de nossas pré-concepções do que é vida. Adami analisou amostras de compostos orgânicos (blocos de construção da vida) onde com certeza não havia vida, e amostras de compostos onde realmente havia algo vivo. Ele descobriu que a composição de ambos, apesar de ser feita de basicamente os mesmos elementos, é bastante diferente.

Uma certa distribuição de elementos era vista em qualquer organismo vivo (bactérias, plantas, animais…), em oposição a uma outra distribuição vista onde não havia vida. Em seguida, Adami aplicou o mesmo conceito para separar onde há vida e onde não há em seu sistema artificial, o Avida. Ele chegou a duas diferentes distribuições novamente, semelhantes às vistas no experimento com coisas realmente vivas e não vivas.  A conclusão? Existe uma certa distribuição de elementos (alguns em alta frequência, porque são úteis, outra em baixa frequência, porque são prejudiciais e só existem no nível do acaso) que é robusta e vista em qualquer situação onde há um sistema vivo.

Vida = processos de informações
Adami afirma que a vida pode ser definida em termos de processos de informações. Ou seja, entendendo processos fundamentais que não se referem a um substrato em particular, podemos procurar por vida em outros mundos. Em resumo, podemos encontrar vida que não se parece com a nossa usando o padrão universal de não vida e procurando por grandes desvios desse padrão. Por exemplo, analisando químicos em um planeta, os pesquisadores podem determinar tudo que é esperado pelo acaso e pela não vida, e, encontrando uma quantia realmente diferente do esperado, uma análise mais atenta de tal coisa pode resultar na descoberta de vida, mesmo que não haja nada ali que possamos detectar visualmente. Nada mal, certo?
Fonte: http://hypescience.com
[Ted]

47 Tuc Perto da Pequena Nuvem de Magalhães

Crédito da imagem e direitos autorais: Ivan Eder
O aglomerado globular de estrelas 47 Tucanae é uma joia do céu do sul. Também conhecido como NGC 104, ele flutua no halo da Via Láctea juntamente com aproximadamente outros 200 aglomerados globulares de estrelas. Sendo o segundo aglomerado globular mais brilhante, depois somente do Omega Centauri, como visto do nosso planeta, ele localiza-se a aproximadamente 13000 anos-luz de distância e pode ser visto a olho nu perto da Pequena Nuvem de Magalhães (SMC) na constelação de Toucan. Claro, a SMS está a aproximadamente 210000 anos-luz de distância, é considerada uma galáxia satélite da Via Láctea e não está fisicamente perto do 47 tuc. Estrelas nas regiões externas da SMS são vistas na parte superior esquerda dessa vasta paisagem celeste do céu do sul. Em direção ao canto inferior direito com um diâmetro aproximadamente igual ao da Lua Cheia, pode-se ver o denso aglomerado 47 Tuc formado por alguns milhões de estrelas concentradas num volume de aproximadamente 120 anos-luz de diâmetro. Longe do brilhante núcleo do aglomerado, as estrelas gigantes vermelhas do 47 Tuc são fáceis de serem identificadas como as estrelas de coloração amarelada. O aglomerado globular 47 Tuc é também o lar de exóticos sistemas estelares binários de raios-X.

Radiogaláxia Hercules A emite jatos de plasma

Crédito da imagem: NASA, ESA, S. Baum & C. O'Dea (RIT), R. Perley e W. Algodão (NRAO / AUI / NSF), e a equipe da herança de Hubble (STScI / AURA)
Por que essa galáxia emite esses jatos espetaculares? Ninguém sabe ao certo, mas provavelmente essa emissão esteja relacionada com um buraco negro supermassivo ativo localizado em seu centro. A galáxia no centro da imagem, é a Hercules A, e aparece como uma galáxia elíptica normal na luz visível. Porém, quando imageada nas ondas de rádio, tremendos jatos de plasma com mais de um milhão de anos-luz de comprimento aparecem. Análises detalhadas indicam que a galáxia central, também conhecida como 3C 348, é na verdade 1000 vezes mais massiva que a Via Láctea e o seu buraco negro central é aproximadamente 1000 vezes mais massivo do que o buraco negro existente no centro da Via Láctea. Mostrado acima está uma imagem da luz visível obtida pelo Telescópio Espacial Hubble sobreposta com imagens de rádio obtidas com o recentemente atualizado Very Large Array (VLA) que compreende uma série de rádio telescópios no Novo México, EUA. A física que cria os jatos ainda é um tópico para ser pesquisado com uma fonte de energia provavelmente sendo uma matéria que está caindo em forma de redemoinho em direção ao buraco negro central.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap121205.html
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