10 de dez de 2012

Ondas espaço-temporais podem ter sido encontradas pela primeira vez

Ondas no espaço-tempo, também chamadas de ondas gravitacionais, são produzidas por objetos massivos sendo acelerados, como dois buracos negros em um par binário. Quanto mais massa tem os buracos negros, mais rapidamente eles se movem, e mais poderosas são as ondas gravitacionais. A medição destas ondas será um teste poderoso da relatividade geral, e vai apresentar uma nova forma de sondar o universo. Mas conseguir esta medição tem se mostrado um desafio tremendo. Um dos detectores propostos para tanto, o detector espacial, foi cancelado por falta de financiamento. Nosso melhor detector terrestre, conhecido pela sigla LIGO (“Laser Interferometer Gravitational-wave Observatories” ou “observatório de ondas gravitacionais de interferometria laser”), está fechado até 2014, quando uma atualização nos equipamentos, que começou em 2008, deve ser concluída.

O que fazer enquanto o LIGO não fica pronto?
Uma das coisas é observar cuidadosamente pulsares que estejam apontando direto para a Terra. Nesta situação, eles parecem piscar com uma regularidade de relógio atômico. Se uma onda gravitacional passar no meio do caminho, ela iria distorcer o espaço-tempo, e a piscada do pulsar seria vista com uma diferença de tempo diferente do esperado. Os melhores pulsares para isto são os resultantes de buracos negros supermassivos no centro de galáxias que estão passando por uma fusão. Mas, como existem galáxias em fusão em todo o universo o tempo todo, o universo é cheio de ruídos de pulsares. 

 O que fazer então? Os pesquisadores utilizam um grupo de pulsares bem comportados para ver se eles variam a pulsação em grupo, um sinal certo de que passou uma onda gravitacional. Por enquanto, esta técnica não tem dado resultados. O motivo, segundo Sean McWilliams, da Universidade de Princeton (EUA), é que talvez os dados não estejam sendo examinados da forma correta. Basicamente, os métodos de análise partem de alguns pressupostos, um deles é a taxa de fusão de galáxias.

Só que em 2010 surgiu uma pista de que a taxa de fusão de galáxias seja maior do que o imaginado. Usando a nova taxa, a equipe de McWilliams calculou que a onda gravitacional deveria ser 3 a 5 vezes mais forte que o esperado, e que pode ser mais complexa também. Se esta análise estiver correta, talvez os dados para a descoberta de ondas gravitacionais já estejam disponíveis, escondidos em dados de observações de pulsares. Neste caso, eles podem ser anunciados no próximo ano. Segundo a astrônoma Maura McLaughlin, que estuda os tempos de pulsares na Universidade do Oeste da Virgínia (EUA), uma vez que as ondas gravitacionais sejam descobertas, “teremos esta ferramenta completamente diferente, e poderemos ver coisas que nunca vimos antes porque elas não emitem luz. Será realmente revolucionário”.
Fonte: Hypescience.com
[NewScientist]

O Que Está Gerando Os Canais Observados No Asteroide Vesta?

Em análises preliminares das imagens da missão Dawn da NASA, os cientistas haviam registrado intrigantes canais que esculpem as paredes das crateras geologicamente jovens do gigantesco asteroide Vesta. Liderados por Jennifer Scully, membro da equipe da missão Dawn na Universidade da Califórnia, Los Angeles, esses cientistas encontraram canais estreitos de dois tipos registrados nas imagens feitas pela câmera de enquadramento da sonda Dawn, uns parecidos com linhas retas e outros que cavam a superfície do asteroide de forma mais sinuosa finalizando em depósitos na forma de lobos. O mistério, contudo, é o que criou essas valas?

A apresentação dos canais é uma das algumas apresentações que estão sendo feitas pelos membros da equipe da sonda Dawn na conferência desse ano de 2012 da União Geofísica Americana em Sna Francisco. Outros tópicos incluem as crateras em Vesta, a mineralogia do gigantesco asteroide, e os distintos materiais escuros e brilhantes encontrados na superfície do asteroide. Os canais retos que nós observamos em Vesta são exemplos de livro dos fluxos de material seco, como areia, que nós observamos na Lua e esperávamos ver em Vesta”, disse Scully, que apresentou as descobertas sobre os canais. “Mas esses canais sinuosos são animadores, um achado inesperado que nós ainda estamos tentando entender.

Os canais sinuosos são maiores, mais estreitos e mais curvos do que os curtos, largos e retos canais. Eles tendem a começar em forma de V, a partir de regiões colapsadas descritas como alcovas, e se fundem com outros canais. Os cientistas pensam que diferentes processos devem ter ocorrido para formar os dois tipos de canais e estão procurando em imagens da Terra, Marte e outros corpos menores por pistas.

“Na Terra, feições similares, vistas em locais como a Cratera de Meteoro no Arizona, são cavadas pela água líquida, disse Christopher Russell, o pesquisador principal da sonda Dawn, também baseado na UCLA”. “Em Marte, ainda existe um debate sobre o que causa esse tipo de canal”. “Nós precisamos analisar os canais de Vesta com muito cuidado antes de definitivamente especificar suas fontes. Os cientistas têm, na verdade sugerido várias explicações para os canais em Marte, desde que canais novos foram descobertos nas imagens da sonda Mars global Surveyor da NASA em 2000. Algumas explicações são propostas envolvendo água em Marte, outras envolvendo dióxido de carbono e outras, ambos os mecanismos. Num estudo de 2010, ocorreu a sugestão de que o dióxido de carbono congelado estava causando os fluxos recentes de areia no Planeta Vermelho.
Fonte: http://www.jpl.nasa.gov
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...