19 de dez de 2012

Zeta Ophiuchi, a “destruidora de mundos”

Um monstro viaja pelo espaço: a estrela Zeta Ophiuchi, seis vezes mais quente, oito vezes mais larga, 20 vezes mais massiva e 80 mil vezes mais brilhante que o sol se desloca a uma velocidade igualmente impressionante de 24 quilômetros por segundo. A imagem acima, capturada pela NASA usando o Telescópio Espacial Spitzer, mostra a gigantesca estrela azul avançando sobre uma grande cortina de poeira espacial. Conforme se move, Zeta Ophiuchi emite fortíssimos ventos estelares, que carregam partículas de gás quente meio ano-luz à frente – “quase 800 vezes a distância entre o sol e Plutão”, segundo a NASA. “A velocidade dos vendos, somada ao movimento supersônico da estrela, resulta na espetacular colisão que vemos aqui”. Não é por acaso que a nuvem se desloca diante da estrela. O encontro entre o vento estelar e corpos espaciais é chamado de choque em arco (“bow shock”, em inglês) e normalmente emite luz visível mas, neste caso, por causa da cortina de poeira estelar, apenas certas ondas infravermelhas foram captadas pelo telescópio Spitzer. Felizmente, a monstruosa Zeta Ophiuchi está viajando a cerca de 370 anos-luz da Terra – com tamanha potência, não seria nada bom se ela resolvesse passar perto do nosso sistema solar.
Fonte: Hypescience.com [Gizmodo] [NASA]

Top 7 motivos para você acreditar que existe vida em outros planetas

Nós ainda não temos evidências de vida extraterrestre, mas nem por isso deveríamos desistir da possibilidade. Os motivos para continuar acreditando e procurando são vários – ainda que eles talvez não sejam seres verdes de olhos grandes.

1. Extremófilos na Terra
Geralmente, procuramos vida em planetas razoavelmente habitáveis, sem condições extremas. Mas os extremófilos, formas de vida extremamente resistentes, existem para nos mostrar que talvez não devêssemos ignorar planetas e luas muito quentes, gelados, tempestuosos ou instáveis, pois aqui mesmo na Terra, em locais inóspitos como o cume dos Andes e as bordas de vulcões submarinos, bactérias incrivelmente resistentes podem ser encontradas. Esses microrganismos conseguem sobreviver em ambientes venenosos. Essa é uma prova de que formas de vida poderiam estar perambulando por planetas e luas aparentemente vazios. Nós apenas não as encontramos ainda.

2. Evidência de precursores químicos à vida em outros planetas e luas
Uma das teorias da origem da vida na Terra aponta seu surgimento em reações químicas que podem ter criado membranas celulares e proto-DNA, mas elas também podem ter começado com complexos compostos orgânicos como ácidos nucleicos, proteínas, carboidratos e lipídios, tanto na atmosfera quanto nos oceanos. Já existem evidências de que esses precursores da vida existem em outros planetas e luas, com presenças comprovadas em Titã, lua de Saturno; e a Nebulosa Órion. Não é vida propriamente dita, mas é um ingrediente crucial para que ela surja – foi crucial para a vida terrestre, pelo menos.

3. Crescente número de planetas parecidos com a Terra
Na última década, foram descobertas centenas de exoplanetas (planetas fora do Sistema Solar). Alguns eram gigantes gasosos como Júpiter, mas outros são menores e rochosos como a Terra. Alguns ficam na zona de “Goldilocks”, uma área com temperaturas propícias para a vida em volta de estrelas – a Terra orbita em uma dessas zonas, por exemplo. Quanto mais planetas descobrirmos, mais locais propícios para a vida deverão aparecer, consequentemente.

4. Grande diversidade e tenacidade da vida na Terra
A vida na Terra venceu um desafio ao surgir, mas venceu vários outros ao longo da história, como megaerupções vulcânicas, quedas de meteoros, eras do gelo e outras condições climáticas e geológicas extremas. E ainda por cima, a vida mostrou-se mais capaz do que se poderia imaginar e criou milhões de formas diferentes em um período de tempo relativamente curto. Se aqui a vida sobreviveu e ainda se diversificou, por que não poderia em outros lugares?

5. Mistérios sobre a origem da vida na Terra
Já mencionamos acima que a vida pode ter surgido com reações químicas, mas ainda não sabemos como elas ocorreram e nem como sobreviveram aos momentos difíceis que nosso planeta atravessou desde então.
Uma teoria defende que as primeiras formas de vida terrestre surgiram em outros planetas, como Marte, e vieram para cá de carona com cometas – é a teria da Panspermia Cósmica.

6. Evidências de que oceanos e lagos são comuns em planetas do Sistema Solar
A teoria mais aceita sobre a origem da vida na terra dá conta que ela surgiu nos oceanos, e as outras geralmente envolvem a água da mesma forma. Logo, encontrar água em outros lugares é um estímulo a novas investigações. Marte tem fortes evidências da presença de ‘corpos d’água’ no passado, e a já mencionada Titã tem rios e mares de metano correndo pela superfície. Europa, uma lua de Júpiter, pode ser um gigantesco oceano aquecido pelo núcleo da lua e coberto por uma camada espessa de gelo. São mundos que podem conter ou ter contido vida.

7. Teoria evolutiva
As pessoas usam o paradoxo de Fermi para explicar que a vida fora da terra nunca será encontrada. No lado oposto delas, está a teoria evolutiva, que sugere que a vida se adapta ao ambiente em que se encontra.
Darwin não estava pensando exatamente em extremófilos quando pensou nisso, mas, de qualquer maneira, não seria errado pensar que, onde a vida existe, ela provavelmente continuará até quando for possível. E quando falamos em ambientes, falamos também do espaço sideral. Pode ser que a vida exista em lugares que nós jamais pensaríamos em procurar.
Fonte: Jornal Ciência

Universo está parando de fabricar novas estrelas, mostra levantamento

Já não se fazem mais estrelas como antigamente. Um novo estudo mostra que 95% de todas elas já nasceram. Também, pudera. Lá se vão 13,7 bilhões de anos, dos quais durante todo o tempo, salvo os 500 milhões de anos iniciais, o Cosmos vem fabricando novas estrelas. A essa altura, a matéria-prima para a formação estelar --nuvens de gás-- está em vias de se tornar insuficiente para novas fornadas. O trabalho, sob a batuta de David Sobral, da Universidade de Leiden (Holanda), teve observações de três diferentes instalações: o Ukirt e o Subaru, no Havaí, e o VLT (Very Large Telescope), no Chile. Graças a essa combinação, astrônomos conseguiram observar diversas amostras de galáxias. Embora seja difícil distinguir estrelas individuais nesses casos, é possível analisar o espectro (a "assinatura" de luz) e identificar o nível de formação estelar. E, como a luz desses objetos que chega até nós tem velocidade finita, viajando a 300 mil km/s, quanto mais longe olhamos, mais velha é a luz (o que permite estudar estados antigos do Universo).

Obtivemos amostras grandes e robustas de galáxias que correspondem a 4,2 bilhões, 7 bilhões, 9,2 bilhões e 10,6 bilhões de anos atrás", diz Sobral. Seu artigo foi aceito pela publicação "Monthly Notices of the Royal Astronomy Society". A referência buscada no espectro é uma emissão na chamada linha H-alfa do hidrogênio. "É a mais confiável de todas", afirma Laerte Sodré Junior, do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP. Segundo ele, as principais conclusões estão de acordo com outros trabalhos. "Todos eles sugerem que a 'época de ouro' da formação estelar ocorreu há muito tempo e, essencialmente, em todo o intervalo de tempo coberto pelo estudo, a taxa de formação estelar vem decrescendo. Não deixa de surpreender o fato de que restam só 5% para que o "download de estrelas" seja completado. Dali para frente, o Universo terá de se resignar a, calma e lentamente, se encaminhar para um tedioso apagar das luzes. Isso se a tendência for mantida, diz Sodré.
Fonte: Folha

Eclipses de lua de Marte ajudarão a localizar robô Curiosity

Modelo matemático para prever os eclipses foi criado dentro do projeto MetNet

A localização do robô Curiosity poderá ser feita a partir do estudo dos eclipses de Fobos, a maior das luas de Marte, segundo um artigo publicado nesta segunda-feira na revista científica Monthly Notices, da Real Sociedade Astronômica britânica. Até agora, esta localização era feita graças aos dados emitidos pelas antenas do robô ou a partir das imagens enviadas pelas sondas que orbitam o planeta vermelho. Uma equipe da Universidade Complutense de Madri (UCM) desenvolveu um modelo matemático para prever e observar os eclipses a partir da superfície de Marte, o que poderá ser utilizado para se saber a localização do robô. Não é comum as antenas do Curiosity falharem, mas caso isso ocorra, uma alternativa para localizá-lo seria utilizar os eclipses observados pelo robô, explicou à Agência Efe Gonzalo Barderas, pesquisador da UCM.  Os eclipses de Fobos oferecem um método alternativo para determinar a posição de onde o Curiosity os observou", disse o cientista.

 "Ao se saber quando se inicia e termina a movimentação da lua é possível determinar onde está o robô", esclareceu. Para usar este método é necessário que alguma das câmaras do robô ou outro sensor de radiação captem o fenômeno. Com apenas dois minutos de observações, utilizando os dados dos tempos de contato inicial e final dos eclipses percebidos nos dias 13 e 17 de setembro, é possível reduzir o erro na localização de quilômetros para metros. O modelo matemático para prever os eclipses de Fobos foi criado dentro do projeto MetNet, que tem por objetivo enviar uma rede de sondas meteorológicas para a superfície de Marte. O método é aplicável para qualquer outra sonda sobre a superfície deste planeta que tenha capacidade para realizar observações ópticas. Segundo o modelo matemático, os próximos trânsitos da lua marciana serão entre 3 e 8 e 13 e 20 de agosto de 2013. O Curiosity terá novas oportunidades de observá-los e os cientistas de seguir comprovando o método de localização.
Fonte: ESTADÃO

Descoberto planeta em zona "habitável" em órbita de estrela

Notívagos e astrônomos acreditavam há muito tempo que Tau Ceti, estrela visível a olho nu da Terra, brilhasse solitária na noite, mas cientistas acabam de descobrir cinco planetas em sua órbita, um deles situado em uma zona "habitável", segundo um estudo publicado esta quarta-feira. Tau Ceti, que faz parte da Constelação da Baleia, não é apenas próxima do nosso Sol (fica a 12 anos-luz), mas também é muito semelhante, em massa e irradiação. No passado, muitos olhares se voltaram para ela, em vão, em busca de vida extraterrestre. Nenhum planeta fora detectado no entorno de Tau Ceti até que uma equipe internacional teve a idéia de testar nesta estrela sua nova técnica de coleta de dados astronômicos, capaz teoricamente de detectar sinais duas vezes mais potentes. "Nós escolhemos Tau Ceti (...) porque achamos que ela não comportaria nenhum sinal. E ela é tão brilhante e similar ao nosso Sol que constitui uma cobaia ideal para testar nosso método de detecção de planetas de pequena proporção", explicou em um comunicado Hugh Jones, da Universidade britânica de Hertfordshire.

 Os astrônomos descobriram cinco planetas, com massa compreendida entre duas e seis vezes a da Terra. Um deles encontra-se na zona "habitável", nem muito quente, nem muito fria, permitindo a existência de uma atmosfera, de água em estado líquido em sua superfície, e portanto, talvez uma forma de vida. "Tau Ceti é uma de nossas vizinhas cósmicas mais próximas, tão brilhante que nós poderíamos chegar a estudar as atmosferas de seus planetas em um futuro não muito distante", afirmou James Jenkins, da Universidade do Chile, que participou do estudo publicado na revista Astronomy & Astrophysics. Esta descoberta confirma a nova idéia "que quase todas as estrelas têm planetas e que a galáxia deve, portanto, conter um grande número de planetas potencialmente habitáveis de tamanho próximo do nosso", acrescentou Steve Vogt, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz. O Observatório Europeu Austral (ESO, na sigla em inglês) estimou recentemente que bilhões destes planetas existiriam na Via Láctea, dos quais uma centena na vizinhança do nosso Sol.
Fonte: TERRA

NGC 5189 – O Cartão de Natal do Hubble Para 2012

O Telescópio Espacial Hubble celebra a época de fim de ano, o natal e o ano novo com uma magnífica imagem da nebulosa planetária NGC 5189. A intrigante estrutura da erupção estelar parece uma gigantesca e brilhante fita de presente colorida no espaço. As nebulosas planetárias representam um breve estágio final na vida de uma estrela parecida com o Sol. Enquanto consome a parte final do combustível em seu núcleo, a estrela expele uma grande porção de suas regiões externas, que então são aquecidas e brilham de forma intensa, mostrando as intrigantes estruturas que os cientistas ainda estão tentando entender por completo. A estrutura visível dentro da NGC 5189 é particularmente dramática, e a imagem do Hubble da nebulosa é de longe a mais detalhada já feita desse objeto.

O Hubble tem sido uma ferramenta fundamental para estudar as nebulosas planetárias por anos e muitas de suas imagens ficaram famosas. Ao mesmo tempo em que são altamente atrativas do ponto de vista visual, as nebulosas planetárias nos dizem muito sobre o destino final do Sol, que irá formar uma nebulosa quando esgotar seu combustível em pouco mais de 5 bilhões de anos. Essas nebulosas foram assim denominadas pelos astrônomos que as estudavam usando os primeiros telescópios, com pouco aumento e com uma óptica que não era perfeita. Assim, as brilhantes e coloridas nebulosas eram vistas como objetos esféricos e apareciam na cor verde ou azul, como os planetas Urano e Netuno, assim, como a aparência evocava esses planetas gasosos gigantes do Sistema Solar externo, essas nebulosas receberam o nome de nebulosas planetárias.

Muitas delas podem até lembrar, de alguma forma planetas, mas no caso da NGC 5189 certamente isso não acontece. A nebulosa como pode ser visto acima tem a interessante forma de um S reverso. Observando em detalhe a imagem do Hubble, graças a alta resolução do telescópio espacial, a nebulosa mostra uma série de densos nós na nuvem de gás. O gás e a radiação fluindo da estrela moribunda geram as formas observadas nas nuvens, formando padrões ondulados na direção do centro da nebulosa. Os nós na NGC 5189 são uma lembrança de quão vasta pode ser uma nebulosa planetária. Na imagem acima essas regiões podem parecer meros detalhes, mas na verdade cada um desses nós é do tamanho de todo o Sistema Solar.

A estrela no centro da nebulosa, uma densa anã branca, é muito pequena para ser observada, mesmo apesar de ela ter o tamanho aproximado do planeta Terra. A forma geral da NGC 5189 pode nos dizer contraintuitivamente sobre o que está acontecendo em escalas bem pequenas ao redor da diminuta estrela central. A forma da NGC 5189 é uma reminiscência de um irrigador de jardim, com a matéria sendo expelida da estrela, que está balançando enquanto sofre seu movimento de rotação. Estruturas similares têm sido vistas antes, especialmente em nebulosas planetárias com sistemas binários de estrelas em seus centros. E essa pode também ser uma explicação provável para a estrutura da NGC 5189, apesar, de até o momento, apenas uma estrela ter sido encontrada no centro da nebulosa.
Fonte: http://www.spacetelescope.org
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