20 de dez de 2012

NGC 5189: Uma Nebulosa Planetária Compelxa

Crédito da imagem: NASA, ESA, Hubble Heritage Team (STScI / AURA)
Por que essa nebulosa é tão complexa? Quando uma estrela como o Sol está morrendo, ela expele suas camadas externas, normalmente numa forma oval simples. Algumas vezes essa forma é uma esfera, algumas vezes é um lobo duplo, e algumas vezes é um anel ou uma hélice. No caso da nebulosa planetária NGC 5189, contudo, nenhuma estrutura simples tem emergido. Para tentar entender o porquê, o Telescópio Espacial Hubble recentemente observou a NGC 5189 em grande detalhe. Descobertas anteriores indicaram a existência de múltiplas épocas de fluxo de material, incluindo um recente que criou um brilhante, porém distorcido torus correndo horizontalmente através do centro da imagem. Esses resultados parecem consistentes com a hipótese de que a estrela moribunda é parte de um sistema binário com um eixo de simetria em precessão. Apesar dos novos dados a pesquisa ainda precisa continuar para entender completamente o que acontece com a nebulosa. A NGC 5189 se espalha por aproximadamente 3 anos-luz e localiza-se a aproximadamente 3000 anos-luz na direção da constelação do hemisfério sul da Musca.

Campo de gravidade lunar mapeado pela Grail

Fonte: Mapa GRAIL da gravidade da Lua (NASA / ARC / MIT)
Autores Resumo: NASA / JPL-Caltech / MIT / GSFC
As duas imagens acima mostra variações no campo de gravidade da Lua como observado pelas sondas Gravity Recovery and Interior Laboratory (GRAIL) da NASA durante a sua missão primária de Março a Maio de 2012. A imagem superior mostra uma porção do lado escuro da Lua (a direita) e uma porção do lado visível da Lua (a esquerda). Na parte inferior está apresentada uma projeção de Mercator de toda a superfície lunar, com o lado escuro no centro e o lado visível na parte esquerda bem como na parte direita. Medidas precisas de micro-ondas entre as sondas Ebb e Flow, foram usadas para mapear a gravidade lunar com uma alta precisão e com uma alta resolução espacial. As medidas são de três a cinco vezes melhores do que os dados anteriores sobre a gravidade da Lua. Nessas imagens, a cor vermelha corresponde a um excesso de massa (montanhas, por exemplo) e a cor azul corresponde a deficiências de massa (terras baixas). A marca esférica vermelha na imagem superior, um pouco a esquerda do centro, é vista à esquerda do centro na visão de Mercator, e o objeto semelhante a um olho de boi na parte superior direita da imagem superior está no canto superior esquerdo na imagem inferior, um pouco acima e à direita da marca vermelha. Note que existem mais detalhes de pequena escala no lado escuro da Lua se comparado com o lado visível, já que o lado escuro possui consideravelmente mais crateras de impactos menores. Os dados das sondas Ebb e Flow ajudarão a fornecer um melhor entendimento de como a Terra e os outros planetas terrestres do Sistema Solar se formaram e se desenvolveram.
Fonte: http://epod.usra.edu/blog/2012/12/lunar-gravity-field-from-grail.html

Estrelas revelam o segredo de parecerem jovens

Algumas pessoas estão em grande forma aos anos 90 anos, enquanto que outras estão já decrépitas antes dos 50. Sabemos que a velocidade a que uma pessoa envelhece está apenas ligeiramente relacionada com a idade que efectivamente tem - podendo ter mais relação com o estilo de vida que leva. Foi feito um novo estudo com o auxílio do telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, instalado no Observatório de La Silla do ESO e com o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, que mostra que o mesmo acontece com as estrelas.
© ESO (aglomerado globular NGC 6388)

Os enxames globulares são coleções esféricas de estrelas, fortemente ligadas entre si por ação da gravidade. São relíquias dos primórdios do Universo, com idades típicas de 12-13 mil milhões de anos (o Big Bang deu-se há cerca de 13,7 mil milhões de anos) e existem cerca de 150 enxames globulares na Via Láctea, que contêm muitas das estrelas mais velhas da nossa Galáxia. Mas, embora as estrelas sejam velhas e os enxames se tenham formado num passado distante, com o auxílio do telescópio MPG/ESO de 2,2 metros e do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, os astrónomos descobriram que alguns destes enxames são ainda novos. O trabalho é publicado na revista Nature a 20 de dezembro de 2012. “Embora estes enxames se tenham todos formado há vários milhares de milhões de anos,” diz Francesco Ferraro (Universidade de Bolonha, Itália), líder da equipa que fez a descoberta, “começámos a pensar se alguns estariam a envelhecer mais depressa ou mais devagar que os outros. Ao estudar a distribuição de um tipo de estrela azul que existe nos enxames, descobrimos que alguns deles se desenvolveram efectivamente muito mais depressa, e encontrámos uma maneira de medir a taxa de envelhecimento.”

Os enxames estelares formam-se num curto espaço de tempo, o que significa que todas as estrelas no seu interior tendem a ter a mesma idade. No entanto, como as estrelas brilhantes de elevada massa queimam muito depressa o seu combustível, e os enxames globulares são muito velhos, deveria haver apenas estrelas de pequena massa ainda a brilhar no seu interior. No entanto, parece que não é isto que se passa: em certas e determinadas circunstâncias, as estrelas podem receber um novo surto de vida, ao receberem uma quantidade extra de matéria que as faz crescer e as torna substancialmente mais brilhantes. Isto pode acontecer se uma estrela suga matéria de uma companheira próxima, ou se as estrelas colidem entre si. Estas estrelas revigoradas chamam-se vagabundas azuis e tanto a sua massa elevada como o seu brilho, são o cerne deste estudo. As estrelas mais pesadas deslocam-se para o interior do enxame, à medida que o enxame envelhece, num processo semelhante à sedimentação. Como as vagabundas azuis têm massas elevadas, estas estrelas são muito afectadas por este processo, enquanto o seu brilho intenso torna-as relativamente fáceis de observar.

Para compreender melhor o processo de envelhecimento dos enxames, a equipa mapeou a localização das estrelas vagabundas azuis em 21 enxames globulares, a partir de imagens do telescópio MPG/ESO de 2,2 metros e do Telescópio Espacial Hubble, entre outros. O Hubble forneceu imagens de alta resolução dos centros compactos de 20 dos enxames, enquanto as imagens obtidos no solo forneceram uma visão mais geral das regiões exteriores menos compactas. Ao analisar os dados observacionais, a equipa descobriu que alguns enxames parecem jovens, com as estrelas vagabundas azuis distribuídas por todo o enxame, enquanto que um maior grupo de enxames se apresenta mais velho, com todas as estrelas vagabundas azuis localizadas no centro. Um terceiro grupo parece estar no processo de envelhecer, com as estrelas mais próximas do núcleo a migrar primeiro para o interior, e depois as estrelas cada vez mais exteriores a deslocarem-se progressivamente na direção do centro.

“Uma vez que estes enxames se formaram mais ou menos todos ao mesmo tempo, esta estudo revela enormes diferenças na taxa de evolução dos enxames,” disse Barbara Lanzoni (Universidade de Bolonha, Itália), co-autora do estudo. “No caso dos enxames que evoluem depressa, pensamos que o processo de sedimentação fique completo em algumas centenas de milhões de anos, enquanto que os que evoluem mais lentamente levariam várias vezes a idade atual do Universo para completar este processo. À medida que as estrelas mais pesadas do enxame se deslocam em direção ao centro, o enxame sofre eventualmente um fenómeno chamado colapso do núcleo, onde o centro do enxame se compacta de modo extremamente denso. Os processos que levam ao colapso do núcleo são bem compreendidos, e estão directamente relacionadas com o número, a densidade e a velocidade a que se deslocam as estrelas. No entanto, a taxa à qual isto acontece não era conhecida até agora.  Este estudo fornece a primeira prova empírica sobre a que velocidade envelhecem os diferentes enxames globulares.
Fonte: http://www.eso.org
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