26 de dez de 2012

Ocultação de Júpiter pela Lua é registrada em São Vicente, SP

Ocultação também foi vista em várias partes do país nesta terça-feira (25). Fenômeno foi fotografado por vários moradores do litoral paulista.
O morador de São Vicente, no litoral de São Paulo, Marcos Vinicius dos Santos fotografou na noite desta terça-feira (25), o planeta Júpiter e a Lua em um processo bastante especial. A ocultação do planeta pela Lua foi um fenômeno que pôde ser visto em várias partes do país, como no Rio de Janeiro e São Paulo, além do sul da África. O ponto menor, ao lado da lua, é o maior planeta do Sistema Solar. (Foto: Marcos Vinicius dos Santos/Arquivo Pessoal)
O internauta passou várias horas observando o fenômeno, que aconteceu durante toda a madrugada desta quarta-feira (26). As imagens foram capturadas no bairro Vila Voturuá, em São Vicente. Júpiter pode ser visto do lado onde nasce o Sol desde meados de novembro. Como é um dos astros mais brilhantes do céu noturno, o gigante gasoso pode ser visto facilmente a olho nu.  (Foto: Marcos Vinicius dos Santos/Arquivo Pessoal)
Fonte: G1

Pesquisadores encontraram estrela-bebê considerada o “Santo Graal” do Sistema Solar

Uma estrela-bebê foi detectada por astrônomos logo antes de “nascer”.
A descoberta é tão importante que foi descrita como um “santo graal” da evolução estelar. As observações, publicadas na Nature, podem responder por que nuvens gigantes de gás podem colidir e formar estrelas. A estrela ainda está na fase de um turbilhão de poeira e gás. Ela é parte do mais jovem sistema planetário em formação já encontrado – por isso, pode ser crucial para entendermos melhor o nascimento do nosso próprio sistema. A jovem estrela tem “apenas” 300 mil anos de idade – um bebê se comparado com os 4,6 bilhões de anos de nosso Sol e seus planetas. No momento, ela tem 1/5 da massa do Sol, mas deve aumentar até o tamanho dele conforme for atraindo material de seus arredores. Calcula-se que haja material o suficiente para fazer sete Júpiters. A estrela, chamada L1527 IRS, fica a mais de 450 anos-luz da Terra, na constelação de Taurus – uma distância pequena para os padrões do Universo.

John Tobin, um estudante do Hubble no Observatório Nacional de Rádio Astronomia na Virgínia, afirmou ao Daily Mail que “ela pode ser ainda mais jovem, dependendo de quão rápido ela acumulou massa no passado. Esse objeto muito jovem tem todos os elementos de um sistema solar em criação”. Para encontrar o objeto, os astrônomos utilizaram telescópios de última geração para detectar tanto poeira quanto monóxido de carbono circundante. Eles foram os primeiros a consegui encontrar uma estrela comprovadamente rodeada por um disco giratório de material e os primeiros a medir a massa dela. Da mesma forma que os planetas vizinhos ao nosso que têm velocidades orbitais que variam de acordo com a distância do Sol, a estrela também tem objetos que a rodeiam com velocidades orbitais e distâncias diferentes, conforme ondas de rádio vindas do monóxido de carbono mostraram.

Hsin-Fang Chiang, um pós-doutorado da Universidade de Illinois, afirmou que os padrões, chamados de rotação kepleriana, “marcam um dos primeiros passos essenciais na direção da formação dos planetas. O disco é sustentado por sua própria rotação, e irá mediar o fluxo de material para a estrela-bebê e permitir que o processo de formação de planetas comece. John adicionou que “esta é a estrela-bebê mais jovem já encontrada a mostrar esta característica em um disco à sua volta. De muitas maneiras, o sistema parece muito com o que nós achamos que nosso sistema solar pareceu quando era muito jovem. A pesquisa, com suas imagens de alta definição, foi motivada por observações anteriores do Observatório Gemini, no Havaí, que já sugeria a presença de um grande disco cercando a estrela-bebê.

Os astrônomos fizeram observações de alta precisão da L1527 IRS com o sistema de telescópios ALMA, que está quase completo nos Andes chilenos. Segundo John: “As capacidades avançadas do ALMA nos permitirão estudar mais tais objetos de distâncias maiores. Com o ALMA nós poderemos aprender mais sobre como os discos se formam e quão rapidamente as estrelas jovens crescem até seu tamanho total e conseguir uma compreensão muito melhor sobre como estrelas e seus sistemas começam suas vidas. O estudo foi revisado por David Clarke, professor de astronomia da Universidade Santa Maria na Nova Escócia, Canadá, que o chamou de “Santo Graal” da evolução estelar:

“Que a natureza tenha encontrado um meio de trazer rotineiramente punhados distantes de matéria, condensá-los em 24 ordens de magnitude e formar os motores nucleares responsáveis por iluminar o universo, é ao mesmo tempo incrível e inegável. Precisamente o que o mecanismo é, contudo, só agora está sendo compreendido por astrônomos, e o estudo de John e os outros vem para dar suporte à peça que antes faltava – a primeira detecção e medição de uma estrela realmente embrionária. John e seus colegas podem não ser os primeiros a medir a massa de uma estrela-bebê, mas a estrela-bebê que eles observaram é de longe o melhor exemplo até hoje. A L1527 IRS é o Santo Graal da astronomia infravermelha da evolução estelar? Isso terá que ser determinado pelos historiadores da ciência. Até lá é sem dúvidas uma grande descoberta e estudos futuros sobre isso irão ajudar a aumentar nossa compreensão de como as estrelas se formam”.
Fonte: Jornal Ciência

As Planícies do Hemisfério Norte de Marte

Créditos da Imagem: NASA/JPL/Malin Space Science Systems. Caption by: K. S. Edgett and M. C. Malin, MSSS
As planícies da porção norte de Marte ainda permanecem em relativo mistério com pouco avanço no entendimento de suas feições desde quando elas foram observadas pela missão Viking e mesmo apesar de uma das sondas da missão, a Viking 2 ter pousado nessa região. As planícies do norte são terras baixas com poucas crateras de impacto expostas na superfície se comparada com as terras altas e repletas de crateras da região sul do Planeta Vermelho. Normalmente, superfície com poucas crateras são consideradas mais jovens. Essa conclusão é obtida pelo fato delas terem tido menos tempo para acumular crateras. A câmera de alta resolução Mars Orbiter Camera, da sonda Mars Global Surveyor mostraram, num passado recente, que na verdade existem muitas crateras na região, mas a maior parte delas está enterrada abaixo do terreno da planície. A imagem acima, de baixa resoluçãoo, cobre uma área de 168 por 124 km, e mostra poucas crateras na superfície, como a que aparece no centro da imagem, e algumas feições circulares que representam crateras enterradas nas planícies. A imagem acima foi obtida em Agosto de 2002, com o Sol iluminando a cena desde a parte inferior esquerda da imagem. A imagem acima é uma cortesia NASA/JPL/Malin Space Science Systems, com legenda de K. S. Edgett e M. C. Malin, MSSS.
Fonte: http://www.nasa.gov

Cientistas elegem a descoberta do Bóson de Higgs como o feito científico do ano

A revista Science elegeu as dez descobertas científicas de 2012. Entre elas, constam pesquisas com células tronco, o pouso da Curiosity e a evolução na interface cérebro-máquina

Modelo gráfico do CERN representa a colisão de partículas que pode ter revelado a existência do bóson de Higgs (AFP/CERN)
A descoberta de uma particular física conhecida como Bóson de Higgs foi eleita pela revista Science como o achado científico mais importante de 2012. O Bóson explica como outras partículas elementares, como elétrons e quarks, ganham massa, e era a última peça que faltava para confirmar o modelo padrão, teoria que explica como as partículas interagem para formar a matéria do Universo. As evidências da existência do Bosón de Higgs foram reveladas no dia 4 de julho, após dois detectadores identificarem sua presença no Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), o maior acelerador de partículas do mundo. Segundo a revista, ainda não está claro qual o caminho que a física das partículas vai seguir após a descoberta, mas seu impacto na comunidade científica já é inquestionável. Além de escolher a descoberta do Bóson como o feito mais importante do último ano, os editores do periódico científico elegeram outras nove descobertas de 2012, como o pouso da Curiosity, a leitura do DNA denisovano e as pesquisas com neutrinos. A lista foi publicada na edição de quinta-feira da revista Science.
   
Saiba mais

BÓSON DE HIGGS
O bóson de Higgs é uma partícula subatômica prevista há quase 50 anos. O Higgs é importante porque a existência dele provaria que existe um campo invisível que permeia o universo. Sem o campo, ou algo parecido, nada do que conhecemos existiria. Os cientistas não esperavam detectar o campo, mas sim uma pequena deformação nele, chamada bóson de Higgs.

MODELO PADRÃO
O Modelo Padrão é a melhor descrição do mundo subatômico. Existem outras, mas nenhuma que tenha tido tanto sucesso em experimentos para prever e descrever as partículas e as forças de suas interações.
Fonte: VEJA

Planeta Anão Makemake do Sistema Solar exterior

Crédito da ilustração: Observatório Europeu do Sul
Makemake é um dos maiores objetos conhecido do Sistema Solar externo. Pronunciado como MAH-kay MAH-kay, esse objeto do cinturão de Kuiper tem aproximadamente dois terços do tamanho de Plutão e orbita um pouco além da órbita de Plutão, aparecendo também um pouco mais apagado que Plutão. Makemake, contudo, tem uma órbita mais inclinada com relação ao plano da eclíptica do que Plutão. Descoberto por uma equipe liderada por Mike Brown (Caltech) em 2005, a esfera do Sistema Solar externo foi oficialmente denominado Makemake em homenagem ao criador da humanidade na mitologia Rapa Nui da Ilha de Páscoa. Em 2008, Makemake foi classificado como planeta anão na subcategoria Plutóide, fazendo do Makemake o terceiro objeto desse tipo catalogado, atrás de Plutão e Eris. Makemake é conhecido como sendo um mundo de aparência vermelha, com cores indicando que ele é provavelmente coberto por áreas de metano congelado. Não existe até o momento nenhuma imagem da superfície do Makemake, mais uma ilustração artística do que deve ser esse mundo é mostrada acima. Um monitoramento cuidadoso que identificou uma queda no brilho de uma estrela distante recentemente eclipsada pelo Makemake indica que esse planeta anão possui uma pequena atmosfera.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap121226.html
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