Acelerador de partículas LHC fecha para manutenção por dois anos

Máquina mais poderosa do mundo foi usada para descobrir nova partícula. Quando reabrir, acelerador terá mais energia para experiências inéditas.
Estrutura do LHC, entre a França e a Suíça (Foto: Cern/Divulgação)
 
O Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês) anunciou nesta quinta-feira que seu principal equipamento passará por uma grande manutenção técnica e ficará dois anos sem funcionar. O Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) é um acelerador de partículas que funciona nem túnel subterrâneo de 27 km na fronteira da França com a Suíça. As experiências feitas no local servem para testar teorias da física de partículas. Em julho do ano passado, foi confirmada a existência de uma partícula que nunca havia sido detectado, e cujas características indicam que ela possa ser o bóson de Higgs, apelidado de "partícula de Deus".
 
A descoberta teve grande impacto na física, pois sua existência era a melhor explicação disponível para explicar o surgimento da massa. Os trabalhos de manutenção no LHC consistirão, entre outros complexos procedimentos, em voltar a efetuar as interconexões entre os ímãs do acelerador para que, quando for ligado novamente em 2015, ele possa funcionar a uma energia de colisão de 14 TeV (teraelétrons-volt ou trilhões de elétrons-volt). Neste nível de energia -- muito acima dos 8 TeV que alcançava ultimamente -- o experimento será capaz de confirmar com total certeza científica que essa nova partícula corresponde à de Higgs.

Além disso, essa complexa manutenção abriria porta para novas descobertas em relação às partículas elementares e à chamada "matéria escura", que supostamente constitui cerca de 84% do universo, de acordo com a teoria vigente. A passagem prévia à desativação do LHC foi realizada nesta quinta, quando uma equipe do Centro de Controle do Cern extraiu os últimos feixes de prótons do anel do acelerador. O acelerador foi criado em 2008 para colidir feixes de prótons ou íons pesados lançados em direções opostas, com choques que foram capazes de gerar intensidades de energia sem precedentes e que -- após uma avaria inicial, que obrigou os cientistas a interromper seu funcionamento em dez meses entre 2008 e 2009 --, superou as expectativas dos cientistas.

"Temos todas as razões para estar muito satisfeitos com os primeiros três anos de exploração do LHC", comentou o diretor-geral do Cern, Rolf Heuer, ao comunicar sua paralisação. A máquina, os experimentos, as instalações informáticas e todas as infraestruturas funcionaram extremamente bem e agora temos um descobrimento cientifico maior em nosso ativo", acrescentou. O acelerador deverá ser posto novamente em funcionamento em 2015, indicou o organismo cientifico, sem especificar o mês exato.
Fonte: G1

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