26 de mar de 2013

Cientistas descobrem que lua e asteróides partilham historia

Cientistas descobriram agora que o estudo de meteoritos oriundos do asteróide gigante, Vesta, ajuda a melhor compreender o evento conhecido como "Último Grande Bombardeamento"ou "Cataclismo Lunar", quando um reposicionamento dos gigantes gasosos destabilizou uma parte da cintura de asteróides e desencadeou um bombardeamento a nível de todo o Sistema Solar. Anteriormente, os investigadores dispunham de apenas amostras lunares para o seu trabalho. Agora usam também classes de meteoritos conhecidos como howarditos e eucritos,, que estão relacionados com Vesta, para estudar o cataclismo lunar, providenciando-lhes com três vezes mais amostras para analisar. O mosaico do lado oculto da Lua tem por base dados da sonda LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) da NASA. À direita está uma imagem do asteróide gigante Vesta obtida pela sonda Dawn. As inserções no centro mostram finas secções da amostra lunar 10069-13 e do eucrito NWA1978.
Crédito: NASA/GSFC/ASU/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
 
 

De acordo com uma equipe de investigadores do Instituto NLSI (Lunar Science Institute) da NASA, o asteróide Vesta, e talvez outros grandes asteróides, têm mais em comum com a Lua da Terra do que se pensava. Tanto Vesta como a Lua parecem ter sido bombardeados pela mesma população de projécteis velozes há quatro mil milhões de anos atrás. Apesar do facto de que a Lua está localizada longe do asteróide Vesta, na cintura principal de asteróides entre as órbitas de Marte e Júpiter, parecem partilhar um pouco da mesma história de bombardeio. As idades radiométricas das rochas lunares recolhidas pelos astronautas das missões Apollo têm sido desde há muito utilizadas para estudar a história do bombardeamento da Lua. Da mesma forma, as idades derivadas de amostras de meteoritos têm sido usadas para estudar a história de colisão de asteróides na cintura principal.
 
Em particular, os meteoritos howarditos e eucritos (espécies comuns na colecções de meteoritos) têm sido usados para estudar o asteróide Vesta, o seu corpo principal. Agora, pela primeira vez, uma equipa internacional de cientistas ligou estes dois conjuntos de dados, e descobriu que a população de projécteis responsáveis pela formação de crateras e bacias na Lua também impactaram com Vesta a velocidades muito altas, o suficiente para deixar para trás uma série de idades reveladoras dos impactos. Esta pesquisa foi possível graças a um trabalho multidisciplinar, incluindo geoquímica, dinâmica, simulações de eventos de impacto e observações de sondas espaciais. Os resultados foram publicados na edição de Março da revista Nature Geoscience. "É sempre intrigante quando a pesquisa interdisciplinar muda a nossa forma de entender a história do Sistema Solar," afirma Yvonne Pendleton, directora do NLSI.
 
Com a ajuda de simulações em computador, os cientistas determinaram que os meteoritos de Vesta registaram impactos de projécteis invulgarmente velozes, desde há muito desaparecidos. Eles deduziram que este período de bombardeamento esteve relacionado com um momento da história do Sistema Solar, há quatro mil milhões de anos atrás, em que os gigantes gasosos, como Júpiter e Saturno, migraram das suas órbitas originais para a sua localização actual. As conclusões da equipa suportam a teoria de que este reposicionamento dos planetas gigantes gasosos destabilizaram partes da cintura de asteróides e desencadearam um bombardeamento de asteróides a nível de todo o Sistema Solar. Este evento, chamado "Cataclismo Lunar" ou "Último Grande Bombardeamento", puxou muitos asteróides para órbitas que os fez colidir com a Terra e com a Lua.
 
A pesquisa fornece novas restrições sobre o início e duração do cataclismo lunar, e demonstra que o cataclismo foi um evento que afectou não apenas os planetas do Sistema Solar interior, mas também a cintura de asteróides. A interpretação dos howarditos e eucritos pela equipa foi melhorada por observações recentes da superfície de Vesta pela sonda Dawn da NASA. Além disso, a equipa usou os modelos dinâmicos mais recentes da evolução da cintura principal para descobrir a fonte provável destes projécteis de alta velocidade. A equipa determinou que a população de projécteis que atingiu Vesta também tinha órbitas que atingiram a Lua a altas velocidades.
 
"Parece que os meteoritos asteroidais mostram sinais de que a cintura principal perdeu muita massa há quatro mil milhões de anos atrás, em que a massa escapou colidindo com os asteróides sobreviventes da cintura principal e a Lua a altas velocidades, afirma Simone Marchi, a autora principal do artigo, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste em Boulder, no estado americano do Colorado e do Instituto Planetário e Luna em Houston, Texas. "A nossa pesquisa não só apoia a teoria corrente, como a leva para o próximo nível de conhecimento." Esta pesquisa revela uma ligação inesperada entre Vesta e a Lua, fornecendo novos meios para o estudo da história do bombardeio inicial dos planetas terrestres.
Fonte: Astronomia Online
 

25 de mar de 2013

25 curiosidades sobre as luas do Sistema Solar( parte1)

Conheça detalhes dos satélites quer orbitam os planetas vizinhos
Ganímedes é o maior satélite de Júpiter e o também o maior do Sistema Solar. Essa lua é tão gigantesca que chega a ter diâmetro maior do que Mercúrio. Foi descoberta por Galileu Galilei em 1610. É composta de gelo, água e silicatos de rocha. Foto: NASA
 
Esta é Titã, a maior lua de Saturno. Tem uma atmosfera mais densa do que a da Terra e é o único objeto do Sistema Solar com evidência clara de líquidos em sua superfície. Foi descoberta em 1655 pelo astrônomo holandês Christiaan Huygens. Foto: NASA
 
Nesta foto, é possível ver um furacão no polo sul de Titã. O fenômeno natural ocorre pela alta concentração de neblina em uma área de altitude elevada.Foto: NASA
 
Caronte é a maior lua de Plutão; e tem quase a metade do tamanho do planeta anão. Foi descoberta em 1978, pelo Observatório Naval dos Estados Unidos. Acredita-se que sua superfície seja composta de gelo. No entanto, as informações só poderão ser apuradas a partir de 2015, quando a sonda New Horizons se aproximar desta região do Sistema Solar.Foto: NASA
 

Europa é uma das quatro grandes luas de Júpiter. Foi descoberta por Galileu Galilei em 1610. Tem quase o tamanho da nossa Lua e possui uma superfície única, cheia de linhas coloridas e brilhantes. Cientistas suspeitam que se trate de um grande oceano congelado. Por ser potencialmente habitável, Europa tornou-se uma inspiração para autores de ficção científica.Foto: NASA


Io também orbita Júpiter. É um pouco maior que a Lua terrestre. Trata-se do corpo com maior atividade vulcânica do Sistema Solar. Seus vulcões atingem temperaturas próximas a 1700 graus Celsius. Foi descoberta em 1610 por Galileu Galilei.Foto: NASA

Esta é Tupan Patera, uma das depressões vulcânicas de Io.Foto: NASA

Calisto também orbita Júpiter. Trata-se da terceira maior lua do Sistema Solar, com praticamente o mesmo tamanho de Mercúrio. Foi descoberta por Galileu Galilei em 1610. Sua superfície é repleta de crateras originadas pelo impacto de meteoritos. De acordo com estudos da Nasa, em uma futura exploração do sistema de Júpiter, essa lua seria o local ideal para montar uma base terráquea.Foto: NASA
 
Nesta foto é possível ver detalhes de Calisto. A lua é tão cheia de crateras, que novos impactos de meteoritos criariam depressões sobre as já existentes.Foto: NASA
 
Este pequeno ponto à direita da imagem é a 'lua' Dactyl, um pequeno satélite natural que orbita o asteroide 243 Ida - localizado no Cinturão de Asteroides, entre as órbitas de Marte e Júpiter. Foi descoberto em 1994 pela cientista Ann Harch. Foto: NASA
 
Fobos é a maior lua de Marte. Ela fica tão próxima do planeta que orbita mais rápido do que a rotação marciana. Por causa disso, a lua nasce e se põe três vezes por dia. Outra curiosidade é que Fobos não pode ser vista do extremo norte nem do extremo sul de Marte porque sua órbita é alinhada à Linha do Equador. Foto: NASA
 
Nesta imagem, é possível ver a sombra de Fobos na superfície de Marte.Foto: NASA
 
Esta é Deimos, a segunda lua de Marte e a menor lua reconhecida do Sistema Solar. Por ter um formato irregular, cientistas acreditam que se trate de um asteroide capturado pela força gravitacional marciana. Apesar de pequeno, quando visto de Marte, apresenta um brilho forte, parecido com o brilho de Vênus - visto por um observador d a Terra. Foto: NASA
 Fonte: Super Interessante

Uma Visão Diferente da Nebulosa da Tromba de Elefante

A Nebulosa da Tromba do Elefante, formalmente conhecida como IC 1396A, é uma nuvem de gás e poeira que está localizada a 2400 anos-luz da Terra na constelação de Cepheus. Essa nebulosa já apareceu várias vezes aqui no blog, mas sempre que nos deparamos com uma imagem nova e diferente dessa bela nebulosa, nos vemos no dever de compartilhar com os amantes da astronomia. A Tromba do Elefante é parte de uma região maior de gás ionizado iluminado por uma massiva estrela próxima do tipo-O (localizada fora do frame acima, à esquerda). A radiação e o vento proveniente dessa estrela quente comprimem e ionizam as bordas da nuvem, resultando em brilhantes frentes de ionização vistas na imagem acima. Estrelas jovens em estágios muito diferentes de formação têm sido encontradas tanto dentro como fora da Tromba de Elefante. Protoestrelas muito jovens, ainda adquirindo material da nebulosa ao redor, estão localizadas dentro da nuvem, enquanto que estrelas, totalmente formadas são encontradas em frente da borda de ionização. Isso sugere que a formação de estrela tem sido processada de forma sequencial através da nuvem como um resultado do efeito de gatilho da estrela quente. Aproximadamente 5% da massa do gás e da poeira na nuvem já se transformaram em protoestrelas, e o processo continua até hoje. A Tromba do Elefante é um alvo popular para os astrofotógrafo amadores. Se você tivesse uma câmera, um telescópio na mão e soubesse localizar essa nebulosa, certamente você faria uma imagem dela. A imagem acima é composta de dados do INT Photometric H-Alpha Survey (IPHAS), incluindo H-alpha de banda estreita (vermelho) e Sloan r’ de banda larga (verde) e Sloan i’ (azul). O crédito da imagem acima é de Nick Wright (Universidade de Hertfordshire, SAO), Geert Barentsen (Universidade de Hertfordshire, Armagh Observatory).
Fonte: Cienctechttp://blog.cienctec.com.br/

A ascenção do quasares no Universo

© NASA/ESA/G.Bacon (ilustração de um quasar distante)
  
O professor Michael Shull e o pesquisador David Syphers usaram o telescópio espacial Hubble para observar um quasar - o núcleo brilhante de uma galáxia ativa que age como um "farol" - para entender melhor as condições do Universo primordial. Os cientistas estudaram o material gasoso entre o telescópio e o quasar HS1700 6416 com um espectrógrafo ultravioleta acoplado no Hubble, projetado por uma equipe do Centro de Astrofísica e Astronomia Espacial em Boulder. Durante um tempo conhecido como a "era de reionização do hélio" cerca de 11 bilhões de anos atrás, explosões de radiação ionizante de buracos negros nos núcleos de quasares retiravam elétrons de átomos primitivos de hélio. Isto ocorreu pouco depois do Big Bang. 

Os resultados do novo estudo indicam que a era de reionização do hélio no Universo parece ter ocorrido mais tarde do que se pensava, disse Shull. O Cosmic Origins Spectrograph (COS) utilizado para as observações de quasares a bordo do Hubble foi projetado para investigar a evolução de galáxias, estrelas e matéria intergaláctica. O COS foi instalado no Hubble por astronautas durante sua última missão de manutenção em 2009. O Universo começou com o Big Bang que gerou um plasma que se expandiu e então se tornou um gás neutro frio em cerca de 380.000 anos, perfazendo a "idade das trevas" quando não havia luz de estrelas ou galáxias. Esta época foi seguida por um período de reionização do hidrogênio, formando as primeiras galáxias a cerca de 13,5 bilhões de anos atrás.

 A era das primeiras galáxias foi seguida pela ascensão de quasares cerca de 2 bilhões anos depois, o que levou à era da reionização hélio. A radiação dos enormes quasares aquece o gás em torno de 11.000 a 22.000 graus Celsius em reinos intergalácticos do início do Universo. Se o gás hélio é aquecido durante a época da formação da galáxia, torna-se mais difícil para as protogaláxias manterem a massa do seu gás; é como se fosse um aquecimento global intergaláctico.
   
A equipe está usando COS para investigar o "registro fóssil" dos gases no Universo, incluindo uma estrutura conhecida como a "teia cósmica" que acredita-se ser feita de longos filamentos estreitos de galáxias e pelo gás intergaláctico separados por vazios enormes. Os cientistas teorizam que um filamento único da rede cósmica pode se estender por centenas de milhões de anos-luz, um número expressivo, considerando que um único ano-luz é cerca de 9,5 trilhões de quilômetros. 

O COS separa a luz em comprimentos de ondas característicos, semelhante à maneira como a luz solar é refratada em gotas de chuva formando as cores do arco-íris, e revela informações sobre a composição de temperatura, densidade, distância, velocidade e a composição química de galáxias, estrelas e nuvens de gás. O primeiro quasar, abreviação de "fonte de rádio quase-estelar", foi descoberto há 50 anos pelo astrônomo Maarten Schmidt da Caltech. O quasar que ele observou, denominado 3C-273, está localizado a cerca de 2 bilhões de anos da Terra e é 40 vezes mais luminoso do que uma galáxia inteira de 100 bilhões de estrelas. O quasar está se afastando da Terra a 15% da velocidade da luz, com ventos soprando a milhões de quilômetros por hora.

21 de mar de 2013

Recorde: Encontrado buraco negro e estrela que orbitam entre si a cada 2,4h

MAXI, o telescópio japonês juntamente com o telescópio espacial Swift identificaram uma estrela e um buraco negro que orbitam entre si uma vez a cada 2,4 horas.
 É um feito surpreendente. A Terra, por exemplo, demora 365,25 dias para dar uma volta completa em torno do Sol, a viagem dura cerca de 30 km por segundo, o que se comparado à estrela e o buraco negro descobertos em 2010, torna a Terra uma competidora bem lenta. O buraco negro, chamado J1659-152, é aproximadamente três vezes o tamanho do Sol, e a estrela anã vermelha que orbita o buraco negro é cerca de 20% menor do que o Sol. A distância entre o Sol e a Terra é de 150 milhões de km, já a estrela anã vermelha e o buraco negro tem uma distância de apenas um milhão de quilômetros. Foi o telescópio da ESA, XMM-Newton, que descobriu o período orbital da estrela em uma investigação que levou quase 15 horas. Além disso, verificou-se um mergulho regular de emissão de raios-X, que foi causado, de acordo com a ESA, pela borda irregular de disco do buraco negro obscurecendo os raios-X quando o sistema gira.
 
Foi a partir desses mergulhos, que o telescópio conseguiu cronometrar o período orbital de apenas 2,4 horas, o que significa um novo recorde registrado. Anteriormente, o recorde registrado era a órbita de 3,2 horas de uma estrela e um buraco negro. A velocidade que a estrela anã vermelha precisa desempenhar para dar uma volta tão rápida em torno do buraco negro é de aproximadamente 150 mil quilômetros por hora. O autor da pesquisa do Centro Europeu de Astronomia Espacial da ESA comentou: “A estrela companheira gira em torno do centro da massa comum a um ritmo vertiginoso, quase 20 vezes mais rápido do que a Terra orbita o Sol”.
Fonte: Jornal Ciência

Satélite revela imagem dos primeiros momentos de vida do universo

'É verdade que a imagem se assemelha um pouco a uma bola de rúgbi deformada ou a uma obra de arte moderna, mas posso assegurar que alguns cientistas teriam trocado seus filhos por ela', brincou Efstathiou Foto: AFP

O satélite europeu Planck, lançado em 2009 para realizar a busca da primeira luz emitida depois do Big Bang, revelou nesta quinta-feira a imagem mais precisa jamais feita dos primeiros momentos de vida do nosso universo. Ousamos olhar o Big Bang de muito perto, o que permite uma compreensão da formação do Universo vinte vezes melhor do que antes", comemorou o diretor-geral da Agência Espacial Europeia (ESA), Jean-Jacques Dordain, ao apresentar os primeiros resultados do Planck, em coletiva de imprensa em Paris. Salvo algumas anomalias que farão com que os cientistas teóricos tenham trabalho por semanas, os dados do Planck corroboram de maneira espetacular a hipótese de um modelo de universo relativamente simples, plano e em expansão, afirmou a ESA.

As imagens permitiram igualmente aos cientistas um maior conhecimento da chamada "receita cósmica", os diferentes componentes da formação do universo. É verdade que a imagem se assemelha um pouco a uma bola de rúgbi deformada ou a uma obra de arte moderna, mas posso assegurar que alguns cientistas teriam trocado seus filhos por esta imagem", brincou George Efstathiou, astrofísico da Universidade britânica de Cambridge, ao comentar os resultados obtidos pela missão de Planck na sede da ESA. Trata-se de uma imagem do universo tal como ele era 380.000 anos depois do Big Bang", explicou. Nesse momento, a temperatura local estava em torno dos 3.000°C, acrescentou.

Antes desse momento, o universo tinha uma temperatura tao alta que nenhuma luz podia sair dele. O Planck captou, pois, na integridade do céu, o traço fóssil dos primeiros fótons (partículas elementares da luz) que surgiram do Cosmos e que viajaram durante mais de 13 bilhões de anos para chegar até nós. Essa irradiação fóssil é agora muito fria, com 3°C a mais do "zero absoluto" (-273°C). É invisível, mas pode ser detectada na gama das ondas de rádio.

A radiação de fundo cosmológica (CMB) apresenta ínfimas flutuações de temperatura que correspondem a regiões de densidade levemente diferente e portam em si o germe de todas as estrelas e das galáxias que nós conhecemos. Para poder medir essas ínfimas flutuações, com uma precisão de cerca de um milionésimo, e eliminar todas os sinais parasitários emitidos pela Via Láctea e outras galáxias, o instrumento de alta frequência HFI do satélite Planck deve ser esfriado até um décimo de grau acima do zero absoluto. Essa proeza tecnológica, feita na ausência de gravidade e no vácuo, "não tem equivalente e nenhum artefacto espacial poderá ultrapassá-la por muito tempo", concluiu Jean-Jacques Dordain.
Fonte: TERRA

Para Nasa, Voyager ainda não deixou Sistema Solar

Pesquisadores afirmaram que a sonda já estaria fora da influência do Sol
Ilustração mostra a sonda Voyager 1, da Nasa, explorando uma nova região no Sistema Solar chamada \"rodovia magnética\" Foto: /NASA/JPL-Caltech / Reuters
 
A possibilidade de que a sonda Voyager-1 tenha deixado o sistema solar, como chegou a ser divulgado, passou a ser questionada, após a Nasa (Agência Espacial Americana), que controla a sonda, ter discordado da opinião de cientistas. Para a Nasa, a Voyager ainda permanece no sistema solar, apesar de pesquisadores terem afirmado que a sonda já estaria fora da influência do Sol. Lançada em 1977, a sonda foi criada inicialmente para estudar os planetas mais afastados da Terra, mas continuou viajando pelo espaço. Calcula-se que a região interestelar esteja a mais de 18 bilhões de quilômetros da Terra, ou 123 vezes a distância entre nosso planeta e o Sol. Atualmente, as mensagens de rádio da Voyager-1 levam 16 horas para chegar ao nosso planeta. A Voyager-1 caminha para se aproximar de uma estrela chamada AC +793888, mas só chegará a dois anos luz de distância da estrela - e levará cerca de 40 mil anos para fazê-lo. Na terça-feira, a União Geofísica Americana confirmou que a sonda teria deixado a heliosfera - a bolha de gás e campos magnéticos que têm origem no Sol.
 
Detecção de raios cósmicos
A Voyager-1 vinha monitorando mudanças no ambiente ao seu redor que sugeriam a proximidade da fronteira do Sistema Solar - a chamada heliopausa. A sonda havia detectado um aumento no número de partículas de raios cósmicos vindo do espaço interestelar em sua direção e, ao mesmo tempo, um declínio da intensidade de partículas energéticas vindo do Sol.
Uma grande mudança, que os cientistas chamaram de "heliopenhasco", aconteceu em 25 de agosto de 2012. Em poucos dias, a intensidade heliosférica da radiação caiu e a intensidade de raios cósmicos subiu, como era de se esperar quando se sai da heliosfera", explicou o professor Bill Webber da Universidade Estadual do Novo México, em Las Cruces. A Voyager-1 foi lançada em 5 de setembro de 1977 e sua "sonda irmã", a Voyager-2, em agosto do mesmo ano.
O objetivo inicial das duas sondas era investigar os planetas Júpiter, Saturno, Urano e Netuno - tarefa que completaram em 1989. Em seguida, elas foram enviadas para mais além no espaço, na direção do centro da Via Láctea. No entanto, suas fontes de energia, feitas de plutônio, devem parar de produzir eletricidade em cerca de 10 a 15 anos, quando seus instrumentos e transmissores irão parar de funcionar. As Voyagers se tornarão "embaixadores silenciosos" da Terra enquanto se movem pela galáxia. Ambas transportam discos de cobre banhados a ouro com gravações de saudações em 60 línguas, amostras de música de diferentes culturas e épocas, sons naturais da Terra e outros sons produzidos pelo homem.
Fonte: TERRA

Grandes Missões da Nasa - Estações Espaciais

O conceito de um ambiente espacial tripulado orbitando a Terra existe há mais de 100 anos. A NASA desenvolveu estações espaciais com base em enormes projetos feitos de borracha nos anos de 1950 e início dos anos de 1960. Mas as viagens de longa duração ao espaço começaram em 1973, quando a NASA lançou a Skylab. Foi o primeiro posto avançado tripulado norte-americano. Desde então, a cooperação global construiu a maior estrutura no espaço, a Estação Espacial Internacional. As lições aprendidas com estas duas estações espaciais estão ajudando o homem à regressar à Lua e até empreender missões prolongadas a Marte. 

 
Skylab
A Skylab era um enorme satélite, uma estação experimental de 77,5 toneladas que permaneceu na órbita da Terra durante apenas seis anos. Seu principal objetivo consistia em demonstrar que os seres humanos podiam viver e trabalhar no espaço durante longos períodos de tempo, com a intenção de expandir nossos conhecimentos sobre a astronomia solar. Para isso, ela dispunha de um laboratório para estudar os efeitos da microgravidade e de um observatório solar. Três equipes de três astronautas visitaram a Skylab, habitando na estação espacial em missões de 28, 59 e 84 dias, respectivamente. Durante este período de tempo, foram realizados aproximadamente 300 experimentos técnicos e científicos, incluindo a análise dos efeitos das explosões solares sobre a Terra e experimentos médicos que investigaram as demandas fisiológicas dos astronautas no espaço. Devido ao efeito prolongado da ausência de gravidade sobre seus corpos, os astronautas ficavam fracos demais para permanecer em pé depois de regressar de missões mais longas. Os equipamentos para exercícios se tornaram um requisito em todas as missões espaciais de longa duração.
 
Síndrome do edifício doente
As plantas foram introduzidas nas dependências da Skylab quando os cientistas descobriram que 107 componentes voláteis orgânicos – como o formaldeído e o bezeno - utilizados na construção da estação espacial ficavam presos e não conseguiam circular. Depois que as plantas folíferas foram introduzidas, os testes demonstraram que a qualidade do ar havia melhorado e que os sintomas descritos pela tripulação haviam desaparecido.
 
A Estação Espacial Freedom
Em 1984, o presidente Reagan anunciou os planos para uma nova Estação Espacial norte-americana, uma versão da bem-sucedida estação espacial russa Mir. No entanto, o projeto denominado “Estação Espacial Freedom” só seria oficialmente lançado em 1988. A Estação Espacial Freedom seria permanentemente tripulada, orbitando a Terra como um posto avançado que serviria como base de reparos para a frota de ônibus espaciais, laboratório de microgravidade e ponto de observação para os astrônomos. Também funcionaria como uma estação de montagem para espaçonaves que viajariam distâncias ainda maiores. No entanto, o projeto estourou o orçamento, possuía um design pouco realista e enfrentou uma acirrada oposição política. O programa terminou, inacabado, no final de 1990. Apesar da Estação Espacial Freedon nunca ter saído do papel, alguns de seus elementos fundamentais foram aplicados à Estação Espacial Internacional e ao programa Constellation.
 
Estação Espacial Internacional
 
A Estação Espacial Internacional foi projetada como uma rede modular de ambientes de trabalho habitáveis que orbita permanentemente a Terra. É um laboratório científico primordial que serve como ponto de partida para a exploração lunar e interplanetária. Ela foi programada para integrar o programa do ônibus espacial, e pela primeira vez, empregou a cooperação internacional para sua construção e manutenção.  Todas as agências especiais, entre elas, a NASA (Administração Nacional de Aeronáutica e do Espaço), a RKA (Agência Federal Espacial Russa), a JAXA (Agência de Exploração Aerospacial Japonesa),a CSA (Agência Espacial Canadense) e a ESA (Agência Espacial Européia) contribuíram para o programa. Zarya foi o primeiro módulo da Estação Espacial lançado na órbita da Terra, em 1998. Algumas semanas mais tarde, o módulo Unity foi enviado pelo ônibus espacial Endeavour. No ano 2000, a Rússia equipou o Zvezda com habitações para a tripulação, incluindo a cabine para dormir, equipamento para realizar exercícios, banheiro, pia e uma mesa de cozinha. A primeira tripulação chegou pouco depois.As tripulações internacionais entregaram cargas e suprimentos para manter e operar a estação espacial. Elas continuarão a incorporar componentes ao longo de onze missões futuras, até completar o programa no ano de 2010.
 
Vida a bordo
Os astronautas que visitam a Estação Espacial Internacional devem se exercitar duas horas por dia para compensar os efeitos da falta de gravidade em seus corpos. A maior contribuição da Agência Espacial Européia é o laboratório Columbus. É a mais nova instalação da da ISS e possibilita todo tipo de experimentos científicos, incluindo a utilização e o teste de equipamentos desenvolvidas para a exploração espacial durante longos períodos de tempo, os efeitos da microgravidade sobre os astronautas e o estudo das ciências dos materiais e da física de fluidos. Instrumentos externos do Columbus também permitem uma ampla variedade de experimentos exobiológicos e um estudo aprofundado do Sol.
Fonte:Discovery Brasil

20 de mar de 2013

10 asteroides e meteoritos que abalaram o planeta

O meteorito que atingiu a Rússia em 15 de fevereiro de 2013 provocou pânico e deixou quase mil feridos. A enorme pedra, contudo, não é a primeira a provocar destruição no nosso planeta - e nem de longe é a maior. Veja a seguir 10 asteroides e meteoritos que abalaram o planeta terra.
 1) O asteroide que originou a Lua
Com dimensões do tamanho de Marte, provavelmente o maior asteroide a atingir a Terra foi Theia, ainda na fase de formação de nosso planeta, há 4 bilhões de anos. Theia seria, na verdade, um planetoide. De acordo com Ducati, a colisão teria originado a Lua, por desprendimento de parte da massa da Terra. Esta teoria é relativamente recente, mas está sendo bem aceita pelos especialistas, afirma. Esse cenário é chamado de teoria do impacto gigante.Foto: Divulgação
 
2) O asteroide que exterminou os dinossauros
México Há 65 milhões de anos, um asteroide com cerca de 10 quilômetros de diâmetro atingiu a Terra e dizimou quase todas as espécies de dinossauros. Conforme a astrônoma Daniela, esse fato marca a última grande extinção em massa, que aconteceu na passagem do Cretáceo para o Terciário (K/T). A teoria de que os dinossauros foram extintos pelo impacto de um asteroide é corroborada por uma abundância anômala de lítio (raro na crosta terrestre, mas comum no espaço) nos sedimentos na época do K/T e pela descoberta de uma cratera de impacto cuja idade estimada é exatamente 65 milhões de anos, justifica. A Cratera de Chicxulub está situada na Península do Yucatán, no México, possui 180 quilômetros de diâmetro e é a terceira maior do mundo. Foto: Divulgação

3) O asteroide que originou a maior e mais antiga cratera
África do Sul Localizada na África do Sul, a Cratera Vredefort deve ter sido resultado de um dos maiores asteroides a impactar a Terra, além de Theia. Com 300 quilômetros de diâmetro, Vredefort é considerada, oficialmente, a maior e mais antiga cratera de impacto do nosso planeta. Porém o tamanho original do Domo de Vredefort pode ter chegado a 380 quilômetros de diâmetro. O impacto aconteceu há 2 bilhões de anos, durante a era Paleoproterozóica. Estima-se que o asteroide que originou a cratera tivesse entre 6 e 10 quilômetros de diâmetro, e teria atingido a Terra com uma velocidade de 40 a 250 mil km/h.Foto: Divulgação

4) O asteroide que causou o maior impacto na história humana
Sibéria O evento Tunguska, ocorrido em 30 de junho de 1908, na Sibéria, é considerado o maior impacto conhecido de um asteroide de tamanho considerável na história humana. Com 40 metros de diâmetro, o bólido espacial causou uma grande explosão que destruiu uma floresta de 2 mil quilômetros quadrados, com cerca de 80 mil árvores. A cidade de São Paulo, por exemplo, tem 1,5 mil quilômetros quadrados. A queda liberou uma energia superior à da bomba de Hiroshima.Foto: Divulgação

5) O asteroide que formou a segunda maior cratera do mundo - Canadá
Estima-se que um asteroide com mais de 10 quilômetros que atingiu a Terra há 1,8 bilhões de anos, durante a era Paleoproterozóica, deu origem à Cratera Sudbury, em Ontário, Canadá. O impacto teria sido tão intenso, que os restos se espalharam sobre uma área de 1.600.000 quilômetros quadrados em torno do ponto de impacto. Fragmentos de rocha foram encontrados a mais de 800 quilômetros de distância, em Minnesota. A cratera possui 250 quilômetros de diâmetro e ocupa a vice-liderança no ranking de maiores crateras, além de ser uma das mais antigas. A Bacia Sudbury fica próxima de outras estruturas geológicas e, em sua cratera, repleta de magma, é possível encontrar níquel, cobre, platina, paládio e ouro.Foto: Divulgação

6) O asteroide que formou a cratera mais bem preservada - Arizona (EUA)
A Cratera de Barringer, também conhecida como Cratera do Meteoro, data de 50 mil anos atrás, e está localizada ao norte do Arizona, EUA. Cientistas acreditam que ela tenha sido formada por um meteorito de aproximadamente 50 metros, que atingiu a Terra em uma velocidade de 45 mil km/h e produziu uma explosão de 10 megatons. A cratera possui 1,2 quilômetros de diâmetro e 200 metros de profundidade. A cratera de impacto de tamanho considerável mais recente, e mais bem preservada, é a Cratera de Barringer, relata Daniela. Foto: Divulgação

7) O asteroide que formou a segunda maior cratera no Canadá
Há 215 milhões de anos, no período Triássico, um objeto com cerca de 5 quilômetros de diâmetro impactou a Terra e originou a Cratera de Manicouagan, a segunda maior do Canadá, com 100 quilômetros de diâmetro. Esta cratera de impacto formou o atual Lago Manicouagan, também conhecido como O olho de Quebec. Mesmo com a erosão, a Cratera de Manicouagan é uma das mais bem preservadas da Terra. Ela pode estar associada a um evento multi-impacto, que teria sido o responsável pela extinção de répteis no período Carniano.Foto: Divulgação

8) O asteroide que formou dois lagos simultaneamente - Canadá
Neste caso, os bólidos espaciais fomentaram o turismo. Dois lagos circulares, chamados de Clearwater Lakes, no Quebec, Canadá, foram formados simultaneamente pelo impacto de um asteroide que caiu na Terra cerca de 290 milhões de anos atrás. Acredita-se que as crateras de 36 quilômetros de diâmetro, a oeste, e 26quilômetros, ao leste, são consequência de dois asteroides enormes, com 22 e 16 quilômetross de diâmetro, respectivamente. Também há teorias de que o duplo impacto pode ter sido causado pelas pequenas luas do asteroide ou por sua divisão em dois ao adentrar a atmosfera terrestre. Hoje esses lagos são um importante destino turístico em virtude do grande número de ilhas e de suas águas claras.Foto: Divulgação

9) O candidato a maior asteroide, depois de Theia - Groelândia
Em 2012, uma cratera de 100 quilômetros de largura, mas que pode ter chegado a 600 quilômetros de largura e 25 quilômetros de profundidade, foi descoberta na Groelândia. Estima-se que um asteroide de 30 quilômetros de diâmetro chocou-se contra a Terra há três bilhões de anos, quando apenas algas e cianobactérias eram seus habitantes. Se o asteroide atingisse a Terra hoje, ele provavelmente iria acabar com grande parte da vida no planeta. A evidência mais convincente do impacto do asteroide é a presença de granito, parecido com rochas trituradas, espalhado numa área entre 35 e 50 quilômetros, bem no centro do suposto local do impacto. Se for confirmada a tese, a cratera se tornará a maior e a mais antiga do mundo.Foto: Divulgação

10) Outra candidata a maior cratera da Terra - Antártida
Descoberta em 2006, a Cratera da Terra de Wilkes, na Antártida, também é candidata a maior do planeta. De acordo com cientistas, um cometa de 45 quilômetros de diâmetro teria colidido com a Terra, há 250 milhões de anos, formando uma cratera de 480 quilômetros de diâmetro. Sua localização, sob 2 quilômetros de gelo, torna difícil a comprovação. Caso seja confirmada, o impacto pode ser vinculado com a extinção em massa do período Permiano-Triássico.Foto: Divulgação
Fonte: TERRA

Sonda Voyager sai do Sistema Solar

A Voyager-1, lançada em 1977, é o primeiro objeto feito pelo homem a conseguir ultrapassar a heliosfera.
A Voyager-1 vinha monitorando mudanças no ambiente ao seu redor que sugeriam a proximidade da fronteira do Sistema Solar (Foto: Nasa/BBC)
 
A sonda espacial Voyager-1 tornou-se o primeiro objeto feito pelo homem a deixar o Sistema Solar, de acordo com a Agência Especial Americana (Nasa). Lançada em 1977, a sonda foi criada inicialmente para estudar os planetas mais afastados da Terra, mas continuou viajando. A Nasa diz que a Voyager acaba de entrar em uma área do espaço além da influência do Sol. Calcula-se que a região interestelar esteja a mais de 18 bilhões de quilômetros da Terra, ou 123 vezes a distância entre nosso planeta e o Sol. Atualmente, as mensagens de rádio da Voyager-1 levam 16 horas para chegar ao nosso planeta. A Voyager-1 caminha para se aproximar de uma estrela chamada AC +793888, mas só chegará a dois anos luz de distância da estrela - e levará cerca de 40 mil anos para fazê-lo. Na terça-feira (19), a União Geofísica Americana confirmou que a sonda deixou a heliosfera - a bolha de gás e campos magnéticos que tem origem no Sol. A organização aceitou um artigo sobre o assunto escrito por cientistas da Nasa, que será divulgado em breve na publicação Geophysical Research Letters. O anúncio de que a sonda deixaria o Sistema Solar já era esperado há algum tempo.
 
Detecção de raios cósmicos
A Voyager-1 vinha monitorando mudanças no ambiente ao seu redor que sugeriam a proximidade da fronteira do Sistema Solar - a chamada heliopausa. A sonda havia detectado um aumento no número de partículas de raios cósmicos vindo do espaço interestelar em sua direção e, ao mesmo tempo, um declínio da intensidade de partículas energéticas vindo do Sol. Uma grande mudança, que os cientistas chamaram de 'heliopenhasco', aconteceu em 25 de agosto de 2012. "Em poucos dias, a intensidade heliosférica da radiação caiu e a intensidade de raios cósmicos subiu, como era de se esperar quando se sai da heliosfera", explicou o professor Bill Webber da Universidade Estadual do Novo México, em Las Cruces. A Voyager-1 foi lançada em 5 de setembro de 1977 e sua "sonda irmã", a Voyager-2, em agosto do mesmo ano. O objetivo inicial das duas sondas era investigar os planetas Júpiter, Saturno, Urano e Netuno - tarefa que completaram em 1989. Em seguida, elas foram enviadas para mais além no espaço, na direção do centro da Via Láctea. No entanto, suas fontes de energia, feitas de plutônio, devem parar de produzir eletricidade em cerca de 10 a 15 anos, quando seus instrumentos e transmissores irão parar de funcionar. As Voyagers se tornarão "embaixadores silenciosos" da Terra enquanto se movem pela galáxia. Ambas transportam discos de cobre banhados a ouro com gravações de saudações em 60 línguas, amostras de música de diferentes culturas e épocas, sons naturais da Terra e outros sons produzidos pelo homem.
Fonte: G1

"Rezem", diz diretor da Nasa sobre aproximação de asteroides

O diretor da Nasa (agência espacial americana), Charles Bolden, tem um conselho sobre o que fazer se um grande asteroide estiver a caminho da Terra: rezar. Isso é praticamente tudo o que se poderia fazer neste momento se asteroides ou meteoros desconhecidos estivessem em rota de colisão com o planeta, afirmou ele a legisladores na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. A projeção fatalista ocorre enquanto a Nasa pede que o governo americano financie programas para detecção e desvio de objetos celestiais próximos da Terra.

Ameaças vindas do espaço costumam ser objetos da ficção científica - em filmes como Armageddon e Impacto Profundo -, porém membros do Congresso americano abordaram o assunto depois que um meteorito caiu sobre a Rússia em 15 de fevereiro e um asteroide passou muito próximo do planeta no mesmo dia. Preocupados com esses fenômenos, os políticos convidaram o diretor da Nasa para falar sobre o programa espacial e como se pode prevenir que a Terra seja atingida por corpos celestes.

Os legisladores não gostaram do que ouviram. O representante republicano Lamar Smith afirmou aos participantes, mais de uma vez, que o relatório "não era tranquilizador". Deputados governistas e da oposição, porém, se mostraram receptivos à ideia de colocar mais recursos no esforço de conter ameaças cósmicas, conforme solicitado por Charles Bolden.

O consultor científico da Casa Branca, John Holdren, observou que o financiamento anual dedicado ao catálogo de asteroides potencialmente perigosos subiu de US$ 5 milhões para mais de US$ 20 milhões nos últimos dois anos. Mesmo assim, o administrador da Nasa estimou que o trabalho de identificação de 90% dos objetos celestiais próximos da Terra entre 140 metros e 1 quilômetro de largura, como demandado pelo Congresso, deve demorar até 2030.
Fonte: TERRA

M42: Por Dentro da Nebulosa de Orion

Crédito da imagem e direitos autorais: Reinhold Wittich
A Grande Nebulosa de Orion, uma imensa, região de nascimento de estrelas próxima, é provavelmente a mais famosa de todas as nebulosas astronômicas. A imagem acima mostra o gás brilhante ao redor das estrelas jovens e quentes na borda da imensa nuvem molecular interestelar localizada a somente 1500 anos-luz de distância da Terra. Na imagem, as cores foram escolhidas para destacar a emissão de oxigênio e hidrogênio, filamentos e lençóis de poeira e gás são particularmente evidentes. A Grande Nebulosa de Orion pode ser encontrada a olho nu perto do facilmente identificado cinturão de três (as Três Marias) na popular constelação de Orion. Além disso, a Grande Nebulosa de Orion abriga o brilhante aglomerado aberto de estrelas do Trapézio e muitos outros berçários estelares. Esses berçários contém muito gás hidrogênio, estrelas quentes e jovens, e jatos estelares que espalham material a uma alta velocidade. Também conhecida como M42, a Nebulosa de Orion se espalha por 40 anos-luz e está localizada no mesmo braço espiral da Via Láctea onde está localizado o Sol.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap130320.html

Herschel descobre algumas das estrelas mais jovens já observadas


Os astrônomos encontraram algumas das estrelas mais jovens já observadas, graças às observações feitas com o Observatório Espacial Herschel, uma missão da Agência Espacial Europeia com importante contribuições da NASA. Observações feitas com o Telescópio Espacial Spitzer da NASA e com o telescópio Atacama Pathfinder Experiment (APEX) no Chile, uma colaboração que envolve o Instituto Max Planck para Rádio Astronomia na Alemanha, o Observatório Espacial Onsala, na Suécia e o Observatório Sul Europeu na Alemanha, contribuíram para a descoberta. Densos envelopes de gás e poeira ao redor de estrelas em formação conhecidas como protoestrelas, fazem com que suas detecções seja difíceis de serem realizadas. As 15 recém descobertas protoestrelas acenderam como surpresa numa pesquisa de um grande local de formação de estrelas perto do nosso Sistema Solar, localizado na região da constelação de Orion.  A descoberta dá aos cientistas a chance de espiar uma das primeiras e menos entendidas fazes da formação estelar. O Herschel revelou o maior conjunto desse tipo de jovens estrelas em uma única região de formação de estrelas”, disse Amelia Stutz, principal autora do artigo publicado no The Astrophysical Journal e pesquisadora de pós-doutorado no Instituto Max Planck para Astronomia em Heidelberg, na Alemanha. “Com esses resultados, nós estamos muito próximos de testemunhar o momento quando uma estrela começa a se formar”. As estrelas surgem para a vida a partir do colapso gravitacional de massivas nuvens de gás e poeira. Essa mudança radical de um gás frio para uma bola de plasma super quente mostra que a formação de uma estrela é um processo rápido nos padrões cósmicos, levando somente poucas centenas de milhares de anos. Encontrando protoestrelas nos seus estágios mais iniciais, mais curtos e mais apagado sempre foi um grande desafio.
 
Os astrônomos por muito tempo veem investigando o berçário estelar no Complexo Molecular da Nuvem de Orion, uma vasta coleção de nuvens de formação de estrelas, mas que não tinham conseguido observar essas novas protoestrelas até que o Herschel observasse essa região. Estudos prévios não identificaram as proroestrelas mais densas, jovens e potencialmente mais extremas e frias de Orion”, disse Stutz. “Essas fontes podem ser capazes de nos ajudar a entender melhor como o processo de formação de estrelas ocorre nos seus estágios bem iniciais, quando a maior parte da massa da estrela é constituída das condições físicas mais difíceis de serem observadas”. O Herschel espiou as protoestrelas nos comprimentos de onda do infravermelho distante, luz, que pode brilhar através das densas nuvens ao redor das estrelas, que bloqueiam os comprimentos de onda mais curtos e de mais alta energia, incluindo a luz dos nossos olhos.
 
O Herschel Photodetector Array Camera and Spectrometer (PACS) coletou a luz infravermelha em 70 e 160 micrômetros no comprimento de onda, se comparado com a largura do cabelo humano. Os pesquisadores compararam essas observações com rastreamentos prévios das regiões de formação de estrelas em Orion feitas pelo Spitzer. As protoestrelas extremamente jovens identificadas nas imagens do Herschel são muito frias para serem observadas pelo Spitzer e foram posteriormente verificadas com as observações de rádio e com o telescópio APEX. Nossas observações fornecem a primeira espiada nas protoestrelas que já começaram a brilhar no comprimento de onda do infravermelho distante”, disse a coautora do artigo Elise Surlan, pesquisadora de pós-doutorado associada ao National Optical AStronomy Observatory em Tucson no Arizona. Das 15 recém descobertas protoestrelas, 11 possuem uma cor muito vermelha, significando que a sua luz foi emitida pela parte final de baixa energia do espectro eletromagnético.
 
Essa saída indica que as estrelas ainda estão mergulhadas profundamente no envelope gasoso, significando que elas são muito jovens. Sete protoestrelas adicionais previamente observadas pelo Spitzer compartilham essas características. Juntas, essas 18 estrelas representam somente cinco por cento das protoestrelas e protoestrelas candidatas observadas em Orion. Essa figura implica que as estrelas mais jovens gastam aproximadamente 25000 anos na fase de desenvolvimento, um mero piscar de olhos na vida de estrelas como o Sol que é de aproximadamente 10 bilhões de anos.
 
Os pesquisadores esperam documentar cronologicamente cada estágio do desenvolvimento das estrelas como uma álbum de família, desde antes do nascimento até a sua infância, quando os planetas também são formados. Com esses achados recentes, nós adicionamos uma foto perdida ao nosso álbum de família do desenvolvimento estelar”, disse Glenn Wahlgren, cientista de programa do Herschel na sede da NASA em Washington. “O Herschel tem permitido que possamos estudar as estrelas na sua infância. O Herschel é uma missão da Agência Espacial Europeia, com instrumentos científicos fornecidos por um consórcio de institutos europeus com importante participação da NASA. O Herschel Project Office da NASA é baseado no Laboratório de Propulsão a Jato da agência em Pasadena, na Califórnia. O JPL é uma divisão do Instituto de Tecnologia da Califórnia também em Pasadena, na Califórnia.

Robô Curiosity encontrou uma pedra brilhante bastante curiosa em Marte

O robô Curiosity da NASa, que está em missão no Planeta Vermelho, continua revelando segredos sobre a superfície marciana.
Desta vez, foi encontrada uma pedra na cor branca, bastante brilhante, apelidada de "Tintina". A rocha indica a presença de minerais hidratados, do tipo que vemos na Terra, indicando a presença de água na região. A pedra foi apresentada durante a 44ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária, em Woodlands, Texas. Durante o evento, foi noticiado que outra falha ocorreu no robô Curiosity e obrigou o veículo a ficar em uma pausa prolongada e inesperada. Curiosity entrou no "modo de segurança" automaticamente no começo da madrugada de domingo (horário de Brasília), enquanto operava com um dos seus dois computadores principais. Ele usa memória flash, o que economiza espaço, mas que também é vulnerável à radiação do espaço. Mas segundo a NASA, o modo de segurança foi ativado quando um arquivo de comando falhou durante uma verificação do software de proteção ao robô.
 
 "Nós podemos apenas apagar o arquivo, que não precisamos mais, e nós sabemos como evitar que isso ocorra no futuro” disse Richard Cook gerente de projetos do Curiosity. No entanto, a partir do dia 04 de abril, a NASA irá parar de enviar e receber mensagens do Curiosity, durante quatro semanas, porque a Terra e Marte estarão em posições opostas em torno do Sol, bloqueando quaisquer sinais. Enquanto isso, a descoberta da pedra Tintina move outras pesquisas, assim como o anúncio da semana passada, onde Curiosity encontrou minerais de argila em uma rocha perfurada. A presença de argila indica que o Ph da água é neutro, o que mostra que ela estaria própria para o consumo. Tintina é o mais branco e mais brilhante objeto encontrado até agora em Marte” disse Melissa Rice do Instituto de Tecnologia da Califórnia, revelando que o solo de Marte não é tão monocromático como se pensava. A descoberta de Tintina foi no dia 17 de janeiro, ao passar as rodas do robô sobre a pedra.
Fonte: Jornal Ciência

Satélite europeu estuda 'luz mais antiga do universo'

O satélite foi lançado em 2009 para fazer mapas de temperatura do céu Foto: ESA / Divulgação

Cientistas europeus divulgam, na próxima quinta-feira, novas imagens da "luz mais antiga" do universo compiladas pelo satélite europeu Planck. As imagens devem fornecer informações sem precedentes sobre as origens e a evolução do cosmos. A expectativa é de que o Planck possa dizer o que aconteceu nos primeiros milionésimos de bilionésimos de segundo depois do Big Bang, quando o universo que podemos observar hoje ocupava quase nenhum espaço. O satélite foi lançado em 2009 para fazer mapas de temperatura do céu e, nesta semana, os dados finalmente serão divulgados para a comunidade científica mundial.
 
Resquícios do início
O Planck colheu uma amostra da "luz mais antiga" do cosmos - a luz que finalmente conseguiu se espalhar no espaço quando o universo havia esfriado o suficiente para permitir a formação de átomos de hidrogênio. Antes desse momento, tendo o cosmos 375 mil anos de existência, a temperatura seria tão alta que toda a luz teria "ricocheteado" e permanecido aprisionada em uma neblina de matéria ionizada. O universo era opaco, de acordo com a teoria. A luz "fóssil" ainda é evidente hoje. Ela banha a Terra com um brilho quase uniforme que, graças à expansão do universo, agora pode ser vista em frequências de micro-ondas. Medições precisas dessa radiação cósmica são críticas para a cosmologia, já que qualquer modelo proposto do universo tem de conseguir explicá-la.
 
Revelações
Satélites americanos, incluindo a missão histórica COBE, de 1989 - que deu o prêmio Nobel ao americano John Mathers -, já levantaram informações surpreendentes examinando a radiação, como a idade do universo - 13,7 bilhões de anos - e sua composição - 4,6% de matéria atômica; 24% de matéria escura e 71,4% de energia escura. As pesquisas revelaram ainda que o universo é "achatado", o que quer dizer que o espaço segue as regras da geometria euclidiana, em que linhas retas podem ser estendidas ao infinito e os ângulos de um triângulo somam 180 graus. E permitiram ainda estimar que a formação das primeiras estrelas tenha ocorrido cerca de 400 milhões de anos após o Big Bang.
 
"(O satélite) Planck tem sensibilidade e resolução suficientes para conseguir extrair ainda mais informação", disse Mathers à BBC. "Agora, a pergunta é: eles fizeram as coisas certas com os dados? Espero que haja algo surpreendente. O que queremos é (a descoberta de) algum fenômeno novo."
 
A equipe europeia por trás do Planck apresentará mapas do céu em nove frequências - seis a mais do que o COBE e três a mais do que seu sucessor americano, o WMAP, que foi lançado em 2001. Essa varredura mais ampla foi planejada para dar à missão da Agência Espacial Europeia uma visão mais nítida e limpa da radiação cósmica de fundo. É com essa visão aguçada que o Planck tentará encontrar "algum novo fenômeno", que tenha acontecido antes mesmo do marco de 375 mil anos após o Big Bang, quando estima-se que a luz começou a se espalhar pelo universo.
Fonte:Terra

Beleza em espiral decorada por supernova a desvanecer-se

Esta imagem obtida com o Very Large Telescope do ESO, situado no Observatório do Paranal, no Chile, mostra NGC 1637, uma galáxia em espiral localizada a cerca de 35 milhões de anos-luz de distância na constelação do Erídano. Em 1999, os cientistas descobriram uma supernova do Tipo IIp nesta galáxia, tendo seguido o seu lento desvanecimento ao longo dos anos seguintes.Créditos:ESO

A cerca de 35 milhões de anos-luz da Terra, na constelação do Erídano (O Rio), situa-se a galáxia em espiral NGC 1637. Em 1999, a aparência serena desta galáxia foi perturbada pelo aparecimento de uma supernova muito brilhante. Os astrónomos que estudam o resultado nessa explosão com o auxílio do Very Large Telescope do ESO no Observatório do Paranal, no Chile, obtiveram esta magnífica imagem desta galáxia relativamente próxima. As supernovas estão entre os fenómenos mais violentos da natureza. Marcam a morte ofuscante de estrelas e podem brilhar mais intensamente do que a radiação combinada de milhares de milhões de estrelas nas suas galáxias hospedeiras.

Em 1999, o Observatório Lick na Califórnia relatou a descoberta de uma nova supernova na galáxia em espiral NGC 1637. Esta supernova foi descoberta com o auxílio de um telescópio construído especialmente para procurar estes raros mas importantes objetos cósmicos. As observações de seguimento desta supernova foram pedidas no intuito de confirmar a descoberta e estudar o objeto com mais detalhe. A supernova foi nomeada SN 1999em, tendo sido extensamente observada. Depois da sua espectacular explosão em 1999, o brilho da supernova tem sido cuidadosamente monitorizado pelos cientistas, que observam o seu relativamente lento desvanecimento ao longo dos anos.

A estrela que se transformou na SN 1999em era de elevada massa - mais do que oito vezes a massa do Sol. No final da sua vida, o núcleo colapsou, dando origem a uma explosão cataclísmica. Durante o perído das observações de seguimento da SN 1999em, os astrónomos obtiveram muitas fotografias deste objeto com o VLT, que foram depois combinadas nesta imagem muito nítida da sua galáxia hospedeira, a NGC 1637. A estrutura em espiral aparece-nos na imagem de forma muito distinta, com traços azulados de estrelas jovens, nuvens de gás brilhante e camadas de poeira obscurante.

Embora à primeira vista a NGC 1637 pareça ser um objeto relativamente simétrico, tem no entanto, algumas particularidades interessantes. É o tipo de galáxia a que os astrónomos chamam espiral irregular: o braço em espiral relativamente laço, em cima à esquerda, enrola-se em torno do núcleo, estendendo-se depois até muito mais longe do que o braço mais compacto e curto, em baixo à direita, que parece ter sido dramaticamente cortado ao meio. Espalhadas um pouco por toda a imagem, podemos ver estrelas mais próximas e galáxias mais distantes que, por acaso, se encontram na mesma direção no céu.
Fonte: ESO

19 de mar de 2013

Rover Curiosity vê tendênca em presença de água

Nesta imagem da rocha "Knorr", as cores mapeiam a quantidade de hidratação mineral indicada por um coeficiente de intensidades de reflectância próximo de infravermelho medidas pelo Mastcam do Curiosity.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS/ASU

O rover Curiosity observou evidências de minerais contendo água em rochas perto de onde já tinha encontrado minerais argilosos dentro de uma rocha perfurada. Na semana passada, a equipa científica do rover anunciou que a análise da amostra recolhida de uma perfuração rochosa em Marte indicava condições ambientais passadas favoráveis para a vida microbiana. Os resultados apresentados ontem (18 de Março) numa conferência de imprensa sugerem que estas condições se estendem para lá do local de perfuração. Usando a capacidade do rover para obter imagens infravermelhas e um instrumento que dispara neutrões para o chão em busca de hidrogénio, os investigadores encontraram mais hidratação nos minerais perto da rocha argilosa do que em locais que o Curiosity já tinha visitado. O instrumento Mastcam (a câmara no mastro do rover) também pode servir como uma ferramenta de detecção mineral e de hidratação, informa Jim Bell da Universidade Estatal do Arizona em Tempe, EUA. "Algumas rochas portadoras de ferro e minerais podem ser detectadas e mapeadas usando os filtros próximo do infravermelho do Mastcam."
 
Os coeficientes de brilho em diferentes comprimentos de onda próximo do infravermelho podem indicar a presença de alguns minerais hidratados. A técnica foi utilizada para verificar rochas na área de "Yellowknife Bay" onde o Curiosity perfurou no mês passado, recolhendo a primeira amostra do interior de uma rocha em Marte. Algumas rochas em Yellowknife Bay são atravessadas por veias brilhantes. "Com o Mastcam, vemos sinais elevados de hidratação nas veias estreitas que cortam muitas das rochas nesta área," afirma Melissa Rica do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena. "Estas veias brilhantes contêm minerais hidratados, que são diferentes dos minerais de argila na matriz de rocha circundante."
 
O instrumento russo DAN (Dynamic Albedo of Neutrons) a bordo do Curiosity detecta hidrogénio por baixo do rover. Na muito seca área de estudo do rover em Marte, o hidrogénio detectado é constituído principalmente por moléculas de água ligadas aos minerais. "Nós definitivamente vemos uma variação de sinal ao longo do travessão do percurso entre o local de aterragem e Yellowknife Bay," afirma Maxim Litvak, vice-investigador principal do DAN, do Instituto de Pesquisas Espaciais em Moscovo. "Foi detectada mais água em Yellowknife Bay do que em locais anteriores do percurso. Mesmo dentro de Yellowknife Bay, vemos uma variação significativa."
 
As constatações apresentadas ontem do instrumento canadiano APXS (Alpha Particle X-ray Spectrometer), no braço robótico do Curiosity, indicam que os processos ambientais molhados, que produziram as argilas em Yellowknife Bay, fizeram-no sem muitas mudanças na mistura global de elementos químicos presentes. A composição do afloramento perfurado coincide com a composição do basalto. Por exemplo, tem proporções basálticas de silício, alumínio, magnésio e ferro. O basalto é o tipo de rocha mais comum em Marte. É ígneo, mas também se pensa que seja o material de origem para as rochas sedimentares que o Curiosity já examinou.
 
"A composição elementar das rochas em Yellowknife Bay não foi muito alterada pela modificação de minerais," afirma Mariek Shmidt, membro da equipa científica do Curiosity na Universidade Brock, em Saint Catharines, Ontário, Canadá. Um revestimento de poeira nas rochas não tinha feito a composição detectada pelo APXS coincidir com o basalto até que o Curiosity raspou a camada de pó. Após isso, o APXS viu menos enxofre. "Ao remover a poeira, tivemos uma melhor leitura que empurra a classificação para a composição basáltica," afirma Schmidt. As rochas sedimentares em Yellowknife Bay foram provavelmente formadas quando as rochas basálticas originais foram fragmentadas, transportadas e re-depositadas como partículas sedimentares, e mineralogicamente alteradas por exposição à água.
Fonte: Astronomia online
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