Grandes Missões da Nasa - Vôos Orbitais Tripulados

As missões mais emocionantes da NASA foram os vôos tripulados, com riscos inerentes para os tripulantes, mas com a promessa pioneira de explorar uma nova fronteira.
 
Mercury
NASA iniciou o projeto “Homem no Espaço” em 1958, o primeiro passo em sua ambição de pousar o primeiro homem na Lua. Um ano mais tarde, já renomeado como Projeto Mercury, um grupo de sete pilotos da Força Aérea Norteamericana (USAF), conhecido como “Mercury Seven”, iniciou seu treinamento. Walter Schirra, Donald Slayton, John Glenn, Scott Carpenter, Alan Shepard, Gus Grissom e Gordon Cooper fizeram parte do projeto por quatro anos para testar a viabilidade de um vôo espacial tripulado. Os objetivos do Projeto Mercury eram claros: colocar uma nave espacial tripulada em órbita ao redor da Terra, investigar a capacidade do homem de sobreviver no espaço e recuperar em segurança tanto a nave quanto a tripulação. Um macaco, um chimpanzé, dois vôos humanos suborbitais e quatro vôos humanos orbitais depois, o Projeto Mercury havia se tornado um grande sucesso. Seus experimentos e testes de vôo demonstraram que o vôo espacial tripulado por seres humanos era possível, abrindo caminho para os ambiciosos projetos Gemini e Apollo. Por meios dos projetos Mercury e Gemini, a NASA desenvolveu a tecnologia e as habilidades necessárias para a viagem à Lua.

Pesquisa suborbital com animais
Varias espécies de animais foram utilizadas em experimentos com foguetes antes dos vôos espaciais com seres humanos. Eles foram usados para testar as forças da gravidade, os efeitos de movimento em alta velocidade e outras condições relacionadas às viagens espaciais. Os macacos "Able" e "Baker" foram as primeiras criaturas a sobreviver a um vôo espacial em 1959. Ambos foram lançados a 350 milhas (579 quilômetros), alcançando uma velocidade superior a 10.000 milhas por hora (16.000 quilômetros por hora). Os macacos permaneceram sem peso durante nove minutos do vôo de dezesseis minutos. Eles sobreviveram ao experimento, mas “Able" morreu logo depois em decorrência de uma operação para retirar um eletrodo médico infectado. "Baker" sobreviveu até 1984. O programa Mercury utilizou um macaco rhesus chamado Sam e, posteriormente, o chimpanzé Ham em um vôo de pesquisa suborbital anterior aos vôos humanos.
 
 Sam foi colocado em uma espécie de “sofá” de fibra de vidro e lançado em sub-órbita a bordo do Little Joe 2 em 1959. Para assegurar a sobrevivência do homem durante um vôo espacial e para testar a lucidez de pensamento ao realizar tarefas, a NASA lançou Ham na sub-órbita em 1961. No entanto, devido a um erro de um grau acima do previsto, captado na trajetória de vôo, a missão foi abortada. Ham viajou a uma altitude 40 milhas (64,3 quilômetros) maior, sustentando 18G, e completando notavelmente as tarefas durante a missão. De volta à Terra, Ham esperou durante três horas no Atlântico, balançando no interior de uma cápsula da Mercury, antes de ser resgatado e ganhar uma maçã como prêmio. Ham morreu em 1983, com 25 anos.
 
primeiro vôo suborbital tripulado da Mercury
Pouco depois do bem-sucedido vôo de Ham, Alan Shepard tornou-se o primeiro norte-americano a voar na sub-órbita durante 15 minutos, na cápsula 3 da Mercury, a Freedom 7. Para corrigir alguns defeitos descobertos durante o vôo espacial de Ham, um segundo chimpanzé do Projeto Mercury abriu caminho para um vôo completo do homem em órbita. O chimpanzé Enos orbitou a Terra e regressou a salvo antes que John Glenn, em 1961, entrasse na cápsula Friendship 7 da Mercury para orbitar a Terra em três ocasiões.

Gemini
Semanas depois que o astronauta da Mercury, Alan Shepard, se tornou o primeiro astronauta norte-americano, o presidente John F. Kennedy anunciou o desafio de enviar astronautas à Lua antes do final da década. A partir do êxito do programa Mercury, a NASA ampliou rapidamente seu programa de vôos espaciais tripulados para incluir o desenvolvimento de uma espaçonave para dois tripulantes denominada Gemini. Ela seria uma ponte essencial entre os primeiros passos da Mercury e as históricas alunissagens da Apollo. O projeto Gemini expandiu os limites dos vôos espaciais. O objetivo da missão consistia em “... desenvolver uma maior capacidade operacional no espaço, investigando também os problemas para se trabalhar e viver nele”. Com design muito parecido ao da cápsula da Mercury mas muito maior, a nova espaçonave Gemini foi projetada para transportar dois astronautas até a órbita da Terra, com o objetivo de testar os vôos de longa duração e se tornar um rendezvou (ponto de reunião) e acoplamento para outra nave, ambos vitais para uma futura missão à Lua.
 
Os dez vôos da Gemini realizados entre março de 1965 e novembro de 1966 testemunharam o primeiro rendezvou em órbita de uma nave espacial com outra, do acoplamento das duas naves e da primeira caminhada espacial. O astronauta Ed White se tornou o primeiro norte-americano a realizar uma “atividade extraveicular”, ao sair da nave por um curto período de tempo para dar alguns passos no espaço. Buzz Aldrin superou o passeio espacial de 22 minutos de duração de White, caminhando cinco horas e tinta minutos no espaço na fase final da missão Gemini. O projeto Gemini pretendeu estender a duração dos vôos espaciais tripulados para duas semanas, desenvolvendo uma nave espacial que podia transportar astronautas de maneira eficaz e confortável em viagens de longa duração. Seu objetivo também era desenvolver uma tecnologia que permitisse a interação com outras naves espaciais, e o que é mais importante, que funcionasse como uma ligação entre o projeto Mercúrio e uma missão tripulada à Lua.
Fonte: Discovery Brasil

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