Duas visões de Iapetus

Essas duas imagens globais de Iapetus mostram a extrema dicotomia de brilho da superfície dessa peculiar lua de Saturno. A imagem da esquerda mostra o hemisfério principal da lua e a imagem da direita mostra o hemisfério oposto do satélite. Enquanto que as latitudes baixas e intermediárias do hemisfério principal exibem uma superfície quase tão escura quanto carvão, largos tratos do lado oposto do satélite são quase tão brilhantes quanto a neve. O terreno escuro cobre 40% da superfície e é chamado de Cassini Regio. Os nomes do terreno brilhante são Roncevaux Terra (norte) e Saragossa Terra (sul).
 
Em ambos os hemisférios, a paisagem dominante é de crateras de impactos. A maior bacia conhecida e bem preservada em Iapetus, chama-se Turgis, e tem um diâmetro de 580 km. Ela localiza-se em 17 graus de latitude norte, 28 graus de longitude oeste na borda leste da escura Cassini Regio e é visível no lado direito da imagem da esquerda. A proeminente bacia no lado oposto ao hemisfério principal (na parte inferior esquerda da imagem da direita) está Engelier. Engelier está localizada em 41 graus de latitude sul, 265 graus de longitude oeste, e tem um diâmetro de 504 quilômetros. Sua formação destruiu quase que metade da Gerin, outra grande bacia em Iapetus. Gerin está localizada em 46 graus de latitude sul, 233 graus de longitude oeste e tem um diâmetro de 445 quilômetros. Tortelosa Montes, uma parte da gigantesca cadeia equatorial que foi descoberta pela sonda Cassini em 25 de Dezembro de 2004, é visível na imagem da esquerda como uma fina linha dentro da Cassini Regio, e é a proeminência alta no limbo oeste. Ela continua pelo hemisfério oposto ao hemisfério principal (lado direito da imagem da direita), onde os brilhantes flancos oeste do Carcassone Montes aparece como os pontos brilhantes dominantes dentro da borda oeste da Cassini Regio.
 
A causa da extrema dicotomia de brilho em Iapetus provavelmente se deve a segregação térmica do gelo de água em escala global. Espera-se que normalmente os efeitos térmicos ocorram de forma latitudinal. Isso é, as áreas polares são mais frias do que o terreno equatorial em muitos casos devido ao ângulo mais oblíquo da irradiação solar. Além do mais, um processo adicional é necessário para explicar as diferenças longitudinais. Em um modelo, a poeira escura e avermelhada vem do espaço e preferencialmente deposita no lado principal, formando uma pequena porém crucial diferença entre os hemisférios principal e o oposto, que é suficiente para permitir que o efeito térmico evapore o gelo de água no lado principal completamente, mas somente marginalmente no lado oposto. A extrema baixa rotação de Iapetus, 1904 horas, sua distância do Sol, seu tamanho relativamente pequeno, a sua gravidade na superfície e a sua posição externa dentro do sistema regular de satélites de Saturno são também fatores cruciais que contribuem para as condições dos mecanismos trabalharem como observado.
 
O norte de Iapetus está aproximadamente para cima nas imagens. Iapetus tem um diâmetro de 1471 km. A imagem da direita mostra um mosaico de 60 diferentes imagens obtidas em 10 de Setembro de 2007. A imagem da esquerda é uma composição colorida de três diferentes imagens obtidas através dos filtros infravermelho, verde e ultravioleta, centrados em 752, 568 e 338 nanômetros respectivamente, feitas pela sonda Cassini em 27 de Dezembro de 2004. A imagem foi adquirida a uma distância aproximada de 717000 km de Iapetus e com o conjunto Sol-Iapetus-Cassini em fase com ângulo de 22 graus. A escala na imagem original da esquerda é de aproximadamente 4 km/pixel. Para ser fácil de se fazer as comparações as escalas em ambas as imagens foram configuradas em 1400 m/pixel.
Fonte: http://solarsystem.nasa.gov

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Postagens mais visitadas deste blog

Tipos de Estrelas

Galéria de Imagens - Os 8 planetas de nosso Sistema Solar

Nova Classificação do Sistema Solar

Como surgiu o primeiro átomo?

Os satélites naturais do Sistema Solar

Johannes Kepler

Veja os 10 maiores mistérios das estrelas

Isaac Newton