28 de jun de 2013

Sonda Voyager 1 da Nasa explora a fronteira final da nossa bolha solar

Dados da sonda Voyager 1, agora a mais de 198 bilhões de quilômetros do Sol, sugerem que a sonda está mais perto de se tornar o primeiro objeto humano a alcançar o meio interestelar. Pesquisas usando os dados da sonda Voyager e publicadas hoje na revista Science forneceram um novo detalhe sobre a última região que a sonda cruzará antes de deixar a heliosfera, ou seja, a bolha ao redor do nosso Sol, e entrar no espaço interestelar. Três artigos descrevem como a sonda Voyager 1 entra numa região chamada de estrada magnética, resultado de observações simultâneas da taxa mais alta das partículas carregadas de fora da heliosfera e do desaparecimento das partículas carregadas de dentro da helisofera. Os cientistas observaram dois dos três sinais da chegada ao meio interestelar, que eles esperavam ver: o desparecimento das partículas carregadas à medida que a sonda se afasta do campo magnético solar, e os raios cósmicos à medida que ela se aproxima da fronteira com o meio interestelar.
 
Os cientistas ainda não observaram o terceiro sinal, que poderia indicar a presença do campo magnético interestelar. Essa estranha, última região antes do espaço interestelar está entrando no foco graças à Voyager 1, a mais distante sonda já construída pela humanidade”, disse Ed Stone, cientista de projeto da Voyager no Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena. “Se você olhar para os raios cósmicos e para as partículas energéticas de maneira isolada você pode pensar que a sonda Voyager já alcançou o espaço interestelar, mas a equipe sente que a Voyager 1 ainda não chegou lá pois nós ainda estamos dentro da região de domínio do campo magnético do Sol”.
 
Os cientistas não sabem exatamente qual a distância que a sonda Voyager 1 precisa percorrer para alcançar o espaço interestelar. Eles estimam que ela poderia levar mais alguns meses, ou até mesmo anos para chegar lá. A helisofera se estende no mínimo por 13 bilhões de quilômetros além de todos os planetas do nosso Sistema Solar. Ela é dominada pelo campo magnético do Sol e por um vento ionizado que se expande para fora do Sol. Fora da helisofera, o espaço interestelar é preenchido com matéria de outras estrelas e pelo campo magnético presente na região próxima da via Láctea.  A sonda Voyager 1 e a sua irmã gêmea, a Voyager 2, foram lançadas em 1977. Elas passaram por Júpiter, Saturno, Urano e Netuno antes de embarcarem na sua missão interestelar em 1990. Elas agora têm como objetivo deixar a heliosfera. Medir o tamanho da heliosfera é parte da missão da Voyager.
 
O conceito deste artista mostra a sonda Voyager 1 da NASA explorar uma região chamada "região de depleção" ou "auto-estrada magnética" nos limites exteriores da nossa heliosfera, a bolha sopra o sol em torno de si. Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech
 
Os artigos da revista Science focam nas observações feitas de Maio a Setembro de 2012, pelos instrumentos de raios cósmicos, de partículas carregadas e pelo magnetômetro da sonda Voyager 1, com algum dado adicional das partículas carregadas obtidos no mês de Abril de 2013. A sonda Voyager 2, está a 15 bilhões de quilômetros do Sol e ainda se encontra dentro da heliosfera. A Voyager 1 estava a aproximadamente 18 bilhões de quilômetros de distância do Sol em 25 de Agosto de 2012 quando alcançou a estrada magnética, também conhecida como região de depleção e uma conexão com o meio interestelar. Essa região permite que as partículas carregadas viagem para dentro e para fora da heliosfera ao longo das linhas suaves do campo magnético, ao invés de rebaterem em todas as direções à medida que ela ficam presas em vias locais. Pela primeira vez nessa região, os cientistas puderam detectar raios cósmicos de baixa energia que originaram de estrelas moribundas. “Nós observamos um dramático e rápido desaparecimento das partículas originadas pelo Sol.
 
Elas diminuíram em intensidade em mais de 1000 vezes, como se elas estivessem numa imensa bomba de vácuo na rampa de entrada da estrada magnética”, disse Stamatios Krimigis, o principal pesquisador do instrumento de partículas carregadas de baixa energia no Laboratório de Física Aplicada da Universidade de Johns Hopkins em Laurel, Md. “Nós nunca tínhamos testemunhado esse decaimento antes, exceto quando a Voyager 1 saiu da gigantesca magnetosfera de Júpiter, a aproximadamente 34 anos atrás”. Outro comportamento observado das partículas carregadas pela Voyager 1 também indica que a sonda ainda está na região da transição para o meio interestelar. Enquanto entra nessa nova região, as partículas carregadas originadas da heliosfera que decaem mais rapidamente foram aquelas atiradas diretamente ao longo das linhas do campo magnético do Sol.
 
As partículas se movendo de forma perpendicular ao campo magnético não decaem tão rapidamente assim. Contudo, os raios cósmicos se movendo ao longo das linhas do campo na região da estrada magnética eram mais populosos do que os que estavam se movendo perpendicular ao campo. No espaço interstelar, a direção do movimento das partículas carregadas não deve fazer diferença. Num intervalo de 24 horas, o campo magnético originado do Sol também começou a se acumular como carros congestionando a saída da rampa para a estrada. Mas os cientistas foram capazes de quantificar que o campo magnético teve sua direção muito pouco alterada, por não mais do que 2 graus.
 
“Um dia faz uma grande diferença nessa região com o campo magnético repentinamente dobrando e tornando-se extraordinariamente suave”, disse Leonar Burlaga, principal autor de um dos três artigos, e baseado no Goddard Space Flight Center da NASA em Greenbelt, Md. “Mas como não ocorreram mudanças na direção do campo magnético, nós ainda estamos observando as linhas de campo originadas no Sol”. E por esse motivo ainda se pode afirmar que a sonda Voyager não deixou definitivamente o reino solar. O Laboratório de Propulsão a Jato, em Pasadena, na Califórnia, construiu e opera a sonda Voyager. O Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, gerencia o JPL para a NASA. As missões Voyager são parte do Heliophysics System Observatory da NASA, que é patrocinado pela Divisão de Heliofísica do Science Mission Directorate da NASA, na sede da agência em Washington.
Fonte: http://www.jpl.nasa.gov/news/news.php?release=2013-209

O universo é infinito: mito ou realidade?

Durante o ano de 1917, Albert Einstein estava às voltas com o problema da inércia (formulada há 400 anos): porque os corpos oferecem resistência à mudança de seu estado atual, um corpo tende a permanecer em repouso ou movimento retilíneo uniforme a menos que alguma força seja aplicada a ele. Mas faltava explicar por que isto acontecia. Segundo a ideia de outros físicos, a inércia é o resultado da interação com o campo gravitacional de outras estrelas. Mas quantas estrelas? Einstein tinha alguns problemas com a ideia de um universo infinito, com infinitas estrelas: a massa seria infinita, e a inércia também seria infinita – os corpos não se moveriam.
 
Mas a ideia de um universo limitado flutuando no meio do vazio também tinha seus problemas. Um deles era uma explicação para o motivo das estrelas não escaparem para fora deste universo, esvaziando-o. A solução pareceu maluca até mesmo para Einstein: o universo poderia ser finito, mas sem bordas, sem limites. O campo gravitacional curvaria tanto o universo que ele fecharia sobre si mesmo. Um universo assim não teria limites, mas seria finito.
 
Einstein apresentou sua ideia em um trabalho chamado “Considerações Cosmológicas na Teoria Geral da Relatividade”, o mesmo trabalho em que apresentou a sua constante cosmológica, mais tarde chamada por ele de seu “maior erro”, que recentemente acabou sendo ressuscitada pelos físicos, para representar a energia escura. Para ajudar as pessoas a entender sua ideia, Einstein criou uma metáfora que foi usada até por Carl Sagan para explicar a quarta dimensão. Essa metáfora pede para o leitor imaginar dois exploradores bidimensionais em um universo bidimensional. Estes “habitantes do plano” poderiam andar em qualquer direção na superfície achatada que seria o seu universo, mas os conceitos de “para cima” ou “para baixo” não teriam significado para eles.
 
Einstein propôs uma pequena mudança neste universo bidimensional, sugerindo um plano ligeiramente curvo. E se o universo destes exploradores fosse ainda bidimensional, mas não fosse plano, e sim, curvo como a superfície de um globo? Uma seta que estes exploradores disparassem viajaria em linha reta, mas eventualmente faria a curva em todo o globo, voltando ao ponto de início.
 
Desta forma, o tamanho total do universo destes exploradores bidimensionais seria finito, mas eles poderiam viajar em qualquer direção, e nunca encontrariam uma borda. E se viajassem em linha reta acabariam retornando ao ponto de início, sem precisar fazer curva alguma. E se este globo estivesse em expansão, este universo bidimensional também estaria em expansão, mas sem ter bordas. Einstein então sugere que nosso universo 3D também seria curvo, ou seja, fechado sobre si mesmo, como aquela superfície plana sobre um globo. É complicado de imaginar um universo assim, mas por incrível que pareça, ele pode ser facilmente descrito usando a geometria não Euclidiana que foi criada por Gauss e Riemann. E isto continua valendo para um universo com quatro dimensões, o espaço-tempo.
 
Em um universo curvado, um raio de luz que viaja em uma direção percorreria o que a nós se pareceria com uma linha reta, e ainda assim faria uma curva e retornaria para o ponto de início. O físico Max Born afirmou que “a sugestão de um espaço finito, mas ilimitado é uma das maiores ideias sobre a natureza do mundo que já foi concebida”.
 
Mas o que haveria fora deste universo curvado? O que tem no outro lado da curvatura? Estas perguntas não têm resposta. Mais que isto, elas não têm sentido, da mesma forma que não faria sentido perguntar a um daqueles habitantes do mundo bidimensional o que há fora do mundo deles. Em resumo, Einstein propôs que o universo poderia ser finito, curvado sobre si mesmo. O que determinaria esta curvatura seria a quantidade de massa-energia nele. As medições feitas mais recentemente com a sonda WMAP (“Wilkinson Microwave Anisotropy Probe” ou “Sonda de Anisotropia de Microondas Wilkinson”, que mediu a densidade da radiação cósmica de fundo) apontam para um universo visível plano, com uma margem de erro de 0,4%.
 
O problema é a expressão “universo visível”. O universo visível é apenas o que pode ser captado com nossos telescópios, e corresponde a uma esfera de alguns bilhões de anos-luz de raio em torno da Terra. Mas isto pode corresponder apenas a um pedaço pequeno do universo total, e este universo total poderia ser tão grande que a medição da curvatura local seria equivalente a zero. Enfim, quando a noção de um universo infinito surgiu não tínhamos idéia de que o universo estava se expandindo, portanto alcançando áreas no espaço vazio que previamente não ocupava.
Fonte: Hypescience.com

O Halo da Super Lua

Créditos da Imagem e Direitos autorais:Luis Argerich
Uma Lua Cheia no perigeu nascia, enquanto o Sol se punha no último sábado. No seu ponto mais próximo da Terra, a maior e mais brilhante Lua Cheia do ano de 2013 também é conhecida como Super Lua. Observada desde Punta Piedras, na Argentina, e na foz do Rio de La Plata, perto de Buienos Aires, a luz da Super Lua criou esse belo halo lunar circular. O tamanho do halo lunar é determinado pela geometria dos cristais de gelo de seis lados existentes nas nuvens finas e altas da Terra. Os cristais defletem os raios de luz provenientes da Lua de maneira mais forte através de um ângulo mínimo de 22 graus. Assim, esse halo tem um raio interno de 22 graus, assim como os halos das luas, digamos, normais. Muito mais comuns que uma Super Lua, os belos halos de 22 graus podem ser registrados em qualquer época do ano.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap130628.html

Primeiros planetas em trânsito descobertos num enxame estelar

No enxame estelar NGC 6811, os astrónomos descobriram dois planetas mais pequenos que Neptuno em órbita de estrelas tipo-Sol. Crédito: Michael Bachofner

Todas as estrelas começam as suas vidas em grupos. A maioria, incluindo o nosso Sol, nascem em grupos pequenos e benignos que rapidamente se desfazem. Outros formam-se em agrupamentos enormes e densos que sobrevivem milhares de milhões de anos como enxames estelares. Dentro destes ricos e densos aglomerados, as estrelas disputam o espaço com milhares de vizinhos enquanto a radiação forte e os duros ventos estelares varrem o espaço interestelar, retirando materiais da formação planetária de estrelas próximas. Parecem assim lugares improváveis para encontrar mundos. No entanto, a 3000 anos-luz da Terra, no enxame aberto NGC 6811, os astrónomos descobriram dois planetas mais pequenos que Neptuno em órbita de estrelas tipo-Sol.
 
A descoberta, publicada na revista Nature, mostra que os planetas podem desenvolver-se mesmo em grupos lotados recheados de estrelas. "Os velhos enxames representam um ambiente estelar muito diferente do berço do Sol e de outras estrelas com planetas," afirma Soren Meibom do CfA (Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica), autor principal do artigo. "E pensávamos que talvez os planetas não poderiam facilmente formar-se e sobreviver nos ambientes stressantes dos enxames, em parte porque há muito tempo que não os conseguíamos encontrar."
 
Os dois novos mundos alienígenas apareceram em dados do telescópio Kepler da NASA. O Kepler caça planetas em trânsito, isto é, quando passam em frente das suas estrelas hospedeiras. Durante um trânsito, a estrela diminui de brilho, e esta diminuição depende do tamanho do planeta, permitindo a sua determinação. Kepler-66b e Kepler-67b têm menos de três vezes o tamanho da Terra, ou cerca de três-quartos do tamanho de Neptuno (mini-Neptunos). Dos mais de 850 planetas conhecidos para lá do nosso Sistema Solar, apenas quatro - todos semelhantes ou maiores que Júpiter em massa - foram encontrados em enxames. Kepler-66b e Kepler-67b são os planetas mais pequenos já descobertos em enxames estelares, e os primeiros planetas em enxames que transitam as suas estrelas-mãe, o que permite a medição dos seus tamanhos.
 
Meibom e colegas estimaram a idade de NGC 6811 em mil milhões de anos. Kepler-66b e Kepler-67b, portanto, juntam-se a um pequeno grupo de planetas com idades, distâncias e tamanhos determinados com precisão. Considerando o número de estrelas observadas pelo Kepler em NGC 6811, a detecção destes dois planetas implica que a frequência e propriedades dos planetas em enxames abertos são consistentes com as dos planetas em torno de estrelas de campo (estrelas que não pertencem a um enxame ou associação) na Via Láctea. Estes planetas são extremófilos cósmicos," afirma Meibom. "A sua descoberta mostra que planetas pequenos podem formar-se e sobreviver pelo menos mil milhões de anos, mesmo num ambiente caótico e hostil."
Fonte: Astronomia On-Line

Galáxias por um fio

Créditos e direitos autorais : Aquisição - Martin Winder, Processamento - Warren Keller
 
As galáxias NGC 5216 (superior direita) e NGC 5218 parecem estar realmente conectadas por um fino cordão. Evidentemente, este cordão é um rastro cósmico de gás, poeira, e estrelas com cerca de 22.000 anos-luz de comprimento. Também conhecido como sistema de Keenan (homenagem a seu descobridor) e Arp 104, o par de galáxias interligadas está a cerca de 17 milhões de anos-luz de distância na constelação de Ursa Maior. O rastro de fragmentos que as une, juntamente com a extensão em forma de vírgula da NGC 5218 e os braços distorcidos da NGC 5216 são uma conseqüência dos fluxos mútuos gravitacionais que perturbam as galáxias enquanto elas repetidamente oscilam uma próxima à outra. Durando bilhões de anos, os encontros irão provavelmente resultar em sua fusão numa única galáxia de estrelas. Essas fusões galácticas espetaculares são agora compreendidas como sendo uma parte normal da evolução das galáxias, incluindo nossa própria Via Láctea.
Fonte: www.nasa.gov

27 de jun de 2013

SDSSJ1430: Uma Galáxia em Anel de Einstein

Créditos e direitos autorais : A. Bolton (UH/IfA) para SLACS e NASA/ESA
 
O que é grande, azul e pode envolver uma galáxia inteira? A miragem causada por uma lente gravitational. Na foto acima, à esquerda, a gravidade de uma galáxia branca normal distorce gravitacionalmente a luz de uma galáxia azul mais distante. Geralmente, isso resulta em duas imagens discerníveis da galáxia distante, mas aqui o alinhamento da lente é tão preciso que a galáxia ao fundo é distorcida em um anel quase completo. Uma vez que tais efeitos de lente gravitacional foram previstos em detalhes por Albert Einstein, mais de 70 anos atrás, tais imagens, como o SDSSJ1430, são agora conhecidos como Einstein Rings (Anéis de Einstein). O SDSSJ1430 foi descoberto durante a campanha do Sloan Lens Advanced Camera for Surveys (SLACS), um programa de observação que tem por objetivo inspecionar os candidatos a lente gravitacional encontrados pela Sloan Digital Sky Survey (SDSS), com a câmera ACS do Telescópio Espacial Hubble. Lentes gravitacionais poderosas como o SDSSJ1440 são mais do que estranhas - suas múltiplas propriedades permitem aos astrônomos determinar a massa e a quantidade de matéria escura à frente das lentes gravitacionais. Dessa forma, os dados do SLACS já foram usados, por exemplo, para mostrar que a fração de matéria escura aumenta com a massa global da galáxia. As imagens ao lado retratam, de cima para baixo, respectivamente, uma imagem reconstruída por computador de como a galáxia azul, ao fundo, realmente parece, apenas a galáxia branca à frente e apenas a galáxia azul, ampliada e distorcida.
Fonte: www.nasa.gov

A prova de que o nosso universo pode ter colidido com um outro universo


Esta imagem revela algo bizarro sobre o nosso universo primordial. Em grande escala, há maiores variações de temperatura para a direita do que para a esquerda. Poderíamos estar vendo a colisão de nosso universo com um outro universo? Alguns físicos pensam que sim. Esta é uma das várias imagens da radiação cósmica de fundo produzida pelo telescópios espaciais. Isso mostra como nosso universo era pouco depois de nascer. Se o nosso universo se chocou com um um vizinho durante um surto de crescimento em seu primeiro segundo, a colisão teria deixado uma marca.
 
A imagem, lançada por astrônomos em março, confirmou o que uma imagem anteriormente havia sugerido: a assimetria entre as duas metades do cosmo, algo que não deveria existir. Com poucas pistas sobre o que aconteceu nos primeiros momentos do universo, o físico Matthew Kleban, da Universidade de Nova York, está entre as dezenas de cosmólogos teóricos tentando formar uma história da origem cósmica com uma nova evidência. Quando há uma colisão, há uma espécie de onda de choque que se propaga em nosso universo”, disse Kleban.  Essa onda de choque – se isso é o que a imagem mostra – seria uma evidência em favor da hipótese do multiverso, uma conhecida teoria de que o nosso é um dos infinitos universos que borbulham em um multiverso.
 
A maioria dos cosmólogos são rápidos em admitir que podem estar seguindo uma pista falsa. Este é um jogo de alto risco”, disse Marc Kamionkowski, professor de física e astronomia da Universidade Johns Hopkins, que propôs vários novos modelos para explicar a assimetria entre as duas metades do universo. “Nós realmente gostaríamos de saber mais sobre como nosso universo surgiu, mas a natureza não nos deixou muitas pistas. A assimetria “pode ser um acaso estatístico”, segundo Kamionkowski, ou “realmente pode ser a ponta do iceberg.”

Astrônomos Conseguem Espiar As Galáxias em Estado Bruto

Um rádio telescópio do CSIRO detectou a matéria prima para gerar as primeiras estrelas nas galáxias que se formaram quando o universo tinha apenas três bilhões de anos de vida, ou seja, menos de um quarto da sua idade atual. Isso abre o caminho para se estudar como essas galáxias iniciais geraram suas primeiras estrelas. O telescópio é o Australia Telescope Compact Array do CSIRO, perto de Narrabi, NSW. “Ele é um dos poucos telescópios do mundo que podem fazer esse difícil trabalho, pois ele é tanto extremamente sensível e pode receber ondas de rádio dos comprimentos de ondas corretos”, disse o astrônomo e o professor Ron Ekers do CSIRO.
 
A matéria prima para gerar as estrelas é o gás hidrogênio molecular frio, H2. Ele não pode ser detectado diretamente, mas a sua presença é revelada por um gás traçador, no caso, o monóxido de carbono (CO), que emite ondas de rádio. Em um projeto, o astrônomo Dr. Bjorn Emonts (CSIRO Astronomy and Space Science) e seus colegas usaram o Compact Array para estudar um massivo, e distante conglomerado de aglomerados de estrelas em formação ou proto-galáxias, que estão em processo de se aglomerar como uma única galáxia. Essa estrutura chamada de Spiderweb localiza-se a mais de dez mil milhões de anos-luz de distância, com um desvio para o vermelho de 2.16.
 
A equipe do Dr. Emonts descobriu que a Spiderweb contém no mínimo sessenta mil milhões [6 x 1010] de vezes a massa do Sol em gás hidrogênio molecular, espalhado por uma distância de quase um quarto de um milhão de anos-luz. Esse deve ser o combustível para a formação de estrelas que foi visto através da Spiderweb. “Na verdade, isso é o suficiente para manter estrelas se formando por no mínimo 40 milhões de anos”, disse Emonts. Num segundo conjunto de estudos, o Dr. Manuel Aravena (European Southern Observatory) e seus colegas mediram o CO, e o H2, em duas galáxias muito distantes, com um desvio para o vermelho de 2.7.
 
As ondas de rádio apagadas dessas galáxias foram amplificadas pelos campos gravitacionais de outras galáxias, que se localizam entre a Terra e as distantes galáxias. Esse processo, chamado de lente gravitacional, “age como uma lente de aumento e permite que possamos ver mesmo os objetos mais distantes do que a Spiderweb”, disse o Dr. Aravena. A equipe do Dr. Aravena foi capaz de medir a quantidade de H2 em ambas as galáxias que eles estudaram. Para uma delas, chamada de SPT-S053816-5030.8, eles poderiam também usar a emissão de rádio para fazer uma estimativa de como rapidamente a galáxia forma estrelas – uma estimativa independente das outras maneiras que os astrônomos medem essa taxa.
 
A habilidade do Compact Array para detectar o CO se deve a uma atualização que aumentou muito a sua capacidade de detectar comprimentos de banda, ou seja, a quantidade do espectro de rádio que pode ser visto em um momento, para uma cobertura de dezesseis, de 256 MHz para 4 GHz, e o deixou mais sensível. “O Compact Array complementa o novo telescópio ALMA no Chile que observa as transições de mais altas frequências do CO”, disse Ron Ekers.

Nasa descobre mais de 10 mil asteroides e cometas próximos à Terra

Astrônomos estimam que número total pode ser 10 vezes maior
Imagem divulgado pela Nasa mostra movimentação do asteroide 2013 MZ5 (indicado pela seta) com um conjunto de estrelas ao fundo Foto: PS-1/UH / Divulgação

Mais de 10 mil asteroides e cometas que podem passar próximos à Terra já foram descobertos por astrônomos. A marca foi atingida no último dia 18 de junho, quando o telescópio Pan-STARRS-1, localizado no cume da cratera vulcânica do Monte Haleakalā, no Maui (a 3 mil metros de altura), detectou o 10.000º objeto espacial nas proximidades do planeta: o asteroide 2013 MZ5. Operado pela Universidade do Havaí, o telscópio faz parte dos projetos financiados pela Nasa, a agência espacial americana.
 
"Encontrar 10 mil objetos próximos à Terra é uma marca significativa", afirmou Lindley Johnson, da Nasa. "No entanto, há um número pelo menos 10 vezes maior ainda a ser descoberto antes que possamos estar certos de que teremos encontrado todos e quaisquer objetos que tenham a capacidade de impactar e causar danos significativos aos cidadãos da Terra", afirmou o pesquisador, sobre cujo comando - que já dura uma década - 76% das descobertas foram feitas.

Objetos próximos da Terra (NEO, na sigla em inglês) são asteroides e cometas que podem se aproximar da Terra até uma distância orbital de 45 milhões de quilômetros. Eles variam em tamanho desde apenas alguns centímetros - os mais difíceis de se detectar - até dezenas de quilômetros, caso do asteroide 1036 Ganymed, o maior do tipo já descoberto, com quase 41 quilômetros de diâmetro.
 
O asteroide 2013 MZ5 tem aproximadamente 300 metros de diâmetro. Sua órbita já foi analisada e não inclui uma passagem pelo planeta próxima o suficiente para ser considerada potencialmente perigosa. Dos 10 mil objetos descobertos, apenas cerca de 10% tem mais de um quilômetro - tamanho grande o suficiente para causar impacto global, caso atingissem a Terra. Porém, a Nasa avalia que nenhum desses asteroides e cometas maiores são uma ameaça ao planeta atualmente - e é provável que apenas algumas dezenas desses permaneça descoberta.
Fonte: Terra

25 de jun de 2013

Apesar da expectativa, obstáculos técnicos e naturais ainda separam o homem de Marte

Gravidade, radiação e ausência de atmosfera desafiam ciência e tecnologia para uma eventual missão ao planeta vizinho
Paisagem marciana, registrada pelo robô Curiosity Foto: NASA/JPL-Caltech / MSSS 

A Nasa projeta para a década de 2030 a primeira missão tripulada ao planeta vermelho - antes disso, a agência planeja aterrissar em um asteroide nas cercanias marcianas e, talvez, retornar à Lua. O multimilionário americano Dennis Tito, porém, ambiciona patrocinar uma volta em Marte em 2018. A ideia de Tito é sobrevoar o planeta a 160 quilômetros de sua superfície, em uma viagem que duraria 501 dias e aproveitaria a gravidade para, em dez horas, contornar Marte e pegar impulso de volta à Terra. Se falhar nos cálculos e se aproximar demais – ou "de menos" – do planeta, a nave de Tito, que deve ter como tripulação um casal, ficará para sempre presa na órbita marciana ou no espaço sideral.
 
 Isso porque, como explica Délcio Basso, coordenador do Laboratório de Astronomia da Faculdade de Física da PUCRS, entendemos pouco sobre a gravidade.  Os índios moviam suas canoas jogando água para trás. É o que fazemos, jogamos ar para trás para andar para frente. Isso mostra como nosso conhecimento sobre a gravidade ainda é primitivo - explica. Segundo Délcio, a situação se agrava no espaço, já que, na ausência de oxigênio, as espaçonaves precisam carregar o combustível e o comburente, o que inviabiliza viagens a longas distâncias.  Uma possível solução é fabricar o combustível no espaço, em bases espaciais como a ISS - exemplifica Basso.
 
A mesma gravidade, somada à ausência de uma atmosfera que filtre a radiação solar, entrava a presença o homem em outros corpos celestes como Marte. - Do ponto de vista da medicina, as duas maiores dificuldades de uma missão tripulada à Marte estão na exposição à radiação e aos efeitos da microgravidade ou da hipogravidade no corpo humano. Ambas podem afetar o funcionamento normal de nosso organismo - explica a coordenadora do Laboratório de Fisiologia Aeroespacial da Faculdade de Engenharia da PUCRS, Thaís Russomano. Segundo Thaís, grupos de pesquisadores de diversos países estudam os efeitos da gravidade e da radiação no corpo humano em viagens de longa duração. 
 
A gravidade marciana é, aproximadamente, um terço da terrestre. Assim, o ser humano teria que sair da gravidade da terra, ficar em microgravidade durante a viagem até o planeta Marte e lá viver e trabalhar na gravidade marciana. Alguns estudos tentam entender como seria a adaptação do homem em um ambiente de hipogravidade, mas ainda há mais perguntas do que respostas - afirma. Quer dizer: se quisermos chegar ao planeta vermelho em menos de vinte anos, ainda temos de realizar avanços significativos.
Fonte: Zero Hora


Galáxia milhões de vezes menor que a Via Láctea reforça previsões sobre distribuição de matéria escura no espaço

Detecção alimenta esperança de que haja milhares de aglomerados de matéria escura de baixa massa no Universo
Sague 2, na área ampliada, evidencia como a matéria escura se aglomera ao redor de galáxias maiores Foto: Garrison-Kimmel, Bullock (UCI) / Divulgação
 
A escura e pequena galáxia na periferia da Via Láctea pode ser a menor conhecida no universo, dizem os astrônomos. Conhecida como Segue 2, termo na língua inglesa, a galáxia anã é composta de apenas mil estrelas unidas por um aglomerado de matéria escura. Em comparação, a Via Láctea contém pelo menos 100 bilhões de estrelas. – Encontrar uma galáxia tão pequena é como encontrar um elefante menor do que um rato – disse James Bullock, cosmologista na Universidade da Califórnia, Irvine, e um dos autores de um artigo sobre a Segue 2 publicado no periódico The Astrophysical Journal.
 
A Segue 2, descoberta pela primeira vez em 2009 como parte do Sloan Digital Sky Survey (Pesquisa Sloan Digital do Céu, em tradução literal) é importante por outros motivos além de seu tamanho. – Por cerca de 15 anos temos imaginado que galáxias como a Via Láctea devem ser cercadas por milhares e milhares de aglomerados de matéria escura de baixa massa – como a do centro da Segue 2, disse Bullock. Até agora, mesmo os menores "aglomerados" detectados pelos cientistas possuíam uma alta massa – pelo menos um milhão de vezes a massa do sol.
 
Com não mais de 100 mil vezes a massa do sol, a Segue 2 "poderia ser o primeiro desses aglomerados detectados que prevíamos", disse Bullock. Até agora, a incapacidade de encontrar esses aglomerados tinha intrigado os astrônomos. – Isso sugeria que havia alguma falha em nossa teoria de como o universo funciona – disse Bullock, que fazia parte de uma equipe que usou os potentes telescópios do Observatório W. M. Keck, Havaí, para estudar a galáxia.

Três planetas na zona habitável de uma estrela próxima

Gliese 667C re-examinada
Ilustração mostra como seria exoplaneta Gliese 667Cd

Uma equipe de astrônomos combinou novas observações de Gliese 667C com dados obtidos anteriormente pelo instrumento HARPS, montado no telescópio de 3,6 metros do ESO, no Chile, e revelou um sistema com pelo menos seis planetas. Três destes planetas são super-Terras orbitando em torno da estrela numa região onde a água pode existir sob forma líquida, o que torna estes planetas bons candidatos à presença de vida. Este é o primeiro sistema descoberto onde a zona habitável se encontra repleta de planetas.
 
Gliese 667C é uma estrela muito estudada. Com cerca de um terço da massa do Sol, faz parte de um sistema estelar triplo conhecido como Gliese 667 (também referido como GJ 667), situado a 22 anos-luz de distância na constelação do Escorpião. Encontra-se muito próximo de nós - na vizinhança solar - muito mais próximo do que os sistemas estelares investigados com o auxílio de telescópios tais como o telescópio espacial caçador de planetas, o Kepler.

Estudos anteriores de Gliese 667C descobriram que a estrela acolhe três planetas, situando-se um deles na zona habitável. Agora, uma equipe de astrônomos liderados por Guillem Anglada-Escudé da Universidade de Göttingen, Alemanha e Mikko Tuomi da Universidade de Hertfordshire, Reino Unido, voltaram a estudar o sistema, re-analisando os dados anteriores e acrescentando ao cénario já conhecido algumas observações novas do HARPS e dados de outros telescópios.
 
Encontraram evidências da existência de até sete planetas em torno da estrela. Estes planetas orbitam a terceira estrela mais tênue do sistema estelar triplo. Os outros dois sóis seriam visíveis como um par de estrelas muito brilhantes durante o dia e durante a noite dariam tanta luz como a Lua Cheia. Os novos planetas descobertos preenchem por completo a zona habitável de Gliese 667C, uma vez que não existem mais órbitas estáveis onde um planeta poderia existir à distância certa.

Ilustração mostra possibilidade de haver até sete planetas em torno da estrela Gliese 667C (Foto: Divulgação/ESO)

Sabíamos, a partir de estudos anteriores, que esta estrela tinha três planetas e por isso queríamos descobrir se haveria mais algum”, diz Tuomi. “Ao juntar algumas observações novas e analisando outra vez dados já existentes, conseguimos confirmar a existência desses três e descobrir mais alguns. Encontrar três planetas de pequena massa na zona habitável de uma estrela é algo muito excitante!”. Três destes planetas são super-Terras - planetas com mais massa do que a Terra mas com menos massa do que Urano ou Netuno - que se encontram na zona habitável da estrela, uma fina concha em torno da estrela onde a água líquida pode estar presente, se estiverem reunidas as condições certas. Esta é a primeira vez que três planetas deste tipo são descobertos nesta zona num mesmo sistema.

 O número de planetas potencialmente habitáveis na nossa Galáxia é muito maior se esperarmos encontrar vários em torno de cada estrela de pequena massa - em vez de observarmos dez estrelas à procura de um único planeta potencialmente habitável, podemos agora olhar para uma só estrela e encontrar vários planetas”, acrescenta o co-autor Rory Barnes (Universidade de Washington, EUA).

Sistemas compactos em torno de estrelas do tipo do Sol são bastante abundantes na Via Láctea. Em torno dessas estrelas, os planetas que orbitam muito próximo da estrela hospedeira são muito quentes e dificilmente serão habitáveis. No entanto, isso já não se verifica para estrelas muito mais frias e tênues, tais como Gliese 667C. Neste caso, a zona habitável situa-se inteiramente dentro duma órbita do tamanho da de Mercúrio, ou seja muito mais próxima da estrela que no nosso Sistema Solar. O sistema Gliese 667C é o primeiro exemplo de um sistema onde uma estrela de baixa massa abriga vários planetas potencialmente rochosos na zona habitável.

O cientista do ESO responsável pelo HARPS, Gaspare Lo Curto, comenta: Este interessante resultante foi possível graças ao poder do HARPS e do seu software associado e aponta também para o grande valor do arquivo do ESO. É muito bom ter vários grupos de investigação independentes a explorar este instrumento único, conseguindo atingir uma precisão tão extraordinária”.  
Anglada-Escudé conclui: Estes novos resultados sublinham o quão valioso pode ser re-analisar dados e combinar resultados de equipes diferentes e de telescópios diferentes”.
Fonte: Eso

Descobertas de planetas semelhantes à Terra reforçam busca por vida alienígena

Dentro e fora do Sistema Solar, especialistas consideram extremamente provável que haja vida microscópica
Em 19 de abril de 1963, o jornal The New York Times noticiou para o mundo: "Outro sistema solar é encontrado a 36 trilhões de milhas do Sol". O astrônomo holandês Peter van de Camp detectara o movimento de um pequeno corpo luminoso em torno da Estrela de Barnard. A notícia deixou o meio científico eufórico – por pouco tempo. Por volta de 1974, o consenso era que movimentos na lente do telescópio utilizado na descoberta haviam sido responsáveis pela aparente oscilação na luz da estrela, tomada pelo cientista como produzida pela passagem de um planeta em seu entorno.
 
Meio século depois, a descoberta de sistemas solares no Universo é uma realidade em ascensão – o que apenas reforça a coceira atrás da orelha: com tantos planetas, haverá vida lá fora? Para especialistas, a resposta é "provavelmente sim". – Inevitavelmente deverá haver uma estrela semelhante ao nosso sol, com seus planetinhas, e um deles estar a uma distância adequada (para desenvolvimento de vida como a nossa) – analisa o coordenador do Laboratório de Astronomia da Faculdade de Física da PUCRS, Délcio Basso.
 
A busca por essa estrela está cada vez mais quente. Nos últimos anos, missões espaciais detectaram milhares de sóis e planetas na Via Láctea, alguns bastante semelhantes à Terra. Em janeiro, pesquisadores do Harvard–Smithsonian Center for Astrophysics estimaram que nossa galáxia abrigue, no mínimo, 17 bilhões de planetas do tamanho do nosso.
 

O Par Arp 142 é observado pelo Hubble

Créditos da imagem: NASA, ESA, e The Hubble Heritage Team (STScI / AURA)

O que está acontecendo com essa galáxia espiral? Há apenas algumas centenas de milhões de anos atrás, a NGC 2936, a galáxia mais superior das duas mostradas acima, provavelmente era uma galáxia espiral normal – rodando e criando estrelas – levando sua própria vida. Mas então ela passou muito perto de uma galáxia elíptica massiva, a NGC 2937 abaixo, e deu então um mergulho. Chamada de Galáxia do Golfinho, devido a sua forma icônica, a NGC 2936, não está somente sendo defletida, mas também sendo distorcida pelo encontro gravitacional. Uma explosão de estrelas jovens e azuis forma o nariz do golfinho em direção à parte esquerda da galáxia superior, enquanto o centro da galáxia espiral lembra um olho.

De modo alternativo, o par de galáxias, é conhecido como Arp 142, e parece muito com um pinguim protegendo o seu ovo. Além disso, intrigantes linhas de poeira escuras e correntes brilhantes de estrelas azuis criam um rastro da galáxia perturbada para a parte inferior direita. A imagem acima recentemente lançada mostra o par Arp 142 com detalhes sem precedentes e foi feita pelo Telescópio Espacial Hubble no ano de 2012. O par Arp 142 localiza-se a aproximadamente 300 milhões de anos-luz de distância da Terra na direção da constelação da Cobra da Água (Hydra). Em bilhões de anos, as duas galáxias provavelmente se fundirão em uma única e grande galáxia.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap130624.html

Super lua sobre Washington

Créditos da Imagem: NASA/Bill Ingalls
A imagem acima mostra uma Super Lua nascendo por trás do Washington Monument, no domingo, dia 23 de Junho de 2013, em Washington, D.C. Nesse ano de 2013, a Super Lua foi 13.5% maior e 30% mais brilhante do que uma típica Lua Cheia. Isso é o que acontece quando a Lua atinge o perigeu, o ponto em sua órbita mais próximo do planeta Terra. Durante o perigeu que ocorreu em 23 de Junho de 2013, a Lua esteve a 221824 milhas de distância da Terra, mais próxima do nosso planeta do que as 252581 milhas que ela atinge quando está no apogeu, ou seja, o ponto mais distante da Terra durante a sua órbita assimétrica.
Fonte: http://www.nasa.gov

Equipe da New Horizons mantém plano de voo original para Plutão

Esta imagem, obtida pelo Telescópio Hubble, mostra cinco luas em órbita do distante e gelado planeta anão Plutão.Crédito: NASA, ESA, M. Showalter, Instituto SETI
 
Depois de um intenso estudo de 18 meses para determinar se a sonda New Horizons da NASA poderia enfrentar impactos potencialmente destructivos durante a sua passagem planeada para 2015 pelo sistema planetário duplo de Plutão, a equipe da missão decidiu "manter o rumo" - e ficar com a trajetória originalmente planeada porque o perigo que a poeira e os detritos representam é muito menor do que se temia. O estudo de avaliação foi realizado porque descobriu-se que o sistema de Plutão é muito mais complexo - e, portanto, ainda mais cientificamente interessante - depois da New Horizons ter sido lançada em Janeiro de 2006 a partir de Cabo Canaveral, na Flórida, EUA.
 
Há dois anos atrás, cientistas que usavam o icónico Telescópio Espacial Hubble descobriram duas novas luas em órbita de Plutão, perfazendo um total de cinco luas! Temia-se que os detritos que atingissem as luas pudessem criar perigosas nuvens de poeira, que por sua vez podiam atingir e danificar a sonda à medida que passava por Plutão a velocidades de mais de 48.000 km/h em Julho de 2015."Nós descobrimos que a perda da missão New Horizons devido a impactos de poeira é muito improvável, e esperamos seguir a linha temporal da missão que temos vindo a aperfeiçoar ao longo dos últimos anos," afirma Hal Weaver, cientista do projecto New Horizons, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins.
 
Depois de tanto a equipa como um conselho de revisão independente e da NASA terem exaustivamente analisado os dados, determinou-se que a New Horizons tem apenas 0,3% de hipótese de ser destruída por um evento de impacto usando a trajectória actual. A probabilidade de 0,3% de perda da missão é muito menor do que as estimativas anteriores. Esta é realmente uma boa notícia, porque a equipa pode concentrar a maioria dos seus esforços no desenvolvimento do plano científico do voo rasante, quando a New Horizons passar a aproximadamente 12.500 km da superfície de Plutão.
 
Plutão forma um sistema de "planeta duplo" com Caronte, a sua maior lua. Caronte tem metade do tamanho de Plutão. Mas a equipa ainda vai gastar algum tempo a desenvolver trajectórias alternativas - conhecidas como SHBOTs (Safe Haven by Other Trajectories), apenas no caso de surgirem novas informações a partir das observações da câmara da sonda, que forçariam uma mudança de planos à medida que a New Horizons se aproxima cada vez mais de Plutão. "Ainda assim, estaremos prontos com duas linhas de tempo alternativas, no caso do risco de impacto acabar por ser maior do que pensamos," afirma Weaver.
 
De facto, a equipa liderada pelo investigador principal Alan Stern, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste, está este mês a finalizar o plano de encontro e espera realizar um ensaio em Julho do segmento mais crítico de nove dias da trajectória inicial de "flyby". A New Horizons irá realizar o primeiro reconhecimento de Plutão e Caronte em Julho de 2015. O "planeta duplo" é o último planeta (agora anão) do nosso Sistema Solar a ser visitado por uma sonda da Terra. E a New Horizons não se deixa ficar por Plutão. O objectivo é explorar um ou mais dos gelados objectos da Cintura de Kuiper. A equipa irá usar a passagem por Plutão para redireccionar a new Horizons para um KBO (Kuiper Belt object) que ainda está para ser identificado.
Fonte: Astronomia On-line

24 de jun de 2013

Como seria se os planetas do Sistema Solar estivessem no lugar da Lua?

Você saberia dizer para onde a seta está apontando?
O artista e também astrônomo Ron Miller, ex-diretor de arte da NASA, é o responsável pelas imagens. Através de truques e efeitos especiais, é possível imaginar como seria Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno se estivessem mais próximos da Terra, mostrando suas dimensões reais. Os planetas foram posicionados com a mesma distância que a Terra tem da Lua. Sendo assim, o que vemos nas imagens é a visão que teríamos se esses planetas ocupassem o lugar do nosso satélite natural. Para que você possa comparar e entender a grandiosidade de alguns planetas, Júpiter é 11 vezes maior que a Terra e Marte é 2 vezes maior que a Lua. Na primeira foto, o artista mostra a Lua em suas dimensões normais. Abaixo você confere o resultado com os outros planetas:
 
NETUNO
Essa é a visão que teríamos se Netuno estivesse no lugar da Lua. Lindo, não? Foto: Reprodução / Ron Miller
 
JUPITER


Júpiter tem quase 40 vezes o tamanho da Lua. Ele certamente dominaria a visão do céu noturno. Foto: Reprodução / Ron Miller
 
MARTE
Vermelho: Marte apareceria com seu esplendor avermelhado, quase duas vezes maior que a Lua. Foto: Reprodução / Ron Miller
 
URANO
Urano, com seu tamanho similar a Netuno, também chamaria bastante atenção com seus tons azulados. Foto: Reprodução / Ron Miller
 
MERCÚRIO
Mercúrio teria bastante semelhança com a Lua. Foto: Reprodução / Ron Miller
 
SATURNO
Imponente: Saturno, com seus majestosos anéis, seria a “estrela principal” do céu noturno aqui na Terra. Foto: Reprodução / Ron Miller
 
VÊNUS
Vênus também proporcionaria um belo espetáculo. Foto: Reprodução / Ron Miller

 
COMENTÁRIO "TECNICO" FINAL

As imagens dos planetas gigantes seriam fisicamente impossíveis - "psicodélicas" - pois todos são muito maiores que a Terra. Mas, se as situações das imagens fossem verdade, a Terra é quem seria uma lua desses planetas... Na realidade, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno possuiem muitas luas, sendo Titã, uma das luas de Saturno, a maior lua do sistema solar, e muito maior do que a nossa lua.
 
Além disso, os planetas gigantes ão poderiam manter suas condições físicas (gasosos e gelados) estando muito próximos do Sol. Saturno, por exemplo, está quase na metade da distância do "tamanho" ("raio médio") do sistema solar. Então, esse cenário bizarro no céu seria praticamente um absurdo!", diz o professor de astronomia da USP Amaury Augusto Almeida (creio que pensem assim outros vários astrônomos pelo mundo também).
Fonte: Jornal Ciência

Astrônomos põem em xeque descoberta de planeta parecido com a Terra

Planeta de Alfa Centauro B não é o primeiro mundo promissor a desaparecer nas sombras da incerteza
Os corações cósmicos começaram a bater mais acelerados no último outono no Hemisfério Norte quando uma equipe de astrônomos europeus anunciou ter encontrado um planeta com massa comparável à da Terra orbitando ao redor da Alfa Centauro B, parte de uma estrela tripla que é a vizinha mais próxima do Sol, somente a 4,4 anos-luz daqui. Como afirmou na época Geoffrey W. Marcy, astrônomo da Universidade da Califórnia, campus de Berkeley: "É tão perto que quase que dá para cuspir lá." Segundo astrônomos, perto o suficiente para enviar uma sonda científica que nela chegaria durante nossas vidas. O novo planeta, somente a seis milhões de quilômetros de sua estrela, seria infernalmente quente para ter vida, mas, ainda de acordo com astrônomos, onde existe um planeta, devem existir outros, numa localização mais confortável para a vida.
 
 Agora, no entanto, caiu uma ducha de água fria sobre o otimismo cosmológico, pois uma nova análise dos dados europeus levanta dúvida sobre a existência desse planeta em Alfa Centauro B. Ao escrever para "The Astrophysical Journal" no mês passado, Artie P. Hatzes, diretor do Observatório do Estado da Turíngia, Alemanha, que não integrou a equipe da descoberta original, sustentou que não conseguiu confirmar o planeta quando o procurou sozinho nos dados europeus. "Às vezes, ele está lá, às vezes, não", dependendo do método empregado para reduzir o ruído estatístico, disse o astrônomo por e-mail.
 
O que não quer dizer que o planeta não exista, escreveu Hatzes, porém "nos meus anos de experiência extraindo sinais de planetas, isso simplesmente não 'cheira' a um planeta real". O ceticismo de Hatzes se mostrou contagioso. Suzanne Aigrain, da Universidade de Oxford, citou a máxima de Carl Sagan segundo a qual afirmativas extraordinárias exigem provas extraordinárias, argumentando que o texto de Hatzes "certamente põe em dúvida os indícios originais". Xavier Dumusque, da Universidade de Genebra, que liderou a descoberta original, afirmou que o questionamento de Hatzes é saudável para a ciência. "Duvidar de uma detecção é sempre proveitoso", ele escreveu por e-mail. Entretanto, acrescentou que o estudo de sua equipe deixou claro que "o sinal investigado está no limite da precisão de dados".
 
Todos concordam que mais dados são essenciais e, felizmente, existirão mais informações, segundo Debra Fischer, astrônoma da Universidade Yale que estudou o sistema de Alfa Centauro. Tanto o grupo dela quanto a equipe de Genebra da qual Dumusque faz parte obtiveram mais observações em maio. Maio foi um mês ruim para os astrônomos de exoplanetas. O Kepler, satélite caçador de planetas da Nasa, a agência espacial norte-americana, perdeu a capacidade de direcionamento. Citando Jeff Lebowski, o herói do filme "O Grande Lebowski", dos irmãos Coen, Hatzes disse que "a vida é feita de 'altos e baixos' e nesta semana a última foi verdadeira".
  
O planeta de Alfa Centauro B não é o primeiro mundo promissor a desaparecer nas sombras da incerteza. Astrônomos ainda discutem a existência de Gliese 581g, planeta que estaria na "zona Cachinhos Dourados", não muito quente nem muito fria, e dito como aposta certa de ter vida ao ser descoberto em 2010. Isso tudo só serve para mostrar como os detalhes são diabólicos enquanto os astrônomos fecham o cerco para encontrar planetas similares à Terra.
 
Dumusque e colegas encontraram o planeta pelo chamado método do bamboleio – aperfeiçoado ao longo dos anos por Michel Mayor e colegas do Observatório de Genebra –, que mede a massa dos planetas pelo tanto que estes se afastam e se aproximam da estrela orbitada. O grupo utiliza um espectrógrafo criado especialmente, o Harps, sobre um telescópio de três metros e meio do Observatório Europeu do Sul, em La Silla, Chile, para mensurar esses bamboleios, vistos como mudanças levemente rítmicas no comprimento de onda da luz estelar.
 
A Terra "dá um chute" de cerca de dez centímetros por segundo no Sol enquanto o orbita, mas é muito menor do que a tremulação provocada pelas manchas solares e a atividade magnética. Em suma, o êxito em detectar planetas de massa baixa depende mais e mais de obter, de uma maneira confiável, um sinal pequeno em meio a um pano de fundo ruidoso e muito maior. O Kepler, que usa o método da "piscada" para encontrar planetas quando estes cruzam a frente das estrelas, está chegando ao limite das operações. Tomando por base que três piscadas eram necessárias para verificar uma órbita, os astrônomos do Kepler chegaram a pensar que necessitariam de três anos para verificar a existência de planetas em órbitas confortáveis como as nossas.
 
Entretanto, as estrelas se revelaram muito mais barulhentas do que o previsto; há um ano, a missão do Kepler foi ampliada para que mais piscadas pudessem ser coletadas, mas a falha de uma roda de reação que permite ao telescópio ser apontado com precisão provavelmente deu um fim nisso. Ainda existe uma enorme quantidade de dados coletados pelo Kepler, incluindo 132 planetas confirmados e, até a semana passada, 3.216 candidatos a planetas.
 
Quem está aguardando o lançamento, em 2017, é o Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Trânsito (Tess, na sigla em inglês), incumbido de monitorar aproximadamente dois milhões de estrelas próximas. De acordo com a declaração dada ao Google alguns anos atrás por George R. Ricker, líder do projeto TESS e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), "na verdade, quando as astronaves transportando colonizadores deixarem o sistema solar, elas podem muito bem ir à direção de um planeta descoberto pelo TESS como um novo lar." Pode até ser em Alfa Centauro.
Fonte: IG

A Superfície derretida do planeta Vênus

Créditos da Imagem: E. De Jong et al. (JPL), MIPL, Magellan Team, NASA
Se você pudesse olhar através de Vênus com os olhos de um radar, o que você poderia ver? Essa reconstrução computacional da superfície de Vênus foi criada de dados obtidos pela sonda Magellan, ou em português, sonda Magalhães. A sonda orbitou o planeta Vênus entre 1990 e 1994. A Magalhães encontrou muitas feições superficiais interessantes em Vênus, incluindo grandes domos circulares, normalmente com 25 km de diâmetro e que são mostrados na imagem acima. Acredita-se que o vulcanismo criou esses domos, embora o mecanismo preciso de como isso aconteceu ainda permanece desconhecido. A superfície de Vênus é tão quente e hostil que nenhuma sonda que pousou em sua superfície para estudá-lo em detalhe, durou mais do que poucos minutos.

 
 

Os velozes ventos de Vénus estão ficando mais rapido

 
O registo mais detalhado do movimento de nuvens na atmosfera de Vénus narrado pela sonda Venus Express da ESA revelou que os ventos do planeta têm ficado cada vez mais rápidos ao longo dos últimos seis anos. Vénus é bem conhecido pela curiosa super-rotação da sua atmosfera, que chicoteia em torno do planeta a cada quatro dias terrestres. Isto contrasta com a rotação do próprio planeta - a duração do dia venusiano - que demora uns laboriosos 243 dias terrestres. Ao seguir os movimentos de características distintas no topo das nuvens, cerca de 70 km por cima da superfície do planeta e ao longo de um período de 10 anos venusianos (6 anos terrestres), os cientistas foram capazes de monitorizar padrões a longo termo nas velocidades globais dos ventos.
 
Quando a Venus Express chegou ao planeta em 2006, a velocidade média dos ventos no topo das nuvens a latitudes de 50º dos dois lados do equador rondava os 300 km/h. Os resultados de dois estudos separados revelaram que estes ventos já extremamente rápidos estão a tornar-se ainda mais velozes, subindo para 400 km/h ao longo da missão. Este é um enorme aumento nas velocidades já elevadas dos ventos na atmosfera. Esta grande variação nunca foi antes observada em Vénus, e não compreendemos ainda porque é que ocorreu," afirma Igor Khatuntsev do Instituto de Pesquisas Espaciais em Moscovo e autor principal do artigo russo a ser publicado na revista Icarus.
 
A equipa do Dr. Khatuntsev determinou as velocidades dos ventos ao medir como as características das nuvens se moviam entre imagens: mais de 45.000 características foram minuciosamente seguidas à mão e mais de 350.000 outras características foram seguidas automaticamente usando um programa de computador. Num estudo complementar, uma equipa japonesa usou o seu próprio método automatizado de monitorização de nuvens para derivar os seus movimentos: os seus resultados serão publicados na revista Journal of Geophysical Research. No entanto, a acrescentar a este aumento a longo prazo na velocidade média do vento, ambos os estudos também revelaram variações regulares ligadas com a hora local do dia, com a altitude do Sol por cima do horizonte e com o período de rotação de Vénus.
 
Uma oscilação normal ocorre aproximadamente a cada 4,8 dias perto do equador e pensa-se que esteja ligada com ondas atmosféricas a altitudes mais baixas. Mas a pesquisa também revelou algumas curiosidades mais difíceis de explicar.  A nossa análise dos movimentos das nuvens a baixas altitudes no hemisfério sul mostrou que durante os seis anos de estudo, a velocidade dos ventos mudou até 70 km/h ao longo de uma escala de tempo de 255 dias terrestres - um pouco mais de um ano em Vénus," afirma Toru Kouyama do Instituto de Pesquisas Tecnológicas em Ibaraki, Japão. As duas equipas também viram variações dramáticas na velocidade média do vento entre órbitas consecutivas da Venus Express em redor do planeta.
 
Nalguns casos, as velocidades dos ventos a baixas altitudes variaram de tal forma que as nuvens completaram uma viagem em torno do planeta em 3,9 dias, enquanto noutras ocasiões levaram 5,3 dias. Os cientistas actualmente não têm explicação para qualquer destas variações, ou para o aumento global a longo prazo nas velocidades dos ventos. "Embora não haja evidências claras de que as velocidades médias globais dos ventos têm aumentado, são necessárias mais investigações a fim de explicar o que impulsiona os padrões de circulação atmosféricas e para explicar as mudanças observadas em áreas localizadas e em prazos mais curtos," afirma Håkan Svedhem, cientista do projecto Venus Express da ESA.
 
A super-rotação atmosférica de Vénus é um dos grandes mistérios por explicar do Sistema Solar. Estes resultados só acrescentam mais mistério, à medida que a Venus Express continua a surpreender-nos com as suas observações deste planeta dinâmico e em mudança."
Fonte:Astronomia On-Line
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