30 de set de 2013

Por que vivemos em três dimensões?

Você já se perguntou por que, de todas as maneiras que a realidade pode ser, nós vivemos em três dimensões, em vez de duas, ou quatro, ou 1.800? 
Estamos acostumados a nos mover para cima e para baixo, para esquerda e para a direita, ou ainda para frente e para trás, mas não somos capazes de realizar um movimento “hiper-para cima” ou “hiper-para baixo”. Por que isso (não) acontece? O que há de tão especial em nossas ordinárias três dimensões? A resposta mais fácil é a de que nós simplesmente evoluímos para viver em um universo tridimensional, de modo que este é o universo que nós percebemos. Se o universo tivesse apenas duas dimensões, nós também seríamos bidimensionais. E o mesmo aconteceria com quatro dimensões. No entanto, devemos admitir que esta é uma explicação tosca. Afinal, ela basicamente diz que somos do jeito que somos porque nosso universo é assim e se nosso universo não fosse assim, ele seria diferente. Jura?
 
Por sorte, há uma maneira mais inteligente de olhar para esta questão. Pode parecer que espaços de diferentes dimensões são praticamente iguais, mas existem diferenças essenciais entre eles – como por exemplo, o conceito de rotação. Num ambiente 2D, você pode rotacionar um objeto apenas em sentido horário ou anti-horário. E se você pegar uma figura e virá-la um quarto de volta em sentido horário e, em seguida, meia volta em sentido anti-horário, você tem o mesmo resultado do que se você fizer o movimento na ordem inversa. Entretanto, no caso de um objeto tridimensional, as rotações feitas em ordem inversa resultam em posições diferentes.
 
Coisas bem importantes para nós, como a gravidade, se comportam de forma distinta em universos de diferentes dimensões. Por exemplo, no nosso ambiente 3D, a força da gravidade entre dois objetos depende da distância entre eles ao quadrado. Em duas dimensões, está ligada apenas à distância, enquanto em um universo 4D, a gravidade dependeria da distância elevada ao cubo. Isso significa que, se o nosso universo fosse bidimensional, a gravidade como conhecemos seria demasiadamente forte para o surgimento de coisas como o sistema solar. Em uma realidade 4D, por outro lado, a gravidade seria fraca demais. Ou seja, é apenas em um universo tridimensional que a gravidade possui a força adequada para manter todos os planetas flutuando da maneira como fazem agora.
 
Neste momento, porém, nós mudamos a pergunta de “por que nosso universo é 3D?” para “por que apenas um universo 3D possui a gravidade perfeita para a nossa existência?”. Na realidade, o fato de objetos 2D e 4D serem diferentes dos tridimensionais pode nos levar a uma reflexão mais profunda: o espaço talvez não seja o elemento mais importante do universo. Em vez disso, é capaz que nosso universo seja baseado em algum processo mais profundo, como as leis de matemática da física quântica.
 
Além disso, é perfeitamente possível que o espaço, na realidade, não exista. Ele seria apenas uma ideia que os humanos construíram para manter o controle das relações entre diferentes objetos. A verdade sobre o universo ainda está além de nossa compreensão. Veja abaixo o vídeo que explica com imagens e animações a questão do porquê nosso universo ser tridimensional. É possível acionar a tradução das legendas em português no canto inferior direito (“legendas ocultas”). Explicamos de antemão, porém, que a tradução é automática, por isso alguns termos utilizados nas legendas não são os mais corretos.
Fonte:hypescience.com
 [io9 e New Scientist]

Hubble: há 60 anos, morria o homem que descobriu a imensidão do universo

Galáxias como Andrômeda eram vistas como nebulosas da Via Láctea antes de Hubble Foto: Nasa / Divulgação

No início do século 20, diversas ideias clássicas da astronomia já haviam sido superadas. Sabíamos que a Terra não era o centro do universo. Nem o era o Sol. Contudo, os cientistas dessa época mal tinham ideia do tamanho do universo. Para eles, a nossa galáxia era a única que compunha o cosmos e que esteve estava imutável no mosaico celeste. Contudo, em outubro de 1924, um americano que passava uma noite de observações num grande domo no monte Wilson, em Los Angeles, notou que não éramos a única galáxia. Aliás, ele descobriu que o firmamento é muito maior do que imaginávamos - e que o universo está em movimento.
 
Advogado e soldado
Hubble se formou em matemática e astronomia pela Universidade de Chicago em 1910. Seu talento lhe valeu uma bolsa de estudos na Universidade de Oxford, no Reino Unido. Contudo, ele teve que interromper o caminho que traçava pela ciência. No seu leito de morte, o pai de Hubble - que nunca aceitou a aspiração do filho pela astronomia - teve como último desejo que o filho cursasse direito. Ele cumpriu a vontade do falecido pai e, em 1913, voltou aos Estados Unidos e trabalhou durante um ano como advogado. Hubble, contudo, não aguentou e quebrou a promessa. Em 1914, voltou a estudar astronomia.
 
Em 1917, quando terminava seu doutorado, ele foi convidado a se juntar ao observatório Mount Wilson, na Califórnia. Contudo, outro problema fez o americano postergar seu sonho. Após passar a noite acordado para terminar sua tese e defender o trabalho no dia seguinte, Hubble se alistou ao Exército. Para George Ellery Hale, fundador do observatório, ele enviou um telegrama: "Infelizmente não posso aceitar seu convite. Estou indo para a guerra. Mas as batalhas acabara e, em 1919, ainda de uniforme e recém-chegado da França, o major Hubble se apresentou ao Mount Wilson, pronto para observar o céu.​
 
Cientista
O astrônomo guerreiro não poderia estar em um lugar mais propício. O telescópio Hooker finalmente entrava em operação após 10 anos de construção. Com 2,5 metros, ele era o mais poderoso olho da humanidade para o céu. Hubble passou muitas noites frias observando as estrelas pelas poderosas lentes do Hooker. Em outubro de 1924, ele viu o que a princípio achou ser uma
nova na nebulosa M31, na constelação de Andrômeda. Ao examinar cuidadosamente imagens registradas por outros astrônomos da mesma região do espaço, ele notou que era uma estrela cefeída. Essas estrelas tem um brilho com um período de luminosidade bem definido - quanto mais longo o período, mais luminosa a estrela. Ao usar a luminosidade e o brilho que chega à Terra, os astrônomos conseguem medir com precisão distância delas.
 
E foi quando media a distância que ele descobriu que a estrela - e, portanto, sua nebulosa - estavam a 1 milhão de anos-luz da Terra - muito mais longe do que qualquer outro objeto já observado. A nebulosa na verdade era uma galáxia completamente separada da Via Láctea, com bilhões de estrelas. Naquele dia, o universo conhecido pelo homem se expandiu como nunca antes.

Hubble e o telescópio Hooker Foto: Nasa / Divulgação
 
"Descoberto que as nebulosas espirais são sistemas estelares; Dr. Hubbell (sic) confirma que são 'ilhas universos' similares ao nosso próprio". Assim noticiava o The New York Times à época. E essa nem é considerada a principal descoberta de Edwin Hubble. Após provar que nossa galáxia não é a única, ele começou a classificar todas as nebulosas conhecidas e medir suas velocidades ao analisar o efeito Doppler.
 
Em 1929, Hubble descobriu que todas as galáxias estão se afastando da Via Láctea em uma velocidade que aumenta proporcionalmente conforme sua distância até nós - o que é chamado de Lei de Hubble (apesar de hoje sabermos que essa afirmação não é tão precisa). Para a astronomia da época, que via o universo como algo estático, saber que este está se expandindo foi uma revolução. O próprio Albert Einstein, mais de uma de uma década antes, havia modificado suas equações - que previam um universo em expansão - para manter o cosmos estático. O físico alemão foi pessoalmente ao Mount Wilson para encontrar Hubble. Ele chamou a mudança de seus cálculos de "maior erro de minha vida".
 
Depois de sua grande contribuição à ciência, o americano ainda serviu na Segunda Guerra, recebeu uma medalha, fez campanha para ganhar um Nobel - que, infelizmente, não premiava astrônomos - e ajudou a planejar o telescópio Hale - que seria quatro vezes mais poderoso que o Hooker. Em 1949, Hubble foi honrado com a primeira observação no novo telescópio. Em 1953, quando preparava diversas noites de observação, o astrônomo morreu. ​Por ser um dos principais astrônomos da história, ele foi homenageado com o nome do primeiro telescópio espacial já feito pelo homem.
 
Curiosamente, o Hubble (o telescópio) foi usado em uma pesquisa que descobriu, em 2002, que universo não apenas está se expandindo - mas que a expansão está acelerando. A descoberta foi classificada pela Nasa (a agência espacial americana) como a mais importante do telescópio e rendeu a Adam Riess e Saul Perlmutter o Nobel de Física de 2011. Riess e Perlmutter e outros cientistas continuam hoje o legado de Hubble, para quem os astrônomos devem ter a "esperança de achar algo que não esperavam".
Fonte: Terra

A galáxia mais densa no Universo local

© NASA (galáxia M60-UCD1)
Esta imagem composta mostra a M60 e a região ao seu redor, onde os dados do observatório de raios X Chandra da NASA estão em rosa e os dados do telescópio espacial Hubble estão em vermelho, verde e azul. A imagem do Chandra mostram o gás quente, estrelas duplas que contêm buracos negros e estrelas de nêutrons e a imagem do Hubble revela estrelas na M60 e galáxias vizinhas, incluindo a M60-UCD1. A galáxia, conhecida como M60-UCD1, é um tipo de galáxia anã ultra-compacta, e está localizada perto de uma enorme galáxia elíptica, a NGC 4649, também chamada de Messier 60 (M60), cerca de 60 milhões de anos-luz da Terra. Ela foi descoberta com o telescópio espacial Hubble, acompanhada de observações realizadas com o Chandra, o WM Keck e outros telescópios ópticos terrestres.
 
Observações do observatório WM Keck no topo do Mauna Kea, no Havaí, caracterizou a M60-UCD1 como a mais luminosa galáxia conhecida de seu tipo e uma das mais maciças, pesando 200 milhões de vezes mais do que o nosso Sol. O que torna a M60-UCD1 tão notável é cerca de metade dessa massa é encontrada dentro de um raio de apenas cerca de 80 anos-luz. Isto faria com que a densidade de estrelas é cerca de 15.000 vezes maior do que a encontrada na Via Láctea, o que significa que as estrelas estão em torno de 25 vezes mais perto.
 
O telescópio de espelho múltiplo de 6,5 metros no Arizona foi usado para estudar a quantidade de elementos mais pesados ​​que o hidrogênio e o hélio em estrelas da M60-UCD1. Os valores encontrados são semelhantes ao nosso Sol. A abundância de elementos pesados ​​nesta galáxia torna um ambiente fértil para os planetas e, potencialmente, na formação de vida. Outro aspecto interessante da M60-UCD1 é que os dados do Chandra revelam a presença de uma fonte de raios X brilhante no seu centro. Uma explicação para essa fonte é um buraco negro gigante pesando cerca de 10 milhões de vezes a massa do Sol. Os astrônomos estão tentando determinar se a M60-UCD1 e outras galáxias anãs ultra-compactas ou nascem como aglomerados de estrelas ou se elas são galáxias que ficam menores porque têm estrelas longe delas.
 
Grandes buracos negros não são encontrados em aglomerados de estrelas, então se a fonte de raios X é de fato devido a um buraco negro maciço, provavelmente foi produzida pela colisão entre a galáxia e uma ou mais galáxias próximas. A massa da galáxia e a abundância de elementos semelhantes ao Sol também favorecem a ideia de que a galáxia é o remanescente de uma galáxia muito maior. Se esta separação fez ocorreu, então a galáxia era originalmente 50 a 200 vezes mais massiva do que é agora, o que tornaria a massa de seu buraco negro à massa original da galáxia mais parecida com a Via Láctea e muitas outras galáxias.
 
É possível que esta separação ocorreu há muito tempo e que a M60-UCD1 cessou seu tamanho atual a vários bilhões de anos. Os pesquisadores estimam que a M60- UCD1 possui mais de 10 bilhões de anos. A densidade de estrelas na galáxia é tão alto que não é esperado encontrar uma assinatura de matéria escura no movimento das estrelas. No entanto, estas galáxias são consideradas susceptíveis de conter alguma matéria escura. Estes resultados foram publicados na edição de setembro do The Astrophysical Journal Letters.
Fonte: Astro News

Estrela de nêutrons sofre severas alterações

Essas duas imagens obtidas pelo Observatório de Raios-X Chandra da NASA mostram uma grande mudança no brilho de raios-X de uma estrela de nêutrons com rotação super rápida, ou pulsar, entre os anos de 2006 e 2013. A estrela de nêutrons – a parte extremamente densa remanescente deixada por uma supernova – está numa órbita apertada ao redor de uma estrela de pouca massa. Esse sistema binário, conhecido como IGR J18245-2452 é um membro do aglomerado globular de estrelas M28. O IGR J18245-2452 fornece informações importantes sobre a evolução dos pulsares em sistemas binários.

Pulsos de ondas de rádio têm sido observados da estrela de nêutrons enquanto ela completa uma rotação a cada 3.93 milissegundos (uma taxa impressionante de 254 vezes a cada segundo), identificando-a como um pulsar de milissegundo.  O modelo mais vastamente aceito para a evolução desses objetos é que a matéria é puxada da estrela companheira na superfície da estrela de nêutrons via um disco ao seu redor. Durante essa chamada fase de acreção, o sistema é descrito como um sistema binário de raios-X de pouca massa pelo fato dos raios-X brilhantes de emissão do disco serem observados. O material em rotação no disco cai na estrela de nêutrons, aumentando a sua taxa de rotação.
 
A transferência de matéria eventualmente diminui a velocidade e o material remanescente é varrido pelo campo magnético da estrela de nêutrons enquanto um rádio pulsar de milissegundo se forma. A evolução completa de um sistema binário de pouca massa de raios-X em um pulsar de milissegundo deve acontecer no decorrer de alguns bilhões de anos, mas no curso dessa evolução, o sistema pode rapidamente variar entre esses dois estados. A fonte IGR J18245-2452 fornece a primeira evidência direta para essas drásticas mudanças de comportamento.
 
Em observações de Julho de 2002 a Maio de 2013 existem períodos quando ela age como um fonte binária de raios-X e os pulsos de rádio desaparecem, e existem momentos quando ela se desliga como uma fonte binária de raios-X e o pulso de rádio é ligado. As últimas observações tanto em raios-X como em rádio telescópios mostram que as transições entre uma fonte binária de raios-X e um rádio pulsar podem acontecer em ambas as direções e numa escala de tempo que é menor do que se esperava, talvez em somente poucos dias. Elas também fornecem poderosas evidências para um elo evolucionário entre os sistemas binários de raios-X e os rádio pulsares de milissegundos.
Fonte: Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics

Aglomerado mostra dispersão de galáxias espirais e elípticas

Essa imagem mostra o massivo aglomerado de galáxias conhecido como MACS J0152.5-2852, capturado em detalhe pela Wide Field Camera 3 do Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA. Quase todos os objetos vistos na imagem acima são galáxias, cada uma delas contendo bilhões de estrelas. As galáxias normalmente não são distribuídas aleatoriamente no espaço, mas sim aparecem em concentrações de centenas, unidas pela gravidade mútua entre elas. As galáxias elípticas, como os objetos amarelados e difusos vistos na imagem, são na sua maioria encontrados perto do centro dos aglomerados de galáxias, enquanto que as espirais, como as manchas azuis na imagem acima, são normalmente encontradas mais distantes do centro e mais isoladas.
Fonte: Space Telescope

M31 versus M33

Créditos da Imagem:Rogelio Bernal Andreo (M31 e M33)
Separadas por 14 graus (28 luas cheias) no céu do planeta Terra, as galáxias espirais M31, à esquerda, e M33, são ambas grandes membros do Grupo Local, junto com a nossa própria galáxia, a Via Láctea. Este mosaico telescópio de campo amplo capta detalhes bem coloridos da estrutura espiral em ambas, enquanto as duas galáxias vizinhas parecem ser equilibradas de cada lado pela brilhante Mirach, estrela beta da constelação de Andrômeda. Mas a M31, a galáxia de Andrômeda, está na verdade a 2,5 milhões de anos-luz de distância e a M33, a Galáxia do Triângulo, está também a cerca de 3 milhões de anos-luz distante.
 
Mirach, está a apenas 200 anos-luz do Sol, se localiza bem dentro da Via Láctea, junto com as tênues nuvens de poeira se espalhando pela imagem a apenas poucas centenas de anos-luz acima do plano galático. Embora pareçam bem distantes, M31 e M33 estão ligadas em um mútuo abraço gravitacional. Radioastrônomos encontraram indícios de uma ponte de gás hidrogênio neutro que pode conectar as duas, evidência de um encontro mais próximo no passado. Com base em medições, simulações gravitacionais atualmente preveem que a Via Láctea, M31 e M33 irão todas passar por um encontro próximo mútuo e potencialmente se mesclar daqui a bilhões de anos.
Fonte: NASA

27 de set de 2013

O universo é curvo ou achatado?

Um novo estudo de cosmólogos da Universidade de Edimburgo (Reino Unido) afirma que o universo pode ser ligeiramente curvo, de forma semelhante a uma sela. Se o seu modelo estiver correto, derrubaria a antiga crença de que o universo é plano. Em 2004, medições do fundo cósmico de micro-ondas (CMB, na sigla em inglês) feitas pela Sonda Wilkinson de Anisotropia de Micro-ondas da NASA captaram os primeiros sinais de uma assimetria do universo. Alguns especialistas, no entanto, se perguntaram se o achado não poderia ser um erro sistemático, que seria corrigido quando a nave sucessora, a sonda espacial Planck da Agência Espacial Europeia, mapeasse o CMB novamente com maior precisão.
 
Os resultados de Planck, anunciados no início deste ano, confirmaram a anomalia. Na tentativa de explicar esses resultados, os pesquisadores Andrew Liddle e Marina Cortês criaram uma teoria consistente com os novos dados. Eles propuseram um modelo de inflação cósmica – um período hipotético de rápida expansão logo após o Big Bang em que o universo cresceu por várias ordens de magnitude em uma pequena fração de segundo.
 
A teoria mais simples da inflação dita que o universo é plano e que a sua expansão foi acionada por um campo quantum único, denominado “inflaton”. Neste modelo, inflaton tem duas funções: desencadear a hiperexpansão e gerar as flutuações de densidade minúsculas que ampliaram para tornar-se as sementes das galáxias. Essa versão da inflação, porém, não pode ser responsável pela assimetria do universo, exceto se esta for um acaso estatístico – semelhante a, por exemplo, uma moeda verdadeira dar cara muitas vezes mais do que coroa em 1.000 tentativas. Segundo os cientistas, se as anomalias do CMB não forem um acaso estatístico, poderiam oferecer uma janela sem precedentes sobre a estrutura detalhada do início do universo.
 
Em seu estudo, publicado esta semana na Physical Review Letters, Liddle e Cortês “brincam” com a teoria da inflação. Como muitos teóricos antes deles, os pesquisadores invocam um segundo campo quântico – o “curvaton” – para definir as flutuações de densidade primordiais no universo jovem, restringindo o inflaton a conduzir apenas a hiperexpansão.
 
O campo curvaton geraria as flutuações de densidade assimétricas que foram observadas e que sugerem que o espaço tem uma curvatura ligeiramente negativa em grandes escalas. Isto significa que, se grandes triângulos pudessem ser “desenhados” no espaço, os seus ângulos internos somariam menos que 180 graus. Em um universo plano, os ângulos somariam 180 graus exatamente, e em um universo com uma curvatura positiva, somariam mais de 180 graus.
 
Hoje, os físicos entendem que a forma do universo ainda não foi totalmente definida; vai depender do valor da densidade do universo. No cenário de Liddle e Cortês, a assimetria do CMB deriva de uma falta de uniformidade do universo em grande escala codificado no campo curvaton. Apesar de numerosas observações indicarem que o cosmos é plano, o novo modelo proposto, que os autores reconhecem ser ainda especulativo, pode explicar os desvios nos dados mais recentes obtidos pelos telescópios. Futuros experimentos com medidas de maior precisão podem determinar quem está certo.
Fonte:Hypescience.com
[Nature, NASA]

Saiba tudo o que pode acontecer com o cometa C/2012 S1 ISON


Possibilidade 1 - ISON contorna o Sol
Se o cometa seguir exatamente o que é previsto pela mecânica celeste, deverá contornar o Sol e seguir seu rumo para dentro do Sistema Solar, mas com muito menos massa do que quando se aproximou. Se isso acontecer, a trilha de poeira deixada para trás permanecerá vagando no espaço até encontrar a Terra pelo caminho nos dias 14 e 15 de janeiro de 2014, provocando uma nova chuva meteoros.

Possibilidade 2 - ISON mergulha no Sol
Outra possibilidade é que a interação gravitacional do Sol atraia ISON de tal maneira que sua velocidade de deslocamento não seja mais suficiente para impedir sua queda. Isso pode resultar na pulverização total do cometa antes de atingir a superfície solar ou então o choque contra a alta atmosfera da estrela.

Possibilidade 3 - ISON se parte em vários pedaços
Outra possibilidade bastante forte é o rompimento do cometa provocado pelas forças de maré geradas antes de atingir o periélio, situação esta que poderá criar um espetáculo à parte caso o cometa já apresente grande brilho (baixa magnitude). Durante o rompimento, o cometa pode se despedaçar em dezenas de partes, da mesma forma que fez Shoemaker-levy 9 antes de atingir o planeta Júpiter em julho de 1994.

Possibilidade 4 - ISON entra em Outburst
Além dessas possibilidades, não seria incomum se ISON entrasse em processo de Outburst, um evento ainda não perfeitamente explicado e que faz com que um cometa repentinamente perca muita massa e passa a brilhar centenas de vezes. Isso aconteceu no ano de 2007, quando o cometa periódico17P/Holmes passou repentinamente da magnitude 17 para 2.8, aumentado seu brilho em 600 vezes, sendo visível até mesmo à vista desarmada.

Risco de Colisão
Apesar de existirem inúmeras possibilidades que não podem ser descartadas, é preciso deixar claro que não há qualquer risco do cometa C/2012 S1 ISON colidir contra a Terra, principalmente no dia 26 de dezembro de 2013, quando chegará a apenas 64 milhões de quilômetros de distância.

No Brasil
Se tudo correr como o previsto, ISON poderá ser visto do Brasil nas pré-manhãs antes do periélio de 28 de novembro. Quanto mais próximo do Hemisfério Norte, melhores serão as condições para a observação do cometa, uma vez que a órbita de ISON favorece mais aos observadores daquele hemisfério. Se ISON contornar o Sol como o esperado pelos modelos matemáticos, ambos os hemisférios serão contemplados. Apesar de mais fraco, ainda assim a longa cauda cometária podera ser o verdadeiro show do final do ano.         
Fonte: Apolo11.com - www.apolo11.com

Os pulsares evoluem

Grupo da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) capturou, pela primeira vez, o processo evolutivo de um pulsar, isto é, oscilando entre emissões de raios x e ondas de rádio. Pulsar é um sistema binário que orbita em torno do centro de gravidade comum a uma estrela de nêutron altamente magnetizada (à esquerda) e de uma menos massiva (à direita). No primeiro quadro, a estrela de nêutron gira muito rápido, emitindo duas faixas de ondas de rádio (roxo), mas essa rotação diminui gradualmente ao longo de milhões de anos e sua atração gravitacional começa a puxar matéria de sua companheira.
 
Com isso, os giros voltam a ser muito rápidos novamente, mas o acréscimo de densidade amortece as emissões na banda de rádio, sendo visíveis apenas em raios x (feixes brancos mais largos). Só quando o pulsar expande sua magnestofera é que consegue empurrar o material sugado para longe, intensificando, novamente, a emissão de rádio. A oscilação entre esses dois estágios acontece ao longo de várias centenas de milhões de anos, explica a ESA, até que a estrela companheira evolui para uma anã-branca (estágio final de vida) e o pulsar vira apenas uma emissora de rádio.
Fonte: Uol

Cometa ISON se aproxima de Marte e ja rende belas imagens

Espetacular imagem do cometa ISON feita em Selsey, na Inglaterra, pelo caçador de cometas Damian Peach, no dia 24 de setembro.Créditos: Damian Peach, Apolo11.com.
 
Perto do momento da máxima aproximação do Planeta Vermelho, o cometa C/2012 S1 ISON já começa a chamar a atenção. O aumento de brilho observado nos últimos dias e sua posição favorável acima do horizonte tem colaborado bastante para melhores observações. Apesar de ainda estar invisível à vista desarmada, o brilho do cometa ISON aumentou bastante e tem proporcionado aos astrônomos de plantão excelentes capturas de imagens.

Em locais de céu limpo o cometa já pode ser visto com auxílio de telescópios modestos com pelo menos 150 milímetros de abertura, mas nos próximos dias já poderá ser observado com instrumentos ainda menores, de 127/130 milímetros de diâmetro.

Na terça-feira, dia 1 de outubro, ocorrerá o periastro entre ISON e o planeta Marte, quando o cometa passará a 10 milhões de km da superfície. Alguns modelos estimam que a neste dia a magnitude de ISON estará próxima a 10.5 e caindo, facilitando as futuras observações do objeto. Até o final de outubro, provavelmente ISON já estará visível sem auxílio de instrumentos.

Procurando ISON

Atualmente, o cometa C/2012 S1 ISON pode ser encontrado no quadrante leste-nordeste durante as pré-manhãs e uma boa forma de localiza-lo é utilizar o próprio planeta Marte como referência, como mostra a carta celeste acima. Ela retrata o céu visto as 04h50 do dia 28 de setembro, quando Marte e ISON estarão a cerca de 15 graus de elevação acima do horizonte e os raios de Sol ainda não ofuscam a observação. Apesar de não ser uma tarefa muito simples, encontrar e observar o cometa pode ser uma tarefa bastante instrutiva e deverá propiciar aos interessados um bom aprendizado sobre o céu e a posição dos objetos.
Fonte:Apolo11.com - http://www.apolo11.com/

25 de set de 2013

As chuvas de meteoros que você verá no Brasil em breve

Outubro é mês de chuva de meteoros. Novembro e dezembro também. Veja como observar esses fenômenos no Brasil
 
Frequentemente, a atmosfera terrestre é invadida por meteoroides em velocidades altíssimas. Em chamas, estes fragmentos iluminam o céu e dão origem às chuvas de meteoros. Estes fenômenos têm data certa para acontecer e podem ser observados em noites de tempo bom, preferencialmente longe das luzes das grandes cidades. Segundo André da Silva, astrônomo do Observatório Dietrich Schiel, da USP São Carlos, a melhor forma de observar as chuvas é após a meia noite e requer apenas um equipamento: os olhos. “Sente-se em uma cadeira reclinada, olhe para cima e fatalmente irá enxergá-las”, explicou. Quem desejar, pode ainda usar apps como o Stellarium. Disponível em iOS e Android, ele informará a localização da constelação da qual a chuva virá, facilitando saber para onde direcionar o olhar. Confira e anote na agenda quais são as próximas chuvas de meteoros que você poderá observar do Brasil.
 
Orionídeas
Esta chuva de meteoros terá seu pico entre os dias 21 e 22 de outubro de 2013 e, de acordo com André, a taxa média de meteoros visíveis pode chegar a até 14 por hora. Seu radiante, isto é, o ponto no céu do qual a chuva de meteoros parece vir, está na constelação de Órion.
Leonídeas
Com radiante na constelação de Leão, esta chuva de meteoros terá seu pico entre os dias 17 e 18 de novembro de 2013 e, em média, poderão ser observados até 10 meteoros por hora.
Geminídeas
O pico desta chuva de meteoros acontecerá entre os dias 13 e 14 de dezembro de 2013. Seu radiante está na constelação de Gêmeos e a taxa média será de 20 meteoros por hora.
Lirídeas
Esta chuva de meteoros poderá atingir uma média de até 10 meteoros por hora e terá seu pico observado entre os dias 21 e 22 de abril de 2014. Seu radiante está na constelação de Lira.
Eta Aquarídeas
A chuva de meteoros chamada Era Aquarídeas terá seu pico nos dias 5 e 6 de maio do ano que vem. Segundo André, poderão ser observados até 30 meteoros por hora. Seu radiante pode ser observado na constelação de Aquário.
Delta Aquarídeas
Com pico entre os dias 27 e 28 de julho de 2014, a chuva de meteoros Delta Aquarídeas tem seu radiante também na constelação de Aquário. Durante sua passagem pela Terra, poderão ser observados até 10 meteoros por hora.
Perseidas
Recentemente vista na Terra, esta chuva de meteoros acontecerá de novo no ano que vem, com pico entre os dias 11 e 12 de agosto. A taxa média de meteoros por hora será de 15 e seu radiante está na constelação de Perseu.
Fonte: Exame.com


Estudo sugere que a origem do universo pode estar em um buraco negro 4D

Cientistas refutam a teoria do Big Bang e encontram uma nova explicação para o surgimento do universo
Questionando uma das teorias científicas mais famosas, cosmologistas da Universidade de Waterloo, no Canadá, acabam de apresentar uma nova explicação para o surgimento do universo. Eles acreditam que o universo teria se formado a partir dos detritos de uma estrela de quatro dimensões que sofreu um colapso e se transformou em um buraco negro – o que explicaria por que o cosmos se apresenta de maneira bastante uniforme em todas as direções. De acordo com a notícia da revista Nature, o Big Bang – que é a teoria mais aceita até o momento – assume que o universo surgiu da explosão de uma matéria densa.
 
Mas o que ninguém sabe explicar é o que teria dado início a essa explosão – as conhecidas leis da Física não dão conta de nos dizer o que teria acontecido naquele momento. Outro indício sustentado pelos cientistas é que ainda não se encontrou uma maneira de explicar como uma explosão violenta como o Big Bang teria resultado em um universo cuja temperatura é praticamente uniforme. Eles alegam que não parece ter havido tempo suficiente desde o nascimento do cosmos para que ele alcançasse equilíbrio na sua temperatura.
 
Para a maior parte dos cosmologistas, a explicação mais plausível para essa uniformidade seria que, logo após o início do tempo, alguma forma desconhecida de energia fez com que o universo inflasse mais rapidamente do que a velocidade da luz. Assim, a pequena estrutura com uma temperatura razoavelmente uniforme teria aumentado de tamanho até se transformar no universo como conhecemos hoje.  O Big Bang foi tão caótico que não fica claro se havia uma pequena estrutura que viria a inflar para que possamos começar a trabalhar”, explica Niayesh Afshordi, astrofísico do Perimeter Institute for Theoretical Physics, na instituição canadense.
 
Uma Nova Expliacação
 
No estudo divulgado na semana passada, Afshordi e sua equipe se basearam na proposta apresentada em 2000 pelo grupo que incluía Gia Dvali, físico atuante na Ludwig Maximilians University, em Munique, na Alemanha. No modelo apresentado, o universo tridimensional é uma membrana – ou uma p-brana – que flutua em um universo maior, que conta com quatro dimensões espaciais. A equipe de Afshordi notou que, se o universo maior contém estrelas de quatro dimensões (4D), algumas delas podem sofrer colapsos e desenvolver buracos negros 4D da mesma maneira que acontece com as estrelas massivas: elas explodem como supernovas e ejetam violentamente suas camadas exteriores, enquanto as camadas internas se transformam em buracos negros.
 
No nosso universo, um buraco negro é limitado por uma superfície esférica chamada de horizonte de eventos. Enquanto em um espaço tridimensional comum é necessário um objeto bidimensional (superfície) para criar uma fronteira dentro de um buraco negro, no universo maior o horizonte de eventos de um buraco negro 4D precisa ser um objeto 3D – também chamado de hiperesfera.
 
 Quando o cosmologista e sua equipe simularam a morte de uma estrela 4D, eles descobriram que a matéria ejetada forma uma p-brana tridimensional ao redor do horizonte de eventos também tridimensional, além de se expandir lentamente. Os autores do estudo defendem que o universo tridimensional em que vivemos é apenas uma p-brana e o que notamos com o crescimento é apenas uma expansão cósmica. “Os astrônomos mediram essa expansão e assumiram que o universo deve ter começado com o Big Bang – mas isso é apenas uma miragem”, afirma Afshordi.
Fonte: Mega Curioso

O brilho frio da formação estelar

Primeira luz de uma nova câmara poderosa do APEX
Esta imagem da região de formação estelar NGC 6334 é uma das primeiras imagens científicas do instrumento ArTeMiS montado no APEX. A imagem mostra o brilho detectado no comprimento de onda de 0,35 milímetros, emitido pelas densas nuvens de grãos de poeira interestelar. As novas observações da ArTeMiS estão a laranja e foram sobrepostas a uma imagem da mesma região obtida no infravermelho próximo pelo telescópio VISTA do ESO, instalado no Paranal. Créditos:ESO
 
Um novo instrumento chamado ArTeMiS acaba de ser instalado com sucesso no APEX - o Atacama Pathfinder Experiment. O APEX é um telescópio de 12 metros de diâmetro instalado a elevada altitude no deserto do Atacama, que opera nos comprimentos de onda do milímetro e submilímetro - entre a radiação infravermelha e as ondas rádio do espectro electromagnético - dando aos astrónomos uma ferramenta valiosa para observar o Universo. A nova câmara forneceu já uma bela imagem detalhada da Nebulosa da Pata do Gato.
 
A ArTeMiS é uma nova câmara de grande angular que trabalha na região submilimétrica do espectro, e será uma adição importante ao conjunto de instrumentos do APEX, fazendo aumentar a profundidade e detalhe com que se poderá observar. A rede de detectores de nova geração da ArTeMiS atua mais como uma câmara CCD do que a geração anterior de detectores, o que permitirá fazer mapas do céu de campo largo mais depressa e com muito mais pixels.

A equipa que instalou a ArTeMiS teve que lutar contra condições meteorológicas extremas para conseguir completar a tarefa. O Centro de Controlo do APEX encontrava-se praticamente soterrado por imensa neve que caiu no planalto do Chajnantor. Com o auxílio do pessoal do Centro de Apoio às Operações do ALMA e do APEX, a equipa transportou as caixas onde estava a ArTeMiS até ao telescópio por uma estrada de recurso, evitando os amontoados de neve trazidos pelo vento, e conseguiu instalar o instrumento, colocar o crióstato em posição e ligá-lo na sua posição final.

Para testar o instrumento foi preciso esperar por tempo muito seco, já que os comprimentos de onda no submilímetro que o APEX observa, são fortemente absorvidos pelo vapor de água. No entanto, quando o bom tempo chegou, foram feitas observações de teste bem sucedidas. No seguimento dos testes e das observações de instalação, a ArTeMiS foi utilizada para vários projetos científicos. Um dos alvos apontados foi a região de formação estelar NGC 6334 (Nebulosa da Pata do Gato), situada na constelação austral do Escorpião. Esta nova imagem obtida pela ArTeMiS está significativamente mais nítida do que imagens APEX anteriores da mesma região.

Os testes da ArTeMiS continuam e a câmara regressará brevemente a Saclay, em França, para que se possam instalar mais detectores no instrumento. Toda a equipa está muito entusiasmada com os resultados destas observações iniciais, que são uma bela recompensa pelos muitos anos de trabalho árduo, e os quais não poderiam ter sido alcançados sem a ajuda e o apoio do pessoal do APEX.
Fonte: ESO

Há 167 anos, era descoberto o 1º planeta previsto matematicamente

Netuno foi o primeiro planeta cuja existência não foi prevista por observação 
A sonda Voyager 2 registrou essa imagem durante sua passagem por Netuno em 1989 Foto: Nasa / Divulgação
 
Uma das características da astronomia é que ela consegue prever com precisão o movimento dos principais corpos estudados. Com muitos anos de antecedência, sabemos o dia exato de um eclipse, por exemplo. Contudo, quando o planeta Urano não se movia conforme o previsto, os cientistas dessa área sabiam que havia algo errado. Coube a um matemático, o francês Urbain Joseph Le Verrier, propor a massa e posição de outro corpo que estaria influindo no movimento de Urano. Esse objeto depois ganhou o nome de Netuno, o primeiro planeta cuja existência foi prevista matematicamente, e não por observação.​
 
A princípio, Le Verrier foi ignorado pelos astrônomos franceses. Ele então mandou seus cálculos para Johann Gottfried Galle, do observatório de Berlim. Este encontrou Netuno logo na primeira noite de busca, em 1846. Dezessete dias depois, ele achou Tritão, sua maior lua.
 
Independentemente do colega, John Couch Adams também previu a existência de Netuno - mas ao contrário de Le Verrier -, nunca publicou seu trabalho. Galle quis nomear o planeta em homenagem ao matemático francês, mas a ideia não foi aceita pela comunidade astronômica, que decidiu seguir a tradição e dar o nome do deus romano dos mares. Desde o "rebaixamento" de Plutão a planeta-anão, Netuno é considerado o último planeta do Sistema Solar. A 4,5 bilhões de quilômetros do Sol, um ano netuniano (o tempo que ele leva para orbitar nossa estrela) leva 165 anos terrestres. Além disso, fica tão distante da Terra que não conseguimos vê-lo a olho nu.
Fonte: Terra

A Nuvem Interestelar Local

Créditos e direitos autorais : NASA, Goddard, Adler, U. Chicago, Wesleyan
 
As estrelas não estão sozinhas. No disco de nossa galáxia, a Via Láctea, cerca de 10 por cento da matéria visível está na forma de gases, chamados de meio interestelar (interstellar medium ou ISM, em inglês). O ISM não é uniforme, e apresenta remendos até mesmo perto do nosso Sol. Pode ser bastante difícil detectar o ISM local, porque ele bastante tênue e emite muito pouca luz. Entretanto, por ser composto basicamente de gás hidrogênio, ele absorve algumas cores bastante específicas que podem ser detectadas à luz das estrelas mais próximas. Um mapa de operação do ISM local, no espaço de 20 anos-luz, baseado em observações em curso e recentes detecções de partículas do Satélite Explorador da Fronteira Interestelar (IBEX, na sigla em inglês) em órbita é mostrado acima.
 
Estas observações mostram que o nosso Sol está se movendo através de uma Nuvem Interestelar Local à medida que esta nuvem desliza para fora da região formadora de estrelas, a Associação Escorpião-Centauro. Nosso Sol deve sair da Nuvem Local, também chamada de Penugem Local, durante os próximos 10.000 anos. Muito ainda permanece desconhecido a respeito do ISM local, incluindo detalhes de sua distribuição, sua origem, e como ele afeta o Sol e a Terra. Inesperadamente, medições recentes da sonda IBEX indicam que a direção de onde partículas interestelares neutras fluem pelo nosso Sistema Solar está mudando.
Fonte: http://apod.astronomos.com.br

24 de set de 2013

Quer escapar da Via Láctea? Então você precisa alcançar 1,9 milhões de km/h

Cientistas fazem cálculos complexos e chegam à conclusão da velocidade necessária para conseguir fugir da nossa galáxia 
Está cansado da Via Láctea? Não aguenta mais acompanhar a rotação da Terra, o ciclo da Lua e a atividade do Sol? Viver em uma outra galáxia parece uma proposta interessante para você? Então se prepare para acelerar as coisas, literalmente. Tilmann Piffl e sua equipe de cientistas do Leibniz Institute for Astrophysics em Potsdam, na Alemanha, descobriram que é preciso alcançar a impressionante velocidade de 1,9 milhões de quilômetros por hora para escapulir da Via Láctea.

Um pouco de matemática

Para chegar nesse número estrondoso, os pesquisadores utilizaram dados do levantamento Radial Velocity Experiment (RAVE) e descobriram a velocidade de saída necessária para deixar a nossa galáxia. Ao analisar o movimento de 90 estrelas de alta velocidade e lançar mão de uma série de modelos teóricos complexos para calcular a massa da galáxia, a equipe chegou à velocidade em que os objetos seriam capazes de sair da Via Láctea.Os resultados encontrados sugerem que uma aeronave precisaria alcançar a marca de 537 quilômetros por segundo – número que equivale a 1,9 milhões de quilômetros por hora e corresponde a 0,2% da velocidade da luz – caso quisesse escapar da força gravitacional da galáxia.

Em termos de comparação, vale notar que um foguete precisa acelerar a 11,2 quilômetros por segundo apenas para conseguir sair da gravidade da Terra. Mas se você acha que não vai conseguir alcançar a uma velocidade tão alta, o pesquisador Joss Bland-Hawthorn, da Universidade de Sidney, na Austrália, propõe outra solução para você sair da galáxia. O cientista acredita que um sistema de propulsão alimentado pela energia liberada a partir da combinação de matéria e antimatéria daria conta do recado. O único desafio seria criar e armazenar grandes quantidades de antimatéria, já que ela não existe no nosso planeta.
Fonte: Mega Curioso

As 14 mais espetaculares imagens de astronomia do último ano

Milhares de fotografias foram inscritas este ano para a competição do Observatório Real de Greenwich, em Londres, Inglaterra, de Melhor Fotógrafo Astronômico do ano. A imagem abaixo é a grande vencedora no geral. “Luz-guia para as estrelas”, do australiano Mark Gee, mostra uma vista espetacular da Via Láctea arqueando sobre a costa da Ilha do Norte da Nova Zelândia. A luz brilhante que você vê vem do Farol do Cabo Palliser. O panorama extenso na largura foi construído com a junção de 20 imagens individuais. Para o concurso, os participantes tiveram que apresentar cinco fotos.
 
As imagens poderiam incluir qualquer elemento relacionado ao tema, desde paisagens surpreendentes que captam fenômenos celestes até imagens impressionantes do espaço profundo tiradas por telescópios orbitais. Um grupo de jurados selecionou o vencedor em várias categorias, incluindo Terra e Espaço, Nosso Sistema Solar, Espaço Profundo, Jovem Fotógrafo de Astronomia, entre outras. Os vitoriosos receberam um prêmio de £ 1.500 (R$ 5.300) e terão seu trabalho exibido ao lado de outras fotos escolhidas no Observatório Real de Greenwich. Confira a seguir outras 14 imagens que chamam a atenção pela beleza e pela qualidade técnica da fotografia em si:
 
14. “Auréola quádrupla ao redor da lua”, de Danie Caxete (Espanha) 
O fotógrafo conta que, às vezes, alguns cristais de gelo caindo do céu tornam a atmosfera uma lente gigante, fazendo com que arcos e auréolas apareçam ao redor do sol ou da lua. “No sábado em que essa foto foi feita, as circunstâncias eram exatamente essas perto de Madrid, onde o céu de inverno exibia não só uma lua brilhante, mas até quatro raras auréolas lunares”, descreve. Caxete ainda conta que o objeto mais brilhante nesta imagem é a lua. “Longe, no fundo está um horizonte que inclui Sirius, o cinturão de Orion e Betelgeuse, tudo visível entre os arcos internos e externos”, completa.
 
13. “Impasto Celestial sh2-239”, de Adam Block (Estados Unidos) 
Este foi o grande vencedor da categoria Espaço Profundo. O membro da comissão julgadora Pete Lawrence considera que há uma qualidade sublime nessa imagem. “A figura principal brilhante, uma nebulosa, me faz lembrar uma nave espacial em forma de bala se desintegrando, se afastando do espectador”. Segundo ele, a poeira galáctica nunca pareceu tão adorável. “Os filamentos cor de rosa emitidos pela nebulosa são igualmente soberbos”.
 
12. “Energia Verde”, de Fredrik Broms (Noruega) 
O fotógrafo norueguês Fredrik Broms comenta que seu objetivo com a imagem era mostrar a sensação de mágica e, ao mesmo tempo, dramática de ser praticamente arrastado pelo fenômeno da aurora boreal. “O evento possui um enorme poder. Imagino que o desenho de um artista sobre sua impressão de uma réstia de luz em torno de um buraco negro deve se parecer com isso”, diz. O fotógrafo lembra que a iluminação da neve é criada pelo forte luar da noite.
 
11. “Visitante de Gelo”, de Fredrik Broms (Noruega) 
O norueguês emplacou outra grande fotografia entre as melhores do concurso. Essa imagem mostra o núcleo do cometa Panstarrs. Sua cauda de gás e poeira possui centenas de milhares de quilômetros de comprimento.
 
10. “Chuva de meteoros perseida em uma cadeia de montanhas nevadas”, de David Kingham (Estados Unidos) 
A chuva de meteoros perseida recebe esse nome devido à constelação de Perseu, de onde o fenômeno supostamente vem. No entanto, mesmo no auge da chuva, é impossível prever exatamente quando ou onde a próxima leva de meteoros vai aparecer. Aqui, o fotógrafo combinou 23 imagens individuais para transmitir a emoção e o dinamismo desse espetáculo pirotécnico natural.
 
9. “Eclipse total australiano”, de Man-to Hui (China) 
Esse foi o vencedor da categoria “Nosso Sistema Solar”. O fotógrafo chinês conta que levou dois meses para processar todas as imagens para alcançar este resultado, em que é possível observar perfeitamente a corona solar (o contorno luminoso do astro). “Esse é o trabalho mais longo de processamento de imagem que eu já fiz”, relata Hui. “Eu não me detive muito no trabalho de extrair os detalhes mais sutis da corona, mas tive sim o objetivo de reconstruir a cena como observada a olho nu, tão vividamente quanto eu poderia”, lembra. Hui ainda diz que passou muito tempo admirando a corona, que está “além da minha descrição”.
 
8. “Anel de Fogo”, de Jia Hao (China) 
A órbita da lua ao redor da Terra não é perfeitamente circular, de modo que, em momentos diferentes, nosso satélite natural pode estar um pouco mais perto ou mais longe do que o habitual. Se a lua passa na frente do sol quando está em seu ponto mais distante, ela parece ser muito pequena para cobrir totalmente o disco solar. Esse é um “eclipse anular”, no qual um anel do sol permanece visível. Essa imagem de composição mostra o progresso de um eclipse anular em maio de 2013. Perto do horizonte, os efeitos de distorção da atmosfera da Terra também podem ser vistos.
 
7. “Maelstrom magnética”, de Alan Friedman (Estados Unidos)  
A palavra “maelstrom” é um termo nórdico com origem na língua holandesa, a partir da palavras “malen” (moer) e “stroom” (turbilhão). A palavra se tornou mais conhecida e disseminada depois do conto “Descida ao Maelström”, do poeta estadunidense Edgar Allan Poe. Na imagem, cada uma dessas manchas escuras no sol possui aproximadamente o tamanho da Terra.
 
6. “Centurão de Ômega”, de Ignacio Diaz Bobillo (Argentina) 
O centurão de Ômega é um aglomerado globular, ou seja, uma nuvem esférica que contém milhões de estrelas. Como essa imagem nos mostra, as estrelas estão mais densamente agrupadas em direção ao centro. A cor vermelha acentuada de várias das estrelas entrega a idade avançada do agrupamento: imagina-se que foi formado muitos bilhões de anos atrás. A estrutura foi observada pela primeira vez pelo astrônomo Ptolomeu há quase 2000 anos, e foi catalogada em 1677 pelo astrônomo e matemático britânico Edmond Halley.
 
5. “Metrópoles Flutuante”, de Michael Sidonio (Austrália) 
O fotógrafo australiano conta que a galáxia NGC 253 é muitas vezes referida como Galáxia do Escultor. “Essa imagem profunda mostra muitas regiões brilhantes e faixas incomuns de estrelas, que se erguem verticalmente em todo o enorme disco estelar. A extensa, mas muito fraca e raramente vista auréola exterior da galáxia, também é evidente na imagem”, diz. Segundo ele, essa foi sua primeira aventura sob os céus rurais e escuros, utilizando seu telescópio. “Da próxima vez, eu gostaria de ir ainda mais fundo para ver se essa auréola se estende ainda mais”, completa.
 
4. “As galáxias M81-82 e a Nebulosa de Fluxo Integrado”, de Ivan Eder (Hungria) 
A uma distância aproximada de 12 milhões anos-luz da Terra, M81 e M82 são duas galáxias com uma diferença. Encontros bem próximos entre os dois objetos têm forçado o gás a ir para baixo em suas regiões centrais. Em M81, esse fluxo de gás está sendo devorado por um buraco negro supermassivo. Na vizinha M82, o mesmo gás está alimentando uma explosão que forma novas estrelas. A explosão, por sua vez, cria nuvens de hidrogênio (na fotografia, visíveis em vermelho) de volta para o espaço. Um esquema complexo, mas que rendeu uma belíssima imagem.
 
3. “A estrela Rho Ophiuchi e a Nebulosa Antares”, de Tom O’Donoghue (Irlanda) 
A aparência esfumaçada das nuvens de poeira nesta imagem é uma montagem, uma vez que os grãos de poeira que compõem a nebulosa são semelhantes, em tamanho, às partículas de fumaça aqui na Terra. A poeira pode refletir a luz de estrelas próximas, como pode ser visto nas regiões azul e amarela. A formação também pode bloquear e absorver a luz das estrelas mais distantes, os pontos marrons e pretos na imagem. À direita, uma estrela brilhante está ionizando uma nuvem de gás hidrogênio e a fazendo brilhar com uma tonalidade avermelhada, enquanto abaixo dela, ao longe, podemos observar um aglomerado globular que contém milhares de estrelas.
 
2. “A Galáxia da Via Láctea”, de Jacob Marchio (Estados Unidos), de 14 anos 
O garoto foi o grande vencedor do prêmio Jovem Fotógrafo de Astronomia. Lawrence considera a imagem “espetacular”. “De um lugar com um céu escuro, a Via Láctea pode parecer brilhante e impressionante, mas fotograficamente requer muito cuidado e atenção”, observa. “Aqui, o jovem fotógrafo produziu um resultado fantástico, capaz de mostrar as faixas de poeira complexas e sutis que atravessam o centro da nossa galáxia”, ressalta.
 
1. “Silhuetas da Lua”, de Mark Gee (Austrália) 
Essa bela e quase poética imagem foi a vencedora da categoria “Pessoas e Espaço” do prêmio.
Fonte:hypescience.com
 [io9]

Telescópio da NASA descobre 10 monstruosos buracos negros

O telescópio espacial NuSTAR, da NASA, fez sua primeira grande descoberta recentemente: ele encontrou 10 buracos negros monstruosos, escondidos no coração de galáxias distantes. Segundo os astrônomos, as descobertas foram feitas “por acaso”, enquanto eles revisavam informações coletadas pelo poderoso telescópio de raios-X, projetado especificamente para caçar buracos negros. “Nós estávamos olhando para alvos conhecidos e vimos os buracos negros no fundo das imagens”, explica David Alexander, professor no departamento de física da Universidade de Durham (Inglaterra).
 
Em seguida, a equipe confirmou o que viu com observações do observatório de raios-X Chandra, da NASA, e do satélite XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia. O resultado foi publicado no Astrophysical Journal. Os cientistas dizem que esses 10 buracos negros são apenas o começo de centenas de descobertas esperadas. Depois que cada buraco negro supermassivo for catalogado, eles esperam entender melhor a população desses objetos espaciais.
 

Encontrando buracos negros

 
Em 1962, astrônomos encontraram um brilho de raios-X no fundo do universo, e não sabiam de onde ele vinha. Hoje, os cientistas sabem que o brilho (também chamado de fundo cósmico de raios- X) vem de buracos negros supermassivos muito distantes – alguns dos quais chegam a ter 17 bilhões de vezes mais massa do que o sol. Mas como estes buracos negros se formam ainda é um mistério. O novo estudo deve ajudar a esclarecer algumas questões. Enquanto NuSTAR pode detectar esses grandes buracos negros, outras medidas (como massa) vêm de outros observatórios da NASA, como o WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) e o Telescópio Espacial Spitzer.
Fonte: hypescience.com
[LiveScience]

Uma nova estrela fria na Via Láctea

Esta nova imagem, obtida pelo telescópio VISTA do ESO, mostra uma anã castanha recém descoberta chamada VVV BD001, localizada no centro exato desta imagem. Esta é a primeira anã castanha nova encontrada na nossa vizinhança cósmica, no âmbito do rastreio VVV. A VVV BD001 situa-se a cerca de 55 anos-luz de distância da Terra, na direção do centro muito populado da nossa Galáxia.  As anãs castanhas são estrelas que nunca conseguiram crescer e transformar-se em estrelas como o Sol. São muitas vezes referidas como “estrelas falhadas”; têm um tamanho maior que os planetas do tipo de Júpiter mas são mais pequenas que estrelas.

Esta anã castanha é peculiar por duas razões: primeiro foi encontrada na direção do centro da Via Láctea, uma das regiões mais populadas do céu e segundo, pertence a uma classe invulgar de objetos conhecidos como “anãs castanhas invulgarmente azuis” - não sendo ainda claro porque é que são mais azuis do que o esperado. As anãs castanhas nascem do mesmo modo que as estrelas, no entanto não possuem massa suficiente para dar origem à queima do hidrogênio e transformarem-se em estrelas normais. É por isso que estes objetos são muito mais frios e produzem menos radiação, o que os torna mais difíceis de encontrar.
 
Geralmente, os astrônomos procuram estes objetos com o auxílio de câmaras que trabalham no infravermelho próximo e médio e com telescópios especiais, sensíveis a estes objetos muito frios, mas normalmente evitam olhar para regiões muito populadas do espaço como, por exemplo, a região central da nossa Galáxia.

O VISTA (Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy) é o maior telescópio de rastreio do mundo e situa-se no Observatório do Paranal do ESO, no Chile. O telescópio está executando seis rastreios independentes do céu e o rastreio VVV (Variáveis VISTA na Via Láctea) foi concebido para catalogar milhares de milhões de objetos no centro da Via Láctea. A VVV BD001 foi descoberta por acaso no decorrer deste rastreio. Os cientistas usaram o catálogo VVV para criarem um mapa tridimensional do bojo central da Via Láctea.
Fonte: ESO

A Nebulosa da Caverna – SH2-155

Essa imagem incrivelmente bela captura uma das mais complexas nebulosas que se pode obter uma imagem decente. A nebulosa é conhecida como SH2-155, também chamada de Caldwell 9 ou a Nebulosa da Caverna. A região propriamente dita é bem complexa, contendo algumas diferentes nebulosas de vários tipos. Em primeiro lugar, nós temos uma apagada, porém excepcionalmente brilhante nebulosa de emissão difusa, que nesse caso está envolta por bolsões espessos de poeira interestelar. Ela sozinha tem um raio de aproximadamente 35 anos-luz. Para colocar isso em perspectiva o sistema planetário mais próximo da Terra – o sistema de estrelas triplas Alpha Centauri – está localizado a mais de 4 anos-luz da Terra, ou seja, só essa nebulosa tem um raio quase que 9 vezes maior.
 
A luz poderia sair do Sistema Solar e ir e voltar até Alpha Centauri quatro vezes antes dela fazer o caminho de um lado a outro da nebulosa. Em segundo lugar, temos uma região de formação de estrelas que tem uma forma crescente. Ela é composta de moléculas de hidrogênio duplamente ionizada. A ionização é causada por estrelas embebidas na Cepheus B, uma nuvem molecular localizada na periferia da região mostrada acima. Duas estrelas em particular, chamadas de HD 217061 e HD 217086 são responsáveis por todo o trabalho. Dentro dessa mesma região, nós podemos ver uma nebulosa de reflexão, uma nebulosa de emissão e uma nebulosa escura. Todas elas estão localizadas a aproximadamente 2400 anos-luz de distância na constelação de Cepheus.
Fonte: cienctec.com.br
(fromquarkstoquasars.com)

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