As 14 mais espetaculares imagens de astronomia do último ano

Milhares de fotografias foram inscritas este ano para a competição do Observatório Real de Greenwich, em Londres, Inglaterra, de Melhor Fotógrafo Astronômico do ano. A imagem abaixo é a grande vencedora no geral. “Luz-guia para as estrelas”, do australiano Mark Gee, mostra uma vista espetacular da Via Láctea arqueando sobre a costa da Ilha do Norte da Nova Zelândia. A luz brilhante que você vê vem do Farol do Cabo Palliser. O panorama extenso na largura foi construído com a junção de 20 imagens individuais. Para o concurso, os participantes tiveram que apresentar cinco fotos.
 
As imagens poderiam incluir qualquer elemento relacionado ao tema, desde paisagens surpreendentes que captam fenômenos celestes até imagens impressionantes do espaço profundo tiradas por telescópios orbitais. Um grupo de jurados selecionou o vencedor em várias categorias, incluindo Terra e Espaço, Nosso Sistema Solar, Espaço Profundo, Jovem Fotógrafo de Astronomia, entre outras. Os vitoriosos receberam um prêmio de £ 1.500 (R$ 5.300) e terão seu trabalho exibido ao lado de outras fotos escolhidas no Observatório Real de Greenwich. Confira a seguir outras 14 imagens que chamam a atenção pela beleza e pela qualidade técnica da fotografia em si:
 
14. “Auréola quádrupla ao redor da lua”, de Danie Caxete (Espanha) 
O fotógrafo conta que, às vezes, alguns cristais de gelo caindo do céu tornam a atmosfera uma lente gigante, fazendo com que arcos e auréolas apareçam ao redor do sol ou da lua. “No sábado em que essa foto foi feita, as circunstâncias eram exatamente essas perto de Madrid, onde o céu de inverno exibia não só uma lua brilhante, mas até quatro raras auréolas lunares”, descreve. Caxete ainda conta que o objeto mais brilhante nesta imagem é a lua. “Longe, no fundo está um horizonte que inclui Sirius, o cinturão de Orion e Betelgeuse, tudo visível entre os arcos internos e externos”, completa.
 
13. “Impasto Celestial sh2-239”, de Adam Block (Estados Unidos) 
Este foi o grande vencedor da categoria Espaço Profundo. O membro da comissão julgadora Pete Lawrence considera que há uma qualidade sublime nessa imagem. “A figura principal brilhante, uma nebulosa, me faz lembrar uma nave espacial em forma de bala se desintegrando, se afastando do espectador”. Segundo ele, a poeira galáctica nunca pareceu tão adorável. “Os filamentos cor de rosa emitidos pela nebulosa são igualmente soberbos”.
 
12. “Energia Verde”, de Fredrik Broms (Noruega) 
O fotógrafo norueguês Fredrik Broms comenta que seu objetivo com a imagem era mostrar a sensação de mágica e, ao mesmo tempo, dramática de ser praticamente arrastado pelo fenômeno da aurora boreal. “O evento possui um enorme poder. Imagino que o desenho de um artista sobre sua impressão de uma réstia de luz em torno de um buraco negro deve se parecer com isso”, diz. O fotógrafo lembra que a iluminação da neve é criada pelo forte luar da noite.
 
11. “Visitante de Gelo”, de Fredrik Broms (Noruega) 
O norueguês emplacou outra grande fotografia entre as melhores do concurso. Essa imagem mostra o núcleo do cometa Panstarrs. Sua cauda de gás e poeira possui centenas de milhares de quilômetros de comprimento.
 
10. “Chuva de meteoros perseida em uma cadeia de montanhas nevadas”, de David Kingham (Estados Unidos) 
A chuva de meteoros perseida recebe esse nome devido à constelação de Perseu, de onde o fenômeno supostamente vem. No entanto, mesmo no auge da chuva, é impossível prever exatamente quando ou onde a próxima leva de meteoros vai aparecer. Aqui, o fotógrafo combinou 23 imagens individuais para transmitir a emoção e o dinamismo desse espetáculo pirotécnico natural.
 
9. “Eclipse total australiano”, de Man-to Hui (China) 
Esse foi o vencedor da categoria “Nosso Sistema Solar”. O fotógrafo chinês conta que levou dois meses para processar todas as imagens para alcançar este resultado, em que é possível observar perfeitamente a corona solar (o contorno luminoso do astro). “Esse é o trabalho mais longo de processamento de imagem que eu já fiz”, relata Hui. “Eu não me detive muito no trabalho de extrair os detalhes mais sutis da corona, mas tive sim o objetivo de reconstruir a cena como observada a olho nu, tão vividamente quanto eu poderia”, lembra. Hui ainda diz que passou muito tempo admirando a corona, que está “além da minha descrição”.
 
8. “Anel de Fogo”, de Jia Hao (China) 
A órbita da lua ao redor da Terra não é perfeitamente circular, de modo que, em momentos diferentes, nosso satélite natural pode estar um pouco mais perto ou mais longe do que o habitual. Se a lua passa na frente do sol quando está em seu ponto mais distante, ela parece ser muito pequena para cobrir totalmente o disco solar. Esse é um “eclipse anular”, no qual um anel do sol permanece visível. Essa imagem de composição mostra o progresso de um eclipse anular em maio de 2013. Perto do horizonte, os efeitos de distorção da atmosfera da Terra também podem ser vistos.
 
7. “Maelstrom magnética”, de Alan Friedman (Estados Unidos)  
A palavra “maelstrom” é um termo nórdico com origem na língua holandesa, a partir da palavras “malen” (moer) e “stroom” (turbilhão). A palavra se tornou mais conhecida e disseminada depois do conto “Descida ao Maelström”, do poeta estadunidense Edgar Allan Poe. Na imagem, cada uma dessas manchas escuras no sol possui aproximadamente o tamanho da Terra.
 
6. “Centurão de Ômega”, de Ignacio Diaz Bobillo (Argentina) 
O centurão de Ômega é um aglomerado globular, ou seja, uma nuvem esférica que contém milhões de estrelas. Como essa imagem nos mostra, as estrelas estão mais densamente agrupadas em direção ao centro. A cor vermelha acentuada de várias das estrelas entrega a idade avançada do agrupamento: imagina-se que foi formado muitos bilhões de anos atrás. A estrutura foi observada pela primeira vez pelo astrônomo Ptolomeu há quase 2000 anos, e foi catalogada em 1677 pelo astrônomo e matemático britânico Edmond Halley.
 
5. “Metrópoles Flutuante”, de Michael Sidonio (Austrália) 
O fotógrafo australiano conta que a galáxia NGC 253 é muitas vezes referida como Galáxia do Escultor. “Essa imagem profunda mostra muitas regiões brilhantes e faixas incomuns de estrelas, que se erguem verticalmente em todo o enorme disco estelar. A extensa, mas muito fraca e raramente vista auréola exterior da galáxia, também é evidente na imagem”, diz. Segundo ele, essa foi sua primeira aventura sob os céus rurais e escuros, utilizando seu telescópio. “Da próxima vez, eu gostaria de ir ainda mais fundo para ver se essa auréola se estende ainda mais”, completa.
 
4. “As galáxias M81-82 e a Nebulosa de Fluxo Integrado”, de Ivan Eder (Hungria) 
A uma distância aproximada de 12 milhões anos-luz da Terra, M81 e M82 são duas galáxias com uma diferença. Encontros bem próximos entre os dois objetos têm forçado o gás a ir para baixo em suas regiões centrais. Em M81, esse fluxo de gás está sendo devorado por um buraco negro supermassivo. Na vizinha M82, o mesmo gás está alimentando uma explosão que forma novas estrelas. A explosão, por sua vez, cria nuvens de hidrogênio (na fotografia, visíveis em vermelho) de volta para o espaço. Um esquema complexo, mas que rendeu uma belíssima imagem.
 
3. “A estrela Rho Ophiuchi e a Nebulosa Antares”, de Tom O’Donoghue (Irlanda) 
A aparência esfumaçada das nuvens de poeira nesta imagem é uma montagem, uma vez que os grãos de poeira que compõem a nebulosa são semelhantes, em tamanho, às partículas de fumaça aqui na Terra. A poeira pode refletir a luz de estrelas próximas, como pode ser visto nas regiões azul e amarela. A formação também pode bloquear e absorver a luz das estrelas mais distantes, os pontos marrons e pretos na imagem. À direita, uma estrela brilhante está ionizando uma nuvem de gás hidrogênio e a fazendo brilhar com uma tonalidade avermelhada, enquanto abaixo dela, ao longe, podemos observar um aglomerado globular que contém milhares de estrelas.
 
2. “A Galáxia da Via Láctea”, de Jacob Marchio (Estados Unidos), de 14 anos 
O garoto foi o grande vencedor do prêmio Jovem Fotógrafo de Astronomia. Lawrence considera a imagem “espetacular”. “De um lugar com um céu escuro, a Via Láctea pode parecer brilhante e impressionante, mas fotograficamente requer muito cuidado e atenção”, observa. “Aqui, o jovem fotógrafo produziu um resultado fantástico, capaz de mostrar as faixas de poeira complexas e sutis que atravessam o centro da nossa galáxia”, ressalta.
 
1. “Silhuetas da Lua”, de Mark Gee (Austrália) 
Essa bela e quase poética imagem foi a vencedora da categoria “Pessoas e Espaço” do prêmio.
Fonte:hypescience.com
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