Como é que sabemos que a VOYAGER alcançou o espaço interestelar

"Você está aqui": impressão de artista que coloca as impressionantes distâncias do Sistema Solar em perspectiva. A escala é medida em Unidades Astronómicas (UA), com cada distância para lá de 1 UA representando 10 vezes a distância anterior. Cada UA é igual à distância entre a Terra e o Sol. A sonda Voyager 1 Crédito: NASA/JPL-Caltech
 
O se e quando a sonda Voyager 1 da NASA, o objecto mais distante feito pelo Homem, rompeu pelo espaço interestelar, o espaço entre as estrelas, tem sido um assunto aceso. Durante o último ano, surgiram alegações a cada poucos meses de que a Voyager 1 tinha "deixado o Sistema Solar." Porque é que a equipa da missão só agora veio a público dizer que a sonda alcançou o espaço interestelar? 
 
Nós temos sido cautelosos porque estamos a lidar com um dos marcos mais importantes na história da exploração espacial e da Humanidade," afirma Ed Stone, cientista do projecto Voyager no Instituto de Tecnologia em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "Só agora é que temos os dados - e a análise - que precisávamos."
 
Basicamente, a equipa precisava de mais dados sobre o plasma, gás ionizado, a mais densa e lenta das partículas carregadas no espaço (o brilho de neón numa montra é um exemplo de plasma). O plasma é o indicador mais importante que distingue se a Voyager 1 está dentro da bolha solar, conhecida como heliosfera, que é preenchida por plasma que flui na direcção oposta à do Sol, ou se está no espaço interestelar e rodeada por material expelido pela explosão de estrelas gigantes vizinhas há milhões de anos atrás. Somando ao desafio: não sabiam como seriam capazes de o detectar.
 
"Nós procurámos os sinais previstos pelos modelos que usam os melhores dados disponíveis, mas até agora não tínhamos medições do plasma pela Voyager 1," afirma Stone. Os debates científicos podem levar anos, até mesmo décadas, a resolver, especialmente quando são necessários mais dados. Os cientistas levaram décadas, por exemplo, a compreender a ideia das placas tectónicas, a teoria que explica a forma dos continentes da Terra e a estrutura do fundo do mar. Introduzida pela primeira vez na década de 1910, a deriva continental e ideias relacionadas permaneceram controversas durante anos.
 
 A teoria madura das placas tectónicas só emergiu durante as décadas de 1950 e 1960. Só depois dos cientistas recolherem dados que mostravam que o fundo do mar lentamente se espalhava para fora das dorsais oceânicas é que finalmente começaram a aceitar a teoria. A maioria dos geofísicos mais ativos só aceitaram as placas tectónicas no final da década de 1960, embora alguns nunca o tenham feito.

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