30 de out de 2013

Nasa divulga oito imagens inéditas obtidas pelo telescópio Chandra

A Nasa divulgou nesta segunda-feira oito imagens inéditas obtidas pelo telescópio Chandra X-ray Observatory. Segundo a agência espacial, as fotos foram capturadas entre os anos 2000 e 2010. A seleção apresentada pela Nasa não representa nenhum fenômeno astronômico específico ou descoberta científica, mas chama atenção pela beleza das imagens de objetos astronômicos de vários cantos do Universo. Ali retratados estão o nascimento e a morte de estrelas, galáxias e buracos negros. As fotos fazem parte do Arquivo de Dados Chandra, que reúne os dados e imagens obtidos pelo telescópio de raios-x, com a função de distribuir as informações para a comunidade astronômica. Sua divulgação foi feita em comemoração ao Mês dos Arquivos, celebrado nos Estados Unidos em outubro.
A NGC 6946 é uma galáxia de médio porte localizada a cerca de 22 milhões de anos-luz da Terra. No século passado, oito supernovas explodiram nessa galáxia — o que lhe conferiu o apelido de “Galáxia Fogos de Artifício" - Raios-x: NASA/CXC/MSSL/R.Soria et al, Ótico: AURA/Gemini OBs
 
Imagem produzida pela explosão de uma estrela massiva dentro da Via Láctea. As observações do telescópio Chandra (em roxo) revelam a presença de partículas de alta-energia, produzidas enquanto a onda de choque da explosão se espalha pelo espaço - Raios-x: NASA/CXC/Morehead State Univ/T.Pannuti et al, Óptico:DSS
 
Jatos gerados a partir de buracos negros supermassivos no centro de galáxias podem transportar grandes quantidades de energia. A imagem mostra uma fonte desse tipo de jato, onde a galáxia está ao centro e grandes nuvens de radiação podem ser vistas a partir de observações de raios-x (em roxo), e ondas de radio, obtidas com Very Large Array (em laranja). - Raios-x: NASA/CXC/Tokyo Institute of Technology/J.Kataoka et al, Radio: NRAO/VLA

A imagem mostra uma região de gases brilhantes na Via Láctea, a cerca de 9.000 anos-luz da Terra. Essas nebulas representam uma fase da evolução de estrelas massivas. Os dados de raios-x (em azul), mostram estrelas muito jovens brilhando ao longo da nébula. Os dados óticos forma obtidos com telescópios do ESO. - Raios-x: NASA/CXC/Penn State/L.Townsley et al, Óptico: ESO/2.2m telescope

A foto mostra o centro de uma galáxia similar à Via Láctea, mas que contém um buraco negro supermassivo muito mais ativo em seu interior. Ela está localizada a cerca de 13 milhões de anos-luz da Terra. As imagens de raios-x (em azul), revelam a presença do buraco negro - Raios-x: NASA/CXC/Univ degli Studi Roma Tre/A.Marinucci et al, Óptico: ESO/VLT & NASA/STScI

O encontro da radiação emitida por estrelas jovens e massivas com nuvens frias de gás pode dar início à geração de novas estrelas. É isso que está acontecendo nesta imagem - Raios-x: NASA/CXC/PSU/Getman et al, Óptico: DSS, Infravermelho: NASA/JPL-Caltech

Os restos de uma supernova com um formato raro. Segundo os pesquisadores, seu formato cúbico pode ter surgido por causa do encontro dos restos quentes da estrela com os gases frios ao seu redor. - Raios-x: NASA/CXC/Univ of Manitoba/S.Safi-Harb et al, Óptico: DSS, Infravermelho: NASA/JPL-Caltech

A imagem mostra os restos da explosão de uma estrela massiva, em uma galáxia próxima à Via Láctea. Os detalhes da fotografia podem ajudar os pesquisadores a compreenderem melhor esse tipo de fenômeno. - Raios-x: NASA/CXC/Drew Univ/S.Hendrick et al, Infravermelho: 2MASS/UMass/IPAC-Caltech/NASA/NSF
Fonte: Veja

M2-9: Asas de uma Nebulosa da Borboleta

Crédito: Arquivo de Dados do Hubble, NASA, ESA - Processamento: Judy Schmidt
Será que as estrelas são mais apreciadas pela sua arte depois da sua morte? Na verdade, as estrelas costumam criar as suas telas mais artísticas durante a sua morte. No caso de estrelas de baixa-massa como o nosso Sol e M2-9 na imagem acima, as estrelas transformam-se de normais para anãs brancas, lançando para fora as suas camadas gasosas exteriores. O gás gasto forma frequentemente uma impressionante exibição chamada de nebulosa planetária que se desvanece gradualmente ao longo de milhares de anos. M2-9, uma nebulosa planetária em forma de borboleta a cerca de 2100 anos-luz de distância, tem asas que contam uma história estranha mas incompleta. No centro, duas estrelas orbitam dentro de um disco gasoso com 10 vezes o tamanho da órbita de Plutão. O invólucro expelido da estrela moribunda irrompe a partir do disco criando a aparência bipolar. Muito permanece desconhecido sobre os processos físicos que provocam nebulosas planetárias.
Fonte:Astronomia On-Line

Um espectro na porção leste da nebulosa do véu

Crédito de imagem e direitos autorais: Alfonso Carreño (Observatorio Zonalunar)
 
Formas e rostos assustadores são uma marca da temporada de Halloween. Eles também assombram essa imagem detalhada cósmica da parte leste da Nebulosa do Véu. A Nebulosa do Véu por si só é uma grande remanescente de supernova, ou seja, a nuvem de detritos em expansão da explosão mortal de uma estrela massiva. Enquanto que o Véu tem uma forma aproximadamente circular cobrindo perto de 3 graus no céu, na constelação de Cygnus, essa porção parte leste do Véu se espalha por cerca de 1/2 grau, ou seja, aproximadamente o tamanho da Lua Cheia. Isso se traduz em um tamanho de 12 anos-luz para o Véu a uma distância estimada de 1400 anos-luz da Terra. Na composição dos dados de imagem registrados através dos filtros de banda curta, a emissão dos átomos de hidrogênio na remanescente é mostrada em vermelho com forte emissão de átomos de oxigênio em tonalidades azul esverdeada. Na parte oeste do Véu, localiza-se outra aparição sazonal, a Vassoura da Bruxa (imagem abaixo). 
 

Buracos Negros e Revelações

Utilizando o espetacular poder do telescópio ALMA, os astrónomos desvendaram alguns dos mistérios que envolvem os buracos negros supermassivos que se encontram no centro das galáxias. Mas o que são e de que forma são diferentes dos buracos negros vulgares?  
Bem, os buracos negros supermassivos são a maior classe de buracos negros. Têm desde centenas de milhares a milhares de milhões de vezes a massa do nosso Sol. Medimos a massa das estrelas e dos buracos negros em “massas solares” e o nosso Sol tem uma massa solar. Os astrónomos têm práticamente a certeza de que existe um buraco negro no centro da nossa galáxia, a via Láctea. De facto, é hoje largamente aceite que a maioria das galáxias possuem um buraco negro no seu centro.
 
Mas nem todos os buracos negros têm o mesmo tipo de comportamento, o que confundiu os astrónomos durante algum tempo. Observar o centro destas galáxias é a ferramenta mais poderosa que temos para aumentar o nosso conhecimento sobre eles. Usando o telescópio ALMA os astrónomos capturaram recentemente esta fotografia. Esta é a melhor imagem até ao momento de material a fluir para um buraco negro no centro de uma galáxia chamada de NGC 1433.
 
Os buracos negros não puxam apenas o material, também o libertam frequentemente “disparando-o” para cima e para baixo na forma de jatos poderosos. Novas observações efetuadas através do telescópio ALMA conseguiram captar o mais pequeno desses jatos até agora observado numa galáxia diferente da nossa. Apenas com uma observação detalhada e com a captura de imagens de alta qualidade se poderá desvendar os mistérios que existem no coração das galáxias. O poder do telescópio ALMA terá um papel principal, sendo uma preciosa ajuda para compreendermos melhor como os buracos negros, tal como o da imagem, recebem a sua energia.
 
Curiosidade:
O telescópio ALMA recolhe luz que os nossos olhos não conseguem detetar. As ondas de luz que os nosssos olhos conseguem ver são diminutas, tão diminutas que se medem numa unidade chamada nanómetro que é um milhão de vezes mais pequena que o milímetro. O telescópio ALMA recolhe ondas de luz que têm vários milímetros de comprimento, o que é muito superior ao comprimento de onda da luz que os nossos olhos conseguem detetar.
Fonte: Ciência 2.0

Descoberto sistema com sete planetas

É assim que os astrônomos "enxergam" os exoplanetas, medindo a variação da luz recebida de sua estrela quando o planeta passa à sua frente, ou seja, quando ele fica entre a estrela e a Terra.[Imagem: Deeg et al./Nature]

Caçadores de planetas

Astrônomos descobriram um raro sistema planetário com um número de planetas que se assemelha ao do Sistema Solar. Duas equipes diferentes de pesquisadores apontaram para a recente descoberta de um sétimo planeta ao redor da estrela anã KIC 11442793. O sistema tem similaridades com o nosso sistema solar - que tem oito planetas -, mas todos os seus sete planetas orbitam muito mais próximos de sua estrela, que está localizada a cerca de 2.500 anos-luz da Terra.

Uma das identificações foi feita por voluntários usando o site Planet Hunters. O site foi criado para permitir que voluntários tivessem acesso a dados públicos enviados pelo telescópio espacial Kepler da Nasa, que foi lançado para procurar os chamados exoplanetas - planetas que orbitam estrelas distantes. O telescópio Kepler usa o método de "trânsito" para descobrir novos planetas, o que significa procurar pelas curvas de luz deixadas por um planeta quando este passa em frente à sua estrela hospedeira. Mas a grande quantidade de dados existentes não permite que os cientistas examinem cada curva de luz, e por isso eles desenvolveram programas de computador para procurar a assinatura de um trânsito planetário.

"Este é o primeiro sistema de sete planetas registrado pelo Kepler. Nós acreditamos que a identificação é segura," disse Chris Lintott, da Universidade de Oxford, coautor do artigo do Planet Hunters, que submeteu sua pesquisa ao Astronomical Journal para ser revisada. Outra equipe de astrônomos de vários países europeus submeteu um segundo estudo registrando sua descoberta do sétimo planeta a outra publicação científica, o Astrophysical Jounal.

Órbita lotada

Todos os sete planetas estão bem mais próximo de sua estrela mãe em uma comparação com as distâncias dos planetas do Sistema Solar. Na verdade, todos caberiam dentro da distância entra a Terra e o Sol - mostrando um espaço bastante "lotado". Esta é uma das razões pelas quais eles são fáceis de ver, porque quanto mais perto eles estão de seu sol, mais frequentemente ele giram ao seu redor", disse Simpson. O novo planeta é o quinto mais distante de sua estrela mãe, e leva quase 125 dias para completar uma órbita. Com um raio 2,8 vezes maior que o da Terra, ele faz parte de um grupo que inclui dois planetas com praticamente o mesmo porte da Terra, três "super-Terras" e dois corpos maiores. Acredita-se que outra estrela, a HD 10180, tenha entre sete e nove planetas. Outra estrela mais distante, chamada GJ 887C também pode ter uma família de sete planetas.
Fonte:Inovação Tecnológica

Cometa do Século: para ver, mentalize e espere por um milagre

Cometa C/2012 S1 ISON registrado em 27 de outubro de pelo astrofotógrafo Damian Peach, de Sussex, Inglaterra.Créditos: Damian Peach, Nasa, Apolo11.com.
A não ser que algo realmente fantástico aconteça, o cometa ISON não deverá dar o show esperado e as melhores estimativas mostram que seu brilho não deverá ser maior que uma estrela de segunda magnitude durante o periélio. O cometa c/2013 S1 ISON continua implacável em sua jornada e em menos de 30 dias terá um encontro fulminante com o Sol. Exatamente as 18h43 de 28 de novembro, o cometa atingirá seu ponto de maior aproximação da estrela e passará apenas 1.1 milhão de km acima da superfície. Neste dia, a velocidade do cometa atingirá nada menos que 1.36 milhões de km/h, uma velocidade tão rápida que seria possível fazer uma viagem de São Paulo à Nova York em menos de 20 segundos.
  
Pequeno e sem brilho
Apesar de serem números realmente impressionantes, o mesmo não se pode dizer sobre seu brilho. O cometa está muito abaixo daquilo que foi previsto inicialmente e as tentativas de observa-lo a olho nu durante as pré-manhãs não passam de sessões malsucedidas. Para ver o cometa, somente com telescópios maiores que 150 milímetros e mesmo assim, com muita dificuldade. Quando foi descoberto, em 21 de setembro de 2012, pouco se sabia sobre ele, mas o shape de sua orbita já mostrava todo o seu potencial. ISON se aproximaria muito perto do Sol e poderia brilhar tanto quanto a Lua cheia. No entanto, o tempo foi passando e as primeiras medições mostraram que ISON não tinha um núcleo tão grande quanto imaginado. Isso poderia resultar em uma menor sublimação de material quando penetrasse o Sistema Solar interior, com consequente redução de brilho.  
Vitali Nevski, da Bielorrússia e Artyom Novichonok, da Rússia, descobridores do cometa ISON. Créditos: Damian Peach, Nasa, Apolo11.com.
 
Cada vez mais perto, em agosto de 2013 o cometa cruzou a chamada linha de congelamento, o que deveria fazer ISON brilhar mais devido a maior vaporização do gelo da estrutura cometária. A linha de congelamento é uma divisão arbitrária entre Marte e Júpiter que define arbitrariamente uma distância onde a radiação do Sol age de forma mais intensa na sublimação do gelo. Isso aumenta ainda mais o tamanho da coma do cometa, que passa a ser soprada pela ação dos ventos solares dando origem à sua cauda. O problema é que essa vaporização não foi tão marcante como se previa e o brilho esperado para o fim de setembro não se confirmou. Em outubro pouca coisa mudou e as centenas de observações se limitaram a analisar a rotação do objeto e registrar através de imagens alguma ejeção de gás.
 
Mentalize
Agora, restando menos de 30 dias para o momento do encontro máximo com o Sol, pouca coisa deve mudar e ISON só poderá ser visto a olho nu se aumentar muito seu brilho, passando da atual magnitude 11 para pelo menos 3 para que possa ser visto nas grandes cidades. Isso significa um aumento de brilho de 1700 vezes, que só vai acontecer se ISON fizer um triplo mortal carpado e entrar em processo de outburst, o que é impossível de se prever, mas não de acontecer.
 
Naturalmente, esse milagre deverá ocorrer antes do periélio, pois se conseguir contornar o Sol poderá sublimar muito material, o que fará sua magnitude baixar muito e torna-lo bastante brilhante. No entanto, as estatísticas mostram que cometas similares a ISON raramente conseguem contornar a estrela, sendo consumidos por ela. Então, se você quer mesmo ver o cometa ISON a olho nu, mentalize. Evoque todas as forças da natureza para que ocorra um outburst, uma espécie de pênalti aos 45 do segundo tempo.
Fonte: Apolo11.com - http://www.apolo11.com/

29 de out de 2013

Cabeça de Cavalo e Nebulosa de Orion

Crédito de imagem e direitos autorais: Roberto Colombari & Federico Pelliccia
 
A escura Nebulosa da Cabeça do Cavalo e a brilhante Nebulosa de Orion são certamente visões cósmicas contrastantes. À deriva a 1500 anos-luz de distância em uma das constelações mais reconhecidas do céu noturno, elas aparecem em cantos opostos no impressionante mosaico mostrado acima. A familiar Nebulosa da Cabeça do Cavalo aparece como uma nuvem escura, uma pequena silhueta, destacada contra um grande brilho vermelho na parte inferior esquerda da imagem. Alnitak é a estrela mais a leste no Cinturão de Orion e é vista como a estrela mais brilhante à esquerda da Cabeça do Cavalo. Abaixo de Alnitak está a Nebulosa da Chama, com nuvens de emissões brilhantes e dramáticas linhas escuras de poeira. A impressionante região de emissão, a Nebulosa de Orion (também conhecida como M42), localiza-se na parte superior direita da imagem. Imediatamente à sua esquerda está a proeminente nebulosa de reflexão algumas vezes chamada de Running Man. Mechas penetrantes de gás hidrogênio brilhante são facilmente rastreadas por toda a região.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap131029.html

Proxima Centauri – A Nossa Vizinha Cósmica Mais Próxima

Brilhando intensamente nessa imagem do Hubble está a nossa vizinha estelar mais próxima, a Proxima Centauri. A Proxima Centauri localiza-se na constelação de Centaurus (O Centauro), a apenas 4 anos-luz de distância da Terra. Embora pareça brilhante para os olhos do Hubble, como você esperaria da estrela mais próxima do Sistema Solar, a Proxima Centauri não é visível a olho nu. Sua luminosidade média é muito baixa, e ela é bem pequena se comparada com as outras estrelas, com somente um oitavo da massa do Sol.
 
Contudo, em uma ocasião, seu brilho aumenta. A Proxima é que nós conhecemos como “flare star”, significando que o processo de convecção dentro do corpo da estrela sofre mudanças aleatórias e dramáticas em brilho. O processo de convecção não somente dispara explosões brilhantes da luz da estrela, mas combina com outros fatores, significando que a Proxima Centauri tem uma longa vida. Os astrônomos estimam que essa estrela permanecerá na meia idade – ou na sequência principal, em termos astronômicos – por aproximadamente 4 trilhões de anos, ou algo 300 vezes a idade do Universo atual.
 
Essas observações foram feitas usando a Wide Field and Planetary Camera 2 (WFPC2). A Proxima Centauri é na verdade um sistema estelar triplo – as suas duas companheiras Alpha Centauri A e B localizam-se fora do quadro. Embora para os padrões cósmicos ela é uma vizinha próxima, a Proxima Centauri lembra um objeto pontual mesmo usando a visão aguçada do Hubble insinuando a grandeza do universo que nos rodeia.
Fonte: http://spacetelescope.org

O Lado iluminado do planeta Mercúrio

Crédito da imagem: NASA / Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory / Carnegie Institution of Washington
 
Outro dia, outra bela visão do horizonte de Mercúrio. Nessa cena, que foi adquirida com a câmera da sonda olhando das sombras em direção ao lado iluminado do planeta, uma cratera de impacto com 120 km de diâmetro se destaca perto do centro. Emanando dessa cratera sem nome estão impressionantes cadeias de crateras secundárias, que geram rastros lineares para longe da cratera. Enquanto essa cratera não é especialmente nova (seus raios foram apagados do segundo plano), ela parece ter mais cadeias de crateras secundárias proeminentes do muitas de seus pares.
 
Essa imagem foi adquirida no dia 2 de Outubro de 2013 pela Wide Angle Camera (WAC) do instrumento Mercury Dual Imaging System (MDIS) a bordo da sonda MESSENGER da NASA, como parte da campanha de imageamento do limbo pelo instrumento MDIS. Uma vez por semana, o instrumente MDIS registra imagens do limbo de Mercúrio, com uma ênfase no imageamento do limbo do hemisfério sul do planeta. Essas imagens do limbo fornecem informações sobre a forma de Mercúrio e medidas complementares da topografia feitas pelo instrumento Mercury Laser Altimeter (MLA) do hemisfério norte de Mercúrio.
 
A sonda MESSENGER é a primeira sonda a orbitar o planeta Mercúrio, e os sete instrumentos científicos da sonda e a investigação científica via rádio, estão revelando a hostória e a evolução do planeta mais interno do Sistema Solar. Durante os primeiros dois anos de operações orbitais, a sonda MESSENGER adquiriu mais de 150000 imagens e outros tantos conjuntos de dados. A sonda MESSENGER é capaz de continuar suas operações orbitais até o começo de 2015.

Estudo descobre que mundos de carbono podem não ter água

Impressão de artista que ilustra o destino de dois planetas diferentes: o da esquerda é parecido com a Terra, constituído principalmente por rochas de silicatos com oceanos à superfície. O da direita é rico em carbono - e seco. As hipóteses são baixas de que a vida como a conhecemos, que requer água líquida, prosperasse sob condições tão estéreis.Crédito: NASA/JPL-Caltech
 
De acordo com pesquisa teórica financiada pela NASA, planetas ricos em carbono, os chamados planetas diamante, podem não ter oceanos. O nosso Sol é uma estrela pobre em carbono e, como resultado, o nosso planeta Terra é composto principalmente por silicatos, não carbono. Pensa-se que as estrelas que têm muito mais carbono que o Sol, por outro lado, fabriquem planetas repletos de carbono e, talvez, até camadas de diamantes. Ao modelar os ingredientes nestes sistemas planetários à base de carbono, os cientistas determinaram que não têm reservatórios de água gelada, que se pensa fornecer oceanos aos planetas.
 
"Os blocos de construção que entram no fabrico dos nossos oceanos são asteróides e cometas gelados," afirma Torrence Johnson do JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia, que apresentou os resultados numa assembleia da Divisão de Ciências Planetárias da Sociedade Astronómica Americana no passado dia 7 de Outubro. Johnson, membro da equipa em várias missões planetárias da NASA, incluindo Galileu, Voyager e Cassini, passou décadas a estudar os planetas no nosso próprio Sistema Solar.
"Se acompanharmos estes blocos de construção, descobrimos que os planetas em redor de estrelas ricas em carbono estão secos," realça.
 
Johnson e colegas dizem que o carbono extra no desenvolvimento de sistemas estelares prende o oxigénio, impedindo-o de formar água. É irónico que se o carbono, o elemento principal da vida, torna-se demasiado abundante, rouba o oxigénio que teria composto água, o solvente essencial para a vida como a conhecemos," afirma Jonathan Lunine da Universidade de Cornell em Ithaca, Nova Iorque, um colaborador na pesquisa.
 
Uma das grandes questões no estudo de planetas para lá do nosso Sistema Solar, chamados exoplanetas, é saber se são ou não habitáveis. Os cientistas identificam tais planetas ao observar primeiro aqueles situados dentro da "zona habitável" em torno das suas estrelas-mãe, onde as temperaturas são quentes o suficiente para permitir água líquida à superfície. A missão Kepler da NASA já descobriu vários planetas dentro desta zona, e os investigadores continuam a analisar os dados do Kepler em busca de candidatos tão pequenos quanto a Terra.
 
Mas mesmo que um planeta se encontre nesta zona onde os oceanos poderiam, em teoria, existir, será que realmente existe água suficiente para molhar a superfície? Johnson e sua equipa abordaram esta questão com modelos planetários baseados em medições da relação carbono-oxigénio do nosso Sol. O nosso Sol, como as outras estrelas, herdou uma sopa de elementos do Big Bang e das gerações anteriores de estrelas, incluindo hidrogénio, hélio, nitrogénio, silício, carbono e oxigénio. O nosso Universo tem o seu próprio top 10 dos elementos," acrescenta Johnson, referindo-se aos 10 elementos mais abundantes no nosso Universo.
 
Estes modelos prevêem com precisão a quantidade de água presa sob a forma de gelo no início da história do nosso Sistema Solar, há milhares de milhões de anos, antes de fazer a viagem até à Terra. Pensa-se que os cometas e/ou asteróides sejam os principais fornecedores de água, embora os cientistas ainda debatam os seus papéis. De qualquer maneira, estes objectos começaram a sua viagem muito longe da Terra, para lá de um limite chamado "linha de neve", antes de colidir com a Terra e depositar água nas profundezas do planeta e à sua superfície.
 
Quando os cientistas aplicaram os modelos planetários às estrelas ricas em carbono, a água desapareceu. "Não há neve para lá da linha de neve," afirma Johnson. "Todos os planetas rochosos não são criados de forma igual," realça Lunine. "Os chamados planetas diamante do tamanho da Terra, se existirem, são totalmente estranhos: sem vida, mundos desérticos sem oceanos. Os resultados dos modelos computacionais que suportam estas conclusões foram publicados o ano passado na revista Astrophysical Journal. As implicações para a habitabilidade nestes sistemas foram o foco da reunião da Divisão de Ciências Planetárias.
Fonte: Astronomia On-Line

Antares - A Gigante Vermelha de Scorpius – Escorpião

Antares é uma estrela supergigante vermelha de classe M, e que está chegando ao final de sua vida útil. Uma vez que não houver mais combustível para queimar, ela irá entrar em colapso e explodir formando uma supernova – “No momento em que seu brilho irá rivalizar com a do resto da nossa galáxia juntos” – Dizem os astrofísicos Paul Butterworth e Mike Arida da NASA. A estrela está entre os 20 mais brilhantes visíveis no céu noturno da Terra, apesar de seu brilho variar um pouco, cerca de 0,88 e 1,16 em magnitude aparente.
 
Além disso, ela tem uma pequena estrela vizinha (Antares B) que se mostra com uma branco-azulada e às vezes é chamada de “uma pequena centelha de brilho de esmeralda.”, devido ao brilho verde que é observado com telescópios amadores. Em foguetes modernos, Antares era o nome do módulo lunar na Apollo 14 missão à Lua, e que também é o nome de um foguete que está sendo desenvolvido pela Orbital Sciences Corp.
 
Localizando Antares no Céu 
Antares, também chamada de alfa Scorpii, é uma estrela de destaque na constelação Scorpius (Escorpião), uma constelação que é visível no céu do sul a noite e na maioria dos locais no Hemisfério Norte. Antares está à de cerca de 604 anos-luz da Terra. A gigante possui um raio de 700\,R_{\odot} ou seja 700 vezes o raio do sol, grande o suficiente para engolir a órbita de Marte, se estivesse localizada no lugar do sol em nosso sistema solar. E fácil de detectar Antares em uma noite de verão. É a estrela mais brilhante – e distintamente de cor avermelhada. Se você olhar para o sul no início da noite, do final da primavera ao início do outono, é provável que você aviste Antares, você deve observar a sua cor avermelhada.
 
E você procurar um aglomerado estrelar pequeno, que é vizinho à estrela conhecido como M4 – logo à direita de Antares. Apesar do seu tamanho, a densidade global da Antares é inferior a uma milionésima do que a do sol, com todo esse tamanho a massa da gigante é de apenas 12.4\,M_{\odot}. Antares também é relativamente fria, sua temperatura é de apenas cerca de 6.500 F (3593ºC), em comparação a 11.000 F (6.093 C) do sol. As baixas temperaturas da estrela são o motivo de sua cor avermelhada.
 
Antares na História
 
A palavra “Antares” significa “anti-Ares” ou “anti-Marte”, provavelmente porque os astrônomos da antiguidade pensavam que a estrela avermelhada era semelhante ao planeta vermelho. E Marte, de fato, às vezes pode chegar perto de Antares em suas muitas voltas pelo céu noturno. A aparência brilhante de Antares chamou a atenção de muitas culturas antigas, de acordo com Richard Hinckley Allen em seu livro “Nomes de Estrelas e Seus Significados”. Na Pérsia, por volta de 3000 aC, antares foi nomeada uma das quatro estrelas reais do céu. No Egito, Antares era um símbolo da deusa Selkit (que é muitas vezes referida como a deusa escorpião). A estrela é tão brilhante que encobriu durante muito tempo a su a companheira mais fraca Antares B, que não foi descoberto até a era telescópica. Johann Tobias Burg, um astrônomo austríaco, viu a estrela de quinta magnitude em 13 de abril de 1819, quando a lua cobriu Antares.

28 de out de 2013

Você sabia que a Via Láctea se move como uma bandeira tremulando ao vento?

Equipe de astrônomos descobriu o movimento de oscilações criado por forças desconhecidas
Uma equipe internacional de astrônomos descobriu que a Via Láctea oscila em ondas, parecendo o movimento de uma bandeira gigantesca tremulando ao vento. Além da rotação regular, os cientistas descobriram que a Via Láctea se move perpendicularmente ao plano galáctico, que é onde se encontra a maior parte das estrelas de uma galáxia com forma aplanada, sendo orientado com lados norte e sul. Segundo os especialistas, a Via Láctea faz esse movimento de norte a sul, a partir do plano galáctico com as forças que vêm de várias direções, criando um padrão de onda caótica. As fontes dessas forças que criam o movimento ainda não são conhecidas, mas possíveis causas incluem braços espirais que se agitam e criam ondulações provocadas pela passagem de uma galáxia menor através do nossa.
 
Pesquisas
 
A equipe de astrônomos liderada por Mary Williams, do Instituto Leibniz de Astrofísica de Potsdam (AIP), detectou e analisou este fenômeno com o Experimento de Velocidade Radial (que tem a sigla RAVE em inglês), uma pesquisa de quase meio milhão de estrelas em torno do Sol. Usando uma classe especial de estrelas, que têm a mesma intensidade de brilho, a média das distâncias entre elas pôde ser determinada. Com isso, as velocidades medidas com o RAVE, combinadas com outros dados de pesquisa, puderam ser usadas para determinar as velocidades de 3D ​​completas (de cima para baixo, dentro-fora e rotacional).
 
O uso do 3D para o mapeamento
Neste estudo, as estrelas foram usadas para examinar a cinemática em uma grande região 3D em torno do Sol, que compreende 6,5 anos-luz acima e abaixo da posição do astro-rei, bem como para dentro e para fora do centro galáctico, atingindo um quarto da distância para o centro. Com isso, os padrões de movimento 3D obtidos mostraram estruturas altamente complexas. O objetivo foi, então, era desmembrar estas estruturas, concentrando-se sobre as diferenças entre o norte e o sul do plano galáctico. A partir dessas velocidades viu-se que a nossa galáxia se movimenta muito mais do que se pensava anteriormente, mostrando um comportamento ondulatório, com estrelas espalhando-se para dentro e para fora. O elemento novo na abordagem dos movimentos da Via Láctea é também a sua observação em 3D, mostrando o quão complexo o cenário da velocidade realmente é. Agora, o desafio dos cientistas é compreender esse comportamento e fazer modelos em 3D de nossa galáxia muito mais precisos.
Fonte: Mega Curioso

10 coisas malucas que você deveria saber sobre o sistema solar

Quando a maioria de nós estávamos na escola, aprendemos sobre as diferenças de gravidade entre os planetas do nosso sistema solar. Nós também aprendemos sobre como o Sol é enorme e que os gigantes gasosos são propensos a algumas tempestades incomuns. Mas ao longo dos últimos anos, a astronomia moderna tem evoluído, revelando que nosso sistema solar é mais peculiar do que imaginávamos.
 
10. A superfície maluca de Marte 
Marte é um planeta muito mal compreendido. Na maioria das vezes, astrônomos estão discutindo a possibilidade de Marte ter abrigado oceanos de água líquida ou antigas formas de bactérias. Mais recentemente, foi revelado que as formas mais primordiais de micróbios terrestres provavelmente se originaram em Marte antes de serem transferidos para a Terra através de impactos de asteróides. Raramente vemos algumas das imagens alucinantes das características que a superfície marciana tem para oferecer, o que é uma pena, já que a maioria dessas imagens poderiam revigorar o interesse em Marte, um planeta com um passado incrível. Desde que a sonda Mars Reconnaissance Orbiter começou a orbitar o planeta vermelho em 2006, sua câmera HiRISE revelou algumas dessas regiões incríveis. Uma das mais incríveis delas retrata trilhas deixadas por tornados marcianos. Eles levam para longe a camada mais externa de óxido de ferro (o agente responsável pela tonalidade avermelhada do solo), revelando a cor cinza escura do basalto localizada logo abaixo.

09. O planeta ausente
Astrônomos viram por muito tempo uma discrepância nas órbitas dos gigantes gasosos externos (Netuno e Urano), que aparentemente contradiz a maioria dos nossos modelos que retratam os primeiros anos após a formação do nosso sistema solar. A ideia é que, em um ponto, o nosso sistema solar era o lar de um planeta bem grande, contendo a massa de mais de uma dúzia de Terras. O planeta em questão – às vezes chamado de Tycho – provavelmente foi arremessado para fora do nosso sistema solar para o espaço interestelar bilhões de anos atrás, onde irá percorrer o éter celeste até o fim dos tempos. Este planeta teórico teria estado há bilhões de quilômetros além de Plutão, em uma região que recebe pouca iluminação do Sol. Sua órbita também teria sido altamente elíptica, levando milhões de anos para completar uma órbita completa em torno do Sol. Tomados em conjunto, esses fatores poderiam explicar parcialmente o porquê de tal planeta nunca ter sido detectado.
 
08. Chuva de diamantes em Netuno e Urano 
Além do mistério em torno de suas órbitas excêntricas, esses planetas também têm pólos magnéticos que estão desalinhados em até 60 graus a partir de seus pólos geológicos. Uma explicação para isso é que os planetas se colidiram com um corpo celeste desconhecido há muito tempo, mas uma outra teoria (que é mais lógica) sugere algo muito mais frio. Com base nas informações sobre suas inclinações estranhas e sua grande concentração de carbono, os astrônomos acreditam que Netuno e Urano são o lar de enormes oceanos de carbono líquido, com icebergs de diamante sólidos flutuantes no topo. Pode também chover diamantes sobre esses planetas como a chuva de água cai sobre a Terra.
 
07. A Terra está envolta por um halo de matéria escura 
A matéria escura é um dos mais profundos mistérios da cosmologia moderna. Os astrônomos sabem que estamos longe de decifrar suas propriedades exatas, mas sabemos que ela representa uma enorme fração da massa total do universo. Atualmente, sabemos alguns dos seus comportamentos. Particularmente, a matéria escura atua como uma âncora para manter as galáxias e sistemas solares unidos. Como tal, a matéria escura também desempenha um papel no funcionamento interno do nosso sistema solar, o que é particularmente visível ao observar seus efeitos sobre tecnologias espaciais. Uma observação aguçada, conhecida como anomalia de sobrevôo, observa que algumas de nossas naves espaciais e satélites mudam suas velocidades orbitais quando viajam em volta da Terra. A teoria para esta discrepância diz que a própria Terra está envolta por um enorme halo de matéria escura. Se fosse visível a comprimentos de onda ópticos, seria semelhante em tamanho a Júpiter!
 
06. Você pode voar em Titã
Titã, uma lua de Saturno, é um dos dos lugares mais fascinantes do nosso sistema de solar. Lá, não só chove uma substância semelhante a gasolina, mas também é possível nadar em grandes concentrações de metano e etano líquido, que podem ser vistas na sua superfície. Mas há mais informações que você deve conhecer quando for passar um dia em Titã. Graças a uma combinação de baixa gravidade superficial e baixa pressão atmosférica, se os seres humanos visitassem Titã equipados com um conjunto artificial de asas, poderíamos voar como pássaros.

05. Nosso sistema solar tem uma cauda
Recentemente, a NASA revelou que uma das suas missões tinha mapeado com sucesso a cauda do nosso sistema solar, descobrindo que ela é semelhante a um trevo de quatro folhas. A cauda, apelidada de heliocauda, é composta por partículas neutras, que não podem ser vistas através de meios tradicionais. Desse modo, instrumentos especializados foram necessários para produzir uma imagem coerente. A imagem revelou que a heliocauda se estende por mais de 13 bilhões de quilômetros, com fortes ventos fazendo com que o fluxo de material viaje a mais de 1,6 milhão de quilômetros por hora.
 
04. O campo magnético do Sol está prestes a inverter 
O Sol é realmente muito previsível. Ele passa por um ciclo contínuo de 11 anos, em que a atividade solar atinge um pico antes de diminuir novamente, culminando com o campo magnético do Sol invertendo sua polaridade. De acordo com a NASA, todos os sinais apontam para que o evento aconteça muito em breve, talvez nos próximos meses. O Pólo Norte já começou as suas mudanças. A mudança apenas sinaliza a segunda metade do máximo solar, quando o Sol vê um aumento na atividade das manchas solares – nada que afete muito a vida aqui na Terra.
 
03. Estamos cercados por buracos negros 
Os buracos negros existem em diversas variedades. Em primeiro lugar, há buracos negros de massa estelar, que são os mais comuns e que se formam quando estrelas massivas colapsam. Isto ocorre quando uma estrela não tem mais hidrogênio necessário para realizar a fusão nuclear, fazendo com que ela passe a queimar o hélio. Isso faz com que a estrela se torne instável, resultando em um dos dois cenários: o colapso da estrela em uma estrela de nêutrons ou o colapso em um buraco negro. Eventualmente, muitos desses buracos negros se fundem e se combinam para formar um buraco negro supermassivo, e nossa galáxia, como milhões de outras, orbita um buraco negro supermassivo central.
 
Outro tipo de buraco negro, chamado de micro buraco negro, pode bombardear a Terra constantemente. Estas minúsculas singularidades podem, teoricamente, ser produzidas em colisões de partículas em aceleradores aqui na Terra quando feixes de prótons se colidem em velocidades próximas a da luz. Não há necessidade de se preocupar, no entanto. Na maioria dos casos, eles evaporam imediatamente, sem trazer qualquer dano. Mesmo se não, ainda levaria um tempo mais longo do que a idade atual do universo para um micro buraco negro consumir um único átomo de matéria, e muito mais tempo para consumir um objeto com mais massa que a Terra.
 
02. O Sol cabe na magnetosfera de Júpiter 
Júpiter é o rei do nosso sistema solar, com espaço suficiente para acomodar cerca de 1.400 Terras. A única coisa maior do que Júpiter é o Sol. A magnetosfera de Júpiter (uma bolha magnética que envolve o corpo celeste) é a maior e mais poderosa magnetosfera do nosso sistema solar (até mais forte que a da Sol). A magnetosfera de Júpiter poderia facilmente engolir o próprio Sol (com algum espaço de sobra), incluindo a totalidade da corona visível do Sol. Para tornar isso um pouco mais acessível (se a imagem acima, de alguma forma não o impressiona em termos de comparação de tamanho), se pudéssemos ver a magnetosfera aqui da Terra, ela ficaria maior do que a lua cheia no nosso céu. Além disso, algumas partes da magnetosfera de Júpiter têm temperaturas mais quentes do que a superfície do sol.
 
01.Vida estranha pode existir nos gigantes gasosos 
Certa vez, a nossa lista de componentes-chave necessários para a vida era muito mais rigorosa. Hoje em dia, sabemos que não, especialmente após a descoberta de certas bactérias prosperando em profundas aberturas geotérmicas no fundo dos oceanos, onde as temperaturas podem ultrapassar os 100 graus Celsius. Independentemente disso, quando você pensa em vida fora da Terra vida, Júpiter provavelmente não é o primeiro lugar que vem à mente. É essencialmente uma gigantesca bola de gás, certo? Não há como a vida se desenvolver lá. Mas isso pode estar errado.
 
Um experimento feito no início dos anos 50 – conhecido como o experimento de Miller-Urey – demonstrou que podemos produzir compostos orgânicos, um pré-requisito para a vida, com alguns relâmpagos e compostos químicos certos. Considerando essas informações e o fato de que Júpiter já atende a vários requisitos, como ter água (Júpiter pode até ter o maior oceano de água em nosso sistema solar), metano, hidrogênio molecular e amônia, é possível que o gigante de gás possa suportar a vida. Dito isto, Júpiter tem a maior pressão atmosférica do que qualquer planeta do nosso sistema solar. Ele também tem fortes ventos que poderiam, hipoteticamente, ajudar a circular os compostos apropriados.
 
Alguns pesquisadores sugerem que formas de vida baseadas em amônia poderiam prosperar em algumas nuvens na atmosfera superior, região onde a temperatura e pressão permitiram que uma camada de água líquida existisse. Carl Sagan foi um grande defensor dessa idéia, e não descartava a possibilidade de formas extremas de vida vivendo em Júpiter. Na sua opinião, as formas de vida que vivem na atmosfera de Júpiter são diversas, cada uma desempenhando um papel necessário na cadeia alimentar jupteriana.
Fonte:Mistérios do Mundo.com

Telescópio registra lugar mais frio conhecido no Universo

Nebulosa do Bumerangue é um dos objetos peculiares do Universo
Nebulosa do Bumerangue, objeto que fica apenas 1ºC acima do zero absoluto, foi registrado por telescópio Foto: NRAO/AUI/NSF/NASA/STScI/JPL-Caltech / Divulgação
 
Com temperatura de um grau Kelvin, apenas um grau Celsius acima do zero absoluto (-272 ºC), a Nebulosa do Bumerangue é o objeto mais gelado já identificado no Universo - mais frio até que o fraco resplendor que sucedeu o Big Bang, o evento explosivo que criou o cosmo. Astrônomos utilizando o telescópio Alma, o mais poderoso para a observação do Universo frio, voltaram a observar essa protonebulosa planetária para aprender mais sobre suas gélidas características e determinar seu real formato, que conta com uma aparência fantasmagórica, de acordo com a agência espacial americana (Nasa).​ Esse objeto ultra-frio é extremamente intrigante e estamos aprendendo muito mais sobre a sua verdadeira natureza com o Alma”, disse Raghvendra Sahai, pesquisador e cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena, na Califórnia (Estados Unidos).
 
 “O que parecia um lóbulo duplo em formato de ‘bumerangue’ quando visto a partir de telescópios ópticos é, na verdade, uma estrutura muito mais ampla que está se expandindo rapidamente pelo espaço”, garantiu o astrônomo. A estrutura azul ao fundo da imagem, visível através da luz pelo telescópio espacial Hubble, mostra um formato considerado clássico para esse tipo de estrutura cósmica, com uma região central muito estreita. Através da alta resolução do telescópio Alma no Chile, os astrônomos puderam ver as frias moléculas de gás que revelam uma forma mais alongada da nebulosa, em vermelho na imagem.

Isso é importante para a compreensão de como as estrelas morrem e se tornam nebulosas planetárias", afirmou Sahai. "Utilizando o Alma, conseguimos - literal e figurativamente - lançar nova luz sobre os últimos momentos de vida de uma estrela como o Sol. A Nebulosa do Bumerangue, localizada a 5 mil anos-luz da Terra, na constelação de Centaurus, é um exemplar relativamente jovem dos objetos conhecidos como nebulosa planetária - corpos celestes que, ao contrário do que o nome indica, estão na verdade na fase final de suas vidas como estrelas semelhantes ao Sol que deixaram suas camadas exteriores. O que permanece no centro delas são estrelas anãs brancas, que emitem radiação ultravioleta capaz de fazer o gás nas nebulosas brilhar e emitir luz.
Fonte: Terra

O Aglomerado da Borboleta

© N.A.Sharp/Mark Hanna (M6)
 
O Aglomerado da Borboleta é um aglomerado de estrelas aberto brilhante com cerca de 12 anos-luz de diâmetro, localizado a 1.600 anos-luz de distância da Terra, na constelação austral de Scorpius (o Escorpião). Seu nome deriva da vaga semelhança de sua forma de uma borboleta, e também ele é conhecido como NGC 6405 ou Messier 6 (M6). O aglomerado fica perto da fronteira da constelação de Sagitário, o que o torna o objeto Messier mais próximo do centro da Via Láctea. Os membros deste grupo foram formados na mesma nuvem molecular gigante e ainda estão gravitacionalmente ligados uns aos outros.
 
O Aglomerado da Borboleta contém, provavelmente, um pouco mais de 300 estrelas, embora apenas 80 tenham sido identificados. A maioria delas são jovens e quentes estrelas azuis, mas o membro mais brilhante (na borda da asa esquerda da borboleta) é uma estrela gigante laranja, chamada BM Scorpii (HD 160371), que contrasta com os seus vizinhos azuis na imagem. A estrela BM Scorpii, é classificada como uma estrela variável, cujo brilho varia de 5,5 a 7,0 de magnitude em um ciclo de cerca de dois anos. O aglomerado possui em torno de 100 milhões de anos de existência.
 
Você pode encontrar este conjunto de cerca de 4 graus ao norte da estrela brilhante Shaula na cauda do Escorpião, e apenas cinco graus a sudeste de Messier 7, um outro aglomerado aberto. Um olhar através de um telescópio pequeno revela por que ele é chamado de Aglomerado da Borboleta: com um aumento de 40 a 50 vezes, o aglomerado apresenta três estrelas brilhantes que atravessam o centro (o corpo da borboleta), com duas alças irregulares de estrelas de cada lado (as asas). Um pouco de imaginação revela as "antenas" da borboleta, a nordeste. Você verá apenas algumas dezenas de estrelas com binóculos e, talvez, 100 estrelas em um telescópio de 6 polegadas.
Fonte: Astro News
National Optical Astronomy Observatory

A Rosa de Caroline

Créditos:Albert Barr  
Encontrado entre os ricos campos de estrelas da Via Láctea na direção da constelação da Cassiopeia, o aglomerado estelar NGC 7789 localiza-se a aproximadamente a 8.000 anos-luz de distância da Terra. Sendo descoberto no final do século 18 pela astrônoma Caroline Lucretia Herschel, o aglomerado também é conhecido como a Rosa de Caroline. Sua aparência sugestiva é criada pelo imbricamento complexo de estrelas e vazios do aglomerado. Agora estimado como tendo 1,6 bilhões de anos, os aglomerados abertos de estrelas ou galácticos também mostram sua idade. Todas as estrelas no aglomerado provavelmente nasceram no mesmo momento, mas as mais brilhantes e mais massivas exaurem de forma mais rápida seus combustíveis de hidrogênio em seus núcleos. Essas têm se desenvolvido das estrelas da sequência principal como o Sol nas muitas estrelas gigantes vermelhas mostradas com um brilho amarelado nessa bela composição colorida. Usando as medidas de cor e brilho, os astrônomos podem modelar a massa e então a idade do aglomerado de estrelas, começando pelo desligamento das estrelas da sequência principal que se tornaram gigantes vermelhas. Com mais de 50 anos-luz de diâmetro, a Rosa de Caroline se espalha por quase meio grau (o tamanho angular da Lua Cheia) perto do centro da imagem telescópica de campo vasto acima.
Fonte: NASA

25 de out de 2013

Alpha Centauri - A estrela mais próxima do sistema solar

Alpha Centauri é um sistema estelar triplo há cerca de 4,6 anos luz de nosso sol (ou 3.8×1016 metros) sendo a estrela mais próxima de nós depois do próprio sol. O sistema estelar Alpha Centauri é composto por três estrelas, sendo Alpha Centauri A e Alpha Centauri B um sistema binário e a pequena e distante Alpha Centauri C (também conhecida como Próxima Centauri), completa o sistema, essa por sua vez demanda cerca de um milhão de anos para completar sua órbita em torno do sistema principal Alpha Centauri AB. Por ser o sistema estelar que contém a estrela mais próxima do sol e da terra, Alpha Centauri é sempre alvo da ficção científica quanto à futuras missões espaciais à estrelas distantes. Porém isso ainda deve demorar muito para acontecer visto que, não obstante à curta distância, ainda estamos falando de 4,2 anos à velocidade da luz, mesmo que seja desenvolvida uma tecnologia capaz de viajar à 10% dessa velocidade ainda seriam necessários pelo menos \approx 44 anos para chegar lá. Os objetos que mais avançaram no espaço construídos pelo homem, as sondas Voyager, demorariam cerca de 80 mil anos para chegar.

Observando Alpha Centauri
 Em nosso céu Alpha Centauri é visto como uma única estrela de magnitude aparente de -0,29 sendo a terceira mais visível à olho nu, porém pode basta um pequeno telescópio amador para que se possa distinguir Alpha Centauri A e B com separação angular que varia entre 2 e 22 arco-segundos, a estrela pertence a constelação de centauro e pode ser facilmente localizada próximo a Cruzeiro do Sul no hemisfério sul, porém é difícil de ser vista na maior parte do hemisfério norte.


Alpha Centauri A
É o membro principal ou primário, do sistema binário, sendo um pouco maior e mais luminosa do que o sol. É uma estrela de sequência principal solar, como com uma cor amarelada semelhante, cuja classificação estelar é tipo espectral G2, Alpha Centauri A é cerca de 10% mais massiva que o Sol, com um raio de cerca de 23 % maior. A rotação estelar prevista v_e \cdot \sin i desta estrela é de 2,7 ± 0,7 km · s-1, resultando em um período de rotação estimado de 22 dias, o que lhe confere um período um pouco mais rápido de rotação do que o sol em 25 dias.
 
Alpha Centauri B
É a estrela companheira, ou secundária, do sistema binário, e é ligeiramente menor e menos brilhante do que o sol. É uma estrela de sequência principal é do tipo espectral K1 V, tornando-a de uma cor mais alaranjada que a estrela principal. Alpha Centauri B tem cerca de 90% a massa do Sol e um raio 14% menor. A rotação estelar prevista v_e \cdot \sin i é de 1,1 ± 0,8 km · s-1, que resulta em um período de rotação estimada de 41 dias. (Estimativas anteriores de 1995 deram uma estimativa do período de rotação semelhante de 36,8 dias). Embora tenha uma luminosidade inferior à Alpha Centauri A, a estrela B emite mais energia na faixa dos raios-X. A curva de luz de B varia em uma escala de tempo curta e houve pelo menos um surto observado.
 
Alpha Centauri C
Também conhecida como Próxima Centauri, é de classe espectral M5 Ve ou M5 Vle sugerindo que esta seja uma pequena estrela de sequência principal (Tipo V). Sua massa é cerca de 0,123 M_{\odot}, ou 129 massas de Júpiter, sendo uma anã vermelha. Devido à sua baixa magnitude, de apenas +11,05, a estrela não pode ser observada a olho nu. Por este motivo, Proxima foi descoberta pelo astrônomo Robert Innes apenas em 1915, que na época era diretor do Union Observatory, na África do Sul.
Juntos, os componentes visíveis brilhantes do sistema de estrelas binárias são chamados de Alpha Centauri AB (α Cen AB). Esta designação “AB” indica o centro de gravidade aparente do sistema binário principal em relação à outra estrela acompanhante em qualquer sistema múltiplo de estrelas. “AB-C” refere-se à órbita de Alpha Centauri C em torno do centro do sistema binário, sendo o distância entre o centro de gravidade e o companheiro periféricas.
 
O pequeno planeta Alpha Centauri Eb
Alpha Centauri Bb é um exoplaneta ou planeta-anão que orbita a estrela B. Sua descoberta foi anunciada em 16 de outubro de 2012 por astrônomos europeus. Possui uma massa um pouco maior à da Terra. é o exoplaneta conhecido mais próximo do Sistema Solar e o mais leve já encontrado em torno de uma estrela parecida com o Sol. Não está na zona habitável da estrela, localizado à apenas 0,04 UA (unidade astronômica que equivale à distância entre à terra e o sol), aproximadamente um décimo da distância média entre Mercúrio e o Sol. Completa uma órbita em apenas (3,2357 ± 0,0008) dias, o que equivale a 3 dias, 5 horas, 39 minutos e (20 ± 70) segundos, e a tal proximidade da estrela provavelmente sofre de acoplamento de maré. Possui uma massa de no mínimo 1,13 vezes a da terra; apenas sua massa mínima é conhecida, uma vez que sua inclinação é desconhecida.
Fonte: www.cienciasetecnologia.com  

24 de out de 2013

Sonda Cassini descobre ‘salinas’ em Titã

Novas imagens dos lagos de hidrocarbonetos em Titã revelam o que parece ser o equivalente a salinas extraterrestres – uma descoberta que acrescenta mais uma camada de mistério para a maior lua de Saturno.
Titã está permanentemente envolto em uma neblina rica em metano, tornando-se a única lua no sistema solar a ter uma atmosfera densa. Os instrumentos a bordo da sonda Cassini, da NASA, no entanto, podem ver o que se encontra abaixo dessa neblina. Durante sobrevoos anteriores, as câmeras da Cassini mapearam lagos de metano e etano no hemisfério norte de Titã. As leituras levaram os cientistas a acreditar que há um “ciclo hidrológico” na lua, com chuva de hidrocarbonetos na superfície – semelhante ao ciclo da água na Terra. As novas imagens parecem lançar luz sobre uma etapa fundamental do ciclo de hidrocarbonetos em Titã – a fase que envia o metano e etano líquidos para a atmosfera, deixando para trás o equivalente a depósitos de sal da Terra.
 
Muitos desses corpos líquidos do norte estão rodeados por um material brilhante não visto em outros lugares de Titã”, disse Carolyn Porco, chefe da equipe de imagens da Cassini. “Esta é uma indicação de que, com o aumento do calor, os mares e lagos evaporam, deixando para trás um depósito de material orgânico… ou, em outras palavras, o equivalente a uma salina terrestre”. Os cientistas não sabem exatamente do que é feito o material, mas ele não é como o sal da Terra. Referimos o material como “orgânico” simplesmente porque ele contém átomos de carbono. Neste contexto, o termo não implica que o material foi criado como um resultado de processos biológicos. No entanto, o ambiente de Titã é pensado para permitir o tipo de química prebiótica que precedeu a ascensão da vida na Terra.

Buracos negros gorduchos se concentram em galáxias densas

Mistérios da astronomia, os buracos negros supermassivos (cuja massa pode ser um milhão vezes maior do que a do nosso sol) intrigam pesquisadores do mundo todo. Agora, eles descobriram informações curiosas sobre o fenômeno. Esses buracos negros “engordam” atraindo imensas nuvens de massa e liberam grandes quantidades de energia. Normalmente, se encontram no centro de galáxias, servindo, em alguns casos, como uma espécie de núcleo.
 
Para entender melhor o fenômeno, cientistas do Observatório Astronômico Nacional do Japão recorreram à base de dados do Observatório Virtual, que abriga informações sobre mais de 10 mil núcleos de galáxias. Depois de analisar essa vasta gama de dados, eles concluíram que buracos negros supermassivos tendem a se localizar em galáxias mais densas – uma correlação inesperada, já que o raio dessas regiões normalmente é 100 milhões de vezes maior do que o dos buracos negros.
 
Além disso, quando a massa do buraco negro é igual a (ou menor que) 100 milhões de massas solares, não há, a princípio, uma relação direta com a densidade da região galáctica. Por isso, os pesquisadores especulam que, nesses casos, o processo de formação é bastante diferente. Naturalmente, serão necessárias mais observações para confirmar essa hipótese – ou para formular outra em seu lugar.

Os sete telescópios mais incríveis que existem

Quando a China completar seu mais novo projeto de telescópio, em 2016, o Five-hundred-meter Aperture Spherical radio Telescope (FAST, ou rádio-telescópio esférico de abertura de quinhentos metros), ele terá uma antena parabólica com o tamanho de metade de um país (o menor do mundo, a Cidade do Vaticano, mas ainda assim…). Com o FAST, os cientistas estarão melhor equipados para estudar o universo e seus mistérios. No entanto, existem outros telescópios que ajudam a pesquisar o cosmos, apesar de não serem tão grandes. Confira seis outros telescópios engenhosos:
 
A maior antena parabólica atual
O maior telescópio, em termos de antena parabólica, é o do Observatório Arecibo de Porto Rico. A antena levou três anos para ser construída (1960-1963) e, com uma área de 73.000 m², já reina há 50 anos como a maior antena parabólica do mundo, permitindo que os cientistas coletem em minutos os mesmos dados que outros telescópios menores levariam horas.
 
Aquele que será O Maior 
O Square Kilometer Array (SKA, ou Grupo de um Quilômetro Quadrado) terá uma superfície de um quilômetro, espalhada por várias antenas e antenas parabólicas. Este telescópio imenso é o resultado de financiamento e projeto internacional, apesar de ainda não ser bem certo onde será instalado. Os lugares preferidos são a Austrália e a África do Sul. Ambos os países têm instalado antenas preliminares para mostrar seu entusiasmo. Na foto abaixo, vemos uma das antenas da África do Sul, apesar de outras 3.000 outras serem necessárias para fazer o SKA, onde quer que ele seja instalado. 
 
O Menor Telescópio no Espaço Exterior 
Brite é o nome do par de telescópios gêmeos que são os menores que estão no espaço. Nesta foto, o telescópio é o objeto negro no centro da imagem. Ele fica dentro de um satélite que por sua vez está dentro de um foguete, viajando pelo espaço desde fevereiro. O Brite, ou Bright Target Explorer (Explorador de Alvos Brilhantes) é um conjunto de seis nanosatélites, dos quais dois já foram lançados, para estudar as estrelas mais brilhantes do céu. Longe da atmosfera e em órbita da Terra, eles não terão que se preocupar com a turbulência atmosférica e seu efeito cintilante sobre as estrelas. Eles custaram a bagatela de US$ 1 milhão (R$ 2,16 milhões) cada um.
 
O telescópio com braços robóticos 
O Very large Telescope (VLT – “telescópio bem grande”) do Observatório Europeu do [Hemisfério] Sul recebeu um novo e atualizado espectrógrafo, o K-band Multi-Object Spectograph (KMOS, ou Espectrógrafo Multi-Objeto de Banda-K), conectado a um dos quatro hubs do telescópio, que contém 24 braços robóticos capazes de aumentar sua capacidade de mapeamento. Cada um dos braços robóticos controla um espelho independente, o que significa que cada imagem pode ser vista de 24 ângulos diferentes. Esta é uma maneira incrivelmente eficiente de mapear os céus, economizando tempo e dinheiro ao mesmo tempo em que melhora as chances de novas descobertas.
 
Separados por um oceano 
Os dois telescópios que fazem parte do Observatório Gemini examinam o céu como um par, apesar de estarem separados por um oceano. O observatório é propriedade de seis países, incluindo os Estados Unidos, e um deles está no Chile, enquanto o outro está no Havaí. Isso permite que examine o céu inteiro, e já proporcionou descobertas e novas pesquisas, incluindo o teste de algumas das teorias de Einstein.
 
O velho abrigo de Hubble 
Edwin Hubble é talvez um dos astrônomos de maior fama do mundo. Ele descobriu que o universo está em expansão, e que esta expansão estava conectada ao Big Bang. O Telescópio Espacial Hubble, que revelou que o universo tem entre 13 e 14 bilhões de anos, leva seu nome em sua homenagem. No entanto, o telescópio que foi usado por Edwin Hubble era mais modesto, com apenas 100 polegadas (2,54 metros). O precursor deste telescópio (figurado abaixo), com 60 polegadas (2 metros), ajudou pesquisadores a descobrirem que o sol não era o centro da Via Láctea. 
 
O maior espelho parabólico 
O Five-hundred-meter Aperture Spherical radio Telescope (FAST), em construção pela China, será o maior espelho parabólico quando for completado em 2016. Ele está sendo construído em uma depressão resultante do colapso de uma caverna, em uma parte da província de Guizhou tão remota que é protegida de quase todas as interferências de rádio. O telescópio é tão grande que sua antena parabólica não pode ser movida como um objeto único. Em vez disso, a superfície é feita de vários painéis que podem se mover juntos ou independentemente, dando ao FAST opções extraordinárias em termos de alcance.
Fonte: Hypescience.com
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