Cometa ISON volta a vida

Animação com 88 imagens, da passagem periélica do ISON, entre as 00:22 de 28 de Novembro e as 00:13 de dia 29.
Crédito: NASA/ESA/SOHO/Emily Lakdawalla

Aparentemente, o Cometa ISON sobreviveu à passagem pelo Sol! Os cientistas diziam que as imagens obtidas ontem pelos observatórios espaciais apenas mostravam um rasto de poeira que saía do outro lado do Sol. "Parece que o Cometa ISON não sobreviveu a esta jornada," realçava Karl Battams, cientista solar da Marinha dos EUA, num Hangout do Google+. À medida que o ISON mergulhou na direcção do Sol, provavelmente começou a despedaçar-se, não soltando fragmentos gigantes, mas pelo menos bocados razoavelmente grandes. Acabou por perder por completo a sua cabeleira e cauda, tal como o Lovejoy em 2011.
 
Ontem à noite, a sonda SOHO mostrava apenas uma corrente fina e longa de poeira. Era suposto o cometa ter aparecido em imagens do SDO (Solar Dynamics Observatory) pelas 22:00 (hora portuguesa), mas quatro horas depois ainda não havia quaisquer sinais. Nisto, eis que emerge do Sol um pequeno mas coerente núcleo, núcleo este que voltou a libertar poeira e gás, e a aumentar também de brilho. Pelo menos por enquanto. O destino do cometa ainda não é totalmente certo. Ainda não se sabe se o ISON está inteiro ou se é apenas uma fracção (ou várias) do que já foi. Só o tempo dirá se permanece vivo ao longo dos dias seguintes, e caso sobreviva, se será visível no céu nocturno e qual será o seu brilho.
 
O cometa media pouco mais de 1 km quando passou a 1,6 milhões de quilómetros do Sol, o que em termos espaciais significa que basicamente "roçou" a nossa estrela. Foi avistado pela primeira vez por um telescópio russo em Setembro do ano passado. Composto por gelo e poeira, o ISON era essencialmente uma "bola de neve" suja oriunda da nuvem de Oort, uma área de cometas e detritos nos confins do Sistema Solar. Há dois anos atrás, o Cometa Lovejoy roçou o Sol e sobreviveu, mas fragmentou-se dois dias depois. É por isso que havia alguma esperança que o ISON conseguisse sobreviver o periélio, porque tinha 10 vezes o seu tamanho.
Fonte: Astronomia On-Line

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