6 de fev de 2013

Deep Space Industries é a segunda empresa a se voltar para a mineração de asteroides

A Deep Space Industries, empresa americana focada na mineração espacial, anunciou que vai lançar, a partir de 2015, pequenas sondas espaciais para explorar os minerais e outros recursos encontrados nos asteroides em nosso Sistema Solar situados entre as órbitas de Marte e Júpiter. A empresa acredita que os humanos estão prontos para começar a colher recursos do espaço para o uso no espaço em missões espaciais e para aumentar a riqueza e prosperidade das pessoas na Terra. Por tanto sua missão é localizar, explorar, coletar e utilizar o vasto número de asteroides presentes do cinturão de asteroides do Sistema Solar. A estratégia da Deep Space Industries é ser práticos e criativos, dando passos pequenos mas contínuos. As sondas exploratórias que eles devem enviar serão econômicas e criadas com elementos em miniatura de satélites existentes.

Elas vão ser enviadas ao espaço a um preço acessível, pegando carona em lançadores de missões maiores usados para transportar astronautas ou grandes satélites de comunicação. Com esses planos a Deep Space Industries está começando a buscar investidores e clientes para suas atuações. E também está trabalhando junto à Nasa e outras entidades para descobrir os primeiros asteroides mais promissores para a exploração de minerais. Os planos deles são lançar sondas pequenas de até 25 kg em 2015 e a partir de 2016 enviar sondar mais pesadas de 32 kg capazes de contatar os asteroides e iniciar a análise no local. A recém-lançada Deep Space Industries é a segunda empresa a se voltar para a prospecção e exploração de minerais presentes em asteroides. A primeira foi a Planetary Resources, criada em abril de 2012 pelo presidente da Google, Larry Page, e pelo cineasta James Cameron.
Fonte: Folha

Os Braços de M106

Créditos e direitos autorais : Dados da Imagem - Hubble Legacy Archive, Robert Gendler, Jay GaBany, Processamento - Robert Gendler
Os braços espirais da brilhante galáxia M106 se alastram por este marcante retrato multiquadros, composto de dados de telescópios baseados no chão e no espaço. Também conhecido como NGC 4258, M106 pode ser encontrado na direção da constelação boreal dos Cães de Caça. A distância bem medida até M106 é de 23,5 milhões de anos-luz, fazendo esta cena ter cerca de 80.000 anos-luz de cobertura. Típicas em grandes galáxias espirais, faixas de poeira escura, aglomerados de jovens estrelas azuis, e regiões rosadas de formação estelar povoam os braços espirais que convergem para o núcleo brilhante de estrelas amareladas mais velhas. Mas esta composição detalhada revela traços de dois braços anômalos que não se alinham com os traçadores mais familiares. Vistos aqui em tons vermelhos, filamentos de gás hidrogênio brilhante parecem surgir da região central de M106, evidências de jatos energéticos de material explodindo no disco da galáxia. Os jatos são provavelmente energizados por matéria caindo em um massivo buraco negro central.  

Pesquisa encontra novos planetas semelhantes à Terra

Pelo menos três planetas têm tamanho e temperatura como a Terra. Candidatos orbitam anãs-vermelhas, estrelas mais fracas que o Sol.
Concepção artística de um planeta na órbita de uma anã-vermelha (Foto: D. Aguilar/Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics)  
Um estudo astronômico publicado nesta quarta-feira (6) estima que nossa galáxia possa ter pelo menos três planetas com características semelhantes à da Terra, no que diz respeito ao tamanho e à distância em relação à estrela que ele orbita. Esses planetas ficam a entre 300 e 600 anos-luz do nosso. O levantamento dos especialistas do Centro Harvard-Smithsoniano de Astrofísica, nos Estados Unidos, apontou que 6% dos planetas que orbitam as chamadas anãs-vermelhas se encaixem nessa descrição. Ao todo, 95 planetas foram analisados especificamente, dentre os quais se destacaram os três. Anãs-vermelhas são estrelas menores, mais frias e menos brilhantes que o Sol. Por isso, a chamada “zona habitável” de um sistema baseado em uma anã-vermelha é bem mais próximo à estrela do que no Sistema Solar. Por exemplo, se o Sol fosse uma anã-vermelha, a Terra seria bem mais fria e provavelmente não teria vida. A descoberta atrai o interesse dos astrônomos porque muitas das estrelas vizinhas do Sol são anãs-vermelhas. “Não sabemos se poderia existir vida em um planeta orbitando uma anã-vermelha, mas a descoberta aguça minha curiosidade e me deixam imaginando se os berços cósmicos da vida são mais diversos do que nós, humanos, imaginávamos”, comentou Natalie Batalha, cientista da missão Kepler da Nasa, cujos dados foram utilizados no estudo.
Fonte: G1

O cometa do século?

No espaço profundo, além da órbita de Júpiter, uma luzinha tênue se move cada vez mais rápido em direção ao Sol. À primeira vista, esse pontinho de luz não é diferente das milhares de estrelas distantes e tão fracas quanto ele. Para revelar sua natureza e ganhar algum destaque, é preciso um grande telescópio. Só assim é possível notar que se trata de um cometa. Mas, talvez, não apenas mais um cometa. Quem sabe esse pontinho de luz se revele “O” cometa. O discreto pontinho de luz foi descoberto pelos astrônomos russos Vitali Neveski e Artyom Novichonok em setembro de 2012 e recebeu o nome de Ison. Não é nada muito poético, é simplesmente a sigla em inglês da Rede Internacional de Óptica Científica. Um pouco melhor que seu nome oficial C/2012 S1.

Imagens obtidas desde então mostram que o cometa está bem brilhante para sua distância. Já em fevereiro, o Ison cruzou a órbita de Júpiter e está a uns 790 milhões de km. Novas imagens obtidas agora pela sonda Deep Impact mostram que ele continua brilhando intensamente para esta distância. A sonda Deep Impact é uma veterana estudiosa de cometas, e depois de observar os cometas Tempel 1 e Hartley 2, agora está de olho no Ison. Com imagens obtidas durante 36 horas entre os dias 17 e 18 de janeiro, muitos astrônomos estão especulando se este pequeno ponto de luz irá se transformar em um show de fim de ano. A ideia atual é que essa é a primeira vez que o Ison vem das profundezas do Sistema Solar em direção ao Sol e deve passar muito próximo dele em meados de novembro. Para brilhar tanto a esta distância, esse cometa deve ser composto por muito gelo, que evapora ao menor aumento de temperatura, fazendo o seu núcleo brilhar. De fato, mesmo a esta distância gigantesca, o Ison já exibe uma cauda de quase 65 mil km de extensão.

As estimativas atuais dizem que o núcleo do Ison tem entre 1 e 10 km de diâmetro com muito gelo sujo, isto é, compostos voláteis como amônia, monóxido de carbono, dióxido de carbono e metano, por exemplo, todos congelados. De acordo com as previsões mais otimistas, quando esse cometa chegar próximo ao Sol, se tornará tão brilhante que poderá ser visto de dia. Mas esse é um chute e tanto! Não do brilho que ele deve atingir, mas se o Ison sobrevive à passagem nas proximidades do Sol. Com uma composição tão volátil assim, a força gravitacional do Sol, bem como sua intensa radiação poderiam facilmente destruir o seu núcleo, fragmentando-o em milhares de pequenos pedaços.  Isso aconteceu recentemente com o cometa Elenin, que prometia tanto quanto o Ison promete. A diferença é que o Elenin era bem menor. Em contrapartida, o cometa Lovejoy passou pela atmosfera do Sol em 2011 e emergiu intacto para o deleite dos observadores. O Ison deve passar também pela atmosfera do Sol a meros 110 mil de km do que podemos chamar de sua “superfície” no dia 28 de novembro. A máxima aproximação da Terra deve ocorrer no dia 26 de dezembro, quando estará a 60 milhões de km de distância. O negócio é aguardar pela primavera deste ano e torcer para que o Ison nos dê esse presente.

Atualização do Kepler
Depois do período de repouso, o telescópio espacial Kepler voltou a operar normalmente, como previsto. Nas próximas semanas, novos dados do comportamento da rota de inércia que enfrentava problemas vai mostrar como está o seu desempenho depois dessa estratégia.
Créditos: Cássio Barbosa - Observatorio - G1

Veja um estrela bebê devorando suas primeiras refeições

Pode parecer meio abstrata a ideia de uma estrela em desenvolvimento, mas o fato é que o universo está cheio delas. Astrônomos americanos têm observado, a 950 anos-luz da Terra, um jovem astro de 100 mil anos de idade, que não para de se alimentar do gás e da poeira que o circundam. O “apetite” é impressionante. A cada meros 25 dias, a estrela fica dez vezes mais brilhante. Tecnicamente, parece que não se trata apenas de uma estrela, mas duas. Não é comum o uso do termo “estrelas gêmeas” entre os astrônomos, já que existe uma palavra especialmente cunhada para este fenômeno: estrela binária.

Trata-se de um conjunto de duas estrelas que orbitam ao redor de um centro de massa. O sistema como um todo (as duas estrelas e o material cósmico que a envolve) se localiza na constelação Perseu, e recebe o nome de LRLL 54361. As imagens capturadas pelo telescópio Spitzer (lançado ao espaço pela Nasa em 2003) mostram as duas estrelas juntas, mais ao centro, e uma outra estrela distante (LRLL 1843) na porção superior direita da imagem. Observando as fotos, é possível perceber que em alguns momentos o brilho das duas está mais intenso do que em outros. Isso acontece devido ao campo gravitacional que o conjunto forma.

 Em áreas próximas às estrelas, os gases e poeira espacial custam a ser absorvidos. Uma vez que passam de determinada linha, em proximidade, são puxadas para o centro com intensidade redobrada. O termo “estrela bebê” pode dar a ideia de pouco tamanho, mas as duas juntas são muito maiores que todo o sistema solar, por exemplo. Na fase de brilho mais intenso, a LRLL 54361 se estende por uma área de cerca de 15000 UA (uma unidade astronômica equivale a quase 150 milhões de km). Mas o processo de formação da estrela, segundo os pesquisadores, ainda vai decorrer por mais alguns milhões de anos.
Fonte: http://hypescience.com
[Science Daily / Science 20]

Vento de estrela gigante é formado por milhões de fragmentos, diz estudo

Astrônomos constataram que vento estelar não é uma brisa uniforme. Raras, as estrelas de grande massa reciclam material do Universo.
Vento de estrelas gigantes é composto por pedaços quentes e frios (Foto: ESA–C. Carreau/Nazé et al)

O satélite de raio X XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia (ESA), concluiu o estudo mais detalhado já realizado sobre o forte vento de uma estrela gigante, informou a agência em nota divulgada na terça-feira (5). Os astrônomos mostraram, pela primeira vez, que o vento estelar não é uma brisa uniforme, mas sim fragmentada em centenas de milhares de pedaços, com diferentes temperaturas. “Outros estudos já deram a entender que os ventos de estrelas de grande massa não são simplesmente uma brisa uniforme, e os novos dados confirmam isso. Mas, eles também revelam a existência de centenas de milhares de peças individuais quentes e frias”, diz Yaël Naze, da Universidade de Liège, na Bélgica, que liderou a análise do estudo.

Estrelas gigantes
As estrelas de grande massa são relativamente raras, mas desempenham um papel muito importante na reciclagem de materiais no Universo. Elas queimam o seu combustível nuclear muito mais rápido do que estrelas como o Sol e vivem por apenas milhões de anos, antes de explodirem em uma supernova, devolvendo a maior parte de sua matéria para o espaço. Mas, mesmo durante suas "breves" vidas, elas perdem uma fração significativa de suas massas devido aos fortes ventos de gás, expulsos das suas superfícies pela luz intensa emitida pela estrela. Os ventos das estrelas massivas são pelo menos cem milhões de vezes mais fortes do que o vento solar emitido por nosso próprio Sol e podem moldar significativamente o ambiente ao redor. Eles têm força, por exemplo, para provocar o colapso de nuvens de gás e poeira, formando novas estrelas, ou o inverso: empurrar as nuvens para longe antes que tenham a chance de começar a formar os novos astros.

Fragmentos
Apesar da sua importância, no entanto, a estrutura detalhada dos ventos das estrelas gigantes era pouco compreendida até então. Agora, com as observações do satélite XMM-Newton, os astrônomos puderam entender melhor como são os ventos estelares por dentro, por meio do estudo detalhado da variação das emissões de raio X da estrela zeta Puppis, também conhecida como Naos. Essa estrela é considerada a mais brilhante da constelação de Puppis e pode ser vista a olho nu da Terra, no hemisfério sul. De acordo com a ESA, os raios X captados pelo satélite são fruto das colisões que ocorrem no vento entre os diversos pedaços que o compõem. Essas partes são aquecidas e arrefecidas, fazendo com que a força e a energia dos raios X emitidos por elas variem. Foi dessa maneira que os astrônomos conseguiram identificar a quantidade de pedaços que fazem parte do vento estelar da zeta Puppis, concluindo que ele não era constante e uniforme, mas formado por centenas de milhares de pedaços.
Fonte: G1

Cientistas desenvolvem modelo para identificar zonas habitáveis em torno das estrelas

Este gráfico mostra as distâncias das zonas habitáveis em torno de várias tipos de estrelas. Alguns dos planetas extrasolares conhecidos que se pensa estarem na zona habitável da sua estrela também estão aqui representados. Nesta escala, a distância Terra-Sol é 1 UA, aproximadamente 150 milhões de quilómetros. Crédito: Chester Herman

Os cientistas que estudam a Via Láctea em busca de planetas que poderiam passar o teste definitivo de sustentação de formas de vida com base em água têm que descobrir se esses planetas caem no que é conhecido como zona habitável. Um novo estudo vai ajudar os cientistas nesta pesquisa. Usando os mais recentes dados, uma equipa do Departamento de Geociências da Universidade Estatal da Pennsylvania, EUA, desenvolveu um modelo actualizado para determinar se os planetas descobertos situam-se ou não dentro da zona habitável - onde poderiam ser capazes de ter água líquida à superfície e, portanto, albergar vida. O trabalho, descrito num artigo aceite para publicação na revista Astrophysical Journal, baseia-se num modelo anterior construído por James Kasting, professor de Geociências da mesma Universidade, e oferece um cálculo mais preciso das zonas habitáveis em torno das estrelas.

Ao comparar as novas estimativas com o modelo anterior, a equipe descobriu que as zonas habitáveis estão na realidade mais distantes das estrelas do que se pensava anteriormente. "Isto tem implicações para a descoberta de planetas com vida," afirma Ravi Kumar Kopparapu, investigador pós-doutorado e o autor principal do estudo. Para o artigo, Kopparapu e o estudante Ramses Ramirez usaram bases de dados actualizadas da absorção de gases de efeito de estufa (HITRAN e HITEMP). As bases de dados têm informações mais precisas sobre a água e o dióxido de carbono do que o que estava anteriormente disponível e permitiu com que a equipa construísse novas estimativas do pioneiro modelo Kasting criado há 20 anos atrás para outras estrelas.

Usando esses dados e os supercomputadores da Universidade Penn e da Universidade de Washington, a equipa foi capaz de calcular zonas habitáveis em torno de outras estrelas. No modelo anterior, a água e o dióxido de carbono não eram absorvidos tão fortemente, por isso os planetas tinham que estar mais perto da estrela na zona habitável. O novo modelo já descobriu que alguns planetas extrasolares, que se acreditava estarem nas zonas habitáveis podem, facto, não estar. Pode também ajudar os cientistas com pesquisas já em andamento. Por exemplo, o modelo pode ser usado para determinar se os planetas descobertos pela missão Kepler da NASA estão dentro da zona habitável das suas estrelas-mãe. A missão Kepler já descobriu mais de 2000 potenciais sistemas que podem ser investigados. Embora a Terra pareça estar situada no limite da zona habitável no novo modelo, este não tem em conta o importante papel das nuvens, que reflectem a radiação oriunda do espaço e estabilizam o clima.
Fonte: http://www.ccvalg.pt

Asteroide vai passar muito próximo da Terra em 15 de fevereiro

Mais perto da Terra em décadas
Apesar de não haver risco de colisão com a Terra, asteroide pode atingir satélites
Foto: Nasa / Reprodução
 
Um asteroide vai passar bastante próximo da Terra na próxima semana, porém não há chances de a rocha espacial atingir o planeta, de acordo com cientistas. Batizado de 2012 DA14, a pedra de 45 metros de largura vai passar a uma distância de 27,7 mil quilômetros no dia 15 de fevereiro - uma distância menor do que a mantida por satélites de comunicação na órbita terrestre. Apesar de o voo ser o mais próximo já registrado para um asteroide desse tamanho, não há razão para temer. Se estivesse em rota de colisão com a Terra, o asteroide produziria um impacto equivalente a 2.5 megatons de TNT - o equivalente a uma bomba atômica. E essa é apenas uma das mais de 500 mil rochas espaciais ao redor do planeta. O impacto seria capaz de destruir uma grande cidade como Londres. A próxima passagem de um asteroide nas proximidades do planeta só deve acontecer em 2046 - a uma distância muito maior, de 1 milhão de quilômetros.

"A Nasa pode prever com precisão o caminho do asteroide com as observações feitas, e é possível afirmar que não há chance de o asteroide entrar em rota de colisão com a Terra", informou a agência espacial americana em um comunicado. "Mesmo assim, a passagem vai fornecer uma oportunidade única para pesquisadores estudarem um objeto como esse tão de perto." A agência espacial americana vai fazer uma entrevista coletiva sobre o fato na quinta-feira. O 2012 DA14 foi descoberto por astrônomos há um ano. O asteroide será visível até mesmo através de binóculos e pequenos telescópios, especialmente na Ásia, Austrália e Europa Oriental. Apesar de não haver risco para os humanos, é possível que a rocha impacte algum satélite ou veículo espacial. A chance, no entanto, é pequena, segundo a Nasa.
Fonte: TERRA

As Asas da Nebulosa da Gaivota

A nuvem brilhante Sharpless 2-296, parte da Nebulosa da Gaivota.Créditos:ESO
Esta nova imagem do ESO mostra parte de uma nuvem de poeira e gás brilhante chamada Nebulosa da Gaivota. Estas nuvens vermelhas filamentares formam parte das “asas” desta ave celeste e a fotografia revela uma intrigante mistura de nuvens escuras e nuvens brilhantes vermelhas, que serpenteam por entre as estrelas brilhantes. Esta nova imagem foi obtida pela câmara Wide Field Imager, montada no telescópio MPG/ESO do 2,2 metros, instalado no Observatório de La Silla do ESO, no Chile. Estendendo-se entre as constelações do Cão Maior e do Unicórnio, no céu austral, a Nebulosa da Gaivota é uma enorme nuvem constituída praticamente só por hidrogénio gasoso. É um exemplo do que os astrónomos chamam uma região HII. Estrelas quentes formam-se no interior das nuvens e emitem radiação ultravioleta intensa, o que faz com que o gás circundante brilhe intensamente.

O tom avermelhado da imagem é um sinal da presença de hidrogénio ionizado. A Nebulosa da Gaivota, conhecida pelo nome formal de IC 2177, é um objeto complexo com a forma de um pássaro, constituído por três grandes nuvens de gás - a Sharpless 2-292  forma a cabeça, esta imagem mostra parte da Sharpless 2-296, que forma as enormes “asas” e finalmente a Sharpless 2-297, que constitui um pequeno nó na ponta da “asa” direita da gaivota . Estes objetos fazem todos parte do catálogo de nebulosas Sharpless, uma lista de mais de 300 nuvens de gás brilhantes, compilada pelo astrónomo americano Stewart Sharpless nos anos 1950. Antes da publicação do catálogo, Sharpless era um estudante graduado no Observatório de Yerkes, perto de Chicago, EUA, onde, juntamente com alguns colegas, publicou trabalho observacional que ajudou a demonstrar que a Via Láctea é uma galáxia espiral com enormes braços curvos.

As galáxias espirais podem conter milhares de regiões HII, a maioria das quais se concentra ao longo dos braços em espiral. A Nebulosa da Gaivota situa-se num dos braços em espiral da Via Láctea. No entanto, isto não acontece em todas as galáxias; embora as galáxias irregulares tenham regiões HII, estas situam-se no meio da galáxia e nas galáxias elípticas estas regiões parecem nem existir. A presença de regiões HII indica que existe formação estelar intensa na galáxia.

Esta imagem da Sharpless 2-296 foi obtida pela câmara Wide Field Imager (WFI), uma câmara enorme montada no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros no Observatório de La Silla do ESO, no Chile. A imagem mostra uma pequena parte da nebulosa, uma nuvem enorme que está a formar estrelas quentes no seu interior a uma elevada taxa. Podemos ver a Sharpless 2-296 iluminada por várias estrelas jovens particularmente brilhantes - vemos também muitas outras estrelas espalhadas um pouco por toda a parte, incluindo uma tão brilhante que se destaca como o “olho “ da gaivota em imagens que mostram a região completa.

Imagens de grande angular desta região do céu mostram uma imensidão de interessantes objetos astronómicos. As estrelas jovens brilhantes no interior da nebulosa fazem parte da região de formação estelar próxima CMa R1 na constelação do Cão Maior, que se encontra repleta de estrelas e enxames brilhantes. Próximo da Nebulosa da Gaivota encontramos a Nebulosa do Capacete de Thor, um objeto que foi observado com o Very Large Telescope do ESO (VLT) por ocasião do 50º Aniversário do ESO, a 5 de outubro de 2012, com o auxílio de Brigitte Bailleul - vencedora do concurso “Tweet até ao VLT!”.
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