14 de fev de 2013

Acelerador de partículas LHC fecha para manutenção por dois anos

Máquina mais poderosa do mundo foi usada para descobrir nova partícula. Quando reabrir, acelerador terá mais energia para experiências inéditas.
Estrutura do LHC, entre a França e a Suíça (Foto: Cern/Divulgação)
 
O Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês) anunciou nesta quinta-feira que seu principal equipamento passará por uma grande manutenção técnica e ficará dois anos sem funcionar. O Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) é um acelerador de partículas que funciona nem túnel subterrâneo de 27 km na fronteira da França com a Suíça. As experiências feitas no local servem para testar teorias da física de partículas. Em julho do ano passado, foi confirmada a existência de uma partícula que nunca havia sido detectado, e cujas características indicam que ela possa ser o bóson de Higgs, apelidado de "partícula de Deus".
 
A descoberta teve grande impacto na física, pois sua existência era a melhor explicação disponível para explicar o surgimento da massa. Os trabalhos de manutenção no LHC consistirão, entre outros complexos procedimentos, em voltar a efetuar as interconexões entre os ímãs do acelerador para que, quando for ligado novamente em 2015, ele possa funcionar a uma energia de colisão de 14 TeV (teraelétrons-volt ou trilhões de elétrons-volt). Neste nível de energia -- muito acima dos 8 TeV que alcançava ultimamente -- o experimento será capaz de confirmar com total certeza científica que essa nova partícula corresponde à de Higgs.

Além disso, essa complexa manutenção abriria porta para novas descobertas em relação às partículas elementares e à chamada "matéria escura", que supostamente constitui cerca de 84% do universo, de acordo com a teoria vigente. A passagem prévia à desativação do LHC foi realizada nesta quinta, quando uma equipe do Centro de Controle do Cern extraiu os últimos feixes de prótons do anel do acelerador. O acelerador foi criado em 2008 para colidir feixes de prótons ou íons pesados lançados em direções opostas, com choques que foram capazes de gerar intensidades de energia sem precedentes e que -- após uma avaria inicial, que obrigou os cientistas a interromper seu funcionamento em dez meses entre 2008 e 2009 --, superou as expectativas dos cientistas.

"Temos todas as razões para estar muito satisfeitos com os primeiros três anos de exploração do LHC", comentou o diretor-geral do Cern, Rolf Heuer, ao comunicar sua paralisação. A máquina, os experimentos, as instalações informáticas e todas as infraestruturas funcionaram extremamente bem e agora temos um descobrimento cientifico maior em nosso ativo", acrescentou. O acelerador deverá ser posto novamente em funcionamento em 2015, indicou o organismo cientifico, sem especificar o mês exato.
Fonte: G1

Asteroide que vai “passar raspando” na Terra tem potência da bomba de Hiroshima

Não é ficção científica! Um asteroide vai colidir com a Terra. Pode não ser nesta próxima sexta-feira (15), mas o perigo de uma pequena montanha voadora (de 45 a 50 metros de diâmetro e cerca de 130 mil toneladas de massa) colidir com o nosso planeta é real — e comprovado por especialistas. “Tem gente que ainda acha que o risco de choque de um asteroide é uma coisa de ficção científica. Mas, isto é absolutamente real. Já aconteceu no passado”, conta o doutor em Ciências pela USP e editor-chefe da revista Scientific American Brasil, Ulisses Capozzoli. O DA14 vai passar muito perto da Terra, levando em conta as distâncias no espaço. “A passagem deste asteroide a mais ou menos 27 mil km de distância é muito pequena. Isto deve servir para nós como um alerta”, afirma Capozzoli. Esta pequena montanha voadora, na máxima aproximação da Terra, atingira magnitude 8 (unidade de brilho). Portanto, ela não será visível a olho nu. O limite de observação para o olho humano, num céu escuro, está entre as magnitudes 5 e 6.

O asteroide da série Apollo (que penetra o interior da órbita da Terra em torno do Sol), de 45 metros de diâmetro (meio campo de futebol) não oferece risco de colisão com o planeta, porém o cientista tem a certeza de que outro asteroide do tipo irá atingir a Terra no futuro — e temos que estar preparados para isso. O asteroide DA14 se desloca pelo espaço a aproximadamente 28 mil km/h. Portanto, com tanto peso e tão rápido, o choque de um asteroide do mesmo tamanho que o DA14 com a Terra seria equivalente a uma nova bomba atômica, como a jogada na cidade de Hiroshima na Segunda Guerra Mundial. “Imagine um martelo desse vindo do espaço, viajando a quase 30 mil km/h pesando 130 mil toneladas. É literalmente uma martelada na superfície da Terra. No caso deste asteroide, as estimativas que estão sendo feitas é que esta energia seria equivalente a de uma bomba atômica”, explica o cientista.

O cientista explica que a destruição seria significativa se a colisão acontecesse em uma área urbanizada — afinal, como a humanidade presenciou durante a guerra, tal energia seria capaz de pulverizar uma cidade média. Uma série de asteroides e cometas já atingiram a superfície da Terra. As estimativas do ponto de vista astronômico é que existem, pelo menos, 4.700 asteroides que podem se chocar com a Terra. Uma parte deles tem dois a três quilômetros de diâmetro. Este atual tem só 45/50 metros”, alerta o editor-chefe da revista Scientific American Brasil. Capozolli aponta para casos passados para justificar sua opinião. A cratera de Barringer, em Winslow, no Arizona (EUA) é um exemplo clássico. A cratera tem pouco mais de um quilômetro de diâmetro e 200 metros de profundidade. A estimativa é que o marco tenha sido criado por um meteorito (ou bólido) há 50 mil anos. O tamanho do bólido que atingiu o Arizona? O mesmo tamanho do asteroide que vai passar “raspando” na Terra na sexta!

Além disso, Ulisses não descarta a possibilidade de que a Terra possa ser atingida por um asteroide vindo de um “ponto cego”. “A Terra está girando em torno do Sol. Suponha que você está girando em torno de um tambor, em um pátio, pode vir uma pedrada nas suas costas e você não ver direito. Este tipo de asteroide é mais difícil ainda de ser identificado. Há alguns anos atrás, um asteroide de 400 metros passou também próximo da Terra. Não é aquela ideia tola do fim do mundo de 21 de dezembro de 2012. Isto aqui é real”, comenta o cientista. Isto acontece, pois este tipo de material é uma espécie de “entulho do sistema solar” que transita na órbita do Sol. No Brasil, há seis crateras confirmadas de quedas de asteroides.

As duas hipóteses mais levantadas pela ficção para defender a Terra de um choque também foram comentadas pelo cientista: destruir o asteroide com um míssil ou acoplar uma nave para desviar o corpo celeste. O problema na primeira hipótese, segundo Ulisses, é criar uma chuva de corpos menores. A maior lição que a gente pode tirar é as pessoas se convenceram de que [o risco de choque com um asteroide] não é uma ameaça velada. Um asteroide vai se chocar com a Terra — é certo que vai acontecer. A questão é quando”, comenta Ulisses Capozzolli. O cientista ainda afirma que precisamos estar prontos para o momento que um desastre como este for iminente.

O especialista também alerta que a humanidade precisa se preparar para o impacto psicológico que a queda de um corpo celeste deste tamanho pode causar. Capozolli considera que um acontecimento como este pode mexer com o moral dos seres humanos e causar uma histeria generalizada. Nós estamos em um estágio de desenvolvimento de ciência e tecnologia onde temos a obrigação de pensar nessa ameaça e unir todo esse conhecimento para fazer a defesa”, comenta o cientista. De acordo com o doutor em Ciências, a única forma de prevenir a sociedade deve dar mais atenção para a comunidade científica e financiar esforços para a construção de mais observatórios e iniciativas de vigilância e patrulhamento do céu para identificar astros que podem se chocar com a Terra.
Fonte: R7

O que aconteceria se a lua fosse destruída?

Como seria a vida aqui no Planeta Terra sem a presença do seu satélite natural? será que existiria a vida?
A vida aqui na Terra depende daquela esfera esburacada que está à 384 mil quilômetros de nós, e se afasta cerca de 3,8 centímetros por ano. Se a Lua não existisse, ou se estivesse muito longe de nós, simplesmente não haveria vida na Terra. Sem a Lua, os dias na Terra seriam mais curtos – estima-se algo em torno de 18 horas – pois as forças de maré reduzem a rotação do planeta, alongando o dia. À noite, morreríamos de frio e ventos de 200 km/h equivaleria à uma brisa comum hoje, pois com a rotação mais rápida, a atmosfera se movimenta mais rapidamente. O ciclo das marés também seria diferente. Ainda existiria a alternância entre marés alta e baixa (as marés também são provocadas pela ação gravitacional do Sol), só que em menor intensidade – 70% menor.

Presume-se que sem a Lua, a inclinação do eixo terrestre poderia atingir os 85º e o clima da Terra seria completamente diferente. Na Antártica, por exemplo, onde hoje faz muito frio, seria quente como nos trópicos, e as regiões equatoriais do planeta estariam cobertas de gelo. A Lua age como um escudo contra meteoritos. Sem ela, a Terra seria a única fonte de atração gravitacional e seria constantemente bombardeada por meteoritos. Basta analisar as crateras lunares para provar isso. Sem a Lua, a vida na Terra poderia nunca ter surgido da forma como a qual conhecemos. Estima-se que daqui a 4 bilhões de anos, ela já tenha se afastado o suficiente para causar esses efeitos em nosso planeta, mas não se preocupe com isso: daqui a 1 bilhão de anos o Sol estará crescendo e tão quente que será capaz nos fritar aqui na Terra.
Fonte: Planetas Online

NASA explica oficialmente o que seria o misterioso dedo de metal em Marte

Os cientistas da NASA estão tentando resolver o mistério sobre o suposto objeto metálico de aparência estranha visto na superfície do planeta vermelho na semana passada. A sonda Curiosity da agência avistou um objeto com apenas 0,5 centímetros, o que fomentou uma serie de especulações, especialmente por fanáticos em teorias da conspiração.

O objeto parecia com um dedo robótico cortado ou até mesmo uma alça de uma possível câmera escondida. A NASA, por meio de nota, tentou conter os rumores informando oficialmente que o objeto nada mais é do que rocha erodida, provocada pelos intensos ventos ocorridos na superfície marciana. Guy Webster, da agência do Laboratório de Propulsão a Jato, disse: “Em Marte, como na Terra, às vezes as coisas podem assumir aparência incomum”.
prossegue: “Um caso em questão é uma rocha de aspecto brilhante visto em uma imagem recente de Marte através da sonda Curiosity. Alguns observadores casuais podem ver uma semelhança com uma maçaneta da porta do carro, ornamentos de um capô e até mesmo um objeto metálico”. Para o pesquisador Ronald Sletten, da Universidade de Washington, colaborador da sonda marciana, o objeto é parte de erosões naturais provocadas, o que proporciona esse tipo de visualização inusitada.

Alguns entusiastas questionam o fato do objeto ser tão brilhante, assim como um metal. O professor Sletten afirma “que isso ocorreu devido à superfície da rocha ser coberta de grãos finíssimos e relativamente duros. Esse tipo de rocha pode ser erodida pelos ventos, formando superfícies super lisas”. As imagens foram capturas pela Curiosity em 30 de Janeiro e revelou a estrutura de um “dedo” saindo da superfície de uma rocha.
Fonte: Jornal Ciência

Estrela gigante reciclando o Universo

© ESA ilustração do vento estelar altamente fragmentado
Estrelas massivas como Zeta Puppis são relativamente raras, mas desempenham um papel muito importante na reciclagem de materiais no Universo. Elas queimam o seu combustível nuclear muito mais rapidamente do que estrelas como o Sol, vivendo apenas por milhões de anos antes de explodir como uma supernova e retornando maior quantidade de sua matéria para o espaço. Mas durante suas breves vidas, elas perdem uma fração significativa da sua massa através de fortes ventos de gás expulsos de suas superfícies, através da luz intensa emitida pela estrela. O vento forte de uma estrela gigante como Zeta Puppis, uma supergigante azul, uma das estrelas mais luminosas da Via Láctea, 12.500 vezes mais energética do que o Sol, e não é uma brisa uniforme, mas é fragmentado em centenas de milhares de pedaços, de acordo com um estudo auxiliado pelo observatório espacial XMM-Newton da ESA.

A estrela Zeta Puppis também atende pelo nome de Naos, que na antiguidade era o nome dado ao santuário mais íntimo de um templo, acessíveis a apenas algumas pessoas; e graças ao XMM-Newton, os cientistas foram capazes de desvendar os segredos deste misterioso objeto estelar . Os ventos de estrelas massivas são pelo menos cem milhões de vezes mais forte que o vento emitido por nosso Sol e pode significativamente moldar o seu ambiente circundante. Eles podem provocar o colapso das nuvens de gás e poeira para formar novas estrelas ou, inversamente, explodir as nuvens para longe antes que eles tenham a chance de começar.

Apesar da sua importância, a estrutura detalhada dos ventos de estrelas de grande massa permanece pouco compreendido. Astrônomos já obtiveram um vislumbre pormenorizado desta estrutura do vento, através de observações com o XMM-Newton durante mais de uma década para estudar a variabilidade na emissão de raios X de Zeta Puppis. Uma das estrelas massivas mais próximas da Terra, é brilhante o suficiente para ser visto a olho nu na constelação de Puppis, no hemisfério sul.

Os raios X surgem de colisões entre aglomerados lentos e de movimento rápido no vento, que aquece a alguns milhões de graus. Verificou-se em Zeta Puppis, a emissão de raios X é extremamente estável em períodos curtos de apenas algumas horas, apontando para um número muito grande de fragmentos. No entanto, a variação inesperada na emissão foi observada na ordem de vários dias, o que implica a presença de algumas estruturas muito grandes ao vento, possivelmente com formato em espiral. Para entender plenamente estas observações, modelos melhorados de ventos estelares, será necessário, tendo em conta tanto as estruturas de grande escala de emissão e o vento altamente fragmentado, a fim de compreender como eles afetam a perda de massa em gigantes estelares.
Fonte: ESA
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