21 de fev de 2013

7 descobertas mais legais sobre planetas feitas em 2012

Pela primeira vez, astrônomos descobriram dois planetas girando em torno de um par de estrelas. Isso representa o primeiro sistema solar completo com sóis gêmeos, como no lar adotivo de Luke Skywalker, Tatooine, na saga 'Star Wars'.
 
O planeta '55 Cancri e' é 60% mais largo em diâmetro do que a Terra e já é conhecido desde 2004. Mas foi em 2012 que os cientistas descobriram um fato curioso sobre sua composição: pelo menos um terço dessa massa seria de puro diamante.
 
Em outubro de 2012, cientistas descobriram um planeta com quatro sóis. É a primeira vez que essa quantidade é encontrada. E o mais legal: ele foi descoberto por um grupo de voluntários usando o site Planet Hunters.
 
O CFBDSIR2149, descoberto em 2012, é um planeta interestelar. Ou seja, não tem ligação gravitacional com nenhuma estrela em particular, flutuando no espaço sozinho. E, por isso, pode ajudar a explicar a formação de planetas e estrelas: como não tem uma estrela brilhante próxima, astrônomos podem estudar sua atmosfera detalhadamente.
 
Em outubro, foi anunciada a descoberta deste planeta, que orbita Alpha Centauri B. Ele entra na lista porque é parecido com a Terra em localização e tamanho. Durante anos, astrônomos procuraram na Via Láctea por este tipo de planeta. Mas não se empolgue: sua superfície é tão quente que os cientistas acreditam que seja como lava derretida.
 
Júpiter é o maior planeta em nosso Sistema Solar. Agora, imagine: este planeta descoberto em novembro de 2012 é 13 vezes mais massivo. Por isso, é chamado de 'Super-Júpiter'.
 
Outra descoberta recente. Em novembro, cientistas anunciaram a descoberta de um planeta próximo à estrela HD 40307, na zona habitável onde água líquida pode existir. O planeta, chamado também de 'Super-Terra', tem 7 vezes a massa da Terra e não fica tão longe assim. É mais um passo na busca pela 'Terra 2.0'.
Fonte: Super interessante

Como Nasceu a Via Láctea?

Nossa galáxia nasceu quando inúmeras nuvens de gás agruparam-se devido a força. A colisão das nuvens originou as estrelas. Grande quantidade de gás acumulou-se no centro da galáxia. A gravidade aumentou e um buraco negro maciço se formou e cresceu. O gás e as estrelas foram tragados pelo buraco negro, formando um redemoinho superaquecido, chamado disco de acreção. Esse disco brilhante é um quasar.Um quasar expele dois jatos de partículas carregadas quase à velocidade da luz. O quasar transformou-se em radiogalaxia. Os jatos de uma radiogalaxia transformam-se em imensas nuvens.Juventude Violenta: Em sua juventude, é provável que o centro da nossa Galáxia tenha se comportado como um quasar (pequeno e brilhante núcleo de uma galáxia muito jovem e ativa).

Em sua parte central, há um buraco negro supermaciço, engolindo gás vorazmente e lançando o que não engole para o espaço. Os astrônomos descobriram milhares de quasares, a maioria muito remota.Diminuição da Violência: A fase de quasar da nossa Galáxia durou apenas alguns milhões de anos. Em seguida, ela passou para uma fase menos violenta, na forma de uma radiogalaxia. Os jatos que ela liberava como um quasar concentrou-se em duas nuvens enormes, gerando poderosas ondas de rádio. Ainda havia potencial para explosões provenientes do núcleo, o buraco negro continuava ali, mas, como o gás era utilizado para gerar estrelas, o buraco negro definhava lentamente.

Calmaria: Nove bilhões de anos após o seu nascimento escaldante, nossa Via Láctea começava a se acalmar. Um imenso buraco negro, com massa de três milhões de estrelas, ainda permanecia em seu núcleo; mas ele estava em repouso, pois já não tinha tanto gás a sua disposição. A Galáxia já havia gerado bilhões de estrelas, dispostas em uma bela forma espiral, com 100 mil anos-luz de extensão. Mas ainda havia espaço para mais.Nasce uma estrela: Há aproximadamente 4,6 bilhões de anos, uma nuvem de poeira e gás começou a colapsar em algum ponto da periferia da Via Láctea. À medida que se contraía, girava mais rápido, ate que se tornou um disco. Em seu centro, a temperatura e a densidade aumentaram, e seu núcleo brilhou para a vida. Uma estrela, nosso Sol nasceu. Fortalecido por reações de fusão nuclear, o jovem Sol despejou luz e energia sobre sua família emergente: os nove planetas dispostos no disco circundante.

Turma da pesada: George Gamow acreditava que todos os elementos haviam sido criados durante o Big Bang. Agora sabemos que só os mais leves hidrogênio, hélio e lítio foram produzidos com o Big Bang. Os outros 89 elementos, que constituem apenas 1% do total de matéria do Universo, foram forjados nas fornalhas nucleares das estrelas. Então, foram espalhados pelo espaço por estrelas que perdiam matéria ao agonizar.Começando com Hidrogênio... Todas as estrelas podem combinar os núcleos de hidrogênio em seus núcleos, gerando o hélio, uma reação que libera energia. As estrelas mais maciças também podem fundir três hélios, criando o carbono....Terminando com ferro: estrelas maciças podem criar elementos tão pesados como o ferro em seus núcleos. Na tentativa de fundir o ferro, elas explodem como supernovas. Na fúria da explosão, até os elementos mais pesados podem ser sintetizados.
Fonte: Big Bang - A história do Universo

A fascinante trajetória de Clyde Tombaugh William, o descobridor de Plutão

Desde a Antiguidade, os fenômenos celestes, aqueles possíveis de serem observados a olho nu, sempre despertaram muita curiosidade e interesse dos povos primitivos. Ao observarem o céu, à noite, os homens perceberam que havia pontos luminosos que se deslocavam lentamente entre as estrelas. Estes pontos luminosos eram chamados de planetas e a observação de suas posições sugeriu aos homens que os astros no céu se movimentavam como as coisas aqui na Terra. Embora a prática da observação seja algo que acompanhe a Humanidade ao longo da História, só nos tempos modernos, após a invenção dos primeiros telescópios, que o homem pôde descobrir e estudar os planetas.
 
Urano, por exemplo, foi o primeiro planeta a ser descoberto em março de 1781. William Herschel foi o autor do feito, e deu-lhe o nome de “Georgium Sidus” (o planeta Georgiano) em homenagem ao Rei George III da Inglaterra. Inicialmente, já havia sido observado Urano muitas vezes antes, mas esse planeta era sempre confundido com uma estrela. A observação mais antiga data-se em 1690 feita por John Flamsteed, que o catalogou como 34 Tauri. O nome Urano foi proposto pela primeira vez por Bode, para que assim ele se adequasse ao padrão de nomes dados aos outros planetas, que se originavam da mitologia clássica. No entanto, o nome só começou a ser usado em 1850.
 
Depois da descoberta de Urano e Netuno, este em 1846, os cientistas notaram que ambos os planetas possuíam movimentos estranhos e discrepância em relação a suas órbitas. Esses dados fizeram os cientistas acreditarem que houvesse outro planeta na história. Em 1894, o empresário Percival Lowell construiu um observatório – Lowell Observatory – no intuito de estudar Marte. Em 1905, ele voltou sua atenção na busca pelo planeta desconhecido, mas morreu antes da descoberta. Em 1928, Clyde Tombaugh William, um astrônomo amador, começou a trabalhar no Observatório de Lowell, no Arizona. E foi trabalhando ali, durante as férias, que ele recebeu seu diploma de Bacharel e Mestrado em Astronomia pela Universidade do Kansas.
 
Tombaugh construiu seu primeiro telescópio aos 20 anos de idade. Ao longo de sua vida, ele iria construir mais de 30 telescópios. Antes de conseguir o emprego no observatório, o jovem cientista fez observações detalhadas de Júpiter e Marte, e enviou para o Lowell Observatory na intenção de despertar o interesse dos demais astrônomos profissionais em relação ao seu trabalho. O cientista recebeu críticas positivas e um cargo no observatório. Quando passou a trabalhar lá, seu objetivo também se tornou encontrar o planeta misterioso que Lowell queria ter achado. O telescópio foi equipado com uma câmara que registraria duas imagens do céu em dias diferentes. O dispositivo virou para trás e para frente entre as duas fotos.
 
 Ambas mostravam milhares de estrelas, e Tombaugh passou cerca de uma semana estudando cada par de fotografias. Em 18 de fevereiro de 1930, o astrônomo compreendeu o movimento dessas estrelas fotografadas com um mês de antecedência. No mês seguinte, dia 13 de março, a equipe do Lowell Observatory anunciou oficialmente a descoberta do nono planeta do sistema solar. Este planeta, assim como os demais, deveria ser devidamente nomeado, e os cientistas abriram espaço para que sugestões fossem feitas. Uma garota de onze anos da Inglaterra, Venetia Burney, sugeriu o nome Plutão, porque o planeta, descrito como escuro e distante, parecia a morada do deus grego do submundo.
 
Ao longo de 70 anos Plutão foi considerado um planeta. Entretanto, com o esperado avanço tecnológico, os equipamentos astronômicos tornaram-se cada vez mais precisos, o que auxiliou na descoberta de objetos semelhantes à Plutão orbitando Netuno. Quase uma década depois da morte de Tombaugh, em 2006, a União Astronômica Internacional reclassificou Plutão como um planeta anão. Apesar de Plutão ter sido a descoberta mais famosa do cientista americano, ele também identificou um cometa, centenas de asteroides e diversos aglomerados de estrelas galácticas.
Fonte: Jornal Ciência
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