6 de mar de 2013

Descoberto novo cinturão de radiação ao redor da Terra

Os dois anéis originais foram descobertos por James Van Allen, em 1958. O terceiro anel de radiação ao redor da Terra foi descoberto agora pelas sondas gêmeas da missão RBSP, que tem participação do Brasil. [Imagem: Baker et al./Science]
 
Cinturão de Van Allen
 
Astrônomos acabam de encontrar o terceiro anel de Van Allen, uma formação aparentemente temporária, mas maior, envolvendo o segundo anel. Até agora se acreditava que o Cinturão de Van Allen fosse constituído por dois anéis de plasma - partículas carregadas eletricamente - que circundam a Terra no plano do Equador. É nesse cinturão de radiação, sobre o qual pouco se sabe, que ocorrem as auroras boreais e austrais. Os dois anéis originais foram descobertos por James Van Allen, em 1958. Eles circundam a Terra na região do Equador, estendendo-se entre 1.000 e 60.000 quilômetros de altitude, mantidos no lugar por ação do campo magnético terrestre.

A descoberta do terceiro anel foi feita pelas sondas espaciais gêmeas RBSP (Radiation Belt Storm Probes - sondas para medição de tempestades nos cinturões de radiação, em tradução livre), lançadas pela NASA em Agosto do ano passado para estudar as "tempestades" dos anéis de radiação - devido ao nome complicado da missão, elas são mais conhecidas como Sondas de Van Allen. O Brasil tem participação fundamental nessa missão. A missão das duas sondas RBSP é justamente esclarecer a formação e o comportamento desse cinturão de radiação, que afeta o funcionamento de satélites e naves espaciais, e pode ter impacto sobre a saúde dos astronautas.

Terceiro anel de Van Allen

Assim que chegaram ao espaço, as duas sondas detectaram imediatamente os dois conhecidos e gordos anéis. Para surpresa geral, contudo, nos dias que se seguiram, os instrumentos mostraram a formação de um terceiro anel de radiação. Com o passar dos dias, o segundo anel começou a se comprimir em uma faixa de elétrons muito densa, e começou a surgir o terceiro anel, igualmente formado por elétrons, mas menos compacto e mais distante, estabelecendo o quadro de um cinturão de Van Allen com três anéis.

Pareceu tão estranho que eu achei que devia haver algo de errado com o instrumento," disse o pesquisador Dan Baker. "Mas nós vimos coisas idênticas em cada uma das duas naves espaciais e então tivemos que concluir que era algo real. O anel do meio, que os astrônomos chamam de anel de armazenamento, persistiu conforme o anel externo começava a se desfazer, o que ocorreu durante a terceira semana de Setembro. Finalmente, uma poderosa onda de radiação emitida pelo Sol virtualmente aniquilou tanto o que restava do terceiro anel, quanto todo o segundo anel.

Uma gigantesca proeminência no Sol entrou em erupção no dia 31 de Agosto de 2012, arremessando partículas e criando uma onda de choque que parece estar relacionada com o surgimento e o desaparecimento do terceiro anel de Van Allen. [Imagem: NASA/SDO/AIA/Goddard Space Flight Center]


Pressa proveitosa

Já se sabia que o anel exterior de radiação tinha uma dimensão variável, às vezes inchando com partículas carregadas, que depois escapam novamente, dependendo do clima espacial. Nos meses que se seguiram desde o desaparecimento dos dois anéis externos, as zonas de radiação se reconstituíram em sua estrutura mais comum de dois anéis. Nós não temos nenhuma ideia de quantas vezes esse tipo de coisa acontece," disse Baker. "Isso pode ocorrer com bastante frequência, mas nós não temos os instrumentos necessários para acompanhar isso.

Na verdade, o fenômeno só foi registrado porque os cientistas decidiram usar os instrumentos das duas sondas sem passar pelo criterioso programa de calibração que ocorre em todas as missões espaciais. Eles passaram direto para a chamada "fase científica" porque queriam coletar a maior quantidade possível de dados em paralelo com a sonda SAMPEX, que está no espaço há mais de 20 anos, podendo deixar de funcionar a qualquer momento. Se tivessem seguido as normas, o fenômeno não teria sido registrado. Se não tivéssemos feito dessa forma, teríamos perdido o acontecimento. É bom estar no lugar certo, na hora certa, com os instrumentos certos," disse Baker.
 
Tempestades solares
 
Uma melhor compreensão da formação do Cinturão de Van Allen, incluindo o número de anéis, ajudará os pesquisadores a refinar nossa compreensão de como e quando as tempestades solares podem causar estragos na Terra. Por exemplo, qual seria o impacto de uma onda de choque que venha do Sol no momento que os anéis estão retraídos?

Nós podemos oferecer estas novas observações para os teóricos que modelam o que está acontecendo no cinturão," disse Shri Kanekal, cientista da missão das Sondas de Van Allen. "A natureza nos presenteou com este evento - ele está lá, é um fato, você não pode argumentar contra ele - e agora temos de explicar por que ele ocorre. Por que o terceiro anel persistiu durante quatro semanas? Por que ele mudou? Todas essas informações nos ensinam um pouco mais sobre o espaço."
Fonte: Inovação Tecnológica

Uma Janela Para o Oceano de Europa Bem Na Superfície do Satélite Congelado de Júpiter

Ilustração de Europa (em primeiro plano), Júpiter (direito) e Io (meio) concepção artística
Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech imagem
 
Se você pudesse lamber a superfície da lua congela de Júpiter, Europa, você na verdade estaria tendo uma pequena amostra de como é o oceano localizado na subsuperfície do satélite. Um novo artigo de Mike Brown, um astrônomo o Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena e de Kevin Hand, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, também em Pasadena, na Califórnia, detalha as fortes evidências que a água salgada do vasto oceano líquido encontrado no interior de Europa está congelada no seu exterior fazendo parte de sua superfície. A descoberta está baseada em alguns dos melhores dados desse tipo obtidos desde que a missão Galileo da NASA (1989 a 2003) para estudar Júpiter e suas luas sugeriu que existia uma troca química entre o oceano e a superfície, fazendo do oceano um ambiente muito mais rico do ponto de vista químico.
 
A troca entre o oceano e a superfície, diz Brown, “significa que a energia poderia estar indo para o oceano, o que é importante em termos das possibilidades da vida existir ali. Isso também significa que se você quisesse saber o que existe no oceano, era só chegar à superfície e raspar um pouco do terreno”. Acredita-se que o oceano de Europa cubra todo o globo da lua e tem cerca de 100 km de espessura abaixo de uma fina concha de gelo. Desde os dias das missões Voyager e Galileo da NASA os cientistas têm debatido sobre a composição da superfície do satélite Europa. O espectrômetro infravermelho a bordo da sonda Galileo não foi capaz de fornecer o detalhe necessário para identificar definitivamente alguns materiais presentes na superfície. Agora, usando o Telescópio Keck II em Mauna Kea, no Havaí e o seu espectrômetro OSIRIS, Brown e Hand identificaram uma feição espectroscópica na superfície de Europa que indica a presença de sal sulfato de magnésio, um mineral chamado de epsomita, que poderia ter se formado pela oxidação de um mineral provavelmente originado do oceano abaixo.
 
Brown e Hand começaram mapeando a distribuição do gelo de água pura versus qualquer outra coisa. O espectro mostrou que mesmo o hemisfério principal de Europa contém significantes quantidades de gelo que não é de água. Então nas baixas latitudes do hemisfério anterior, a área com a maior concentração de material de gelo que não é de água, eles encontraram uma fina e nunca antes detectada quebra no espectro. Os dois pesquisadores testaram tudo de cloreto de sódio a Drano no laboratório de Hand no JPL, onde eles tentaram simular o ambiente encontrado em vários mundos congelados. No fim do dia, a assinatura de sulfato de magnésio persistia. O sulfato de magnésio parece ser gerado pela irradiação do enxofre ejetado pela lua Joviana Io e, os autores deduziram que o sal de cloreto de magnésio se originou do oceano de Europa. Cloretos como o de sódio e de potássio, que são esperados estarem na superfície de Europa, são em geral não detectáveis, pois eles não possuem feições espectrais claras no infravermelho.
 
 Mas o sulfato de magnésio é detectável. Os autores acreditam que a composição do oceano de Europa possa ser próxima dos oceanos salgados da Terra. O satélite Europa é considerado o primeiro alvo para se buscar vida além da Terra, disse Hand. Uma equipe de estudo financiada pela NASA e liderada pelo JPL, e pelo Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Md., tem trabalhado com a comunidade científica para identificar as opções de exploração de Europa no futuro. “Se nós aprendemos alguma coisa sobre a vida na Terra, é que onde existe água líquida, geralmente existe vida”, disse Hand. “E claro nosso oceano é um belo e salgado oceano. Talvez o oceano salgado de Europa seja também um belo local para o desenvolvimento da vida”.
 
O trabalho foi apoiado, em parte, pelo Instituto de Astrobiologia da NASA, através da equipe Icy Worlds baseada no JPL, uma divisão do Caltech. O Instituto de Astrobiologia da NASA está baseado no Ames Research Center da NASA em Moffett Field, na Califórnia, e é uma parceria entre a NASA, 15 equipes norte-americanas, e 13 consórcios internacionais. O NAI é parte do programa de Astrobiologia da NASA, que apoia pesquisas sobre a origem, evolução, distribuição e o futuro da vida na Terra e da potencial vida em qualquer outro lugar.
Fonte: Ciencia e Tecnológia                         
NASA

Cometa pode colidir com Marte

Em 2014, o nosso Sistema Solar pode perder o planeta Marte, pelo menos, na forma como todos nos acostumámos a vê-lo. Segundo calcularam cientistas, o cometa C/2013 A1, com um diâmetro de 50 quilômetros,  pode colidir com o planeta em meados do outono.

 
Tal pode levar a consequências imprevisíveis. O planeta vermelho pode abrir fendas, o eixo de Marte pode deslocar-se e em sua superfície pode aparecer água. Os habitantes do nosso planeta não precisam de se preocupar – tranquilizam os cientistas – a catástrofe não influirá de modo algum na Terra. De acordo com os cálculos, o cometa C/2013 A1 aproximar-se-á da superfície de Marte a uma distância de 37 mil quilômetros em outubro de 2014. Estes dados são calculados e recalculados, mas chegam a uma conclusão: a probabilidade de colisão é muito grande. Os cientistas podem predizer o embate, mas é praticamente impossível calcular as suas consequências, diz Viktor Siniavski, consultor científico da corporação Energia:
 
“A colisão pode quebrar o planeta, mudar seu eixo, alterar o clima, as mais diversas coisas! O cometa possui grande quantidade de hidrogênio e, por isso, é difícil fazer prognósticos. A colisão, se acontecer, influenciará consideravelmente naquele planeta. Não duvido disso”. Esta posição é apoiada pelo redator da revista Aviapanorama, Serguei Filipenkov. Na opinião do perito, em qualquer caso, o cometa causará prejuízos a Marte: “Isso será perigoso para Marte. Primeiro, em resultado da colisão irá desprender-se uma grande quantidade de energia, correspondente a uma explosão termonuclear muito potente. Segundo, se o cometa for de gelo, a água contida no corpo celeste atingirá Marte. Uma vez que o planeta tem uma atmosfera muito rarefeita, esta água irá gelar imediatamente.
 
É muito provável que a colisão deixe cicatrizes no planeta. Na superfície de Marte já existe um desfiladeiro de centenas de quilômetros de comprimento, produzido em resultado de uma colisão anterior com um asteroide potente e não com um cometa, tendo a atmosfera de Marte sido evaporizada na altura”. Alguns cientistas calcularam que a próxima colisão poderá ser comparada a uma explosão de 20 biliões de quilotoneladas de TNT. Mas as distâncias espaciais são tão grandes que é pouco provável que os habitantes da Terra sintam as consequências deste acontecimento. Por isso, não há motivos para receios, não duvida Viktor Siniavski.
 
“Estes planetas não influenciam a Terra. O Sol exerce uma influência, a Lua também, provocando marés, mantendo o eixo, ou seja influencia positivamente a estabilização da Terra. Mas estes planetas não exercem qualquer influência. Não vejo razões de esperar que este acontecimento nos influencie de modo algum”. O cometa C/2013 A1 foi descoberto em janeiro último pelo astrônomo amador australiano Robert McNaught. Segundo previsões de cientistas russos, o corpo celeste voará a uma distância de 105 mil quilômetros do centro de Marte a 19 de outubro de 2014.

Telescópio Hubble revela o passado “canibal” da Via Láctea

 Via láctea, galáxia espiral onde se encontra o sistema solar, formada por cerca de duzentos bilhões de estrelas. Apesar de toda a sua complexidade, a Via Láctea pratica o chamado: canibalismo galáctico, quando uma galáxia menor é incorporada por uma maior. Um novo estudo, onde cientistas utilizaram o telescópio espacial Hubble da NASA, aponta a idéia de que a nossa galáxia continua a crescer, devorando galáxias de menores satélites. Com o uso do Hubble, localizado no espaço, foi possível medir com precisão o movimento de 13 estrelas no halo, provenientes de pequenas galáxias localizadas no exterior da Via Láctea, cerca de 80.000 anos-luz do centro galáctico.

Isso indica que a presença dessa ‘concha de halo’, pode ter sido formada a partir do acréscimo de uma galáxia anã. “A existência de uma estrutura de concha - que pode ser criada pelo acréscimo de uma galáxia satélite - pode explicar o movimento inesperado de estrelas halo”, disseram os pesquisadores, observando a característica da concha em torno de outras galáxias.
 
Para o autor da pesquisa, Alis Deason, da Universidade da Califórnia, "O que pode estar acontecendo é que as estrelas estão se movendo muito lentamente, e se encontram no ponto mais distante de sua órbita ao redor do centro da Via Láctea". Essa desaceleração no movimento cria um amontoado de estrelas, fazendo com que o movimento radial, que é em direção ou para longe do núcleo da Via Láctea, diminua e o movimento tangencial (circular) aumente.

Deason e seus colegas planejam estudar estrelas de halo mais externas para determinar se o reservatório de 80.000 anos-luz realmente existe. Os objetivos gerais são de compreender melhor a formação da Via Láctea e evolução, e calcular a massa exata de nossa galáxia. Para o pesquisador Deason, ainda falta analisar o movimento tangencial das estrelas para avaliar melhor a distribuição da massa total: “Ao estudar a distribuição em massa, podemos ver se ela segue a mesma distribuição como previsto nas teorias da formação da estrutura” diz Deason. O novo estudo foi aceito para publicação no Astrophysical Journal.
Fonte: Jornal Ciência

Cometas Lemmon e PanSTARRS São Registrados Juntos Perto de Atingir o Pico de Brilho

Créditos da Imagem:Yuri Beletsky (ESO)
Dois impressionantes cometas alcançaram o seus picos de brilho durante as próximas duas semanas. Tirando vantagem de uma rara oportunidade de imageamento, ambos os cometas foram capturados no céu, juntos, na semana passada sobre o Deserto de Atacama, na América do Sul. O cometa C/2012 F6 (Lemmon), é visível na parte superior esquerda da imagem, apresentando uma longa cauda dominada pelo brilho verde dos íons. O cometa C/2011 L4 (PanSTARRS), é visível perto do horizonte na parte inferior direita da imagem e mostra uma cauda brilhante dominada pela poeira refletindo a luz do Sol. As caudas de ambos os cometas apontam aproximadamente na direção do Sol que se pôs recentemente quando a imagem acima foi feita. O cometa Lemmon estará visível a olho nu antes do pôr-do-Sol nos céus do sul do planeta Terra, pela próxima semana e então será visível por meio de binóculos enquanto se apaga e se move lentamente para o norte. O cometa PanSTARRS, contudo, ainda ficará visível nos céus do sul por somente mais alguns dias, depois disso ele será brilhante o suficiente ainda para ser observado a olho nu enquanto se move para o norte. Para encontrar a gigantesca bola de neve em derretimento do PanSTARRS, os observadores devem olhar na direção do horizonte oeste logo depois do pôr-do-sol. Os observadores do céu profundo estão também monitorando o brilho do cometa C/2012 S1 (ISON), que pode se tornar um dos objetos mais brilhantes de todo o céu no final desse ano de 2013.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap130305.html 
 
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