8 de mar de 2013

A morte do Sol

Daqui a 7,5 bilhões de anos o Sol vai se apagar. Mas, antes disso, vai crescer, brilhar muito mais e quase derreter o sistema solar.
Ano 1 500 001 997 d.C. Um Sol gigantesco se levanta sobre o horizonte leste da Terra. Se você pudesse acordar nessa manhã, daqui a 1,5 bilhão de anos, não encontraria nada do mundo que conhece hoje. Nossa estrela está 10% mais brilhante e parece ocupar um pedaço enorme do céu, que por sinal não é mais azul. A atmosfera, opaca, úmida e abafada, é dominada por uma luz cor-de-laranja e amarela. Sobre o solo árido não há água, nenhuma planta ou animal. Enorme, brilhante e abrasador, o Sol está começando a morrer. E os primeiros sintomas da sua longa agonia já eliminaram a vida da Terra. Essa é a previsão da equipe de astrônomos liderada por Juliana Sackmann, do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Como todas as estrelas, o Sol brilha porque tem massa demais. Os átomos de hidrogênio do seu núcleo não suportam o peso sobre eles e se fundem, causando ininterruptas reações nucleares. A cada segundo, são queimadas 700 milhões de toneladas de hidrogênio, liberando 386 bilhões de bilhões de megawatts de energia como calor, luz visível e outras radiações. Compare: a potência da Usina de Itaipu é de 12 600 megawatts por ano! Apesar de tanto vigor, o Sol perde hoje uma fração mínima de matéria. Mas daqui a cerca de 7 bilhões de anos, o hidrogênio terá se esgotado e o astro começará a queimar hélio. Aí, a energia liberada será tão maior que ele se transformará numa gigante vermelha – uma estrela que pulsa, variando seu diâmetro em milhões de quilômetros. Mercúrio será engolido e destruído.

Planeta duro de matar - O tamanho e o brilho solar chegarão ao máximo daqui a 7,5 bilhões de anos. Segundo Juliana Sackmann, seu raio ficará mais de 200 vezes maior, chegando muito perto da Terra. E seu brilho, 5 000 vezes mais intenso. Isso quer dizer que a estrela estará lançando sobre o sistema solar 5 000 vezes mais energia do que hoje. O calor na Terra será muito superior ao de Vênus atualmente, que é de 500 graus Celsius. O antigo planeta-água virará uma imensa caldeira, com temperatura capaz de derreter chumbo. “De acordo com a quantidade de matéria ejetada pelo Sol, a Terra pode ficar muito mais quente ainda”, previram Juliana e seu colega Arnold Boothroyd, da Universidade de Monash, na Austrália. E poderia até ser destruída nesse inferno dantesco. Mas vai acabar fugindo para longe.


 Carrossel enlouquece - À medida que o brilho for aumentando, o vento solar lançará mais e mais energia e matéria da estrela moribunda espaço afora. Esse efeito reduzirá muito a massa do astro e, conseqüentemente, sua força gravitacional. “Até o ponto em que as amarras da gravidade estarão tão frouxas que os planetas correrão para mais longe”, explicou à SUPER Walter Maciel, do Instituto Astronômico e Geofísico da Unversidade de São Paulo. “Mas não escaparão do sistema solar.” Para saber exatamente quanto cada planeta se deslocará, seria necessário medir a quantidade precisa de massa perdida pelo Sol. “Mas calculamos que Vênus se moverá para a órbita atual da Terra e nosso planeta, para a de Marte”, disse Juliana. Os planetas exteriores, como Júpiter e Saturno, também entrarão no enlouquecido carrossel. Suas órbitas deverão dobrar de diâmetro.

Depois do suspiro final - Com os planetas girando mais longe, a solitária estrela agonizará por mais alguns milhares de anos. Na tentativa de reacender a fornalha em seu interior, ela terá se expandido e contraído quatro vezes, no total. A cada expansão, mais matéria será jogada fora. O Sol irá se enfraquecendo e se apagando aos poucos, até o suspiro final. Aí, o que um dia foi astro-rei amarelo e gigante vermelha não passará de uma anã branca – um corpo carcomido, com metade da massa atual espremida numa esfera com diâmetro 17 vezes menor que hoje e sem forças para liberar energia. Uma nebulosa, nuvem de poeira e gases resultante do desgaste estelar, envolverá o sistema solar mumificado. Os planetas, com exceção de Mercúrio, continuarão a longa e fria jornada em torno da carcaça estelar.

A saga terráquea segue - Que o Sol não duraria para sempre os astrônomos já sabiam. Estudando outras estrelas, eles construíram o modelo tradicional, que prevê o desaparecimento da Terra daqui a 5 bilhões ou 6 bilhões de anos, engolida pelo astro moribundo. A diferença do trabalho de Juliana e Boothroyd é que, nele, o Sol recebe tratamento personalizado. “Levamos em conta a variação de brilho e de tamanho específica da nossa estrela”, disse Juliana. A conclusão é o que você viu nas páginas anteriores: a Terra pode não ser engolida, mas jogada para longe – que bom! Mas toda forma de vida desaparecerá em 1,5 bilhão de anos – que mau!

Desanimador? - Nem tanto. Há gente séria achando que, até lá, o homem pode salvar o planeta. O astrofísico canadense Hubert Reeves, da Universidade de Montreal, vê duas saídas: reacender a fornalha ou empurrar a Terra para longe do inferno estelar (veja o infográfico abaixo). Reeves admite que nenhuma delas seria viável hoje. Mas quem sabe lá na frente dê. “É tudo uma questão de desenvolvimento tecnológico”, disse ele, otimista, à SUPER. Arnold Boothroyd acha mais fácil nos mudarmos para outro mundo. No que ninguém aposta é que a espécie humana sobreviva até lá. “É difícil imaginar um futuro tão remoto”, afirmou Boothroyd. “Seria como se o homem das cavernas pudesse adivinhar a sociedade atual.” Ainda assim, é bom crer que, na falta do Homo sapiens sapiens, outro ser inteligente qualquer leve a saga terráquea adiante. 
A aparência da Terra daqui a 3,5 bilhões de anos, quando o Sol estará a meio caminho da morte. O que um dia foram os oceanos terá se transformado em vastas planícies. E os antigos continentes terão se tornado planaltos. É que, por aquele tempo, o Sol terá aumentado em 40% o seu brilho, secando de vez o planeta e varrendo a atmosfera para o espaço

Ao emagrecer, ela crescerá
Ao lançar mais energia e matéria, a estrela se espalhará. Hoje, o Sol perde, por ano, menos de um trilionésimo de sua massa. Os planetas permanecem estáveis em sua órbita. Daqui a 7 bilhões de anos, ele comecará a pulsar. Seu diâmetro crescerá milhões de quilômetros e engolirá Mercúrio. No auge da catástrofe, a Terra não passará de uma bola incandescente, a centenas de graus Celsius, sem atmosfera. As rochas terão se derretido e o relevo, se achatado

Quanto maior, mais fraco - O Sol perde matéria e solta os planetas. Daqui a 7,5 bilhões de anos, o Sol começará a pulsar, aumentando e diminuindo de tamanho em mais de 200 vezes. Em cada expansão ele perderá matéria. Sob menor força gravitacional, os planetas saltarão para órbitas mais distantes. Passado o desastre, uma nebulosa –nuvem de poeira e gases resultante do desgaste estelar – se dissipará pelo espaço, para muito além dos limites do que foi um dia o nosso sistema solar.

Como escapar do fogo cruzado - Além de mudar de planeta, a humanidade tem duas soluções para salvar a Terra. Reavivar o Sol. Foguetes nucleares ou raios laser seriam lançados no depósito de hidrogênio, próximo do núcleo, que queima hélio. O combustível entra de novo em reação nuclear. O Sol ganha mais alguns bilhões de anos. Mudar de endereço. Foguetes nucleares empurrariam a Terra para além da região de Saturno. A energia para a operação viria da fusão do hidrogênio retirado da água do mar. Seria preciso esgotar 10% dos oceanos.
Fonte: Revista Superinteressante

Sonda espacial tentará desviar asteroide duplo

O módulo AIM ficará assistindo à distância, enquanto o projétil DART atinge o irmão menor do asteroide binário Dídimo. [Imagem: ESA/AOES Medialab]
 
Asteroide Dídimo
A Agência Espacial Europeia (ESA) está se preparando para lançar uma sonda espacial cujo objetivo é tentar desviar a trajetória de um asteroide. A recente passagem do meteoro na Rússia, gerando destruição e causando ferimentos em centenas de pessoas, apressou vários estudos para o desenvolvimento de capacidades para tentar desviar esses objetos celestes. A ESA já vinha trabalhando com parceiros internacionais no desenvolvimento da missão, chamada AIDA - Asteroid Impact and Deflection Assessment (avaliação do impacto e deflexão de um asteroide, em tradução livre). E o grupo acaba de definir o alvo da missão: será um asteroide duplo chamado Didymos, ou Dídimo (gêmeo). O Dídimo é um binário, com dois asteroides girando um em torno do outro - o asteroide primário tem cerca de 800 metros de diâmetro, enquanto o satélite tem cerca de 150 metros.
 
Alterando a órbita do asteroide
A missão AIDA é um esforço internacional de baixo custo que enviará duas pequenas naves para interceptar o asteroide. Enquanto uma se destrói chocando-se contra o asteroide a uma velocidade de 6,25 km/s, a outra grava tudo para registrar os efeitos do choque. Um possível efeito seria uma alteração no giro orbital dos dois objetos. Isso ajudará os cientistas a calcular o impacto necessário para, no futuro, desviar um asteroide que ameace a Terra. As duas naves serão concebidas para trabalhar de forma independente e poderão atingir a maior parte dos seus objetivos sozinhas. A sonda de colisão chama-se DART (Double Asteroid Redirection Test, teste de redireção de um asteroide duplo) e está sendo projetada pelo Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. A sonda de monitoramento chama-se AIM (Asteroid Impact Monitor, monitor de impacto em um asteroide) e está sendo projetada pela ESA.

Além de estudos sobre como desviar um asteroide, os cientistas vão aproveitar para estudar sua composição, com vistas a uma eventual mineração espacial futura. [Imagem: ESA/AOES Medialab]

Impacto do lixo espacial
O Dídimo não representa qualquer risco para o nosso planeta, mas ele se aproximará o suficiente para ser visível por telescópios de 1 a 2 metros de diâmetro na Terra, antes e depois do "ataque" da missão AIDA. A visão muito mais próxima, feita pelo AIM, fornecerá imagens muito precisas, permitindo a observação da dinâmica do impacto, bem como da cratera resultante, e ajudando na validação dos modelos teóricos. A energia libertada no impacto do AIDA, a vários quilômetros por segundo será semelhante à de um grande pedaço de lixo espacial atingindo um satélite de comunicações. Assim, a missão poderá ajudar também a modelar danos causados nas naves pelo lixo espacial. Em 2005, a sonda Impacto Profundo, da NASA, chocou-se com o cometa Tempel 1. Em 2011, a sonda Stardust fotografou a cratera, a primeira feita pelo homem em um corpo celeste.
 
Segundas e terceiras intenções
No início deste mês, a ESA pediu aos pesquisadores que propusessem experimentos que possam ser levados na missão ou feitos em terra, para aumentar o retorno científico da missão.  A AIDA não é só uma missão a um asteroide, também se destina a ser uma plataforma de pesquisa aberta a todos os tipos de utilizadores," diz Andrés Gálvez, do grupo de estudos da ESA.  O projeto tem valor em muitas áreas," concorda Andy Cheng, o responsável pelo módulo de impacto, "das ciências aplicadas e da exploração à utilização de recursos [minerais] dos asteroides. As propostas de novos experimentos podem incluir qualquer coisa que esteja relacionada com impactos a hipervelocidade, ciências planetárias, defesa planetária, exploração humana ou inovação em operações espaciais. A missão planeja interceptar o Dídimo a uma distância de cerca de 11 milhões de quilômetros da Terra, o que deverá acontecer em 2022.
Fonte: Inovação Tecnológica

NASA planeja capturar asteroide para estudos e exploração

Depois de estudar o pedregulho espacial rapidamente, o robô espacial capturaria o meteoroide em um saco de cerca de 10 por 15 metros, e tomaria o rumo da Lua. [Imagem: Keck Institute for Space Studies]

Asteroide em órbita da Lua
A NASA parece estar renovando seu interesse na Lua e nos asteroides. Juntamente com os rumores de uma Estação Espacial Lunar, e mesmo de uma base na Lua construída com uma impressora 3D, há também planos de uma missão tripulada a um asteroide. A novidade agora é que agência norte-americana está considerando uma proposta para capturar um asteroide de pequeno porte e arrastá-lo para a órbita da Lua, onde ele poderá ser estudado em detalhes. Pesquisadores do Instituto de Estudos Espaciais Keck confirmaram que a NASA está estudando seu plano de construir uma nave espacial robotizada para pegar um pequeno asteroide e colocá-lo em órbita alta ao redor da Lua. A missão custaria cerca de US$ 2,6 bilhões - um pouco mais que o robô Curiosity, que está em Marte - e poderia ser concluída até a década de 2020.
 
Radiação Cósmica
Até agora, a NASA só confirmou oficialmente o envio de uma cápsula tripulada Órion para uma viagem ao redor da Lua. Mas a administração Obama já estabeleceu a intenção de enviar astronautas a um asteroide próximo da Terra. O candidato mais provável, escolhido por causa de seu valor científico e pelas janelas de lançamento favoráveis, é uma rocha espacial chamada 1999 AO10. A missão até o AO10 levaria cerca de seis meses, expondo os astronautas à radiação espacial por um longo período, fora do alcance de qualquer resgate possível em caso de problemas. Com isso, um passo inicial atraente seria trazer roboticamente um asteroide para perto da Lua, onde ele estaria ao alcance de outras sondas robóticas, mas também de missões tripuladas de duração mais curta. Isso permitiria estudar os reais efeitos da radiação cósmica sobre os astronautas antes de enviá-los em missões mais longas.
 
Pesque e solte
A equipe do Instituto Keck prevê o lançamento de uma nave espacial lenta, impulsionada por um motor iônico solar. A nave deverá se aproximar de uma rocha espacial pequena, de cerca de 7 metros de diâmetro - tecnicamente isso a coloca na classe dos meteoroides, e não dos asteroides. Depois de estudar o pedregulho espacial rapidamente, o robô espacial capturaria o meteoroide em um saco de cerca de 10 por 15 metros, e tomaria o rumo da Lua. No total, seriam necessários cerca de seis a 10 anos para colocar a rocha espacial em órbita lunar estável. Louis Friedman, da Sociedade Planetária, coautor da proposta, afirma que o projeto ainda precisa de alguns ajustes finos, tanto técnicos, quanto científicos, mas vê a missão como um importante impulso para a exploração espacial futura.

Afinal, pelo menos duas empresas privadas já manifestaram interesse em capturar asteroides com vistas à mineração espacial. A missão também poderia ajudar a desenvolver maneiras de usar o material dos asteroides como material de construção ou combustível para naves espaciais, tornando a captura do asteroide um trampolim para missões humanas para asteroides maiores e, eventualmente, para Marte.
Fonte: Inovação Tecnológica

Astrônomos calculam idade da estrela mais antiga já encontrada

Identificada como HD 140283, astro tem cerca de 13,2 bilhões de anos e está a ‘apenas’ 186 anos-luz da Terra
Estrela fica a uma distância de 190 anos-luz do Sistema Solar e é estudada há mais de um século. (Foto: Divulgação/European Southern Observatory)
 
Os astrônomos da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, identificaram a estrela HD 140283 como a mais antiga já encontrada no Universo, com pelo menos 13,2 bilhões de anos, podendo chegar até 13,9 bilhões de anos. A descoberta foi anunciada na quarta-feira (10), durante um encontro da Sociedade Astronômica Americana, em Long Beach, na Califórnia. Acreditamos que essa estrela seja a mais antiga do Universo entre as que conhecemos, com uma idade bem determinada”, disse o astrônomo Howard Bond, de Penn – como a universidade é conhecida. A HD 140283 fica a uma distância de aproximadamente 190 anos-luz do Sistema Solar. Ela vem sendo estudada há mais de um século e é formada quase inteiramente por hidrogênio e hélio, os mesmos componentes do Sol.
 
Para determinar a idade da estrela, Howard Bond e sua equipe fizeram uma série de cálculos, usando as imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble. Primeiro, os astrônomos fixaram a distância entre a estrela e o Sistema Solar para, em seguida, medir o brilho do astro e calcular sua luminosidade. A equipe explorou, então, o fato de que a HD 140283 está em uma fase de seu ciclo de vida na qual o hidrogênio presente no núcleo está se esgotando. Nessa etapa, ocorre uma diminuição lenta da luminosidade da estrela, o que representa um indicador altamente sensível de sua idade.
 
O resultado dos cálculos apontou que esse corpo celeste tem 13,9 bilhões de anos, com uma margem de erro de 700 anos para mais ou para menos. Se essa margem for considerada, a idade da HD 140283 não entra em conflito com a idade do Universo, já que o Big Bang é calculado pelos cientistas como tendo ocorrido há cerca de 13,7 bilhões anos. Outro astro, conhecido como “Methuselah 2″ (Matusalém 2), já havia tido a idade calculada em 13,2 bilhões de anos, mas a equipe de astrônomos afirma que a idade da HD 140283 foi determinada com maior segurança.
 
Primeira e segunda geração
Para os cientistas, a HD 140283 faz parte de uma segunda geração de estrelas, criada após o Big Bang, por conter elementos mais pesados. A primeira geração se formou a partir do gás primordial, que contém baixas quantidades de elementos mais pesados que o hélio. Acredita-se que elas se originaram algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang. Os primeiros astros morreram milhões de anos depois, explodindo em uma sucessão de supernovas, e foram substituídos centenas de milhões de anos depois por estrelas como a HD 140283.
Fonte:BBC

As estrelas vão se apagar um dia?

Estudo demonstra que o universo só conseguirá produzir mais 5% das estrelas que já existem. Será que teremos um apagão em nosso céu?
Destruição dos Pilares da Criação, localizada na Nebulosa de Águia, vai proporcionar um belo espetáculo às gerações futuras
 
As estrelas são corpos com luz própria constituídos de plasma. Alguns desses objetos nasceram durante o primeiro ciclo de formação do universo, há quase 11 bilhões de anos, portanto são mais antigos que o nosso planeta, atualmente com 4,6 bilhões de anos. Assim como todo carnaval tem o seu fim, as estrelas também seguem um ciclo de vida e um dia morrerão. Um estudo recente publicado na revista Scientific American Brasil indica que, a menos que nosso universo encontre outro fôlego – o que é improvável, segundo os pesquisadores –, ele só conseguirá produzir mais 5% das estrelas que existem neste momento.

Mas fique calmo: isso não quer dizer que nosso céu se apagará de uma hora para outra. Porém, estamos vivenciando o limite entre o excesso luminoso e um declínio leve e longo. O professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP Laerte Sodré Junior explica que a taxa de formação de estrelas vem diminuindo com o tempo. Segundo o pesquisador, existe uma relação entre a massa das galáxias e a época em que elas formaram suas estrelas. “As galáxias de maior massa formaram grande parte de suas estrelas há muito tempo, enquanto o grosso da formação de estrelas se dá em galáxias de baixa massa, conhecidas como anãs”, diz.
 
Mas como as estrelas se formam?
As estrelas se formam a partir de grandes nuvens de gás e poeira conhecidas pelos astrônomos como nebulosas. Os restos de materiais lançados ao espaço por ocasião da grande explosão podem formar também um grande número de planetas e de sistemas planetários. O tempo de duração de uma nova estrela dependerá da quantidade de poeira e gás acumulada durante a sua formação. Quanto mais massa esse corpo tiver, mais quente e brilhante ele será. Além disso, é a temperatura da estrela que vai determinar qual cor ela terá.
 
Os Pilares da Criação
Uma das imagens mais famosas feita pelo telescópio Hubble, em 1995, mostra uma das maravilhas mais intrigantes de nosso universo. Um grupo de colunas com quatro anos-luz de altura, localizadas na Nebulosa de Águia, um jovem aglomerado de estrelas que fica a 7 mil anos-luz da Terra, ficaram conhecidas como os Pilares da Criação. A questão é que, posteriormente, cientistas descobriram que essas colunas foram destruídas por uma supernova, ou seja, uma explosão estelar que ocorreu há 6 mil anos-luz.

 Bom, como a nebulosa está a 7 mil anos-luz de nós e a explosão ocorreu há 6 mil… Exatamente! Os pilares como estão na imagem feita pelo Hubble já não existem mais. Isso acontece porque a luz precisa viajar uma grande distância e só chega na Terra depois que o evento ocorreu. Porém, avisem as gerações futuras que daqui a mil anos haverá um grande espetáculo nos céus do planeta: a onda de choque causada pela explosão dos Pilares da Criação.
Fonte: Agência CiênciaWeb

Cientistas fazem mapas de canais subterrâneos marcianos

 
Pesquisadores estudaram o conjunto de canais de Marte Vallis Foto: Nasa/Mola Team/Smithsonian Institution / Divulgação
Cientistas divulgaram nesta quinta-feira na revista especializada Science novos mapas dos canais subterrâneos de Marte. Segundo os pesquisadores, entender melhor esses canais ajuda a explicar a atividade hidrológica do passado marciano e determinar se enchentes do passado podem ter causado mudanças climáticas que deixaram o planeta comoe ele está hoje. O estudo usou dados do radar Shallow, que fica na sonda da Nasa (a agência espacial americana) Mars Reconnaissance Orbiter.  A pesquisa analisou a região de Elysium Planitia - um conjunto de planícies no equador e a mais jovem região vulcânica do planeta. Devido a essa atividade dos vulcões, a lava cobriu e escondeu a maior parte das evidências geológicas recentes da área. Embaixo do material expelido, se encontra um grande sistema de canais com 1 mil quilômetros de extensão, chamado de Marte Vallis. Esse sistema é parecido com outros canais de Marte que se formaram por gigantescas enchentes do passado. Contudo, Marte Vallis é pouco conhecido devido a ter sido "sepultado" pela lava. Com os novos mapas, os pesquisadores conseguiram descobrir a origem das inundações, um local chamado de Cerberus Fossae. Nossas descobertas mostram que a escala de erosão foi subestimada previamente e que a profundidade do canal era pelo menos o dobro de aproximações anteriores", diz Gareth A. Morgan, um dos autores do estudo. "A fonte das enchentes sugerem que elas se originaram de um profundo reservatório subterrâneo e podem ter sido liberadas pela tectônica local ou por atividade vulcânica. Este trabalho demonstra a importância do radar orbital e de entender como a água esculpiu a superfície de Marte."
 
Fonte: Terra

Novo asteroide 2013 EC20 passará perto da Terra nesta sexta-feira

Arte: No topo, gráfico mostra o momento da aproximação máxima entre 2013 EC 20 e a Terra. Créditos: NASA/JPL, Apolo11.com.
Um novo asteroide recém-descoberto deverá se aproximar bastante da Terra na noite dessa sexta-feira. A aproximação não será tão fantástica como a do asteroide 2012 DA14, mas mesmo assim volta a chamar a atenção aos perigos espaciais a que está sujeito nosso planeta. Batizado de 2013 EC20, a rocha foi descoberta em 7 de março de 2013 pela equipe de observadores do Catalina Sky Survey, da Universidade do Arizona e de acordo com as primeiras estimativas, a rocha tem cerca de 9 metros de comprimento. Viajando no espaço a 3.57 km/s (12800 km/h) 2013 EC20 fará sua aproximação máxima às 23h41 BRT (hora de Brasília) dessa sexta-feira, quando passará a apenas 149 mil quilômetros de distância do nosso planeta, uma distância menor que a metade entre a Terra e a Lua. No domingo, o asteroide se aproximará do nosso satélite às 02h37 BRT, praticamente na mesma distância. Devido ao tamanho e a distância, 2013 EC20 só poderá ser observado com auxílio de telescópios de grande porte, com mais de 500 milímetros de diâmetro. Não há qualquer risco de choque com a Terra ou com a Lua e a próxima aproximação ocorrerá em 9 de junho de 2020, quando passará a 9 milhões de km da Terra.
Fonte:Apolo11.com - http://www.apolo11.com/cometa_73p.php?titulo=Novo_asteroide_2013_EC20_passara_perto_da_Terra_nesta_sexta-feira&posic=dat_20130308-092315.inc
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