11 de mar de 2013

8 Astrônomos que você deveria conhecer melhor

Astrônomos que marcaram a historia da astronomia
 
George E. Hale: 1868-1938
Fundador de três importantes observatórios, Hale é considerado o primeiro astrofísico da história. Formado pelo MIT, em Harvard, passou grande parte da vida como professor, montando um laboratório sobre estudos do Sol em Pasadena, na Califórnia. Hale precisou ser afastado de seu cargo de diretor de um de seus observatórios, por ter alucinações no fim de sua vida.
 
Karl Schwarzchild: 1873-1916
Este astrônomo alemão é reconhecido por dois grandes serviços que prestou à ciência; além de ter esmiuçado a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, também foi o primeiro astrônomo a estudar e publicar artigos sobre a existência de buracos negros no espaço.
 
Edwin Hubble: 1889-1953
O astrônomo que dá nome ao telescópio mais famoso do mundo foi um grande pesquisador da distância entre objetos espaciais. Foi Hubble quem descobriu a medida entre a Terra e a nebulosa de Andrômeda e publicou importantes projetos sobre a relação entre a distância entre galáxias e seus tamanhos.
 
Clyde Tombaugh: 1906-1997
Em algum lugar, Tombaugh deve estar chateado; foi ele quem descobriu Plutão e o qualificou como planeta. Também fez grandes pesquisas sobre U.F.Os e centenas de asteroides, sendo que um deles foi homenageado em seu nome enquanto ainda estava vivo.
 
Vera Rubin: 1928-
A segunda mulher a receber um título honorário na Royal Academy, Rubin envolveu-se por toda a vida em pesquisas sobre matéria escura. Sua conclusão - aceita até hoje e considerada definitiva por muitos pesquisadores - é a de que 90% do universo é composto de matéria escura.
 
Carl Sagan: 1934-1996
Grande entusiasta da pesquisa por vida extraterrestre, Sagan dedicou anos da sua vida a pesquisas sobre Marte e outros planetas da Via Láctea. Foi idealizador de projetos que envolviam o envio de sondas espaciais com mensagens sobre a vida na Terra. Tem mais de 600 livros publicados e grande envolvimento com a ficção científica. Sua obra mais famosa, Cosmos, também virou uma série de TV, e foi ganhador do prêmio Pulitzer com o livro de não-ficção Os Dragões do Éden.
 
Stephen Hawking: 1942-
Além de renomado escritor de livros, Hawking é um dos mais respeitados cientistas da atualidade. Suas descobertas nos campos de cosmologia teórica e gravidade quântica o levaram ao cargo emérito de professor lucasiano na Universidade de Cambridge, cargo que foi ocupado pela última vez por Isaac Newton. Hawking sofre de esclerose lateral amiotrófica, uma rara doença que paralisa o corpo, mas não causa efeitos cerebrais. Em uma interessante coincidência, o nascimento de Hawking se deu no mesmo dia em que eram celebrados os 300 anos de morte de Galileu.
 
Neil deGrasse Tyson: 1958-
Neil deGrasse é astrofísico, diretor do Planetário Hayden e responsável pelo departamento de astrofísica do Museu de História Natural dos Estados Unidos Também foi apresentador de um programa de TV sobre ciência popular e é mundialmente famoso por ter escrito uma carta a James Cameron, diretor de Titanic, dizendo que o posicionamento das estrelas estava errado, de acordo com o dia do naufrágio do navio mais famoso do mundo. Atualmente, deGrasse também ficou famoso por dar o ar da graça na série The Big Bang Theory.
 Fonte: Super Interessante

Teria a Via Láctea engolido outras galáxias?

Uma descoberta recente pode alterar a história da Via Láctea: um estudo publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society (“Notícias Mensais da Real Sociedade Astronômica”) afirma que nossa galáxia absorveu uma galáxia satélite menor 10 milhões de anos atrás, em um evento que teria culminado com o encontro dos buracos negros centrais das galáxias. A colisão teria sido tão forte que teria arremessado um grupo de estrelas antigas para fora do núcleo a hipervelocidades.

Bolhas de Fermi
As astrônomas Kelly Holley-Bockelmann, da Universidade Vanderbilt (na cidade de Nashville, Tenesse, EUA), e Tamara Bogdanović, do Instituto de Tecnologia da Geórgia (Atlanta, EUA), chegaram a esta teoria a partir da observação das assim chamadas Bolhas de Fermi, duas bolhas gigantescas e difusas de raios-gama que estão emergindo do centro da galáxia, acima e abaixo do plano galáctico. Atualmente, elas têm 25.000 anos-luz de comprimento. Acredita-se que o raio-gama que emitem seja resultado de colisão de partículas lançadas do centro galáctico em altas velocidades.

O que chamou a atenção das astrônomas foi que a borda das bolhas é bem nítida, o que sugere um evento bastante abrupto, e que teria ocorrido poucos milhões de anos atrás, período que corresponde também à idade de estrelas jovens no centro galáctico. Segundo Holley-Bockelmann, “o gás foi perturbado pela passagem de uma galáxia satélite, e parte deste gás formou estrelas, enquanto o resto acabou sendo engolido pelo buraco negro, e as Bolhas de Fermi seriam o ‘arroto’ explosivo que o buraco negro lançou depois de ter lanchado o gás”.

Uma longa queda

A reconstrução da história do evento começa cerca de 13 bilhões de anos atrás, quando a pequena galáxia satélite disparou em direção ao centro da Via Láctea. À medida que caía, ia gravitacionalmente perdendo suas estrelas e matéria escura até se tornar um esqueleto do que era antes. A pequena galáxia satélite, ou o que restou dela, teria atingido finalmente o centro galáctico da nossa galáxia alguns milhões de anos atrás, na forma de um buraco negro e um véu de estrelas e matéria escura.

Apesar de estar tão despida de sua matéria original, o que restou da galáxia ainda tinha massa suficiente para perturbar o gás que orbitava o nosso centro galáctico, fazendo com que parte dele explodisse em estrelas e o resto caísse no nosso buraco negro supermassivo, que teria então emitido o “arroto” explosivo na forma das Bolhas de Fermi.

Mas esta ainda não é toda a história: há ainda o destino do buraco negro central da galáxia satélite, que teria se ligado ao nosso buraco negro central e formado um buraco negro binário. O movimento do par binário teria arremessado milhares de estrelas que estavam por perto para longe. Segundo as pesquisadoras, estas estrelas estariam, agora, a 10.000 anos-luz de suas órbitas originais. Com esta teoria, as astrônomas explicariam não apenas as Bolhas de Fermi, mas também o fato de que a região central da nossa galáxia tem poucas estrelas velhas, e tem vários aglomerados com estrelas novas.
Fonte: Hypescience.com
[io9, News Vanderbilt]

Cientistas descobrem que a “ligação paramagnética” pode existir no espaço

Você não precisa ser “expert” em química para saber que existem, basicamente, dois tipos de ligações: a iônica e a covalente.
Na iônica, a atração eletrostática faz com que íons de carga oposta se juntem e covalente, os elétrons são compartilhados entre os átomos. Mas os cientistas da Universidade de Oslo, Noruega, descobriram outra forma de união entre os átomos. A “ligação paramagnética”, que só pode acontecer nas proximidades de estrelas de nêutrons (corpos celestes supermassivos, com alta gravidade e com período de rotação rápido) ou anãs brancas (produto final da evolução da vida de uma estrela). A descoberta aconteceu acidentalmente quando o professor Trygve Helgak e sua equipe estavam utilizando um computador para simular o comportamento de moléculas de hidrogênio em um campo magnético forte. Eles queriam saber o que acontecia quando os átomos eram submetidos a 105 Teslas, 10.000 vezes mais fortes que qualquer campo magnético artificial já feito na Terra. A equipe, primeiramente, verificou o estado de menor energia na molécula de hidrogênio e constatou que ela se distorcia.
 
 Quando um dos elétrons foi excitado para um nível de energia capaz de quebrar o vínculo, a molécula simplesmente se posicionou de maneira perpendicular ao campo ficando formando a chamada “ligação paramagnética”. A equipe relatou que um efeito semelhante pode ocorrer em átomos de hélio. As moléculas de hélio são mantidas unidas pela forma que os elétrons ‘dançam’ em torno das linhas de campo magnético. Dependendo da sua geometria, a molécula iria girar de forma a permitir que os elétrons girem em torno da direção do campo magnético. A partir dessa experiência é notável que o Universo proporcione as condições necessárias para que essa ligação ocorra, principalmente ao redor de anãs brancas. Contudo o estudo não é conclusivo, se realmente existe esse tipo de ligação no espaço. A dificuldade de conclusões está no fato de ser impossível construir uma máquina com elevado campo magnético que não se autodestrua.
Fonte: Jornal Ciência

Será que esta estrela é mais velha que o próprio universo?

Há décadas cientistas tentam calcular com precisão a idade da HD 140283 (mais conhecida como “Estrela Matusalém”): estimativas feitas no início dos anos 2000 sugerem que ela teria 16 bilhões de anos – mais do que a idade estimada do universo (13,8 bilhões de anos). Recentemente, porém, novas observações deram base para estimativas mais precisas. Graças ao Telescópio Hubble, da NASA, descobriu-se que a Estrela Matusalém fica a 190,1 anos-luz da Terra – um dado cinco vezes mais preciso do que o anterior, obtido pelo satélite Hipparcos, da Agência Espacial Europeia. Com essa informação em mãos, é possível medir o brilho da estrela e, assim, deduzir diversas de suas propriedades (inclusive sua idade).
 
De acordo com teorias atualmente aceitas, é possível estimar a idade de uma estrela com base em seu índice de combustão e a quantidade de determinados elementos químicos presentes. “Junte todos esses ingredientes e você terá uma idade de 14,5 bilhões de anos, com uma incerteza residual que torna a idade da estrela compatível com a do universo”, explica Howard Bond, do Instituto de Ciência de Telescópio Espacial em Baltimore (EUA). “Essa é a melhor estrela do céu para fazer cálculos de idade precisos, em virtude de sua proximidade e brilho”. Novas observações devem reduzir ainda mais a idade máxima da HD 140283.Além de antiga, a estrela é veloz: ela se desloca a uma velocidade de quase 1,29 milhões de km/h, o que permite que ela atravesse um trecho do céu com a largura angular da lua cheia em “apenas” 1,5 mil anos.
Fonte: Hypescience.com

As Mudanças na Remanescente de Supernova Cas A Observadas pelo Hubble

O painel acima é composto de 8 imagens separadas feitas com a Advanced Camera for Surveys (ACS) do Telescópio Espacial Hubble, e mostra a remanescente de supernova Cas A como um anel quebrado de brilhante material ejetado estelar aglomerado e filamentar. Esses enormes filamentos de detritos brilham com o calor gerado pela passagem da onda de choque de uma explosão de supernova. As várias cores do gás indicam as diferenças na composição química. Os filamentos verdes brilhantes são ricos em oxigênio, os filamentos vermelhos e roxos, ricos em enxofre e os filamentos azulados são compostos na sua maior parte de hidrogênio e nitrogênio. Uma supernova como essa que resultou na remanescente Cas A é o desfecho explosivo de uma estrela massiva que colapsou sob o seu próprio peso devido à sua gravidade. A estrela colapsada então sopra, ou expele suas camadas externas para o espaço em uma explosão que brevemente faz com que uma única estrela tenha o brilho de uma galáxia inteira.
 
 A Cas A é relativamente nova, estima-se que ela tenha somente em torno de 340 anos de vida. O Hubble teve a oportunidade de observá-la em diferentes ocasiões o que fez com que ele conseguisse observar as mudanças sofridas pelos filamentos que se encontram em rápida expansão. Na última campanha de observação, dois conjuntos de imagens foram obtidos, separados por um intervalo de tempo de nove meses. Mesmo nesse curto período de tempo, as imagens nítidas e claras do Hubble puderam observar a expansão da remanescente. Comparações entre os dois conjuntos de imagens mostram que um fraco fluxo de detritos visto ao longo da parte superior esquerda da remanescente está se movendo com uma alta velocidade, mais de 50 milhões de quilômetros por hora, rápido o bastante para viajar da Terra até a Lua em 30 minutos. A Cas A está localizada a 10000 anos-luz de distância da Terra na direção da constelação de Cassiopeia. Explosões de supernovas são consideradas a principal fonte de elementos mais complexos que o oxigênio, que são forjados nas condições extremas produzidas nesses eventos. A análise de um exemplo assim novo, fresco e relativamente perto é extremamente útil para se poder entender a evolução do universo.
Fonte:Ciência e Tecnologia

Para astronautas, maior desafio não é ir ao espaço, mas voltar

Não demorou para eu descobrir que o desafio para mim não era ser um operador indo à Lua. Era voltar e ser uma pessoa aqui na Terra, diz Buzz Aldrin Foto: Nasa / Divulgação 
 
Poucos seres humanos têm a possibilidade de deixar a Terra. A viagem ao espaço, seja para uma volta na Lua ou vivência na Estação Espacial Internacional, é o ápice da carreira dos astronautas. Alguns dedicam a vida inteira a esse objetivo. Mas muitos dos que realizam esse sonho descobrem que o retorno à Terra pode ser tão difícil quanto a partida. Em entrevista coletiva em 2009, no Rio de Janeiro, Buzz Aldrin, o segundo homem a pisar na Lua, revelou: “Não demorou para eu descobrir que o desafio para mim não era ser um operador indo à Lua. Era voltar e ser uma pessoa aqui na Terra”. Quarenta anos antes, no dia 20 de julho de 1969, Aldrin desceu as escadas do módulo lunar e declarou: “Linda, linda. Desolação magnífica”. A frase inspirou o título de sua última autobiografia, “Desolação magnífica: a longa jornada da Lua para casa”, de 2009. Nela, Buzz descreve o grande vazio enfrentado após o retorno à Terra e questiona: "O que um homem pode fazer como segundo ato depois de andar na Lua?".
 
Além de todo o esforço para chegar aonde nenhum homem havia ousado e da pressão política inerente ao tamanho da tarefa que se divisava, o astronauta teve de enfrentar um drama familiar no período que antecedeu a chegada à Lua: sua mãe, Marion Moon, atormentada por uma depressão e pela iminência da fama do filho, cometeu suicídio um ano antes do pouso histórico da Eagle. Depois de conquistar a Lua e ver seu casamento de 21 anos fracassar, Aldrin também cedeu à depressão - e à bebida. Na palestra realizada na Campus Party Brasil 2013, em São Paulo, no dia 29 de janeiro, desabafou: “Eu não tinha previsto o tamanho da notoriedade que a missão me traria. Foi nessa época que comecei a beber, e os sintomas da depressão começaram a aparecer. Foi um período obscuro da minha vida. Quase uma década de improdutividade”.
 
De acordo com o astronauta, ir à Lua não é tão desafiador quanto voltar à Terra e ter de lidar com o restante da humanidade. Quem parecia concordar era o seu colega de viagem, Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na lua, que morreu aos 82 anos, em agosto de 2012. Logo após a saga da Apollo 11, o astronauta retirou-se da Nasa e passou a viver recluso, aparecendo somente em solenidades do governo sobre a exploração espacial. Por mais que tentasse se manter longe dos holofotes, Armstrong era bastante assediado por aqueles que não acreditavam que o homem tivesse pisado na Lua. Em 1994, parou de dar autógrafos e tirar fotos ao descobrir que eles eram vendidos em sites de leilão por até US$ 50 mil. Nesse mesmo ano, processou uma empresa de cartões de crédito dos EUA por usar sua histórica frase “Um pequeno passo...” em cartões e decorações de Natal. Em 2005, processou seu barbeiro de mais de 20 anos por vender mechas de seu cabelo por US$ 3 mil.
 
Os integrantes da Apollo 11 não foram os únicos a enfrentar um retorno à Terra transformador. James Irwin, oitavo homem a pisar na Lua, na Apollo 15, que morreu em 1991, afirmou sentir a presença de Deus mais forte do que nunca durante a viagem espacial. Ao retornar ao nosso planeta, tornou-se um fanático religioso. Deixou a Nasa, em 1972, e fundou a missão cristã High Flight, com a qual afirmava: “Jesus andando sobre a Terra é mais importante do que o homem andando na Lua”. No ano seguinte, comandou diversas expedições ao Monte Ararat, na Turquia, na esperança de encontrar os restos da Arca de Noé. As buscas se mostraram infrutíferas e, na última expedição, Irwin se feriu gravemente, retornando aos EUA.
 
Outro astronauta que teve uma experiência intensa em seu regresso foi Edgar Mitchell, tripulante da Apollo 14 e sexto homem a pisar na Lua. Ele descreve assim a sua “expansão de consciência”: “Na volta para casa, olhei pela janela, e é uma experiência poderosa ver a Terra surgindo sobre a Lua. E subitamente percebi que as moléculas do meu corpo e as moléculas da espaçonave foram concebidas por uma geração antiga de estrelas. Em vez de ser uma experiência intelectual, foi um sentimento pessoal. Aquelas eram minhas moléculas. Isso foi acompanhado por uma sensação de alegria e êxtase que me levaram a perguntar: 'O que é isso?'. Depois de voltar, pesquisei e descobri que aquela experiência, em sânscrito antigo, se chamava 'Samadhi'. É uma experiência transformadora". A narrativa foi retirada de uma entrevista para o site do Instituto de Ciências Noéticas, fundado pelo astronauta em 1973, para estudar a consciência e a intuição.
 
Essa expansão da consciência e mudança de prisma levaram o cientista e entrar em conflito com a Nasa. Mais de uma vez, ele deu entrevistas afirmando que óvnis avistados eram mesmo de extraterrestres e que essas informações eram acobertadas pelo governo. Em 23 de julho de 2008, Mitchell, em entrevista à Kerrang Radio, da Inglaterra, disse que o acidente de Roswell fora realmente protagonizado por extraterrestres. “Fui muito privilegiado em ter estado num grupo restrito que sabia que temos tido visitas em nosso planeta e que o fenômeno óvni é real. Existem extraterrestres, e muitos óvnis têm visitado a Terra e realizado contatos de terceiro grau com funcionários da Nasa”, relatou. Dois anos mais tarde, o governo americano entrou com um processo contra Mitchell ao descobrir que ele havia colocado a leilão uma câmera usada pela tripulação da Apollo 14. O ex-comandante da Nasa teve de devolver a câmera, que passou a integrar a exposição do Museu Nacional Aéreo e Espacial, em Washington. Esse é um embate recorrente entre astronautas e a agência espacial americana, pois todos os objetos utilizados durante as missões são de posse do governo. Em 2012, Jim Lovell, da Apollo 13, tentou leiloar um caderno de anotações, mas foi impedido pela agência.

 
A falta de perspectivas pode dificultar o retorno à Terra. Por isso Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro a ir ao espaço, em 2006, não quer nem saber de se aposentar. “Nossa mente não foi feita para ficar parada ou olhar simplesmente para o passado”, explica. “Precisamos de novos sonhos e metas. Certamente as condições do voo espacial causam emoções, estresse, isolamento, novidade e desconforto físico. Mas nós temos que encontrar sentido na vida depois de uma missão espacial. A missão, embora seja um grande feito em qualquer situação, não é o ponto mais alto da nossa vida”, relata. Depois de sua missão na Estação Espacial Internacional, o astronauta brasileiro já escreveu três livros, deu centenas de palestras e cursos, tornou-se embaixador da ONU e empresário. “É isso que faz com que não tenhamos qualquer efeito psicológico negativo”, revela. Astronauta na ativa, à disposição do Brasil, Pontes sonha com o próximo voo e espera que isso aconteça em breve, ressaltando que existem muitas possibilidades para isso. Questionado sobre o futuro, o astronauta confidencia: “Espero muita coisa do futuro, e isso vai afetar muito positivamente o Brasil e os brasileiros. Espere e verá”.
Fonte: Terra


NGC 281: Aglomerados, Nuvens e Glóbulos

Créditos:NASA

A NGC 281 é um local repleto de formação de estrelas. Entre as suas feições mais proeminentes, podemos destacar, um pequeno aglomerado aberto de estrelas, uma nebulosa de emissão difusa com um forte brilho vermelho, grandes linhas de gás e poeira e densos nós de poeira e gás onde as estrelas podem ainda estar se formando. O aglomerado aberto de estrelas IC 1590 visível ao redor do centro se formou nos últimos poucos milhões de anos atrás, algo recente em termos cosmológicos. O membro mais brilhante desse aglomerado é na verdade um sistema múltiplo de estrelas com uma luz brilhante que ajuda a ionizar o gás da nebulosa, gerando o seu brilho avermelhado que pde ser visto espalhado por toda a imagem. Particularmente em destaque na imagem acima são os glóbulos escuros que podem ser vistos graças ao fato de terem suas silhuetas destacadas contra o fundo brilhante da nebulosa. As estrelas estão certamente se formando nesses glóbulos nesse instante. O sistema da NGC 281 como um todo localiza-se a aproximadamente 10000 anos-luz de distância da Terra. A imagem acima foi feita pelo famoso telescópio CFHT, mostrado no post anterior localizado em Mauna Kea no Havaí. O crédito da imagem acima deve ser dado a Jean Charles Cuillandre do próprio CFHT. A imagem abaixo, é uma versão mais recente da NGC 281 feita pelo Observatório de Raios-X Chandra da NASA e mostra os dados ópticos em vermelho, laranja e amarelo, que apresentam um pequeno aglomerado aberto de estrelas, grandes linhas de poeira e gás e densos nós de formação de estrelas, ou seja, a própria imagem acima feita pelo CFHT. Já os dados de raios-X, em roxo, baseados na observação do Chandra apresentam uma visão diferente. Com esse tipo de dado foi possível identificar mais de 300 fontes individuais de raios-X, a maior parte delas associadas com o aglomerado central IC 1590.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_31.html
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