14 de mar de 2013

Nebulosas com formas estranhas. O que você vê?

Nebulosas são nuvens densas de gás e poeira cósmica. São nesses locais onde os astrônomos acham novos planetas e berçários estelares. A imaginação dos cientistas vai longe enquanto estudam as fotos. Quando enxergam algum objeto, logo apelidam o corpo celeste.  Veja imagens curiosas a seguir:
A NGC 7635, também conhecida como a Nebulosa da Bolha tem 6 anos-luz de largura e está se expandindo na velocidade de 7 milhões de km/h. A enorme e brilhante estrela que se destaca dentro da nebulosa, à direita, é a causa da expansão da nebulosa.
 
Conhecida como “Olho de Deus”, a nebulosa Helix teve essa incrível imagem capturada pela Nasa. A tonalidade violeta foi registrada pelo telescópio Galaxy Evolution Explorer, também chamado de Galex, no Instituto de Tecnologia de Passadena, na Califórnia (Estados Unidos).
 
 A Nasa divulgou uma imagem da NGC 6537, apelidada de nebulosa da Aranha Vermelha. Ela fica a 4.000 anos-luz da Terra. A imagem mostra a estrutura complexa que uma estrela normal pode ganhar quando ejeta a sua camada externa de gás e se torna uma anã branca.
 
Nessa imagem é possível observar finos filamentos de poeira e gás na nebulosa de Cygnus Loop. Ela é um remanescente de supernova que fica a cerca de 1.500 anos-luz de distância. A nebulosa é parte de uma enorme explosão estelar deixada para trás que ocorreu entre 5000 e 8000 anos atrás. Há quem diga que é possível enxergar a cabeça de uma mulher nessa foto.
 
A NGC 6302 é conhecida como nebulosa Borboleta e fica na constelação de Escorpião, dentro da Via Láctea. Apesar da bela aparência, a imagem retrata a morte de uma estrela que, um dia, já teve mais de cinco vezes a massa do Sol. As “asas” são gases aquecidos a quase 2 mil graus Celsius.
 
A nebulosa Cabeça de Cavalo fica na Constelação de Órion, a 1.300 anos-luz da Terra. Por causa da forma peculiar e de fácil reconhecimento, essa nebulosa é um dos objetos celestes mais fotografados pelos astrônomos.
 
A nebulosa, cujo nome técnico é NGC 3324, também é conhecida como Gabriela Mistral. Trata-se de uma homenagem a poetisa chilena escolhida como Nobel de Literatura em 1945, por conta do rosto em perfil formado de gás e poeira no local. A região da nebulosa de Gabriela Mistral brilha por causa da intensa radiação ultravioleta de várias jovens estrelas e quentes no local.
 
Dois centros de observação da NASA combinaram dados para criar esta imagem da nebulosa Olho de Gato, localizada a 3 000 anos-luz da Terra. A intensidade do brilho da cor alaranjada indica a emissão de raios-X.
 
A nebulosa Colar é um anel brilhante, que mede 19 trilhões de quilômetros de largura. Ela tem diversos “pontos” formados por aglomerados densos de gás. Quando a estrela morreu e formou a nebulosa há cerca de 10 mil anos, o processo “engoliu” sua estrela companheira. A pequena continuou a orbitar dentro da órbita da grande, o que aumentou a rotação de todo o conjunto.
 
A PSR B1509-58 foi apelidada de nebulosa Mão de Deus. Ela tem 150 anos-luz de comprimento e pelo menos 1700 anos de idade. A imagem feita pelo observatório de raios-x Chandra ganhou a tonalidade azul por causa de um pulsar, uma estrela que gira rapidamente no espaço.
 
O Observatório Europeu do Sul (ESO) divulgou uma fotografia da nebulosa Pata de Gato. Essa nebulosa também é conhecida como NGC 6334 e fica na constelação de Escorpião, a 5.500 anos-luz de distância da Terra. Na fotografia, ela aparece como nuvens avermelhadas cheias de um gás brilhante em um céu escuro. A região tem cerca de 50 anos-luz de diâmetro e milhares de astros.
 
Essa nebulosa, chamada W50, é um remanescente de supernova. Isso significa que ela é um corpo celeste que surgiu após a explosão de uma estrela. Com 20 mil anos de idade, o formato lembra uma espécie de peixe-boi da Flórida, que está ameaçada de extinção.
 
A formação estelar chamada M57 também é conhecida como nebulosa do Anel. O anel central da nebulosa tem cerca de um ano-luz de diâmetro e fica a 2300 anos-luz da Terra, na constelação de Lira, ao norte do céu. Quando vista da perspectiva da Terra, o seu formato arredondado a torna extremamente parecida com um anel.
Fonte: Info Abril

Pesquisa afirma que meteorito que atingiu o Sri Lanka tem provas de vida alienígena

Após pesquisas sobre um meteorito que caiu ano passado no Sri Lanka, cientistas do Reino Unido afirmam ter encontrado fósseis de vida extraterreste. Os vestígios de vida encontrados no meteorito se assemelham a estrutura de algas. Cientistas da Universidade de Cardiff fizeram a afirmação extraordinária de que a imagem microscópica das rochas revelaram pequenas formas de vida fossilizadas do espaço. A descoberta reforça a teoria da “panspermia” cósmica, que se baseia na ideia de que a vida foi trazida a Terra através de meteoritos com a forma de vidas primárias. A vida então estaria por todo Universo espalhada por meteoroides, asteroides e planetoides. Segundo o documento que relata o acontecimento, o evento aconteceu na noite de 29 de dezembro de 2012, uma bola de fogo amarela brilhante iluminou os céus sobre a cidade de Polonnaruwa, Sri Lanka.
 
Em seguida, a cor ao redor do meteorito ficou verde quando ele começou a desintegrar na entrada da atmosfera. Com temperatura elevada, os fragmentos se espalharam sobre as aldeias e campos de arroz da região, deixando testemunhas com queimaduras e soltando fumaça com um forte cheiro de asfalto. Amostras foram coletadas pela polícia local e levadas para o Instituto de Investigação Médica do Sri Lanka, que repassou em seguida os fragmentos para pesquisadores da Universidade de Cardiff, no País de Gales. Jamie Wallis, da Universidade de Cardiff e outros pesquisadores receberam 628 fragmentos supostamente do meteorito - três dos quais, segundo eles, foram "claramente identificados como possíveis meteoritos”. No último estudo, os pesquisadores fazem a alegação de que as três rochas contêm estruturas biológicas fundidas fossilizadas na matriz da rocha.
As imagens publicadas pela pesquisa mostram fósseis de estruturas rica em carbono, com cerca de 100 micrômetros de diâmetro. Em janeiro deste ano, foi publicado no “Journal of Cosmology” um estudo anterior realizado pelo professor Wickramasinghe, que alegou ter encontrado microscópicas diatomáceas fossilizadas (uma forma primária de algas). Mas o professor admitiu que não houve tempo suficiente para confirmar se os fragmentos são provenientes de um meteorito. No estudo recente de Wallis, foi medido a composição química das amostras com o propósito de determinar sua origem. Baixos níveis de nitrogênio podem indicar uma contaminação por organismos modernos. Porém os pesquisadores dizem que suas descobertas oferecem "provas claras e convincentes de que esses restos antigos, obviamente, de algas marinhas extintas encontradas embutidas no meteorito Polonnaruwa não são provenientes de micróbios”.
 
Para o professor Wickramasinghe, 74 anos, os micróbios do espaço chegaram a nosso planeta através de cometas, que ajudaram a formar nossa vida há 3,8 bilhões de anos. Ele também acredita que os patógenos como o vírus da SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) chegou aqui através de cometas. Wickramasinghe foi chefe do Centro da Cardiff University para Astrobiologia até dois anos atrás, quando o financiamento para o departamento foi retirada e ele foi demitido de seu posto. Phil Plait, autor do blog “Slate do Bad Astronomy” afirma que os testes realizados por Wallis e seus pesquisadores não vão longe o suficiente para confirmar que as amostras analisadas foram de fato pertencentes ao meteoro que apareceu sobre o Sri Lanka em dezembro, e, mesmo se eles fossem a partir do espaço, a análise foi insuficiente para eliminar a possibilidade de contaminação na Terra. Os fragmentos encontrados ainda não tem a confirmação de serem provenientes do meteorito. "Até que isso seja feito, nenhuma credibilidade pode ser colocada sobre os resultados apresentados, especialmente quando eles são publicados em um jornal” disse Monica Grady, professora de Ciências Planetárias em entrevista ao veículo DailyMail.
Fonte:Jornal Ciência
 

10 Descobertas Astronómicas de Vanguarda do ESO

 
Dois dos telescópios do ESO no Deserto do Atacama, no Chile, com a Via Láctea ao fundo José Francisco Salgado/ESO  

1 Universo em aceleração
Duas equipas independentes de investigadores, utilizando observações de estrelas em explosão obtidas por telescópios astronómicos em La Silla, demonstraram que a expansão do Universo está a acelerar.

2 Primeira imagem de um exoplaneta
O VLT obteve a primeira imagem de um planeta exterior ao nosso Sistema Solar. O planeta tem cinco vezes a massa de Júpiter e encontra-se em órbita de uma estrela falhada — uma anã castanha — a uma distância da estrela de cerca de 55 vezes a distância média Terra–Sol.

3 Estrelas em órbita do buraco negro da Via Láctea
Vários dos telescópios de maior rele-vo do ESO foram utilizados num estu-do que durou 16 anos, no intuito de obter a imagem mais detalhada dos arredores do monstro que espreita do coração da nossa Galáxia — um buraco negro de grande massa.

4 A ligação entre explosões de raios gama e supernovas
Os telescópios do ESO forneceram provas definitivas de que as explosões de raios gama de longa duração estão ligadas às derradeiras explosões de estrelas de grande massa, solucionando assim um problema de longa data.

5 O movimento de estrelas na Via Láctea
Após mais de 1000 noites de ob-servação em La Silla, obtidas ao longo de 15 anos, os astrónomos determinaram o movimento de mais de 14000 estrelas do tipo solar situadas na vizinhança do Sol, demonstrando assim que a nossa casa galáctica tem uma vida muito mais turbulenta e caótica do que o que se pensava anteriormente.

6 Estrela mais velha conhecida na Via Láctea
Utilizando o VLT do ESO os astrónomos mediram a idade da estrela mais velha conhecida na nossa Galáxia, a Via Láctea. Com 13.2 mil milhões de anos, a estrela nasceu na era mais primordial de formação estelar no Universo.

7 A ligação entre estrelas de neutrões em fusão e explosões de raios gama
Um telescópio em La Silla conseguiu observar pela primeira vez radiação emitida por uma explosão de raios gama de curta duração, mostrando que esta família de objectos tem origem, muito provavelmente, na colisão violenta de duas estrelas de neutrões em processo de fusão.

8 Temperatura cósmica medida independentemente
O VLT detectou pela primeira vez moléculas de monóxido de carbono numa galáxia situada a quase 11 mil milhões de anos-luz de distância, um objectivo atingido finalmente ao fim de 25 anos. Esta detecção possibilitou uma medição muito precisa da temperatura cósmica numa época bastante remota do Universo.

9 Medido o objecto mais distante
O Very Large Telescope obteve a assinatura espectral do objecto primordial mais distante conhecido no Universo, observado a apenas 600 milhões de anos depois do Big Bang.

10 Encontrado o exoplaneta mais leve
O espectrógrafo HARPS ajudou os astrónomos a descobrir um sistema que possui o exoplaneta mais leve — com apenas duas vezes a massa da Terra — assim como um planeta situado na zona de habitabilidade, onde oceanos de água líquida poderão eventualmente existir.
Fonte: ESO

Observatório astronômico mais potente do mundo é inaugurado no Chile

O observatório é composto por 66 antenas que podem operar em conjunto
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