20 de mar de 2013

10 asteroides e meteoritos que abalaram o planeta

O meteorito que atingiu a Rússia em 15 de fevereiro de 2013 provocou pânico e deixou quase mil feridos. A enorme pedra, contudo, não é a primeira a provocar destruição no nosso planeta - e nem de longe é a maior. Veja a seguir 10 asteroides e meteoritos que abalaram o planeta terra.
 1) O asteroide que originou a Lua
Com dimensões do tamanho de Marte, provavelmente o maior asteroide a atingir a Terra foi Theia, ainda na fase de formação de nosso planeta, há 4 bilhões de anos. Theia seria, na verdade, um planetoide. De acordo com Ducati, a colisão teria originado a Lua, por desprendimento de parte da massa da Terra. Esta teoria é relativamente recente, mas está sendo bem aceita pelos especialistas, afirma. Esse cenário é chamado de teoria do impacto gigante.Foto: Divulgação
 
2) O asteroide que exterminou os dinossauros
México Há 65 milhões de anos, um asteroide com cerca de 10 quilômetros de diâmetro atingiu a Terra e dizimou quase todas as espécies de dinossauros. Conforme a astrônoma Daniela, esse fato marca a última grande extinção em massa, que aconteceu na passagem do Cretáceo para o Terciário (K/T). A teoria de que os dinossauros foram extintos pelo impacto de um asteroide é corroborada por uma abundância anômala de lítio (raro na crosta terrestre, mas comum no espaço) nos sedimentos na época do K/T e pela descoberta de uma cratera de impacto cuja idade estimada é exatamente 65 milhões de anos, justifica. A Cratera de Chicxulub está situada na Península do Yucatán, no México, possui 180 quilômetros de diâmetro e é a terceira maior do mundo. Foto: Divulgação

3) O asteroide que originou a maior e mais antiga cratera
África do Sul Localizada na África do Sul, a Cratera Vredefort deve ter sido resultado de um dos maiores asteroides a impactar a Terra, além de Theia. Com 300 quilômetros de diâmetro, Vredefort é considerada, oficialmente, a maior e mais antiga cratera de impacto do nosso planeta. Porém o tamanho original do Domo de Vredefort pode ter chegado a 380 quilômetros de diâmetro. O impacto aconteceu há 2 bilhões de anos, durante a era Paleoproterozóica. Estima-se que o asteroide que originou a cratera tivesse entre 6 e 10 quilômetros de diâmetro, e teria atingido a Terra com uma velocidade de 40 a 250 mil km/h.Foto: Divulgação

4) O asteroide que causou o maior impacto na história humana
Sibéria O evento Tunguska, ocorrido em 30 de junho de 1908, na Sibéria, é considerado o maior impacto conhecido de um asteroide de tamanho considerável na história humana. Com 40 metros de diâmetro, o bólido espacial causou uma grande explosão que destruiu uma floresta de 2 mil quilômetros quadrados, com cerca de 80 mil árvores. A cidade de São Paulo, por exemplo, tem 1,5 mil quilômetros quadrados. A queda liberou uma energia superior à da bomba de Hiroshima.Foto: Divulgação

5) O asteroide que formou a segunda maior cratera do mundo - Canadá
Estima-se que um asteroide com mais de 10 quilômetros que atingiu a Terra há 1,8 bilhões de anos, durante a era Paleoproterozóica, deu origem à Cratera Sudbury, em Ontário, Canadá. O impacto teria sido tão intenso, que os restos se espalharam sobre uma área de 1.600.000 quilômetros quadrados em torno do ponto de impacto. Fragmentos de rocha foram encontrados a mais de 800 quilômetros de distância, em Minnesota. A cratera possui 250 quilômetros de diâmetro e ocupa a vice-liderança no ranking de maiores crateras, além de ser uma das mais antigas. A Bacia Sudbury fica próxima de outras estruturas geológicas e, em sua cratera, repleta de magma, é possível encontrar níquel, cobre, platina, paládio e ouro.Foto: Divulgação

6) O asteroide que formou a cratera mais bem preservada - Arizona (EUA)
A Cratera de Barringer, também conhecida como Cratera do Meteoro, data de 50 mil anos atrás, e está localizada ao norte do Arizona, EUA. Cientistas acreditam que ela tenha sido formada por um meteorito de aproximadamente 50 metros, que atingiu a Terra em uma velocidade de 45 mil km/h e produziu uma explosão de 10 megatons. A cratera possui 1,2 quilômetros de diâmetro e 200 metros de profundidade. A cratera de impacto de tamanho considerável mais recente, e mais bem preservada, é a Cratera de Barringer, relata Daniela. Foto: Divulgação

7) O asteroide que formou a segunda maior cratera no Canadá
Há 215 milhões de anos, no período Triássico, um objeto com cerca de 5 quilômetros de diâmetro impactou a Terra e originou a Cratera de Manicouagan, a segunda maior do Canadá, com 100 quilômetros de diâmetro. Esta cratera de impacto formou o atual Lago Manicouagan, também conhecido como O olho de Quebec. Mesmo com a erosão, a Cratera de Manicouagan é uma das mais bem preservadas da Terra. Ela pode estar associada a um evento multi-impacto, que teria sido o responsável pela extinção de répteis no período Carniano.Foto: Divulgação

8) O asteroide que formou dois lagos simultaneamente - Canadá
Neste caso, os bólidos espaciais fomentaram o turismo. Dois lagos circulares, chamados de Clearwater Lakes, no Quebec, Canadá, foram formados simultaneamente pelo impacto de um asteroide que caiu na Terra cerca de 290 milhões de anos atrás. Acredita-se que as crateras de 36 quilômetros de diâmetro, a oeste, e 26quilômetros, ao leste, são consequência de dois asteroides enormes, com 22 e 16 quilômetross de diâmetro, respectivamente. Também há teorias de que o duplo impacto pode ter sido causado pelas pequenas luas do asteroide ou por sua divisão em dois ao adentrar a atmosfera terrestre. Hoje esses lagos são um importante destino turístico em virtude do grande número de ilhas e de suas águas claras.Foto: Divulgação

9) O candidato a maior asteroide, depois de Theia - Groelândia
Em 2012, uma cratera de 100 quilômetros de largura, mas que pode ter chegado a 600 quilômetros de largura e 25 quilômetros de profundidade, foi descoberta na Groelândia. Estima-se que um asteroide de 30 quilômetros de diâmetro chocou-se contra a Terra há três bilhões de anos, quando apenas algas e cianobactérias eram seus habitantes. Se o asteroide atingisse a Terra hoje, ele provavelmente iria acabar com grande parte da vida no planeta. A evidência mais convincente do impacto do asteroide é a presença de granito, parecido com rochas trituradas, espalhado numa área entre 35 e 50 quilômetros, bem no centro do suposto local do impacto. Se for confirmada a tese, a cratera se tornará a maior e a mais antiga do mundo.Foto: Divulgação

10) Outra candidata a maior cratera da Terra - Antártida
Descoberta em 2006, a Cratera da Terra de Wilkes, na Antártida, também é candidata a maior do planeta. De acordo com cientistas, um cometa de 45 quilômetros de diâmetro teria colidido com a Terra, há 250 milhões de anos, formando uma cratera de 480 quilômetros de diâmetro. Sua localização, sob 2 quilômetros de gelo, torna difícil a comprovação. Caso seja confirmada, o impacto pode ser vinculado com a extinção em massa do período Permiano-Triássico.Foto: Divulgação
Fonte: TERRA

Sonda Voyager sai do Sistema Solar

A Voyager-1, lançada em 1977, é o primeiro objeto feito pelo homem a conseguir ultrapassar a heliosfera.
A Voyager-1 vinha monitorando mudanças no ambiente ao seu redor que sugeriam a proximidade da fronteira do Sistema Solar (Foto: Nasa/BBC)
 
A sonda espacial Voyager-1 tornou-se o primeiro objeto feito pelo homem a deixar o Sistema Solar, de acordo com a Agência Especial Americana (Nasa). Lançada em 1977, a sonda foi criada inicialmente para estudar os planetas mais afastados da Terra, mas continuou viajando. A Nasa diz que a Voyager acaba de entrar em uma área do espaço além da influência do Sol. Calcula-se que a região interestelar esteja a mais de 18 bilhões de quilômetros da Terra, ou 123 vezes a distância entre nosso planeta e o Sol. Atualmente, as mensagens de rádio da Voyager-1 levam 16 horas para chegar ao nosso planeta. A Voyager-1 caminha para se aproximar de uma estrela chamada AC +793888, mas só chegará a dois anos luz de distância da estrela - e levará cerca de 40 mil anos para fazê-lo. Na terça-feira (19), a União Geofísica Americana confirmou que a sonda deixou a heliosfera - a bolha de gás e campos magnéticos que tem origem no Sol. A organização aceitou um artigo sobre o assunto escrito por cientistas da Nasa, que será divulgado em breve na publicação Geophysical Research Letters. O anúncio de que a sonda deixaria o Sistema Solar já era esperado há algum tempo.
 
Detecção de raios cósmicos
A Voyager-1 vinha monitorando mudanças no ambiente ao seu redor que sugeriam a proximidade da fronteira do Sistema Solar - a chamada heliopausa. A sonda havia detectado um aumento no número de partículas de raios cósmicos vindo do espaço interestelar em sua direção e, ao mesmo tempo, um declínio da intensidade de partículas energéticas vindo do Sol. Uma grande mudança, que os cientistas chamaram de 'heliopenhasco', aconteceu em 25 de agosto de 2012. "Em poucos dias, a intensidade heliosférica da radiação caiu e a intensidade de raios cósmicos subiu, como era de se esperar quando se sai da heliosfera", explicou o professor Bill Webber da Universidade Estadual do Novo México, em Las Cruces. A Voyager-1 foi lançada em 5 de setembro de 1977 e sua "sonda irmã", a Voyager-2, em agosto do mesmo ano. O objetivo inicial das duas sondas era investigar os planetas Júpiter, Saturno, Urano e Netuno - tarefa que completaram em 1989. Em seguida, elas foram enviadas para mais além no espaço, na direção do centro da Via Láctea. No entanto, suas fontes de energia, feitas de plutônio, devem parar de produzir eletricidade em cerca de 10 a 15 anos, quando seus instrumentos e transmissores irão parar de funcionar. As Voyagers se tornarão "embaixadores silenciosos" da Terra enquanto se movem pela galáxia. Ambas transportam discos de cobre banhados a ouro com gravações de saudações em 60 línguas, amostras de música de diferentes culturas e épocas, sons naturais da Terra e outros sons produzidos pelo homem.
Fonte: G1

"Rezem", diz diretor da Nasa sobre aproximação de asteroides

O diretor da Nasa (agência espacial americana), Charles Bolden, tem um conselho sobre o que fazer se um grande asteroide estiver a caminho da Terra: rezar. Isso é praticamente tudo o que se poderia fazer neste momento se asteroides ou meteoros desconhecidos estivessem em rota de colisão com o planeta, afirmou ele a legisladores na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. A projeção fatalista ocorre enquanto a Nasa pede que o governo americano financie programas para detecção e desvio de objetos celestiais próximos da Terra.

Ameaças vindas do espaço costumam ser objetos da ficção científica - em filmes como Armageddon e Impacto Profundo -, porém membros do Congresso americano abordaram o assunto depois que um meteorito caiu sobre a Rússia em 15 de fevereiro e um asteroide passou muito próximo do planeta no mesmo dia. Preocupados com esses fenômenos, os políticos convidaram o diretor da Nasa para falar sobre o programa espacial e como se pode prevenir que a Terra seja atingida por corpos celestes.

Os legisladores não gostaram do que ouviram. O representante republicano Lamar Smith afirmou aos participantes, mais de uma vez, que o relatório "não era tranquilizador". Deputados governistas e da oposição, porém, se mostraram receptivos à ideia de colocar mais recursos no esforço de conter ameaças cósmicas, conforme solicitado por Charles Bolden.

O consultor científico da Casa Branca, John Holdren, observou que o financiamento anual dedicado ao catálogo de asteroides potencialmente perigosos subiu de US$ 5 milhões para mais de US$ 20 milhões nos últimos dois anos. Mesmo assim, o administrador da Nasa estimou que o trabalho de identificação de 90% dos objetos celestiais próximos da Terra entre 140 metros e 1 quilômetro de largura, como demandado pelo Congresso, deve demorar até 2030.
Fonte: TERRA

M42: Por Dentro da Nebulosa de Orion

Crédito da imagem e direitos autorais: Reinhold Wittich
A Grande Nebulosa de Orion, uma imensa, região de nascimento de estrelas próxima, é provavelmente a mais famosa de todas as nebulosas astronômicas. A imagem acima mostra o gás brilhante ao redor das estrelas jovens e quentes na borda da imensa nuvem molecular interestelar localizada a somente 1500 anos-luz de distância da Terra. Na imagem, as cores foram escolhidas para destacar a emissão de oxigênio e hidrogênio, filamentos e lençóis de poeira e gás são particularmente evidentes. A Grande Nebulosa de Orion pode ser encontrada a olho nu perto do facilmente identificado cinturão de três (as Três Marias) na popular constelação de Orion. Além disso, a Grande Nebulosa de Orion abriga o brilhante aglomerado aberto de estrelas do Trapézio e muitos outros berçários estelares. Esses berçários contém muito gás hidrogênio, estrelas quentes e jovens, e jatos estelares que espalham material a uma alta velocidade. Também conhecida como M42, a Nebulosa de Orion se espalha por 40 anos-luz e está localizada no mesmo braço espiral da Via Láctea onde está localizado o Sol.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap130320.html

Herschel descobre algumas das estrelas mais jovens já observadas


Os astrônomos encontraram algumas das estrelas mais jovens já observadas, graças às observações feitas com o Observatório Espacial Herschel, uma missão da Agência Espacial Europeia com importante contribuições da NASA. Observações feitas com o Telescópio Espacial Spitzer da NASA e com o telescópio Atacama Pathfinder Experiment (APEX) no Chile, uma colaboração que envolve o Instituto Max Planck para Rádio Astronomia na Alemanha, o Observatório Espacial Onsala, na Suécia e o Observatório Sul Europeu na Alemanha, contribuíram para a descoberta. Densos envelopes de gás e poeira ao redor de estrelas em formação conhecidas como protoestrelas, fazem com que suas detecções seja difíceis de serem realizadas. As 15 recém descobertas protoestrelas acenderam como surpresa numa pesquisa de um grande local de formação de estrelas perto do nosso Sistema Solar, localizado na região da constelação de Orion.  A descoberta dá aos cientistas a chance de espiar uma das primeiras e menos entendidas fazes da formação estelar. O Herschel revelou o maior conjunto desse tipo de jovens estrelas em uma única região de formação de estrelas”, disse Amelia Stutz, principal autora do artigo publicado no The Astrophysical Journal e pesquisadora de pós-doutorado no Instituto Max Planck para Astronomia em Heidelberg, na Alemanha. “Com esses resultados, nós estamos muito próximos de testemunhar o momento quando uma estrela começa a se formar”. As estrelas surgem para a vida a partir do colapso gravitacional de massivas nuvens de gás e poeira. Essa mudança radical de um gás frio para uma bola de plasma super quente mostra que a formação de uma estrela é um processo rápido nos padrões cósmicos, levando somente poucas centenas de milhares de anos. Encontrando protoestrelas nos seus estágios mais iniciais, mais curtos e mais apagado sempre foi um grande desafio.
 
Os astrônomos por muito tempo veem investigando o berçário estelar no Complexo Molecular da Nuvem de Orion, uma vasta coleção de nuvens de formação de estrelas, mas que não tinham conseguido observar essas novas protoestrelas até que o Herschel observasse essa região. Estudos prévios não identificaram as proroestrelas mais densas, jovens e potencialmente mais extremas e frias de Orion”, disse Stutz. “Essas fontes podem ser capazes de nos ajudar a entender melhor como o processo de formação de estrelas ocorre nos seus estágios bem iniciais, quando a maior parte da massa da estrela é constituída das condições físicas mais difíceis de serem observadas”. O Herschel espiou as protoestrelas nos comprimentos de onda do infravermelho distante, luz, que pode brilhar através das densas nuvens ao redor das estrelas, que bloqueiam os comprimentos de onda mais curtos e de mais alta energia, incluindo a luz dos nossos olhos.
 
O Herschel Photodetector Array Camera and Spectrometer (PACS) coletou a luz infravermelha em 70 e 160 micrômetros no comprimento de onda, se comparado com a largura do cabelo humano. Os pesquisadores compararam essas observações com rastreamentos prévios das regiões de formação de estrelas em Orion feitas pelo Spitzer. As protoestrelas extremamente jovens identificadas nas imagens do Herschel são muito frias para serem observadas pelo Spitzer e foram posteriormente verificadas com as observações de rádio e com o telescópio APEX. Nossas observações fornecem a primeira espiada nas protoestrelas que já começaram a brilhar no comprimento de onda do infravermelho distante”, disse a coautora do artigo Elise Surlan, pesquisadora de pós-doutorado associada ao National Optical AStronomy Observatory em Tucson no Arizona. Das 15 recém descobertas protoestrelas, 11 possuem uma cor muito vermelha, significando que a sua luz foi emitida pela parte final de baixa energia do espectro eletromagnético.
 
Essa saída indica que as estrelas ainda estão mergulhadas profundamente no envelope gasoso, significando que elas são muito jovens. Sete protoestrelas adicionais previamente observadas pelo Spitzer compartilham essas características. Juntas, essas 18 estrelas representam somente cinco por cento das protoestrelas e protoestrelas candidatas observadas em Orion. Essa figura implica que as estrelas mais jovens gastam aproximadamente 25000 anos na fase de desenvolvimento, um mero piscar de olhos na vida de estrelas como o Sol que é de aproximadamente 10 bilhões de anos.
 
Os pesquisadores esperam documentar cronologicamente cada estágio do desenvolvimento das estrelas como uma álbum de família, desde antes do nascimento até a sua infância, quando os planetas também são formados. Com esses achados recentes, nós adicionamos uma foto perdida ao nosso álbum de família do desenvolvimento estelar”, disse Glenn Wahlgren, cientista de programa do Herschel na sede da NASA em Washington. “O Herschel tem permitido que possamos estudar as estrelas na sua infância. O Herschel é uma missão da Agência Espacial Europeia, com instrumentos científicos fornecidos por um consórcio de institutos europeus com importante participação da NASA. O Herschel Project Office da NASA é baseado no Laboratório de Propulsão a Jato da agência em Pasadena, na Califórnia. O JPL é uma divisão do Instituto de Tecnologia da Califórnia também em Pasadena, na Califórnia.

Robô Curiosity encontrou uma pedra brilhante bastante curiosa em Marte

O robô Curiosity da NASa, que está em missão no Planeta Vermelho, continua revelando segredos sobre a superfície marciana.
Desta vez, foi encontrada uma pedra na cor branca, bastante brilhante, apelidada de "Tintina". A rocha indica a presença de minerais hidratados, do tipo que vemos na Terra, indicando a presença de água na região. A pedra foi apresentada durante a 44ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária, em Woodlands, Texas. Durante o evento, foi noticiado que outra falha ocorreu no robô Curiosity e obrigou o veículo a ficar em uma pausa prolongada e inesperada. Curiosity entrou no "modo de segurança" automaticamente no começo da madrugada de domingo (horário de Brasília), enquanto operava com um dos seus dois computadores principais. Ele usa memória flash, o que economiza espaço, mas que também é vulnerável à radiação do espaço. Mas segundo a NASA, o modo de segurança foi ativado quando um arquivo de comando falhou durante uma verificação do software de proteção ao robô.
 
 "Nós podemos apenas apagar o arquivo, que não precisamos mais, e nós sabemos como evitar que isso ocorra no futuro” disse Richard Cook gerente de projetos do Curiosity. No entanto, a partir do dia 04 de abril, a NASA irá parar de enviar e receber mensagens do Curiosity, durante quatro semanas, porque a Terra e Marte estarão em posições opostas em torno do Sol, bloqueando quaisquer sinais. Enquanto isso, a descoberta da pedra Tintina move outras pesquisas, assim como o anúncio da semana passada, onde Curiosity encontrou minerais de argila em uma rocha perfurada. A presença de argila indica que o Ph da água é neutro, o que mostra que ela estaria própria para o consumo. Tintina é o mais branco e mais brilhante objeto encontrado até agora em Marte” disse Melissa Rice do Instituto de Tecnologia da Califórnia, revelando que o solo de Marte não é tão monocromático como se pensava. A descoberta de Tintina foi no dia 17 de janeiro, ao passar as rodas do robô sobre a pedra.
Fonte: Jornal Ciência

Satélite europeu estuda 'luz mais antiga do universo'

O satélite foi lançado em 2009 para fazer mapas de temperatura do céu Foto: ESA / Divulgação

Cientistas europeus divulgam, na próxima quinta-feira, novas imagens da "luz mais antiga" do universo compiladas pelo satélite europeu Planck. As imagens devem fornecer informações sem precedentes sobre as origens e a evolução do cosmos. A expectativa é de que o Planck possa dizer o que aconteceu nos primeiros milionésimos de bilionésimos de segundo depois do Big Bang, quando o universo que podemos observar hoje ocupava quase nenhum espaço. O satélite foi lançado em 2009 para fazer mapas de temperatura do céu e, nesta semana, os dados finalmente serão divulgados para a comunidade científica mundial.
 
Resquícios do início
O Planck colheu uma amostra da "luz mais antiga" do cosmos - a luz que finalmente conseguiu se espalhar no espaço quando o universo havia esfriado o suficiente para permitir a formação de átomos de hidrogênio. Antes desse momento, tendo o cosmos 375 mil anos de existência, a temperatura seria tão alta que toda a luz teria "ricocheteado" e permanecido aprisionada em uma neblina de matéria ionizada. O universo era opaco, de acordo com a teoria. A luz "fóssil" ainda é evidente hoje. Ela banha a Terra com um brilho quase uniforme que, graças à expansão do universo, agora pode ser vista em frequências de micro-ondas. Medições precisas dessa radiação cósmica são críticas para a cosmologia, já que qualquer modelo proposto do universo tem de conseguir explicá-la.
 
Revelações
Satélites americanos, incluindo a missão histórica COBE, de 1989 - que deu o prêmio Nobel ao americano John Mathers -, já levantaram informações surpreendentes examinando a radiação, como a idade do universo - 13,7 bilhões de anos - e sua composição - 4,6% de matéria atômica; 24% de matéria escura e 71,4% de energia escura. As pesquisas revelaram ainda que o universo é "achatado", o que quer dizer que o espaço segue as regras da geometria euclidiana, em que linhas retas podem ser estendidas ao infinito e os ângulos de um triângulo somam 180 graus. E permitiram ainda estimar que a formação das primeiras estrelas tenha ocorrido cerca de 400 milhões de anos após o Big Bang.
 
"(O satélite) Planck tem sensibilidade e resolução suficientes para conseguir extrair ainda mais informação", disse Mathers à BBC. "Agora, a pergunta é: eles fizeram as coisas certas com os dados? Espero que haja algo surpreendente. O que queremos é (a descoberta de) algum fenômeno novo."
 
A equipe europeia por trás do Planck apresentará mapas do céu em nove frequências - seis a mais do que o COBE e três a mais do que seu sucessor americano, o WMAP, que foi lançado em 2001. Essa varredura mais ampla foi planejada para dar à missão da Agência Espacial Europeia uma visão mais nítida e limpa da radiação cósmica de fundo. É com essa visão aguçada que o Planck tentará encontrar "algum novo fenômeno", que tenha acontecido antes mesmo do marco de 375 mil anos após o Big Bang, quando estima-se que a luz começou a se espalhar pelo universo.
Fonte:Terra

Beleza em espiral decorada por supernova a desvanecer-se

Esta imagem obtida com o Very Large Telescope do ESO, situado no Observatório do Paranal, no Chile, mostra NGC 1637, uma galáxia em espiral localizada a cerca de 35 milhões de anos-luz de distância na constelação do Erídano. Em 1999, os cientistas descobriram uma supernova do Tipo IIp nesta galáxia, tendo seguido o seu lento desvanecimento ao longo dos anos seguintes.Créditos:ESO

A cerca de 35 milhões de anos-luz da Terra, na constelação do Erídano (O Rio), situa-se a galáxia em espiral NGC 1637. Em 1999, a aparência serena desta galáxia foi perturbada pelo aparecimento de uma supernova muito brilhante. Os astrónomos que estudam o resultado nessa explosão com o auxílio do Very Large Telescope do ESO no Observatório do Paranal, no Chile, obtiveram esta magnífica imagem desta galáxia relativamente próxima. As supernovas estão entre os fenómenos mais violentos da natureza. Marcam a morte ofuscante de estrelas e podem brilhar mais intensamente do que a radiação combinada de milhares de milhões de estrelas nas suas galáxias hospedeiras.

Em 1999, o Observatório Lick na Califórnia relatou a descoberta de uma nova supernova na galáxia em espiral NGC 1637. Esta supernova foi descoberta com o auxílio de um telescópio construído especialmente para procurar estes raros mas importantes objetos cósmicos. As observações de seguimento desta supernova foram pedidas no intuito de confirmar a descoberta e estudar o objeto com mais detalhe. A supernova foi nomeada SN 1999em, tendo sido extensamente observada. Depois da sua espectacular explosão em 1999, o brilho da supernova tem sido cuidadosamente monitorizado pelos cientistas, que observam o seu relativamente lento desvanecimento ao longo dos anos.

A estrela que se transformou na SN 1999em era de elevada massa - mais do que oito vezes a massa do Sol. No final da sua vida, o núcleo colapsou, dando origem a uma explosão cataclísmica. Durante o perído das observações de seguimento da SN 1999em, os astrónomos obtiveram muitas fotografias deste objeto com o VLT, que foram depois combinadas nesta imagem muito nítida da sua galáxia hospedeira, a NGC 1637. A estrutura em espiral aparece-nos na imagem de forma muito distinta, com traços azulados de estrelas jovens, nuvens de gás brilhante e camadas de poeira obscurante.

Embora à primeira vista a NGC 1637 pareça ser um objeto relativamente simétrico, tem no entanto, algumas particularidades interessantes. É o tipo de galáxia a que os astrónomos chamam espiral irregular: o braço em espiral relativamente laço, em cima à esquerda, enrola-se em torno do núcleo, estendendo-se depois até muito mais longe do que o braço mais compacto e curto, em baixo à direita, que parece ter sido dramaticamente cortado ao meio. Espalhadas um pouco por toda a imagem, podemos ver estrelas mais próximas e galáxias mais distantes que, por acaso, se encontram na mesma direção no céu.
Fonte: ESO
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