21 de mar de 2013

Recorde: Encontrado buraco negro e estrela que orbitam entre si a cada 2,4h

MAXI, o telescópio japonês juntamente com o telescópio espacial Swift identificaram uma estrela e um buraco negro que orbitam entre si uma vez a cada 2,4 horas.
 É um feito surpreendente. A Terra, por exemplo, demora 365,25 dias para dar uma volta completa em torno do Sol, a viagem dura cerca de 30 km por segundo, o que se comparado à estrela e o buraco negro descobertos em 2010, torna a Terra uma competidora bem lenta. O buraco negro, chamado J1659-152, é aproximadamente três vezes o tamanho do Sol, e a estrela anã vermelha que orbita o buraco negro é cerca de 20% menor do que o Sol. A distância entre o Sol e a Terra é de 150 milhões de km, já a estrela anã vermelha e o buraco negro tem uma distância de apenas um milhão de quilômetros. Foi o telescópio da ESA, XMM-Newton, que descobriu o período orbital da estrela em uma investigação que levou quase 15 horas. Além disso, verificou-se um mergulho regular de emissão de raios-X, que foi causado, de acordo com a ESA, pela borda irregular de disco do buraco negro obscurecendo os raios-X quando o sistema gira.
 
Foi a partir desses mergulhos, que o telescópio conseguiu cronometrar o período orbital de apenas 2,4 horas, o que significa um novo recorde registrado. Anteriormente, o recorde registrado era a órbita de 3,2 horas de uma estrela e um buraco negro. A velocidade que a estrela anã vermelha precisa desempenhar para dar uma volta tão rápida em torno do buraco negro é de aproximadamente 150 mil quilômetros por hora. O autor da pesquisa do Centro Europeu de Astronomia Espacial da ESA comentou: “A estrela companheira gira em torno do centro da massa comum a um ritmo vertiginoso, quase 20 vezes mais rápido do que a Terra orbita o Sol”.
Fonte: Jornal Ciência

Satélite revela imagem dos primeiros momentos de vida do universo

'É verdade que a imagem se assemelha um pouco a uma bola de rúgbi deformada ou a uma obra de arte moderna, mas posso assegurar que alguns cientistas teriam trocado seus filhos por ela', brincou Efstathiou Foto: AFP

O satélite europeu Planck, lançado em 2009 para realizar a busca da primeira luz emitida depois do Big Bang, revelou nesta quinta-feira a imagem mais precisa jamais feita dos primeiros momentos de vida do nosso universo. Ousamos olhar o Big Bang de muito perto, o que permite uma compreensão da formação do Universo vinte vezes melhor do que antes", comemorou o diretor-geral da Agência Espacial Europeia (ESA), Jean-Jacques Dordain, ao apresentar os primeiros resultados do Planck, em coletiva de imprensa em Paris. Salvo algumas anomalias que farão com que os cientistas teóricos tenham trabalho por semanas, os dados do Planck corroboram de maneira espetacular a hipótese de um modelo de universo relativamente simples, plano e em expansão, afirmou a ESA.

As imagens permitiram igualmente aos cientistas um maior conhecimento da chamada "receita cósmica", os diferentes componentes da formação do universo. É verdade que a imagem se assemelha um pouco a uma bola de rúgbi deformada ou a uma obra de arte moderna, mas posso assegurar que alguns cientistas teriam trocado seus filhos por esta imagem", brincou George Efstathiou, astrofísico da Universidade britânica de Cambridge, ao comentar os resultados obtidos pela missão de Planck na sede da ESA. Trata-se de uma imagem do universo tal como ele era 380.000 anos depois do Big Bang", explicou. Nesse momento, a temperatura local estava em torno dos 3.000°C, acrescentou.

Antes desse momento, o universo tinha uma temperatura tao alta que nenhuma luz podia sair dele. O Planck captou, pois, na integridade do céu, o traço fóssil dos primeiros fótons (partículas elementares da luz) que surgiram do Cosmos e que viajaram durante mais de 13 bilhões de anos para chegar até nós. Essa irradiação fóssil é agora muito fria, com 3°C a mais do "zero absoluto" (-273°C). É invisível, mas pode ser detectada na gama das ondas de rádio.

A radiação de fundo cosmológica (CMB) apresenta ínfimas flutuações de temperatura que correspondem a regiões de densidade levemente diferente e portam em si o germe de todas as estrelas e das galáxias que nós conhecemos. Para poder medir essas ínfimas flutuações, com uma precisão de cerca de um milionésimo, e eliminar todas os sinais parasitários emitidos pela Via Láctea e outras galáxias, o instrumento de alta frequência HFI do satélite Planck deve ser esfriado até um décimo de grau acima do zero absoluto. Essa proeza tecnológica, feita na ausência de gravidade e no vácuo, "não tem equivalente e nenhum artefacto espacial poderá ultrapassá-la por muito tempo", concluiu Jean-Jacques Dordain.
Fonte: TERRA

Para Nasa, Voyager ainda não deixou Sistema Solar

Pesquisadores afirmaram que a sonda já estaria fora da influência do Sol
Ilustração mostra a sonda Voyager 1, da Nasa, explorando uma nova região no Sistema Solar chamada \"rodovia magnética\" Foto: /NASA/JPL-Caltech / Reuters
 
A possibilidade de que a sonda Voyager-1 tenha deixado o sistema solar, como chegou a ser divulgado, passou a ser questionada, após a Nasa (Agência Espacial Americana), que controla a sonda, ter discordado da opinião de cientistas. Para a Nasa, a Voyager ainda permanece no sistema solar, apesar de pesquisadores terem afirmado que a sonda já estaria fora da influência do Sol. Lançada em 1977, a sonda foi criada inicialmente para estudar os planetas mais afastados da Terra, mas continuou viajando pelo espaço. Calcula-se que a região interestelar esteja a mais de 18 bilhões de quilômetros da Terra, ou 123 vezes a distância entre nosso planeta e o Sol. Atualmente, as mensagens de rádio da Voyager-1 levam 16 horas para chegar ao nosso planeta. A Voyager-1 caminha para se aproximar de uma estrela chamada AC +793888, mas só chegará a dois anos luz de distância da estrela - e levará cerca de 40 mil anos para fazê-lo. Na terça-feira, a União Geofísica Americana confirmou que a sonda teria deixado a heliosfera - a bolha de gás e campos magnéticos que têm origem no Sol.
 
Detecção de raios cósmicos
A Voyager-1 vinha monitorando mudanças no ambiente ao seu redor que sugeriam a proximidade da fronteira do Sistema Solar - a chamada heliopausa. A sonda havia detectado um aumento no número de partículas de raios cósmicos vindo do espaço interestelar em sua direção e, ao mesmo tempo, um declínio da intensidade de partículas energéticas vindo do Sol.
Uma grande mudança, que os cientistas chamaram de "heliopenhasco", aconteceu em 25 de agosto de 2012. Em poucos dias, a intensidade heliosférica da radiação caiu e a intensidade de raios cósmicos subiu, como era de se esperar quando se sai da heliosfera", explicou o professor Bill Webber da Universidade Estadual do Novo México, em Las Cruces. A Voyager-1 foi lançada em 5 de setembro de 1977 e sua "sonda irmã", a Voyager-2, em agosto do mesmo ano.
O objetivo inicial das duas sondas era investigar os planetas Júpiter, Saturno, Urano e Netuno - tarefa que completaram em 1989. Em seguida, elas foram enviadas para mais além no espaço, na direção do centro da Via Láctea. No entanto, suas fontes de energia, feitas de plutônio, devem parar de produzir eletricidade em cerca de 10 a 15 anos, quando seus instrumentos e transmissores irão parar de funcionar. As Voyagers se tornarão "embaixadores silenciosos" da Terra enquanto se movem pela galáxia. Ambas transportam discos de cobre banhados a ouro com gravações de saudações em 60 línguas, amostras de música de diferentes culturas e épocas, sons naturais da Terra e outros sons produzidos pelo homem.
Fonte: TERRA

Grandes Missões da Nasa - Estações Espaciais

O conceito de um ambiente espacial tripulado orbitando a Terra existe há mais de 100 anos. A NASA desenvolveu estações espaciais com base em enormes projetos feitos de borracha nos anos de 1950 e início dos anos de 1960. Mas as viagens de longa duração ao espaço começaram em 1973, quando a NASA lançou a Skylab. Foi o primeiro posto avançado tripulado norte-americano. Desde então, a cooperação global construiu a maior estrutura no espaço, a Estação Espacial Internacional. As lições aprendidas com estas duas estações espaciais estão ajudando o homem à regressar à Lua e até empreender missões prolongadas a Marte. 

 
Skylab
A Skylab era um enorme satélite, uma estação experimental de 77,5 toneladas que permaneceu na órbita da Terra durante apenas seis anos. Seu principal objetivo consistia em demonstrar que os seres humanos podiam viver e trabalhar no espaço durante longos períodos de tempo, com a intenção de expandir nossos conhecimentos sobre a astronomia solar. Para isso, ela dispunha de um laboratório para estudar os efeitos da microgravidade e de um observatório solar. Três equipes de três astronautas visitaram a Skylab, habitando na estação espacial em missões de 28, 59 e 84 dias, respectivamente. Durante este período de tempo, foram realizados aproximadamente 300 experimentos técnicos e científicos, incluindo a análise dos efeitos das explosões solares sobre a Terra e experimentos médicos que investigaram as demandas fisiológicas dos astronautas no espaço. Devido ao efeito prolongado da ausência de gravidade sobre seus corpos, os astronautas ficavam fracos demais para permanecer em pé depois de regressar de missões mais longas. Os equipamentos para exercícios se tornaram um requisito em todas as missões espaciais de longa duração.
 
Síndrome do edifício doente
As plantas foram introduzidas nas dependências da Skylab quando os cientistas descobriram que 107 componentes voláteis orgânicos – como o formaldeído e o bezeno - utilizados na construção da estação espacial ficavam presos e não conseguiam circular. Depois que as plantas folíferas foram introduzidas, os testes demonstraram que a qualidade do ar havia melhorado e que os sintomas descritos pela tripulação haviam desaparecido.
 
A Estação Espacial Freedom
Em 1984, o presidente Reagan anunciou os planos para uma nova Estação Espacial norte-americana, uma versão da bem-sucedida estação espacial russa Mir. No entanto, o projeto denominado “Estação Espacial Freedom” só seria oficialmente lançado em 1988. A Estação Espacial Freedom seria permanentemente tripulada, orbitando a Terra como um posto avançado que serviria como base de reparos para a frota de ônibus espaciais, laboratório de microgravidade e ponto de observação para os astrônomos. Também funcionaria como uma estação de montagem para espaçonaves que viajariam distâncias ainda maiores. No entanto, o projeto estourou o orçamento, possuía um design pouco realista e enfrentou uma acirrada oposição política. O programa terminou, inacabado, no final de 1990. Apesar da Estação Espacial Freedon nunca ter saído do papel, alguns de seus elementos fundamentais foram aplicados à Estação Espacial Internacional e ao programa Constellation.
 
Estação Espacial Internacional
 
A Estação Espacial Internacional foi projetada como uma rede modular de ambientes de trabalho habitáveis que orbita permanentemente a Terra. É um laboratório científico primordial que serve como ponto de partida para a exploração lunar e interplanetária. Ela foi programada para integrar o programa do ônibus espacial, e pela primeira vez, empregou a cooperação internacional para sua construção e manutenção.  Todas as agências especiais, entre elas, a NASA (Administração Nacional de Aeronáutica e do Espaço), a RKA (Agência Federal Espacial Russa), a JAXA (Agência de Exploração Aerospacial Japonesa),a CSA (Agência Espacial Canadense) e a ESA (Agência Espacial Européia) contribuíram para o programa. Zarya foi o primeiro módulo da Estação Espacial lançado na órbita da Terra, em 1998. Algumas semanas mais tarde, o módulo Unity foi enviado pelo ônibus espacial Endeavour. No ano 2000, a Rússia equipou o Zvezda com habitações para a tripulação, incluindo a cabine para dormir, equipamento para realizar exercícios, banheiro, pia e uma mesa de cozinha. A primeira tripulação chegou pouco depois.As tripulações internacionais entregaram cargas e suprimentos para manter e operar a estação espacial. Elas continuarão a incorporar componentes ao longo de onze missões futuras, até completar o programa no ano de 2010.
 
Vida a bordo
Os astronautas que visitam a Estação Espacial Internacional devem se exercitar duas horas por dia para compensar os efeitos da falta de gravidade em seus corpos. A maior contribuição da Agência Espacial Européia é o laboratório Columbus. É a mais nova instalação da da ISS e possibilita todo tipo de experimentos científicos, incluindo a utilização e o teste de equipamentos desenvolvidas para a exploração espacial durante longos períodos de tempo, os efeitos da microgravidade sobre os astronautas e o estudo das ciências dos materiais e da física de fluidos. Instrumentos externos do Columbus também permitem uma ampla variedade de experimentos exobiológicos e um estudo aprofundado do Sol.
Fonte:Discovery Brasil
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...